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Tiroteio deixa dois baleados em restaurante no Bairro de Fátima

Dois homens foram baleados em um restaurante, no Bairro de Fátima, na noite desse sábado, 8, em Fortaleza. As vítimas foram socorridas e levadas para o Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro. Segundo informações da Coordenadoria de Segurança da unidade hospitalar, ambos estão recebendo atendimento no centro cirúrgico. Os nomes das vítimas não foram informados. O estado de uma delas é grave.

Conforme o tenente Idelmar Vieira, ambos deram entrada no hospital por volta das 19h15min. Segundo o PM, eles estavam no interior do restaurante Picanha do Railson, localizado na rua Felino Barroso, quando foram surpreendidos por criminosos armados, que efetuaram vários disparos.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a primeira vítima, de 29 anos, foi socorrida e levada ao IJF em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em estado grave. O outro homem, de 33 anos, foi levado para o hospital pelos policiais que atenderam a ocorrência. Viaturas da Polícia Militar do Ceará estão em diligências à procura de suspeitos

O POVO entrou em contato com o restaurante. Funcionários que atenderam as chamadas, contudo, negaram a ocorrência no local.

(O POVO Online / Repórter Thiago Paiva)

Crise argentina deixa Brasil sob alerta, diz ABDI

À espera de uma antecipação de parte do empréstimo no valor de US$ 50 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Argentina vive o pior momento da gestão do presidente Maurício Macri, deixando aceso o sinal de alerta no Brasil, já que o país vizinho é o terceiro maior parceiro comercial atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), de janeiro a agosto, os argentinos consumiram 7,28% das exportações brasileiras, uma alta de 1,11%, comum saldo favorável ao Brasil de US$ 4,28 bilhões. A avaliação é do economista Jackson De Toni, gerente de Planejamento e Inteligência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI)

Apesar de toda essa situação, “não há motivo para pânico”, diz ainda De Toni, Ele observou que, mesmo diante de um cenário de austeridade que, certamente, levará a uma queda do consumo interno, o país vizinho tende a fechar 2018 com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 1% e 2%. E se o aporte de recursos do FMI for concretizado como o esperado, De Toni acredita que isso dará maior credibilidade sobre a capacidade de pagamentos por parte da Argentina ainda que isso custe caro à população e ainda careça de estratégias para retomar o crescimento.

Quanto ao impacto sobre o Brasil que exporta para a Argentina, principalmente, automóveis, – o correspondente à quase metade da pauta de exportações e com uma participação de 75% sobre as vendas das montadoras para todo mundo-, De Toni prevê que ele será mais concentrado neste segmento, embora reconheça a importância dessas trocas comerciais que incluem ainda as importações na área agrícola

Para o economista, o Brasil tem fatores de proteção como, por exemplo, reservas cambiais de quase US$ 400 bilhões. A Argentina tem US$ 50 bilhões. Citou ainda a forte desvalorização do peso argentino em meio a um ataque especulativo resultando em uma inflação de 40% ao ano ante uma variação entre 4 a 5%, no Brasil, e a consequente elevação dos juros de 45% para 60% ao ano, muito acima da taxa brasileira oscilando em torno de 6,5%.

Outra diferença entre as duas economias, apontadas por De Toni, é que a Argentina depende De recursos do FMI, enquanto o Brasil tem uma previsão de investimentos diretos este ano de U$ 65 bilhões, um volume imenso para países latino-americanos.

(Agência Brasil)

PGR se manifesta contra recurso em favor da candidatura de Lula

A Procuradoria-Geral da República se manifestou neste sábado (8) contrariamente ao recurso da defesa em favor da candidatura de Lula, protocolado na terça-feira (4) no Tribunal Superior Eleitoral. O documento com cerca de 180 páginas insiste na tese sobre decisão de um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) que permitiria o petista disputar as eleições.

Os advogados consideram que é o Supremo Tribunal Federal (STF) que deve decidir se a decisão da ONU é ou não vinculante. O recurso só vai à análise do Supremo se o plenário virtual da Corte Eleitoral, que analisa o recurso, entender que há questão constitucional a ser esclarecida.

