Blog do Eliomar

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Campanha de vacinação contra a pólio e o sarampo acaba nesta semana

A campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite acaba na próxima sexta-feira (28). A imunização começou no dia 8 de novembro em todo o país.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, até o momento, 6,4 milhões de crianças receberam a dose contra a pólio, o que representa 50,4% da meta estabelecida. No caso do sarampo, 5,1 milhões de crianças foram vacinadas – cerca de 48,1% do público-alvo.

A meta do governo é imunizar 12,7 milhões de crianças contra a pólio e 10,6 milhões contra o sarampo. Devem tomar a vacina contra a pólio crianças entre 6 meses e 5 anos incompletos. A recomendação é que todas as crianças nessa faixa etária sejam imunizadas, já que a dose vale tanto para colocar em dia a vacinação atrasada quanto para reforçar a de quem está com o calendário em dia.

No caso do sarampo, a vacinação será feita em crianças entre 1 e 5 anos incompletos. Cerca de 10 milhões de crianças devem ser imunizadas com a tríplice viral, que também protege contra a rubéola e a caxumba. Para crianças com alergia ao leite de vaca, a vacinação será feita posteriormente.

(Agência Brasil)

Empreiteira pode responder na Justiça por documentos enviados à CPMI

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades na Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou que pode pedir ao Ministério Público a responsabilização criminal dos funcionários da empreiteira Engevix.

Segundo ele, a decisão será tomada se for comprovada a fraude em notas e cópias de contratos entregues à comissão. A presidência da CPMI acrescentou, em nota, que o recurso será adotado em todos os suspeitos de uso de documento falso.

A empreiteira teria enviado à CPMI os mesmos documentos que a Justiça no Paraná já identificou como falsos para justificar repasses de recursos às empresas do doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato. O vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, é um dos presos na última semana, durante a sétima fase da Lava.

(Agência Câmara Notícias)

Livro abre o debate sobre questões relacionadas aos Direitos Humanos

foto livro autoras direitos humanos

Os Direitos Humanos e a importância do papel do Estado e seu dever de proteção. Essa é a proposta do livro “Direitos Humanos: Histórico e Contemporaneidade”, editado pela OAB, secção Ceará, e lançado há cerca de um mês em todo o país. Com 27 autores, o livro traz temas como “Adoção de crianças por pares homoafetivos masculinos”, “Sobre os direitos do homem”, “Direitos sexuais como um direito humano”, “Direitos dos consumidores e deveres de proteção”, além de outros 13 temas.

A organização da obra ficou com as autoras Ana Paula Araújo de Holanda (Doutoranda em Direito, professora da Unifor e coordenadora especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Gabinete do Governador do Estado do Ceará), Bleine Queiroz Caúla (Doutoranda em Direito e pesquisadora do Núcleo de Estudos Internacionais) e Roberta Duarte Vasques (Mestra em Direito e professora da Unifor), além de Valter Moura do Carmo (Doutorando em Direito).

Enade: estudantes põem em dúvida eficácia da prova na qualificação dos cursos

Aproximadamente 483,5 mil estudantes foram convocados para participar do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2014, aplicado hoje (23) em todo o país. O exame, criado em 2004, avalia o rendimento dos estudantes dos cursos de graduação em relação ao conteúdo programático, suas habilidades e competências e é usado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para compor índices que medem a qualidade de cursos e instituições de ensino superior. Estudantes ouvidos pela Agência Brasil, neste domingo (23), porém, dizem não sentir na prática a finalidade teórica da prova.

Este ano, o Inep não faz o processo de amostragem e todos os estudantes concluintes habilitados ao Enade 2014 e inscritos pela respectiva instituição de educação superior foram convocados para a avaliação. O aluno que não fizer a prova não poderá receber o diploma enquanto não regularizar a situação, participando do Enade em anos seguintes.

(Agência Brasil)

Em 24 anos, parcela de fumantes cai de 34% para 11% no Brasil

O Brasil é hoje o terceiro país com maior índice de ex-fumantes do mundo, ficando atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos. Em 1989, 34% da população adulta fumava no País. Em 2013, esse índice caiu para 11%.

