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Maia quer saber de Bolsonaro o que é a “nova política”

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“É importante que o governo acerte na articulação. E ele não pode terceirizar a articulação como ele estava fazendo. Quer dizer, transfere para o presidente da Câmara e para o presidente do Senado uma responsabilidade que é dele e fica transferindo e criticando: ‘Ah, a velha política está me pressionando, estão me pressionando’. Então ele precisa assumir essa articulação, porque ele precisa dizer o que é a nova política”.

A indignação é do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao rebater o presidente da República Jair Bolsonaro, que nesse sábado (23), no Chile, disse que Maia estaria “se comportando dessa forma um tanto quanto agressiva”.

A declaração de Maia também soou como uma piada aos 31 anos de mandatos eletivos de Bolsonaro, diante do uso do termo “velha política”.

Toda a tensão gira em torno da reforma da Previdência, quando Bolsonaro deseja que o Congresso Nacional assuma o “ônus” perante à sociedade.

(Foto: Reprodução)

Em 7 rodadas – CRB vence a primeira e já entra no G4

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Somente na penúltima rodada da primeira fase da Copa do Nordeste é que o CRB conseguiu chegar à primeira vitória na competição, após sete partidas. O time alagoano venceu o Confiança, por 2 a 0, em Aracaju, e já entrou no G4 do Grupo A, que tem o Fortaleza como líder e primeiro classificado para a próxima fase, ao somar duas vitórias.

A penúltima rodada da Copa do Nordeste será encerrada neste domingo (24), com mais três jogos, todos do interesse do Ceará, que ontem (23), no Castelão, retomou a liderança do Grupo B, com a vitória sobre o Santa Cruz, por 2 a 1.

O Botafogo/PB recebe o lanterna do Grupo A, Sampaio Corrêa, e voltará à liderança do Grupo B, em caso de vitória. O Bahia joga em casa contra o Salgueiro, enquanto o CSA, também em casa, enfrenta o já eliminado Sergipe. Se Bahia e CSA não vencerem, o Vozão garante vaga antecipada. Nesta fase, equipes de um grupo enfrentam os times do outro.

A disparidade de rendimento entre os grupos marca a primeira fase da Copa do Nordeste. Apesar de classificado, antecipadamente, o Fortaleza, com 10 pontos em sete jogos, sequer entraria no G4 do Grupo B, que tem o ABC, quarto colocado, com 12 pontos. Já o Ceará, com 15 pontos, corre o risco de ficar fora da próxima fase, caso seja desfavorecido em uma combinação de resultados de oito jogos, incluindo as partidas de Bahia e CSA, hoje.

(Foto: Reprodução)

Praia do Cumbuco recebe mutirão de limpeza neste domingo

Toda a orla da praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, será percorrida pelo mutirão da limpeza, na manhã deste domingo (24), que fará a retirada de resíduos da areia.

A iniciativa é da Prefeitura de Caucaia, por meio da Secretaria Municipal de Patrimônio, Serviços Públicos e Transportes (SPSPTrans), Autarquia Municipal de Trânsito (AMT) e Instituto do Meio Ambiente (Imac), com o grupo Triton Off Road.

O trabalho terá início pelo posto de combustível em frente à Barraca Chico do Carangueiro, por volta das 9 horas, e será encerrado no Hotel Vila Galé.

Garis e caçambas do setor de limpeza da SPSPTrans e também de agentes de trânsito e viaturas da AMT apoiarão a operação.

(Colaborou Matheus Nunes / Foto: Divulgação)

Mulheres assinam 72% dos artigos científicos publicados pelo Brasil

O Brasil é o país íbero-americano com a maior porcentagem de artigos científicos assinados por mulheres seja como autora principal ou como co-autora, de acordo com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). Entre 2014 e 2017, o Brasil publicou cerca de 53,3 mil artigos, dos quais 72% são assinados por pesquisadoras mulheres.

Atrás do Brasil, aparecem a Argentina, Guatemala e Portugal com participação de mulheres em 67%, 66% e 64% dos artigos publicados, respectivamente. No extremo oposto estão El Salvador, Nicarágua e Chile, com mulheres participando em menos de 48% dos artigos publicados por cada país.

