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A decisão de ocupar a cidade

Em artigo sobre cidadania, a jornalista Lucinthya Gomes ressalta o valor de voltar a ocupar Fortaleza. Confira:

Cresci na periferia, indo e vindo de ônibus, fazendo longos percursos a pé, porque nem sempre a parada ficava próxima de casa ou da escola, ou da universidade. Tenho muitas lembranças de quando saía com meus pais carregando as compras do supermercado por vários quarteirões. Até nasce um sorriso, quando me recordo do peso das sacolas, que me fazia apressar o passo e, de vez em quando, querer descansar as mãos deixando as compras por uns minutinhos na calçada.

Há muito de memória afetiva nas andanças pelo bairro. Como comprar bombom na bodega da Dona Almerinda, sempre querida, e nas histórias da Ana Cristina, que vivia apaixonada. Fiz também várias amizades dentro de ônibus. Conhecia o motorista do meu horário de ir à escola e morria de vergonha nas vezes em que, por distração, pedia a bênção para ele, em vez de apenas agradecer a viagem.

Mas a periferia em que cresci foi se esvaziando. A minha relação com a rua, com cada vez menos cadeiras na calçada, se modificou. Adulta, me vi fazendo escolhas na tentativa de me esquivar da violência. Depois que comecei a trabalhar, tive a chance de comprar meu próprio carro. Quando saí da casa dos meus pais, priorizei lugares com mais segurança e serviços.

A rotina passou a se resolver de carro. Contudo, me parece que a ilusão de maior proteção, muitas vezes, compromete a convivência com o outro e com a própria cidade. Por isso, nunca deixei de caminhar pela vizinhança, “pegar sereno” de noitinha, me encantar pelas poucas residências de muro baixo, pelos jardins aparentes. Há um sentimento de liberdade em estar na rua. Com certa frequência, volto do supermercado a pé, carregando uma caixa com minhas compras. Fico feliz ao ver a pracinha conservada e habitada (e penso que também deveria ser assim no bairro onde eu morava).

No último mês, resolvi voltar a fazer alguns percursos de ônibus. Com todas as dificuldades que persistem no transporte público, tenho percebido comodidades em deixar o carro na garagem. De vez em quando, um relato ou outro de assalto me faz ter o impulso de recuar. Contudo, sinto não ser justo comigo mesma me paralisar pelo medo. Ocupar a rua tem sido uma decisão. Como recompensa, vou multiplicando os acenos e cumprimentos com a cidade e seus moradores.

Lucinthya Gomes, jornalista

Há tucanos querendo Tasso na vice de Geraldo Alckmin

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) regressou nessa sexta-feira da Europa, após conferir, como convidado, a final da Copa da Rússia e estender alguns dias de temporada.

Na próxima semana, ele reunirá os partidos pró-General Theophilo para o Governo. Acertos sobre a a convenção conjunta PSDB-PROS, marcada para o dia 29, a partir das 9 horas, no ginásio da Faculdade Ari de Sá (Centro).

Falando em Tasso, um grupo de parlamentares tucanos estará em São Paulo, neste fim de semana, com Geraldo Alckmin.

De acordo com o deputado federal Raimundo Gomes de Matos, hora de sugerir ao presidenciável que chame Tasso para ser seu vice, no que atrairia apoios no Nordeste. Isso, depois de ter atraído o Centrão para seu lado e frustrado expectativas do também presidenciável Ciro Gomes (PDT).

(Foto – Agência Senado)

Confira o plantão do TJ do Ceará para este fim de semana

Magistrados de Fortaleza e do Interior do Estado atenderão, em regime de plantão, neste fim de semana. No Tribunal de Justiça do Ceará, o atendimento será feito pelos desembargadores Durval Aires Filho e Francisco Bezerra Cavalcante. Eles estarão disponíveis, respectivamente, neste sábado (21) e no domingo (22), das 12 às 18 horas, na sede do Tribunal, bairro Cambeba. A informação é da assessoria de imprensa do TJCE.

No Fórum Clóvis Beviláqua, na Capital, o serviço ficará a cargo da 10ª e 11ª Varas de Família e do 14º e 20º Juizados Especiais Criminais. Os pedidos de natureza cível de competência da Infância e da Juventude serão analisados pelos juízes plantonistas.