O médico pneumologista do Instituto Nacional de Câncer (Inca) Ricardo Meirelles acredita que as medidas educativas e restritivas ao cigarro vêm gerando, lentamente, mudanças comportamentais em fumantes e não fumantes.

“Antigamente, o tabagismo era uma coisa estimulada pela sociedade. Ainda não existiam estudos que mostravam o malefício do cigarro. Nos anos 1930, 1940, nos Estados Unidos, os médicos faziam propaganda de cigarro. A comunidade científica só descobriu que a nicotina é uma droga em 1986”, aponta Meirelles.

Dois anos depois, em 1988, surgiram as primeiras restrições ao consumo do cigarro no Brasil. Eram apenas recomendações do Ministério da Saúde para que as pessoas não fumassem no trabalho ou usassem áreas delimitadas para isso, os chamados fumódromos.

Em 1989, veio a primeira lei contra cigarro no Brasil. O fumo foi proibido em locais públicos, como hospitais, salas de aula, teatros e cinemas. A legislação não restringiu totalmente a propaganda do cigarro, mas proibiu, por exemplo, aquelas que associavam o tabagismo com ideias positivas como o bem-estar corporal ou à saúde física.

Até que, em 2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou a primeira lei federal antifumo. Regulamentada três anos após a sanção (em maio deste ano), a lei começa a valer em dezembro. O texto proíbe qualquer propaganda de cigarro, inclusive nos pontos de venda, e não permite o consumo de cigarro em locais públicos, mesmo em fumódromos.

(Congresso em Foco)

Matrículas da Educação Inclusiva começam nesta segunda-feira

A Secretaria Municipal da Educação (SME) inicia nesta segunda-feira as matrículas da Educação Inclusiva. Os responsáveis pelos candidatos devem comparecer às unidades portando laudo médico ou relatório pedagógico (que pode ser feito na própria escola). Os responsáveis ainda deverão preencher uma ficha de registro, quando deverão anexar a seguinte documentação: certidão de nascimento, foto 3×4, número de identidade social (NIS) do responsável e da criança (caso possua), comprovante de endereço com CEP, cartão de vacinação, RG e CPF do responsável.

Também a partir desta segunda-feira, até o dia 5 de dezembro, será realizada a confirmação de matrícula dos alunos veteranos. As escolas reunirão a comunidade e farão o levantamento de quem deseja continuar na escola. A vaga de veteranos é garantida antecipadamente e os pais devem apenas confirmar a renovação da matrícula. A escola é a responsável por convocar os responsáveis para comparecerem à instituição.

De 15 a 19 de dezembro será a vez da matrícula de alunos novatos a partir de 4 anos de idade (pré-escola). No dia 15, poderão se matricular os alunos de 4 a 6 anos; no dia 16, alunos de 7 a 9 anos; no dia 17, alunos de 10 a 12 anos; no dia 18, alunos de 13 e 14 anos e no dia 19, alunos a partir de 15 anos. Para efetivar a matrícula, os responsáveis devem procurar a escola mais próxima de sua residência e apresentar a seguinte documentação: certidão de nascimento, documento de transferência (histórico escolar ou declaração da escola de origem), três fotos 3×4, documento de identificação social do responsável, comprovante de residência, cartão de vacinação.

PEC que proíbe pesquisas eleitorais em véspera de eleição volta à pauta da CCJ

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pode votar na quarta-feira (26) a Proposta de Emenda à Constituição 57/2012, que proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais nos 15 dias que antecedem as eleições. A proposta foi discutida na última reunião da comissão (no dia 19), mas os senadores pediram vista coletiva para estudar melhor a matéria.

De autoria do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), a PEC tem o objetivo de evitar a interferência das pesquisas no resultado final, uma vez que os cenários apresentados por vezes se mostram completamente distintos dos efetivamente apurados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A legislação eleitoral em vigor não determina prazo limite para divulgação de pesquisas. Elas podem ser feitas a qualquer momento, inclusive no dia das eleições, desde que registradas até cinco dias antes do pleito. Somente pesquisas de boca de urna (aquelas em que as entrevistas são feitas no dia da eleição) têm divulgação proibida até a conclusão da votação.

A PEC recebeu parecer favorável do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Apesar de lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) já considerou inconstitucional projeto que impede a divulgação de pesquisas nos dias anteriores à eleição, sob o argumento de que a Constituição garante o direito à informação, Randolfe concordou com o argumento de possível interferência no resultado das urnas.

