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Parkinson – identificação de sintomas é um dos principais desafios

Um dos maiores desafios no processo diagnóstico da doença de Parkinson consiste na identificação dos sintomas. Apesar de o tremor ser o sinal mais conhecido da enfermidade, o principal indicador é a bradicinesia ou lentidão dos movimentos. O alerta é da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) em razão do Dia Mundial da Doença de Parkinson, lembrado neste sábado (11).

De acordo com o geriatra e membro da entidade José Elias Pinheiro, a população em geral tende a associar a lentidão dos movimentos ao envelhecimento e o sinal de alerta, muitas vezes, não é levantado. “Pode ser o caminhar mais lento, dificuldade para vestir a roupa, maior tempo para tomar banho”, explicou.

Pinheiro destacou entretanto que a doença de Parkinson é caracterizada por pelo menos dois sinais motores e que a lentidão dos movimentos, portanto, pode vir acompanhada por tremores, rigidez ou instabilidade postural. Outros sintomas não motores incluem depressão, apatia, face inexpressiva e alterações na pele.

(Agência Brasil)

Senado deve retomar discussão sobre indexador das dívidas dos estados com a União

O projeto que obriga a União a colocar em prática o novo indexador das dívidas dos estados continua na pauta do Senado. O resultado da votação depende da definição das bancadas dos estados sobre a proposta do governo de adiar a aplicação do novo índice. O item é o terceiro da pauta e deve ser votado depois da MP MP 660/2014, que permite aos servidores dos ex-territórios optar por integrar o quadro da União. Também antes do projeto do indexador, os senadores devem concluir a votação do novo marco legal da biodiversidade (PLC 2/2015).

A mudança no indexador das dívidas é uma reivindicação antiga de governadores e prefeitos. O texto que altera a indexação das dívidas virou lei em 2014 (Lei complementar 148/2014), mas o governo ainda não regulamentou a lei para adiar essa renegociação. O projeto que está na pauta do Plenário (PLC 15/2015 complementar) deixa claro que a renegociação das dívidas com a União independe de regulamentação e dá prazo de 30 dias para que o governo federal assine com os estados e municípios os aditivos contratuais.

A preocupação do governo é com o aumento de gastos. A mudança no indexador, segundo estimativas atribuídas ao Ministério da Fazenda, poderia gerar uma perda de R$ 3 bilhões ao governo federal neste ano. Agora, a proposta do governo é adiar a aplicação até janeiro de 2016 e depois devolver aos estados e municípios o que tiver sido pago a mais em 2015. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) criticou a proposta.

— Nós temos pressa. A proposta do governo não atende ao interesse dos estados. Para se ter uma ideia, o governo do Paraná perderia neste ano cerca de R$ 141 milhões. É uma proposta que não pode ser acolhida por nós — disse o senador.

(Agência Senado)

Raúl Castro elogia Obama em discurso e agradece pelo fim do isolamento cubano

O presidente de Cuba, Raúl Castro, cumpriu a ameaça que fez – em tom de brincadeira – ao iniciar seu discurso, neste sábado (11), na sétima Cúpula das Américas: falou  durante cinquenta minutos (muito além do combinado) para compensar o silencio nas seis cúpulas anteriores. Era a primeira vez que um líder cubano participava da conferencia hemisférica, realizada a cada três anos, desde 1994, e ele aproveitou para elogiar o presidente norte-americano, Barack Obama.

“Já era hora de me deixar falar. Fiz um grande esforço para reduzir meu discurso, mas como vocês me devem seis cúpulas, pedi uns minutinhos mais”, disse Castro, rindo. Ele falou logo depois do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, a quem chamou de “homem honesto” e agradeceu pela decisão de reverter cinquenta anos de políticas norte-americanas, destinadas a isolar o governo comunista cubano. Em dezembro passado, Obama anunciou que queria normalizar as relações diplomáticas com Cuba, interrompidas ha meio século – e uma das primeiras medidas foi suspender o veto de seus antecessores a inclusão do governo cubano na cúpula.

