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Quem é mais ‘mala’ na vigilância: um flanelinha ou uma lombada eletrônica?

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Atualmente, nas grandes cidades, em cada esquina movimentada há uma lombada eletrônica. No mesmo quarteirão, um flanelinha. De um jeito ou de outro, nós, motoristas, estamos em vigilância constante. Para saber quem é mais “mala” nessa função, o jornalista e comediante cearense Glayco Salles se vale do Dedé Flanelinha e “exprica” a diferença.

Quadrilha interestadual é presa em agência bancária no Eusébio

Quatro pessoas foram presas nessa sexta-feira (22) no interior da agência do Banco do Nordeste, no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo a Polícia, com o grupo foi encontrado bananas de dinamite, maçarico e um rádio comunicador. O grupo levaria da agência cerca de R$ 500 mil.

Os presos são: Rogério Sousa de Oliveira, 37, que é de Redenção (63 quilômetros de Fortaleza); Marcelo Adriano Martins, 28, de Goiânia/GO; Walterson Pereira dos Santos, 22, de Minas Gerais; e Edson dos Santos, do Rio Grande do Norte. Todos foram levados para a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, no bairro Maraponga, em Fortaleza.

(O POVO Online)

Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil entra em vigor

Entrou em vigor neste sábado (23) o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que tramitou no Congresso Nacional por mais de dez anos. A norma estabelece novas regras para as parcerias entre a administração pública e essas entidades, que, segundo levantamento feito em 2015 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com a Secretaria de Governo da Presidência da República, somam 323 mil.

Na prática, a realização de convênios entre os governos federal, estadual e municipal e essas organizações fica extinta. A partir de agora, para celebrar parcerias, as organizações da sociedade civil deverão comprovar tempo mínimo de existência, sendo três anos para atuar junto com a União, dois anos com Distrito Federal e estados e um ano com municípios. Nesse último caso, a lei passará a valer em janeiro de 2017.

Uma das novidades mais importantes é a abrangência nacional da nova legislação, que passa a estabelecer as mesmas regras para a União, o Distrito Federal, estados e municípios firmarem parcerias com as organizações. Outro ponto do texto é a obrigatoriedade de uma chamada pública para firmar parcerias com as organizações. A expectativa é que a medida dê mais transparência na aplicação dos recursos públicos e amplie as possibilidades de acesso das organizações da sociedade civil a esses recursos.

(Agência Brasil)

Por que defendo o IJF2?

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Em artigo enviado ao Blog, o presidente do PPS no Ceará, Alexandre Pereira, o ex-vice na chapa encabeçada por Heitor, na eleição à Prefeitura de Fortaleza em 2012, avalia a necessidade da construção do IJF 2. Confira:

Após recentes polêmicas relacionadas à construção do IJF2 amplamente divulgadas pela mídia local, nós do PPS nos sentimos na obrigação de tornar público nosso posicionamento, especialmente pelo fato de termos participado da chapa PDT/PPS em 2012, tendo Heitor Férrer como candidato a prefeito e por mim, Alexandre Pereira, na composição como vice-prefeito.

O PPS, mantendo a coerência e respeitando os 262.365 fortalezenses que acreditaram em nossas propostas, reafirma que apoia a construção do IJF2, um dos compromissos centrais do programa de governo da nossa candidatura em 2012.

A proposição do IJF2 se materializou após uma série de debates que chegou à notória constatação da sua necessidade especialmente pelo fato de que o IJF representa a principal unidade de atendimento em traumas de Fortaleza e de todo o Ceará. Foi a reflexão de que mais de 20 anos se passaram sem que a principal unidade de atendimento de traumas da nossa capital fosse contemplada com uma estrutura de retaguarda que fez nascer o debate da importância do IJF2.

