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Litoral de Caucaia aguarda agora projeto contra erosão

Uma esperança para o litoral cearense devastado pela erosão, a oeste de Fortaleza, está no conteúdo da matéria “Icaraí] Projeto de contenção prevê seis quebra-mares”, da repórter Sara Oliveira (Editoria Cotidiano, página 5, na edição de sexta-feira passada, dia 10, do O POVO. Além da praia do Icaraí, as vizinhas do Pacheco e de Iparana, as três no município de Caucaia, também sofrem os efeitos do processo, numa costa que já foi paraíso para os banhistas. Já na orla marítima oriental do Estado, a degradação também alcançou praias de Cascavel e de Icapuí.

A grande lição ambiental que o cearense poderia ter assimilado antes foi a construção do Porto do Mucuripe, inaugurado em 1953. O escritor fortalezense Herman Lima (1897-1981), cuja família possuiu casa na praia de Iracema, lembrava que o próprio pai, conhecedor das correntes marítimas ao largo da capital, advertia no início do século XX sobre as consequências que a cidade sofreria com a construção do quebra-mar para o futuro cais. Num Ceará sem baías naturais ou estuários de tamanho adequado para receber as embarcações de maior porte, a opção foi criar uma bacia artificial de águas mais tranquilas, que proporcionasse melhor fundeamento aos navios no Mucuripe. Os primeiros desdobramentos estiveram na destruição da orla da própria Iracema. Estudos encomendados a um laboratório hidrográfico em Grenoble, na França, propuseram a construção do m olhe adicional do Titanzinho, na praia do Futuro, a fim de contornar o problema.

Até o começo da década de 1980, essa questão de praia erodida era desconhecida no Icaraí, Pacheco e Iparana. No caso da terceira, prejudicou inclusive o funcionamento e a frequência de pessoas na colônia de férias do Serviço Social do Comércio (Sesc), existente no local. Que a proposta calculada entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões para o Icaraí gere uma expectativa positiva. Em caso de sucesso, a experiência poderia servir de subsídio para outros litorais apresentando as mesmas sequelas, no Estado, no Brasil e no mundo.

(O POVO/Editorial)

Calor pode aumentar risco de formação de pedra nos rins

O calor intenso do verão, o aumento da transpiração e a baixa ingestão de água são os principais responsáveis pelo aumento do risco de formação dos cálculos renais, ou pedra nos rins. Mudar a alimentação e beber líquidos regularmente e observar a coloração da urina são algumas medidas que podem evitar o problema, explica Fábio Vicentini, urologista do Centro de Referência para a Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Segundo Vicentini, os casos de cálculo renal aumentam 30% nos períodos mais quentes do ano. Apesar de ter maior incidência nos homens, o especialista alerta que todos devem adotar as medidas para cuidar da saúde dos rins. “A dieta ideal inclui primordialmente o aumento da ingestão de líquidos – cerca de dois litros de água por dia e de sucos de frutas cítricas –, associado à diminuição do uso de sal nos alimentos. As refeições diárias devem conter mais verduras, legumes, frutas e saladas.”

É preciso ainda estar atento quanto ao consumo de frutos do mar, porque apresentam índice elevado de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais. Além disso, é recomendável reduzir as frituras e o consumo de carne vermelha no período de calor.

Segundo Vicentini, mais de 15% da população mundial apresenta cálculos renais e a maioria (85%) consegue expelir as pedras naturalmente, pela urina. “A maneira mais fácil de monitorar a hidratação ideal do corpo é observarmos a coloração da urina. Quanto mais transparente estiver, melhor. Se estiver com aparência amarelada e escura, é sinal de que o corpo precisa de mais líquidos para manter-se hidratado, longe dos cálculos renais”, disse.

(Agência Brasil)

Moradores do Icaraí fazem manifestação contra inoperância da Prefeitura

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foto 140111 icaraí

Moradores de condomínios da Praia do Icaraí, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, realizam uma manifestação na manhã deste domingo (12), a partir das 10 horas, na avenida litorânea. Ou do que sobrou da via.