A presença de Castro e Obama na mesma mesa foi o ponto alto da sétima Cúpula das Américas – a primeira que contou com a presença de todos os 35 lideres do hemisfério. “Celebramos, aqui e agora, a iniciativa corajosa dos Presidentes Raul Castro e Barack Obama de restabelecer relações entre Cuba e Estados Unidos, pondo fim a este último vestígio da Guerra Fria na região”, disse a presidenta Dilma Rousseff, em seu discurso. “Os dois presidentes deram uma primeira prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da História, deixando de lado preconceitos e nocivos antagonismos, que tanto afetaram nossas sociedades”.

A reaproximação entre Estados Unidos e Cuba foi saudada pelos lideres na cúpula como uma vitória para toda a região – mas alguns lamentaram a recente crise entre os EUA e Venezuela, desencadeada por um decreto de Obama, com sanções a sete funcionários do governo venezuelano de Nicolas Maduro, por seu papel na violação de Direitos Humanos. Para justificar as medidas, de bloquear seus bens e contas nos Estados Unidos, Obama teve que declarar a Venezuela “ameaça à segurança” norte-americana – o que gerou um mal estar em toda a região.

Para o presidente norte-americano, é mais importante virar a página e juntar esforços para melhorar a educação, combater a pobreza e investir em energia limpa. O presidente também reconheceu que, apesar de continuar tendo diferenças com Cuba, isso não impedirá a normalização das relações entre os dois países. Mas ele não fez menção ao decreto contra a Venezuela.

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, disse que tinha tentado varias vezes falar com Obama, sem sucesso. “Eu o respeito, mas não temos confiança em você, presidente Obama. Se quer conversar… agora, se não quer conversar, aí esse será seu legado à Venezuela”, disse.

(Agência Brasil)

Dilma destaca avanços sociais na América Latina ao falar na Cúpula das Américas

A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (11) que a democracia e os novos paradigmas políticos dos últimos anos, na América Latina, inverteram a lógica da ação do Estado conferindo prioridade ao desenvolvimento sustentável aliado à justiça social na região. As declarações foram feitas na1ª sessão plenária da Cúpula das Américas, que ocorre no Panamá.

A presidente atribuiu os avanços ao rigor democrático da região e à capacidade dos países latino-americanos de se organizarem em fóruns como o Mercosul, a Aliança do Pacifico, a Unasul e a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), nos últimos anos. Para a presidenta, essa integração entre os países da América Latina e do Caribe tem o papel de reduzir as desigualdades sociais e promover o desenvolvimento da região.

“Hoje a América Latina e o Caribe têm menos pobreza, menos fome, menos analfabetismo e menos mortalidade infantil e materna.(…) Mas é preciso mais riqueza, dignidade, educação e é isso o que vamos construir nos próximos anos”, afirmou Dilma Rousseff. “Mas não podemos fechar os olhos para a persistência de desigualdades, que ainda afetam, em diferentes graus, a todos os países do hemisfério”, acrescentou. A presidente também defendeu a necessidade de se aumentar e consolidar a justiça social no continente.

Segundo Dilma, a educação ocupa papel fundamental no combate às desigualdades e é hoje o maior desafio na região. “Educação inclusiva e de qualidade é o maior desafio do nosso continente, porque ela é indispensável para romper o ciclo de reprodução da desigualdade para gerar oportunidade de inovação, democratizar o acesso e a produção do conhecimento”.

(Agência Brasil)

Plenário retomará votação de projeto que regulamenta terceirização

A regulamentação da terceirização continua na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados a partir da terça-feira (14). Os deputados votarão as emendas e os destaques apresentados ao texto-base do deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA) para o Projeto de Lei 4330/04.

Os partidos que são contra alguns aspectos da terceirização vão tentar mudar, por exemplo, a possibilidade de ela ser usada inclusive para as atividades-fim da empresa contratante. Esse é um dos pontos mais polêmicos, pois os sindicatos temem a precarização da relação trabalhista. Já os defensores argumentam que isso aumentará o número de empregos.