Para o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, “não há qualquer improbidade na decisão do Tribunal Superior Eleitoral” que barrou o registro da candidatura de Lula.

“Indubitavelmente, aquele que, com causa de inelegibilidade já reconhecida pela Justiça Eleitoral, aventura-se em tentar postergar o indeferimento do seu registro de candidatura, turbando o processo eleitoral, atua desprovido de boa-fé. Sua conduta é capaz de imprimir indesejável instabilidade às relações políticas, excedendo, portanto, os limites sociais ao exercício do direito. Por fim, ao assim proceder, dá causa ao dispêndio de recursos públicos a serem empregados a uma candidatura manifestamente infrutífera”, diz Medeiros

Em sua manifestação, o vice-procurador-geral diz ainda que “reconhecer a procedência do pedido almejado no recurso extraordinário significaria violar a Constituição brasileira”.

Na semana passada, ao decidir sobre o impedimento da candidatura de Lula, a Justiça eleitoral deu prazo para que até a próxima terça-feira (11) a coligação O Povo Feliz de Novo (PT, PCdoB e Pros) defina um novo nome para candidato à Presidência da República.

(Agência Brasil)

Democracia ferida a faca

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Em artigo no O POVO deste sábado (8), a jornalista Letícia Alves avalia a repercussão da agressão contra Bolsonaro. Confira:

Assisti à facada em Jair Bolsonaro por vários ângulos, em velocidades alta e baixa, com zoom na arma e zoom no rosto que recebeu a dor com surpresa e com medo. Foi a primeira vez que vi alguém ser esfaqueado de verdade. Nos filmes, jorra sangue pelo corte e pela boca. Perdoem a figura de linguagem pobre, mas na vida real, no Brasil onde um candidato à Presidência foi esfaqueado, foi verdadeiramente a democracia que sangrou.

Quase tão difícil como assistir àquela cena de violência cruenta, porém, foi acompanhar as mensagens nos meus grupos de WhatsApp e nas redes sociais. Vi pessoas acusando o capitão da reserva de ter forjado o ataque ou de ser vítima do seu próprio discurso “de ódio” — a culpa, em qualquer um dos casos, era dele mesmo. Alguns admitiam que ele era a vítima, mas faziam questão de dizer que nem sempre o fora. Havia ainda os que compartilhavam, sem hesitar, qualquer fake news absurda que chegava aos seus celulares. Resumidamente, um show de horror após o show de horror.

Não é preciso dizer que o uso político dessa situação é lastimável e que a minimização do ataque é desumana e maliciosa. O golpe que quase matou o presidenciável foi filmado, compartilhado, publicado e transmitido em televisões, computadores e celulares de milhões de pessoas. Bolsonaro agonizou sob os olhares do mundo inteiro. Negar essa realidade por afeição ideológica apenas corrobora com a análise óbvia de que, perdoem mais uma vez, quem agoniza junto com ele são as nossas esperanças de ter uma eleição pacífica e um país não mais dividido pelo ódio.

Não se sabe o que acontecerá daqui para frente. Os médicos estimaram o mínimo de “uma semana ou dez dias” antes do presidenciável receber alta. Ele dificilmente voltará a fazer campanha de rua. O quanto isso influenciará no resultado das eleições é impossível de mensurar. Inicialmente, fala-se em repercussão positiva para Bolsonaro. Passar o último mês de campanha impossibilitado de viajar pelos estados e de participar de atos públicos, no entanto, pode desequilibrar a balança para o lado contrário. Como saber? Afinal, quem podia imaginar que a chave das eleições 2018 seria uma faca?

Letícia Alves, jornalista do O POVO

Sem estrutura emocional, Fortaleza perde em Criciúma e poderá deixar liderança na terça-feira

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Com 21 rodadas na liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, com mais de quatro meses como melhor desempenho na temporada, a expectativa do inédito título de campeão brasileiro parece pesar para o Fortaleza a cada rodada para o término da competição.