Além desses países, a OEI analisou a produção científica da Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, Espanha, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os dados fazem parte do estudo As desigualdades de gênero na produção científica ibero-americana, do Observatório Ibero-americano de Ciência, Tecnologia e Sociedade (OCTS), instituição da OEI.

A pesquisa analisou os artigos publicados na chamada Web of Science, em português, web da ciência, que é um banco de dados que reúne mais de 20 mil periódicos internacionais.

Apesar de assinar a maior parte dos artigos, quando levado em conta o número de mulheres pesquisadoras que publicaram no período analisado, ele é menor que o dos homens. No Brasil, elas representam 49% dos autores, de acordo com os dados de 2017. A porcentagem se manteve praticamente constante em relação a 2014, quando elas eram 50%.

Com base nos números de 2017, o Paraguai ocupa o topo do ranking, com 60% das autoras mulheres. Na outra ponta, está o Chile, com 37%.

As diferenças aparecem também entre áreas de pesquisa. No Brasil, entre as áreas analisadas, medicina é a que conta com a maior parte das autoras mulheres, elas são 56% entre aqueles que publicaram entre 2014 e 2017. As engenharias estão na base, com a menor representatividade, 32%.

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2016, última edição do levantamento, as mulheres representam 57,2% dos estudantes matriculados em cursos de graduação.

Elas são também maioria entre bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), representam 60% do total de beneficiários na pós-graduação e nos programas de formação de professores.

Entre os professores contratados, no entanto, o cenário muda, os homens são maioria. Dos 384.094 docentes da educação superior em exercício, 45,5% são mulheres.

(Agência Brasil)

Em votação neste sábado, PPS agora é Cidadania

Em votação de seus filiados, neste sábado (23), em Brasília, o PPS mudou o nome da legenda para Cidadania. O Congresso Extraordinário teve à frente o presidente do partido, Roberto Freire, que assegurou a manutenção da bandeira em defesa da liberdade e dos povos.

“Essa mudança defende uma visão internacionalista e contrária à diferenciação dos seres humanos, que norteou a história do PPS”, afirmou Freire.

O presidente da sigla no Ceará, Alexandre Pereira, liderou uma comitiva com 35 filiados. Em pronunciamento, Alexandre ressaltou “um novo olhar para o futuro”.

“Estamos definindo novos rumos para o partido, um dos mais antigos do Brasil, que acumula inúmeras vitórias e conquistas e uma história sem escândalos ou envolvimentos em casos de corrupção”, destacou.

O presidente do partido em Fortaleza, vereador Michel Lins, observou que “a denominação Cidadania atende aos sentimentos e anseios do mundo atual”.

“Reavaliamos, mudamos, incorporamos novos ideais e atualizamos os conceitos com objetivo de compor de forma prática novos movimentos da sociedade e as principais lutas da população”, apontou.

(Foto: Divulgação)

Fortaleza é a primeira equipe a garantir vaga na segunda fase da Copa do Nordeste; Vozão retoma liderança

O Fortaleza garantiu vaga na próxima fase da Copa do Nordeste, na tarde deste sábado (23), ao empatar com o Moto Club, em São Luís, em 1 a 1. O Leão foi beneficiado pelo empate sem gols do Vitória com o ABC, em Natal, quando a equipe baiana não mais poderá alcançar o time cearense na última rodada, no próximo sábado (30). Marcinho abriu o placar, aos 13 minutos da segunda etapa, enquanto Júnio Arcanjo, de pênalti, empatou para o Moto Club.

No Castelão, o Ceará retomou a liderança do Grupo B, ao vencer de virada o Santa Cruz, por 2 a 1. A reação do Vozão ocorreu na segunda etapa, após deixar o campo no primeiro tempo na desvantagem, gol de Bruno Sentoma. Thiago Carleto empatou, aos seis minutos, em cobrança de falta, e Ricardo Bueno, a quatro minutos para o final, marcou o gol da vitória.