Interior

As Comarcas de Juazeiro do Norte (2ª Vara Criminal), Crato (Vara de Família e Sucessões), Várzea Alegre (1ª Vara), Porteiras (Vara Única), Solonópole (Vara Única), Pedra Branca (Vara Única), Capistrano (Vara Única), Limoeiro do Norte (1ª Vara), Fortim (Vara Única), Maracanaú (Juizado Especial), Aquiraz (2ª Vara), Caucaia (4ª Vara Criminal), Itapipoca (2ª Vara), Sobral (2ª Vara Criminal), Itarema (Vara Única), Ubajara (Vara Única), São Benedito (Vara Única), Nova Russas (2ª Vara), Tauá (1ª Vara) e Itatira (Vara Única) estão de plantão neste fim de semana.

Nessas unidades, o horário já começou desde as 8 horas e vai 14 horas.

O tamanho da perda de Ciro Gomes

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (21), pelo jornalista Érico Firmo:

Ciro Gomes (PDT) realizou a convenção que oficializou sua candidatura justo no momento mais crítico de sua pré-campanha. Frustrações e euforias têm relação direta com expectativas criadas. Dois meses atrás, a hipótese de aliança entre ele e o Centrão praticamente não era cogitada. Porém, as conversas avançaram e o acerto chegou a parecer bem próximo. O Palácio do Planalto interveio. O bloco DEM, PP, PRB e SD quis fazer uma graça: apoiar candidato de oposição, mas manter os cargos do governo. O recado veio claro e direto. Nem precisam apoiar Henrique Meirelles (MDB). Mas, Ciro não. Isso foi decisivo. A aliança, que parecia encaminhada, inviabilizou-se. Ao perder o que era improvável e se tornou factível, a candidatura do PDT passa sinal de enfraquecimento.

Outra alternativa é a preferida de Ciro: o PSB. É possível ainda, mas os obstáculos cresceram. Já pareceu mais próxima. Caso não saia, será um baque e tanto para o pedetista.

O impacto é, sobretudo, simbólico. Sem nenhuma aliança, Ciro tem muito mais estrutura, apoios e tempo de rádio e televisão que os competidores à sua frente — Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). Do ponto de vista da estrutura para competir com ambos, ele não está em desvantagem. Está atrás, sim, em intenções de votos. Aí reside um de seus dois problemas.

Olhando para cima, tem distância a tirar de Bolsonaro e Marina. Está em desvantagem em relação a ambos. Se atrai o centrão, ele estaria muito, muito à frente dos dois no quesito estrutura e apoios. Teria mais condições de subir. Sem o centrão, o potencial de crescimento ainda é grande, mas fica menor. Se o PSB não vier, míngua ainda mais.

Olhando para baixo, vê Geraldo Alckmin (PSDB). Aí talvez esteja o maior inconveniente para Ciro. O apoio do centrão é o primeiro fato a animar a combalida candidatura tucana. Ele vem estagnado e agora recebeu apoio de partidos enroladíssimos em denúncias, em toma lá, dá cá de cargos. Não é propriamente uma injeção de ânimo, capaz de arrebatar multidões. Entretanto, confere ao tucano tempo de propaganda eleitoral incomparavelmente superior ao de qualquer outro.

Nos quesitos apoios, estrutura, financiadores, o tucano tem léguas de dianteira. É improvável que tudo isso não se reverta em um bocadinho que seja de votos a mais. Nas últimas pesquisas, Alckmin alcança 6%, 7%. Patético para quem disputou 2º turno de eleição presidencial e governou o maior estado do País por 12 anos e quatro meses — recorde em todos os tempos.

Mesmo assim, Ciro dizia há pouco mais de um mês: “Alckmin tá lá embaixo, passando o pão que o diabo amassou, não decola, mas fatalmente crescerá”.

A aposta do pedetista, na época, era de que ele iria ao segundo turno contra Alckmin. Acreditava que o tucano cresceria e ele, Ciro, também. No mercado político das últimas 48 horas, a subida de Alckmin está mais bem cotada que a de Ciro.

