Blog do Eliomar

Últimos posts

Roberto Cláudio entrega urbanização da Lagoa do Ipec

A urbanização do calçadão da Lagoa do Ipec, na Cidade dos Funcionários, foi entregue neste sábado (23), pelo prefeito Roberto Cláudio, em um investimento de R$ 203 mil. A obra recebeu intervenções de infraestrutura, melhorias urbanísticas, espaços para maior socialização e caminhadas.

Com o projeto de requalificação do passeio, foram feitos ainda a substituição do meio fio, a construção de ampla calçada com mobiliários urbanos e o piso intertravado e atenção voltada à acessibilidade, além de serviços de capinação e
limpeza da região, plantio de grama e árvores diversas.

A iniciativa atendeu a uma demanda da comunidade. Ao longo dos 120 metros do calçadão, foram executadas, também, melhorias voltadas à iluminação e à arborização.

(Foto: Divulgação)

Tribunal de Ética e Disciplina tem posse concorrida em 86 anos de OAB/CE

262 2

Pela primeira vez, em 86 anos de OAB/CE, uma posse dos conselheiros do Tribunal de Ética e Disciplina nunca foi tão concorrida. A solenidade ocorreu na quinta-feira (21), no auditório do Conselho, na Sede da Seccional.

Dentre suas atribuições estão julgar processos disciplinares, conciliar e julgar representação de advogado contra advogado, orientar e aconselhar sobre a ética profissional, responder a consultas, mediar e conciliar nas questões que envolvam partilha de honorários quando da dissolução da sociedade de advogados e promover a ética profissional de advogados em todo o Estado do Ceará.

Tendo à frente o advogado Josué Lima, o Tribunal dará continuidade às investigações das supostas venda de liminares.

(Foto: )

A crise na Venezuela e o papel do Brasil

185 1

Editorial do O POVO deste sábado (23) avalia a preocupante situação na Venezuela. Confira:

A crise na Venezuela ganhou contornos preocupantes nas últimas horas. A escalada de tensões culminou na morte de dois civis e 22 feridos, em região próxima à fronteira do país com o Brasil, fechada desde a noite da última quinta-feira. Segundo relatos de entidades de direitos humanos, tropas oficiais dispararam contra indígenas que tentavam impedir a passagem de comboio militar.

O episódio é sintomático da situação do ditador Nicolás Maduro, que, para manter-se no poder, tem recorrido cada vez mais ao único segmento no qual ainda encontra guarida: as forças de segurança, cuja cúpula o apoia.

Nesse cenário de incertezas no continente, o Palácio do Planalto acertou ao manter o envio de 200 toneladas de alimentos e medicamentos para os venezuelanos. A previsão é de que o carregamento seja entregue a partir da manhã deste sábado. Nada indica, porém, que os dois mil quilômetros de fronteiras estarão abertos. Nessa hipótese, os caminhões terão de retornar a Boa Vista, capital de Roraima, e a crise, que já é grave, pode se tornar aguda.

Sobretudo porque essa é hoje a principal estratégia de Maduro: entrincheirar-se em seu território, cortando fluxo com vizinhos e forçando a população a um estado crescente de pauperização. Ainda que o ditador logre êxito a curto prazo, porém, evitando a entrada de ajuda estrangeira pelas divisas de Brasil e Colômbia, sua situação é política e socialmente frágil.

Reconhecido como presidente interino por 50 países, entre os quais o Brasil, o opositor Juan Guaidó conduz as tentativas de abastecimento das populações mais carentes. O líder tem um trunfo: mesmo que saia derrotado, e as fronteiras permaneçam fechadas, o mundo terá testemunhado a truculência do regime de Maduro.

O Brasil tem papel fundamental na solução definitiva desse impasse, cuja resposta implica necessariamente distensão política, com a liberação das estradas que ligam os países; o descarte imediato do emprego das forças armadas brasileiras, colombianas ou norte-americana; a permissão a que agentes neutros façam a distribuição de insumos pelos quais famintos e doentes aguardam; e, finalmente, a retomada de uma consulta à população para a escolha democrática de seu novo mandatário.