Mesmo com maior posse de bola em campo e com apenas dois chutes a gol do adversário, o Fortaleza foi derrotado pelo Criciúma, na tarde deste sábado (8), no estádio Heriberto Hülse, no interior catarinense, por 2 a 0, e poderá deixar a liderança da Série B na terça-feira (11), em caso de vitória do CSA sobre o Vila Nova, no estádio Rei Pelé, em Maceió. A equipe cearense ainda teve os atletas Igor e Pablo expulsos.

A 12 rodadas para o final da competição, o Fortaleza segue líder com 47 pontos, mas agora a apenas um ponto do vice-líder CSA, que neste sábado desbancou de virada o Figueirense, em pleno estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, por 2 a 1. A diferença entre o líder Fortaleza e o vice-líder CSA já chegou a oito pontos.

Nas últimas cinco rodadas, o Fortaleza tem o segundo pior desempenho entre as 20 equipes da Série B, melhor apenas que o Juventude, que chegou à zona de rebaixamento.

Mesmo que perca a liderança na terça-feira, o Fortaleza terá a chance de voltar à ponta na tabela de classificação, na sexta-feira (14), contra o Sampaio Corrêa, em São Luís.

(Foto: Reprodução)

Capitão Wagner e Vitor Valim encontram resistência na periferia por ação de criminosos

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Muitos eleitores da periferia de Fortaleza não escondem a simpatia pelos candidatos Vitor Valim e Capitão Wagner, que concorrem este ano à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal , respectivamente, mas se dizem receosos em confirmar a vontade nas urnas, diante da ação de facções criminosas que estariam ameaçando os moradores dos bairros mais afastados.

É o que denunciam nas redes sociais os dois candidatos, que cobram ainda uma ação do poder público na interferência de criminosos na vontade do eleitorado.

(Foto: Arquivo)

Em plena recuperação, Bolsonaro simula “armas” com as mãos

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O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, já deixou a cama do hospital e iniciou neste sábado (8) as sessões de fisioterapia. No entanto, Bolsonaro, na primeira foto fora da cama, já gerou polêmica ao simular duas armas com as mãos.

O filho do candidato, Eduardo Bolsonaro, amenizou a apologia e disse que o gesto “é uma marca registrada” do pai, um posicionamento contrário ao desarmamento.

“Não vejo nada de prejudicial ou alguma coisa que possa gerar violência, nem nada disso”, afirmou.

(Com Agências)

Entendendo o mercado de derivativos sem complicações

Em artigo sobre o mercado de derivativos, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças, aponta que os “derivativos têm um papel muito relevante no mercado financeiro, a partir do momento que os mesmos permitem que os investidores ocupem uma posição de especulador”. Confira:

Hoje vamos tratar de um tema que possui grande envergadura no mercado financeiro, mas que ainda é pouco conhecido pela grande maioria dos empresários, e dos profissionais que gerenciam os fluxos de caixas das empresas. Vamos falar de Derivativos.

Os derivativos têm um papel muito relevante no mercado financeiro, a partir do momento que os mesmos permitem que os investidores ocupem uma posição de especulador, bem como possam se proteger frente a um dado risco eminente de mercado. Seu uso aqui no Brasil vem cada vez mais ganhando volume. Sua principal função é a proteção de contratos (também chamada de hedge), de dívidas e de fluxos de caixas, contra possíveis depredações ocasionadas pela variação cambial, ou quaisquer outros tipos de variáveis econômicas, de uma maneira que possibilite estabelecer uma certa previsibilidade ao balanço das empresas.

Vejamos que, atualmente passamos por uma forte oscilação do dólar, de sorte que tal situação impacta na previsibilidade de caixas das empresas, que dependem desta moeda em seu ciclo financeiro, por tanto, uma estratégia bem conveniente, seria estas empresas empregarem derivativos para mitigar os efeitos, em seu caixa, desta oscilação.

O termo “derivativos”, já informa que os produtos se referem a contratos que se derivam de ativos. Complementando que esses mesmos ativos podem ser de várias naturezas, como por exemplo: uma ação, um commodity, a própria inflação acumulada em um período específico, a taxa Selic ou seja, toda e qualquer indexador que possua um reflexo econômico.

