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Em clima de show de Alceu Valença, simpatizantes de Ciro marcam presença e protestam contra Bolsonaro

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Se depender dos que foram ao show gratuito do cantor Alceu Valença, nessa noite de domingo, no estacionamento do RioMar Papicu, em Fortaleza, o candidato Ciro Gomes (PDT) ganhará a disputa no Ceará. Pelo menos é o que se pode interpretar de dois atos ali registrados: um contra Bolsonaro…”Ele não!!” Os atos ocorreram após o show. Alceu não se pronunciou.

E um outro a favor de Ciro Gomes.

De qualquer forma, pelas pesquisas eleitorais, Jair Bolsonaro (PSL) continua mantendo a liderança (33%), seguido de Fernando Haddad (PT), com 23%. Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com 10%, de acordo com a BTG pactual divulgada nesta segunda-feira.

Pesquisa BTG Pactual: Bolsonaro, 33%; Haddad 23%; e Ciro, 10%

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Se a eleição fosse hoje, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) estariam no segundo turno, segundo pesquisa feita pelo BTG Pactual nos dias 22 e 23 deste mês. Na estimulada, Bolsonaro registrou 33%, Haddad, 23%, Ciro, 10%, Alckmin, 8%; Marina 5%, seguindo-se Amoêdo com 3%, Meirelles, 3%, Alvaro Dias, 2%, Outros, 1%. Há 7% que não votariam em ninguém. Brancos e nulos deu 2% e 0% não respondeu.

Por esse cenário, Ciro, que se distancia de Haddad, está empatado tecnicamente com Alckmin que, por sua vez, empata com Marina Silva.

Segundo turno

Num cenário de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, o candidato do PSL ganha: 44% a 40%. Com Ciro Gomes, Bolsonaro ficaria com 41% enquanto o pedetista marcaria 43%. Com Alckmin, Bolsonaro teria 41% e o tucano,40%.

Contra Marina Silva, o postulante do PSL obteria 46% e a candidata da Rede ficaria com 34%.

DETALHE – O Instituto FSB Pesquisa entrevistou, por telefone, 2.000 eleitores com idade a partir de 16 anos em todas as regiões do País. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com confiança de 95%.

Editorial do O POVO e um apelo ao bom-senso

Com o título “Um apelo ao bom-senso”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira. Aborda este momento de eleições no País. Confira:

A menos de duas semanas para o fim do primeiro turno das eleições, é natural que a pressão se eleve mais ainda na corrida presidencial e os postulantes intensifiquem as críticas, seja nas ruas, seja nos debates televisivos.

Nesta reta final, porém, cabe ao eleitor deixar de lado o componente passional, que tem sido frequentemente acionado pelos candidatos, sobretudo num ambiente de polarização política, e passe a cobrar de si e de seus pares uma desapaixonada reflexão sobre nomes e propostas.

A partir de agora, é preciso que haja um apelo ao bom-senso não somente por se tratar de uma disputa na qual um dos lados vem dando mostras de desapreço à democracia, fato condenado pelo O POVO neste espaço nas duas últimas edições.

Mas porque estas são eleições especialíssimas. As primeiras sem financiamento empresarial de campanha e após quatro anos de exposição diária de um esquema orgânico de corrupção a implicar igualmente os setores públicos e privados.

Em condições normais, o País teria a oportunidade agora de repensar práticas e fracassos de modelos políticos e econômicos que pautaram a vida pública brasileira no derradeiro quadriênio.

A divisão radical, no entanto, sequestrou a pauta das eleições, deslocando o seu eixo para um debate apaixonado entre falanges em rota de colisão.

Ao eleitor interessado no futuro do País, restou o desamparo em meio a um clima de Fla-Flu na esteira do qual as tentativas de discutir medidas reais para os impasses da nação se frustram continuamente diante do vazio de propostas.

Daí o apelo. Não somente à sensatez, mas a que o pouco tempo que ainda há até o dia 7 de outubro possa ser mais bem aproveitado pelos presidenciáveis, que dedicariam seus últimos atos de campanha não ao vale-tudo pelo voto e à exacerbação das diferenças político-partidárias.