Sem isso, os esforços das nações americanas serão insuficientes, e o povo venezuelano continuará a sofrer.

Bailes de Máscaras animam foliões no Teatro São José neste fim de semana

Os bailes de máscaras estão de volta a Fortaleza, no melhor estilo da tradição carnavalesca. É o que garante a Prefeitura de Fortaleza, que neste sábado (23) e domingo (24) realiza no Teatro São José, no Centro, a programação do Ciclo Carnavalesco 2019. A entrada é gratuita.

Neste sábado, a partor das 17 horas, a animação fica por conta de Pantico Rocha Convida, Bloco do Vinil, com Leo Teruz e Mychel Castro, e Orquestra Típica “Carnaval D’aquele Tempo”.

No domingo, no mesmo horário. é a vez da criançada, com o Bailinho de Máscaras Infantil, que terá apresentações da Banda Dona Zefinha, com o “Baile dos Bufões”, e da banda Só Alegria.

“A ideia é resgatar os bailes de antigamente. O Teatro tem essa conotação, toda a parte externa receberá toda uma decoração carnavalesca, com mesas, cadeiras, bandas, espaço para dançar, bailar. A programação é gratuita e aberta ao público. Nosso intuito é de que as pessoas possam ir para a programação relembrar os carnavais de antigamente, onde as famílias iam inteiras e todos dançavam ao som das marchinhas”, destaca a secretária Executiva da Cultura de Fortaleza, Paola Braga.

(Foto: Arquivo)

Guaidó e Duque apelam a militares venezuelanos: “fiquem do lado certo”

Em pronunciamento conjunto na fronteira da Colômbia com a Venezuela, o presidente colombiano, Ivan Duque, e o autoproclamando presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, apelaram às Forças Armadas venezuelanas, fieis a Nicolás Maduro, para que desertem e “fiquem do lado certo da história”.

Pouco depois do pronunciamento, dez caminhões com ajuda humanitária se dirigiram para a fronteira da Colômbia com o objetivo de atravessá-la. Imagens de TV a partir de Ureña, no lado venezuelano, mostram os militares dispersando manifestantes com gás lacrimogêneo e uso da força.

A partir de Cúcuta, no lado colombiano da fronteira, onde disse ter chegado ontem (22) com o auxílio de militares, Guaidó comemorou neste sábado a deserção de quatro soldados venezuelanos. Três militares atravessaram a Ponte Internacional Simón Bolívar em dois tanques e entregaram-se aos militares da Colômbia. Um quarto militar atravessou a Ponte Santander que liga Ureña (Venezuela) a El Escobal.

“Um apelo muito claro às Forças Armadas. Bem-vindos ao lado certo da história. Bem-vindos os militares que hoje estão do lado da Constituição. Há uma amostra clara de hoje com esses quatro soldados que as anistias e as garantias são um fato para todos esses militares que estão dispostos a receber e a ajudar a Venezuela e a respeitar a nossa Constituição”, disse Guaidó.

Guaidó também pediu aos chavistas de toda Venezuela para “se reencontrar” com o restante do país e ajudem a entrada de toneladas de itens de ajuda humanitária no país.

“Pedimos para as Forças Armadas da Venezuela que se posicionem do lado correto da história e recebam a seus irmãos que estão levando ajuda humanitária para atender ao povo da Venezuela”, disse o presidente da Colômbia, Ivan Duque.

(Agência Brasil)

Açude Maranguapinho está sangrando

O Maranguapinho, reservatório na Região Metropolitana de Fortaleza, atingiu 100% da capacidade neste sábado, 23. Com isso, são quatro os açudes atualmente sangrando no Ceará. Além do Maranguapinho (Maranguape), estão cheios o Tijuquinha (Baturité), o Germinal (Palmácia) e o São José I (Boa Viagem).