A manifestação é contra a inoperância da Prefeitura de Caucaia, que há pelo menos cinco anos não consegue nenhuma medida eficiente para conter o avanço do mar. Algumas obras, no valor de R$ 15 mil, foram bancadas pelos próprios condomínios.

Apesar da verba assegurada pelo Governo Federal, por todo esse tempo, a administração municipal continua a ver navios. Em ondas turbulentas.

Casa dos Relojoeiros premia funcionários com brindes e palestra sobre drogas

Uma palestra sobre o perigo das drogas na vida profissional e na família marca a XIII Convenção da Casa dos Relojoeiros, na manhã deste domingo (12), no Teka´s Buffet (Rua Osvaldo Cruz, 3303).

O evento do cinquentenário da empresa também premiará funcionários que se destacaram em vendas no ano passado, além de um sorteio de 70 prêmios. O diretor de Comunicação e Marketing da Casa dos Relojoeiros, Jansen Araújo, anunciará os planos da empresa para este ano, como a abertura de novas lojas.

Apresentador do Barra Pesada recebe solidariedade do fundador do programa

Um dos fundadores do programa Barra Pesada, apresentado na TV Jangadeiro, saiu em defesa do apresentador Nonato Albuquerque. O jornalista Tertuliano Siqueira lamenta que o talento do apresentador não seja à altura do programa atualmente apresentado pela emissora.

Confira o comentário do jornalista Tertuliano Siqueira, no site Gente de Mídia:

Amigo Nonato, por um dever profissional acompanhei o Barra durante cinco dias. Confesso que fiquei triste; o seu talento só não basta para fazer um excelente programa. Os repórteres são fracos. Observa-se que eles têm medo de chegar perto da noticia. A única preocupação é entrevistar policiais.

E os parentes das vitimas?  E as testemunhas? Uma matéria tem que ter início, meio e fim. Isso não acontece, os repórteres morrem de medo de chegar perto de um parente de uma pessoa assassinada. O negócio é entrevistar, demoradamente, o policial. A verdade pode não estar com ele. E a dor do povo? Não é para sair na tevê, não?

Conversa reservadamente com o acusado. Pergunta se ele confessou o crime. Se foi ele ou se ele foi pro saco ou pro submarino. Aquelas cenas com muitas armas e drogas são armadas. Estou falando porque conheço, trabalhei 12 anos na Secretaria de Segurança.

Melhore o seu programa, você não pode receber para apresentar um programa produzido por amadores. Vi o tal de Cidade 190 e achei melhor do que o Barra. Pelos repórteres e pela edição. Aceite um abraço do seu admirador.

Tertuliano Siqueira, jornalista.

Vamos nós – Em uma comparação grosseira, o jornalismo policial é como o homem apaixonado por uma mulher namoradeira. Ele continua com ela por paixão, não pelo fato dela ter olhos azuis ou uma educação fina. É paixão, independente de cor, religião, classe social ou escolaridade. Sem paixão, não há como trabalhar no jornalismo policial. Alguns jornalistas passam anos na economia, na política, no cotidiano, no esporte ou na cultura, mesmo sem uma afinidade com a área. Isso não ocorre no jornalismo policial. Ou há uma identificação ou há fracasso.

Turistas voltam a ocupar o Centro

foto 140111 paulo moska emcetur

Um grande fluxo de ônibus com turistas circulando na manhã deste sábado (11) pelo Centro de Fortaleza. Eis o que quadro que o Blog conferiu de perto. As ruas no entorno do Centro de Turismo (antiga Emcetur) foram tomadas pelos veículos.

Os ônibus também circularam pelo Passeio Público, Marcado Central e Monsenhor Tabosa.

Bom saber que Fortaleza, além de sol e praias, também oferece outras opções para o turismo de entretenimento.

(Foto: Paulo MOsKa)

Resultado da primeira chamada do Sisu sai segunda-feira

Na segunda-feira (13), os candidatos que se inscreveram no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) poderão conferir o resultado da primeira chamada do programa. As inscrições do Sisu foram encerradas na noite dessa sexta-feira (10), e os dados parciais do Ministério da Educação indicam que pelo menos 2,4 milhões de candidatos se inscreveram.