Também poderá ser discutido o tipo de responsabilidade da empresa contratante em relação aos direitos trabalhistas, se ela será subsidiária ou solidária. O texto prevê que será solidária, permitindo ao trabalhador processar a contratante e também a contratada, apenas se a empresa contratante não fiscalizar os pagamentos devidos pela contratada.

Sindicatos

O texto não garante a filiação dos terceirizados no sindicato da atividade preponderante da empresa, o que, na visão dos sindicatos, fragilizará a organização dos trabalhadores terceirizados.

A exceção prevista é quando o contrato de terceirização for entre empresas da mesma categoria econômica. Nesse caso, os empregados terceirizados serão representados pelo mesmo sindicato dos empregados da contratante, seguindo os acordos e convenções coletivas.

(Agência Câmara Notícias)

Turismo: o papel do governo

Em artigo no O POVO deste sábado o técnico em Turismo e professor do IFCE, Dárdano Nunes de Melo, avalia investimentos públicos em setores tidos como área de não responsabilidade prioritária. Confira:

A questão do acquario do Ceará nos remonta a análise do papel do estado no processo de desenvolvimento turístico. Neste contexto deve-se identificar até que ponto o cidadão quer que o governo interceda na sociedade. Adam Smith prega a não intervenção do governo. Kaynes sugere programas de obras públicas para criar empregos, enquanto Karl Max recomenda a intervenção para gerar empregos, induzir investimentos e implantar programas sociais. O turismo não é área de responsabilidade prioritária do estado como saúde, educação, habitação, infraestrutura , transporte e combate a seca. Será que a construção do acquario deveria ser uma função do governo?

Empresas governamentais com grandes estruturas representam na maioria das vezes uma estatização excessiva, nepotismo, terreno fértil para a corrupção e impunidade (ver operação Lava Jato), apropriação de mercado nitidamente de função privada. No passado a Embratur, para estimular o turismo de eventos, investiu em vários centros de convenções através de convênios de cooperação técnica-financeira em troca de participação acionária. A ideia era que o governo depois venderia as ações para aplicar em outros programas onde existia falha de mercado. Será que isto aconteceu? Quanto o governo ganhou? E administrou bem ou se tornaram elefantes brancos?

No caso citado existia uma parceria com o setor privado e o acquario de que o investimento seria 100% do governo. Será que se estes recursos tivessem sido investidos em micro-crédito subsidiado no segmento de economia solidária (imagina o banco Palmas com R$ 500 mil) o retorno não seria infinitamente maior em todos os sentidos? Isto mostra que o governo não tem uma política de turismo explícita. Não há uma filosofia para mostrar e discutir democraticamente estratégias de desenvolvimento a adotar. Enquanto isto o estado não cumpre suas funções institucionais no setor.

Prefeitura e Cagece poderiam atuar juntas para aliviar bolso do contribuinte

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foto bezerra de menezes esgotos

A Prefeitura de Fortaleza está intensificando os trabalhos de pavimentação na avenida Bezerra de Menezes, para a inauguração dos abrigos das paradas de ônibus no canteiro central, no próximo sábado (18).

Após a conclusão do novo asfalto, a Prefeitura dará início à sinalização horizontal. O problema é que a Cagece não trabalha em conjunto com a Prefeitura, o que provoca o desnivelamento das tampas de esgotos. O resultado é a formação de buracos na via.

Para agravar a falta de planejamento entre os dois órgãos, a Cagece terá que danificar o novo asfalto e parte da sinalização horizontal, quanto decidir realizar o nivelamento dos esgotos com a pista.

(Foto: Paulo MOska)

Agentes Penitenciários podem paralisar atividades na próxima semana

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O Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE) avalia neste sábado (11), no Seminário da Prainha, a paralisação das atividades da categoria, na próxima semana.