O Contrato a Termo se configura hoje com uma das modalidades mais usuais, ele permite à empresa estabelecer uma marcação (Trava) a cotação de qualquer moeda, ou outro ativo como uma commodity, em um determinado valor para ser pago em uma data futura.

Os contratos de Swap, facilitam a possibilidade de a empresa trocar o indexador de seu contrato de dívida, que seria o fator utilizado como base de cálculo para cobrança do empréstimo. Em termos objetivos, isso implica que, por exemplo, a empresa pode trocar o seu risco que está atualmente com exposição cambial, para uma taxa de juros reais, pré ou pós fixada.

Ainda como um dos principais tipos de derivativos, temos as Opções. Elas possibilitam que a empresa tenha o direito de comprar ou vender um ativo específico, por um preço pré-determinado, em data futura. Para se utilizar do mercado de opções, a empresa precisa pagar um prémio logo no início da operação.

Para facilitar nossa visão sobre derivativos, trago alguns exemplos abaixo:

– SOJ: contrato derivado do preço da soja;

– DOL: contrato derivado do preço do dólar;

– IND: contrato derivado do índice Bovespa;

– PETRF17: contrato derivado de das ações da Petrobras;

Dados extraídos da Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos), demonstram que em 2012, a média mensal das operações registradas com Termo de Moedas, expressivamente utilizada por exportadores e importadores, foi de aproximadamente U$ 20 bi. Em 2013 esse número ganhou velocidade de ascensão. Hoje, tal instrumento, tem uma movimentação que supera U$ 30 bi em contratos com empresas que estão fazendo sua proteção no Brasil.

O mercado de derivativos surgiu então, com o objetivo de mitigar riscos financeiros, que são ser frutos do movimento da economia. Sugiro muita cautela no uso desses contratos, porque exigem muito conhecimento sistêmico. Possíveis erros, podem acarretar perdas financeiras consideráveis. Logo, sua utilização deve ser feita por investidores com experiência e certificação, a fim de minimizar seus riscos e maximizar seus resultados, ao utilizar essa estratégia em seu fluxo de caixa.

Fabiano Mapurunga

Diretor Executivo da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário.

Eunício diz que transforma em trabalho a confiança dada pelo cearense

“O Ceará tinha mais de 12 bilhões de reais em recursos parados em gavetas no Congresso Nacional. Dinheiro que não poderia deixar de assistir à nossa gente mais necessitada. Por meio da confiança a mim dada por vocês, cearenses, não poupei esforços para destravar esses recursos que hoje desenvolvem o nosso Estado”.

O discurso é do presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira, que concorre à reeleição ao Senado pelo MDB do Ceará, durante carreata na noite dessa sexta-feira (7), em Viçosa do Ceará, na Ibiapaba, a 348 quilômetros de Fortaleza.

“Fico muito feliz com a receptividade em casa canto do Estados, o que me dá mais força para seguir nesta caminhada”, completou Eunício.

O prefeito de Viçosa do Ceará, Zé Firmino (MDB), ressaltou o empenho do senador Eunício, que destinou recursos para o custeio e manutenção de unidades de saúde do município e para o asfaltamento de todas as ruas de Viçosa do Ceará.

“Ele vem fazendo tudo por Viçosa nestes dois últimos anos. Hoje, a nossa Viçosa pode mostrar o que tem pelo trabalho incansável de Eunício. Quem ama Viçosa, vota Eunício senador”, afirmou.

No evento também estiveram presentes os candidatos a deputado federal Moses Rodrigues e a deputado estadual João Jaime.

(Foto: Divulgação)

Moradores do Monte Castelo recebem na segunda-feira praça requalificada

Uma academia ao ar livre e um parque infantil levarão melhoria aos moradores do Monte Castelo, diante da requalificação da Praça Novo Tempo II.

O novo espaço será entregue pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Regional I, diante do Projeto Praça Amiga da Criança. Nos últimos seis anos, a Prefeitura reformou quase 300 praças em toda a cidade.

(Foto: Divulgação)

Ciro, Camilo e Cid participam de carreata entre Juazeiro do Norte e Crato

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Após desembarcar na noite dessa sexta-feira (7) em Sobral, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes percorreu em carreata na manhã deste sábado (8) os municípios de Juazeiro do Norte e Crato, na Região do Cariri.