Secretaria da Justiça e Cidadania entrega duas novas unidades regionais até setembro

Até setembro, a Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará vai entregar dois presídios regionais: um em Horizonte (Regão Metropolitana de Fortaleza) e outro em Tianguá (Região da Ibiapaba).

A secretária Socorro França diz qual o objetivo: “Reduziremos gradativamente as cadeiras no Interior”. A ordem é dar fim a cadeias que operam em prédios alugados ou sem condições de oferecer melhores condições aos presos, aos agentes da segurança e, enfim, que sejam seguros em todos os aspectos.

Chico Lopes acha improvável Manuela D’Ávila na vice de Ciro

A depender da declaração do deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), a jornalista e ex-deputada gaúcha Manuela D’Ávila não abrirá mão da disputa ao Palácio do Planalto. Portanto, sem chances de compor a chapa encabeçada por Ciro Gomes (PDT).

Chico Lopes gravou ontem para o PCdoB nacional, quando reforça a pré-candidatura de Manuela D’Ávila.

(Foto: Arquivo)

Whatsapp limita encaminhamento de mensagens para combater fake news

O aplicativo de mensagens WhatsApp vai passar a ter um limite de destinatários para o encaminhamento de mensagens. Segundo a empresa, de propriedade do Facebook, o objetivo com isso é reduzir a disseminação de notícias falsas. A novidade foi anunciada pela empresa por meio de seu blog institucional.

O Whatsapp é a segunda maior rede social do planeta, com 1,5 bilhão de usuários. A plataforma perde apenas para o Facebook, com 2,2 bilhões de pessoas inscritas. No Brasil, são mais de 100 milhões de pessoas com o aplicativo.

Até antes da mudança, uma mensagem poderia ser repassada a até 250 chats (conversas, que podem ocorrer com pessoas ou grupos) de uma vez. Com a limitação, o número será de 20 chats quando alguém desejar encaminhar um texto recebido.

Na Índia, a restrição será maior, com o encaminhamento sendo permitido somente cinco chats. Também haverá uma alteração na ferramenta de repasse, retirando a opção de perto das mensagens. O país registrou casos de linchamentos e assassinatos a partir de boatos disseminados pelo WhatsApp, o que colocou o aplicativo em questão e gerou debates em diversos países.

“Nós acreditamos que essas mudanças, que nós vamos continuar avaliando, vão ajudar a manter o WhatsaApp no sentido do que ele foi desenvolvido para ser: um aplicativo de mensagens privadas”, afirmou a empresa em seu blog.

O app vem sendo apontado por especialistas e autoridades como um dos canais mais potentes de difusão de notícias falsas. Entre os fatores que abririam espaço para esse tipo de prática estariam a facilidade de repassar as mensagens e a ausência de identificação desse tipo de procedimento, o que favoreceria uma lógica de mensagens sem autoria.

Para lidar com o segundo problema, na semana passada o WhatsApp já havia anunciado que as mensagens repassadas passariam a ser identificadas enquanto tal. “Esta indicação extra tornará conversas individuais e em grupo mais fáceis de serem seguidas”, argumentou a empresa em seu blog institucional.

(Agência Brasil)

Amigos

Em artigo sobre o Dia da Amizade, o sociólogo e jornalista Demétrio Andrade avalia os diversos conceito de amigo. Confira:

Costumo dizer que tenho poucos amigos. É uma palavra que costumo tratar com muito cuidado, diria até com certa reverência. Mas, com o tempo, descobri que isso é muito relativo. O conceito “amigo” ganhou diversas facetas, cada uma delas com suas idiossincrasias próprias. Roberto Carlos, por exemplo, quando fala em ter “um milhão de amigos” o faz dentro de uma realidade tipicamente romântica: uma utopia que fez a alegria, lembro bem, de vários políticos que usaram este verso como slogan.

Aliás, o mundo do poder tem muito isso. Algumas pessoas adoram dizer que são amigos do fulano ou do sicrano mais ou menos influente. É o chamado amigo oportunista: aquele que apertará sua mão enquanto você detiver algum rasgo de superioridade sobre os demais. Como também cantava Nélson Cavaquinho, “Você tendo vida, saúde e dinheiro/Todos lhe querem muito bem/Mas se você fracassar/Pode ter a certeza/Que ninguém vem lhe procurar”. Mas não quero tratar de falsidade aqui, mas de tipologias cordiais.

