Blog do Eliomar

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MP libera R$ 74 bilhões para investimentos; Petrobras recebe R$ 29 bilhões

O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional a Medida Provisória 667/2014, que destina R$ 74 bilhões para investimentos sob responsabilidade de ministérios e empresas estatais. A Petrobras é a principal beneficiária do crédito extraordinário, com R$ 29 bilhões. O texto foi editado pelo governo federal somente dois dias após a publicação da MP 666/14, que liberou um aporte de R$ 15,9 bilhões para a estatal petrolífera.

De acordo com a exposição de motivos da MP 667, o crédito extraordinário viabilizará investimentos e inversões financeiras (compra de ativos) neste ano, evitando atrasos no cronograma de execução das obras. Segundo o Planalto, como o orçamento de 2015 ainda não foi aprovado, as obras poderiam ser paralisadas sem os recursos previstos na MP.

Dos R$ 74 bilhões, R$ 35,2 bilhões serão direcionados às estatais. A MP estabelece que R$ 31,3 bilhões serão provenientes do caixa das próprias empresas, como a Petrobras e as empresas do grupo Eletrobras (Eletronucelar, Eletronorte, Chesf e Furnas, entre outras). O restante sairá do Tesouro Nacional (R$ 1,1 bilhão) e de financiamentos internos e externos.

(Agência Senado)

ONU: 121 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola

Um relatório lançado nesta segunda-feira (19), em Londres, mostra que 121 milhões de crianças e adolescentes, de 6 a 15 anos, no mundo inteiro desistiram de frequentar a escola ou sequer começaram a fazê-lo. O documento foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e contrasta com a promessa da comunidade internacional de alcançar a Educação para Todos até 2015.

O relatório, intitulado “Reparação da promessa quebrada de Educação para Todos: resultados da Iniciativa Global Crianças Fora da Escola”, mostra que houve pouco progresso na melhora desse cenário desde 2007. Além disso, o documento revela que 63 milhões de adolescentes, com idades entre 12 e 15 anos, não estão na escola. Esse número mostra que há muito mais adolescentes nessa situação do que crianças. Enquanto uma a cada 11 crianças em idade escolar de nível primário não frequentam a escola, um em cada cinco adolescentes está na mesma situação.

O relatório mostra também que as mais afetadas pela falta de acesso à educação são as crianças que vivem em áreas de conflito, as que trabalham e aquelas que enfrentam discriminação baseada em etnia, gênero ou deficiência. A pobreza, contudo, é o maior vilão da educação, diz o estudo. Na Nigéria, por exemplo, dois terços das crianças em áreas mais pobres não vão à escola. E 90% delas, provavelmente nunca o farão. Os índices mais elevados de crianças fora da escola são encontrados na Eritreia e na Libéria, onde 66% e 59% das crianças, respectivamente, não frequentam a escola primária.

O diretor-executivo da Unicef, Anthony Lake, enumera três prioridades de investimento em três áreas. A primeira delas é aumentar o número de crianças frequentando a escola primária; a segunda é ajudar mais crianças, principalmente as meninas, a permanecer na escola durante todo o nível secundário; e a terceira é melhorar a qualidade da aprendizagem.

(Agência Brasil)

CDH deve avaliar relatório sobre regularização do uso da maconha

A Comissão de Direitos Humanos do Senado deve avaliar o relatório sobre regularização dos usos industrial, medicinal e recreativo da maconha a partir de fevereiro. A proposta vai ser reapresentada pelo senador Cristovam Buarque, do PDT do Distrito Federal, tão logo sejam definidos os novos integrantes do colegiado.

Para Cristovam Buarque, a decisão da Anvisa, da liberação do canabidiol, teria sido influenciada pelas dezenas de audiência pública no Senado sobre o tema.

“Ela viria de qualquer maneira. Nós podeíamos esperar dois, três, cinco anos”, comentou o senador.

(com a Rádio Senado)

ONG inglesa diz que 1% da população vai deter mais riqueza que os 99% restantes

A organização não governamental britânica (ONG) Oxfam informou nesta segunda-feira (19) que, em 2016, o patrimônio acumulado pelos mais ricos do mundo – 1% da população mundial – vai ultrapassar o dos restantes 99%. “A parte do patrimônio mundial detida por 1% dos mais ricos passou de 44% em 2009 para 48% no ano passado e vai ultrapassar os 50% no próximo ano.”