Na última rodada, o Vozão volta a campo no interior pernambucano, diante do Salgueiro, e só perderá a vaga se levar uma goleada histórica, além de não ser favorecido em uma combinação de resultados de seis jogos, incluindo duas partidas deste domingo (24), no complemento da penúltima rodada.

O Fortaleza defenderá a liderança do Grupo A, diante do ABC.

(Fotos: Reprodução)

Maia pede diálogo para aprovar reforma da Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pediu hoje (23) a manutenção do diálogo entre os poderes executivo e legislativo com a intenção de favorecer a aprovação da Reforma da Previdência. Ao lado do governador de São Paulo, João Doria, com quem almoçou na capital paulista.

“Nós precisamos manter o diálogo para mostrar para a sociedade que essa reforma vem numa linha objetiva de reestruturar o sistema previdenciário de, principalmente, cobrar mais dos que ganham mais, uma alíquota maior, e menos dos que ganham menos, uma alíquota menor”, disse Maia.

O presidente da Câmara disse que irá continuar a convencer parlamentares sobre a importância da aprovação do texto, mas não quis opinar sobre a maneira que o governo federal deverá participar do processo.

“Eu continuo defendendo, mostrando aos parlamentares a importância da matéria. E nós temos que olhar para frente, a aprovação da Previdência é decisiva para o futuro do Brasil”.

(Agência Brasil)

O que Bolsonaro ganha e o que perde com a prisão de Temer

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (23), pelo jornalista Érico Firmo:

O primeiro impacto da prisão de Michel Temer (MDB) para o governo de Jair Bolsonaro (PSL) é positivo por vários aspectos. O principal é simbólico: a Lava Jato sai fortalecida. Com ela, é reaceso o tipo de sentimento que levou à eleição de Bolsonaro. O sentimento de caça aos corruptos, de fazer justiça custe o que custar. Além disso, a Lava Jato reforça o argumento de que não persegue o PT e mira todos os partidos. De não poupar ninguém.

Além disso, a prisão trouxe outra coisa boa para o presidente, embora ele talvez nem se dê conta disso. A última quinta-feira foi talvez o primeiro dia útil do ano no qual Bolsonaro não esteve no centro dos holofotes. Preservar-se um pouco é bom para o governo. Os três meses ainda incompletos de governo são turbulentos. Um pouco de paz, de tranquilidade são bem-vindos.

Talvez a família presidencial sinta falta. Não está acostumada a estabilidade. Conseguiu fabricar turbulência do nada, em pleno Carnaval (o vídeo e a pergunta sobre “golden shower” foram apagados). O fato é que sair um pouco dos holofotes reduz a instabilidade. Não durou muito e ontem o governo já estava pleno no centro das atenções. E aí está o motivo por que, no horizonte nada distante, o prejuízo pela prisão de Temer pode ser maior que o ganho.

Se tirou o governo dos holofotes por um dia que tenha sido, a prisão de Temer criou instabilidade no meio político como todo. As pessoas ficaram apreensivas e esse clima não é favorável à tramitação de reformas. Exigirá energia do governo para pacificar o ambiente. Em particular com um ator.

A relação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deteriorou-se de forma vertiginosa nesta semana. Um dos motivos não é nem a prisão de Temer, mas de Moreira Franco, ex-ministro e sogro de Maia. Além disso, ele se desentendeu com Sergio Moro por causa do pacote anticrime e deu declarações atravessadas. O discurso do presidente da Câmara foi estranhamente duro, fora do tom e incompatível com o que se sabe sobre o assunto. Dá sinais de que há mal-estar no bastidor. Ou, como a fala ocorreu um dia antes de Franco ser preso, talvez indique que Maia já tinha informações sobre o que viria.

Maia também estaria irritado com o recorrente discurso antipolítica da família presidencial. Isso estaria desagradando os parlamentares – o que, aliás, é óbvio. Além disso, Carlos Bolsonaro (PSL) fez publicação nas redes sociais em alusão a Maia: “Por que o presidente da Câmara anda tão nervoso?”. O post do filho vereador do presidente já causaria incômodo. Ainda mais depois que, durante a viagem do presidente, Carlos foi a Brasília despachar em nome do pai.

