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Movimento em Brasília mantém número de manifestantes e contradiz analistas

foto manifestação 150816 brasília

De acordo com o movimento Vem pra Rua, cerca de 80 mil pessoas participaram neste domingo (16) da manifestação “Fora Dilma” e “Fora PT”, em Brasília, encerrado no início da tarde. Para a Polícia Militar, no entanto, os manifestantes somaram cerca de 25 mil pessoas, que marcharam do Museu Nacional até a Catedral e depois se concentraram no Congresso Nacional.

Apesar da disparidade entre as estimativas dos manifestantes e da Polícia Militar, as duas contagens conferem com as do dia 12 de abril, data da última manifestação.

Primeira cidade com relevância a encerrar a manifestação, Brasília surpreendeu os analistas do Palácio do Planalto, que apontaram para uma redução no número de manifestantes.

Em Fortaleza, a concentração ocorre a partir das 15 horas, na Praça Portugal. A previsão é que os manifestantes marchem até a Beira Mar. No último movimento, dia 12 de abril, os manifestantes estimaram que 32 mil pessoas participaram do protesto, enquanto a PM avaliou em 20 mil pessoas.

(com agências / foto: Agência Brasil)

A concentração de renda e o descaminho do PT

Da Coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (16), pelo jornalista Plínio Bortolotti:

Duas coisas: 1) o tipo de governo inaugurado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve excelente êxito, reduzindo a pobreza e propiciando a ascensão econômica e social de uma expressiva parcela da população brasileira; 2) ao fim de seu segundo mandato, esse modelo – baseado no consumo, no crédito fácil e em programas de complementação de renda – já estava esgotado, pois não alterava a essência da profunda desigualdade da sociedade brasileira.

O que fazer, então, a partir do terceiro mandato concedido ao PT?

Alguns números divulgados pela Receita Federal dão pistas sobre um dos porquês de a diferença entre pobres e ricos no Brasil ser tão profunda. Mostra o tamanho do fosso, a necessidade de ir além das “políticas compensatórias” – e por que é difícil fazê-lo

Os dados, referentes a 2013, revelam que os detentores de renda mais alta são os que menos pagam imposto de renda. Quem está no topo da pirâmide social, aqueles que ganham mais de 160 salários mínimos por mês (R$ 126,080 mil), pagam IR sobre apenas 6,51% de sua renda total. Isso porque 65,8% dos seus rendimentos são dispensados legalmente do pagamento do tributo.

São apenas 71.440 pessoas nessa condição (0,3% do total dos contribuintes), donos de 14% de toda a renda declarada ao fisco . A média de renda anual desses privilegiado é de R$ 4,170 milhões por ano; R$ 347,500 mil por mês. Junto a outros 655.285 contribuintes, com renda entre 40 e 80 salários mínimos, o setor representa 2,74% dos contribuintes, e abarca 30% do total da riqueza declarada.

O número total de declarantes do IR é de 26.494.416 pessoas.

Nas faixas mais numerosas de pagadores de imposto de renda, entre três a dez salários mínimo – onde se situa a classe média (incluindo a “nova”) – estão 15.182.402 contribuintes. Representam 57% do total de declarantes, e ficam com 21,4% da renda.

Portanto, se algum governo quiser alterar a estrutura da desigualdade brasileira, uma das medidas será fazer justiça tributária: taxar grandes fortunas, por exemplo, e acabar com isenções imorais, entre outras medidas.

Porém, para mexer nessas causas profundas, seria preciso abdicar do “presidencialismo de coalizão”, que impede qualquer incursão sobre os privilégios da elite brasileira. Quando foi que os bancos lucraram tanto? Como mexer no “clube” das construtoras, que vinham dilapidando o patrimônio público, se elas é que financiam o submundo da política?

É bem provável – caso o PT houvesse tido a ousadia de ir pelo caminho que indicavam as suas origens -, estaria enfrentado uma tempestade maior do que esta, com a qual se defronta. A diferença, é que o partido estaria de cabeça erguida, em conformidade com suas propostas e com a sua história -, e não acuado, instado a explicar o balcão de negócios escusos que prosperou sob seu governo.

