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Eunício Oliveira perdeu a eleição porque não assumiu a candidatrura de Dilma

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Com o título “Por que Eunício perdeu?”, eis artigo do professor e antropólogo Antonio Mourão Cavalcante. Ele analisa os porquês da derrota do peemedebista Eunício Oliveira nas urnas. Entre esses, o fato de ter se isolado de Dilma. Confira: 

Os processos eleitorais, no Ceará, guardam uma configuração repetida de homologação. O ungido é fulano e isso vira verdade nas urnas. Esse ano não seria diferente. O governador Cid Gomes indicaria um candidato e esse, pela força de uma extensa coligação e da máquina estatal à serviço da causa, logo seria o confirmado. Entretanto, a inesperada candidatura de Eunício Oliveira adiou o embate, levando-o a uma pesada disputa no segundo turno. O que parecia uma ”barbada”, transformou-se em um quase pesadelo. A equipe de Ferreira Gomes teve que suar a camisa. A vitória não foi tão fácil… Bem melhor para a democracia quando conta com uma acirrada competição.

Depois que a luta passou, pode-se pensar com mais frieza sobre a pergunta chave: por que Eunício perdeu? Claro que uma campanha dessa dimensão não tem um único fator. São vários. São múltiplos. Comentemos os principais. Primeiro fator: Eunício demorou muito a encarar a parada. Foi até o limite do possível, aguardando que o governador fizesse uma análise mais serena e o indicasse candidato. Essa não era uma hipótese trabalhada por Cid Gomes. Nunca foi. Quando Eunício cuidou de armar seu time, muitos compromissos já estavam consolidados.

Segundo fator: a campanha de Camilo foi gradativamente sendo colada à de Dilma, sobretudo quando ficou mais claro o crescimento da presidente nas pesquisas. Eunício foi ambíguo. Não assumiu, com todas as tintas, a parceria com Dilma. A presença de Tasso, um tucano mor, em sua chapa, conseguiu inibi-lo. A onda Dilma era o mapa da mina. Camilo soube vender essa ideia. Passou a ser a grande senha de Cid Gomes, apesar de Eunício ter tido força bastante para impedir a vinda de Lula e/ou Dilma ao Ceará.

Tudo isso seria pouco, não fora o peso da máquina governamental. Essa funcionou a todo vapor, dividindo o Estado. Fortaleza e sua grande periferia deram vitória a Eunício. Porém, o Interior – Ceará profundo! – veio com força, desmantelando o adversário.

Eleito, Camilo Santana deixa de ser coadjuvante. Vai ocupar “aquela” cadeira e ter na mão “aquela” caneta. Mesmo que a glória não lhe suba à cabeça, não é difícil imaginar que logo mais ele será o número um e deverá buscar ser o governador de todos os cearenses… Que Deus o ajude!

* Antonio Mourão Cavalcante

a_mourao@hotmail.com 
Médico e antropólogo. Professor universitário.

Evandro Leitão topa ser Secretário dos Esportes

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O PDT trabalha para ocupar a Secretaria Estadual dos Esportes.

O deputado estadual Evandro Leitão, que preside o time do Ceará Sporting, já admite topar a parada, no que abriria vez na Assembleia para a acomodação de suplente da coligação.

Evandro, bom lembrar, já foi secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social no Governo Cid Gomes.

Dilma: O povo quer mais do que o PT já ofereceu

Com o título “O primeiro passo é reconhecer o obvio”, eis artigo do jornalista Luis Henrique Campos, que pode ser conferido no O POVO destes sábado. Ele aborda dificuldades que Dilma terá com o Congresso neste seu segundo mandato. Confira:

Por mais que lideranças petistas estejam nesse momento torcendo o nariz contra visões dando conta de que o resultado da eleição presidencial mostrou uma divisão no país, é inegável sua caracterização nesse momento. Não na perspectiva de uma divisão regional, por classe social ou renda, como muitos estão de forma reducionista tentando colocá-la. É claro que entre os que rejeitam o atual Governo Federal há aqueles defensores da ideia de que o Brasil desinformado é PT, e os “esclarecidos” são oposição.