Os convocados para a primeira chamada devem fazer a matrícula entre os dias 17 e 21 deste mês. O candidato que não comparecer na data prevista à instituição selecionadora perderá a vaga. O resultado da segunda chamada será divulgado no dia 27 e a matrícula deve ser feita entre os dias 31 deste mês e 4 de fevereiro.

O candidato que não for selecionado em nenhuma das chamadas, ou foi selecionado para o curso marcado como segunda opção, independentemente de ter feito a matrícula, pode se inscrever na lista de espera, de 27 de janeiro a 7 de fevereiro. A convocação dos candidatos em lista de espera ocorre a partir de 11 de fevereiro.

O balanço divulgado pelo Ministério da Educação na noite de ontem, antes do encerramento das inscrições, mostra que os inscritos no Sisu já eram quase 50% dos 5 milhões de candidatos que fizeram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013. O Sisu seleciona os candidatos com base na nota do Enem.

Nesta edição, o Sisu oferece 171.401 vagas em 4.723 cursos de 115 instituições públicas de educação superior.

O balanço final dos inscritos no Sisu será divulgado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na manhã da segunda-feira.

(Agência Brasil)

Trânsito lento nas imediações do mercado São Sebastião

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Como se não bastasse o grande fluxo de veículos que a rua Meton de Alencar tem que receber da avenida Bezerra de Menezes, veículos de cargas, estacionados em fila paralela em frente ao mercado São Sebastião, para o abastecimento dos depósitos, complicam ainda mais o trânsito na área.

A situação piora pela manhã, quando o mercado recebe um maior número de pessoas. Neste sábado (11), motoristas tiveram que ter paciência para conseguir sair do engarrafamento.

(Foto: Paulo MOsKa)

A pressão criada pela política de cotas

Em artigo no O POVO deste sábado (11), o jornalista Luiz Henrique Campos avalia o sistema de cotas como ingresso nas universidades públicas. Confira:

Como bem mostrou a reportagem “Rede pública espera maior e melhor permanência dos alunos com as cotas”, publicada na edição do O POVO do último dia 8, assinada pela jornalista Samaisa dos Anjos, já se nota movimentação no sentido de maior interesse pela escola pública a partir da política de cotas para ingresso nas universidades federais. O principal argumento seria a possibilidade de mais chances em relação à concorrência. É preciso, todavia, que se olhe com apuro essa movimentação sob pena de estarmos desperdiçando ótima oportunidade de avançarmos na qualidade do ensino público.

Em princípio, nada contra que se busque a escola pública em vista das cotas, mesmo porque, há muitas famílias que pagam com imensas dificuldades mensalidades no ensino privado, e nem sempre conseguem obter os resultados esperados. Muitas dessas, que se enquadram no perfil de cotistas de uma forma ou de outra. O questionamento que não pode deixar de ser feito, e ai, considero essa movimentação perigosa, é buscar o ensino público achando que oportunidades serão maiores em virtude do nivelamento por baixo. Isso, além de ser um desvirtuamento da utilização da política de cotas, seria desonesto, se visto em sentido amplo.

O interessante nesse quadro, é a possibilidade de que através do retorno à escola pública, se possa pressionar pela melhoria das condições oferecidas, hoje bem abaixo do que temos nas escolas privadas. Mesmo que por vias tortas, talvez seja uma das grandes consequências positivas das políticas de cotas, com reflexos diretos em vários outros setores. O momento para que isso aconteça é extremamente propício. Vivenciamos a ascensão econômica de parcela significativa da população, e como consequência, isso implica em mais cobrança por serviços de qualidade. As manifestações de rua recentes já demonstraram um pouco desse descontentamento de quem não mais aceita migalhas.

Educação, assim como saúde, são gêneros de primeira necessidade que não podem mais ser negligenciados. Os governos precisam entender esse momento como reflexo do que o país está vivendo, e que por mais que se tente ir contra, trata-se de caminho sem volta.

“Cocó dos ricos” e a destruição que atinge a todos

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (11), pelo jornalista Érico Firmo:

O governador Cid Gomes (Pros) ironizou, mais uma vez, quem critica as agressões contra o Cocó. Falou que só se preocupam com o “Cocó dos ricos” e esquecem o “Cocó dos pobres”, como se referiu à área para a qual anunciou investimentos.

