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Lei que exclui lésbicas de reprodução assistida cria polêmica na Espanha

Grupos em defesa dos direitos dos homossexuais e feministas na Espanha protestam contra um projeto de lei que impede lésbicas de usar o sistema público de saúde para tratamentos de reprodução assistida. O texto do projeto de lei define a esterilidade como a “ausência de consecução de gravidez após 12 meses de relações sexuais com coito vaginal sem uso de métodos contraceptivos”.

Se transformada em lei, a normativa deixaria sem atendimento pelo sistema público as mulheres que pretendem ser mães, mas não querem ter envolvimento sexual com um homem para a geração de filhos.Também são critérios para ter acesso ao financiamento público a idade do paciente (a mulher deve ter no máximo 40 anos e o homem, 50 anos) e não ter se submetido antes à esterilização voluntária.

A norma foi aprovada pelo Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde, ainda que a proposta tenha sido rejeitada por quatro das dezessete comunidades autônomas da Espanha. O texto agora segue para o Conselho de Ministros e dependerá da sanção do rei para se tornar um decreto real, passando a ser adotado em todo o país.

Na prática, algumas regiões da Espanha, como a Comunidade Valenciana e a Catalunha, há dois anos já aplicam essas restrições a mulheres que vivem sozinhas ou a lésbicas que tentam o tratamento na rede pública.

(Agência Brasil)

Dilma se lembrou dos desassistidos

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Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (11):

Não foi apenas o Interior que ficou abanando com a falta de inscrição de médicos no Programa Mais Médico: a cidade de São Paulo, por exemplo, pediu 158 profissionais (o máximo permitido) e só recebeu a inscrição de 15, para trabalhar na periferia. A desculpa da falta de estrutura não valeu nesse caso. Na verdade, não vale para muitos municípios que têm unidades totalmente equipadas e só dependem de médicos para funcionar – inclusive aqui, no Ceará.

Enquanto o Estado de São Paulo quer contratar mais de dois mil médicos, os profissionais preferem mesmo ser mão de obra para hospitais e planos privados, ou abrir consultório próprio. Então que venham os estrangeiros. O povo é que não pode continuar sacrificado.

Diante da recusa, aumentou o desgaste da categoria médica junto à opinião pública. Esta prefere bater palmas para Dilma, que se lembrou dos desassistidos. Fazer o quê?

Com muitos pais, Cocó segue órfão

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Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (11):

Afinal, quem tem gerência sobre o Parque do Cocó? Após mais de duas décadas desde a sua “criação”, o fato é que o Parque não existe formalmente. Em 1989 e 1991, o Estado do Ceará apenas editou os decretos (já caducos) definindo áreas para fins de desapropriação. Na sequência, como determina a lei, o Poder Executivo Estadual deveria ter editado os decretos de desapropriação. Nada.

O imbróglio da vez envolvendo a área mostra bem o tamanho da confusão. Situado inteiramente em território municipal, o “parque” é estadual. Será? Pelo menos, acreditávamos que era. Mas o procurador, Oscar Costa Filho, diz que é a União quem manda no pedaço. E foi uma liminar de um juiz federal, pedida pelo procurador federal, que proibiu a continuidade das obras, que são municipais.

Antes, uma decisão do presidente do Tribunal de Justiça (José Gerardo Brígido), que é estadual, já havia assinado uma decisão permitindo o andamento das obras municipais. Enquanto isso, os militantes anti-viadutos municipais e a favor das árvores (estaduais ou federais?) montaram acampamento na área a ser atingida com as obras municipais.

O governador, que é estadual, estava passando por lá à noite, estacionou seu carro sobre a calçada municipal e resolveu ter um tête-à-tête com os acampados que estavam com ira federal. Lá, foi surpreendido pela transmissão do tenso encontro pela rede de internet, que é mundial.

No fim das contas, sob a copa de um pé de Fícus Benjamina, árvore de origem internacional (indiana e filipina), o governador foi em busca de negociar a liberação da obra municipal que vai comer um pedaço do parque que se supõe estadual, mas outras autoridades dizem ser federal.

No solo, onde antes havia castanholeiras (origem oriental: Índia ou Nova Guiné), a autoridade estadual desenhou o traçado do conjunto de obras que é de responsabilidade do prefeito municipal. Foi quando os manifestantes tentaram arrancar do governador a promessa de que o pelotão de choque da PM não iria enxotá-los.

