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Inflação para famílias com renda baixa é 4,17% em 2018

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que diz respeito às famílias de menor renda (1 a 2,5 salários mínimos) fechou o mês de dezembro com alta de 0,32%, ficando 0,57 ponto percentual acima da taxa de novembro, quando o índice fechou com deflação (inflação negativa) de 0,25%. Com o resultado, o indicador fechou o ano passado com alta acumulada de 4,17%.

Os dados foram divulgados hoje (4), pelo Instituto Brasileiro de Economia de Fundação Getulio Vargas (Ibre – FGV). Segundo a fundação, em dezembro, a inflação para as famílias de baixa renda ficou 0,03 ponto percentual acima do Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que registra a variação dos preços para o total das famílias brasileiras e que subiu em dezembro 0,29%. No ano, o indicador fechou com alta acumulada de 4,32%, resultado 0,05 ponto percentual acima do registrado pelo IPC-C1.

Classes de Despesas

Os dados da FGV indicam que a alta de 0,32 relativa ao IPC-C1 de dezembro reflete aceleração de preços em seis das oito classes de despesa componentes do índice, com destaque para Habitação, grupo que saiu de uma deflação de 1,10% para uma alta de 0,10% (variação de 1,20 ponto percentual); Alimentação (de 0,34% para 0,83%); Saúde e Cuidados Pessoais (de -0,17% para 0,29%); e Vestuário (0,14% para 0,70%).

Educação, Leitura e Recreação passou de uma alta de 0,27% para 0,66% e Despesas Diversas de 0,03% para 0,09%. Nestes grupos, os destaques partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (-6,04% para -1,05%), laticínios (-4,76% para -3,19%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,10% para 0,36%) e roupas (0,29% para 0,87%).

Em contrapartida, fecharam com desaceleração de preços os grupos Transportes (de -0,42% para -0,52%) e Comunicação (de 0,07% para -0,02%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens gasolina (-2,96% para -4,43%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,63% para 0,00%).

(Agência Brasil)

Camilo cria Gabinete de Segurança e diz que 45 envolvidos nos ataques criminosos já foram presos

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O governador Camilo Santana (PT) acaba de postar em sua página no Facebook que 45 pessoas envolvidas nos ataques criminosas que se registram desde a última quarta-feira à noite no Estado, já foram presas.

Ele aproveitou para informar que criou um Gabinete de Situação que trata dessas ações. Confira:

Informo aos cearenses que nossas Forças de Segurança já prenderam quarenta pessoas por envolvimento em atos criminosos ocorridos em nosso Estado. O policiamento continua reforçado nas ruas para garantir a segurança do cidadão e minha determinação é para que a nossa polícia aja com todo o rigor, dentro da lei. Também determinei a ampliação do gabinete de situação, com a participação direta dos órgãos federais (Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Polícia Rodoviária Federal), inclusive por sugestão do ministro Sérgio Moro, além do Tribunal de Justiça e Ministério Público do Ceará, e Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, da Prefeitura de Fortaleza.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSPDS) já reforçou o policiamento nos terminais de ônibus e nos principais corredores comerciais e bancários; e os coletivos são acompanhados e monitorados pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). Além do Policiamento Ostensivo Geral (POG), equipes especializadas, como do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) integram o patrulhamento.

Além disso, a SSPDS está permanente em contato com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) e a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), com o objetivo de garantir a segurança aos usuários do transporte público. Além do ministro Sérgio Moro, tive contato com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, que também se colocou à inteira disposição para a colaboração necessária. O momento é de união de todas as forças para garantia da ordem e proteção de todos os irmãos e irmãs cearenses.

(Foto – Divulgação)

Terror no Ceará desafia novos governos

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Da Coluna Política, no O POVO desta sexta-feira (4), pelo jornalista Érico Firmo:

O que Fortaleza vive desde o fim da noite de quarta-feira é uma onda de ataques com métodos terroristas. Mais uma. São tantos ataques sucessivos que já são encarados quase como rotina os ônibus incendiados e estruturas públicas destruídas. Desta vez, quase foi colocado abaixo o viaduto de uma rodovia federal, em importante ponto de conexão entre várias regiões do Estado, bem próximo a posto da Polícia Rodoviária Federal. O crime chegou a novo patamar de ousadia. Concessionária de veículos também foi incendiada.