Provavelmente, se assim fosse – se tomasse medidas mais profundas em direção a um país mais igualitário -, o céu também desabaria sobre o PT – e os gritos de “comunismo” e “bolivarianismo” ecoariam com mais desvario -, e Dilma poderia ter perdido a sua segunda disputa. As elites não brincam em serviço quando se trata de defender os seus privilégios.

Porém, o PT estaria com a sua honra intacta e continuaria a ser o fio de esperança de milhões de brasileiros que acreditaram em suas promessas. E agora, o que lhe resta?

Bora Vozão! – Há uma luz no fim do túnel… e não é uma lanterna

Nem mesmo a vitória do Ceará sobre o Macaé, na noite desse sábado (15), por 2 a 1, em pleno estádio Moacyrzão, no norte fluminense, pela última rodada do primeiro turno da Série B, devolveu o ânimo aos torcedores alvinegros. Na manhã deste domingo (16), ainda era tímida a presença de torcedores do Vozão com camisas do clube na praia, em supermercados ou nas ruas de Fortaleza.

Apesar da vitória, o Ceará ainda é o lanterna da competição, com oito pontos de diferença para o 16º colocado, o Boa Esporte/MG, que também nesse sábado venceu fora de casa (1 a 0 sobre o ABC).

Para internautas e torcedores em sites esportivos, os prováveis rebaixados para a Série C são o ABC, Mogi Mirim, Macaé e Ceará. Das quatro equipes, apenas o Macaé não se encontra na zona de rebaixamento. A estatística da Série B aponta que três, a cada quatro times que encerraram o primeiro turno na lanterna, caíram para a Série C.

Este Blog, no entanto, acredita na reação do Ceará e inclui também na lista dos prováveis rebaixados o Luverdense e o Paraná Clube, primeiro adversário do Vozão no segundo turno (quando todos os times voltam a se enfrentar, com a inversão do mando de campo), pois ambos estão em queda na tabela.

A partida diante do Paraná, no próximo domingo (23), na Arena Castelão, poderá tirar o Vozão da incômoda lanterna e concretizar a reação alvinegra. Seria a primeira vez que o Ceará venceria duas partidas seguidas, em 20 jogos, na disputa deste ano.

Governo aposta na frustração da oposição com redução no número de manifestantes

Analistas do Palácio do Planalto avaliam que as manifestações deste domingo (16) contra o governo do PT sofrerão um esvaziamento, em relação aos movimentos anteriores, e deverão frustrar a oposição, pois é a primeira vez que o PSDB estará oficialmente com sua bandeira nas ruas.

Para os analistas, o desempenho da presidente Dilma, nas últimas semanas, com visitas aos estados e entregas de obras foi fundamental para a retomada da agenda positiva.

Apesar da confiança, a presidente Dilma Rousseff permanecerá o domingo no Palácio do Alvorada, onde receberá informações sobre as manifestações pelo país.

(com agências)

Receita deposita terceiro lote de restituição do IRPF nesta segunda-feira

A Receita Federal deposita nesta segunda-feira (17), na rede bancária, os valores referentes ao terceiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoas Física 2015. No lote, estão 1.742.112 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,1 bilhões. Foram também liberadas declarações que estavam na malha fina dos exercícios de 2008 a 2014.

A Receita lembra que a restituição ficará disponível durante um ano. Se o resgate não for feito no prazo, deverá ser requerido por meio do Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF, na página da Receita Federal na internet.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800 729 0001 (demais localidades) e 0800 729 0088 (telefone especial exclusivo para pessoas com deficiência auditiva), para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

(Agência Brasil)

Polícia inicia investigação sobre falsas ciclofaixas

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foto ciclofaixa falsa

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Acidentes e Delitos de Trânsito (DADT), iniciou neste fim de semana as investigações acerca das falsas ciclofaixas, pintadas nas avenidas Treze de Maio e Domingos Olímpio. O inquérito policial foi instaurado, depois que a AMC encaminhou notícia crime.

foto cesar wagner

Segundo o titular da DADT, delegado César Wagner, os autores da pintura das falsas ciclofaixas colocaram em risco ciclistas, motoristas e pedestres, além de cometerem crime de usurpação de função, pois não poderiam planejar e executar a sinalização, ação exclusiva de órgãos de trânsito.