Ciro esteve na companhia do governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição, e pelo irmão Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT.

Na noite deste sábado, Ciro estará em João Pessoa, capital paraibana.

(Foto: Divulgação)

Vitória é a capital com mais famílias com dívidas em atraso

Vitória, no Espírito Santo, é capital brasileira com mais famílias com dívidas em atraso, aponta a 8ª edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, divulgada hoje (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Quase metade da população da capital capixaba (49%) têm débitos não-pagos. Considerando todas as capitais, o percentual é de 26%. Os dados são relativos a 2017.

A cidade de Porto Alegre está em segundo lugar, com 46% das famílias com dívidas em atraso, seguida por Macapá (43%), Boa Vista (42%) e Manaus (38%).

A análise da FecomércioSP é feita com base em informações do Banco Central, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As famílias de João Pessoa são as que menos têm dívidas em atraso, com 5%. Em seguida, estão os brasilienses (11%), as famílias de Porto Velho e Palmas, ambas com 13%, e Teresina, com 14%. O valor médio mensal das dívidas é de R$ 2.766 em Belo Horizonte, que tem o maior valor. Belém, por sua vez, tem o menor valor médio mensal, com R$ 623.

Considerando o volume de famílias endividadas – não necessariamente as que estão com pagamento em atraso -, Curitiba lidera o ranking, tendo 91% acessado algum crédito. Boa Vista é segunda colocada, com 83%, seguida por Florianópolis (80%), Natal (79%) e Brasília (79%). As capitais com menor nível de endividamento são Goiânia (38%), Belém (40%), Salvador (51%), Porto Velho (52%) e Teresina (52%).

“À primeira vista aquilo que pode parecer pejorativo, na realidade, quanto maior o número de famílias endividadas, melhor, porque nenhuma economia do mundo consegue subsistir sem tomada de crédito”, explicou Altamiro Carvalho, economista da FecomércioSP. Ele destaca que os números refletem a retomada gradual da economia. Outro fator positivo considerado por ele é que a parcela da renda familiar comprometida com a dívida está em torno de 30%, na média nacional, que é considerado “sob controle”.

As capitais que têm as famílias com maior comprometimento da renda mensal são Teresina e Boa Vista, com uma parcela da renda mensal de 43%. Belo Horizonte é a segunda colocada com 40%, seguida por Brasília (35%) e Fortaleza (34%). João Pessoa tem as famílias com menor parcela da renda mensal comprometida, com 11%, seguida de Belém (13%), Vitória (21%), Cuiabá (24%) e Aracaju (25%).

O estudo mostra também uma melhora no rendimento total das famílias em 2017 na comparação com 2015. A radiografia faz o comparativo com 2015 por considerar que este foi o período transitório de início da recuperação econômica. A massa total de rendimentos atingiu R$ 277,9 bilhões no mês de dezembro, alta de 5,5% em relação aos R$ 263,3 bilhões de dezembro de 2015. Considerando a elevação de 1,6% no número total de famílias nesse mesmo período, a renda média mensal familiar passou de R$ 4.250,37 para R$ 4.416,95, uma alta de 3,9%.

Para os economistas da FecomercioSP, três fatores explicam a recomposição da renda no período: forte queda da inflação (de 10,67% em 2015 para 2,95% em 2017); avanço na taxa de ocupação, embora concentrada no mercado informal; e aumento da massa de rendimento dos aposentados.

(Agência Brasil)

Kátia Abreu e Carol Bezerra visitam Lar Amigos de Jesus

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A candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes, senadora Kátia Abreu, esteve nessa sexta-feira (7) na companhia da primeira-dama de Fortaleza, Carol Bezerra, na instituição Lar Amigos de Jesus, no bairro Joaquim Távora.

A instituição é coordenada pela Irmã Conceição Dias e pela Irmã Maria de Lourdes Rabelo, que há 31 anos realiza trabalho voluntário para crianças e adolescentes com câncer.