Os ataques a esta altura são desafio para o governo Camilo Santana (PT) que recomeça e para a gestão Jair Bolsonaro (PSL) que se inicia. Trata-se de afronta às novas administrações, desafio escancarado. Não há alternativa que não seja resposta firme, imediata, forte e, nem seria necessário dizer, dentro da estrita legalidade – sem isso, Estado e criminosos se confundem numa só coisa.

Sobretudo para o Governo do Ceará, a pressão é tremenda e a reação é inadiável. Ou governador, secretário da Segurança Pública e o novo secretário do Sistema Penitenciário dão resposta agora ou demonstrarão fraqueza difícil de remediar. Tipo de coisa que, no início de mandato, define rumos de um governo. O sucesso ou o fracasso podem ser definidos em marcos inaugurais como este. Eles estão sendo testados pelos maiores inimigos que podem ter pela frente. É preciso ação decidida e rápida.

As facções criminosas tentam se impor como Estados paralelos. Buscam controlar territórios tanto quanto possível. Preservar privilégios em presídios. Reagem furiosamente quando alguém sinaliza que irá confrontá-las.

Já foi assim quando a Assembleia Legislativa aprovou o bloqueio de sinais de celulares em presídios, medida nunca colocada em prática. Em 5 de abril de 2016, um mês após a aprovação da medida, treze quilos de dinamite foram recolhidos de um carro estacionado ao lado da Assembleia Legislativa.

Muitas ações são anunciadas e têm sido implantadas a cada uma dessas grandes ocorrências. Sob influência de episódios de violência no Ceará, foi criado um Ministério da Segurança Pública – que agora se tornou Secretaria Nacional vinculada ao ministro Sergio Moro e sob gestão direta do general Guilherme Theophilo, que concorreu a governador do Ceará contra Camilo. Iniciativa também do governo Michel Temer (MDB), foi instalado em Fortaleza, no mês passado, o Centro Integrado de Inteligência do Nordeste. Que, aliás, tem agora ótima oportunidade de dizer a que veio.

Recém-empossado no cargo, o novo secretário da Administração Penitenciária sinaliza linha dura. Os ataques seriam reação à postura dele. O lado positivo é a indicação de que as medidas pretendidas mexem nos calos e incomodam. É óbvio que fustigar, impor restrições à ação de líderes criminosos provocará reações. O poder público precisa se resguardar para garantir que a população sofra menor impacto possível.

Coube ao Ceará ser o primeiro teste para a gestão de Sergio Moro no novo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

E, também, a primeira necessidade de interlocução imediata entre o governo Bolsonaro e um governador do PT.

É simbólico, mas o motivo é lamentável.

Morre o comentarista de futebol Sérgio Pinheiro

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O radialista e comentarista esportivo Sérgio Pinheiro (75) morreu, nesta manhã desta sexta-feira, no Hospital Gastroclínica, em Fortaleza. Foi vítima de infecção bacteriana. A informação é da Associação dos Profissionais da Crônica Desportiva do Ceará (APCDEC).

O velório ocorrerá a partir das 14 horas, no Cemitério Parque da Paz, onde o corpo do radialista será sepultado neste sábado, às 9h30min, adianta a entidade.

Sérgio era apaixonado pelo futebol. Trabalhou no Piauí e no Ceará e ganhou destaques nas rádios Assunção, POVO, Sistema Verdes Mares estava atuando na equipe da Expresso FM. Deixa viúva e uma filha.

ATUALIZAÇÃO – A figura do meu amigo e comentarista Sérgio Pinheiro estará sempre ligada a uma história muito rica para o rádio e a TV no que podemos definir como o melhor da cobertura esportiva em nosso Estado.
Dono de um estilo muito pessoal e rico na inovação das coberturas, Sérgio Pinheiro ajudou a construir uma página que ficará para sempre na história da nossa comunicação. Minha solidariedade à família e aos amigos, sabendo que ele deixará muitas saudades!!!!

Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra
Prefeito de Fortaleza

(Foto – Reprodução do Youtube)

Aracoiaba lamenta ataques contra equipamentos essenciais às necessidades da população

Um caminhão-pipa e uma ambulância do município de Aracoiaba, no Norte do Ceará, a 73 quilômetros de Fortaleza, foram destruídos na madrugada desta sexta-feira (4), após criminosos atearem fogo nos equipamentos essenciais à população, diante do abastecimento de água e atendimento a doentes. Os criminosos destruíram ainda tratores utilizados na limpeza urbana.