Ontem, o Estado de S.Paulo noticiou que Maia telefonou para Paulo Guedes para dizer que não vai mais fazer a articulação da reforma da Previdência. Para remendar, Bolsonaro fez comparação inadequada. Incompatível com a institucionalidade de um presidente da República se referindo a um presidente da Câmara. “Você nunca teve uma namorada? E quando ela quis ir embora o que você fez para ela voltar, não conversou?”.

À TV Globo, Maia mostrou que não gostou: “Eu não preciso almoçar, não preciso do café e não preciso voltar a namorar. Eu preciso que o presidente assuma de forma definitiva o seu papel institucional, que é liderar a votação da reforma da Previdência, chamar partido por partido que quer aprovar a Previdência e mostrar os motivos dessa necessidade”.

A jornalistas, Paulo Guedes deixou entrever incômodo com a postura dos filhos de Bolsonaro. “O filho do presidente deve ficar atacando deputados? Falem vocês”.

O tamanho do problema é o seguinte: ninguém no governo Bolsonaro tem se mostrado capaz de articular aprovação de projeto tão complicado. O Planalto depende demais de Maia. Porém, o presidente da Câmara não tem como levar isso sozinho, nem está disposto a isso.

1 a 1 – Brasil vira piada de português no empate com Panamá em Porto

Após ser goleado pelos Estados Unidos e perder para o Equador e Honduras, o Panamá empatou com o Brasil, em 1 a 1, na tarde deste sábado (23), na cidade do Porto, em Portugal, em partida amistosa. Lucas Paquetá abriu o placar para o Brasil, enquanto Adolfo Machado empatou, quatro minutos depois, ambos no primeiro tempo.

Apesar de 78% de posse de bola e 17 tentativas de gol, o Brasil teve um baixo rendimento, pois somente quatro bolas foram em direção ao gol, sendo duas na trave.

O vexame brasileiro poderá se agravar na terça-feira (26), quando a equipe voltará a campo, dessa feita contra a República Checa, em Praga, em um jogo que antecederá a convocação dos atletas que disputarão a Copa América.

(Foto: Reprodução)

Bolsonaro diz que a responsabilidade da reforma está com o Parlamento

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (23) que a responsabilidade sobre a proposta de reforma da Previdência, que aguarda o início tramitação em uma comissão da Câmara dos Deputados, está com o Parlamento. Ele ressaltou que confia na maioria dos parlamentares e que o tema é assunto de Estado e não de governo.

“A responsabilidade no momento está com Parlamento brasileiro e eu confio na maioria dos parlamentares que está não é uma questão de governo Jair Bolsonaro, mas sim um a questão de Estado. É uma questão no Brasil de nós não enfrentarmos situações que outros países enfrentaram como, por exemplo, alguns da Europa”, disse.

Bolsonaro fez a afirmação, no último dia de visita a Santiago (Chile), ao lado do presidente do Chile, Sebastián Piñera, após firmarem um acordo de parceria nas áreas econômica e comercial.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou ontem (22) que aguarda para indicar o relator da reforma da Previdência na comissão. O colegiado analisará se a reforma proposta está em conformidade com a Constituição.

Em seguida o texto vai para discussão em comissão especial e, quando aprovado, será votado pelo plenário. Para ser aprovada, a medida precisa de apoio de dois terços dos deputados por se tratar de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A medida precisa ser aprovada por 308 deputados, em dois turnos de votação, para seguir para o Senado.

Bolsonaro reiterou que a aprovação da reforma da Previdência é o “único caminho” para alavancar o Brasil e colocá-lo em lugar de destaque.

“Temos que fazer o dever de casa no Brasil. Temos preocupação sim com as discussões que ocorrem por ocasião da reforma da Previdência. Nós queremos aprová-la e entendemos que é o único caminho que temos para alavancar o Brasil, com outros países da América do Sul, para o local de destaque que nós merecemos estar”, disse.