(Agência Senado)

Mudanças climáticas dificultam redução da pobreza, aponta relatório

O Banco Mundial considera que as mudanças climáticas estão dificultando a redução da pobreza no mundo, colocando em risco a subsistência de milhões de pessoas. É o que aponta relatório divulgado neste domingo (23) pela instituição.

Para o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, o documento “confirma o que os cientistas vêm dizendo: as recentes emissões [de gases de efeito estufa] criaram um curso inevitável para o aquecimento nas próximas duas décadas, o que afetará mais os pobres e vulneráveis”.

O relatório informa que os impactos das mudanças climáticas, tais como eventos de calor extremo, podem ser inevitáveis, uma vez que o sistema atmosférico da Terra está 1,5 grau Celsius acima dos níveis registrados em meados da era pré-industrial e que, mesmo que hoje se tomem medidas de mitigação muito ambiciosas, os impactos não vão ser alterados.

“As mudanças climáticas dramáticas e de o calor extremos estão afetando as pessoas em todo o mundo, prejudicando lavouras e litorais e colocam em risco a segurança da água”, destaca o relatório intitulado Turn Down the Heat: Confronting the New Climate Normal. (Diminua o Calor: Enfrentando o Novo Clima Atual, em português) “Essas mudanças tornam mais difícil reduzir a pobreza e colocam em risco a subsistência de milhões de pessoas”.

(Agência Brasil)

Que a racionalidade tome posse

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Da Coluna Fábio campos, no O POVO deste domingo (23):

Seguidas declarações de Camilo Santana (PT) expõem a preocupação com o cofre que herdará de Cid Gomes. O próximo governador receberá um Estado com custos cada vez mais altos para uma arrecadação que tende a estagnar em ano (2015) de crise anunciada (crescimento perto do zero). Não é à toa que o governador eleito já fala em cortes. Por enquanto, de terceirizados.

A necessidade de diminuir os custos para manter os índices de investimentos em patamares adequados cria as condições para que o Ceará retome a tradição (iniciada com Tassso Jereissati em 1987) de austeridade no controle dos gastos públicos. Pelo que se escuta nos bastidores, percorrer este caminho (o da austeridade) não é uma questão de fé no método, mas sim uma imposição das circunstâncias econômicas do Ceará e do Brasil.

Na crise, surge a oportunidade. Cortar terceirizados é fácil. Uma canetada e pronto. Trata-se de ato administrativo sem maiores repercussões políticas, no que pese os que vão ficar sem salários. No entanto, fica sempre uma questão: se é possível tocar a máquina sem esses terceirizados, eles nem deveriam existir. Ou será que os cortes vão provocar pioras na qualidade dos serviços públicos, que já são ruins de dar dó?

Bom, como já foi dito, a crise gera uma oportunidade. Não sei se o futuro governador Camilo Santana conhece o pensamento de Cid Gomes nos tempos antes de ser eleito governador, em 2006. Naquela altura, o então prefeito de Sobral fazia a apologia da gestão “feijão com arroz”. Era mais ou menos o seguinte: o básico e com uma enxuta quantidade de secretarias. No entanto, quando foi montar sua equipe para o Governo, a coisa não se deu assim. Pelo contrário.

A quantidade de cargos de confiança aumentou significativamente. Certamente, para atender à vasta base de apoio político. Não faltou emprego para a imensa base aliada. Mais secretarias foram criadas.

Algumas, insignificantes. E com elas, além do secretário, o secretário adjunto e mais o tal secretário executivo. Com as novas pastas, mais assessores, carros, motoristas, as estruturas e um mundo de dinheiro a escoar.

A oportunidade que está nas mãos do futuro governador é a seguinte: diante da necessidade que se impôs, o caminho, além da canetada em terceirizados, é cortar a quantidade de secretarias pela metade. É acabar também com esse adjunto (ou o executivo) que serve exclusivamente para acomodar interesses politiqueiros. Vejam bem: boa parte dessa turma nem sequer comparece ao prédio que abriga a pasta.

Há alguma chance de o novo governador adotar a linha da racionalidade administrativa como item a não ser posto no balcão das trocas políticas? Não sei. Não tenho a menor ideia. Aguardemos.