Tem o amigo do bar. Aquele que na quinta-feira já está cheio de disposição para iniciar os trabalhos. Copos virados aqui e ali, algumas confissões inenarráveis, risos e choros e declarações de amor. O amigo do bar é, de fato, uma delícia, quase uma terapia, um anteparo seguro para se lamentar das agruras da vida ou dividir alegrias.

Tem o amigo do trabalho. A convivência diária, por horas a fio, lhe faz criar uma sensação de quase intimidade – às vezes até íntima demais. É aquele amigo com o qual você resolve os problemas, alcança vitórias profissionais, reclama da burocracia ou daquele colega que não cumpre suas metas. Num mundo esquadrinhado pelo viés econômico, o cara que bate ponto com você cotidianamente não pode ser tratado como qualquer um.

Tem o amigo da escola ou da faculdade ou do local de estudo. Com alguma sorte, você pode cultivar, desde a infância, aquele amigo dos primeiros saberes, dentro e fora da sala de aula. Alguns fazem reuniões anuais no antigo colégio ou em lugares onde possam se confraternizar e lembrar momentos que construíram histórias individuais ou coletivas: a professora, a viagem, o racha na hora do recreio.

Tem o amigo da rua, do condomínio, o famoso vizinho. Minha mãe sempre diz que é fundamental estabelecer laços de confiança com quem mora próximo a você. Muito provavelmente, na hora da urgência, são estes amigos que vão lhe prestar os primeiros socorros. Dar um simples “bom dia” no elevador é essencial para criar um mínimo de interação que vá além das portas e muros.

Poderia citar vários outros exemplos, geralmente vinculados aos locais que normalmente circulamos: igrejas, estádios, clubes, locais de nascimento e tantos outros. Mas há amigos que vão além daquele núcleo inicial, entram na sua casa, na sua vida, lhe acolhem de um jeito tal que se tornam imprescindíveis. E mais: mesmo passando anos e anos sem se ver, os reencontros continuam cheios de cumplicidade e afeto.

O fato é que, tal qual os bens materiais, é necessário cultivar um patrimônio imaterial. Uma economia de afetos. Pudera o mundo ter mais pessoas que priorizassem o amor aos amigos que suas contas bancárias. Até porque, creio eu, você pode até ter a ilusão de comprar amigos com dinheiro (e aí, meu caro, é torcer pro seu pote de ouro não acabar). Mas quem tem amigos mesmo, de verdade, sabe que eles simplesmente não tem preço.

Demétrio Andrade, sociólogo e jornalista

Alvarás: empresários aguardam novidades

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Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (21):

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) prometeu anunciar, na segunda-feira (23), novidades relacionadas à lei que instituiu o aumento das taxas de alvarás e a cobrança que, pela medida, passa a ser anual. A informação é do presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Beto Studart, que esteve conversando com o chefe do Executivo municipal nesta semana.

O reajuste das taxas gerou polêmica e reações da parte não só da Fiec, mas de entidades do setor produtivo como o Sinduscon, Sindilojas, CDL, FCDL, Associação Comercial do Estado e Abrasel, esta representante de bares e restaurantes. Todos dizem que a matéria, como está, com percentuais de cobrança levando em conta o metro quadrado de imóvel, por exemplo, gerando aumento até 200% em alguns segmentos, provocará demissões.

Beto não adiantou o que o prefeito vai comunicar, mas disse apostar no bom senso da autoridade.

Na noite da quinta-feira (19), antes do ato de entrega do Troféu Clóvis Rolim, no Theatro José de Alencar, um grupo de microempresários protestou contra o aumento das taxas. RC, no entanto, estava em Brasília, onde participou da convenção que homologou Ciro Gomes candidato a presidente pelo PDT.

O prefeito sabe que o caso gera desgastes. Agora é saber se ele pagará por esse desgaste neste ano que, também, é eleitoral.

