Blog do Eliomar

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Presidência das Docas do Ceará e um mandato

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Um aviso aos afobadinhos por cargos. Paulo André Holanda continua presidente da Companhia Docas do Ceará mesmo com mudança na Secretaria dos Portos. O cargo é por mandato e ele ainda tem mais um ano pela frente.

Essa pasta é vinculada à Secretaria Especial dos Portos, cujo titular é Leônidas Cristino (PSB). Ele, que é ligado ao grupo do governador Cid Gomes,  já colocou à disposição da presidente Dilma Rousseff.

Conjunto Sumaré tem área verde aterrada

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Da Coluna do jornalista Waldemar Menezes, do O POVO deste domingo, uma denúncia:

“Chega à Coluna denúncia de que a área verde pertencente ao Conjunto Sumaré está sofrendo aterros para construções. O acesso ao local se faz pela primeira rua, à direita, de quem entra no bairro. O próprio riacho originário teria sido transformado em esgoto – segundo moradores da área. Eles denunciam que já chamaram várias vezes os órgãos ambientais da Prefeitura de Fortaleza, sem resultados.

A área chegou a ser cogitada para formar o BioPark – projeto ecológico idealizado pelo prefeito Juraci Magalhães. As flora e fauna locais (com espécies que têm na área seu último refúgio) estariam sendo exterminadas.

Moradores querem que a Prefeitura ajude na delimitação e cercamento da área verde e impeça a ação de invasores, (que não são sem teto, pois utilizam máquinas para derrubar árvores e fazer aterros). Querem também impedir o despejo de entulhos por caçambas no local.”

O Governante não é dono do Estado

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Da Coluna de Fábio Campos, neste domingo no O POVO, o tópico “O Governante não é dono do Estado”. Confira:

Um comentário acerca de dois fatos obsoletos. O primeiro: o órgão especial do Tribunal de Justiça do Ceará decidiu que o Ministério Público de Contas (MPC), que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), não pode pedir informações e documentos diretamente aos órgãos do Governo do Estado. Ou seja, precisa antes pedir a permissão do plenário do amestrado TCE.

O segundo fato obsoleto: o plenário da Assembleia Legislativa rejeitou, na sessão de quinta-feira, três pedidos de informação apresentados pelo deputado estadual Heitor Férrer (PDT). Um deles pedia o relatório de gastos do Governo com aluguéis de imóveis. Afinal, o governador havia dito que a construção do anexo de R$ 45 milhões se justificava pela economia de aluguéis que o novo prédio proporcionará.

Os dois fatos são obsoletos por um motivo muito simples: nenhum cidadão brasileiro precisa de autorização de quem quer que seja para requerer informações de órgãos e entidades dos três poderes da União, Estados, Distrito Federal e municípios. É o que determina a lei Nº 12.527, batizada de Lei de Acesso à Informação (LAI), em vigência desde o dia 16 de maio de 2012. Portanto, há mais de um ano. A partir dela, o acesso à informação passou a ser uma regra e o sigilo a mais absoluta exceção.

Portanto, qualquer cidadão, seja ele deputado ou procurador de contas, pode requerer diretamente à instituição alvo a informação que achar conveniente. Seja a lista de aluguéis de imóveis contratados pelo Estado ou a lista de preços de shows que o contribuinte cearense paga. Pela lei, a instituição pública demandada pelo pedido de informação tem o prazo de 20 dias para responder, com a generosa possibilidade de prorrogação por mais dez. Portanto, um mês inteirinho para dar a resposta à curiosidade do cidadão.

Atenção, senhores governantes amasiados com o velho e resistente patrimonialismo: as informações são públicas. Não pertencem ao Estado, ao Governo e muito menos aos senhores. A LAI devolveu as informações ao seu legítimo dono: a sociedade. Vejam o que ela diz: “Qualquer pessoa, natural ou jurídica, poderá formular pedido de acesso à informação. O pedido será apresentado em formulário padrão, disponibilizado em meio eletrônico e físico, no sítio na Internet e no Serviço de Informações ao Cidadão dos órgãos e entidades”.

A LAI prevê somente dois tipos de restrição à regra de cessão das informações: dados pessoais e informações classificadas por autoridades como sigilosas. As informações consideradas sigilosas são aquelas que podem colocar em risco a segurança da sociedade ou do Estado. Certamente, não se enquadram nesse caso inocentes dados referentes à contratação de shows ou alugueis de imóveis.

O cidadão (jornalista, deputado, procurador, padeiro, gari, desocupado…) interessado em dados públicos não precisa apresentar nenhum tipo de justificativa para a solicitação de informações. Já os servidores públicos que não prestarem as informações solicitadas e não apresentarem a justificativa legal para tal podem ser processados por improbidade. Trata-se de uma das mais importantes regras já criada a favor de nossa democracia. A propósito, foi obra da presidente Dilma Rousseff. 