É hora de um último chamamento à temperança como mediadora social e à racionalidade como ingrediente indispensável da interlocução entre contrários. Que se estabeleça desde já um clima de civilidade e compromisso em face das graves dificuldades que o Brasil atravessa.

É mais que o destino de partidos que está em jogo neste momento. São os próximos dez ou 20 anos, no correr dos quais todos nós, eleitores convictos ou desolados, teremos de conviver com escolhas feitas no calor da hora.

(Editorial do O POVO)

Artistas e personalidades assinam manifesto contra Bolsonaro

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Um grupo com centenas de personalidades, incluindo muitos notáveis de áreas como artes e negócios, lançou neste domingo um manifesto contra a candidatura de Jair Bolsonaro, do PSL, à Presidência da República.

Até o início da madrugada, mais de 300 nomes subscreviam o texto. Entre eles estão o oncologista Drauzio Varella; o músico Caetano Veloso; a historiadora Lilia Schwarcz; o empresário Guilherme Leal; os atores Wagner Moura, Camila Pitanga, Alice Braga e Fernanda Torres; a socióloga Maria Alice Setubal; a editora Marisa Moreira Salles; a ex-jogadora de vôlei Ana Moser; o publicitário Washington Olivetto; o cineasta Walter Salles; entre outros. Nem todos eles confirmaram o apoio em suas redes sociais ou declarações públicas.

No artigo do movimento, denominado “Democracia sim”, o grupo não recomenda voto em nenhum outro candidato, mas é enfático ao citar que “a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial”.

Diz o artigo: “Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade (…). Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários”.

Leia abaixo a íntegra do documento, disponível no site Democracia Sim (acesse aqui).

Pela Democracia, pelo Brasil

Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos diversos. Defendemos causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.

Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação.

Como todos os brasileiros e brasileiras sabemos da profundidade dos desafios que nos convocam nesse momento. Mais além deles, do imperativo de superar o colapso do nosso sistema político, que está na raiz das crises múltiplas que vivemos nos últimos anos e que nos trazem ao presente de frustração e descrença.

Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial.

Podemos divergir intensamente sobre os rumos das políticas econômicas, sociais ou ambientais, a qualidade deste ou daquele ator político, o acerto do nosso sistema legal nos mais variados temas e dos processos e decisões judiciais para sua aplicação. Nisso, estamos no terreno da democracia, da disputa legítima de ideias e projetos no debate público.

Quando, no entanto, nos deparamos com projetos que negam a existência de um passado autoritário no Brasil, flertam explicitamente com conceitos como a produção de nova Constituição sem delegação popular, a manipulação do número de juízes nas cortes superiores ou recurso a autogolpes presidenciais, acumulam declarações francamente xenofóbicas e discriminatórias contra setores diversos da sociedade, refutam textualmente o princípio da proteção de minorias contra o arbítrio e lamentam o fato das forças do Estado terem historicamente matado menos dissidentes do que deveriam, temos a consciência inequívoca de estarmos lidando com algo maior, e anterior a todo dissenso democrático.

Conhecemos amplamente os resultados de processos históricos assim. Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade. Testemunhamos os ecos de experiências autoritárias pelo mundo, deflagradas pela expectativa de responder a crises ou superar impasses políticos, afundando seus países no isolamento, na violência e na ruína econômica. Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários.

Em momento de crise, é preciso ter a clareza máxima da responsabilidade histórica das escolhas que fazemos.

Esta clareza nos move a esta manifestação conjunta, nesse momento do país. Para além de todas as diferenças, estivemos juntos na construção democrática no Brasil. E é preciso saber defendê-la assim agora.

É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós.

Prezamos a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós. Não são, certamente, poucos os desafios para avançar por dentro dela, mas sabemos ser sempre o único e mais promissor caminho, sem ovos de serpente ou ilusões armadas.

Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser.

Machismo vai ao banco dos réus nesta terça-feira. Ex-vereador de Fortaleza é o réu

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

A 1ª Vara do Júri de Fortaleza julgará amanhã Francisco das Chagas Filho, conhecido por Alan Vereador. Em 2013, ele assassinou cruelmente sua ex-companheira, Andréa Jucá, com 35 facadas. Não aceitava o fim do casamento. De acordo com o processo, ele trancou a moça dentro do quarto e a matou sem nenhuma chance de defesa.