Bolsonaro diz que Janaína Paschoal pode ser anunciada como vice amanhã

O pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que a advogada Janaína Paschoal, filiada ao partido dele e professora da USP, voltou a ser uma possibilidade de nome para vice de sua chapa. Uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2015, Paschoal deve ir hoje ao Rio de Janeiro conversar pessoalmente com Bolsonaro para discutir o assunto.

“O meu sentimento é de que ela está com vontade de ajudar a transformar o Brasil. Estamos ‘namorando’ por telefone. Ela deu sinal verde. Ela deve vir ao Rio amanhã (sábado) e, provavelmente, no domingo estará na convenção. Pode acontecer de anunciar lá. Vai ser a dupla Já-Já”, disse o deputado federal ontem ao O Globo.

Na última terça-feira, 19, Bolsonaro havia descartado o nome da advogada. “Ela saiu do radar da discussão sobre o posto de vice”, chegou a afirmar, argumentando que ela disputaria o cargo de deputada estadual. Paschoal, por sua vez, disse em entrevista que não havia recebido o convite para ocupar o posto, mas que “se essa dupla acontecer, será para revolucionar o País”.

Bolsonaro voltou atrás após receber, em três dias, dois “nãos”: um do senador Magno Malta (PR-ES), que preferiu disputar a reeleição ao Senado; e outro do PRP, que rejeitou indicar o general reformado Augusto Heleno porque essa composição não seria “atraente para os diretórios estaduais do partido”.

O pré-candidato chegou ainda a cogitar o nome do general Hamilton Mourão, que é filiado ao PRTB. A negociação com ele não está encerrada. O presidente da sigla, Levy Fidelix, disse que busca uma aliança de pequenos partidos para garantir a presença do general numa chapa presidencial e que espera conversar pessoalmente com Bolsonaro sobre o assunto. “Aqui a gente faz uma política macro. É preciso chegar e dizer: ‘Fidelix meu amigo, pá-pá-pá’”.

A convenção de Bolsonaro está marcada para amanhã, no Rio de Janeiro. Se ele fechar com Paschoal e formar uma chapa pura, ficará apenas com oito segundos de propaganda eleitoral na televisão e no rádio, o que pode dificultar o crescimento das intenções de voto.

Para o professor de ciência política do Ibmec-MG, Adriano Gianturco, são muitos os fatores que podem explicar as baixas que Bolsonaro recebeu nos últimos dias, além dos pontos que ele deve levar em consideração para a escolha de um vice. “Mais que intenções de votos, o que se deve buscar em um vice são os apoios que ele tem de grupos organizados e camadas da sociedade. Não adianta só buscar alguém diferente achando que vai ampliar os votos porque ninguém vota com base só no vice”, explicou.

Em conversa com o deputado Major Olympio (PSL-SP), Janaína Paschoal já chegou a acertar uma candidatura à Assembleia Legislativa de São Paulo.

O general Hamilton Mourão (PRTB) tem demonstrado interesse de compor a chapa de Bolsonaro. Ele chegou a dizer: “Eu continuo sentado no banco de reservas em condições de, se necessário for, participar dessa grande empreitada”.

(O POVO com agências)

Ministério vai criar comissão contra o crime organizado

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que será criada uma Comissão Nacional de Inteligência e Operações contra o crime organizado. O foco da comissão será o combate às facções criminosas que atuam no sistema penitenciário brasileiro.

Jungmann declarou que o controle dos grupos criminosos está tornando o Brasil refém do sistema prisional. Para o ministro, as organizações criminosas precisam ser enfrentadas porque representam hoje a maior ameaça à segurança do país.

“Hoje o sistema penitenciário brasileiro, que já é o terceiro maior do mundo, está sob o controle das facções e grupos criminosos, por isso eu estou criando a Comissão Nacional de Inteligência e Operações contra o crime organizado reunindo todos os órgãos do governo federal e do governo estadual para combater as facções criminosas, que hoje representam a maior ameaça à segurança pública dos brasileiros e brasileiras e às instituições, à sociedade e à própria democracia”, afirmou.

Além da criação da comissão, Jungmann disse que o ministério vai financiar os estados que quiserem bloqueadores de sinais de celular e tornozeleiras para evitar o encarceramento de mais jovens. O ministro citou ainda um projeto de lei que tramita no Congresso e prevê que os chefes de facções cumpram toda a pena no sistema de segurança máxima, e não apenas um ano como é hoje.