A Oxfam, cuja diretora-geral, Winnie Byanyima, copresidirá o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), exigiu “a realização, este ano, de uma cúpula mundial para reescrever as regras fiscais internacionais”. O fórum será realizado de quarta-feira (21) até sábado (24) e reunirá importantes líderes mundiais.

“A amplitude das desigualdades mundiais é vertiginosa”, disse Winnie, para quem “o fosso entre as grandes fortunas e o resto da população aumenta rapidamente”.

A Oxfam apelou aos Estados para que adotem um plano de luta contra as desigualdades, coibindo a evasão fiscal, com a promoção de serviços públicos gratuitos, com mais impostos sobre o capital e menos sobre o trabalho, criando salários mínimos, ou ainda por meio da criação de sistemas de proteção social para os mais pobres.

São esperados para o 45º Fórum Econômico Mundial mais de 300 chefes de Estado e de Governo e líderes políticos, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês François Hollande, o chefe do governo italiano Matteo Renzi, o primeiro-ministro chinês Li Kepiang  e o secretário de Estado norte-americano John Kerry.

(Agência Brasil)

Sem acordo, regulamentação de demissão e organização sindical continua em discussão

A regulamentação de duas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) está na pauta da próxima legislatura (2015/2018), que começa a partir de 1º de fevereiro.

A Convenção 151, prevista em projeto de lei (PL 5261/13) do deputado Policarpo (PT-DF), normatiza a organização sindical dos servidores públicos. Já a Convenção 158 regulamenta a demissão sem justa causa e é o tema de projeto de lei complementar (PLP 8/03) apresentado pelo ex-deputado Maurício Rands (PT-PE).

As propostas foram abordadas em uma comissão geral realizada em maio de 2014, articulada pelo então presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado Vicente Candido (PT-SP), em referência ao Dia do Trabalhador.

A expectativa era alcançar consenso e destravar as votações dos dois projetos defendidos pelas centrais sindicais que querem ver as duas convenções regulamentadas. No entanto, não houve acordo e o assunto segue em discussão.

Pedro Armengol, secretário-adjunto das relações de trabalho da CUT nacional, ressalta que, historicamente, o Brasil sempre teve uma postura autoritária quando se trata das relações entre Estado e servidores públicos.

Segundo ele, a Convenção 151 da OIT precisa ser regulamentada com urgência para mudar esse cenário. “Hoje, a realidade municipal, estadual ou federal é que, para você abrir uma negociação, você precisa fazer uma greve, porque não tem uma garantia institucional”.

(Agência Câmara Notícias)

Governo reajusta remuneração de profissionais do Mais Médicos

Portaria dos Ministérios da Saúde e Educação publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União reajusta de R$ 10 mil para R$ 10.513,01 o valor da bolsa-formação paga a profissionais do Programa Mais Médicos.

De acordo com o texto, a bolsa poderá ser paga pelo prazo máximo de 36 meses e entra em vigor nesta segunda-feira com efeitos financeiros a contar da competência de janeiro deste ano.

Criado em 2013, o Programa Mais Médicos tem como meta ampliar a assistência na atenção básica fixando médicos em regiões com carência de profissionais. Dados do governo indicam que 14.462 médicos do programa passaram a atender uma população de 3.785 municípios, o equivalente a 68% das cidades do país, além de 34 distritos sanitários indígenas.

Na semana passada, o Ministério da Saúde lançou um edital para ampliar o programa. O novo edital abrange 1,5 mil municípios, dos quais 424 ainda não participavam da iniciativa.

(Agência Brasil)

Fim da reeleição é tema de propostas de alteração do processo eleitoral

Após as eleições de 2014, os senadores apresentaram diversas proposições para mudar regras do processo eleitoral. Alguns foram motivados por casos ocorridos durante o pleito, como o uso de sedes de governo para gravação de propagandas e entrevistas. Outros tratam de temas antigos, como o fim da reeleição.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2014, por exemplo, estabelece o fim da reeleição para presidente da República, governadores de estado e do Distrito Federal e prefeitos. A primeira signatária do texto, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), diz considerar que a reeleição provoca desequilíbrios na disputa eleitoral, em razão da utilização da máquina estatal e do prejuízo causado à governabilidade.