Na denúncia do Ministério Público do Estado, uma falha: a não inclusão da qualificadora de “meio cruel”, mas apenas o motivo “torpe e a impossibilidade de defesa”. Há informações de que os advogados de Alan, Juvenal Lamartine e Ernando Uchoa Sobrinho, deverão alegar a legítima defesa.

O crime só não será enquadrado na Lei do Feminicídio (crime hediondo) porque ocorreu em 2013 e a nova lei é de 2015. O júri a ser presidido pela juíza Danielle Pontes será a partir das 9h30min, no Fórum Clóvis Beviláqua. O promotor Marcus Renan, que não assinou a denúncia, fará a acusação.

Barbosinha critica abandono das unidades prisionais no Interior

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Agentes penitenciários lotados em unidades prisionais do Cariri cearense ouviram, nesse fim de semana, as propostas do representante sindical licenciado, Valdemiro Barbosa, o Barbosinha, candidato a deputado estadual.

Ele criticou o abandono das unidades prisionais e a desvalorização profissional. A falta de armamento, viaturas, colete balístico e escudo tático foram outras reclamações da categoria.

Diante do baixo efeito, o candidato defendeu a nomeação imediata de todos os integrantes do cadastro de reserva, além da retificação do edital do último concurso para agente, possibilitando o ingresso dos candidatos remanescentes.

Segundo Barbosinha, há um déficit de quatro mil servidores penitenciários.

(Foto: Divulgação)

Ciro usa vídeo para se defender de denúncias publicadas pelo O Globo

Em vídeo publicado na sua página do Facebook no fim da tarde deste sábado (22), o candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes se defendeu das acusações de que teria recebido propina. A informação veio através de uma matéria feita pelo o Jornal O Globo publicada na mesma data. A matéria foi veiculada nos telejornais da TV Globo e o se declarou inocente.

De acordo com a reportagem, o ex-executivo da Galvão Engenharia, Jorge Henrique Marques Valença teria repassado dinheiro para Lúcio Gomes, que teria recebido R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo e captou R$ 5,5 milhões via doação oficial para o PSB. Além disso, na delação, o ex-executivo afirmou ter repassado dinheiro em troca da liberação de pagamentos de obras no governo do Ceará durante a gestão de Cid Gomes, outro irmão do presidenciável do PDT, entre os anos de 2007 e 2014. Apesar das acusações sérias, na delação o ex-executivo diz nunca ter conhecido o candidato à presidência.

No início da gravação Ciro faz questão de destacar que as coisas estão “caminhando bem” na campanha. A partir daí, inicia a sua defesa. “No desmonte que virou a política brasileira, em que uma parte do baronato do país não quer permitir que o povo vote com equilíbrio, com serenidade, escolhendo aquilo que for o melhor projeto e a melhor proposta, Tomei conhecimento agora de uma reportagem absolutamente mentirosa do Jornal O Globo, já reproduzida nos telejornais, e eu tou me antecipando”, falou o presidenciável no vídeo publicado às 18h20min.

“Olhe nos meus olhos e leia nos meus lábios: nunca na minha vida me envolvi em qualquer tipo de corrupção ou escândalo”, argumenta o candidato, citando seus trinta e oito anos de vida pública, e suas passagens na política- ministro duas vezes, prefeito, governador e deputado.“Nunca fui processado por nenhum caso de corrupção, nunca! Nem para ser absolvido recebi qualquer tipo de acusação”, destacou.

Afirmando se tratar de uma mentira e falando como se sugerisse uma estratégia em lhe desqualificar nas vésperas da eleição, que acontecem daqui a 15 dias, o candidato defendeu seu irmão como alguém de patrimônio modesto e trabalhador. “É uma acusação que não se diz quem é que fez. Porque a mentira começa dizendo que é uma delação premiada de alguém que também diz que nunca me conheceu e que discutiu financiamento de campanha. A última eleição que eu participei foi em 2006. E se tudo isso fosse verdade, isso teria acontecido em 2012. Nós estamos em 2018, faltando quinze dias para as eleições vem com um papo desses, que ninguém assume?”, questionou o candidato.