O Cocó é, de fato, muito maior que a área onde se pretende constituir o parque, assim como a poligonal prevista para a área de preservação é maior que a área para a qual o governo sinaliza a proteção integral. Além do Cocó, há muitos patrimônios ambientais permanentemente agredidos e que requerem cuidado em Fortaleza. O Cocó é o mais importante e mais visado deles.

O “Cocó dos ricos” é a área mais cobiçada, por isso recebe maior atenção também dos ambientalistas – nem é muito difícil entender isso. E é onde, ainda que extraoficialmente, há um parque. Nada disso justifica que se deixe todo o resto em segundo plano. Há, sim, necessidade de Fortaleza se preocupar com muitos outros patrimônios, como Lagoa do Papicu, do Porangabussu, a Sabiaguaba, o Pici e muitos mais.

Tal debate deve servir para que haja mais proteção a esses locais, não para reclamar de alguma atenção que se dá a algum deles. Levantar a discussão com viés pretensamente de classe para tentar justificar ou atenuar as agressões ao Cocó é, na falta de melhor palavra, triste.

Turismo é a “mola mestra” no setor de serviços em Fortaleza, diz Salmito Filho

Em artigo no O POVO deste sábado (11), o secretário de Turismo de Fortaleza (Setfor) Salmito Filho avalia a influência do turismo na economia da cidade. Confira:

Após anos como a cesta básica mais cara do Nordeste, Fortaleza apresentou em outubro último o seu terceiro mês consecutivo em queda de preços em doze produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Das dezoito capitais pesquisadas, Fortaleza aparece na segunda posição com maior variação mensal negativa, o que indica deflação.

Incentivos fiscais, investimentos na malha viária e a maior oferta de alguns produtos podem justificar a queda no preço da cesta básica em Fortaleza. Mas o custo de vida também é medido pelos serviços consumidos pelas pessoas.

É nessa esfera onde entra em boa parte a administração pública. Desde que assumiu a gestão da cidade, o prefeito Roberto Cláudio tem procurado melhorar a qualidade de vida do fortalezense. Medidas como “Bilhete Único”, vagas em escolas próximas à residência do aluno e otimização do atendimento à saúde resultam em uma economia financeira para as famílias, além da excelência dos próprios serviços.

Na atividade econômica, o setor de serviços mais uma vez é destaque, diante da inexistência de atividades agrícolas e da extinção de parques industriais nas últimas décadas.

No setor de serviços da economia de Fortaleza, o Turismo é a “mola mestra” do sistema. Um mercadinho no bairro Bom Jardim se beneficia com o Turismo em Fortaleza, uma vez que costureiras no bairro vendem peças para lojas na Avenida Monsenhor Tabosa, que são revendidas a turistas. Então, aquele dinheiro recebido pelas costureiras certamente poderá ser gasto em compras no mercadinho.

Consciente da importância do Turismo para Fortaleza, a atual administração municipal tem trabalhado para proporcionar qualidade e valor ao Turismo, diante da restauração do patrimônio histórico e cultural da cidade.

Atento ao Turismo de Entretenimento (sol e praias), Fortaleza desperta para o Turismo de Eventos, motivado pela construção do Centro de Eventos e demais equipamentos do Estado e do próprio Município. É o Turismo de Eventos o que melhor gera recursos para uma cidade, chegando a três vezes o gasto do Turismo de Entretenimento.

Este ano, Fortaleza promoverá em novembro o Ironman, que reunirá atletas de mais de 35 países e projetará ainda mais a cidade no Turismo de Eventos. A competição é importante porque os atletas costumam chegar às cidades com suas famílias, dias antes da disputa. Quase sempre aproveitam para conhecer os equipamentos turísticos, além do comércio.

Pelos últimos investimentos que Fortaleza realiza em seus equipamentos turísticos e também pelos projetos a serem executados, a cidade caminha para uma maior arrecadação no setor de Turismo, porém, sem explorar financeiramente o seu turista e a sua própria população, pois não há boas ações no Turismo se elas antes não forem boas para a população local.