Outro texto apresentado depois das eleições de 2014 que proíbe a reeleição para cargos do Executivo é a PEC 35/2014, do senador Walter Pinheiro (PT-BA). Para o senador, a reeleição desvirtua a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

“A reeleição – sistema que não é unanimidade nos regimes presidencialistas modernos – permanece como uma forma de subverter o princípio da alternância no poder, que é uma das características essenciais dos regimes democráticos”, argumenta.

(Agência Senado)

MEC autoriza criação de 1.274 vagas em nove instituições de ensino superior

O Ministério da Educação (MEC) autorizou o aumento no número de vagas em cursos de graduação de nove instituições de ensino superior privadas. Somadas, são 1.274 vagas a mais para estudantes nessas instituições. A resolução foi publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União e já está em vigor.

Das dezesseis instituições que tiveram o pedido analisado pelo MEC, não conseguiram aprovação a Faculdade de Educação de Porto Velho, para o curso de Tecnólgoco em Comércio Exterior e a Faculdade de Tecnologia em Saúde, para o curso de Tecnólogo em Radiologia.

Dentre as faculdade que tiveram autorização para a abertura de novas vagas, apenas a Faculdade Barão do Rio Branco abriu 390 vagas para cinco cursos, sendo quatro para bacharelado – arquitetura e urbanismo, enfermagem, fisioterapia e sistemas de informação e um curso em licenciatura, educação física.

Os cursos que mais abriram vagas foram bacharelado e licenciatura em educação física, seguido pelo curso de licenciatura em pedagogia, com 240 e 230 lugares a mais, respectivamente.

(Agência Brasil)

A biblioteca, o ministro e os alunos que zeraram

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Em artigo no O POVO desta segunda-feira (19), a jornalista Iana Soares compara as propostas da “Pátria Educadora” com o tratamento dispensado às bibliotecas no Ceará no último governo. Confira:

Na casa da minha avó, sempre existiu uma biblioteca. Lá dentro, uma coleção de livros de capa vermelha me chamava atenção, aos 7 anos. Lia de tudo, mas sempre voltava aos contos de um dos volumes, que tinha um cheiro só dele. Basta fechar os olhos para tê-lo aqui outra vez.

Em 1997, aos 11 anos, mudei-me para Barcelona. Não sabia dizer nem “hola, qué tal?”. Do lado do apartamento onde morava, tinha uma biblioteca de dois andares. Não era a única do bairro e podia pegar emprestado os livros que quisesse, garantidos gratuitamente pelo governo. Diante do medo de um idioma desconhecido, tinha um paraíso de estantes para me dar coragem.

Depois descobri que podia usar cadernos para puxar o ar. Um sutil rastro de oxigênio ficava escondido entre a costela e o abismo. Tinha de viver qualquer coisa que fosse ali, no branco da página, para investigar o paradeiro do fôlego e seguir adiante.

Faço esta digressão porque andei me perguntando quais são as lembranças das primeiras experiências de leitura e escrita que têm os mais de 529 mil estudantes que zeraram a redação do Exame Nacional do Ensino Médio. Não só de autores ou grandes obras, mas de como é estar diante da palavra com prazer e curiosidade. E os gestores públicos? Como têm contribuído para essa situação?

O novo ministro da Educação, Cid Gomes, foi governador do Ceará durante os últimos oito anos. Neste estado, a principal biblioteca pública estadual está fechada desde fevereiro de 2014 para passar por reformas que nunca começaram. Nos últimos tempos de portas abertas, os usuários levavam ventiladores próprios e abriam as janelas para suportar estar lá dentro, enquanto a maresia prejudicava o acervo já tão sofrido. Não são feitos reparos desde 2002.