A barragem Tijuquinha sangrou no dia 19 de fevereiro (Foto: Fabio Lima/O POVO)
A barragem Tijuquinha sangrou no dia 19 de fevereiro (Foto: Fabio Lima/O POVO) (Foto: FABIO LIMA)

Segundo o Portal Hidrológico do Estado, outros quatro açudes estão com volume acima de 90% – incluindo o Cocó, que chegou a sangrar no dia 8 de fevereiro e hoje tem 99,97%. Outros 103 têm menos de 30% da capacidade.
Leia também: Veja imagens dos açudes Tijuquinha, Germinal, Cocó e São José I

O portal compartilha informações dos 155 reservatórios monitorados no Ceará. O volume total do Estado é de 10,7%.

Na última semana (entre 16 e 22 de fevereiro), houve aporte de água em 117 açudes do Ceará. O aumento do volume armazenado foi de 35.773.396 m³ de água.

(O POVO Online)

Médica e escritora Vanessa Gomes lança biografia do pai e advogado Neuzemar neste sábado

A médica e escritora Vanessa Gomes de Moraes lança neste sábado (22), a partir das 14 horas, no Café Patriota, a biografia de seu pai e advogado Neuzemar Gomes de Moraes – Um exemplo de vida.

Em uma história de superação, Neuzemar Gomes nasceu em plena Floresta Amazônica e cresceu na seca do sertão nordestino. Agricultor e semi-analfabeto até os 18 anos, decidiu mudar sua trajetória de vida, ao estudar e tornar-se advogado.

O livro não estará à venda, mas os interessados poderão adquirir um exemplar por uma lata de leite em pó, que será doada ao Lar Amigos de Jesus.

Mulheres necessárias, mas indesejáveis

258 2

Em artigo no O POVO deste sábado (22), a advogada Juliana Diniz, Doutora em Direito e professora da UFC, avalia situação de mulheres usadas na política para financiar candidaturas, como o caso de candidata do PSL, que obteve 274 votos, apesar de ter recebido R$ 400 mil para a campanha. Confira:

A suspeita do uso de candidaturas laranjas para desvio de recursos nas últimas eleições rendeu a queda do primeiro ministro do governo e reacendeu o debate sobre representatividade feminina. Depois de cruzar dados da Justiça Eleitoral, o jornal Folha de S. Paulo identificou pelo menos 53 candidatos de vários partidos que receberam quantias superiores a 100 mil reais provenientes do fundo eleitoral sem que o resultado nas urnas tenha sido expressivo. Desses 53 nomes, 49 eram mulheres.

Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, partido do presidente, foi interpelado sobre o caso da candidata de seu partido que obteve ínfimos 274 votos, apesar de ter recebido o terceiro maior repasse nacional da sigla, 400 mil reais. Declarando-se a favor do fim da cota de gênero, Bivar explicou ao jornal que o insucesso da candidata se devia à falta de vocação biológica: ‘a política não é muito da mulher’. O escândalo trouxe a suspeita de que partidos estariam burlando duplamente a legislação: candidaturas femininas de fachada estariam sendo utilizadas para desviar recursos do fundo destinado ao financiamento público de campanhas.

Desde que alcançaram o acesso ao ensino superior, mulheres têm articulado um pensamento sobre sua condição e buscado o reconhecimento de direitos que assegurem sua autonomia. Conquistas formais importantes começaram a despontar quando a mulher, além de garantir o direito ao voto, passou a frequentar as universidades e construir um discurso emancipatório capaz de orientar a ação política. Os direitos reprodutivos sobre a contracepção, a garantia legal de isonomia salarial e a regulamentação do divórcio surgem nesse contexto.