“Fortaleza diz não à violência contra a mulher!”

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (SCDH), realiza na terça-feira (25), das 8h às 17h, no Shopping Benfica uma nova ação da campanha “Fortaleza diz não à violência contra a mulher!”.

A ação inclui Cine Debate do filme Nunca Mais, palestra sobre os Impactos da Violência Psicológica para as Mulheres e stand de sensibilização com psicólogas, assistentes sociais e advogadas do Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência Francisca Clotilde.

No dia 25 de novembro, Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher, a Prefeitura de Fortaleza vai celebrar a data com ações educativas e informativas de prevenção à violência contra as mulheres. Uma das metas das atividades é promover a Lei Maria da Penha e o acesso aos serviços do CRM Francisca Clotilde e da Casa Abrigo Margarida Alves, especializados no atendimento às mulheres em situação de violência.

Durante todo mês de novembro, a Coordenadoria de Políticas para as Mulheres realiza oficinas socioeducativas, blitze nos terminais e caminhada nas comunidades. A campanha passou pelos bairros Parangaba, Siqueira, Messejana, Edson Queiroz, Conjunto Palmeiras, Montese e Papicu.

(Prefeitura de Fortaleza)

Tudo o que você não queria saber sobre drogas

Da Coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (23), pelo jornalista Plínio Bortolotti:

Muito provavelmente o livro Um Preço Muito Alto vai contrariar tudo o que você sabe (ou pensa que) sobre drogas. Entre essas crenças, a versão de que o crack é uma droga tão poderosa que vicia na primeira dose. O autor mostra que o crack e a cocaína em pó são “qualitativamente” a mesma droga, portanto seus efeitos são os mesmos. Como prova, ele expõe a estrutura química do hidrocloreto de cocaína (a droga em pó) e de sua pasta base (o crack), mostrando que são praticamente idênticas. “Boa parte do que achamos que sabemos a respeito de drogas, vício e escolhas possíveis está errada”, diz ele.

O autor do livro é o neurocientista Carl Hart, professor dos departamentos de Psicologia e Psiquiatria na Universidade de Columbia, Estados Unidos. A incomum carreira de Hart explica porque ele resolveu estudar as drogas ilegais e mostra o caminho percorrido até chegar às conclusões que contrariam o senso comum.

Negro, de família pobre e problemática, Hart – que cultiva longas tranças rastafári – foi criado nos guetos de Miami: usou drogas, vendeu-as e cometeu vários outros delitos quando era adolescente. Foi salvo de destino parecido de amigos e parentes – prisão ou morte – quando, recrutado pela Aeronáutica, resolveu estudar.

Carl Hart mostra que o vício na droga não pode ser explicada fora do contexto em que é consumida e que são vários os fatos que levam à dependência, entre eles a pobreza e a exclusão social. Atribuir todo “comportamento condenável” ao uso de drogas é um erro que leva ao aumento do preconceito contra negros e pobres, diz ele.

Ao contrário do senso comum, Hart não atribui às drogas os problemas familiares ou da sociedade. Tomando a sua própria vida como exemplo, ele diz que, antes mesmo da introdução do crack, em seu bairro “diversas famílias já eram dilaceradas pelo racismo institucionalizado, a pobreza e outras forças”. Valendo-se de pesquisa em jornais, ele mostra que a cada vez que uma nova droga é introduzida no comércio, a ela é atribuída todos os males, de forma sensacionalista, com a ajuda da imprensa.

Para ele, o uso da droga, mesmo que regularmente, não é, em si mesmo um distúrbio: “O hábito de beber não é um problema para a maioria das pessoas, o mesmo se aplica às drogas ilegais”. Ele somente considera “vício” se o uso da droga interferir nas “funções vitais importantes”, como o cuidado com os filhos, o trabalho e as relações íntimas. Entre os 20 milhões de americanos consumidores de droga, ele diz que o percentual de viciados fica entre 10% e 25%.

