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Os resultados de Cid e Tasso

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (14), pelo jornalista Érico Firmo:

Cid Gomes (Pros) não esconde certa vaidade como administrador – o que não deixa de ter aspecto positivo.

(…) A melhor mostra da imagem que tem de si está na recente polêmica com Tasso Jereissati (PSDB). Mais de uma vez, ele já classificou o ex-senador de “maior político cearense vivo”. Mesmo assim, no começo do mês passado, o governador afirmou que, se fosse somado tudo que Tasso fez em 12 anos e se multiplicar por dois, ainda não se chega ao que Cid fez em sete anos incompletos. Ora, se o maior personagem vivo da política estadual não fez a metade do que Cid realizou quase na metade do tempo, isso dá a ideia do juízo que o hoje governador faz sobre seu governo.

Diante disso, é provável que o próprio Cid esteja desapontado com sua avaliação na pesquisa CNI/Ibope. Um décimo lugar entre 27 governadores, desempenho bem mais ou menos.

(…) Não é um desastre, longe disso. Nem ruim chega a ser. Se a eleição fosse hoje e pudesse ser candidato, largaria com perspectiva de reeleição no primeiro turno. Mas, está longe de ser brilhante ou a altura do governo que construiu a mais poderosa hegemonia política que o Ceará já conheceu e que se notabiliza como tocadora de obras e mais obras, algumas absolutamente grandiloquentes.

Também fica abaixo do desempenho que tinha Tasso Jereissati – com quem Cid se comparou – no fim de seu penúltimo ano.

Comparar pesquisas de diferentes institutos é assunto bastante discutido e estudado. Há certo consenso de que não é o ideal, pois são metodologias, amostras e formas de abordagem distintas. Por outro lado, se duas pesquisas, ainda que por caminhos diversos, buscam aferir a opinião da população do mesmo lugar sobre o mesmo assunto, é de se esperar que os números obtidos sejam minimamente coerentes.

(…) Recorro a esse tipo de contraposição para estabelecer a comparação entre o momento atual e o único outro governante cearense eleito para administrar o Estado por oito anos consecutivos – Tasso Jereissati. Em dezembro de 2001, o Datafolha aferiu a popularidade de alguns governadores. O cearense entre eles. Como ocorre hoje com Cid, Tasso se encaminhava para seu último ano. Naquela ocasião, o ex-senador do PSDB obteve 63% de ótimo ou bom, 25 pontos percentuais a mais que o atual governador. Com todos os cuidados que a análise exige, a disparidade autoriza a afirmar que o atual governador terá de suar para terminar melhor que o tucano.

Tasso x Cid

Tasso
Avaliação ótima ou boa 63%
Instituto Datafolha
Período 12 a 14/12 de 2001

Cid
Avaliação ótima ou boa 38%
Instituto Ibope
Período 23/11 a 2/12/2013

A diferença de perfil e a tentação do discurso

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Em artigo no O POVO deste sábado (14), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, diz que atual gestão é bem mais efetiva em obras que a anterior. Confira:

Guardadas as devidas considerações de mérito sobre algumas iniciativas antipopulares tomadas pela Prefeitura de Fortaleza neste período de um ano, bem como levando em conta a quase completa invisibilidade de certas secretarias existentes mais para dar satisfação à opinião pública, é inegável a diferença de perfil da gestão Roberto Cláudio em relação a da ex-prefeita Luizianne Lins.

Reclama-se à exaustão que a Capital está um caos com as obras em andamento. Mas esse talvez seja o grande diferencial.

É verdade que muitas dessas obras são herança da administração passada. Um fato, todavia, é claro. Pelo menos na questão urbana, a capacidade de ação da atual gestão é bem mais efetiva. No caso da passada, virou folclore a definição de prazos para a conclusão de determinado empreendimento. Hospital da Mulher, Cucas, urbanização do Morro de Santa Teresinha, e até o heliponto do IJF foram exemplos da falta de zelo e desrespeito para com a população. A atual gestão, por sua vez, se peca pelo excesso de intervenções urbanas ao mesmo tempo, em trechos já complicados, não tem regateado em fazer aquilo a que se propôs.