O governador não prometeu nada. Poderia até ter prometido que a Polícia Militar, que é estadual, não iria ser mobilizada para tal ação. No fim das contas, foi a Guarda Civil, sob os auspícios do prefeito municipal, que ficou com a tarefa. Munida de cassetetes, spray de pimenta e gás, virou notícia nacional.

Ou seja, o pelotão de choque do município foi desalojar os manifestantes de uma área que o governador considera estadual e que o Ministério Público Federal diz que é da União, portanto, (em tese) seria tarefa de responsabilidade da Polícia Federal.

Não devemos nos esquecer de outro ponto: antes de inventarem o Parque que nunca foi formalizado pelas instâncias federais, estaduais ou municipais, aquelas terras entre as duas margens do rio intermunicipal eram propriedades privadas com papel passado no cartório.

Não é à toa que há uma montanha de ações no Judiciário estadual e federal onde os donos do papel cobram elevados valores, sempre acrescidos de honorários advocatícios e juros, a título de indenização pela alegada perda do uso direto dos imóveis desde 1989.

Sim, pelo visto, mas da pior maneira, evidencia-se que o Parque do Cocó, sempre agredidos por muitos, é de todos e não é de ninguém.

Brasil tem 15 bancos com liquidação extrajudicial decretada pelo BC

O Brasil tem atualmente 15 bancos em liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC). A instituição que entrou mais recentemente nesse regime, em que são vendidos os bens da empresa para pagar credores, foi o Banco Rural, no último dia 2.

O Banco Rural teve três dirigentes condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão: a ex-presidenta Kátia Rabello, o vice-presidente José Roberto Salgado e o ex-diretor Vinícius Samarane. Kátia e Salgado estão recorrendo da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

No último dia 2, o BC informou que o Banco Rural estava com situação econômico-financeira comprometida e sem plano viável de recuperação. Segundo o BC, em março de 2013 o conglomerado financeiro Rural detinha 0,07% dos ativos e 0,13% dos depósitos do sistema financeiro.

A determinação do regime especial (intervenção e liquidação extrajudicial) ocorre quando a fiscalização do BC verifica algum tipo de problema na instituição financeira, como ausência de liquidez (recursos disponíveis), desvio de dinheiro, descumprimentos de normas ou não pagamento de obrigações.

Antes da liquidação extrajudicial, o BC faz intervenção para tentar resolver os problemas da instituição. Quando isso não é possível, é decretada a liquidação extrajudicial.

Em junho deste ano, por exemplo, o BC decretou a liquidação extrajudicial do banco BVA, depois de tentativas frustradas do grupo Caoa, o maior credor, de comprar a instituição. O BVA tinha sede no Rio e detinha 0,17% dos ativos do sistema financeiro e 0,24% dos depósitos.

Desde 1995, depósitos individuais de correntistas de bancos liquidados são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em maio, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o limite de cobertura para R$ 250 mil. O FGC protege os recursos aplicados em conta corrente, caderneta de poupança, certificados de Depósito Bancário (CDBs), letras de câmbio, imobiliárias, hipotecárias e de crédito imobiliário.

Já o dinheiro aplicado em fundos de investimentos, proveniente de depósitos judiciais ou de recursos captados ou levantados no exterior, não tem proteção do FGC.

Nos casos de regime especial (intervenção e liquidação extrajudicial), o BC elabora, internamente, um inquérito para apurar as causas da quebra das instituições financeiras. O inquérito é enviado ao Ministério Público, que promove ações de responsabilidade contra os gestores.

(Agência Brasil)

Comissão aprova limite de velocidade de 110 km/h para caminhonetes em vias rurais

A Comissão de Viação e Transportes aprovou proposta (PL 7678/10) que permite às caminhonetes circular a 110 quilômetros por hora (km/h) em rodovias rurais sem sinalização de velocidade. Pela redação atual do Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503/97), esses automóveis podem trafegar até 80 km/h nesse tipo de via. Esse é o mesmo limite imposto a, caminhões, reboques e semirreboques.