Não são discursos “preocupados” que sobem os pontos da redação (e transformam vidas inteiras). Professores e alunos estão vinculados a um sistema educacional frágil. Que o novo ministro, antes de apelar para o que ele chamada de “amor”, garanta livros e educação de qualidade. Que apalavra seja usada para transformar e não para enganar ou ocultar precariedades. Não se constrói uma “pátria educadora” com tão poucas bibliotecas. E o pior: com as portas fechadas.

Camilo empossa diretoria do Sebrae-CE nesta segunda-feira

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foto camilo e cartaxo

O arquiteto Joaquim Cartaxo será empossado na superintendência do Sebrae-CE, na noite desta segunda-feira (19), pelo governador Camilo Santana. O evento ocorrerá a partir das 19 horas, no Palácio da Microempresa, na Praia de Iracema.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado, Flávio Saboya, será empossado à frente do Conselho Deliberativo do Sebrae-CE.

IPC-S avança em seis das sete capitais pesquisadas, mostra FGV

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou, na semana passada, alta em seis das sete capitais pesquisadas, em relação à primeira semana do ano. Na primeira semana o aumento havia sido 0,96%, passando a 1,28%, com crescimento de 0,32 ponto percentual.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Mesmo com a alta nas capitais, em apenas duas delas ocorreram aumentos de preços acima da taxa média para os conjuntos das sete cidades: Rio de Janeiro, que acusou a maior variação de preços (1,68%) – alta de 0,32 ponto percentual em relação aos 1,36% da primeira semana – também a maior inflação do país.

A segunda maior variação ficou com São Paulo, onde a taxa passou de 0,79% para 1,40% – variação de 0,70 ponto percentual. A única capital que acusou retração nos preços de um período a outro foi Porto Alegre: de 1,26% para 1,20% (-0,06 ponto percentual).

Em Belo Horizonte, a taxa passou de 0,70% para 0,1, 20%; em Recife, de 0,82% para 0,97%; em Salvador, de 0,78% para 0,94% e, em Brasília, de 0,59% para 0,87%. Brasília foi a capital com a menor alta de preços.

(Agência Brasil)

Motoristas paralisam terminal de Messejana

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A falta de banheiro para motoristas e cobradores, além de fiscais de linhas, resultou na paralisação por uma hora do fluxo de ônibus no terminal de Messejana, na manhã desta segunda-feira (19).

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro-CE), a paralisação foi programada, após visita ao terminal na última semana.

Chanceleres da União Europeia discutem na Bélgica luta antiterrorista

A luta antiterrorista vai dominar nesta segunda-feira (19) a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) em Bruxelas, na Bélgica, poucos dias após uma grande operação policial para prevenir atentados na capital.

A questão já estava na agenda do encontro de chefes da diplomacia, antes da operação antiterrorista de quinta-feira (15) à noite na Bélgica – que resultou na morte de dois jihadistas e na detenção de 13 pessoas suspeitas de terrorismo. O assunto foi inscrito na ordem de trabalho, após os atentados da semana passada em Paris.

Ministros de 28 países vão discutir com a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, e com o coordenador antiterrorista da UE, Gilles de Kerchove, de que modo pode ser reforçada a luta contra o terrorismo jihadista, na sequência do ataque ao semanário francês Charles Hebdo.

(Agência Brasil)

TCM inicia fiscalização de gastos no Carnaval em 47 municípios

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O Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará (TCM) iniciou nesta segunda-feira (19) a Operação Especial de Fiscalização relacionada à contratação de eventos para o Carnaval de 2015 pelos municípios. De hoje até a sexta-feira (23), oito equipes, totalizando 20 técnicos, atuarão em todas as regiões do Estado, cobrindo inicialmente 47 municípios pré-selecionados. A ação pretende verificar “in loco” a possível utilização de recursos públicos municipais em atividades carnavalescas, como o patrocínio de bandas e/ou trios elétricos, montagem de palco e demais estruturas, apoio financeiro às escolas de samba ou blocos de rua, em especial naqueles que se encontrem em situação de emergência ou estado de calamidade provocados pela seca.

Nos municípios em que for verificado que já há carnaval programado, será solicitada toda a documentação pertinente, incluindo os respectivos editais de licitação. Caso ainda não tenha havido qualquer iniciativa planejada do governo municipal com vistas às festividades, serão requisitadas declarações circunstanciadas acerca do fato, o mesmo sendo exigido com relação à caracterização de não realização do evento por parte da municipalidade fiscalizada.