O projeto prevê ainda o fim das visitas íntimas e que as visitas familiares ou com advogados sejam monitoradas em parlatórios. “Se nós não cortarmos o fluxo de comunicação entre o grande crime que está preso e o crime que está na rua nós, na verdade, estaremos enxugando gelo”, disse.

Segundo o ministro, o Brasil tem hoje, aproximadamente, 70 facções criminosas, desde locais até internacionais, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), que atua em 5 países da América do Sul e outras regiões. Jungmann chamou a atenção ainda para a falta de controle sobre o sistema prisional.

“O controle é deficitário, existe infelizmente corrupção, falta de pessoal, falta de controle. E nós vamos lutar contra isso, criando o conselho nacional e tomando todas as medidas necessárias para combater o crime organizado. Pode ser inclusive através do Sistema Unificado de Segurança Pública, que faz com que, pela primeira vez, União, estados, municípios e todas as polícias estejam integradas na operação, na inteligência e no combate ao crime organizado”, declarou.

A comissão nacional deverá ser composta pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal, Forças Armadas, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda que monitora a questão da lavagem de dinheiro, além do Banco Central e todas as polícias militares do país.

O ministro também adiantou que nas próximas semanas o presidente Michel Temer deve editar um decreto que cria uma política nacional para presos egressos e vai disponibilizar, inicialmente, R$ 50 milhões para iniciativas que inibam a reincidência de crimes.

(Agência Brasil)

Fortaleza segura o empate e segue líder da Série B

Na partida mais esperada da 16ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o Fortaleza segurou o empate diante do CSA, em 0 a 0, na noite dessa sexta-feira (20), no estádio Rei Pelé, em Maceió, em dia inspirado do goleiro tricolor Marcelo Boeck. Com o resultado, o Fortaleza segue líder da competição, enquanto o time alagoano manteve a vice-liderança.

O Fortaleza é a primeira equipe a chegar à casa dos 30 pontos, quatro a mais que o primeiro time na boca do G4. Na terça-feira (24), o Fortaleza recebe o Avaí, no Castelão.

(Foto: Reprodução)

INSS convoca 178 mil segurados para perícia

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) divulgou edital de convocação de beneficiários de auxílio-doença e aposentados por invalidez para realização de perícia médica para revisão do benefício.

Em publicação no Diário Oficial, foram convocadas mais de 178 mil pessoas. O segurado tem até o dia 13 de agosto para fazer o agendamento pelo telefone 135.

No dia da perícia, o beneficiário deve apresentar documentação médica disponível, como atestados, laudos, receitas e exames. Quem não agendar a perícia até 13 de agosto terá o benefício cancelado. Do total de convocados, 168.523 são de aposentados por invalidez e 10.412 são beneficiários do auxílio-doença.

Segundo a publicação oficial, a convocação foi feita porque o INSS não conseguiu encontrar alguns dos beneficiários no endereço informado no cadastro do Sistema Único de Benefícios (SUB), ou porque, no próprio cadastro, não havia informações suficientes para o envio da correspondência.

(Agência Brasil)

LDO de 2019 proíbe contingenciamento de recursos captados por universidades públicas

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, prestes a receber a sanção presidencial, proíbe o contingenciamento de recursos captados pelas universidades e instituições públicas de ciência e tecnologia, como no caso de doações e convênios.

Entre os anos de 2014 e 2017, os investimentos em ciência e tecnologia caíram a menos da metade no Brasil. Saíram de R$ 8,4 bilhões para R$ 3,2 bilhões. Para este ano, o orçamento que foi programado é ainda menor: R$ 2,7 bilhões. Os cortes no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação afetam toda a pesquisa feita no País.

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, deputado Goulart (PSD-SP), afirma que o colegiado foi consciente das necessidades do setor nas discussões orçamentárias. “Os cortes não são feitos pelo ministério e sim pela equipe econômica. E tivemos todo o cuidado agora na comissão de aprovar uma emenda para que o setor de pesquisa não sofra corte.”