PM entra em confronto com grupo que incendiava fotossensor; policial é baleado e suspeito morto

Uma patrulha da Polícia Militar entrou em confronto com um grupo de 15 criminosos que incendiavam um fotossensor na CE-010, no Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Houve troca de tiros. Um policial saiu baleado e um suspeito foi morto na ação. Caso foi registrado na noite dessa quinta-feira, 3. Uma onda de ataques toma conta de Fortaleza e Região Metropolitana desde a noite da quarta, 2.

Os militares patrulhavam a área quando perceberam a movimentação. No tiroteio, um policial foi ferido na perna e socorrido na própria viatura. O suspeito morreu no local e o restante fugiu. O POVO Online apurou que o policial foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (Upa) do Eusébio e não corre risco de morte. Nas últimas 24 horas foram registrados ataques a fotossensores, ônibus, viaturas, caminhões e automóveis.

(O POVO)

Petrobras reduz pelo 2º dia seguido preço da gasolina nas refinarias

Pelo segundo dia seguido, a Petrobras reduz o preço da gasolina vendida nas refinarias. Nesta sexta-feira (4), a empresa está negociando o litro do combustível a R$ 1,4537. Ontem (3) a estatal já havia reduzido o preço de R$ 1,5087 para R$ 1,4675.

De acordo com a Petrobras, a política de preços da empresa para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras “tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo”.

Segundo a estatal, essa “paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”.

A Petrobras informa ainda que “o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)”.

(Agência Brasil)

Sindiônibus diz que coletivos iriam circular normalmente hoje, mas os ataques voltaram

Em nota enviada à imprensa, o presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, relata que a frota iria circular normalmente nesta sexta-feira (4), mas foi retirada por causa de novos ataques na madrugada. Confira:

Os ônibus estavam saindo hoje normalmente quando reiniciaram os ataques. Atacaram mais dois veículos por volta das 5 horas.

Neste momento, há 30% de frota sendo colocada em operação de contingência combinada com a segurança do Estado, porque é o que está sendo possível dar segurança.

Estão para conseguir reforços e com isso a oferta de ônibus poderá aumentar.

Não podemos colocar frota na rua para encher de gente sendo alvo potencial de bandidos e também nossos funcionários, que têm enfrentado heroicamente essas ondas de violência desde 2014, entrando em bairros sob constantes ataques, inclusive à noite.

Além disso, ônibus não têm em prateleira. Portanto, se seguirmos só entregando mais ônibus para a queima, além do prejuízo imediato o serviço fica prejudicado por muito tempo depois.

É uma situação caótica, péssima para todos.

Confiamos nas forças de segurança do Estado para restabelecer a ordem o mais breve possível.

Sindiônibus

Capital cearense vive madrugada de ataques articulados por fações

Fortaleza e bairros da Região Metropolitana atravessaram uma nova madrugada de ataques articulados por facções criminosas. Foram pelo menos 30 das 21 horas até 2 horas da manhã desta sexta-feira, 4.

O POVO foi a sete bairros onde as forças de segurança do Ceará foram acionadas para atender as ocorrências. Três desses atentados foram considerados muito graves pela Polícia Militar. Na Pajuçara, que fica no município de Maracanaú, bandidos incendiaram uma agência da Caixa Econômica.

Eles invadiram a agência, na rua Raul Teófilo, com um carro e atearam fogo no veículo. O incêndio destruiu completamente os caixas rápidos da entrada da Caixa e aparelhos de videos do banco. Ninguém ficou ferido. Mais cedo, outros criminosos atiraram contra uma agência do Bradesco na Vila União, em Fortaleza.

Também na capital cearense, o Grupo de Ações Taricas Especiais (Gate) foi chamado para recolher e detonar uma bomba deixada em uma das colunas de um viaduto da avenida Washington Soares, próximo à fábrica da cachaçaria Ypióca. Por mais de uma hora, a PM bloqueou a via e desvio o tráfego pela rua Eudes Cardoso.