O relator, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), argumentou que regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) equiparou as caminhonetes a camionetas para definição dos limites de velocidade nas vias sinalizadas, e que o mesmo entendimento deve ser utilizado para as outras pistas pelo CTB.

O Código de Trânsito determina que, nas rodovias sem sinalização regulamentadora de velocidade, apenas os automóveis, camionetas e motocicletas podem trafegar a até 110 km/h. Para ônibus e micro-ônibus, esse limite de velocidade é de 90 km/h. “As camionetas e as caminhonetes, embora tenham distintas definições de acordo com o CTB, são veículos que, em geral, compartilham a mesma estrutura, chassi e sistemas de freio e segurança”, afirmou o relator.

(Agência Câmara Notícias)

Há tempo de ser pai

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No O POVO deste domingo (11), os papais jornalistas relatam suas experiências da mais nobre missão que Deus deu ao homem: a condição de pai. Confira a minha experiência:

Sou jornalista, radialista e ex-metido a cantor e bonitão. A minha primeira-dama é Socorro França – calma!, a professora – e paizão de uma dupla nada sertaneja: Vitor e Vinícius. Sempre fui homem das madrugadas. Ou melhor de iniciar a rotina nas madrugadas. Hoje, feito pai, sinto-me aprendiz. Já sei até jogar videogame, comer Subway e, vez em quando, só causo uma briga: na hora de saber quem vai usar o computador em minha house

Pois é, caí na real! Fui pai aos 34 anos de idade, mas só agora, convivendo com meus dois rebentos – Vinícius (15) e Vítor (11), percebi que na vida há tempo pra tudo. Agora, na condição de amado de minha Socorro França, estou mais do que convicto de que ainda sou um pai aprendiz, daqueles que tenta se recriar a cada dia como forma de driblar a rotina de bom tempo fora de casa, mas com o pensamento grudadinho nela. Nela e Neles. Creio que aprendo a me reinventar com o Vinícius, um adolescente crítico apaixonado pelos Beatles, Led Zepellin e Odair José… sim, ele tinha de ter um pedacinho de mim nessa partitura.

Com o Vini, moreno tal o pai, mas lindo feito a mãe, aprendo a ser mais perspicaz, sincero e, vez por outra, dorminhoco. Cumpro jornada a partir das 4h20min no aeroporto, onde colho informações.

De lá, vou para o jornal e, vez em quando, alguma solenidade. Nesse meio de campo, dou meus flashes para as rádios O POVO/CBN e GLOBO/O POVO, prossigo atualizando meu blog (Blogdoeliomar) e, depois de tudo, viro dono de casa. Com direito a buscar filho no reforço escolar, na natação e levar para merendar na padaria, onde meu caldinho de carne é sagrado. Nessa hora, ganho a alcunha de “Meu Vein” do meu outro pupilo, Vítor, um “pré” que quer posar de adolescente, que me desconserta, vez em quando, com alguma pergunta inusitada ou por ser muito curioso e buliçoso – aqui deve ter puxado a mãe, com certeza… (rsrsrs).

Às vezes, pergunto a mim mesmo como arranjo tanta energia para muito num dia que, na maioria das vezes, só termina às 22h40min. E olhe que sou daqueles pais que cobram dos filhos a escovação dos dentes e o banho perfumado e que ameaça com o fechar do wi-fi seus joguinhos e Facebook no caso de desobediência. Ah, enquanto aguardo o fim dessa missão, supervisionada por quem manda, minha Socorro França, dou olhada na última novela global que até tem um ator que se parece comigo – pelo menos nos cabelos grisalhos: Antônio Fagundes.

Bem, mas avaliando esses últimos 15 anos como pai – com fim de semana de shopping, livraria, praia, barzinho e, vez em quando no vai-e-vem de levar ou pegar filho em festinha – viro motorista que também aprende a conhecer os amigos desses rapazes que é pra não dormir de touca neste mundão de surpresas. Hoje percebo que trago comigo muitos e bons ensinamentos do meu pai – o Seu Hélio, o homem do “Bar Besouro Verde” da minha Parquelândia.

Aprendi com ele que dá para ser pai sem frescura, oferecendo exemplos de amor, sem dispensar sorrisos e permitindo que os filhos cresçam em tudo.