(Foto: Divulgação)

Foi funda a facada!

Em artigo no O POVO deste sábado (8), o juiz Eduardo Gibson Martins aponta que a violência contra Bolsonaro não foi um “atentado qualquer” e que “envolve a todos até a alma”. Confira:

É verdade que atentados ocorrem o tempo todo num País que se verga à marca inacreditável de mais de 60.000 homicídios por ano. Na “terra brasilis” atentados nem chegam a impressionar. Mesmo quando se dá o evento morte, os números superlativos tratam de banalizar a vida humana: será na estatística apenas uma a mais ceifada nesse turbilhão de violência que de há muito vem tornando refém um País que, paradoxalmente, ainda se jacta de se dizer pacífico.

Mas este não foi um atentado qualquer. Estamos falando de política, e não só da cidade, do Estado ou da Região; estamos falando da vida republicana, dos destinos do País e da democracia em que vivemos e viverão nossos filhos e netos. Isso nos envolve a todos até a alma, influi no macro e no micro, até nos mais recônditos rincões de norte a sul do País. É disso que se trata.

Uma democracia não vinga sem um mínimo de garantia para quem disputa eleições, notadamente as presidenciais, e também para os milhões de eleitores que querem escolher seus líderes mas não sabem sequer se estes chegarão vivos ao dia do sufrágio. A facada, assim, foi funda e atingiu a todos, sem exceção, eis que feriu um dos principais fundamentos da República: a cidadania.

O atentado contra a vida de Bolsonaro nos revela um golpe ainda mais profundo: o que atinge elementos vitais para a democracia, rasgando vasos de onde sangram valores éticos, morais e cívicos que formam o tecido mais nobre e republicano de uma autêntica democracia.

A gradativa degradação de princípios morais e a deseducação paulatina que foram impostas mormente aos nossos jovens que hoje já não reverenciam o hino ou a bandeira nacional; ou não conseguem avaliar o tamanho da perda de um Museu Nacional e o valor que tem para um País a preservação de sua memória (justamente para que erros do passado não voltem a se repetir), são o corolário lógico que só poderia mesmo desaguar na foz de toda essa violência e na infelicidade de termos comemorado o Dia da Pátria nessas circunstâncias.

Eduardo Gibson Martins

Juiz de Direito especializado em Política Estratégica pela UFRJ e pela ESG e mestre em Direito Constitucional Comparado pela Universidade de Samford (EUA)

Salmito e Odorico fazem dobradinha em Quixadá

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Cerca de 200 motoqueiros acompanharam na noite dessa sexta-feira (7), no distrito de Cipó dos Anjos, em Quixadá, no sertão cearense, a 167 quilômetros de Fortaleza, a visita de Salmito (PDT) e Odorico (PSB), candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal, respectivamente.

Os dois candidatos estiveram acompanhados do médico Ricardo Silveira, atualmente a maior liderança no município.

Neste sábado (8), Salmito e Odorico terão atividade na sede do município.

(Foto: Divulgação)

Mudou tudo para todo mundo

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (8), pelo jornalista Érico Firmo:

A campanha presidencial deste ano já era a mais curta de todos os tempos. A eleição será a menos de um mês e, a essa altura, dá-se daqueles acontecimentos que mudam tudo. De consequências imprevisíveis. O ritmo da campanha mudou. Atividades de candidaturas foram interrompidas. E estratégias são revistas. A campanha que irá prosseguir será radicalmente diferente.

A campanha era marcada até agora por três estratégias:

1) Jair Bolsonaro (PSL) apostava em sua imagem pessoal. Na exposição em redes sociais e atos de rua. Explorava posições polêmicas e o confronto, sobretudo com o PT, a esquerda e ideias progressistas.

2) Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Boulos (Psol), nessa ordem, tinham como aspecto central de sua estratégia a crítica, a desconstrução de Bolsonaro. Com menos ênfase, Ciro Gomes (PDT) também. A estratégia de Marina Silva (Rede) não é bater, mas o momento em que ela bateu foi quando fez isso em debate. Justo contra Bolsonaro. Os dois primeiros pelo embate direto por votos conservadores. O terceiro pela postura ideológica diametralmente oposta.