(Agência Brasil)

Quando eu falar, ele será sem nome

Em artigo no O POVO deste sábado (23), a Doutora em Direito e professora da UFC Juliana Diniz avalia a atitude da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, que se recusou a pronunciar o nome do terrorista que invadiu uma mesquita no país e matou 50 pessoas. Confira:

No último 15 de março, um atirador invadiu a mesquita de Al Noor, na cidade de Christchurch, Nova Zelândia. No espaço religioso da mesquita, uma comunidade de muçulmanos se dedicava pacificamente à prática de sua fé. O invasor abriu fogo, matando 50 pessoas e deixando dezenas de feridos. Considerado pelo governo um ato terrorista, o atentado foi transmitido ao vivo pela internet a partir de uma câmera fixada no capacete do atirador.

A primeira-ministra da Nova Zelândia é Jacinda Ardern, uma mulher de 38 anos. Não é a primeira vez que escrevo sobre ela. Em 29 de setembro, mencionei um episódio simbolicamente forte: Jacinda levou seu bebê de colo a uma reunião da Assembleia Geral da ONU. Nesta semana, em seu primeiro discurso ao Parlamento após o atentado, Ardern proferiu a frase do título. Declarando sua recusa em conceder qualquer notoriedade ao atirador, ela disse: ele será, quando eu falar, sem nome.

A frase é poderosa pelo que carrega de significado – ela sintetiza não só um conjunto de valores como uma postura pública. Um atentado não se reduz à violência pura e simples. Ele pretende ter um sentido, por isso se situa no campo do discurso. Ao praticar um ato terrorista, o que um sujeito ou grupo almeja é a disseminação de uma ideia pela performance. A violência assume uma estética bárbara para, pela hiperexposição midiática, enunciar. No episódio de Christchurch, o ato enuncia a anti-imigração e a recusa do direito à diferença.

A resposta de Ardern foi irrepreensível. Ao discurso terrorista negador dos valores da democracia moderna (igualdade, solidariedade, liberdade), a primeira-ministra impôs a sombra do desaparecimento. Recusou-lhe nome, face, voz. Ao país, sua resposta foi o compromisso com o endurecimento da legislação sobre venda de armas e a promoção de campanha de devolução voluntária de armamentos. À comunidade islâmica, Ardern ofereceu, sobretudo, uma profunda e consciente sensibilidade. Se não é possível conhecer o sofrimento dos irmãos muçulmanos, disse ela, é possível solidarizar-se com a sua dor e vivê-la como experiência de trauma coletivo. Um trauma que só deve levar à afirmação do princípio de fraternidade que está na gênese da ideia de Estado de Direito. A todo o mundo, Ardern lembrou a potência de uma ideia ainda revolucionária: us together, ser junto, nós.

Forças Democráticas Sírias anunciam fim do último reduto jihadista

O porta-voz das Forças Democráticas da Síria, Mustefa Bali, anunciou hoje (23) no Twitter que o “califado” do autoproclamado Estado Islâmico foi eliminado a 100%, após combates em Bagouz, o último reduto jihadista na Síria.

“As Forças Democráticas da Síria (SDF) declaram a total eliminação do autoproclamado califado e a derrota territorial de 100% do EI”, declarou Bali.

O SDF sublinhou ainda que vai continuar a combater o que resta do grupo extremista até que eles sejam completamente erradicados.

Combatentes curdos e árabes das Forças Democráticas Sírias, apoiadas pela coligação internacional liderada pelos EUA, estavam há várias semanas a combater os jihadistas no que consideravam ser o seu último reduto: a cidade de Bagouz, no interior da Síria.

Os Estados Unidos dirigem a coligação internacional que integra mais de 70 países, com o apoio do Conselho de Segurança da ONU, para combater o terrorismo na Síria e no Iraque.

(Agência Brasil com informações da RTP)

R$ 8,5 milhões – Quina paga quase três vezes mais que a Mega-Sena neste sábado

O teste 4.932 da Quina paga neste sábado (23) um prêmio de R$ 8,5 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal. O valor é quase três vezes o que deverá pagar a Mega-Sena, que prevê um prêmio de R$ 3 milhões, de acordo ainda com a Caixa.