Celebrada como avanço, a cota de gênero, que exige dos partidos um mínimo de candidaturas femininas, tem sido esvaziada de sua efetividade, e não só pela fraude. A organização histórica dos partidos cria obstáculos à formação de lideranças femininas competitivas. Por isso, é importante situar no campo da disputa de gênero a perda de Marielle Franco, uma mulher que, apesar das dificuldades sistêmicas, alcançou um protagonismo promissor. A execução da vereadora por sua atividade política revelou brutalmente o abismo que falta transpor para transformação cultural de uma sociedade que ainda trata a presença feminina na política como um fato desestabilizador e, por isso, perigosamente indesejável.

Juliana Diniz

Doutora em Direito e professora da UFC

São Gonçalo do Amarante tem chuva de 132 milímetros

O município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, registrou nas últimas horas uma chuva de 132 milímetros, a maior entre as 79 cidades cearenses com precipitações neste sábado (23), segundo dados apresentados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), há cerca de
meia hora.

Além de São Gonçalo, também registraram fortes chuvas os municípios de Acaraú (85.3 mm), Cruz (80 mm), Pacatuba (58.6 mm), Caucaia (53 mm), Bela Cruz (51 mm), Pacajus (51 mm), Independência (45 mm) e Quixadá 43 mm).

(Foto: Funceme)

Apego ao poder é uma doença fatal

 

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (23), pelo jornalista Érico Firmo:

A Venezuela foi conduzida a impasse tal que, infelizmente, será difícil saída sem sangue. Que coisa triste é o apego ao poder. O País mergulhou em crise aparentemente insolúvel no horizonte próximo e sem muita dor. Gente já foi morta pelo governo. Indígenas, inclusive. Não há desculpa, não há justificativa. Não importa quão justo, correto e necessário um governante se julgue para o próprio país – tais autoavaliações são em regra equivocadas – nada justifica segurar-se ao cargo a preço tão alto.

Também não faz sentido, a pretexto de ajuda humanitária, atiçar o confronto. O cenário de tensão estava dado e aumentou com o envio do socorro internacional. Nem entro na discussão das intenções. O resultado do envio de ajuda pode ser piorar a situação ao invés de melhorar. Não tem pé nem cabeça.

Mas, a situação da Venezuela não chegou de agora ao beco sem saída. O esgotamento se evidenciou há muito. Desconheço experiências políticas exitosas decorrentes da perpetuação no poder. A manutenção continuada no cargo por longos períodos invariavelmente conduz a vício, desgaste, decadência. Imaginar que determinado governante, partido ou grupo não pode deixar o governo pelo bem do país é um delírio narcisista. Definitivamente, o que ocorre na Venezuela não é o melhor para o País. Muitas vezes, a tentativa de perpetuação é apenas apego ao poder puro e simples. No caso de Nicolás Maduro, obviamente que isso está presente. Mas, a impressão é de que ele realmente se acredita imprescindível. Passa a imagem de que, tal qual Hugo Chávez, só sairá de lá morto.

O culto à personalidade leva à ideia de que determinado grupo é o único capaz de tocar os destinos de um governo. O personalismo ocorreu com Hugo Chávez e, no Brasil, ocorreu também com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, agora, com Jair Bolsonaro (PSL). São governos centrados em personalidades carismáticas, cujos defeitos não são enxergados por seus seguidores.

A postura brasileira até aqui é de evitar o uso da força. É racional e sensato que assim seja. Caso o governo venezuelano seja derrubado por intervenção externa, haverá derramamento de sangue e o país se tornará foco de instabilidade ainda maior do que é hoje. Donald Trump já disse que invadir a Venezuela “com certeza é uma opção”. Porém, o País não está na fronteira com os Estados Unidos. Para o Brasil, mesmo sem se envolver, uma intervenção na Venezuela teria consequências graves e de longo prazo. Seria algo capaz de trazer instabilidade a toda a América do Sul. Não à toa, a situação vem sendo apontada como uma potencial pequena Síria aqui ao lado. Ao Brasil não basta não invadir. Interessa e muito atuar para que outros países também não realizem ação militar aqui ao lado.