Felizmente os que pensam dessa forma não são maioria e contribuem pouco em termos quantitativos para essa divisão. Tentar esconder, todavia, o descolamento de boa parte de antigos eleitores do PT da atual gestão, é minimizar o recado dado nas urnas no último dia 26. Na verdade, fosse Aécio Neves, Marina Silva, Eduardo Campos ou qualquer um outro que se considerasse em condições de vencer Dilma Rousseff, acabaria encarnando o sentimento anti-petista que tem marcado a discussão política no país recentemente. Negar isso, talvez seja o primeiro erro do PT na tentativa de procurar recuperar parte do eleitorado que lhe já foi fiel.

O que se vivenciou na última eleição presidencial mostrou claramente o quanto parcela significativa da sociedade brasileira está querendo mais do que o PT ofereceu até agora. Se com Lula e Dilma o país pôde se orgulhar dos avanços sociais alcançados nos últimos 12 anos, é preciso entender que as demandas surgidas por conta dessa melhoria na qualidade de vida de parcela significativa da população, geraram outras tão urgentes como carentes de solução por parte do poder público.

Nesse sentido, o novo Governo Dilma terá pela frente missão extremamente delicada na condução de seu segundo mandato. Fato este agravado com a possível difícil relação que deverá ter no Congresso Nacional, não só com a oposição de faca nos dentes, mas com a própria base aliada como se viu esta semana na votação sobre os conselhos populares.

* Luiz Henrique Campos

opiniao@opovo.com.br 
Jornalista do O POVO

Secretaria da Educação e o crivo de Izolda Cela

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O deputado federal Artur Bruno (PT), não reeleito, pode ganhar vez na equipe do governador eleito Camilo Santana (PT). Mas nada de Secretaria da Educação.

A vice-governadora eleita Izolda Cela, que ocupará uma secretaria especial no plano social, quer com o deputado estadual reeleito Ivo Gomes (Pros), irmão de Cid Gomes apresentar um nome.

ivo gomes

A propósito: Ninguém sabe ainda qual o destino de Ivo Gomes. Há quem diga que ele deverá voltar a ocupar a Secretaria da Educação de Fortaleza, mas o prefeito Roberto Cláudio (Pros) evita falar no tema.

Já os professores da rede estadual rezam todo dia para que Ivo não queira ser o titular da Educação na gestão camiliana.

Ariosto Holanda não vai virar órfão político

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O deputado federal Ariosto Holanda (Pros) dificilmente ficará fora do cenário político em 2015. Pode voltar à Câmara, numa acomodação política ou virar secretário na gestão de Camilo Santana. Tem know-how para isso.

Aliás, no trabalho diário que desempenhamos também no vaivém dos parlamentares federais entre Fortaleza e Brasília, podemos testemunhar: Ariosto é uma exceção maravilhosa.

Além de assíduo e talentoso, é comprometido com a educação profissionalizante e com o bem-estar social.

Eunício, o PMDB e o jogo de cena

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O senador Eunício Oliveira ameaça punir o peemedebista que não fizer oposição à gestão do governador eleito Camilo Santana (PT).

Ontem, um parlamentar da sigla dizia: “Fica difícil seguir essa regra depois que o próprio Eunício fez campanha coladinho ao tucano Tasso Jereissati, eleito senador.

A propósito, há vários peemedebistas dizendo que, derrotado, é possível que agora o senador Eunício Oliveira volte a reunir o partido e discutir questões do partido.

Secretaria da Pesca pode ter Dedé Teixeira como titular

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O deputado estadual Dedé Teixeira (PT), que não conseguiu a reeleição, é o nome cotado para ocupar a Secretaria Estadual da Pesca. Dedé, bom lembrar, foi um dos primeiros dirigentes do Ministério da Pesca – secretário nacional de Monitoramento da Pesca, quando  criado por Lula.