Salmito Filho, sociólogo, vereador licenciado e secretário de Turismo de Fortaleza

Selic deve continuar a subir este ano para conter alta de preços, dizem especialistas

A taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 10% ao ano, deve continuar a subir em 2014 para conter a alta de preços no país, estimam especialistas. A primeira reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que define a Selic, está marcada para os dias 14 e 15 deste mês.

Nessa sexta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2013 em 5,91%. Em 2012, a inflação ficou em 5,84%. A expectativa do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, de que a inflação em 2013 seria menor do que a de 2012, não foi alcançada.

A previsão do Banco Central, divulgada no Relatório de Inflação, era que o IPCA ficaria em 5,8% no ano passado. O IPCA, em 2013, também fechou o ano acima da projeção de instituições financeiras consultadas semanalmente pelo BC (5,74%). O IPCA ficou acima do centro da inflação (4,5%), que deve ser perseguido pelo BC, mas abaixo do limite superior (6,5%).

Para o coordenador de Estudos Econômicos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac,) Miguel Ribeiro de Oliveira, o Copom deve elevar a Selic em 0,5 ponto percentual na reunião da próxima semana. Oliveira acredita que, se o resultado da inflação no ano passado não tivesse ficado acima das expectativas, o comitê poderia aumentar a Selic em 0,25 ponto percentual nesta reunião.

Já o economista Carlos Eduardo Freitas, ex-diretor do Banco Central, afirma que a inflação não está fora de controle, mas está se mantendo em patamar elevado. Para que a inflação ceda, é preciso manter o ciclo de alta da Selic. Além disso, Freitas destaca que o governo deveria reduzir gastos e ser mais transparente em relação às contas públicas, eliminando artifícios contábeis para cumprir a meta de superávit primário, economia para o pagamento de juros da dívida pública.

(Agência Brasil)

A barra esquentou no Barra

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foto nonato albuquerque

Em comentário no site Gente de Mídia, do próprio Nonato Albuquerque, o apresentador do programa policial da TV Jangadeiro lamenta a queda de qualidade do programa chefe da emissora, o Barra Pesada.

Segundo o jornalista Nonato Albuquerque, o texto e a edição das matérias estão sofríveis até para o telespectador, que não cobra muita excelência.

Confira o desabafo:

“A minha opinião pessoal é de que há excessos nos programas policiais. O próprio Barra, que apresento, tenta seguir uma linha mais distante da falta de responsabilidade que alguns parecem deter. Mas, nos últimos tempos, parece que isso se perdeu. Antes, não limitava a ser um mero retransmissor de notícias de porta de cadeia e das ações banais das ruas. O texto das matérias deixa a desejar até mesmo ao público a qual é destinado o segmento. Eu próprio tenho chegado a minha posição crítica ao superintendente Cyro Thomaz, que ficou de tomar uma providência a fim de se buscar a característica original do programa, fixadas em base de informar, sem deformar os fatos da editoria de Polícia”.

Vamos nós – É estranho ver o excelente Nonato Albuquerque em erros de concordância e frases truncadas, ao ler o que a edição do programa lhe impõe. Isso sim, é caso de polícia.

Obama anuncia mudanças em serviços de informação

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai anunciar, na próxima semana, a decisão sobre quais mudanças serão feitas nos serviços de informações do país. O anúncio será feito na sexta-feira (17) e o objetivo é alterar a regulação dos programas de vigilância norte-americanos, tão criticados após as denúncias feitas pelo ex-técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA – sigla em inglês), Edward Snowden.

As revelações de espionagem maciça, fornecidas por Snowden aos jornais Washington Post (EUA) e The Guardian (Grã-Bretanha), provocaram um conflito diplomático, ao tornar público que os serviços secretos norte-americanos espionaram as comunicações na Europa, incluindo as de líderes políticos como a chanceler alemã Angela Merkel e a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.

O caso gerou desconfiança de muitos aliados em relação aos norte-americanos e aumentou o questionamento sobre o equilíbrio entre privacidade individual e a batalha contra o terrorismo na sociedade dos Estados Unidos. Richard Leon, um juiz federal norte-americano, se manifestou a respeito em dezembro do ano passado, considerando que o programa de espionagem da NSA poderia ser considerado inconstitucional.