Antes de enviar os técnicos para fiscalização de campo o TCM já encaminhara às 184 prefeituras do Estado, no início da última semana, ofício circular em que constam recomendações tratando da observância aos preceitos legais.

“A nossa ideia é no sentido de que os recursos municipais sejam substituídos por patrocínios privados, profissionalizando ainda mais os festejos”, argumenta o presidente do TCM, conselheiro Francisco Aguiar. “Nos locais onde isso não for possível, e mesmo assim os gestores entendam que devem fazer esse tipo de gasto, a despeito da conjuntura econômica adversa, desde já devem ficar cientes de que os contratos serão submetidos a rigoroso pente fino para verificação de todos os aspectos da legalidade”.

Em 2014 o TCM requisitou a 52 prefeituras os documentos alusivos às contratações com o mesmo foco, totalizando aproximadamente R$ 23,5 milhões de recursos públicos investidos. Em função da análise realizada foram abertos 44 processos que resultaram em 39 Tomadas de Contas Especiais.

(TCM)

Mercado financeiro prevê inflação de 6,67% em 2015

Os investidores e analistas do mercado financeiro elevaram pela terceira vez consecutiva a projeção de inflação para 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A estimativa passou de 6,6% para 6,67%. A previsão continua acima do teto da meta, que é 6,5%. Os dados são do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC). Para 2016, o mercado aposta em fechamento do IPCA em 5,7%.

O boletim Focus da última semana também reduziu, pela terceira vez, a projeção do crescimento da economia para 2015, de 0,4% para 0,38%. A estimativa para os preços administrados, que sofrem algum tipo de influência do governo, teve alta pela sexta semana, passando de 8% para 8,2%.

Com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano. Nesta terça-feira (20) o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC dá início à primeira reunião de 2015 para decidir a taxa básica, atualmente em 11,75% ao ano. O Copom elevou a Selic nas últimas reuniões, a fim de conter a pressão inflacionária.

O Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central e as estimativas divulgadas nesta segunda-feira são avaliações feitas por instituições financeiras na semana passada.

(Agência Brasil)

Estrada de Guaramiranga em clima de rally

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foto guaramiranga 150118 estrada

Além do convidativo clima de serra, Guaramiranga, a 110 quilômetros de Fortaleza, parece querer atrair um novo público na subida do Pico Alto: os competidores de rally. As grandes crateras sugerem a prática dessa modalidade, mas estão desagradando turistas. Como se não bastasse o perigo de acidentes, muito descaso para com a principal atividade econômica da cidade.

Ministério Público tenta esta semana novo mandado de prisão para vereador

O Ministério Público do Estado do Ceará tenta esta semana um novo pedido de mandado de prisão para o vereador afastado da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, José Duarte Pereira Júnior, o Zé de Amélia, denunciado por crimes de Ordenação de Despesa Não Autorizada em continuidade delitiva; Aumento de Despesa Total com Pessoal no Último Ano do Mandato ou Legislatura; Falsidade Ideológica em continuidade delitiva; Uso de Documento Falso; Associação Criminosa; Peculato em concurso de pessoas e em continuidade delitiva e Crime de “Lavagem” ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores.

José de Amélia era considerado foragido da Justiça, desde que teve a prisão expedida no dia 19 de dezembro último. A liminar em habeas corpus foi expedida em plantão judiciário, no último dia 4, pelo desembargador Francisco Pedrosa Teixeira.

Segundo o procurador Miguel Ângelo de Carvalho Pinheiro, a revogação da prisão foi concedida a dois dias para o fim do regime de plantão, “não havendo, portanto, qualquer urgência para sua apreciação, sobretudo tendo-se em vista que Zé de Amélia não chegou a ser efetivamente preso”.

De acordo ainda com o Ministério Público, “há fortes indicativos de que o acusado estava a influenciar testemunhas, o que poderia acarretar prejuízo à instrução criminal”.