Contra-ataque

Já no fim do vídeo, Ciro faz questão de tranquilizar seus eleitores dizendo que tomará as medidas cabíveis para repreender os que o acusam. “Não se preocupem, vai ser igual como eu sempre fiz: vou achar se algum desses canalhas tem coragem de colocar a cabeça e meter um processo nas costa dele”, e finalizou salientando a necessidade de esclarecer o ocorrido para seu eleitorado.

Veja o vídeo na íntegra

JC Online

 

Setor da cachaça lança manifesto contra carga tributária

Produtores de cachaça lançaram um manifesto em que reivindicam a ampliação dos esforços de promoção e de proteção do produto. A carta aberta pede ainda a reavaliação da carga tributária sobre a bebida, que segundo o setor, é o produto mais taxado do país. O texto também pede o combate à clandestinidade e à informalidade, superior a 85%, de acordo ainda com o setor.

“Em 2015, o governo reviu a sistemática de cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], o que representou um aumento significativo do preço do produto. Em alguns casos, a alta chegou a 330%. Isso impactou muito porque o setor é extremamente sensível a alterações tributárias”, destacou o diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Carlos Lima.

O setor reconhece, porém, que a inclusão de parte dos produtores no Simples Nacional, medida que entrou em vigor no início do ano, tem dado novo fôlego aos negócios. No país, cerca de 580 produtores, dos cerca de 1,5 mil registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estão enquadrados na modalidade. Em alguns casos, a mudança gerou redução de tributos de 90%.

No entanto, de acordo com os dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017, existem cerca de 11.023 produtores espalhados pelo Brasil. Comparando o número de produtores registrados no Mapa com o censo, verifica-se que a informalidade do setor, em número de produtores, está em torno de 86%.

“Se a categoria tiver melhores condições de mercado, o segmento da cachaça poderá continuar a contribuir de forma sustentável para a arrecadação e impulsionar ainda mais empregos no país”, acrescenta Lima.

Em 2017, em termos de valor, o faturamento do setor da cachaça no Brasil foi superior a R$ 10 bilhões. Em termos de exportação, o produto foi vendido para mais de 60 países, por mais de 50 empresas exportadoras, gerando receita de US$ 15,80 milhões, para um volume de 8,74 milhões de litros. Os números representam um crescimento de 13,43% em valor e de 4,32% em volume, em comparação ao ano de 2016, resultando no segundo ano consecutivo de aumento das exportações.

A maior produção de cachaça está concentrada no estado de São Paulo, seguido de Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba. Os principais estados consumidores são São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Minas Gerais.

(Agência Brasil)

Audic e Bismarck promovem grande caminhada em Tauá

Vários grupos de eleitores tomaram as principais ruas do Centro da cidade de Tauá (Região dos Inhamuns) nesse fim de semana. Os candidatos a deputado estadual, Audic Mota (PSB), e a federal, Eduardo Bismarck (PDT), mobilizaram a militância em uma caminhada, com concentração no Parque Cidade, em direção à Pracinha Seu Castro, no bairro Bezerra e Souza.

A animação do grupo arrebatou pessoas de vários pontos da cidade. Audic e Eduardo foram prestigiados pelas principais lideranças políticas do município.

(Foto – Divulgação)

Livro aborda mentiras contadas por presidentes do Brasil em 100 anos

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O ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill citava que havia “uma enorme quantidade de mentiras circulando pelo mundo, e o pior que metade delas é verdade”. Mais cáustico, o brasileiro Millôr Fernandes escreveu “ninguém é dono da verdade. Mas a mentira tem acionista à beça”.

O recém-lançado livro Você foi Enganado, de Cristina Tardáguila (da Agência Lupa) e Chico Otávio (do jornal O Globo) confirma os ditos. Os dois jornalistas percorreram os 100 últimos anos da história do Brasil e mostram as mentiras ditas aos brasileiros por presidentes de diversos matizes ideológicos. Algumas mentiras não podiam ser desmentidas ou circularam tanto que tiveram alguma veracidade à época.