O mais complexo na situação venezuelana é que, por um lado, o governo se inviabiliza, está desgastado e se segura muito em função do apoio das Forças Armadas. Porém, o fato é que ainda há parcela significativa da população que segue chavista. Apesar de tudo, ainda existe apoio popular. Por outro lado, a oposição cresce, tem apoio e comanda gigantescos atos. Tem muita força. Porém, não parece haver mediação possível entre um lado e outro. O fosso se aprofunda. Não há perspectiva de alguém capaz de conduzir o conjunto.

Do ponto de vista internacional, organismos multilaterais estão enfraquecidos, caso da ONU. O Brasil seria o mais natural mediador, pela posição na América do Sul. Mas, o governo Bolsonaro queimou as pontes antes mesmo da posse.

O País tem errado seguidamente sobre a Venezuela, pela atuação apaixonada e ideologizada. Em diplomacia, isso é sempre um perigo. O PT se alinhou ao governo chavista. Bolsonaro aderiu às fileiras oposicionistas. Nem um caminho nem outro sobre um país vizinho é adequado para quem está no governo brasileiro. Sobretudo um país em tamanha convulsão. Os caminhos adotados antes pelo PT e agora por Bolsonaro fragilizaram a posição diplomática brasileira.

Plenário pode votar projeto que tipifica crime de assédio moral no trabalho

O projeto de lei que tipifica o crime de assédio moral no trabalho é o destaque do Plenário da Câmara dos Deputados nesta última semana de fevereiro. O Projeto de Lei 4742/01, do ex-deputado Marcos de Jesus, inclui o novo crime no Código Penal. Os deputados farão sessões na segunda-feira (25).

Será analisado o substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em 2002, que caracteriza o crime de assédio moral no trabalho como depreciar sem justa causa, de qualquer forma e reiteradamente, a imagem ou o desempenho de servidor público ou empregado em razão de subordinação hierárquica funcional ou laboral.

A tipificação inclui ainda como crime o fato de tratar o funcionário com vigor excessivo, colocando em risco ou afetando sua saúde física ou psíquica. A pena proposta é de detenção de um a dois anos.

(Agência Câmara Notícias)

Mega-Sena paga R$ 37 milhões neste sábado

O sorteio 2.127 da Mega-Sena paga neste sábado (23) o prêmio de R$ 37 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal. As apostas podem ser feitas até as 19 horas, ao preço mínimo de R$ 3,50.

Já a Quina terá um prêmio de R$ 1,3 milhão, de acordo ainda com a estimativa da Caixa. A aposta mínima custa R$ 1,50. Na noite dessa sexta-feira (22), em sorteio realizado em Jundiaí/SP, ninguém acertou os números: 06 – 36 – 43 – 49 e 65.

Quem tem direito adquirido não precisa antecipar aposentadoria

A cada anúncio de reforma da Previdência, a situação se repete: tanto no setor público como na iniciativa privada, trabalhadores que ultrapassaram o tempo mínimo de contribuição correm para antecipar a aposentadoria. Essa movimentação, no entanto, é arriscada e pode prejudicar o segurado se feita de maneira precipitada.

Quem cumpriu os requisitos para se aposentar pelas regras atuais está preservado pelo direito adquirido e não será afetado pela reforma da Previdência. Nesses casos, o trabalhador mantém o direito a aposentar-se pelos critérios presentes, mesmo que uma emenda à Constituição entre em vigor.

O direito adquirido vale independentemente se o trabalhador entrar com pedido de aposentadoria antes ou depois de uma reforma da Constituição. A situação, na verdade, vale para qualquer direito. Isso porque a legislação, em tese, não pode retroagir, apenas ser aplicada a partir do momento em que passar a vigorar.