Há dificuldades claras a serem superadas nas áreas de saúde e educação, setores nevrálgicos e de forte apelo em termos de demanda da população. Mas também nesses setores, nota-se que a prefeitura adotou seu próprio estilo. Ivo Gomes e Socorro Martins, ao contrário de seus antecessores, não têm sido complacentes ao lidar muitas vezes com verdadeiros cancros que caracterizavam a gestão anterior.

Ainda é pouco, portanto, para avaliar resultados da nova gestão nessas áreas. Talvez nem seja possível em quatro anos dimensionar esses efeitos. De todo modo, vê-se, até no dia a dia, que a atual administração não se esconde como a anterior. A cidade, por ser o elo de maior proximidade com o cidadão, não pode ser gerida com discurso. Espera-se que RC não caia na tentação que consumiu a administração passada.

Emissões para ajudar bancos e bancar tarifas de luz aumentam dívida pública em R$ 31 bi

Atualmente acima da barreira de R$ 2 trilhões, a Dívida Pública Federal (DPF) cresceu em 2013 não apenas por causa dos juros e da necessidade de financiar os compromissos de curto prazo do governo. Destinadas a capitalizar bancos oficiais e a bancar a redução da tarifa de energia, as emissões diretas aumentaram o endividamento federal em R$ 31,368 bilhões este ano.

Não fossem as emissões diretas, a DPF ainda estaria abaixo de R$ 2 trilhões. O endividamento só não cresceu mais porque, até agosto, o Tesouro Nacional não rolou (renovou) a totalidade da DPF, emitindo menos títulos do que o volume de vencimentos. Apenas a partir de setembro, as emissões superaram os resgates e a dívida voltou a subir.

As maiores emissões diretas este ano foram os R$ 15 bilhões para irrigar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 8 bilhões injetados na Caixa Econômica Federal para viabilizar o Programa Minha Casa Melhor, que financia a compra de móveis e eletrodomésticos para os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida. Por meio dessas operações, o Tesouro emite títulos e repassa os papéis às instituições financeiras, que os revendem no mercado conforme a necessidade de ampliarem o capital.

Professor de economia da Universidade de Campinas (Unicamp) e especialista em política fiscal, Francisco Luiz Lopreato defende os estímulos ao BNDES. “Não existe alternativa no Brasil para incentivar o investimento privado de longo prazo a não ser o BNDES emprestar para as empresas. Como o banco cumpre um papel importante, cabe ao Estado garantir as condições para que possa ter atuação realmente ativa no financiamento das atividades produtivas”, declarou.

(Agência Brasil)

Policiais civis aprovam Campanha de Valorização por unanimidade

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sinpol 131213 votação

Por mais de duas horas, policiais civis do Ceará debateram as atribuições legais de suas funções e decidiram, por unanimidade, na noite dessa sexta-feira (13), na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol-CE), que a categoria deixará de cumprir atribuições que extrapolarem o que determina a lei.

Com a decisão, policiais civis deixarão de realizar atividades de motorista e carcereiro, além de não mais comparecer a locais de crimes sem a presença de um delegado ou ordem escrita do superior hierárquico.

Cid e Ciro estariam contemplados para apoio a Eunício, diz colunista da IstoÉ

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Cid para uma diretoria do BID e Ciro para o Ministério da Saúde. Eis o que estaria acertado entre o Governo Federal e os irmãos Ferreira Gomes para o apoio a Eunício Oliveira ao Governo do Estado no próximo ano. A informação é do colunista da IstoÉ, Paulo Moreira Leite, na Brasil Confidencial, na edição da próxima semana. Confira:

Lula entrou no Ceará

O impasse cearense de 2014 está chegando ao fim graças ao empenho de Lula. Sem a menor disposição para envolver-se em tratativas dessa natureza, Dilma atendeu ao pedido do vice, Michel Temer, e permitiu que o ex-presidente entrasse nas conversas que terminaram pela indicação de Ciro Gomes para o Ministério da Saúde – o que já foi acertado, mas não anunciado – e pela nomeação de Cid Gomes para uma diretoria do BID, o banco de desenvolvimento latino-americano, em Washington.

A hipótese ministerial de Ciro Gomes estava em curso há mais de um mês. Com a família Gomes bem acomodada, será mais fácil fechar um acordo para apoiar a candidatura de Eunício de Oliveira, do PMDB, ao governo do Estado.