A ideia de fazer o livro, lançado pela editora Intrínseca, surgiu quando Cristina visitou nos Estados Unidos a redação do site Politfact e viu pendurado na parede um pôster com “grandes besteiras ditas por presidentes americanos”. Ela achou uma grande sacada e comparou, antes de convidar Chico Otávio para a empreitada: “A gente tem um acervo mais bacana que eles”.

“Quando começamos a trabalhar, eu queria abarcar o máximo possível de mentiras, o máximo possível de presidentes… Entrou aí a visão estratégica da editora de fechar em recortes. Decidimos que não podia faltar, de forma nenhuma, da redemocratização pra cá. Mas não dá para falar que a mentira começou da redemocratização pra cá, e nem dá para dizer que é algo só de presidentes eleitos [pelo voto direto]. Assim, decidimos ampliar a pesquisa para os ditadores, para os militares. Aí, o Chico [Otávio] entrou no projeto, com todo conhecimento que tem sobre a ditadura militar. Ficamos com vontade de levar até mais longe, pensamos em fazer desde a República Velha. Mas o recorte definitivo acabou sendo os últimos 100 anos, de Artur Bernardes para cá”, comentou Cristina Tardáguila.

“Salvo engano, a mentira perdeu a força. Ela migrou da boca dos candidatos para as redes sociais para esse trabalho meio clandestino de contrainformação. Eu percebo o uso da mentira nas redes sociais como um instrumento de contrainformação. Com relação aquilo que é dito pelos candidatos, acho que eles estão mais tímidos porque eles sabem que os instrumentos de checagem estão muito fortes. Eles têm redobrado o cuidado com os discursos, nos debates e nos palanques”, disse Chico Otávio.

(Agência Brasil)

Camilo realiza carreata na Serra da Ibiapaba

O governador Camilo Santana, candidato à reeleição pelo PT, participou neste domingo (23) de carreata na Serra da Ibiapaba, na companhia do ex-governador Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT, e do presidente do Legislativo de Fortaleza, Salmito, candidato a deputado estadual pelo PDT.

“Nossa carreata na Serra da Ibiapaba foi linda! Só tenho a agradecer a presença e o carinho de sempre”, comentou Camilo, que depois esteve à frente de reunião com agentes comunitários de saúde e endemias.

“Esses momentos são muito importantes para conversarmos sobre as ações que estão dando certo e sobre o que precisamos avançar ainda mais”, disse o candidato à reeleição ao Palácio da Abolição.

(Fotos: Divulgação)

Litro a R$ 6,29 – Gasolina e etanol registram alta na semana, segundo pesquisa da ANP

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou, na última semana, alta no preço do litro da gasolina e do etanol vendido nos postos em todo país.

De acordo com dados colhidos pelo órgão regulador em aproximadamente 5,7 mil postos, a gasolina encerrou a semana com valor médio de R$ 4,65 por litro. Na semana anterior, o preço médio foi de R$ 4,62. Durante a pesquisa, a ANP chegou a encontrar estabelecimentos vendendo o combustível a R$ 6,29. A pesquisa abrange o período entre 16 a 22 de setembro.

No mesmo período, o preço do etanol ficou em R$ 2,83. Na semana anterior, entre 9 e 15 de novembro, o valor do litro foi de R$ 2,80.

O diesel comum teve média de preço de R$ 3,64, valor está estável em relação à semana anterior, quando ficou em R$ 3,63. No entanto, o combustível iniciou o mês custando R$ 3,37.

(Agência Brasil)

Tasso: “Estamos na luta contra o maior acordo e ‘esquemão’ já montados no Ceará”

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) defendeu neste final de semana, em Sobral, a eleição do General Theophilo (PSDB) ao Governo “como forma resolver o caos do Ceará”.

“Estamos na luta contra o maior acordo e esquemão já montados no Ceará. São 24 partidos, força do Estado, máquina do governo Temer, Camilo. Tudo isso com o objetivo de eliminar qualquer possibilidade de alternativa para o povo. Mas nós fizemos questão de formar um grupo de resistência com o General Theophilo, um grande cearense, com grande experiência e autoridade, que vem para enfrentar esse caos que o Ceará está passando na segurança, e com a Dra. Mayra, uma médica respeitada e conhecida, para levar dignidade ao Senado”, disse.