Desde a última expansão do IJF, inaugurada em outubro de 1993, Fortaleza viu sua população crescer em mais de 740 mil habitantes. O IJF2 é a melhor solução para otimizar recursos humanos e estruturais de saúde pública especializada e o caminho para oferecer um atendimento digno à nossa população. Todos que entendem de fato de gestão de recursos públicos e que conhecem a real necessidade da saúde de Fortaleza chegarão à mesma constatação.

É fundamental ressaltar que o apoio ao Prefeito Roberto Cláudio no 2° turno das eleições em 2012 foi lastreado em compromissos programáticos entre os quais se destacaram as melhorias na mobilidade urbana, a revitalização das praças, a implantação das escolas de tempo integral e o IJF 2, sendo que todos estes compromissos vêm sendo exemplarmente honrados pela gestão liderada pelo Prefeito Roberto Cláudio.

O PPS não faz da política plataforma de marketing eleitoreiro midiático da mesma forma que condena o personalismo exacerbado. O caminho para uma sociedade mais justa e igualitária nós buscamos construir de forma coletiva e por convicção, com políticas públicas sólidas e de amplo interesse público.

Comissão da Câmara cobra rapidez nas obras de transposição do rio São Francisco

Para o relator da comissão externa da Câmara dos Deputados, Rômulo Gouveia (PSD-PB), é preciso que a vigilância do Parlamento se intensifique na revitalização do rio São Francisco e sua integração com outras bacias hidrográficas do Nordeste.

“A crise hídrica é muito grave. Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará sofrem muito. Para se ter uma ideia, na Paraíba, o manancial de São Gonçalo, em Sousa, está com 3% [de capacidade]; o Coremas Mãe-D’Água e o Epitácio Pessoa, em Boqueirão, que abastecem a região da grande Campina, estão com 13% de capacidade. E uma obra estruturante, importante e até definitiva para minimizar essa situação é a transposição”, disse o deputado.

Na última visita técnica da comissão externa – realizada em novembro, na cidade pernambucana de Salgueiro –, o secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Osvaldo Garcia, previu a conclusão das obras entre o fim deste ano e o primeiro trimestre de 2017.

A comissão externa que acompanha as obras de transposição do rio São Francisco é composta por 15 parlamentares, sob a presidência do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). O prazo para o encerramento dos trabalhos ainda não foi definido e haverá um relatório final das atividades do colegiado.

(Agência Câmara Notícias)

Ibama multa Ceará Portos por derrame de carvão vegetal no mar

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (23), pelo jornalista Demitri Túlio, nas férias do titular:

O derrame de carvão vegetal em uma área do mar do Porto do Pecém foi de responsabilidade da Ceará Portos. O Ibama multou a “autoridade portuária” em R$ 30 mil e poderá aplicar outras multas e sanções por causa do dano ambiental.

Até essa sexta-feira (22), a Ceará Portos deveria ter apresentado ao Ibama a Ficha de Infraestrutura de Segurança do Produto Químico ali descarregado e o Plano de Resposta Emergencial.

Segundo Carlos Alberto Maia, coordenador do Núcleo de Prevenção e Atendimento a Emergências Ambientais do Ibama, um laudo apontará o quanto de carvão seguiu para o oceano.

Por enquanto, não houve mortalidade de peixes nem de outras espécies. E quem mais foi afetado, disse Maia, foram os funcionários do Porto.

O que aconteceu? O navio Vitakosmos, impossibilitado de usar as esteiraras da CSP e da Pecém Geração de Energia, foi orientado a descarregar (por guindaste) um pouco mais de 70 mil toneladas do carvão vindo da Austrália. A carga foi posta no chão sem adoção de medidas de segurança e o vento forte do Pecém arrastou parte do produto, poluindo um trecho do mar.

A Ceará Portos cometeu outro vacilo. Segundo Carlos Alberto Maia, do Ibama, a contaminação do mar pelo carvão deveria ter sido comunicada até duas horas depois do acidente. Informação omitida. O estrago só não foi maior porque a Petrobras emprestou uma barreira de contenção.