Segundo o presidente do Sindasp/CE, Valdemiro Barbosa, a reunião da Assembleia Geral irá avaliar a falta de estrutura nas unidades prisionais associada à insegurança gerada pela falta de efetivo e armamentos. De acordo ainda com o dirigente, a categoria reivindica novo concurso, elevação de 60% para 100% da gratificação de Atividades Especiais e de Risco, treinamento e acautelamento de pistolas para todos os agentes, bem como a reserva de armamento para grandes unidades prisionais e cadeias públicas.

“Diariamente, por plantão, temos em média 400 agentes custodiando cerca de 22 mil presos, fato que gera insatisfação da categoria que, sempre reclama ao sindicato ou publica nas mídias sociais. Por isso, não descartamos a paralisação”, comentou Barbosa.

Relação do PMDB com PT é conflituosa, diz Eduardo Cunha

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse que a relação do PMDB com o PT é conflituosa, principalmente após os protestos ocorridos nessa sexta-feira (10), em João Pessoa (PB), durante o evento Câmara Itinerante realizado na Assembleia Legislativa do Estado.

“O PT em todo País às vezes procura criar contencioso com o PMDB. É claro que isso não quer dizer que o PMDB vai se afastar da base do governo, mas que a relação do partido com PT é conflituosa não há a menor dúvida”, declarou.

Questionado por jornalistas, Cunha também comentou a posição conflitante do PMDB com o PT em relação a alguns pontos da Reforma Política, como o financiamento público de campanhas e o voto em lista pré-ordenada, defendidos pelos petistas. “O PMDB defende o voto distritão – voto majoritário no Estado, onde os mais votados são os eleitos – e o financiamento privado com restrições, então, são posições diferentes”, explicou.

(Agência Câmara Notícias)

A retroalimentação do pessimismo

Em artigo no O POVO deste sábado (11), o jornalista Luiz Henrique Campos ressalta a choradeira do mercado, que não atenta para números positivos. Confira:

O empresário João Melo me disse uma vez que não entendia como certos empresários morriam de reclamar quando seus negócios apresentavam crescimento abaixo de 10%. Na visão desses senhores o índice teria sempre que ser superior a dois dígitos, ou a coisa não ia bem. Como taxas de crescimento no Brasil nesse nível são quase uma anomalia, não raro Melo ouvia o choro dos coitados e começava a rir. Nessa mesma conversa ele me disse que crescer a taxas entre 1,5% e 3% já seriam satisfatórias para ele, pois com esse percentual conseguiria manter seus negócios rodando, e bem.

João Melo, para quem não sabe, foi o criador dos Mercadinhos São Luiz, em época onde o Ceará se diferenciava do restante do país por ter estabelecimentos do gênero nos bairros, enfrentando a concorrência das grandes e poucas redes nacionais que mandavam nesse segmento. Se falava a verdade ou não, o fato é que Melo ampliou sua rede e chegou a ter, se não me engano, entre 20 ou 30 unidades no Ceará. Não conseguindo lidar com esse crescimento que parecia inexorável, promoveu recuo estratégico e mesmo após sua morte a empresa vive bem, obrigado.

Faço essa referência a João Melo em vista do momento pelo qual passa a economia do país, onde reclamar tem sido o esporte preferido de todos. Há quem diga que os tempos estão difíceis, e estão mesmo. Mas faz quanto tempo que o Brasil não tem nível de emprego na faixa de um dígito? E a inflação, há quanto tempo estamos com um dígito? Não sou daqueles que faço defesa cega, mas também não sou cego ao ponto de rejeitar as conquistas que o país teve nos últimos. Quando vejo a indústria automobilística chiar por conta da queda nas vendas, ou outros setores que ganharam muito nos últimos anos, criticarem as medidas de ajuste fiscal, lembro do quanto falta desprendimento de alguns para entender que em momentos de dificuldade a mudança de postura é fundamental.

Infelizmente, nossa cultura patrimonialista nos acostumou a viver eternamente dependente de governos, e ao menor sinal de crise, perdemos a criatividade e a ousadia. As exceções que assim não procedem continuam trabalhando e buscando alternativas. E não são poucos. A diferença é que não precisam propagandear, nem perder energia reclamando. Enquanto uns choram, eles vendem lenços.