Na madrugada desta quarta para quinta-feira, os criminosos explodiram parcialmente uma coluna de um viaduto localizado em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Os faccionasos também foram ousados ao explodir um veículo que estava recolhido num estacionamento improvisado do 27o Distrito Polícial, no bairro João XXIII, em Fortaleza. Homens em duas motos e dois carros, lançaram uma bomba entre os automóveis apreendidos da delegacia.

A explosão, segundo um policial que pediu para não ser identificado, foi ouvida em bairros vizinhos ao João XXIII. O que indicaria o uso de dinamite.

Os ataques das facções seriam uma reação ao discurso do novo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque. Na última quarta-feira, ele afirmou que não reconhece o poder das facções nas cadeias e que presos têm de ir para onde há vagas e não para os presídios dominados por grupos específicos do crime organizado. Desde 2016 às cadeias no Ceará são divididas por facções.

(O POVO Online / Repórter Demitri Túlio)

Bolsonaro diz que avançará em debate sobre valor de auxílio-reclusão

O presidente Jair Bolsonaro usou hoje (4) o Twitter para dizer que avançará na discussão do valor do auxílio-reclusão, que atualmente ultrapassa os R$ 1,3 mil. Dois dias depois de assinar o decreto que reajusta o salário mínimo, de R$ 954 para R$ 998, ele criticou o fato de que auxílios sociais concedidos a presos ainda tenham valor superior da base de remuneração dos trabalhadores brasileiros.

“O auxílio-reclusão ultrapassa o valor do salário mínimo. Em reunião com ministros, decidimos que avançaremos nesta questão ignorada, quando se trata de reforma da Previdência e indevidos. Em cima de muitos detalhes vamos desinchando a máquina e fazendo justiça!”, destacou no Twitter.

Bolsonaro também defendeu mais apoio aos agentes de segurança pública para que executem suas tarefas.

Ontem (3), durante reunião ministerial, Bolsonaro ressaltou a necessidade de redução de gastos públicos. O presidente defendeu uma revisão das contas e voltou a destacar a importância da reforma da Previdência em favor do ajuste financeiro. Ele indicou que a revisão do pagamento do auxílio-exclusão deve ser analisada no âmbito da reforma.

O auxílio-reclusão é pago a dependentes do segurado do INSS preso em regime fechado ou semiaberto, durante o período de reclusão ou detenção. O período de recebimento do benefício varia, de acordo com critérios, mas pode ser pago de forma vitalícia.

Segurança

Em uma segunda postagem nesta manhã, o presidente defendeu a implantação de medidas que deem garantias de trabalho para os agentes de segurança pública. Segundo ele, os três Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm de assumir esse compromisso.

“Sem garantias necessárias para os agentes de segurança pública agirem em prol do cidadão de bem, a diminuição dos crimes não vai ocorrer na velocidade que o brasileiro exige. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário têm que assumir este compromisso urgentemente.”

Enxugamento

Também no Twitter, Bolsonaro reiterou ainda a necessidade de enxugamento da estrutura do Estado. Foram exonerados mais de 300 funcionários que ocupavam cargos comissionados na Casa Civil. Haverá reavaliação, se quiserem retornar a seus postos. O critério será técnico, segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

A medida foi transformada em recomendação para todas as áreas de governo, na reunião que ocorreu ontem no Palácio do Planalto. Bolsonaro disse que é necessário fazer revisão em contratos e liberação de recursos público para identificar desvios. “Em cima de muitos detalhes vamos desinchando a máquina e fazendo justiça”, disse.

(Agência Brasil)

Camilo, o general e os ataques criminosos

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Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira (4):

O governador Camilo Santana (PT) quer uma audiência com o secretário nacional da Segurança Pública, General Theophilo, principalmente depois da série de ataques registrada em Fortaleza e Caucaia, onde até a tentativa de derrubada de um viaduto entrou no portfólio da criminalidade no Estado.

Os episódios se registraram, coincidentemente, depois que o secretário da Administração Penitenciária do Estado, Luís Mauro Albuquerque, disse não reconhecer facções no Ceará. Teria sido a fala um agravante, já que panfletos reclamando melhores condições nos presídios foram encontrados na área do viaduto alvo de ataques, com data de 23 de dezembro último?

Bem, Camilo havia informado para este colunista, no fim do ano passado, que queria ter esse encontro com o General Theóphilo para uma definição de estratégias contínuas de combate aos grupos criminosos que agem no Ceará e em outros vários Estados.