Ele tem o aval do deputado federal petista José Nobre Guimarães (PT) que, por sinal, chegará 2015 como um dos nomes mais influentes da gestão.

Guimarães bem que poderia ocupar a Casa Civil, mas, pelo cenário politico que se vislumbra em Brasília, não deve trocar Brasília por Fortaleza.

Anúncio do novo ministro da Fazenda ainda sem data

“Integrantes do governo sopraram para a imprensa que Dilma Rousseff anunciaria o novo ministro da Fazenda antes da reunião do G20, que começa na Austrália no dia 15. A ideia é que ele acompanhasse a presidente no encontro e mostrasse a cara da economia brasileira a partir de 2015. Nada mais falso.

Quem irá a Brisbane será o bom e velho Guido Mantega. Dilma não conseguirá desenrolar o novelo do novo ministério tão cedo.

Aliás, quem olhar para trás notará que todas as minirreformas ministeriais do governo Dilma foram uma atrapalhação só, com os prazos sempre estourando.”

(Coluna Radar, da Veja Online)

Camilo Santana – Um Governo quase sem senador

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O governador eleito Camilo Santana (PT) inicia sua gestão praticamente sem ter apoio no Senado para tocar projetos como, por exemplo, acelerar a votação de um pedido de empréstimo externo.

O senador José Pimentel é do seu partido, mas não participou da sua campanha em nenhum momento. Mas, quem o conhece, sabe que ele não se furtará a ajudar. Os outros dois senadores são de oposição: Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).

Camilo viverá assim uma situação inédita talvez na história do Ceará, Estado onde a tradição é o governador eleger junto o senador, como alertou neste sábado, em sua Coluna Política no O POVO o jornalista Érico Firmo.

Ou seja, o petista chega com dois senadores contra e nenhum que possa realmente chamar de seu. Terá na prática que mostrar seu espírito de diálogo, aquele tão apregoado no palanque.

Simples Nacional – Agendamento para opção começa a partir de segunda-feira

“O agendamento da opção para a empresa em atividade que deseja enquadrar-se no Simples Nacional a partir de 2015 pode ser feito a partir de segunda-feira (3). O encerramento está previsto para 30 de dezembro deste ano. O procedimento tem a finalidade de auxiliar as empresas que querem antecipar providências relativas à opção. Conforme representantes do Comitê Gestor do Simples Nacional, há duas possibilidades para o processo de agendamento. A primeira é o deferimento imediato, quando não há pendências à opção. Dessa forma, a empresa estará automaticamente no Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2015.

A segunda é o indeferimento, quando há pendências. As mais comuns são relativas à existência de débitos tributários com os fiscos federal, estaduais, municipais e do Distrito Federal. Havendo pendências, a empresa pode resolvê-las e, após isso, cadastrar novo agendamento. A empresa que não fizer o agendamento ou que não conseguir resolver as pendências no prazo pode fazer a opção normal pelo Simples Nacional em janeiro de 2015.

O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado, simplificado e administrado por um Comitê Gestor composto por quatro integrantes da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), dois dos estados e do Distrito Federal e dois dos municípios. O Simples abrange o IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para Seguridade Social destinada à Previdência Social da pessoa jurídica. Eles podem ser recolhidos mediante documento único de arrecadação.

SERVIÇO

Podem participar do Simples, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) que não incorram em nenhuma das vedações previstas na Lei Complementar nº 123, de 2006 Para saber mais sobre o Simples existe um manual com perguntas e respostas que pode ser acessado no link [http://goo.gl/zRRxd ]”

(Agência Brasil)

Estado paga R$ 30 milhões de gratificações a PMs

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Servilho Paiva, titular da SSPDS do Estado.