Camilo e um de seus mais difíceis compromissos

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (11), pelo jornalista Érico Firmo:

As mudanças que Camilo Santana (PT) anunciou no Ronda do Quarteirão são o início do cumprimento de uma de suas mais difíceis promessas: o corte do cordão umbilical em relação ao governo do antecessor e aliado Cid Gomes (Pros) e a reformulação do que não vinha funcionando.

Durante a campanha do ano passado, Camilo Santana (PT) foi insistentemente questionado sobre, caso eleito, o que faria de diferente em relação ao governo que o apoiava. Essa é a interrogação crucial em relação a qualquer candidatura governista. A resposta era uma cantilena cansativa que os jornalistas da área logo decoraram: iria manter o que está bom, corrigir o que não está dando certo e apresentar novos projetos. Como a frase não vinha quase nunca acompanhada da descrição de que ações se enquadravam em cada caso, ficava como algo vago.

Continuar o que funciona é o óbvio, ainda mais num governo de continuidade. Apresentar projetos é também natural – há sempre coisas novas por fazer. Corrigir o que está problemático é que é a dificuldade para um governo que é devedor do que veio antes. Ainda mais quando isso que não está dando certo se converteu em marca política, em meio a muita polêmica.

Correções de rota podem significar a revisão crítica da gestão Cid. Há uma delicadeza política: o risco de melindrar o mais importante aliado. Mas, a prevalecer o interesse público, tais medidas devem sim ser efetivadas. Nesse sentido, as primeiras sinalizações de Camilo são promissoras, na direção de que se preocupará mais com o melhor para o Estado que em preservar a imagem de Cid e evitar atritos por vaidades bobas.

Luizianne diz que trabalhou para a população, não para a plateia

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A ex-prefeita de Fortaleza e atual deputada federal Luizianne Lins (PT) disse na manhã deste sábado (11), durante o programa Sala de Conversa, na O POVO CBN, com apresentação de Ana Paula Lima e participações de Raimundo Neto e Regina Ribeiro, que a sua gestão de oito anos foi voltada para a população. “Não estávamos fazendo para a plateia”, disse.

A crítica da ex-prefeita é voltada para o atual prefeito Roberto Cláudio (PROS), diante do projeto das ciclofaixas.

Segundo Luizianne Lins, o incentivo ao transporte por bicicletas não pode ocorrer por faixas exclusivas nas principais vias de Fortaleza. “Não é só ir pintando o chão, não. É preciso atentar para a segurança do ciclista. Fizemos mais de 100 quilômetros de ciclovias, como na Bezerra de Menezes, na Humberto Monte, na Godofredo Maciel e no Vila do Mar. Não estávamos fazendo para a plateia, fizemos para a população”, comentou a ex-prefeita, ao ressaltar que a prática da bicicleta em Fortaleza não é de hoje.

Luizianne também criticou a construção de viadutos e do fim do funcionamento das creches no horário da tarde. A ex-prefeita prometeu apresentar nas próximas semanas um relatório em que mostra Fortaleza como uma “estrutura de obras físicas paradas”.

Oposição insistirá na criação de CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão

A oposição ao governo no Senado ainda não conseguiu criar as CPIs para examinar investimentos do BNDES e dos fundos de pensão de empresas públicas federais. Ao longo da semana os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Ana Amélia (PP-RS) coletaram assinaturas suficientes para formalizar as comissões, mas alguns senadores retiraram o apoio na última hora e inviabilizaram os requerimentos.

A CPI do BNDES, articulada por Caiado, chegou a ter 28 assinaturas – uma a mais do que o número exigido pelo regimento – mas seis delas foram canceladas por seus autores antes de a criação da comissão ser confirmada pela Mesa. O líder do DEM se disse “surpreendido” e declarou ver no ato a participação do governo federal.

— Todas as denúncias informam que está exatamente ali a grande caixa-preta, com desvios bilionários em empréstimos para empresas brasileiras que seriam os grandes financiadores do PT. A repercussão atingiria toda a estrutura de governo. A preocupação em não deixar que progrida a instalação da CPI é algo que mostra que o governo se ocupou de tentar impedi-la — afirmou o senador.