Depois do apoio do ministro da Justiça, Sergio Moro, o algoz do petista Lula, é hora de pensar mais do que nunca no País. Até porque, como diria o senador eleito Cid Gomes (PDT), o Lula está preso e a luta contra o crime organizado ultrapassa diferenças ideológicas e políticas.

Decreto que flexibiliza posse de arma sai este mês, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nessa quinta-feira (3) que o decreto flexibilizando a posse de armas de fogo sai ainda em janeiro. Bolsonaro disse que o decreto vai tirar a “subjetividade” do Estatuto do Desarmamento.

“Ali, na legislação diz que você tem que comprovar efetiva necessidade. Conversando com o [ministro da Justiça] Sergio Moro, estamos definindo o que é efetiva necessidade. Isso sai em janeiro, com certeza”, disse.

Ele disse que uma das ideias é comprovar a efetiva necessidade com base em estatísticas de mortes por arma de fogo. Assim, moradores de locais com altos indíces de mortalidade teriam mais facilidade em adquirir armas.

“Em estado, por exemplo, o número de óbitos por arma de fogo, por 100 mil habitantes, seja igual ou superior a dez, essa comprovação de efetiva necessidade é fato superado. Vai poder comprar sua arma de fogo. O homem do campo vai ter direito também”.

Além disso, o presidente quer aumentar o limite de armas por cidadão. Para ele, o limite de duas armas por pessoa pode ser aumentado, sobretudo para agentes de segurança. Nesse caso, o limite pode subir para “quatro ou seis armas”.

O presidente avalia que a violência “cairá assustadoramente” com a medida. “Eu vou buscar a aprovação, botar na lei também, a legítima defesa da vida própria ou de outrem, do patrimônio próprio ou de outrem. Você estará no excludente de ilicitude. Você pode atirar. Se o elemento morrer, você responde, mas não tem punição. Pode ter certeza que a violência cai assustadoramente no Brasil”.

Porte de arma

O decreto a ser editado pelo governo diz respeito à posse de arma de fogo, que permite ao cidadão ter a arma em casa ou no local de trabalho. Já o porte diz respeito à circulação com arma de fogo fora de casa ou do trabalho.

Sem se alongar muito, Bolsonaro diz que também flexibilizará o porte de arma. “A questão do porte vamos flexibilizar também, pode ter certeza. Podemos dar por decreto, porque tem alguns requisitos para cumprir. E esses requisitos são definidos por decreto.”

(Agência Brasil)

Bolsonaro confirma retirada de bolsa de colostomia em 28 de janeiro

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nessa quinta-feira, a retirada da bolsa de colostomia no dia 28 de janeiro. A cirurgia estava marcada para 19 de janeiro, mas foi adiada em virtude da participação do presidente no Fórum Econômico Mundial de Davos, de 22 a 25 de janeiro. Segundo Bolsonaro, sua participação foi um pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Eu pedi para adiar em uma semana [a cirurgia], o médico gostou. Porque quanto mais tarde, melhor. Pretendo ir à Suíça, Davos, a pedido do Paulo Guedes. Vai ser minha estreia fora do Brasil”.

No período em estiver em Davos, a Presidência será ocupada pelo vice Hamilton Mourão, e Bolsonaro não economizou elogios à competência ao general. Afirmou que a política do seu governo continuará a mesma em sua ausência e não haverá nenhuma “aventura”.

“O general Mourão é uma pessoa competente, disciplinada. Ele vai conduzir a nossa política, não haverá nenhuma aventura nesse momento, pode ter certeza”, disse Bolsonaro em entrevista ao SBT.

Atentado

Bolsonaro usa uma bolsa de colostomia desde que foi esfaqueado em um ato de campanha, em Juiz de Fora, dia 6 de setembro. A facada atingiu o intestino e Bolsonaro foi submetido a duas cirurgias, uma na Santa Casa de Juiz de Fora e outra no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Bolsonaro passou 22 dias internado e desde então está com a bolsa de colostomia, que funciona como um intestino externo e possibilita a recuperação do intestino grosso e delgado.