Mas será que estou conseguindo avançar? Certa vez, perguntei ao Vinícius se eu estava sendo o pai que ele queria. O Vini, com cara daquelas de quem diz – “Quer fazer hora?”, soltou essa: “O senhor pode até passar o dia fora, mas é um pai presente!” Poxa, isso me soou como um presente. Agora, presente mesmo para qualquer pai é você receber diariamente o telefonema do seu filho – no caso o Vitor, para pronunciar simples, porém comovente frase… “Papai, eu te amo!”

Desse jeito, só correndo para os braços do papai do céu.

Dia do Estudante e a necessidade de avanço na educação

O Brasil comemora hoje o Dia do Estudante, efeméride criada em 1927 para homenagear à época os 100 anos do surgimento dos cursos de Ciências Jurídicas e Sociais do País. O primeiro começou a funcionar em São Paulo, enquanto o segundo foi sediado em Olinda (PE), sendo posteriormente transferido para Recife. Antes da efetivação do curso de Direito no Brasil, os interessados em conhecer as leis tinham que fazê-lo em Coimbra, em Portugal. Em São Paulo, foi acolhido pelo Convento São Francisco, por onde passaram nove presidentes da República, além de diversas personalidades marcantes da história brasileira, sendo depois incorporado à USP, em 1934.

Depois de 86 anos da iniciativa que pretendia homenagear os estudantes brasileiros, é impossível tratar a data sem fazer referência ao ensino de modo geral no País. Nesse aspecto, são inegáveis os avanços verificados nos últimos anos. A partir da década de 1990, por exemplo, passou-se a ter como meta a expansão da rede pública com vistas a enfrentar o drama da exclusão escolar. Atualmente, a cobertura de matrículas no Ensino Fundamental é 98%, indicando uma média de 8,5 milhões de alunos, o equivalente a 50% dos jovens de 15 a 18 anos.

Para especialistas da área, todavia, a partir da ampliação e o quase atingimento de 100% da cobertura escolar, era inevitável que viessem à tona os problemas relacionados à questão da qualidade do ensino. Principalmente ao se levar em conta que há anos havia uma demanda reprimida nesse sentido. Assim, hoje, a escola pública brasileira tem que lidar com uma gama imensa de alunos sem o domínio básico da leitura, escrita e matemática, ingredientes essenciais no processo de aprendizagem. Aliado a isso, vivencia-se ainda a crise de autoridade do professor e a insatisfação dos jovens em relação ao conteúdo repassado.

Situações que revelam, portanto, o quanto ainda se precisa avançar no campo da educação.

(O POVO / Editorial)

Escalada de erros

Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (11):

Como se previa, foi um desastre político a expulsão violenta dos acampados do Parque do Cocó. Os equívocos cometidos pela Prefeitura de Fortaleza e pelo Governo do Estado ganham um volume impressionante e certamente terão consequências políticas.

A precipitação da Prefeitura resultou numa operação eivada de ilegalidades, pois a área está em litígio, segundo o Ministério Público Federal. Além do mais, só a Polícia Federal ou a Polícia Militar (esta com autorização prévia da jurisdição federal) poderia ter atuado naquela área, segundo o procurador da República, Oscar Costa Filho.

O show de violência praticado pela Guarda Municipal confirma as apreensões anteriores desta coluna quando da criação da nova corporação. Mais um monstro foi criado na área da repressão, já impregnado do mesmo vício militarista e autoritário, bem longe do caráter cidadão que deve ter uma guarda municipal. Foi uma chance perdida pelos responsáveis para criar uma nova cultura na área da segurança pública. É uma distorção da qual a administração municipal passada tem parte da culpa.

Entidades médicas reafirmam posicionamento contrário ao Programa Mais Médicos

Após encerrarem nesse sábado (10) os dois dias de discussões do Encontro Nacional de Entidades Médicas (Enem), os profissionais divulgaram uma carta reafirmando o posicionamento contra o Programa Mais Médicos e pela derrubada dos vetos à  lei que regulamenta a atividade no país e que ficou conhecida como Lei do Ato Médico. No texto, as entidades da área médica defendem a atuação de profissionais formados no exterior apenas após terem passado pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida)

As entidades defendem ainda a contratação de médicos por meio de concurso público nacional e com garantia dos direitos trabalhistas. No próximo dia 20, quando os deputados e senadores devem decidir se aprovam ou rejeitam os vetos presidenciais à Lei do Ato Médico, os profissionais planejam atos de mobilização no Congresso Nacional.