Advogados autônomos não poderão optar pelo Supersimples

Criadas para facilitar a formalização dos advogados autônomos, as sociedades individuais de advocacia não poderão optar pelo Simples Nacional, regime especial de tributação para micro e pequenas empresas. A Receita Federal esclareceu, nessa sexta-feira (22), que são necessárias outras mudanças na legislação para que a nova categoria pague impostos e contribuições da mesma maneira que as microempresas.

De acordo com o Fisco, é necessário atualizar a Lei Complementar 123, de 2006, que criou o Simples Nacional, para que o advogado autônomo possa aderir ao regime especial de tributação. Enquanto isso, os pequenos escritórios de advocacia continuarão a ter tratamento tributário mais favorável que os advogados individuais.

Aprovada em dezembro pelo Senado e sancionada no último dia 12 pela presidenta Dilma Rousseff, a Lei 13.247 criou a figura da sociedade individual de advocacia. A lei determina que nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, nem fazer parte, ao mesmo tempo, de um escritório de advocacia e de uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou filial na mesma área de atuação.

(Agência Brasil)

Quintão desiste de disputar liderança do PMDB na Câmara e apoia Picciani

O deputado Leonardo Quintão (MG), que havia se lançado candidato à liderança do PMDB na Câmara, desistiu nesta sexta-feira (22) da disputa e declarou apoio à recondução do atual líder da bancada, Leonardo Picciani (RJ). De acordo com Picciani, com esse gesto, Quintão busca a unidade da bancada federal do partido. A decisão foi tomada durante almoço, em Juiz de Fora (MG), entre Quintão e Picciani.

No fim da tarde, Picciani postou a informação na rede social Facebook. “Em nome da unidade partidária, recebi seu apoio [Leonardo Quintão] para minha recondução à liderança. Portanto, ele retirou sua candidatura. Agradeço a grandeza de seu ato para, juntos, construirmos o PMDB nacional do nosso país. Obs! A eleição será dia 17 de fevereiro. Conto com o apoio de todos”, diz a mensagem de Picciani.

Também no Facebook, Quintão postou mensagem dizendo que se recusava a fazer parte de uma disputa sem ideias, de uma guerra entre aliados, em que só iriam perder a união e o consenso no partido. Quintão afirmou que seu interesse é cumprir o mandato de deputado e que não foi sondado para ocupar nenhum cargo.

“O ódio não deve ser motivador da escolha de um líder, pois não há vitória em conduzir um grupo estilhaçado, dividido por disputas internas. Diante disso, abro mão da minha candidatura, em prol da construção do diálogo. Faço isso, diante dos compromissos assumidos pelo deputado Leonardo Picciani de, se eleito líder da nossa bancada, conduzir sua liderança contemplando as diversas alas do partido”, postou Quintão.

As candidaturas à liderança do PMDB poderão ser apresentadas até 3 de fevereiro e a eleição será no dia 17. Com a desistência de Quintão, estão na disputa o atual líder Picciani e o paraibano Hugo Motta, ex-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

(Agência Brasil)

Presidente da OAB/Subseção RMF cobra mais segurança nos Fóruns

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foto rafael mota oabce

A propósito da publicação “’Advogados’ assaltam Fórum de Cascavel”, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção da Região Metropolitana de Fortaleza, Raphael Pessoa Mota, lamenta o episódio e ressalta que é desagradável profissionais tão importantes para a sociedade terem sua classe associada a esse tipo de contexto, pois agride não só a Advocacia, mas a toda a população.

Ainda sobre o ocorrido, a Instituição reforça a necessidade de fortalecer a segurança nos Fóruns, colocando-se à disposição do Tribunal de Justiça para apoiar no que for necessário.

CNC: número de famílias endividadas cai em 2015, mas inadimplência aumenta

O ano de 2015 teve uma redução de 1,3% no número médio de famílias com dívidas, divulgou nesta sexta-feira (22) a Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a CNC, no entanto, o número de famílias com dívidas e contas em atraso (inadimplentes) aumentou 8,4% em relação a 2014, chegando a 20,9%.