A greve da Uece

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Em artigo no O POVO deste sábado (14), o professor Ms. do Curso de Ciências Contábeis da Uece, Cláudio César Magalhães Martins, diz que paralisação deverá atrapalhar calendário em ano de Copa. Confira:

Já se estende por mais de um mês a greve da Uece que reivindica, entre outras coisas, concurso para professores efetivos, melhorias na infraestrutura dos três campi (Uece, Urca e UVA) e aumento das verbas do Estado destinadas a investimento e custeio.

Aqui em Fortaleza, nem todos os cursos aderiram à greve. Entre eles, podem ser citados os cursos de Administração e de Ciências Contábeis, os quais rejeitaram, em quase sua totalidade, o movimento grevista. No caso do curso de Administração, votação realizada indicou, de forma bastante representativa (em torno de 90%), que as lideranças da greve não tinham credenciais para o representarem.

Vale salientar que, em passado recente, o grevismo desvairado provocou enormes prejuízos ao bom andamento das atividades da Uece, atrasando o calendário acadêmico e, consequentemente, tumultuando a vida de alunos e professores. Para o ano de 2014, o início do período letivo estava previsto para o dia 17 de fevereiro.

Entretanto, devido à paralisação, é quase certo que esta data não será cumprida. Acresça-se que, no mês de junho, ocorrerá a Copa do Mundo, evento que polarizará a atenção de todos os brasileiros. Fala-se até que, nesse mês, as aulas serão suspensas no Ceará, tendo em vista que Fortaleza é uma das sedes dos jogos. Mais um complicador para o calendário da Uece.

O certo é que a greve vem prejudicando gravemente aqueles alunos que necessitam concluir a universidade para assumir um emprego ou para participar de um concurso. Há um componente político muito forte neste movimento, acirrado pela proximidade das eleições do ano vindouro. Outrossim, segundo informação colhida junto a um jornalista com acesso ao Palácio da Abolição, trata-se de uma greve política, com objetivo claro de desgastar o atual governo.

Mais grave ainda, os reitores não se movem para resolver o problema. Segundo assessores próximos do governador, o Estado liberou recursos para custeio da Uece, Urca e UVA. Como as universidades são autônomas, cabe aos reitores explicar como gastaram o dinheiro repassado para as instituições de ensino.

Como se vê, a situação é extremamente complicada e tende ao impasse. Pena que os maiores prejudicados sejam os alunos concludentes, impedidos de realizar seus sonhos por conta de uma greve de desfecho imprevisível.

Sob bênçãos lulistas

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Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (14):

“Quer ser candidato, meu filho? Então, tem que trabalhar e construir alianças”, eis a frase que o ex-presidente Lula disse para o deputado federal José Nobre Guimarães (PT), que tem nome cotado para disputar o Senado em 2014.

Lula falou durante a abertura do V Congresso Nacional do PT, que se encerra hoje, em Brasília, dando a senha para que no Ceará seja concretizada a aliança pó-reeleição e Dilma envolvendo parceiros como o Pros e o PMDB. Ou seja, não adianta candidaturas sem respaldo nacional.

Na última quarta-feira, o diretório nacional do PT aprovou resolução em que deixa claro: qualquer acordo nos Estados terá que passar pelo crivo da direção nacional da sigla.

Senador diz que povo está pagando para ser transportado como gado

foto ônibus lotação

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) técnica, não de espetáculo. A observação é do senador Roberto Requião (PMDB-PR), nessa sexta-feira (13), ao informar que na próxima semana deverá ser instalada a CPI do Transporte Público, após assegurar a assinatura de 28 senadores, um a mais que o mínimo exigido.

Segundo Requião, a CPI deverá ajudar a presidente Dilma Rousseff a solucionar problemas no transporte público, tema constante nas manifestações de rua neste ano. De acordo ainda com o senador, o foco dos trabalhos estará voltado para cidades com mais de 200 mil habitantes.

“O povo está pagando caro para ser transportado como gado”, disse o senador.

(com informações da Agência Senado)

Região Nordeste tem o maior número de usinas vencedoras no leilão da Aneel

Com 88 usinas, a Região Nordeste teve o maior número de vencedores no 18º Leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que ocorreu nessa sexta-feira (13). O estado da Bahia foi responsável por 42 empreendimentos.