“Policiais militares, civis e bombeiros devem receber hoje o pagamento da premiação referente à redução dos casos de homicídios no Ceará, durante o terceiro trimestre deste ano, que engloba os meses de julho, agosto e setembro. Ao todo, 18.537 agentes de segurança serão beneficiados com a compensação financeira que terá um impacto de R$ 30 milhões nos cofres do Ceará.

Conforme O POVO publicou no último dia 3 de outubro, nesse intervalo, os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) diminuíram 12,2% com relação ao mesmo período do ano passado. Foi a primeira vez que o Estado conseguiu bater a meta trimestral de redução dos assassinatos, estipulada em 6%. 
O valor a ser creditado na conta dos servidores varia de acordo com a patente ocupada e os resultados obtidos. Servidores da área administrativa, por exemplo, receberão pagamento mínimo de R$ 438,88 e máximo de R$ 877,75. A mesma variação acontece com o policiamento especializado, mas os agentes receberão um bônus mínimo de R$ 1.462,92 e máximo de R$ 2.925,84.

A medida faz parte do programa Em Defesa da Vida, implantado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que criou uma política de metas e compensações financeiras para a redução dos índices de criminalidade do Estado. Para isso, o Ceará foi dividido em 18 Áreas Integradas de Segurança (AISs) e quatro regiões – Capital, Região Metropolitana, Interior Norte e Interior Sul.”

(O POVO)

Hemoce recebe doações neste domingo

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) recebe doações voluntárias de sangue, neste domingo (2), no Hemocentro (avenida José Bastos, 3390, Rodolfo Teófilo), das 8 horas às 13 horas, ou ainda no posto de coleta instalado no IJF (rua Barão do Rio Branco, 1816, Centro), das 13 horas às 17h30min.

Para ser um doador de sangue, o voluntário precisa estar saudável, bem alimentado, ter mais de 50kg, idade entre 16 e 69 anos e apresentar um documento oficial e original com foto. Os menores de 18 anos devem apresentar o termo de consentimento, disponível para download no Hemoce.

Para que o banco de sangue possa realizar um atendimento de qualidade são necessárias 250 doações diárias de sangue.

(Hemoce)

Semáforos na Jovita Feitosa amanhecem desligados

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Motoristas que trafegam pela avenida Jovita Feitosa, no bairro Parquelândia, encontram um trânsito lento, na manhã deste sábado (1º), diante do não funcionamento de semáforos.

A situação é pior nas ruas que cortam a avenida, onde o congestionamento chega a dois quarteirões da Jovita Feitosa.

Até o momento, não havia equipe de manutenção trabalhando ao longo da avenida para resolver o problema.

(Foto: leitora do Blog)

Delegado defende legalização das drogas para combater a violência

Para combater a violência é preciso implantar uma nova política de drogas, que contemple a legalização de todas as substâncias, já que atualmente a guerra às drogas mata mais do que o consumo delas, de acordo com o cientista político e delegado da Polícia Civil Orlando Zaccone.

Segundo ele, além da desmilitarização das polícias para diminuir o número de mortes, é fundamental que a “irracionalidade” que envolve a questão das drogas seja desconstruída. “Eu sou policial e participo de uma associação internacional formada por policiais a favor da legalização, como marco para reduzir a violência provocada por uma guerra que não protege o que diz que quer proteger, porque se diz que o combate ao comércio dessas substâncias é para proteger a saúde, mas em detrimento disto se produz muito mais letalidade”, destacou.

Ele diz que o Brasil foi o primeiro país a proibir a maconha, e fez isso num ato racista, já que a planta era consumida pelos escravos. Para Zaccone, a legalização vai fazer com que o mercado das substâncias deixe de ser violento.

“Você não tem um mercado de fármacos com violência – de tabaco, do álcool, nem do rivotril, nem da ritalina – porque são drogas legais. O que cria a violência não é a droga, é a proibição. O exemplo da Lei Seca nos Estados Unidos é muito claro, quando se proibiu o álcool nos Estados Unidos o resultado da violência foi que crianças morriam sem nunca ter usado álcool, porque estavam no meio da briga de gangues, do Al Capone”, ressaltou.