(Agência Brasil)

Sergio Moro só mandará Força Nacional para o Ceará em caso de “deterioração da segurança”

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O Ministério da Justiça  divulgou, nessa quinta-feira (3) à noite, que o titular da pasta, Sérgio Moro, decidiu que só enviará tropas da Força Nacional ao Ceará se houver “deterioração” da segurança no estado. A informação é do Portal G1.

Mais cedo, o estado registrou motim na Casa de Privação Provisória de Liberdade e ataques a ônibus e prédios públicos.

Diante disso, o governador, Camilo Santana (PT), pediu a Moro que tropas da Força Nacional fossem enviadas à região, mas o ministro de Jair Bolsonaro decidiu que só serão enviadas “em caso de deterioração da segurança”.

Segundo o ministério, Moro determinou à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal e ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen) que tomem as “providências necessárias” para ajudar a conter a onda de violência no estado.

“O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, determinou, nesta quinta-feira (3/1), à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal e ao Departamento Penitenciário Nacional que tomem todas as providências necessárias para auxiliar o estado do Ceará no combate aos atos de violência ocorridos ao longo do dia. A decisão visa dar apoio imediato ao estado, solicitado pelo governador Camilo Sobreira de Santana”, diz a nota do ministério.

Segundo a assessoria de Moro, os órgãos atuarão na investigação e repressão aos crimes registrados, incluindo a disponibilização de vagas no sistema penitenciário federal.

Ainda de acordo com o ministério, Sérgio Moro sugeriu ao governo do estado a criação de um gabinete de crise, “com a integração das forças policias federais e estaduais”.

(Foto – Agência Brasil)

Reforma da Previdência – Bolsonaro quer idade mínima de 62 anos para o homem e 57 anos para a mulher

O presidente Jair Bolsonaro disse que a proposta de reforma da Previdência em discussão no governo prevê a idade mínima de 62 anos para os homens e 57 anos para as mulheres com aumento gradativo. Segundo Bolsonaro, seria mais um ano a partir da promulgação e outro em 2022, mas com diferenças de idade mínima de acordo com a categoria profissional e a expectativa de vida.

Segundo Bolsonaro, o futuro presidente avaliaria a necessidade de novos ajustes no sistema previdenciário. “Quando você coloca tudo de uma vez só no pacote, você pode errar, e nós não queremos errar”, disse em entrevista ao SBT, a primeira após ter tomado posse.

O presidente indicou que as medidas visam principalmente a previdência dos servidores públicos. “O que mais pesa no Orçamento é a questão da previdência pública, que terá maior atenção da nossa parte. Vamos buscar também eliminar privilégios”, afirmou o presidente, que descartou aumentar a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores, hoje em 11%.

Aprovação

Bolsonaro disse que a reforma não vai estabelecer regras únicas para todos os setores e todas as categorias profissionais. Citou a expectativa de vida no Piauí, que é 69 anos, argumentando que seria “um pouco forte estabelecer a idade mínima de 65 anos”, como previa o texto da reforma enviado ao Congresso pelo governo do ex-presidente Michel Temer.

A diferenciação visa, conforme Bolsonaro, facilitar a aprovação no Congresso, mas também evitar “injustiça com aqueles que têm expectativa de vida menor”. O presidente voltou a dizer que poderá aproveitar a proposta já em tramitação na Câmara dos Deputados, com alguns ajustes.

“O que queremos é aproveitar a reforma que já está na Câmara, que começou com o senhor Michel Temer. A boa reforma é aquela que passa na Câmara e no Senado, não aquela que está na minha cabeça ou na [cabeça] da equipe econômica”, afirmou.

Bolsonaro argumentou que a reforma é necessária para impedir que o país “em mais dois ou três anos entre em colapso”, a exemplo do que ocorreu com a Grécia. “Agora todos terão de contribuir um pouco para que ela seja aprovada. Eu acredito que o Parlamento não vai faltar ao Brasil”, disse.

Justiça do Trabalho

Segundo o presidente, o governo poderá propor a extinção da Justiça do Trabalho, transferindo para a Justiça comum as ações trabalhistas. “Qual país do mundo que tem? Tem que ser Justiça comum e tem que ter a sucumbência – quem entrou na Justiça e perdeu tem de pagar”, argumentou.

Bolsonaro disse que, antes da reforma trabalhista, havia 4 milhões de ações trabalhistas em tramitação. “Ninguém aguenta isso. Nós temos mais ações trabalhistas que o mundo inteiro. Algo está errado, é o excesso de proteção”, afirmou.