Pela primeira vez, desde 2010, ocorre aumento no número de famílias com contas atrasadas. No ano passado, 19,4% das famílias estavam nessa situação.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) e apontam aumento da inadimplência. O número de famílias que reconheceram não ter perspectiva de pagar suas contas atrasadas subiu 23,2% e chegou a 7,7% do total. Em números absolutos, havia mais de 1,1 milhão de famílias nessa situação em 2015, contra 899 mil em 2014.

A redução do número de famílias com dívidas, para a CNC, está ligada a fatores desfavoráveis ao consumo, como aumento da inflação e desaquecimento do mercado de trabalho.

A pesquisa também aponta que a renda das famílias brasileiras está mais comprometida com o pagamento de dívidas. O percentual médio da renda usada para este fim subiu de 30,4% para 30,6% – a maior taxa da série iniciada em 2010.

(Agência Brasil)

Dom José preside missa na abertura do ano da Turma de Seminaristas do Jubileu da Misericórdia

foto dom josé antonio

O arcebispo de Fortaleza Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques preside nesta segunda-feira, dia 25, no Seminário Propedêutico, missa de abertura do ano da Turma de Seminaristas do Jubileu da Misericórdia.

A celebração acontece às 19h e será concelebrada por padre Rafhael Maciel, Reitor e Missionário da misericórdia, padre Vicente Oliveira, Vice-Reitor, e outros sacerdotes.

Para onde vai o dinheiro que iria para o Carnaval

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Da Coluna Política, no O POVO desta sexta-feira (22), pelo jornalista Érico Firmo:

Um dos debates das últimas semanas é sobre o corte dos recursos públicos para o Carnaval. Já havia sido assim no ano passado. Gestores anunciam cancelamento do Carnaval e recebem aplausos. A ponto de o site Sensacionalista, que faz humor com notícias fictícias que flertam com a realidade, brincou: “Prefeito do interior cria Carnaval na cidade só para cancelar e transferir a verba para fim social”.

A discussão é boa e serve para refletir sobre prioridades e sobre a forma como os recursos são gastos. E ajuda a refletir sobre o que é essencial, o que é supérfluo e sobre como esses valores podem variar conforme o nicho social. Como em tudo mais, não creio que haja verdades absolutas.

Se uma cidade vive situação de calamidade, colapso social, concordo que não há mesmo clima para Carnaval. Porém, também não concordo com o extremo oposto.

Muita gente defende que só é legítimo investir em lazer, entretenimento e cultura quando o poder público já tiver resolvido todos os demais problemas da sociedade. Quando não houver mais nenhuma pendência nas outras áreas, a perfeição tiver sido atingida. Ou seja: nunca.

Essa visão, tão difundida, enxerga diversão, lazer, brincadeira, festa, tudo isso como coisas supérfluas diante do essencial. Não é o que diz a Constituição. O lazer é definido entre os direitos sociais, equiparado à educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, segurança…

Não que todos tenham a mesma importância, absolutamente. Há de se dar o devido peso a cada um desses direitos. O lazer não deve receber os mesmos investimentos feitos na educação ou na saúde. Mas, a proporção também não é de tudo para uns e nada, zero, para o entretenimento. Uma gestão pública equilibrada é capaz de equacionar prioridades, atender o essencial sem deixar de contemplar o lúdico, a fantasia. A gente não quer só comida, já cantou uma banda que teve muita importância há três décadas.

Tomemos o exemplo de um orçamento doméstico. Mesmo na crise, há quem guarde dinheiro para uma pequena viagem de Carnaval com a família ou os amigos. Não é porque a situação está difícil que todo mundo vai passar os quatro dias dentro de casa. Para além desse período, por maior que seja o aperto, a maioria das famílias consegue ter um bolinho para não deixar um aniversário passar em branco. As comemorações são necessárias.