Na noite dessa sexta-feira (22) ninguém acertou os cinco números da Quina, em sorteio realizado em Cravinhos/SP. Os números sorteados foram: 14 – 17 – 26 – 51 e 67.

As apostas da Quina e da Mega-Sena podem ser feitas até as 19 horas deste sábado, em qualquer agência lotérica. O preço mínimo da Quina é de R$ 1,50. Já a Mega-Sena possui preço mínimo a R$ 3,50.

Calor do momento – Juiz Marcelo Bretas decide manter prisão de Temer

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, decidiu manter a prisão do ex-presidente Michel Temer. A decisão de Bretas é uma resposta a um ofício do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), enviado ontem (22) ao juiz federal.

Michel Temer foi preso na última quinta-feira (21), por decisão do juiz Marcelo Bretas. A defesa do ex-presidente entrou com um pedido de habeas corpus no TRF2, no mesmo dia.

A relatoria do habeas corpus ficou com o desembargador Antonio Ivan Athié. O magistrado decidiu levar o caso para a sessão de julgamento da 1ª Turma Especializada do TRF2, marcada para a próxima quarta-feira (27).

Antes do julgamento, no entanto, Athié enviou um ofício a Bretas, questionando se, diante do pedido de habeas corpus, ele decidiria manter a prisão ou não.

“Ao que parece, os impetrantes preferiram ajuizar açodadamente um habeas corpus padrão, que não faz referência aos documentos dos autos (que somam quase cinco mil páginas), para tentar uma liminar no calor do momento, sem se preocupar em analisar minimamente a decisão”, escreve Bretas em seu despacho.

(Agência Brasil)

Reforma da Previdência sob ameaça

Editorial do O POVO deste sábado (22) aponta que “o cruzar de braços de Maia é o bastante para que a proposta previdenciária morra na praia. Atacá-lo, portanto, foi o maior tiro no pé disparado pelo entorno de Bolsonaro até agora”. Confira:

Embora não tenha começado efetivamente a tramitar na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera o regime previdenciário parece ter subido no telhado.

Por inabilidade do Planalto, que jogou por uma asfixia progressiva do principal articulador da reforma na Casa, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), as chances de aprovação da proposta se reduziram drasticamente nas últimas 72 horas.

Dois fatores contribuíram decisivamente para isso. O primeiro foi a reforma da Previdência dos militares, apresentada na última quarta-feira. O projeto foi considerado muito brando por boa parte dos parlamentares, que terão agora de explicar à sociedade por que algumas categorias têm de se sacrificar mais e outras, menos.

O segundo ponto de desgaste com o presidente da Câmara dos Deputados veio de fora do Governo: as caneladas desferidas por um dos filhos do presidente da República, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

No dia em que o sogro de Maia, o ex-ministro Moreira Franco, era preso pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, o “zero dois”, como gosta de chamá-lo Jair Bolsonaro, compartilhou críticas do ministro da Justiça Sergio Moro ao político demista nas redes sociais.

Moro queixa-se de que a Câmara ainda não colocou em pauta o pacote anticrime, a principal plataforma da gestão do ex-juiz da Lava Jato. Pretextando concentrar-se na Previdência, Maia designou comissão de trabalho encarregada de avaliar o conjunto de medidas num prazo de 90 dias. Na prática, chutou o pacote, que prevê endurecimento contra a corrupção, para escanteio.

Cão de guarda do legado da força-tarefa de Curitiba, na esteira da qual Bolsonaro elegeu-se, Carlos malhou o deputado publicamente. Foi acompanhado depois pelo assessor para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins. Ao fim da sexta-feira, Maia entregou os pontos: disse que não faria mais nada pela articulação da reforma. Se Bolsonaro quiser votos para aprovação da PEC, que trate de arregimentá-los pessoalmente.

O cruzar de braços de Maia é o bastante para que a proposta previdenciária morra na praia. Atacá-lo, portanto, foi o maior tiro no pé disparado pelo entorno de Bolsonaro até agora. Ciente disso, o pesselista acionou sua tropa de bombeiros, que se desdobraram em afagos ao presidente da Câmara ontem. Surtirá resultados? Difícil prever.