3) Fernando Haddad (PT) centra sua campanha na defesa do direito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser candidato, a denúncia do que consideram golpe, articulado por forças conservadoras, com intenção, conforme o PT denuncia, de adotar programa de retirada de direitos sociais e prejudicar os mais pobres.

Basicamente, essa era a configuração da campanha até aqui. Isso muda para todo mundo.

Novidades introduzidas no novo quadro eleitoral:

1) Bolsonaro sai de sua tradicional posição beligerante e se coloca como vítima. É condição diferente da que ele exerceu toda vida. Ele sempre foi a pessoa de bater. A mudança pode ter sua conveniência. Até então, ele havia chegado ao seu topo. Atingido um teto de eleitores que vinha sendo difícil de ultrapassar pelos métodos usados até então. É provável que a nova condição ajude a reduzir sua enorme rejeição. A tendência é que cresça nas próximas pesquisas. A dúvida é como seus próprios eleitores irão reagir a um Bolsonaro que, no lugar de conclamar seus seguidores a metralhar a petralhada” diz: “Nunca fiz mal a ninguém”. É um grande reposicionamento de imagem. Não é algo que tenha escolhido. Porém, é mudança muito grande faltando tão pouco tempo para a eleição. Além do mais, a campanha de rua e a intensidade das aparições em redes sociais irão diminuir. Também a gravação dos segundos no horário eleitoral fica comprometida. Em síntese, se tem fator psicológico e simbólico a seu favor, Bolsonaro perde a possibilidade de efetivamente fazer o que vinha sendo mais importante em sua estratégia.

2) Quem vinha batendo em Bolsonaro terá de calcular os próximos passos. Meirelles e Boulos não parecem ter muitos horizontes. Ciro corre em outra raia. Disputa eleitores de centro-esquerda, que não votam em Bolsonaro e são afrontados por ele. Alckmin, por sua vez, não tem opção. Se não tirar votos de Bolsonaro, sua candidatura está fadada ao fracasso. A forma é como fazer isso. Se bater, corre o risco de fortalecer justamente a condição de vítima do candidato do PSL. Tanto que sua candidatura já tirou do ar as propagandas com ataques. As mesmas que Bolsonaro tentou tirar do ar por via judicial.

3) O PT preparava grande ato para substituir oficialmente Lula por Haddad. Isso terá de ocorrer até terça-feira. Porém, o clima é outro, é pesado. Há certa delicadeza em confrontar as forças conservadoras, personificadas em Bolsonaro melhor que em qualquer outro. Discurso que tem sido ensaiado é o de que a postura beligerante do candidato do PSL conduz a reações desse tipo. A ideia de “olho por olho” é cruel, sobretudo nos instantes após o ataque. Vários petistas foram infelizes ao se referir nesses termos no calor da comoção. Porém, é discurso que pode, sim, pegar. Sobretudo, por dialogar com o cerne da lógica de Bolsonaro. Do uso de armas para se defender. De que quem comete ato de violência faz por merecer castigo na mesma moeda. Bolsonaro, além de sugerir metralhar petistas, tratou com ironia os disparos contra comitiva de Lula no Paraná e disse que o ataque teria sido forjado. A forma como ele tratava adversários e como se postou quando estiveram em situação similar poderá cobrar dele o preço agora.

Eleições na OAB/CE – Edson Santana ganha novos apoiadores

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Edson Santana, pré-candidato a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, no Ceará, ganhou apoio de três pesos pesados da área: Wagner Barreira, ex-procurador-geral do Estado (Governo Lúcio Alcântara), Ernando Uchoa Sobrinho e Feliciano de Carvalho Júnior, ambos com atuação conhecida na área criminal.

A eleição ocorrerá em novembro e com Edson Santana juntam-se na peleja o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados (Caace), Erinaldo Dantas, situação; e Roberta Vasques e Regina Jansen.

DETALHE – Edson já disputou a OAB por duas vezes. Ele já presidiu o Sindicato dos Advogados de Fortaleza e Região Metropolitana (Sindafor).

(Foto – Divulgação)