O momento exige equilíbrio, contenção. Não comporta grandes festanças. Não é o caso de trazer grandes atrações de cachês caríssimos com dinheiro público. Mas, celebrar é preciso. Não é justo negar justamente à gente mais simples o direito a um dia da “alegria fugaz” cantada por Chico Buarque.

Porque, em geral, quem defende que não se gaste dinheiro com festas públicas pode pagar por diversão privada. Nesse caso, é fácil querer sonegar aos outros direitos que alguns podem comprar. Apontam que os governos não devem gastar com festejos para a patuleia, ao mesmo tempo que já se planejam para a folia particular. É o dinheiro de cada um, é justo e merecido que gaste como quiser. Mas chega a ser cruel o egoísmo que pretende tirar de todos aquilo de que alguns não precisam.

Isso para nem falar de lugares onde o Carnaval é fonte de lucro. Em cidades como Aracati, Paracuru, Beberibe, Carnaval é investimento. Dá retorno. Um eventual corte provoca prejuízo, isso sim, ao invés de evitar despesas. Com possibilidade – é o ideal e desejável – de patrocinadoras arcarem com parte dos custos, se não com a festa inteira.

Observe-se o caso de Pernambuco. É o epicentro do surto nacional de microcefalia. Vê se alguém por lá fala em cancelar os festejos. Porque é uma grande fonte de renda. Lá também tem seca, crise econômica, problemas de saúde. A mesma coisa na Bahia. No Rio de Janeiro, observem se a situação calamitosa da saúde impedirá os desfiles da Sapucaí ou os blocos de rua. Deixar de atrair os milhares de turistas não é propriamente uma forma de preservar os cofres públicos, bem ao contrário.

Fortaleza não tem Carnaval dessa dimensão. Mas, mesmo sem atrair multidões, o crescimento da festa desde o fim da década passada tem segurado muita gente na Cidade. Desse modo, toda uma economia é movimentada, com restaurantes, bares. Dez anos atrás, alguns shoppings fechavam até os cinemas. A Capital tinha ares quase fantasmagóricos. Hoje, há efervescência. E uma economia é movimentada.

Porém, mais importante que discutir para onde o dinheiro deixa de ir é saber para onde ele vai. No ano passado, sob aplausos, um monte de prefeituras cancelou a folia sob pretexto de combater a seca. Alguém aí é capaz de dizer como o dinheiro foi gasto? Alguém viu alguma prestação de contas? Tem-se notícia dos grandes benefícios sociais realizados com os caraminguás economizados no Carnaval de 2015. Porque fica parecendo que basta o dinheiro não ir para a festa popular que o problema está resolvido. Mas, financiar a folia do povo está longe de ser o pior exemplo de gasto público que se encontra por aí. Quando o dinheiro se perde na vala comum dos recursos governamentais, coisa muito pior pode acontecer – e acontece.

Chove em mais de 160 municípios cearenses nesta sexta-feira

O volume das chuvas foi menor que os registros da madrugada anterior, mas até as 10 horas desta sexta-feira, 22, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recurso Hídricos (Funceme) registrou precipitação em 161 municípios cearenses. As maiores chuvas foram no Crato (108 mm), Quiterianópolis (104 mm), e Aquiraz (92 mm).

Em Fortaleza, choveu 63.8 mm no posto Messejana, cerca de 31 mm a menos que o registro de quinta-feira, 21, a maior chuva do ano na capital cearense em 2016.

Com um volume menor, os transtornos da chuva também diminuíram nesta manhã. Apenas três semáforos apresentaram problemas, mas foram restabelecidos.

As falhas foram identificadas nos cruzamentos da Lauro Nogueira com Professor Otávio Lobo, Vital Brasil com rua Verbena e Fausto Cabral com José Carlos Gurgel Nogueira.

Segundo a Funceme, a previsão é de céu parcialmente nublado em Fortaleza. Para o ceará, a Fundação prevê eventos de chuva no centro-sul do estado e na Serra da Ibiapaba. Nas demais regiões cearenses, o céu deve ficar parcialmente nublado.