“Essa é uma questão definida dentro do sistema judiciário. Durante a reforma da Previdência no fim dos anos 1990, houve uma controvérsia, mas o STF [Supremo Tribunal Federal] se posicionou na época sobre o assunto e determinou que o direito adquirido vale para quem tenha completado os requisitos nos termos da norma anterior. Não precisa ter feito o requerimento, basta ter completado o direito”, explica o mestre em direito constitucional Rodrigo Mello, professor de direito no Centro Universitário de Brasília (Uniceub).

Espera
O secretário de Previdência da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, confirma que quem já conquistou o direito à aposentadoria não apenas não será afetado como poderá escolher se permanecerá na regra atual ou se aposentará pela nova legislação. Ele aconselha o trabalhador a esperar a reforma entrar em vigor para somente então decidir como quer se aposentar.

“Que o trabalhador espere. Pode ser que a nova regra, se ele esperar mais um tempo, seja mais vantajosa do que aquela em que ele obteve o direito pelas regras atuais”, disse Rolim durante a entrevista coletiva na última quarta-feira (20), quando técnicos detalharam a reforma da Previdência.

Segundo Rolim, o trabalhador pode ter vantagem na regra de cálculo e aumentar o valor do benefício se esperar mais um pouco. “Hoje, dependendo da idade, a pessoa terá uma taxa de reposição [indicador usado no cálculo do benefício] menor que na nova regra. Então pode ser mais interessante para esse segurado ficar mais alguns anos e aposentar-se com um benefício maior”, explicou.

Caso a caso
Rodrigo Mello, do Uniceub, concorda com o secretário, mas diz que cada caso é único. Ele recomenda que o trabalhador tenha cautela neste momento e analise todos os cenários. “Em primeiro lugar, o segurado precisa verificar se entrou na situação de direito adquirido. Se sim, ele deverá simular o valor do benefício com quatro opções”, aconselha. Esses quatros cenários são a aposentadoria pela norma atual, pela regra de transição da legislação atual (caso o trabalhador esteja enquadrado numa regra de transição), na transição proposta pela reforma e nas regras definitivas depois da reforma.

Um exemplo de como o segurado pode ganhar se esperar são os servidores que ingressaram no setor público antes de 2013. Quem tomou posse até 31 de dezembro de 2003 terá direito à integralidade, aposentando-se pelo último salário da ativa, caso espere até a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Para professores, a idade mínima cai para 60 anos.

No setor privado, o trabalhador que estiver próximo de 40 anos de contribuição poderá lucrar se permanecer mais alguns anos na ativa. Isso porque, caso a reforma seja aprovada, ele poderá aposentar-se com mais de 100% da média de contribuições e sem o fator previdenciário.

Atualmente, o empregado da iniciativa privada tem o benefício calculado com base na média de 80% das maiores contribuições para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sobre esse valor, incide o fator previdenciário, indicador que diminui o benefício final à medida que aumenta a expectativa de vida da população.

(Agência Brasil)

Leitor reclama da demora do metrô neste sábado

Usuários da linha sul do Metrô estão com apenas dois trens, neste sábado (23), com ponto de encontro no bairro Vila Pery. O resultado são vagões lotados e uma grande espera.

É o que reclama leitor do Blog, que aponta que um trem parte do Centro e retorna da estação do Vila Pery, enquanto o outro trem parte de Pacatuba e também retorna ao município da Região Metropolitana de Fortaleza, ao chegar na estação do Vila Pery.

(Foto: WhatsApp)

Está mantida ajuda humanitária para Venezuela, diz Bolsonaro

188 1

O presidente Jair Bolsonaro destacou na noite dessa sexta-feira (22) a determinação do governo brasileiro em garantir ajuda humanitária ao povo venezuelano por meio de repasse de 200 toneladas de medicamentos e alimentos. Por ordem do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a fronteira com o Brasil está fechada.

“Comunico que o envio de ajuda humanitária aos venezuelanos está mantido. O Brasil inteiro mobilizou-se de forma ágil e até o fim do dia, cerca de 200 toneladas de alimentos e medicamentos chegam em Boa Vista-Roraima”, disse o presidente na sua conta pessoal do Twitter.