O General Theophilo criticou as obras “faraônicas” do atual governo e afirmou que as prioridades do Estado são outras. “É preciso repensar essas obras e investir dinheiro em outras frentes, como segurança, saúde e educação. A nossa campanha está pautada na vontade do povo. Estamos acreditando que as pessoas querem mudança justamente para acabar com essas oligarquias que dominam o nosso Estado há mais de 12 anos”.

Candidata ao Senado, Dra. Mayra disse que lutará não somente pela saúde, mas também pela educação de qualidade e geração de empregos. “Nos comprometemos logo no primeiro ano de mandato a visitar os 184 municípios, conversando com as pessoas e, em cada um deles, começando a construir um legado”, explicou.

(Foto: Divulgação)

Bolsonaro passa bem e tem dreno retirado do abdome

O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro passa bem e teve retirado hoje (23) o dreno que havia sido colocado há três dias em seu abdome. Segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, devido à boa aceitação da dieta pastosa e recuperação dos movimentos intestinais, hoje Bolsonaro passou a receber uma dieta leve.

“O paciente apresenta boa evolução clínica, permanece sem dor, sem febre ou outros sinais de infecção. Não tem disfunções orgânicas e os exames laboratoriais estão estáveis. O dreno colocado no seu abdome há três dias foi retirado hoje pela equipe da radiologia intervencionista”, diz o boletim. O hospital informou ainda que estão sendo mantidas as medidas de prevenção contra trombose venosa, estão sendo realizados exercícios respiratórios de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto.

Na última quinta-feira (20), o candidato passou por um procedimento para drenagem de líquido que estava ao lado do intestino. Após constatarem febre de 37,7 ºC, os médicos fizeram uma tomografia de tórax e abdômen e os exames mostraram uma “pequena coleção de líquido ao lado do intestino”.

Bolsonaro recebeu uma facada durante ato de campanha no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG). Após ter sido atendido na Santa Casa da cidade, onde chegou a passar por uma cirurgia, ele foi transferido, a pedido da família, para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, na manhã do dia 7.

(Agência Brasil)

Salmito e Antonio José participam da “caminhada da gratidão”

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Os candidatos a deputado estadual Salmito e a deputado federal Antonio José participaram de uma caminhada pelas ruas e avenidas do Jardim América, na companhia do médico e vereador Dr. Eron Moreira, maior liderança política da área, com 8.080 votos na última eleição.

Segundo Dr. Eron, a atividade foi chamada de “caminhada da gratidão”, diante da aceitação dos moradores do Jardim América às duas candidaturas.

“Salmito e Antonio José sentiram a carinhosa receptividade por parte dos moradores das comunidades Sra. Teresinha (Salgadeira), Brasília e Matadouro”, destacou Dr. Eron.

(Fotos: Divulgação)

Temer embarca para Nova York, Toffoli assume presidência interinamente

O presidente Michel Temer embarcou há pouco para Nova York, nos Estados Unidos, para participar da abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Antes da partida, Temer transferiu o cargo temporariamente ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, durante uma rápida cerimônia na Base Aérea de Brasília. É a primeira vez que o ministro atuará como presidente da República interino.

O presidente do STF assumirá o cargo em função da legislação eleitoral. Como o cargo de vice-presidente estará vago, em virtude da viagem de Temer, a primeira pessoa da linha sucessória no país é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o segundo, o do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

No entanto, a legislação eleitoral impede a candidatura de ocupantes de cargos no Executivo nos seis meses que antecedem as eleições. Dessa forma, se Maia ou Eunício assumissem a Presidência, ficariam inelegíveis e não poderiam disputar as eleições de outubro.

Toffoli ficará no cargo até terça-feira (25) e deverá assinar a recondução de um conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma norma que trata da licença paternidade para miliares e a inscrição do nome do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes no Livro de Heróis da Pátria.

A assembleia da ONU está marcada para a terça-feira e está previsto um discurso do presidente brasileiro. Esta será a última vez que Temer vai participar da reunião das Nações Unidas como presidente da República. O Brasil é sempre o primeiro país a discursar desde a 10ª sessão da cúpula em 1955, que ocorre todo o mês de setembro.