(O POVO Online)

Lições que vêm do Chile

Em artigo, o jornalista e sociólogo Demétrio Andrade retrata as experiências que conheceu no Chile e faz um comparativo com o Brasil. Confira:

Tive recente oportunidade de visitar nosso vizinho sulamericano. Um país repleto de peculiaridades. Do ponto de vista geográfico, o Chile tem proteções naturais belas e incomuns: ao Norte, o deserto de Atacama. Ao Sul, as geleiras da Patagônia. A Leste, a cordilheira dos Andes. A Oeste, o Pacífico.

Tais conformações, porém, não resolvem um problema crônico: os constantes abalos sísmicos, proporcionados por uma falha geológica no fundo do oceano que avança para debaixo do continente a uma velocidade de quase dez centímetros por ano. Os terremotos deixam consequências ainda mais graves quando são acompanhados por tsunamis. Some-se a isso o fato de os chinelos possuírem 2.600 vulcões em seu território, cerca de 800 deles ativos.

O maior terremoto registrado na história, de magnitude 9,6, atingiu a cidade de Valdivia, no sul, em 1960. Porém, o Chile aprendeu a conviver com esta realidade ao longo dos anos. Isso fez com que não só as autoridades reajam rápido, mas também os cidadãos. Desde pequenos, os chilenos participam de simulações no colégio e aprendem a manter a calma em caso de evacuação, para que ela ocorra de forma segura e eficaz. Os chilenos se dizem acostumados aos terremotos, posto que vivem no lugar com mais abalos sísmicos do mundo.

As pesquisas do país sobre o tema são constantes e cada vez mais sofisticadas. São capazes de prever tremores com antecedência. Além disso, as regras para construção são bastante rígidas: determinam o uso de concreto e aço, que deve ser suficientemente flexível e resistente para permitir que uma construção se mova e balance, mas não caia.

As edificações mais modernas precisam ainda incorporar materiais isolantes e dissipadores de energia, que fazem com que o movimento da terra não seja transmitido para um prédio e, caso isso ocorra, a energia seja absorvida. Cada tipo de solo necessita de um cálculo específico para determinar tamanho, forma, profundidade e resistência das fundações.

Quem passa a conhecer esta realidade, fica admirado ao saber que a capital Santiago possui um dos melhores sistemas de metrô do planeta, abarcando boa parte da cidade, usando solo e subsolo, em grandes profundidades. Desta forma, o povo chileno dá ao mundo, todos os dias, uma lição de resistência e perseverança na construção do seu futuro.

O Brasil, vizinho maior e bem mais opulento, com riquezas amplas e variadas – o Chile tem uma economia onde a extração de cobre responde por metade de suas exportações – não consegue esboçar um sistema de transporte público digno em nenhuma de suas grandes cidades. Na verdade, é injustificável ainda depender basicamente de rodovias para escoar nossa intensa produção. Detalhe: não possuímos problemas geográficos que dificultem, nem de longe, tal processo.

Passou da hora, do dia, do ano, da década e do século do nosso país investir em reformas estruturais, como o transporte, por exemplo. São elas que seguram o dia a dia da população, deixando o terreno preparado para os melhores e os piores dias econômicos e políticos. Precisamos assimilar, com urgência, as boas práticas de nossos vizinhos.

Indústria encerra 2015 com ociosidade recorde, diz CNI

O setor industrial encerrou 2015 com ociosidade recorde, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A utilização da capacidade instalada (UCI) atingiu 62% em dezembro e é a menor da série histórica mensal, iniciada em janeiro de 2011.

A intenção de investimento teve queda de 0,8% em janeiro ante dezembro e atingiu 41,6 pontos, de acordo com a Sondagem Industrial da CNI. O índice de intenção de investimento varia de 0 a 100 pontos e quanto maior o índice, maior a intenção de investir. Segundo o a CNI, diferentemente da maioria dos índices da Sondagem Industrial, essa taxa não tem um ponto de inflexão entre investir e não investir (linha divisória de 50 pontos). Ele apenas indica o quão difundida entre as empresas é a intenção de investir.