O delegado acredita que a regulamentação levará os índices de homicídio no Brasil a caírem drasticamente. “Todo mundo fica com medo – ‘ah, vai aumentar o roubo, porque eles [os traficantes] não vão mais poder ganhar a sua subsistência no tráfico e vão partir para outros crimes’. Mas pouco se fala dos índices que vão ser reduzidos, e o homicídio é um deles. Não se cobra dívida de bar matando a pessoa, mas na ‘boca’ se cobra com morte. A competição no mercado lícito se dá através de outras práticas, que não são vistas no mercado ilícito, onde uma gangue quer invadir o território da outra com armamento militar. E a polícia também é jogada numa tragédia, dentro de um ambiente de violência e corrupção que ela não tem como resolver”, acrescentou.

(Agência Brasil)

Peemedebistas resistem a fazer oposição a Camilo Santana

Deputados eleitos pelo PMDB no Ceará demonstram resistência à tese de Eunício Oliveira (PMDB) em fazer oposição a Camilo Santana (PT) no Estado. Apesar da defesa do líder peemedebista, a maioria dos parlamentares ouvidos pelo O POVO defendeu que o partido não tome “decisões precipitadas” e discuta internamente a questão. Já o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB) é mais direto, afirmando que não irá fazer oposição ao petista.

“Eu não vou fazer oposição não, e já conversei com alguns deputados e eles não estão com disposição em fazer oposição, talvez com exceção só do Danniel Oliveira (deputado estadual, sobrinho de Eunício)”, afirma Aníbal. Ele minimiza ainda possível retaliação do PMDB no caso. “Você acha que um partido grande como o PMDB, que tomou posturas diferentes em vários estados, vai cobrar fidelidade?”, disse.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na quinta-feira (30), no entanto, Eunício foi rígido com a posição. “Faremos oposição propositiva, e não raivosa. Oposição assina CPI, faz o que precisa ser feito. Aquele parlamentar que for cooptado e quiser fazer parte do governo, vamos brigar para que perca o mandato na Justiça”.

Deputado estadual eleito, Audic Mota (PMDB) questiona “ameaça” de retaliação feita por Eunício. “Acho essa posição muito extrema. Isso não foi feito nem durante a campanha. Quantos infiéis não estavam na campanha? Quantos têm hoje? Se fosse essa a postura, teria que ter começado ali”, avalia.

Segundo Audic, o partido deve mesmo agir contra quem desobedecer orientação da legenda. Ele defende, no entanto, que a questão seja fechada após ampla discussão. “Acho que está certo, quem está filiado tem que seguir tendência do partido. Agora, o partido tem que debater. Ele tem instâncias, não é só dizer”, diz.

Tese semelhante é defendida pelo deputado estadual Walter Cavalcante (PMDB) e pelo deputado federal Danilo Forte (PMDB). Segundo ambos, o partido precisa discutir internamente e não deverá fazer “oposição por oposição”, apoiando projetos de Camilo que sejam positivos para o Estado.

“Temos muita coisa a dialogar, mas é preciso que não tenha rancor, ódio. Tudo no diálogo”, reforça Walter. Já Danilo avalia a posição como fruto da “ressaca” da eleição. “O Eunício é um cara muito centrado, não vai ser furtar de fazer o que for bom para o Estado. Não vai fazer oposição por oposição”.

Prefeitura

Não é a primeira vez que o PMDB promete partir para a oposição no Ceará. Em julho deste ano, o vice-prefeito Gaudêncio Lucena (PMDB) reagiu à exoneração de secretários ligados a Eunício na Prefeitura de Fortaleza com promessa de oposição a Roberto Cláudio (Pros).

Apesar de duras falas do vice à época, maioria dos vereadores do partido na Câmara Municipal manteve discurso neutro. Entre eles, estava o próprio Walter Cavalcante, que permaneceu sem grandes críticas ou embates com o prefeito até o fim das eleições.