Tirar Dilma do governo não resolveria os problemas do Brasil e ajuste ficaria ainda mais duro

foto dilma positivo

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (16):

Neste domingo estão programadas manifestações de rua para marcar a insatisfação de alguns segmentos (sobretudo os de maior renda) contra o governo pela situação gerada em decorrência do ajuste econômico, como também em protesto contra a corrupção revelada pela Operação Lava Jato.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a CUT de São Paulo também preparam um ato em defesa da democracia, para este mesmo dia, em frente ao Instituto Lula – vítima recente de atentado terrorista e que estaria ameaçado de ser alvo de possíveis atos de vandalismo. No próximo dia 20, quinta feira, será a vez dos manifestantes que defendem a preservação do mandato da presidente Dilma e o respeito à integridade da Constituição de 1988 e do Estado Democrático de Direito.

Protestar é legítimo e perfeitamente compatível com a democracia. Já a exigência de destituir o governo, antes do término de seu mandato, não é possível de ser atendida no regime presidencialista representativo, a não ser através do impeachment.

Acontece que esse instrumento só pode ser acionado se o governante tiver cometido “crime de responsabilidade”, o que exige provas inequívocas e não arranjos casuísticos. Além do mais, o processo de impeachment é longo e traumático, compreendendo também a defesa do acusado. No presente caso, nada existe, até agora, que deponha contra a honestidade da presidente Dilma Rousseff, como reconhecem quase todos seus adversários.

Ao contrário, seu perfil é de uma mulher honesta, valente e desprendida que, pelo ideal de servir ao povo brasileiro, foi perseguida, presa e torturada – só raros políticos brasileiros passaram por essa prova. Assim, fazer pressão por um impeachment sem base jurídica traz o perigo de agravar a crise e atirar o País na convulsão política, social, econômica e institucional, o que prejudicaria a todos.

Tirar Dilma do governo não resolveria os problemas demandados pela sociedade, tais como: fim da recessão e do desemprego, mais saúde, segurança e proteção social. Pois, o programa de seus principais adversários não teria resposta para isso, oferece apenas um ajuste ainda mais duro. Pelo menos Dilma tenta proteger os segmentos mais fragilizados da sociedade.

PDT discute eleições do próximo ano no Sertão de Crateús

foto pdt 150815 crateús

A organização partidária, eleições 2016 e o novo cenário para o desenvolvimento local. Esses foram os temas do encontro do PDT, nesse sábado (14), no município de Crateús, que reuniu lideranças dos municípios da região. O evento teve à frente o presidente do partido no Ceará, deputado federal André Figueiredo, que pretende lançar candidaturas às prefeituras de vários municípios do Sertão de Crateús.

Desde que anunciou a retirada do PDT da base política da presidente Dilma Rousseff, há duas semanas, André Figueiredo busca intensificar o fortalecimento do partido no Ceará, assim como outras lideranças pedetistas fazem em seus respectivos estados.

Manifestantes convocam para movimento contra o governo do PT

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Um grupo de jovens manifestantes passou a semana convocando pessoas para o movimento deste domingo (16) contra o governo do PT, que terá concentração na Praça Portugal, a partir das 15 horas. Os atos ocorreram durante o período da noite, na Beira Mar. O grupo voltou a pedir a presença das pessoas no movimento, na noite desse sábado (15).

Dívida com rotativo do cartão de crédito é recorde e atinge R$ 33,1 bilhões

Os brasileiros estão usando cada vez mais o rotativo do cartão de crédito. No fim de junho, o somatório do saldo devedor dessa modalidade de crédito atingiu o recorde de R$ 33,122 bilhões, na série histórica do Banco Central (BC), iniciada em março de 2007. No início da série histórica, esse saldo era de R$ 11,407 bilhões.