Uma Polícia sucateada

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Da Coluna Segurança Pública, no O POVO desta segunda-feira (19), pelo jornalista Ricardo Moura:

A expressão é forte. Mas é assim que muitos policiais descrevem a situação atual em que vive a Polícia Civil: sucateamento. A corporação luta para se manter relevante e dar as respostas que a população necessita no combate ao crime. No entanto, uma série de fatores vem minando sua capacidade investigativa nas últimas décadas. A história que se segue é uma mostra do desafio que se apresenta ao governador Camilo Santana e ao novo secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Delci Teixeira.

Flávio (nome fictício) foi aprovado no concurso para inspetor. Passou cerca de dois anos na Polícia Civil, mas abandonou a profissão a fim de se dedicar a um novo concurso. “Embora gostasse de atuar como policial, o salário era muito baixo. Decidi tentar um novo concurso, dessa vez para delegado. Saí do trabalho com o intuito de ter mais tempo para estudar”, explica. Assim como ele, muitos outros colegas de turma deixaram a carreira para atuar como bombeiro, funcionário público e até mesmo inspetor, só que em outros estados.

O salário base, de R$ 2.787,00, é considerado baixo e pouco atraente para um cargo de nível superior. Além das atividades investigativas, os inspetores têm de se ver com a guarda de presos provisórios nas delegacias, uma tarefa bastante arriscada haja vista a grande quantidade de fugas registradas. Flávio revela que exerceu essa função apenas três vezes, mas conhece companheiros que têm de assumir essa tarefa rotineiramente. E sozinhos.

A debandada de profissionais preocupa. Dados do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol) revelam que dos 963 agentes que assumiram nas duas turmas do último concurso, 200 deixaram suas funções em busca de melhores oportunidades. Segundo Ana Paula Lima Cavalcante, vice-presidente do Sinpol, o prejuízo é ainda maior quando se leva em consideração que nem todas as vagas foram preenchidas: “Em vez de termos 1.480 novos inspetores (primeira mais segunda turma), assumiram apenas 963 e contamos atualmente com 763”.

A falta de efetivo é um problema crônico. Conforme os dados do Sinpol, a Polícia Civil conta atualmente com 2.500 inspetores e escrivães na ativa. Em 1981, havia 4.300 policiais na corporação. Em paralelo, a presença de policiais civis no Interior também minguou, com o fechamento de diversas delegacias municipais. “A população quase dobrou, a criminalidade se especializou e o nosso efetivo caiu quase pela metade. E ainda temos a mazela dos presos nas delegacias. Um comparativo que sempre fazemos é com o efetivo de Pernambuco, estado que tem quase a mesma população do Ceará, mas que conta com cerca de 6.000 policiais civis na ativa”, lamenta Ana Paula Cavalcante.

Nesse início de mandato, o Governo do Estado acenou com a possibilidade de atender antigas reivindicações da Polícia Militar. Foi destaque no O POVO a notícia de que o governador Camilo Santana estuda tirar do papel a agenda de promoções da PM. Ao mesmo tempo, não se observa nenhum gesto político relevante, público e oficial acerca da Polícia Civil.

De acordo com a vice-presidente do Sinpol, a pauta número 1 da categoria é a reestruturação salarial de nível superior. “Houve um investimento maciço na PM, porém não se olhou para nós. A PM não tem o dom da onipresença, não consegue estar em todos os lugares para evitar que o crime ocorra. Então, por causa do sucateamento da Polícia Civil, o infrator tem consciência de que se escapar do flagrante não será alcançado pelos rigores da lei, uma vez que não existe investigação no Estado. Assim, o cidadão é enganado com o que denominamos ‘Boletim de Otário’”, argumenta a dirigente.

Logo que assumiu o cargo, o delegado federal Delci Teixeira considerou “atípicos” os índices de criminalidade no Ceará levando-se em consideração os recursos investidos pelo Governo do Estado. Talvez o nó não esteja na falta de investimentos, mas na forma como eles são gerenciados. Mesmo relativizando o discurso sindical, é importante que haja uma postura equilibrada no tratamento dispensado às forças que compõem o sistema de segurança pública. Se as polícias não estiverem alinhadas e atuando de forma plena, fica ainda mais complicado cumprir as metas de redução da violência.