(O POVO)

Ministro da Integração avalia devastação em Caucaia pelo do avanço mar

foto francisco teixeira ministro

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (1º):

O ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, visitará, neste fim de semana, o litoral da cidade de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza). Levado pelo deputado federal Danilo Forte (PMDB), verá de perto a devastação provocada pelo avanço do mar no trecho da praia do Icaraí até a praia da Tabuba.

O quadro é desolador. No Icaraí, uma parte da Avenida Litorânea foi levada pelas águas e há séria ameaça a alguns condomínios da região.

A Prefeitura de Caucaia tem novo projeto para resolver o problema, que consiste em uma série de espigões. O custo inicial é de R$ 100 milhões. Danilo quer sensibilizar o ministro a ser célere na liberação dos recursos. No momento, há uma obra paliativa.

Lei Anticorrupção deve ser regulamentada até final deste ano, diz ministro

A Lei Anticorrupção deve ser regulamentada até o final deste ano, de acordo com expectativa do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage. “Espero que assim seja. Claro que não posso assumir compromisso em nome da presidente Dilma [Rousseff], porque é ela quem vai assinar o decreto. Mas, pelo avanço das discussões e das conversas conduzidas já nesta etapa, na Casa Civil, tudo indica que sairá muito proximamente o decreto”, disse Hage, nessa sexta-feira (31).

A Lei Anticorrupção (12.846/13) foi sancionada em agosto do ano passado, no “calor das manifestações”, segundo ele, mas ainda falta ser regulamentada. Ela responsabiliza as empresas por atos de corrupção contra a administração pública e define punições que variam de 0,1% a 20% do faturamento bruto do exercício anterior ao do processo administrativo. Caso não haja informação sobre faturamento, a multa à empresa pode ser estabelecida entre R$ 6 mil e R$ 60 milhões.

A lei também proíbe que as empresas envolvidas em episódios de corrupção recebam recursos de instituições financeiras públicas. Também não podem participar de processos de licitação nem contratar com o poder público durante o período de cumprimento da sanção. A lei pode levar até ao fechamento da empresa. A multa, ressaltou o ministro, nunca será inferior ao valor da vantagem obtida, e caso a multa não seja paga no prazo, a empresa será inscrita na dívida ativa.

(Agência Brasil)

Governo é contra prorrogação de prazo para fim dos lixões

O Ministério do Meio Ambiente não considera a simples prorrogação do prazo uma boa solução para o problema dos lixões. O posicionamento continua sendo defendido pela pasta, mesmo após a aprovação, no Congresso Nacional, de emenda ao projeto de lei de conversão da Medida Provisória 651/14, que amplia o prazo para fechamento dos lixões e instalação de aterros sanitários até 2018. A decisão de vetar ou não a emenda, entretanto, será da presidenta Dilma Rousseff.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, já havia ressaltado, quando a proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados, que a simples prorrogação não provoca a discussão mais objetiva e necessária para tratar a questão dos resíduos sólidos, e continua sendo crime ambiental manter lixões em funcionamento. Para ela, é preciso respeitar também os quase 2,3 mil municípios que cumpriram a lei.

A meta, até agosto último, de erradicação dos lixões e instalação de aterros sanitários para destinação adequada dos resíduos sólidos, está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010. No projeto aprovado no Congresso, estados e municípios também ganharam prazo até 2016 para elaborar os planos estaduais e municipais de resíduos sólidos. Esse prazo venceu em 2012. Os planos são requisitos para que estados e municípios recebam dinheiro do governo federal para investir no setor.

Uma das alternativas para as cidades que não cumpriram a meta de destinação correta dos resíduos sólidos é assinar um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, que fiscaliza a execução da lei. Os gestores municipais que não se adequaram à política estão sujeitos a ação civil pública, por improbidade administrativa e crime ambiental.

(Agência Brasil)