“Propomos a defesa da criação da carreira de Estado para o médico, ponto essencial à interiorização permanente da assistência em saúde, com a fixação do profissional e a melhoria das infraestruturas de atendimento em áreas remotas”, diz a carta.

O Mais Médicos prevê a contratação de profissionais formados no exterior para ocupar as vagas que não forem preenchidas pelos brasileiros em periferias de grandes centros e no interior do país. As entidades médicas, no entanto, criticam essa ação e argumentam que os médicos brasileiros não se fixam em cidades do interior devido à falta de estrutura da rede de saúde.

O manifesto final do Enem é assinado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), Associação Médica Brasileira (AMB), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e Federação Brasileira de Academias de Medicina (Fbam).

(Agência Brasil)

Consumidor terá mais cautela nas compras para o Dia dos Pais, prevê varejo

Os números do comércio para o Dia dos Pais revelarão um clima de cautela entre os consumidores quando forem fechados, acreditam representantes do setor varejista. A Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) estima crescimento de 4% nas vendas na semana anterior à data comemorativa ante a igual período de 2012. O percentual é o mais modesto dos últimos  três anos. Para a CNDL, a preferência será por compras a vista ou em poucas prestações. Já a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomércioSP), prevê que haverá estabilidade nas vendas em agosto de 2013 com relação ao mesmo mês do ano passado.

O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, destaca que o cenário atual, com juros altos e situação do emprego e da renda menos favorável do que em 2012, não inspira confiança aos consumidores. Além disso, o endividamento das famílias prejudica a margem de crédito que pode ser tomada. “A alta inflação corroeu renda, deixando menos orçamento livre para o consumo. Há um problema sério de confiança do consumidor e de expansão de crédito em função do endividamento. Deve haver uma utilização menor do crediário e parcelamento em prazos menores por causa das dívidas e dos juros mais elevados”, prevê.

Segundo Pellizzaro, o valor médio do presente deve ficar em R$ 110, um pouco inferior ao de 2012, que foi R$ 130. A data é considerada a quarta melhor do ano para o comércio, atrás do Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. Para este ano, a CNDL reduziu sua projeção de crescimento nas vendas. Inicialmente em 6,5%, no fim do primeiro semestre foi revista para 4,5%.

De acordo com Altamiro Carvalho, assessor econômico da FecomércioSP, os lojistas mostram apreensão com o volume das vendas e tentam diminuir os estoques recorrendo a liquidações. “Pelo que a gente tem observado, [as vendas] no máximo serão idênticas às de agosto do ano passado. As condições estão piores do que em 2012. O crédito está mais caro, o nível de endividamento mais alto e a confiança do consumidor mais baixa”, enumera.

O assessor econômico explica que a FecomércioSP não faz estimativa de venda para o Dia dos Pais, por tratar-se de uma data que tradicionalmente tem menos impacto nas vendas do que outras celebrações. A entidade projeta crescimento de 2% no faturamento real para este ano em relação a 2012. “Deve ser um crescimento próximo ao do PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país]. O emprego e a renda não estão acelerando. Isso abala o consumidor, que passa a se defender restringindo compras”, ressalta.

Apesar da visão negativa do varejo, o economista Bento de Matos Félix, chefe do Departamento de Economia da Upis – Faculdades Integradas, acredita que o recente recuo da inflação restabelecerá um cenário favorável ao consumo. “Pelos últimos índices divulgados, a economia está dando uma acalmada em termos de inflação. Para o Dia dos Pais deve haver algum pico de consumo já que o brasileiro é um consumidor incondicional nessas datas. Também é acostumado a comprar a crédito. Uma boa parte da população é endividada por natureza, acha que faz parte da rotina”, diz.

(Agência Brasil)

Uma lenda amazônica

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E na onda ecológica, eis o conto enviado ao Blog pelo jornalista Nicolau Araújo. Confira:

Há uma lenda amazônica, trazida por os ventos, talvez, de um pequeno índio que se sentia pouco diante do grande chefe e guerreiro, que era seu pai.