Segundo a CNI, a produção também teve forte queda em dezembro. O indicador registrou 35,5 pontos. Neste caso, valores abaixo dos 50 pontos indicam redução da produção industrial na comparação com o mês anterior. Essa contração na atividade industrial fez com que os estoques fossem ajustados. O índice de evolução dos estoques teve recuo intenso em dezembro e assinalou 46,6 pontos. Esse também foi o menor indicador desde o início da série, em janeiro de 2011. Isso contribuiu para que os estoques se mantivessem no nível planejado pelas empresas. O índice de estoques efetivo-planejado recuou de 51,4 pontos, em novembro, para 49,8 pontos, em dezembro, ficando praticamente na linha dos 50 pontos.

O índice de evolução do número de empregados também ficou abaixo dos 50 pontos e registrou 41,5 pontos em dezembro, o que sinaliza queda no emprego da indústria.

(Agência Brasil)

Heitor age como pré-candidato ou representante da população?

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Em artigo enviado ao O POVO, o educador Carlos Filho Segundo avalia a entrevista do deputado Heitor Férrer, ao O POVO, sobre a gestão Roberto Cláudio. Confira:

Saiu esta semana, no jornal O POVO, matéria em que o deputado estadual Heitor Férrer afirmou não concordar mais com a ampliação do Instituto Dr. José Frota (IJF) e ainda fez críticas severas à atual gestão do prefeito Roberto Cláudio (RC).

Na entrevista concedida ao O POVO, Heitor disse que RC é uma fraude e uma enganação. Ainda de acordo com as palavras do deputado, o prefeito não estaria cumprindo com seu programa de governo.

Agora, vale lembrar que o programa de governo do atual prefeito de Fortaleza está sim sendo colocado em prática e mudando a cidade. No transporte, Roberto Cláudio implantou o Bilhete Único, o Transporte Rápido por Ônibus (BRT), as faixas exclusivas de ônibus, construção de túneis e viaduto e a ampliação da malha cicloviária.

Na segurança, por exemplo, foi prometido e cumprido a ampliação da Guarda Municipal, como também a melhoria da iluminação pública e as reformas de praças. Na educação o prefeito já colocou para funcionar escolas de tempo integral, aumentou o número de creches e Cucas.

Na saúde, houve um grande aumento no número de atendimento do Programa Saúde da Família (PSF), além da reforma de todos os postos de saúde e da construção das três primeiras UPAs da Prefeitura.

Depois de ver todas essas mudanças acontecendo na cidade, fica a dúvida: Heitor Férrer não conhece Fortaleza ou estaria agindo de má fé? Esse debate é realmente para melhorar a cidade ou é apenas um bate-boca politiqueiro?

Fortaleza precisa de políticos que saibam tirar as ideias do papel, que coloquem a cidade para frente e que façam de Fortaleza uma cidade de mais igualdade.

Fies: inscrições começam no dia 26 de janeiro

As inscrições para o processo seletivo do Fies relativo ao primeiro semestre de 2016 começam na terça-feira (26) e seguem até o dia 29. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet. O Fies financia cursos superiores não gratuitos com avaliação positiva. O Ministério da Educação ainda não divulgou o número de financiamentos disponíveis para esta edição. As regras da seleção estão em edital publicado na edição desta sexta-feira (22) no Diário Oficial da União.

Pode se inscrever no processo seletivo do Fies o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, obtido pelo menos 450 pontos na média nas provas e não tenha tirado 0 na redação. O candidato precisa ter também renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários mínimos.

O candidato poderá se inscrever em um único curso e turno entre aqueles com vagas ofertadas. Durante o período de inscrição, poderá alterar sua opção de vaga, bem como efetuar o cancelamento. Os estudantes serão classificados de acordo com as notas no Enem na edição em que tiver obtido a maior média.

(Agência Brasil)