O rotativo do cartão de crédito é a operação em que o cliente financia o saldo devedor remanescente após pagar somente uma parte da fatura. Também são consideradas como rotativo as operações de saque na função crédito.

No ano, essa foi a modalidade de crédito para consumo em que o saldo mais cresceu (16,6%), ganhando do cheque especial (12,7%). Para o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a queda na atividade econômica, com inflação em alta, gera dificuldades no orçamento doméstico e as pessoas deixam de pagar até mesmo o valor mínimo da fatura do cartão de crédito.

O pagamento mínimo é de 15% do total da fatura. Ao deixar de pagar o valor total, o cliente automaticamente contrata uma operação de crédito, com incidência de juros sobre o saldo não liquidado.

As instituições financeiras cobram juros altos por esse empréstimo e há o risco de a dívida crescer como bola de neve até o ponto de o cliente não conseguir pagar. “Essa é uma linha que, em cinco meses e meio, dobra de tamanho”, disse Oliveira.

(Agência Brasil)

Caixa faz manutenção em caixas eletrônicos neste fim de semana

Os clientes da Caixa Econômica Federal não poderão fazer operações nos caixas eletrônicos na madrugada deste domingo (16). O banco fará manutenção nos ambientes de autoatendimento da 1h às 4h.

De acordo com o banco, a pausa deve-se a uma atualização tecnológica nos caixas eletrônicos. A mudança objetiva melhorar a qualidade e a disponibilidade dos serviços aos clientes.

O banco esclarece que os demais serviços de atendimento eletrônico, como cartões de débito e crédito, Internet Banking, Banking Móvel, Caixa Celular e Banco 24 Horas não serão afetados.

(Agência Brasil)

Ignorar as ruas é sempre um erro

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (15), pelo jornalista Érico Firmo:

Desde o início das manifestações de rua e dos panelaços contra o governo, em março, a reação dos apoiadores do governo tem sido de ridicularizar os participantes do protesto. Nada muito original. O inverso ocorria quando eram os petistas que estavam na rua.

As estigmatizações são dos mais antigos instrumentos da política rasteira. Até porque, há de se convir, a matéria-prima tem sido farta, com produção em larga escala em Fortaleza: das dancinhas à apoteose da caricatura que é o Jair Bolsonaro (PP-RJ). Passando pelos cartazes de fazer corar, como os que defendem a sonegação e até o que pede “feminicídio sim”, carregado por uma mulher.

É difícil mesmo resistir à tentação do esculacho, mas, para o bem do governo, é necessário entender o recado que está além do ridículo. Para além dos posicionamentos situados entre o ridículo e o absurdo, os protestos de rua vêm indicando um sentimento que é real e é crescente.

E que está tão nítido nas pesquisas quanto, por anos, estiveram os recordes de popularidade de Lula e Dilma Rousseff. A insatisfação com o governo não está restrita a um setor social ou a determinadas regiões do Brasil.

O governo é impopular como nunca nenhum outro foi desde a redemocratização. Os governos que deram as costas à voz das ruas – e esse sentimento é sempre plural e diverso – invariavelmente se deram mal. Ouvir não significa necessariamente atender, concordar. Mas é preciso entender e oferecer respostas.

Para se recuperar, Dilma precisará atrair para seu lado, ou pelo menos, atenuar a repulsa de gente que estará na rua amanhã ou que apoiará os que estarão. Trocar de povo não é uma alternativa para o governo. Fazer-se de mouco, também não.

Cid Gomes acredita que manifestação deste domingo seja menor que anteriores

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O ex-governador Cid Gomes afirmou neste sábado (15) que a população deveria cobrar do Congresso Nacional que o espaço seja usado para a discussão dos problemas brasileiros, não para chantagem.

Cid se referiu às ações do presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contra a presidente Dilma. Segundo o ex-governador, o Legislativo Federal vive o pior momento da política brasileira.