Mais cedo o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que caminhões venezuelanos que estão no Brasil para receber as doações serão escoltados até a fronteira. Segundo ele, serão transportados alimentos, como arroz, feijão, açúcar, café, sal e leite em pó, além de kits de primeiros-socorros.

Rêgo Barros reiterou que o empenho do Brasil é para assegurar que a população venezuela receba as doações. “A operação brasileira tem caráter exclusivamente de ajuda humanitária, não havendo qualquer interesse de nosso mpaíos em quais quer outras frentes neste momento”, disse o porta-voz.

Por questões de segurança, agentes brasileiros farão a segurança do transporte apenas em território nacional, chegando até a linha de fronteira. Segundo o porta-voz, a responsabilidade na área venezuelana é de Juan Guaidó, considerado pelo Brasil e vários outros países como o legítimo presidente da Venezuela.

Nessa sexta-feira houve confrontos entre militares e manifestantes em uma área próxima à fronteira do Brasil com a Venezuela. Do lado venezuelano, duas pessoas morreram e 15 ficaram feridas, de acordo com relatos de parlamentares e organizações não-governamentais.

(Agência Brasil)

O Partido Novo e o fermento na chapa

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (23):

Mais de 1.200 convidados prestigiaram, na noite de quinta-feira, no Hotel Praia Centro, o ingresso de Geraldo Luciano, vice-presidente do Grupo M. Dias Branco, na presidência estadual do Partido Novo.

O evento, festivo e sem a presença de políticos tradicionais, começou na hora e tendo João Amoêdo, dirigente nacional, papeando sobre o cenário político do País. Os convidados, antes, tiveram direito a um farto coffee break e muita camisa da sigla foi vendida. Na plateia, empresários de peso como Thales Cavalcante (Rede FB) e o presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), André Siqueira.

Outro que chamou a atenção foi Euler Barbosa, ex-titular da Sesporte do governo Camilo Santana, que já está, como informou, à frente de equipe que elabora o plano de gestão de Capitão Wagner, pré-candidato a prefeito de Fortaleza em 2020.

Euler disse que o Pros quer uma dobradinha com o Novo. Chapa? Dizia ele: “Capitão Wagner com Geraldo Luciano!”

Ah, quem por ali também esteve, só que antes da palestra, foi Águeda Muniz, integrante do estafe do prefeito Roberto Cláudio.

Censo 2020 é o principal desafio para nova presidente do IBGE

A nova presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Susana Cordeiro Guerra, disse nessa sexta-feira (22), ao tomar posse no cargo, que o censo 2020 é o principal desafio da instituição.

De acordo com Suzana, é complicada a situação do IBGE às vésperas do censo, um grande levantamento demográfico que é feito a cada 10 anos. A previsão da pesquisa é cobrir 213 milhões de pessoas, em 71 milhões de domicílios urbanos e rurais, com mais de 240 mil contratos temporários de recenseadores.

“O desafio de implementar um censo dessa dimensão em uma instituição na situação do IBGE vai ser monumental. Vamos enfrentá-lo. Com respeito às boas práticas de qualidade e responsabilidade, que são da tradição da casa, e ao mesmo tempo uma sede por soluções de ponta. Vamos usar todos os recursos possíveis, pensando sempre na situação atual e fiscal do país e nas suas dificuldades. E vamos usar a nossa criatividade e coragem, que é praxe da casa, para entregar um censo aderente às melhores práticas”, afirmou.

Ela disse que tem conversado com toda a equipe do IBGE para entender “a complexidade” da instituição e destacou a missão de “retratar o país dos mais diversos ângulos” e de ser “o coração da produção de dados e informações” que alimenta as decisões governamentais. Segundo Suzana, o IBGE sofre com a perda de pessoal – de 7 mil funcionários caiu para 5 mil, atualmente. “Em oito anos, o IBGE perdeu mais de 30% de seus funcionários e corre o risco de perder mais 30% com os que aposentáveis este ano.”