O autor considera que o vício, principalmente nas comunidades excluídas – a maioria negras -, se dá pelo fato de não existirem “estímulos alternativos”, como o cuidado familiar, educação de qualidade e trabalho para os jovens. Carl Hart também decompõe a figura do viciado como “doidão” disposto a qualquer coisa para conseguir mais uma dose. Em uma de suas experiências (autorizadas) ele oferece – em seu laboratório – um cachimbo de crack a viciados e, depois da primeira dose, lhes pergunta se eles querem outra ou cinco dólares em dinheiro. Muitos deles preferem o dinheiro derrubando o mito, segundo Hart, de que a primeira dose gera uma “ânsia irreversível” ou “sequestra a mente” do viciado, impedindo que ele tome decisões racionais.

Costa sugeriu a Dilma “solução política” contra recomendação do TCU de paralisar obras da Petrobras em 2009

Em reportagem nesta semana, a revista Veja mostra que, em 2009, o engenheiro Paulo Roberto Costa, principal pivô das investigações de corrupção na Petrobras, havia enviado email à então ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, para que a ministra alertasse ao então presidente Lula que o Tribunal de Contas da União (TCU) havia recomendado a imediata paralisação de três grandes obras da estatal — a construção e a modernização das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, e do terminal do Porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo.

No email, o então diretor de Abastecimento da Petrobras sugeriu uma “solução política para contornar as decisões do TCU”, assim como teria ocorrido dois anos antes. Segundo a reportagem da Veja, o Palácio do Planalto teria acatado a sugestão.

Em depoimento à Justiça, por meio do benefício da delação premiada, Costa revelou que foi colocado na Petrobras, em 2004, para “montar um esquema de desvio de dinheiro para políticos dos partidos de sustentação do governo do PT”.

Cine Ceará premia vencedores

O 24° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema encerrou na noite desse sábado (22) suas atividades com a premiação aos vencedores da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem e da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem.

Os vencedores das mostras são, respectivamente, o filme “A Estrada 47”, de Vicente Ferraz, que recebe o Troféu Mucuripe e uma premiação no valor de US$ 10 mil; e o curta-metragem “Edifício Tatuapé Mahal”, de Carolina Markowicz e Fernanda Salloum, também premiado com o Troféu Mucuripe. A Mostra Olhar do Ceará premia em 1º Lugar – “Visita ao Filho”, com direção de Frederico Benevides.

Ecofor Ambiental abre vagas temporárias para limpeza urbana de Fortaleza

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A Ecofor Ambiental está com 50 vagas abertas para atuação na limpeza urbana de Fortaleza durante a alta estação: dezembro e janeiro. É necessário apenas saber ler e escrever. Não há exigência de experiência profissional. Os benefícios são: piso salarial da categoria, vale refeição e cesta básica. A contratação é imediata.

Os interessados devem comparecer à Ecofor Ambiental, localizada na Rua Arnaldo Osório, 841, no bairro Luciano Cavalcante. Para mais informações, ligar para o número: 3474-5800.

(Ecofor)

Esquemas de corrupção atravessaram governos dos mais diferentes partidos

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (23):

Desde o desencadeamento da Operação Lava Jato, os brasileiros estão ansiosos para que a investigação do escândalo sirva para desbaratar os esquemas de corrupção que há décadas enlameiam as relações entre setor privado e setor público. O empresário Ricardo Semler, em artigo classificado de “antológico” publicado na última sexta-feira, na Folha de S.Paulo, expôs a hipocrisia dos que se dizem horrorizados com o esquema exposto agora, como se fosse inédito na história do País. Igualmente, o colunista Luís Fernando Vianna foi na mesma linha, ao ironizar certas deduções em curso: “depreende-se que o país era um paraíso de lisura até 2003”. Tais esquemas atravessaram governos dos mais diferentes partidos e, inclusive, em estados e municípios (um dos exemplos seria o escândalo dos trens e metrôs de São Paulo no curso dos 20 anos do governo tucano no Estado).

No início da semana, o jornalista Jânio de Freitas apontava manipulações desenvolvidas por segmentos inconformados com o resultado das urnas para usar a Operação Lava Jato para seus propósitos desestabilizadores. Nesse contexto, foi considerado estranho o lance inopinado de se entregar o exame das contas eleitorais de Dilma Rousseff a um inimigo figadal do PT, o polêmico ministro Gilmar Mendes, já que segundo o Ministério Público Eleitoral não lhe caberia essa atribuição, mas a outro magistrado, visto contrariar as normas do TSE. Como resposta ao estranhamento de vários segmentos da opinião pública, o ministro dá mostras de querer tensionar ainda mais o ambiente. Há setores convencidos de que Gilmar Mendes tentará encontrar meios para não diplomar Dilma e assim impedir sua posse.