Caiado antecipou que tentará uma aproximação com a bancada do PSB, composta por seis senadores, para tentar obter as assinaturas que faltam. Os parlamentares socialistas, porém, foram decisivos para inviabilizar a CPI dos Fundos de Pensão, uma vez que cinco das seis assinaturas retiradas – eram 32 – eram de senadores da legenda.

O líder da bancada, senador João Capiberibe (PSB-AP), justificou a sua decisão e a dos colegas por meio de uma nota oficial divulgada na quinta-feira (9). “A proliferação de CPIs dispersa o trabalho do Senado, enfraquece a investigação, desvia as atenções do debate das grandes questões nacionais”, diz o senador no documento. Capiberibe também informa que a bancada vai “concentrar suas forças e energias” nas CPIs já em funcionamento.

(Agência Senado)

Bailarina Wilemara Barros terá biografia lançada neste sábado no Theatro José de Alencar

O lançamento do livro “Wila”, na noite deste sábado (11), a partir das 18 horas, no pátio do Theatro José de Alencar, encerra as homenagens ao “Ano Wilemara Barros”, bailarina e professora de técnica clássica, escolhida em 2014, pela Cia. Dita e pela direção do TJA, pelos 40 anos de palco.

O livro, com 196 páginas e organizado pelos coreógrafos Fauller e Alysson Amâncio e pela jornalista Izabel Gurgel, ex-diretora do Theatro José de Alencar, reúne fatos, depoimentos, fotografias, documentos pessoais e de profissionais da dança brasileira e de outras linguagens artísticas que conviveram e contracenaram com a bailarina em quatro décadas.

A biografia da bailarina Wilemara Barros conta ainda com contribuições coletivas, em textos de importantes profissionais da dança brasileira e de outras linguagens, como David Linhares, Flávio Sampaio, Rosemberg Cariry, Mark Greiner, Thereza Rocha, Cláudio Bernardo, Thaís Gonçalves, Claudia Pires e outros.

(com informações da Secult)

Conselho Nacional LGBT visita cidade cearense após denúncias de agressão

A visita da comitiva do Conselho Nacional LGBT – que representa lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros – ao município de Itatira (CE) terminou nessa sexta-feira (10) após uma série de encontros. O Conselho Nacional LGBT é vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), e sua visita foi motivada por denúncias de violência de cunho homofóbico.

O município, de cerca de 20 mil habitantes, tem registrado, desde o início do ano, casos de apedrejamento a casas de homossexuais e travestis, de violência psicológica e ameaças de agressão física a essa população. De acordo com Jovanna da Silva, membro do conselho, a cidade, de forma geral, se sente incomodada com o rótulo de “homofóbica” que vem conquistando.

“Falamos com as vítimas, com homossexuais da comunidade, com adolescentes, estudantes e o Poder Público local, que assumiu o compromisso de algumas coisas. O prefeito nos informou que vai criar uma coordenação municipal de diversidade sexual. Percebi que a cidade está preocupada com esse rótulo de cidade homofófica”, disse Jovanna. Outra medida que mostra essa preocupação, segundo ela, é um projeto de lei que institui o Dia Municipal de Combate à Homofobia, em tramitação na Câmara de Vereadores.

Apesar das denúncias de violência e preconceito refletirem uma imagem da cidade que “não é da forma que foi mostrado”, e de os conselheiros terem constatado que “vários homossexuais convivem bem lá”, de acordo com Jovanna, os casos de agressão são concretos. “As vítimas se sentem discriminadas”, explicou a conselheira. Ameaças, insultos, e agressões físicas estão entre as denúncias que circulam na cidade.

Agora, o conselho prepara um relatório à SDH com suas impressões sobre a visita. A SDH, por sua vez, vai estudar providências de acordo com o relato. O documento pode ser encaminhado à secretaria ainda na próxima semana.