O presidente-substituto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), professor Marcelo Moraes, reconhece a necessidade dos cortes orçamentários, mas não concorda com o receituário brasileiro. Ele afirma que o incentivo à pesquisa e investimentos em ciência e tecnologia previnem as crises.

“Há cinco anos tínhamos o dobro do orçamento no Ministério de Ciência e Tecnologia. E o que isso reflete no desenvolvimento do País? Veremos mais adiante”, afirma Moraes lembrando que, enquanto o Brasil investe 1% do PIB, a Coréia investe 5% do seu PIB. “E há 20 anos, a Coréia era igualzinha a gente e hoje ela despontou.”

O cientista defende o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico como uma importante garantia ao fomento à pesquisa. Mas o fundo é constantemente contingenciado. Segundo ele, a perspectiva de arrecadação neste ano é de R$ 4,5 bilhões, mas, quando termina o ano os recursos não usados voltam para o Tesouro. Neste ano foi liberado pouco mais de R$ 1 bilhão, o que segundo ele, é pouco.

No ano passado havia a promessa de R$ 5,81 bilhões para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Ainda em abril, 44% do valor foi contingenciado. Antes do fim do ano, apenas R$ 500 milhões foram recuperados. No final, o valor investido foi de R$ 3,77 bilhões.

No Legislativo, o assunto é tratado entre duas realidades: o desequilíbrio fiscal do País e a relação entre ciência e tecnologia e desenvolvimento. A área de ciência e tecnologia é apenas uma das áreas com cortes orçamentários. O contingenciamento do orçamento deste ano é de R$ 16 bilhões. Desse valor, R$ 477 milhões seriam destinados a investimentos em ciência e tecnologia.

O Projeto de Lei Complementar 358/17, do deputado Daniel Vilela (MDB-GO), muda a natureza contábil do FNDCT e o torna um fundo de natureza financeira, para que recursos ligados à inovação e pesquisa científica não possam ser contingenciados. A proposta aguarda votação na Comissão de Ciência e Tecnologia.

Outro projeto de lei complementar tramita no Senado (PLS 315/17) e também impede o contingenciamento de recursos do fundo de ciência e tecnologia. O texto também aumenta de 25% para 50% o percentual de recursos do FNDCT emprestados à Finep. Desde fevereiro, o projeto está pronto para votar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Já o deputado Celso Pansera (PT-RJ) quer destinar 25% do Fundo Social do Pré-Sal para programas e projetos na área de ciência e tecnologia (PL 5876/16). “Isso tem um impacto muito grande porque a fronteira do pré-sal hoje tem crescido muito. Então significaria, em valores do ano passado, quase R$ 2 bilhões; e em 2030, quando o pré-sal atingir o seu ápice, R$ 6,5 bilhões”, calcula Pansera.

O texto aguarda votação na Comissão de Finanças e Tributação.

(Agência Câmara Notícias)

Oficina de fotografia de celular volta neste fim de semana

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O professor e fotógrafo Thiago Braga retorna neste fim de semana com a oficina Fotografia de Celular, a partir das 13 horas deste sábado (21), em aulas de campo no Mercado Central e no Mercado dos Peixes. O curso será encerrado no domingo (22).

Para participar, o interessado deverá realizar uma pré-inscrição, por meio do e-mail inscricao@museudafotografia.com.br e o investimento será de R$ 150.

(Foto: Arquivo)

UFC avança em quatro de cinco itens de ranking de melhores universidades da América Latina

Saiu o ranking de reputação acadêmica Times Higher Education (THE), um dos mais importantes e prestigiados do mundo, que traz as melhores universidades da América Latina neste ano de 2018. A Universidade Federal do Ceará melhorou a própria nota em quatro dos cinco itens avaliados, informa a assessoria de imprensa da Instituição.

Em relação a 2017, a UFC avançou em pesquisa (volume de publicações, reputação dos periódicos nos quais a instituição publica etc.), cuja nota passou de 37.9 a 48.5; citações, com nota ampliada de 53.9 para 58.2; internacionalização, com aumento de 26.3 para 30.2; e transferência de conhecimento, cuja nota cresceu de 37.9 para 43.0. O quinto item de avaliação é ensino (ambiente de aprendizagem), no qual a nota da UFC passou de 53.5 para 52.6, permanecendo praticamente estável.