Motivado pelo sentimento, ele resolveu fugir de sua aldeia, se perdendo na imensa floresta. O indiozinho era bastante corajoso, pois não sentia medo dos ferozes bichos que aterrorizavam o lugar.

Logo anoiteceu e o pequeno fora vencido pela fome e pelo cansaço, dormindo próximo ao leito de um rio. Na manhã seguinte, ao despertar, se surpreendeu ao notar quase todas as espécies de bichos da floresta vivendo passivamente debaixo de uma gigantesca árvore, que lhes fornecia abrigo e alimento.

Os anos se passaram e o indiozinho se tornou um homem, e, durante todo esse tempo, passou a desfrutar e a proteger a boa árvore.

Porém, em uma triste manhã, todos despertaram com um grande barulho. Era a chegada do perverso Senhor do Tempo que, por pura crueldade, derrubou a grande árvore.

Amedrontados, alguns bichos se tornaram agressivos, enquanto outros, mais fracos, fugiram. O índio observava aquela triste cena quando fora interrompido pelas palavras do Senhor do Tempo:

– Amigos, por que tanta revolta?! A árvore já estava velha. O que devemos fazer, agora, é plantar uma outra tão grande e forte em seu lugar!

O índio e os bichos concordaram com a idéia, mas uma luz que surgiu de dentro das matas discordou:

– Não! Era a sábia Natureza que chegava para destruir o perverso plano do Senhor do Tempo.

– Este solo ainda contém as raízes da derrubada árvore. Uma outra, por mais forte que pareça, poderá não se adaptar a tais raízes.

Assim, a Natureza colheu uma pequena semente da gigantesca árvore e plantou-a em seu lugar. O índio se revoltou com o ato, pois, ainda com seu falso conceito, não aceitava que uma grande força poderia ser substituída por uma menor, e resolveu procurar o caminho de volta para casa.

Chegando à aldeia só encontrou cinzas, e logo perguntou a um pássaro o que havia acontecido ao lugar. Sem o reconhecer, o pássaro lhe contou que ali fora uma aldeia feliz, até o dia em que o Senhor do Tempo passou e levou o grande chefe e guerreiro. Sem o seu pequeno e então fugitivo filho para assumir, o chefe deixou a tribo com o seu irmão, que era tão forte e grande quanto ele. Mas a aldeia não se acostumou com a maneira de pensar e agir do novo líder, e os poucos que ficaram enfrentaram a miséria e a extinção, restando as cinzas e a história.

Bastante triste, o índio colheu um pouco das cinzas e foi embora. De muito longe, ainda ouviu o pássaro gritar:

– Talvez a aldeia tivesse uma chance com o pequeno fugitivo!

Compreendendo o ato da Natureza e destruindo o seu falso conceito, o índio voltou para as matas para se aliar à Natureza, por toda a eternidade, na prevenção de tudo quanto fosse pequeno e desprotegido.

Dilma volta a defender Programa Mais Médicos

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Os problemas de saúde no Brasil não podem ser atribuídos só à falta de médicos, mas este é um dos problemas mais sérios, disse hoje (10), em Porto Alegre, a presidenta Dilma Rousseff durante a entrega de retroescavadeiras a prefeitos de cidades gaúchas.

Ao defender o Programa Mais Médicos, Dilma fez um balanço da situação da saúde no país. Lembrou que o Brasil tem uma cobertura de 1,8 médico por mil habitantes, bem menor que a da Argentina, de 3,2, e a do Uruguai, de 3,7 médicos por mil habitantes. “Nós temos um problema de acesso ao médico, daí porque o governo federal decidiu fazer o Programa Mais Médicos, em consonância com o pleito dos prefeitos”, justificou a presidenta.

Ela reconheceu  a falta de médicos em várias especialidades como, por exemplo, a pediatria, e a má distribuição de leitos no Sistema Único de Saúde. Segundo Dilma, 700 municípios não têm nenhum médico e 1,9 mil tem menos de um profissional por 3 mil habitantes. “Há uma concentração de médicos nas zonas urbanas das capitais. Não há médicos nas periferias das grandes cidades brasileiras, não há médicos na mesma proporção no interior, no Norte, no Nordeste e em algumas regiões do país, não há médicos”, disse.