Desgastante por si, o projeto de alteração das aposentadorias já encontraria resistências em condições normais, com uma base articulada e sem interferências no Legislativo. O principal item da agenda econômica do Governo, porém, chega a um Congresso acossado pelo contra-ataque da Lava Jato e ainda à espera de que Bolsonaro melhore sua interlocução com as lideranças.

212 milímetros – Itarema registra a 12ª maior chuva do Ceará nos últimos oito anos

O município de Itarema, no Litoral Oeste do Ceará, a 204 quilômetros de Fortaleza, registrou nas últimas 24 horas a 12ª maior chuva no Estado, nos últimos oito anos, com 212 milímetros.

Segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), somente em 15 oportunidades, neste período, ocorreram chuvas com mais de 200 milímetros. A recordista é Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, que há exatos quatro anos registrou 280 milímetros. No mesmo ano, quase um mês depois, o município voltou a registrar uma grande chuva, dessa feita com 270 milímetros. A terceira maior precipitação foi registrada em abril de 2016, em São Gonçalo do Amarante, também na Região Metropolitana de Fortaleza, com 252 milímetros. Itarema não havia registrado tamanha precipitação, em uma década.

Ainda neste sábado (23), outros 90 municípios do Ceará apresentaram chuvas, com destaque para Aracati, também no Litoral Oeste do Estado, com 150 milímetros. Outras fortes chuvas ocorreram em Amontada (137 mm), Paracuru (128 mm), São Gonçalo Do Amarante (81 mm) e Fortaleza (74.4 mm).

Em Fortaleza, de acordo ainda com a Funceme, a chuva deverá persistir por todo este sábado, mas deverá dar uma trégua na tarde deste domingo (24), com mínima de 25°C e máxima de 31°C.

(Foto: Arquivo)

Presidente da CCJ aguarda “melhora do cenário político” para indicar relator da reforma da Previdência

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), avaliou que, na última semana, houve deterioração da relação do Congresso com o Executivo. Francischini prometeu cautela e quer aguardar a “melhora no cenário político” para anunciar o relator da reforma da Previdência (PEC 6/19).

“Quero tomar decisão que não cause transtorno ou erros na tramitação”, ponderou.

Francischini almoçou nessa sexta-feira (22) com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que se comprometeu com a construção da base aliada e a consolidação da articulação política do governo no Congresso Nacional.

“Os esforços serão grandes na semana que vem para organizar uma base parlamentar mais sólida e coesa”, informou Francischini. Para ele, o Palácio do Planalto “deve abrir as portas para dialogar com líderes partidários”.

O presidente da CCJ reafirmou o compromisso de tramitar a proposta com a maior celeridade, mas ressaltou que isso só acontecerá “com uma base do governo organizada e coesa”. “Se não houver condição política de maioria para votar na comissão, o ambiente será de enfrentamento”, prevê.

Ele informou ainda contar com bons nomes na comissão para assumir a relatoria. “Deputados juristas, de grande envergadura jurídica, mas quero evitar discordâncias”, disse.

Ruído

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), disse estar trabalhando para “sanar um ou outro ruído” em torno da negociação da reforma da Previdência.

Questionada pela imprensa se esse ruído teria sido provocado por um tweet de Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, sobre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ela informou que “não tem função de comentar tweet de filho de presidente”.

Para a deputada, o “começo espinhoso” na articulação da votação da reforma da Previdência será resolvido com as futuras negociações. “Temos bombeiros para apagar o fogo, junto com o ministro Onyx, trabalho para que o caminho seja o mais tranquilo possível”, afirmou.

Hasselmann esteve com Rodrigo Maia e informou que ele não desistirá da reforma. “É uma das peças mais importantes nessa negociação. Nós estamos pacificando este momento”, declarou.

Para ela, o ruído nas redes sociais tem vindo de pessoas de fora do governo, que “estão atacando líderes e o presidente da Câmara, e isso gera desgaste”. A própria líder informou ter feito um tweet em resposta às hashtags que afirmavam que Maia estaria contra a reforma.