Cid Gomes acredita que a manifestação contra o governo Dilma, neste domingo (16) deve ser menor que as anteriores. Para o ex-governador do Ceará, o país começa a viver outro movimento, que não estaria permitindo espaço para o golpismo.

Oposição pede PF nas ruas, neste domingo, para proteção dos manifestantes

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O líder do DEM no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), entrou com ofício no Ministério da Justiça pedindo que a Polícia Federal garanta segurança nas manifestações previstas para este domingo (16). O motivo do pedido foram as declarações feitas pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, durante cerimônia no Palácio do Planalto, de que as organizações sociais deveriam ir às ruas “com armas na mão se tentarem derrubar a presidente Dilma”.

O presidente da CUT afirmou depois que em nenhum momento sua intenção fora a de incitar a população a pegar em armas. “Foi um mal-entendido”, disse. “Obviamente eu não estava incitando a violência, eu me referia às armas da democracia e ao debate das ideias feito pela classe operária”, afirmou.

Caiado disse que pretende pedir ao Ministério Público Federal a abertura de inquérito contra Freitas por incitação ao crime (Artigo 286 do Código Penal) e por incitar a violação da ordem pública e a luta com violência entra as classes sociais (Artigo 23 da Lei de Segurança Nacional).

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que as manifestações marcadas para este domingo são legítimas e que o governo brasileiro respeita a liberdade de manifestação. “Manifestar-se é um direito democrático e como tal deve ser tratado”, afirmou.

(Agência Brasil)

Efeitos dos protestos e a leniência com o Congresso

Em artigo no O POVO deste sábado (15), o jornalista Luiz Henrique Campos afirma que os protestos previstos para este domingo (16) servirão para avaliar o atual governo do PT. Confira:

Os protestos contra o governo da presidente Dilma Rousseff previstos para amanhã em algumas das principais cidades brasileiras serão importante para se avaliar o ânimo das ruas contra o atual governo do Partido dos Trabalhadores (PT), mas o seu efeito não pode ser entendido de forma isolada, principalmente depois dos fatos acontecidos nos últimos dias.

A primeira questão a ser levada em conta, e isso em vista da própria expectativa gerada pelos organizadores, é que o 16/8 terá de superar em muito a quantidade de pessoas presentes nos dois protestos anteriores. Caso não seja, será um retumbante fracasso, o que pode dar força à presidente.

Em sentido contrário, com as manifestações sendo bem maiores neste domingo, de nada adiantará o esforço se o Congresso Nacional continuar sendo poupado. E esse talvez tenha sido o maior erro das ruas até agora na concretização do intento de derrubar a presidente Dilma. Essa leniência com o parlamento desde as primeiras manifestações mostrou o quanto foi inócuo o efeito dos protestos.

Ou seja, a popularidade da presidente vem caindo, mas já há quase um consenso no Congresso de que o impeachment não seria o caminho, tanto que lideranças da oposição acenam agora com o pedido de renúncia. Sobre isso, Dilma dá de ombros, pois seu perfil não permite tal conjectura. O fato é que, sem uma pressão junto ao Congresso, as manifestações continuarão sendo belas caminhadas cívicas dominicais embaladas por dancinhas, mas sem maiores consequências.

Ressalte-se em relação ao Congresso, todavia, que o time de pressão sobre o parlamento para impulsionar a derrubada de Dilma pode estar comprometido. Se nas duas manifestações anteriores, tanto Renan, pelo Senado, quanto Eduardo Cunha, na Câmara dos Deputados, fritavam o governo, hoje a situação mudou. Cunha, grande baluarte anti-Dilma, está isolado das principais lideranças até mesmo da oposição; ao passo que Renan parece ter feito as pazes com o governo.

Efeitos disso podem ser sentidos esta semana com a presidente robustecida, tanto por agenda mais favorável como por cobrança de entidades da sociedade pela manutenção da institucionalidade e da convergência de interesses entre o governo e o Congresso.