No total, 119 usinas arremataram lotes na concorrência para contratar energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração de fontes hidráulica, eólica, solar e termelétrica (a biomassa, o carvão ou gás natural em ciclo combinado). A Região Sul teve 17 usinas vencedoras. Os empreendimentos deverão começar fornecer a energia contratada a partir de maio de 2018.

A maior parte de ofertas vencedoras foi de energia eólica (97) seguida pelas pequenas centrais hidrelétricas – PCHs – (16) e a biomassa (5).

(Agência Brasil)

“Não podemos ter dois Cearás: o dos ricos e o dos pobres”, diz Eunício

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O senador Eunício Oliveira (PMDB) sugeriu nessa sexta-feira (13) que o cearense comece a comparar histórias de vida dos políticos, como forma da população se identificar com seus governantes. A proposta surgiu durante discurso da posse do ex-prefeito de Choró (Sertão Cearense), Otacílio Dantas, como presidente do PMDB no município.

“Não podemos ter dois Cearás: o dos ricos e o dos pobres. Temos que ter dignidade no lugar onde a gente vive. Se o meu partido decidir por uma candidatura ao Governo do Ceará, em 2014, eu vou pedir que comparem a minha história e o meu trabalho. E o povo decidirá”, disse o senador cearense.

“Sou igual a vocês, venho de um distrito de Lavras da Mangabeira e vivi todas as dificuldades do homem do campo. Foi dessa vivência que tirei forças para lutar para que 502 mil famílias de agricultores pudessem ter a chance de renegociar suas dívidas”, completou Eunício, ao ressaltar seu trabalho contra a desigualdade social no país.

Político dos agricultores

O primeiro prefeito da história de Choró, Otacílio Dantas (1993-1996), observou que o município tem na agricultura a sua principal fonte de economia e destacou o trabalho do senador Eunício na renegociação de dívidas do homem do campo que teve seu plantio atingido pela seca. “Eunício é o político mais importante do Brasil para o agricultor”, disse.

Defesa pede transferência de Pedro Henry para Mato Grosso

A defesa do ex-deputado federal Pedro Henry (PP-MT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência de seu cliente para o estado de Mato Grosso. Henry se entregou nesta sexta-feira (13) à Polícia Federal (PF), em Brasília (DF), e renunciou ao mandato após ter a prisão decretada pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa.

O ex-parlamentar foi condenado a sete anos e dois meses, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na Ação Penal 470, o processo do mensalão. De acordo com a Lei de Execução Penal, detentos podem pedir à Justiça para cumprir a pena em presídios localizados próximo aos parentes.

Nessa quinta-feira (12), Barbosa determinou o fim do processo para Henry por entender que as penas devem ser executadas imediatamente porque não cabem mais recursos contra a condenação.

(Agência Brasil)

Cid fica em décimo em ranking de governadores

Pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta sexta-feira (13), coloca Cid Gomes (Pros) no décimo lugar do ranking de governadores do País e em terceiro do Nordeste. De acordo com o levantamento, percentual de pessoas que aprovam o governo cearense é de 52%. Já a avaliação de quem considera a gestão “ótima ou boa” é de 38%.

No Nordeste, Cid Gomes fica atrás apenas de Eduardo Campos (PSB-PE), com 76% de aprovação, e de Eduardo Coutinho (PSB-PB), que obteve 54%. Apesar disso, média de aprovação de Cid é maior do que a de Dilma Rousseff (PT), que ficou em 48%.

Além disso, a pesquisa também perguntou aos entrevistados se eles confiavam no governador Cid Gomes, com 48% dos ouvidos afirmando que sim.

Segurança mal avaliada

A pesquisa aponta ainda as áreas mais citadas como de melhor e pior desempenho. Em todos os Estados, a Segurança Pública aparece como uma das áreas mais problemáticas, com 70% de desaprovação geral. A situação se repete no Ceará, onde a segurança é desaprovada por 55% dos entrevistados.

Do lado positivo, a Educação é considerada por 21% da população a área mais positiva do governo cearense. O índice fica atrás apenas de Pernambuco com 29%, Amazonas com 25% e Minas Gerais com 24%. O dado apresenta contraste com os demais estados do País, onde a Educação aparece como uma das áreas mais mal avaliadas.