Petrobras e outros problemas

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Eis o Editorial do O POVO deste domingo:

A investigação sobre a Petrobras não é o único problema que a presidente Dilma Rousseff vai enfrentar em seu segundo mandato. A propósito, o caso tem extensão que, além do governo atual, retroage há décadas e tende a comprometer vários partidos e gestões. A magnitude dos malfeitos – ainda não completamente conhecidos – deve chegar a valores estratosféricos, mostrando que agentes corruptos e corruptores vinham agindo à larga, há bastante tempo, em vários governos, sem se preocupar com as consequências, com a certeza que poderiam gozar da impunidade, que sempre foi regra no país. Felizmente, as coisas estão mudando. A condenação de políticos importantes, em processos recentes, deveria ter servido de alerta; no entanto, a coisa parece ser de tal proporção, que seria difícil pará-la.

Outro problema de difícil resolução que a presidente terá de resolver será decidir a direção que vai tomar seu governo. Parece consenso que o modelo herdado dos governos Lula – baseado no consumo, crédito abundante e na distribuição do Bolsa Família, entre outros programas sociais -, encontrou o seu limite, ainda que se reconheça a correção das políticas que permitiram a promoção de milhões de brasileiros, que estavam abaixo da linha da pobreza.

Na campanha eleitoral, pelo menos aparentemente, confrontaram-se duas visões econômicas: a do PSDB que propunha métodos tradicionais de “choque de gestão” e “ajuste das contas públicas”, significando aumento de juros e pressão para reduzir a inflação, ainda que isso significasse tolerar uma certa dose de desemprego – e a do PT, que saiu vencedora das urnas, propondo a continuidade “com mais mudança” da política que vinha sendo implementada pelos governos Lula e Dilma.

A questão é que, com o governo em dificuldade para honrar suas despesas inadiáveis, onde encontrará recursos para implementar políticas que mantenham a taxa da emprego, e que possibilitem novos investimentos para fazer a economia crescer e, ao mesmo tempo, assegure a política de ascensão econômica dos mais pobres, marcante nos últimos anos?

Ceará tem 3,29% de chances de acesso à Série A

O Ceará possui 3,29% de chances de classificação à Série A do Campeonato Brasileiro do próximo ano. A última vaga de acesso é disputada por cinco clubes: Boa Esporte (59 pontos e 18 vitórias), Atlético Goianiense (59 pontos e 17 vitórias), Avaí (59 pontos e 17 vitórias), América Mineiro (58 pontos e 19 vitórias) e Ceará (57 pontos e 16 vitórias).

Das 243 combinações possíveis de resultados nos cinco jogos que definirão a última vaga à Série A, somente oito interessam à equipe cearense, que ainda encerra sua participação na Série B deste ano fora de casa, no próximo sábado (29), contra o Luverdense (MT).

Dos quatro concorrentes diretos do Ceará pela última vaga, nenhum poderá vencer seus jogos e somente o Boa Esporte, que enfrenta o Icasa, no Romeirão, necessariamente terá que perder. Os demais poderão empatar, desde que o Ceará vença. Todas as partidas terão início às 16h20min do sábado, horário de Brasília.

Avaí, Atlético Goianiense e América jogam em casa, diante do Vasco, Santa Cruz e Sampaio Correa, respectivamente.

Série C

O Icasa foi rebaixado para a Série C do próximo ano, ao empatar com o Vasco, nesse sábado (22), no Maracanã. Vila Nova/GO e Portuguesa/SP já estavam rebaixados. O último clube rebaixado será o Bragantino/SP (43 pontos), ou o América/RN (43 pontos) ou o Oeste/SP (45 pontos).

A situação mais inusitada é do América, que terá que vencer o Paraná, em Curitiba, para não ficar refém de uma possível abertura do rival ABC, diante do Bragantino, em Natal. A torcida do ABC já iniciou uma campanha para que o time perca do Bragantino, como forma de prejudicar o América.