O presidente voltou a criticar o excesso de encargos trabalhistas, que acabam onerando a mão de obra no país. Bolsonaro afirmou que não vai mexer em direitos trabalhistas previstos na Constituição, mas que vai aprofundar a reforma trabalhista. “O Brasil é um país de direitos em excesso, mas falta emprego. Nos Estados Unidos, não têm quase direito trabalhista. Não adianta você ter direitos e não ter emprego”, afirmou.

(Agência Brasil)

PM cearense comandará a Força Nacional

Solicitada pelo governador Camilo Santana (PT) em apoio contra a onda de ataques promovidos por facções criminosas, a Força Nacional de Segurança será liderada por um cearense a partir desta sexta-feira, 4. O coronel da PM Antônio Aginaldo de Oliveira, comandante do Batalhão de Policiamento Especializado (BPE) da Polícia Militar do Estado do Ceará, é o primeiro nordestino a assumir o comando da tropa. A posse está prevista para 17 horas, segundo informações do secretário nacional da Segurança Pública, general Guilherme Theophilo.

De acordo com o militar, a ação da Força Nacional no Estado, caso seja aprovada, será facilitada com os conhecimentos do coronel sobre o Ceará. “Ele é profundo conhecedor do nosso estado”, ressaltou.

Perfil

Nascido em Alto Santo, a 241,1 km de Fortaleza, o coronel atuou na Copa do Mundo 2014, Olimpíadas e Paraolimpíadas 2016, além dos jogos Panamericanos e em operações de combate ao narcotráfico nas fronteiras do Paraguai e Bolívia. O oficial é um “Caveira” por ter concluído o curso de Operações Policiais Especiais no Bope, no Rio de Janeiro, em 1995.

O militar também tem curso de gerenciamento de crise na Polícia Militar de São Paulo, é graduado em Educação Física pela Escola de Educação Física do Exército Brasileiro, bacharel em Segurança Pública pela academia Edgard Facó, da Polícia Militar do Estado do Ceará, é especialista em gestão de Segurança Pública na fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, fez curso de sobrevivência na Caatinga no Exército Brasileiro e treinamento em operações de alto risco da Swat Hollywood.

(O POVO Online – Igor Cavalcante e Jéssika Sisnando)

Sete pessoas são presas após atentados no Ceará

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará divulgou boletim na noite de hoje (3) contabilizando que sete adultos foram presos e quatro adolescentes foram apreendidos por suposta participação em ações criminosas ocorridas desde a noite de ontem em Fortaleza e região metropolitana.

Segundo a secretaria, ocorreram nove crimes contra patrimônios públicos e uma tentativa de incêndio contra um posto de combustíveis. Foram registrados disparos de arma de fogo contra uma agência bancária.

As forças de segurança contabilizam que seis veículos que fazem o transporte coletivo, em Fortaleza e Região Metropolitana, tiveram perda total após incêndios criminosos. Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará informou que dez ônibus foram incendiados. Uma bomba também danificou a pilastra de um viaduto na cidade de Caucaia, próxima à Fortaleza.

Em comunicado à imprensa, o comandante-geral da Polícia Militar do Ceará (PMCE), coronel Alexandre Ávila, disse que “todo o sistema de contenção e emergência da segurança pública já foi montado desde a madrugada e está plenamente ativo. Os transportes públicos vêm sendo acompanhados e monitorados (…) com policiamento em todos os corredores bancários e em todos os terminais de ônibus”.

De acordo com a presidente do Conselho Penitenciário do Ceará, Ruth Leite, as ações foram recrutadas por facções criminosas. “Em mensagens via WhatsApp, associados das facções foram convocados a participar dos atentados”.

Os atos seriam em represália à diretriz anunciada pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária de remanejar e juntar presos independente das facções. No Ceará há 135 cadeias públicas e 12 penitenciárias. Apenas um presídio não está sob domínio de nenhuma das três facções que atuam no estado.

Conforme dados do Ministério da Justiça e da Segurança Pública (Infopen), em junho de 2016 haviam 34.566 pessoas presas, 33 mil acima da capacidade prisional, sendo que mais de 65% delas não tinham sido condenadas pela Justiça.

(Agência Brasil)