Venda de imóveis

Presente à cerimônia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu que o IBGE, ainda sem orçamento para o censo 2020, venda algum dos prédios que tem no Rio de Janeiro e destine a verba à realização da maior pesquisa do país.

“São três sedes, seis prédios, faltam recursos para o censo, mas o presidente fica de frente para o Pão de Açúcar, a diretoria fica no centro e a turma da ralação fica aqui [no prédio da Rua General Canabarro, na Tijuca, onde ocorreu a cerimônia de posse]. Então, quem sabe, a gente vende os prédios aí e coloca o dinheiro para complementar, para fazer o censo bem feito. Devia estar todo mundo junto num prédio só. Dentro desse espírito de acabar com os privilégios: é acabar com a vista para o mar do presidente.”

Perguntas demais

Para Guedes, o censo “tem perguntas demais” e precisa ser “simplificado”.

“O censo de países ricos tem 10 perguntas, o censo brasileiro tem 150, e o censo do Burundi tem 360 perguntas. Quem pergunta demais acaba descobrindo coisa que nem queria saber. Então, eu sugiro que sejamos espartanos, façamos uma coisa bem compacta, façamos o essencial, e nós vamos tentar de toda forma ajudar.”

A nova presidente do IBGE fez pós-graduação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e em Harvard, nos Estados Unidos. No Brasil, trabalhou como pesquisadora visitante no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na Fundação Getulio Vargas (FGV) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Especialista em reforma do Estado, descentralização e setor público, Suzana trabalhou no Banco Mundial e com governos na África, América Latina e Ásia.

Na cerimônia de posse, Suzana destacou que está há 20 anos fora do Brasil e que retorna para servir ao país.

(Agência Brasil)

Ministério da Saúde lança campanha para conter avanço do HIV entre homens jovens

Pare, pense e use camisinha. Esse é o slogan da campanha de combate ao HIV lançada nessa sexta-feira (22) pelo Ministério da Saúde. O foco, este ano, são homens jovens, com idade entre 15 e 34 anos. Dados da pasta revelam que 73% das novas infecções contabilizadas no país são registradas entre pessoas do sexo masculino. Do total de novas infecções entre os homens, 75% são na faixa etária de 15 a 39 anos.

De acordo com o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, blocos carnavalescos contarão, este ano, com “homens-camisinha” que vão circular entre os foliões para destacar a importância do uso do preservativo. Ao todo, 129 milhões de unidades serão distribuídas, sendo 12 milhões já com nova embalagem, que faz alusão a equipamentos eletrônicos, de uso comum entre os jovens. Ações de prevenção serão realizadas em Salvador, Recife, Olinda e no Rio de Janeiro.

“Não importa a orientação sexual. É o comportamento de risco que pode, muitas vezes, fazer do nosso maior e melhor carnaval uma memória triste”, avaliou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Vamos fazer um grande carnaval. Vamos fazer um grande ano. E vamos fazer um ano de consciência em relação à sua responsabilidade com o seu corpo e com o corpo das pessoas quer você ama.”

Atualmente, cerca de 866 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 694 mil foram diagnosticadas, enquanto 172 mil não sabem que são soropositivas. Um em cada cinco novos casos de infecção ocorre entre homens de 15 a 24 anos.

O uso da camisinha nessa faixa etária, segundo o ministério, vem caindo. Em 2004, o índice era de 58,4% entre os que têm parceiros eventuais e, em 2013, passou para 56,6%. Já entre os que têm parceiros fixos, a queda foi ainda maior – de 38,8% em 2004 para 34,2% em 2013.

Jovens de 15 a 24 anos também são os que menos se tratam após o diagnóstico. Os números mostram que 44% dos 22 mil brasileiros diagnosticados com HIV nessa faixa etária não estão em tratamento antirretroviral.

(Agência Brasil)