Confira quem foram os governadores com maior aprovação:

1) Amazonas – Omar Aziz (PSD): 84%
2) Pernambuco – Eduardo Campos (PSB): 76%
3) Acre – Tião Viana (PT): 70%
4) Mato Grosso do Sul – André Puccinelli (PMDB): 66%
5) Minas Gerais – Antônio Anastasia (PSDB): 63%
6) Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB): 63%
7) Paraná – Beto Richa (PSDB): 54%
8) Paraíba – Eduardo Coutinho (PSB): 54%
9) Rondônia – Confúcio Moura (PMDB): 52%
10) Ceará – Cid Gomes (Pros): 52%
11) Santa Catarina – Raimundo Colombo (PSD): 50%
12) Rio Grande do Sul – Tarso Genro (PT): 50%
13) Bahia – Jaques Wagner (PT): 50%
Brasil – Dilma Rousseff (PT): 48%
14) Goiás – Marconi Perillo (PSDB): 48%
15) Piauí – Wilson Martins (PSB): 47%
16) Sergipe – Jackson Barreto (PMDB): 46%
17) Maranhão – Roseana Sarney (PMDB): 46%
18) São Paulo – Geraldo Alckmin (PSDB): 41%
19) Pará – Simão Jatene (PSDB): 39%
20) Mato Grosso – Silval Barbosa (PMDB): 37%
21) Alagoas – Teotônio Vilela Filho (PSDB): 35%
22) Tocantins – Siqueira Campos (PSDB): 34%
23) Rio de Janeiro – Sérgio Cabral (PMDB): 32%
24) Roraima – José de Anchieta Júnior (PSDB): 31%
25) Amapá – Camilo Capiberibe (PSB): 26%
26) Distrito Federal – Agnelo Queiroz (PT): 16%
27) Rio Grande do Norte – Rosalba Ciarlini (DEM): 13%

(O Povo Online)

Ao Deodato Ramalho sem carinho

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O professor João Arruda manda artigo para o Blog em resposta às críticas feitas pelo vereador Deodato Ramalho (PT). O vereador acusou Arruda de lançar loas à gestão atual – no plano da educação, por integrar o estafe do prefeito Roberto Cláudio. Confira:

Meu caro Eliomar,

Estava fazendo algumas compras natalinas quando fui informado de que o vereador Deodato Ramalho havia respondido ao meu comentário sobre o novo momento da educação pública municipal. Confesso
que fiquei ansioso para chegar em casa, acessar o seu Blog e ver se o nobre vereador conseguiria realmente responder as minhas objeções à administração Luizianne Lins.

Sabe, meu caro Eliomar, fiquei frustrado quando li o texto-resposta e percebi que o senhor Deodato tergiversou, tergiversou e nada respondeu. Limitou-se apenas a desqualificar as minhas críticas. O vereador foi desonesto e inconsistente nos argumentos. Ele nada respondeu, mas tentou me tirar a legitimidade, como cidadão, de continuar a denunciar a mais incompetente administração que a nossa cidade já teve.

É interessante… quando o próprio vereador diz que “o professor João Arruda foi um forte opositor da gestão do PT, as mais das vezes com um discurso agressivo e contaminado pela agressão que ia além da saudável crítica política”, nesse momento, meu caro Eliomar, ele reconhece explicitamente que eu já me opunha ao desgoverno da Luizianne Lins desde o
seu primeiro mandato. Isto é, muito antes da administração Roberto Cláudio
existir.

Meu caro Eliomar, essa tentativa do vereador Deodato querer me negar a legitimidade da crítica ou exigir o meu amordaçamento pelo fato de ser assessor municipal é uma postura autoritária que eu não aceito. Veja, o vereador Deodato não vai conseguir me constranger nem me calar. Se ousei
me opor à ditadura militar, quando se pagava caro por esse atrevimento, não vai ser agora, em plena democracia que eu ajudei a construir, que vou capitular.

Mais uma observação: o referido vereador botou na minha boca uma frase que eu não usei. Eu nunca desqualifiquei os meus interlocutores usando o argumento de que eles seriam “assessores bajulando a prefeita, montados em sinecuras”. Neste momento, o caro vereador faltou com a verdade. Sempre bati duro quando defendia o meu ponto de vista, mas nunca fui medíocre ao
ponto de usar esse argumento para desconstruir o meu oponente.