Com pontuação geral também maior em relação ao ano passado – movendo-se do intervalo de 46.7-49.5 para o de 49.4-53.4 –, a UFC figura no ranking de 2018 na 51ª posição. Este ano, o ranking avaliou 129 universidades latino-americanas, contra 82 no ano passado.

A Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) lidera o ranking latino-americano. Mais detalhes sobre o levantamento podem ser obtidos no site do THE (https://bit.ly/2L9P2IB).

No jogo que decide a liderança da Série B, não há favoritismo para CSA e Fortaleza

Ao final da noite desta sexta-feira (20), Fortaleza ou CSA, um dois dois chegará à casa dos 30 pontos na Série B do Campeonato Brasileiro e, de quebra, à liderança da competição. Ambos se enfrentarão a partir das 21h30min, no Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL), sem favoritismo para qualquer equipe, de acordo com as apostas em sites online.

Enquanto o time da casa aparece com 34,2% da preferência dos apostadores, o atual líder da Série B possui 33,9%. Já o empate aparece com 31,8%.

Apesar da condição de líder e vice-líder da competição. Fortaleza e CSA estão com campanhas tímidas nas 10 últimas rodadas. Os dois times somaram apenas 13 pontos, cada, sete posições abaixo dos “emergentes” Goiás, Ponte Preta, Guarani e Atlético Goianiense, além de Figueirense, Vila Nova e Avaí.

O Fortaleza lidera a tabela de classificação com 29 pontos, seguido por CSA (28), Vila Nova (27), Avaí (26), Atlético GO (26), Figueirense (25), Ponte Preta (24) e Guarani (23). Fortaleza, CSA e Ponte Preta ainda não jogaram nesta 16ª rodada.

(Foto: Arquivo)

Equipe econômica reduz para 1,6% previsão de crescimento do PIB

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A greve dos caminhoneiros e a demora na recuperação econômica fizeram a equipe econômica reduzir a estimativa de crescimento da economia para este ano. Segundo o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (20) pelo Ministério do Planejamento, a estimativa caiu de 2,5% para 1,6%.

A estimativa de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou de 3,4% para 4,2%. De acordo com a equipe econômica, a alta do dólar e o impacto da paralisação dos caminhoneiros contribuíram para aumentar a projeção de inflação oficial.

Divulgado a cada dois meses, o Relatório de Receitas e Despesas orienta a execução do Orçamento para o restante do ano. Apesar de o documento ser de autoria do Ministério do Planejamento, os parâmetros para a economia são elaborados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Para 2019, a estimativa para o crescimento econômico de 2019 caiu de 3,3% para 2,5%, disse o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuk. Segundo ele, a queda de 0,9 ponto percentual na projeção para o PIB de 2018 deve-se a três motivos: 0,2 ponto deve-se à greve dos caminhoneiros, 0,35 ponto deve-se à diminuição da liquidez internacional decorrente da perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos e 0,35 ponto restante tem origem no agravamento das incertezas internas.

O secretário disse que alguns indicadores de junho, como consumo de papelão e de energia elétrica, mostram que a economia está se recuperando na margem (em relação a maio), apesar de a previsão para o ano inteiro ter sido reduzida. “Na margem, estamos observando uma melhoria. É sinal de que o governo fazendo trabalho fiscal e reduzindo incerteza, podemos ter números melhores para o ano que vem”, declarou.

A estimativa da Fazenda coincide com a do Banco Central (BC). No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho, o BC reduziu de 2,6% para 1,6% a estimativa de crescimento para o PIB em 2018.

A previsão da equipe econômica, no entanto, está mais otimista que a do mercado financeiro. Na última edição do Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a projeção de crescimento dos analistas de mercado caiu de 1,53% para 1,5% este ano.

A previsão para o IPCA também coincide com a do último Relatório de Inflação do BC, que aponta que o índice fechará o ano em 4,2%.

A projeção está próxima da estimativa do mercado financeiro. Na edição mais recente do Boletim Focus, os analistas projetam inflação oficial de 4,15%.

(Agência Brasil)