A deputada prometeu intensificar na semana que vem encontros de ministros com bancadas regionais e partidárias e disse que o PSL deve ser o primeiro partido a fechar questão em torno da reforma da Previdência, apesar de “críticas pontuais à proposta”.

(Agência Câmara Notícias)

Bolsonaro diz que Brasil não tem intenção de intervir na Venezuela

Em viagem a Santiago (Chile), o presidente Jair Bolsonaro reiterou o interesse do Brasil em estreitar relações com Chile, elogiou o presidente chileno, Sebastián Piñera, por sua liderança e ressaltou que não há intenção de intervir militarmente na Venezuela, que vive intensa crise política, econômica e social.

As declarações foram concedidas durante entrevista exclusiva ontem (22) à TVN/24 horas, emissora pública de televisão chilena. A íntegra da entrevista, pouco mais de cinco minutos, em vídeo foi disponibilizada, mas não é possível ouvir o presidente em português.

“Eu conheci Piñera no episódio dos mineiros [quando os 33 trabalhadores ficaram presos em uma caverna e foram resgatados com vida, na gestão anterior de Piñera, em 2010] em que demonstrou liderança”, disse Bolsonaro. “O Chile é muito importante porque é o nosso segundo aliado comercial, atrás da Argentina.”

O presidente foi ao Chile para participar do lançamento do Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosul). O acordo foi assinado ontem (22) na presença de oito presidentes da região, em Santiago.

Venezuela

Bolsonaro relembrou a conversa sobre a crise na Venezuela que teve no começo da semana com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que o norte-americano disse que “todas as possibilidades estavam sobre a mesa”. Porém, o presidente brasileiro afirmou que o Brasil não trabalha com a hipótese de intervenção militar na Venezuela.

“Não se mencionou a palavra ‘militar’”, afirmou o presidente referindo-se à conversa com o norte-americano. “O Brasil não tem qualquer pretensão de ingressar militarmente na Venezuela”, disse Bolsonaro, destacando que parte do diálogo com o Trump não será revelada porque se trata de questões estratégicas.

Questionado sobre a atuação da ex-presidente chilena Michelle Bachelet como alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Bolsonaro fez elogios, mas sugeriu que adote uma posição mais forte sobre a crise venezuelana. “[Michelle Bachelet] tem uma política muito parecida com a nossa, que é a defesa dos direitos humanos. Acredito que ela precisa ter uma posição mais contumaz e ela deve se expressar ainda mais sobre essa questão. Precisa de um pouco mais de força.”

Críticas

Questionado sobre as críticas de adversários sobre posições discriminatórias contra homossexuais, mulheres e imigrantes, Bolsonaro afirmou que um deve ser “feliz como quiser”. Segundo ele, se tais posições dele fossem verdadeiras, não poderia ter sido eleito no ano passado.

“Isso não é verdade”, ressaltou o presidente. “Eles [os adversários políticos] me acusam de muitas coisas que eu não gosto de mulheres, negros ou gays, se alguém age assim, como poderiam votar em mim?”, reagiu.

Em relação às informações sobre diferenças de salário entre homens e mulheres, Bolsonaro afirmou que não são procedentes. “Nossa lei trabalhista garante igual realidade para homens e mulheres”, disse. “Eu acho que isso não é verdade, um recebe seu salário pelo seu nível profissional e temos uma grande expressão de mulheres trabalhadoras.”

Questionado sobre o movimento feminista, o presidente disse que não aceita a imposição de ideias de grupos em escolas e na formação dos estudantes. “O que não posso permitir é que certos ativistas busquem impor esses comportamentos nas escolas, às crianças de cinco anos”, ressaltou. “Esse tipo de comportamento não será mais admitido no Brasil.”

Prosul

No Twitter, Bolsonaro destacou hoje (23) a criação do criação do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que vai substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). “Ontem em Santiago lançamos as bases para um novo espaço de diálogo e integração da América do Sul: o PROSUL. Os principais pilares serão a democracia, a prosperidade e o respeito às soberanias, opostos ao avanço totalitário observado no continente nos últimos anos com a UNASUL”, disse.

O Prosul será formado por 12 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana.

(Agência Brasil)