(Agência Brasil)

Presídios: barbárie generalizada

A barbárie no Maranhão é a supuração de um tumor que toma conta de todo o sistema prisional brasileiro. O que aconteceu em um período concentrado de tempo é regra para cotidiano das prisões.

Notícia publicada ontem neste jornal pode ser tomada como exemplo: no ano passado, 14 pessoas foram assassinadas nos presídios do Ceará; outras 18 mortes aconteceram por suicídio, incêndio, acidentes e confrontos com a política. Somam-se, portanto, 32 mortes violentas em uma população carcerária de 19.392 pessoas, sendo 14 mil em regime fechado. Destaque: há 3.400 mais presos, no regime mais rigoroso, do que comportariam os presídios.

As condições dos cárceres brasileiros podem ser comparadas às masmorras medievais, o que a sociedade prefere ignorar, quando não, alguns setores entendendo que os presidiários merecem viver nessas condições desumanas, como se fossem obrigar a uma segunda pena: a degradação que lhes é imposta pelas condições terríveis a que são submetidos, além da perda de liberdade à qual foram condenados, legalmente, pelo crime cometido.

Não é de hoje que a Organização das Nações Unidas (ONU), a Anistia Internacional e a brasileira Pastoral Carcerária, vêm denunciando a terrível situação que se abate sobre os presidiários. Além disso, há mais de cinco anos, uma CPI do Sistema Carcerário diagnosticou sérios problemas, indicando medidas que poderiam superá-los. Pouco foi feito. Quanto ao Complexo de Pedrinhas, no Maranhão, foi considerada pela CPI como uma das 10 piores penitenciárias do país.

Por isso, é incompreensível ver a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), classificar como “algo inexplicável” o que aconteceu no presídio sob a sua responsabilidade. Mais grave do que isso, é tentar justificar a barbárie por um suposto desenvolvimento econômico do Maranhão. Ou seja, para a governadora a crise na segurança foi ocasionada pelo fato de o estado ter ficado “mais rico” e “mais populoso”.

É um raciocínio tortuoso, que costuma acometer governantes, que evitam assumir suas responsabilidades. Talvez, isso sim, explique muitos dos problemas que se propagam pelo país.

(O POVO/Editorial)

A cartilha da Izolda

Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (11):

Uma parceria entre a Secretaria da Educação do Estado e a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado vai resultar em um megaprojeto de capacitação de jovens, que atenderá todos os 184 municípios.

A ação, com lançamento previsto para fevereiro pelo governador Cid Gomes, terá o apoio do Pronatec, do governo federal. Envolverá todas as escolas profissionalizantes e equipamentos da STDS.

A ordem é levar cursos dos mais variados para 40 mil jovens, informa o secretário Josbertini Clementino. Mas à frente dessa estratégia mesmo estará Izolda Cela, a titular da Seduc, que continua com nome na lista dos governamentáveis do Pros.

Governo poderá trazer mais médicos cubanos, diz Padilha

O ministro da Saúde Alexandre Padilha voltou a dizer nessa sexta-feira (10), em São Paulo, que mais médicos cubanos ou de outras nacionalidades poderão ser contratados para o Programa Mais Médicos, caso isso seja necessário, a fim de atingir a meta de 13 mil médicos atuando no programa até abril.

“Se for necessário, nós traremos médicos da cooperação internacional tanto do Ministério da Saúde de Cuba ou outras alternativas, e vamos atingir a meta de 13 mil médicos chegando no Brasil ao fim de março para atuar nos municípios em abril”, disse o ministro.

Para cumprir a meta, Padilha informou que o ministério vai abrir inscrições entre o fim de janeiro e início de fevereiro tanto para profissionais brasileiros como para interessados de outros países. Segundo ele, médicos que estão concluindo o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) poderão migrar para o Mais Médicos.

“Têm muitos médicos que já atuam no Brasil, dentro do programa do Provab, que termina em fevereiro. Recebemos mensagens de vários desses médicos dizendo que querem continuar no mesmo município e posto de saúde, participando pelo Programa Mais Médicos”, declarou.

(Agência Brasil)