Além de aumentar o número de médicos, a presidenta garantiu que o governo vai investir na formação acadêmica e também na expansão e reforma de equipamentos de saúde. “Nós precisamos de ações emergenciais e ações estruturantes. A ação estruturante vai ser nossa disposição de aumentar a formação de médicos brasileiros no país, aumentaremos 11 mil vagas na graduação e 12 mil vagas na residência”, acrescentou.

O governo tem hoje R$ 7,4 bilhões em execução na saúde e por isso, na avaliação de Dilma, “não tem cabimento” municípios arcarem com custos dos médicos. Sobre a polêmica contratação de médicos estrangeiros, a presidenta lembrou que na Inglaterra, 37% dos profissionais são formados em outros países. Ela ressaltou que a prioridade será para profissionais brasileiros. “Não queremos comprometer empregos de médicos formados no Brasil, mas não aparecendo médicos para cumprir esse papel, iremos preencher as vagas com profissionais trazidos do exterior”.

(Agência Brasil)

Estudantes têm até segunda-feira para se inscrever no Sisutec

Terminam na segunda-feira (12) as inscrições do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 14, com matrículas nos dias 15 e 16. O sistema vai selecionar candidatos para 239.792 vagas gratuitas em cursos técnicos.

A seleção dos alunos será feita de acordo com a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nessa seleção será usada a nota do Enem 2012. Do total de vagas, 85% são destinadas aos candidatos que cursaram o ensino médio na rede pública ou na rede privada na condição de bolsista integral. As vagas são ofertadas em instituições da rede publica, privada e do Sistema S. Os cursos têm de um a dois anos de duração, com carga horária entre 800 e 1.200 horas-aula.

Os cursos com maior oferta de vagas são os ligados à tecnologia da informação, saúde e área industrial. Lideram a lista os de técnico em informática (23 mil), técnico em enfermagem (14 mil), técnico em logística (13 mil), técnico em segurança do trabalho (13 mil) e técnico em redes de computadores (11 mil). Os estados onde há maior oferta são São Paulo (76 mil), Pernambuco (40 mil), Minas Gerais (27 mil), Paraná (17 mil) e o Distrito Federal (8 mil).

A exemplo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a oferta de vagas e a seleção dos inscritos serão feitas pela internet, no endereço http://sisutec.mec.gov.br.

(Agência Brasil)

Ceará registra déficit recorde de US$ 1,3 bilhão

O Ceará continua importando muito e exportando pouco, mas em julho deste ano essa diferença diminuiu. A balança comercial (exportações menos importações) foi 8,9% superior a igual período de 2012, enquanto as importações cresceram 19,3%, ante 41% do de junho.

No acumulado do ano, o déficit da balança ainda é enorme, US$ 1,3 bilhão. Na comparação com o mesmo período do ano passado esse valor representa o dobro.As informações são do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

De janeiro a julho deste ano o valor exportado pelo Ceará sofreu queda de 9,1%, acompanhando a tendência observada na região Nordeste. A balança brasileira teve queda de US$ 1,9 bilhão em julho e um saldo negativo de US$ 4,9 bilhões no acumulado dos sete meses de 2013.

Apesar dos dados negativos, a coordenadora de projetos do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do ceará (Fiec), Veridiana Grotti Soárez, acredita que as exportações cearenses estão em fase de recuperação. É o que ela observa analisando mês a mês e especialmente os meses de junho e julho. Avalia que o problema maior é o extraordinário crescimento das importações. Para a economista do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Marlene Guilherme Mindêllo, a tendência é que haja uma lenta recuperação das exportações.

“Acredito que os resultados vão continuar melhorando”, diz, apostando que no final será melhor que o ano passado. Destaca que em julho deste ano o Ceará exportou US$ 97 milhões contra US$ 89 milhões em julho de 2012. “É um crescimento de 18,61%”, completa, adiantando que em agosto, quando o comércio em geral fica mais aquecido, as vendas para o Exterior continuarão crescendo.

Qualidade

Conhecedor do mercado internacional, o economista e presidente do Grupo SM, Sérgio Melo, diz que não acredita que as exportações apresentem uma recuperação até o final do ano. Concorda até que o quadro vai melhorar mas não apresentar uma mudança significativa.