(Agência Brasil)

Ronivaldo Maia rebate vice do PT em Fortaleza e diz que ouve ‘muito falar em saudade da gestão Luizianne’

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Em nota enviada ao Blog, o vereador Ronivaldo Maia, do PT, discorda do vice-presidente do partido em Fortaleza, Davi Barros, que se diz contra a antecipação da discussão da sucessão do prefeito Roberto Cláudio. Confira:

Caro Eliomar,

Li no seu Blog o recado do vice-presidente do PT Fortaleza, Davi Barros, sobre não anteciparmos a discussão de sucessão de 2016 à Prefeitura da Capital.

Gostaria de também mandar o meu recado dizendo que é estranho esse discurso, uma vez que destoa do que deliberou a executiva municipal do partido de ser oposição à gestão Roberto Cláudio.

Inclusive a bancada do PT na Câmara cumpre a tarefa de denunciar o desmonte das políticas públicas em Fortaleza.

A defesa do Governo Camilo e o cenário de 2018 dependem de uma prefeitura comprometida com a maioria da população da nossa cidade, onde o governador teve um resultado muito aquém da história do PT, perdendo nos dois turnos.

Chegar bem em 2018 não passa pela fiança ao desastre político e administrativo da gestão Roberto Cláudio, mas sim por mostrar que o PT tem o melhor projeto e os melhores nomes para governar Fortaleza.

Por isso, 2018 passa sim por 2016 e eleger uma prefeitura petista em Fortaleza já não é só um desejo nosso. E escuto muito falar em saudade da gestão Luizianne, que é um dos nomes mais qualificados para a disputa de 2016.

Ronivaldo Maia

Vereador do PT em Fortaleza

153 mil cearenses sofrem de alergia alimentar; 42 mil estão na Primeira Infância

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (11):

A Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), regional do Ceará, promove, até terça-feira (14), campanha com o tema “Alergia alimentar (AA) – Um problema de saúde global crescente”. O objetivo, com inserções na mídia e palestras, é chamar a atenção para o problema. A regional local reforça a Semana Mundial da Alergia, idealizada pela Organização Mundial de Alergia.

Dados da Asbai revelam um quadro preocupante: a cada ano, um número maior da população – principalmente crianças de 0 a 3 anos, sofre com a alergia alimentar (AA).

No Ceará, a doença atinge 8% dessa faixa etária e 3% dos adultos, o que representa 42 mil pessoas na primeira infância no Estado e 11 mil na Capital. Outros 100 mil cearenses, a partir dos 15 anos, também são afetados.

Mas a entidade não fica só no discurso: cobra do Governo a inclusão de mais de 100 famílias do Interior no programa estadual que banca a compra do leite neocate (lata a R$ 170,00), para crianças alérgicas ao leite de vaca.

Dilma critica prisão de políticos na Venezuela

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A presidente Dilma Rousseff defendeu a libertação dos políticos da oposição presos na Venezuela. Durante entrevista ao canal em espanhol da emissora norte-americana CNN, a presidente evitou manifestar a sua opinião sobre as questões internas do país vizinho, mas disse que os países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) têm um “absoluto interesse” para que haja uma “maior liberação”.

“Nós no Brasil teremos uma posição clara com relação ao direito de expressão, de livre manifestação: nós não cremos que a relação melhor com a oposição seja encarcerar quem quer que seja, a não ser que cometa algum crime. Se não cometeu crime, não pode ser presa”, declarou Dilma ao veículo. Segundo ela, os países da Unasul que atuam em prol de uma mediação entre governo e oposição venezuelanos desejam “que os presos sejam soltos e que não haja níveis de violência nas ruas”.

Na entrevista, Dilma disse que, como presidente do Brasil, não se manifesta sobre temas internos de outros países e, por isso, se negou a comentar casos específicos de opositores venezuelanos presos. “Por outro lado, também achamos que não são corretas as medidas de boicote, medidas que segregam”, disse, em referência a sanções anunciadas no mês passado, por parte dos Estados Unidos, a funcionários do governo venezuelano.

(Agência Brasil)