Temer deve se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Também terá dois compromissos, primeiro uma reunião bilateral com o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez. Em seguida, participará de uma reunião com presidentes do Mercosul, bloco que reúne Brasil, Argentina, Uruguai e Argentina.

(Agência Brasil / Foto: Arquivo)

Vozão fica duas vezes à frente do placar, mas permite virada do Grêmio

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Após estar por duas vezes à frente do placar, o Ceará não conseguiu segurar a pressão do Grêmio, na manhã deste domingo (23), em Porto Alegre, e perdeu por 3 a 2, pela 26ª rodada do Brasileirão.

O Ceará abriu o placar aos 13 minutos, com Luis Otávio. O Grêmio empatou aos 21 minutos, com Pedro Geromel. O Vozão voltou à frente do placar, aos 27 minutos, com Arthur. Aos 44 minutos, Thonny voltou a empatar para o time gaúcho. A virada tricolor ocorreu na segunda etapa, aos 24 minutos, com Luan.

Com o resultado, o Vozão perdeu a chance de deixar a zona de rebaixamento e agora torce por derrotas de Sport (que recebe hoje o Palmeiras), Vasco (recebe amanhã o Bahia) e Chapecoense (que também joga em casa, amanhã, diante do Fluminense).

O Ceará volta a campo no próximo domingo (30), quando recebe em casa a equipe da Chapecoense.

(Foto: Reprodução)

A verdade do ajuste

Em artigo no O POVO deste domingo (23), o professor Manfredo Araújo de Oliveira aponta o “desmonte sistemático dos direitos sociais”. Confira:

Na sociedade atual, passa ao primeiro plano a revolução tecnológica (seu eixo, na fase recente, é a “Tecnologia da Informação”) a serviço do mercado, sobretudo dos mercados financeiros. Articula-se um “liberalismo transnacional” que liberou o mercado mundial para a circulação dos capitais, acelerou os processos de interconexão econômica diminuindo o poder político dos governos locais. Nesta dinâmica, o capital gestou para si um espaço global de ação.

É neste horizonte que se situa o projeto de “desmonte sistemático dos direitos sociais” em que recursos indispensáveis são a restrição da proteção social, a revogação de direitos trabalhistas conquistados em décadas de lutas, a desarticulação das organizações sindicais e dos movimentos sociais com o objetivo de despolitizar sua atuação e refrear o poder de negociação, através de mudanças na legislação trabalhista e mesmo de ações repressivas e a destruição sistemática do planeta em função do aumento dos lucros. No Brasil, para sua efetivação, está em curso um rompimento profundo com o pacto civilizatório que se consumou na Constituição de 1988.

Como nos mostram muitos cientistas sociais, a elite hoje é uma “elite financeira” que comanda os grandes bancos e fundos de investimento. Todas as frações da elite do dinheiro ganham sobretudo com as “taxas de juros” absurdas, uma forma de taxa extra vinculada aos preços do mercado. Através deste mecanismo, todas as outras classes pagam essa taxa a essa classe minoritária o que normalmente não é assunto da mídia em que articulistas econômicos são pagos, diretamente ou não, por essa elite para justificar esse saque. Essa taxa de juros, presente em tudo que consumimos, precisa ficar oculta. Diferentes propostas teóricas são apresentadas para sua justificação, por exemplo, a tese de que ela é necessária para o controle da inflação, escondendo o interesse de poucos que se contrapõem ao interesse geral.

Hoje os resultados do ajuste são escancarados e trágicos. Na saúde, por exemplo, depois de 26 anos, houve um aumento da mortalidade infantil.

Doenças, consideradas extintas, reaparecem. Na realidade, boa parte das conquistas sociais se acha ameaçada. Calcula-se que de 2003 a 2014, segundo o Banco Mundial, 29 milhões de pessoas no Brasil ascenderam socialmente saindo da condição de miseráveis. No ano passado, a extrema pobreza cresceu 11,2% chegando a 14,8 milhões de pessoas segundo pesquisas do IBGE. A FAO tem alertado para a existência de 7 milhões de pobres no País que não recebem nenhum tipo de assistência social.

Manfredo Araújo de Oliveira

Professor de Filosofia da Universidade Federal do Ceará – UFC