“O comércio exterior pressupõe um relacionamento duradouro que começa com a conquista dos importadores, passa pela comprovação de qualidade, pela regularidade de entrega e a capacidade de concorrer com os demais players”, afirma, ressaltando que não é a mudança de apenas uma variável, a taxa de câmbio, que modifica o cenário.

Na opinião dele, mesmo com a mudança do câmbio as exportações não voltam a uma situação ótima. Explica que só alguns produtos que já estão regularmente na pauta podem crescer.

O Ceará está importando muito combustíveis e óleos minerais. O que o Estado mais exportou foram calçados, couros e peles e castanha de caju. Quase 80,0% dos produtos cearenses saem dos portos locais (Pecém e Mucuripe), sendo que o valor comercializado através do Porto do Pecém é 32,0% menor que o registrado em 2012.

Números

8,9% foi a diferença a maior na balança comercial do Ceará, em igual período de 2012

US$ 4,9 bilhões é o saldo negativo da balança comercial brasileira nos sete meses de 2013

US$ 97 milhões foi o total exportado pelo Ceará durante o mês passado

(O POVO)

O sentimento de amor à natureza dos encapuzados

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Em artigo no O POVO deste sábado (10), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, comenta da postura de manifestantes que usam capuzes e agridem trabalhadores. Confira:

Os acontecimentos da última quinta-feira (8), iniciados na madrugada com a retirada dos acampados da área do Cocó, e que culminaram com o embargo da obra de construção de dois viadutos no encontro das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior, deveriam servir de profunda reflexão para os gestores da área de segurança do Município e do Estado, mas também por parte das lideranças dos manifestantes.

Não vou tratar da Polícia e da Guarda Municipal, em vista do que já foi amplamente exposto em outros veículos por ocasião de manifestações anteriores.

Não posso me furtar, todavia, de tecer comentários sobre atos cometidos por pessoas ligadas aos protestos, quase sempre tratadas como vítimas nessas ocasiões, sem que se levem em conta atitudes por elas perpetradas. Naquele dia, acompanhei de perto os momentos de tensão quando estive no local durante o período da tarde/noite, e fiquei impressionado com a forma como os manifestantes se preparavam para possível confronto. Das barricadas montadas ao longo da Santana Júnior, utilizando pedras, camburões, placas e fogo, até as agressões e intimidações contra jornalistas, a sensação que ficou é de que, se o sentimento de amor à natureza daquelas pessoas for medido por tais gestos, não sei qual seria o destino do Cocó com eles no poder.

Para além disso, será que, para demonstrar amor ao Cocó, é preciso constranger as pessoas deixando-as presas nos carros sem poder atravessar as barreiras? Em muitos desses veículos vi crianças e idosos, apavorados, diante da possibilidade iminente de um confronto, em que estariam entre os manifestantes e a Polícia, correndo, sim, risco de morte. Que amor à natureza justifica isso? E que lideranças são essas que ligam para professores das escolas públicas mandando liberar os alunos das aulas com a orientação de se dirigir ao Cocó, sob o argumento de ver a “derrocada do capitalismo”?

E o que leva pessoas a defenderem a natureza usando capuzes? Por que não podem ser identificadas e agridem os fotógrafos e cinegrafistas? Não há santos na Polícia, mas também não são só vítimas os manifestantes. Basta tirar o capuz ideológico para ver isso.

Datafolha – Dilma recupera seis pontos de popularidade

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“Após uma queda de 35 pontos percentuais na aprovação do governo, a presidente Dilma Rousseff teve uma ligeira recuperação, segundo pesquisa do Instituto Datafolha concluída nesta sexta-feira e divulgada na edição de sábado do jornal Folha de S. Paulo. O índice dos que consideram o governo ótimo ou bom subiu de 30% no final de junho, no auge dos protestos, para 36%. O ápice da aprovação ocorreu em março, quando 65% consideravam a sua gestão ótima ou boa. Na pesquisa deste mês, o índice dos que julgam o mandato ruim/péssimo variou de 25% para 22% e aqueles que o consideram regular oscilou de 43% para 42%.

Ainda segundo o levantamento, a aprovação a Dilma é maior entre os que ganham até dois salários mínimos, dos quais 41% aprovam o governo. Entre os mais ricos, aqueles que ganham acima de dez salários mínimos, a aprovação tem o menor índice (29%).”

(Portal Terra)