Há outro dado que gostaria de registrar: tenho muito orgulho da minha história de vida. Para não se continuar insinuando que escondo detalhes da minha vida profissional, reafirmo que faço política desde 1966, sou mestre em sociologia, professor de sociologia da UFC desde 1975, já
lecionei em 4 universidades, publiquei 6 livros até a presente data e, atualmente, com muito orgulho, sou assessor técnico da prefeitura, principalmente porque estamos resgatando a autoestima de Fortaleza, destruída pela administração que o vereador Deodato apoiou.

Finalizando, meu caro Eliomar, continuo cobrando do Deodato respostas às críticas por mim formuladas. Continuo esperando que ele rebata, com argumentos, as críticas expressas por mim.
Por uma questão de coerência e por não temer o patrulhamento, continuarei lutando por uma Fortaleza mais humana e socialmente justa.

Nesse sentido,
continuarei bradando: retrocesso nunca mais!

* João Arruda,
Professor.

Atividade econômica cresce 0,77% em outubro

A atividade econômica iniciou o quarto trimestre crescendo. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou crescimento de 0,77%, em outubro, comparado com setembro.

Esse foi o maior crescimento desde abril deste ano, quando a expansão, na comparação com março, ficou em 1,38%, de acordo com os dados revisados. Em setembro, comparado com o mês anterior, havia ficado praticamente estável. O crescimento ficou em 0,01%.

Em relação a outubro do ano passado, houve crescimento de 3,82% (sem ajustes). No ano, o IBC-Br apresentou expansão de 2,81% e, em 12 meses encerrados em outubro, de 2,44%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar como está a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica.

(Agência Brasil)

Revolução ou faz de conta?

Da coluna Política, no O POVO desta sexta-feira (13), pelo jornalista Érico Firmo:

A não ser que haja considerável reviravolta, o Supremo Tribunal Federal (STF) está muito perto de promover uma das mais importantes mudanças nas regras eleitorais na história brasileira. Todos os ministros que votaram até ontem se posicionaram pela proibição de empresas doarem para candidatos. O relator Luiz Fux, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, e também os ministros Luís Roberto Barroso e José Dias Toffoli entendem que esse tipo de financiamento eleitoral contraria a Constituição. Faltam ainda sete ministros votarem. Um deles, Gilmar Mendes, já sinalizou que será a favor dessas contribuições, pois considera que a restrição trará ainda mais desequilíbrio entre os candidatos, a favor de quem está no poder e tem à disposição a propaganda institucional.

Essa forma de financiar campanhas tem conexão intrínseca com a forma promíscua como público e privado se relacionam. Empresa não vota, mas tem negócios governamentais. A coluna já tratou dos casos em que a mesma pessoa jurídica doa a vários adversários, situação só explicada pela tentativa de ficar bem com o poder de plantão, seja qual for. O próprio ministro Luis Roberto Barroso, em seu voto, destacou que o modelo atual constrange as empresas a contribuir com os políticos. O veto a esse tipo de prática é necessário. Mas há o risco embutido de se criar duas ilusões.

A mais óbvia: boa parte do fluxo de dinheiro para campanha já ocorre de forma subterrânea. Hoje, concessionárias de serviços públicos são proibidas de doar, mas encontram meios – à margem da lei e da fiscalização – de fazer o dinheiro chegar aos candidatos. Além do mais, as empresas seriam proibidas de doar, mas não seus proprietários. Os limites de doação são mais rígidos – mas eles não deixam de existir tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, e em ambos os casos são burlados.

A outra ilusão é se passar a acreditar que é a necessidade de honrar compromissos de campanha que gera a corrupção. Errado. Essas relações promíscuas são parte de um conluio mais complexo no qual agentes públicos e setor privado se aliam para tirar proveito próprio. Os potenciais lucros são muitos e o risco de punição, pequeno. Não é a quitação de débitos o motor da corrupção. As doações de campanha são parte de uma relação promíscua maior, mais profunda e mais rentável. Não são a motivação de toda essa rede. Isso não se pode perder de vista.

Isso à parte, a mudança não deixa de ser positiva. Só não pode ser vista como panaceia. O julgamento será retomado em 2014. A reversão desse tipo de resultado, mesmo com quatro votos a zero, não é propriamente rara no meio jurídico. Mas a tendência é de que a inconstitucionalidade das doações por empresas prevaleça.