Deputado respeita direito de Eunício de pensar em Governo, mas torce por ampla aliança

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O deputado federa Aníbal Gomes (PMDB) torce por uma ampla aliança política nas eleições de 2014 no Estado. Aníbal reconhece que o senador Eunício Oliveira (PMDB) tem todo o direito de querer postular o Governo, mas espera que, acima de candidaturas, reitera o peemedebista, prevaleça a unidade e o desejo do governador Cid Gomes de buscar a renovação da aliança.

TCU começa a investigar irregularidades no uso de cotas de parlamentares

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“O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar Rodrigues determinou na última quarta-feira (18) a abertura de investigação sobre as irregularidades no uso da cota parlamentar para o aluguel de veículos e escritórios parlamentares. Fazem parte do processo dois senadores e 18 deputados federais. No mesmo dia, Rodrigues determinou o início de diligências para apurar os casos.

Série de reportagens do Congresso em Focopublicadas desde agosto mostram que a Câmara já gastou mais de R$ 31 milhões apenas com o aluguel de veículos e outros R$ 22 milhões com combustíveis desde o ano passado. Os carros são alugados pelos deputados, que, mediante apresentação de comprovante, são ressarcidos pela Casa.

O dinheiro faz parte de uma cota a que deputados e senadores têm direito a receber para custear gastos relacionados ao mandato, como transporte, divulgação da atividade parlamentar, alimentação e hospedagem.

* Do Congresso em Foco, mais aqui.

Alessander Sales – A pedra no sapato da oficialidade?

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Caiu como ácido a escolha de Alessander Sales como procurador-chefe da República no Ceará. Principalmente nos âmbitos da Prefeitura de Fortaleza e Governo do Estado. Alessander, em ações judiciais, bate de frente com interesses dessas esferas.

Alessander questiona projetos do Governo como Aquario, Ponte Estaiada e, no âmbito da Prefeitura, a construção dos viadutos no encontro da avenida Antônio Sales com Engenheiro Santana Júnior.

Apenas.

PSB poderá oferecer concessões ao neoliberalismo, desconfia campo da esquerda

Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (22):

Para quem é de esquerda, a saída do PSB do governo federal só teria razão se fosse para formar um projeto à esquerda do levado a cabo pelo PT (que cedeu muito ao “pragmatismo”). Se for para fazer igual, o PSB não precisa sair – argumentam. Muito pior ainda, se for para oferecer maiores concessões ao neoliberalismo, fazendo o jogo dos que acusam o PT de “entravar o mercado e a livre iniciativa” – é o argumento. Em tal caso, seria “retrocesso”.

De fato, a desconfiança é grande no campo da esquerda diante da percepção de que quem mais está incentivando o PSB a tomar essa posição é o PSDB e o DEM. Estes, como se sabe, defendem um projeto mais pautado pelo mercado, dando primazia ao econômico, ao invés do social – como sempre foi antes de o PT chegar ao governo. Se for para fazer aliança com esse pessoal, o PSB não estará buscando uma alternativa à esquerda – é a conclusão.

Mais da metade das vagas de trabalho reservadas a pessoas com deficiência não são preenchidas

“Na data em que se promoveu o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro), a avaliação é que há desafios a serem enfrentados para garantir o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho. De acordo com o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Antônio José Ferreira, nem 50% das vagas de trabalho que deveriam estar ocupadas por deficientes, de acordo com a Lei 8.213 de julho de 1991, estão preenchidas.

Desde 1991, a lei determina que empresas com mais de 100 funcionários devem destinar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência. Em 2011, um total de 325,3 mil pessoas com deficiência tinham vínculo empregatício, de acordo com a última Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. O número seria 700 mil se a lei fosse integralmente cumprida, de acordo com o presidente do Conade.

“Com a lei de cotas, temos conseguido que as pessoas com deficiência tenham participação no mercado de trabalho, mas a participação é tímida. Se tivéssemos todas as vagas ocupadas seriam 700 mil pessoas com deficiência empregadas e ainda são 325 mil. Temos mais vagas disponíveis do que pessoas com deficiência no mercado de trabalho”. A renda média das pessoas com deficiência foi R$ 1.891,16 em 2011, de acordo com os dados da Rais. A maioria dos empregados tem ensino médio completo – são 136 mil. Os homens predominam.

A qualificação adequada não é o principal entrave para a contratação de pessoas com deficiência, na avaliação de Antônio José. “Isso se dá não apenas pela questão da capacitação. Isso se dá pelo desconhecimento que o empresário tem do que pode fazer uma pessoa com deficiência”, disse. De acordo com dados o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 45,6 milhões de pessoas com pelo menos um tipo de deficiência, o que representa 23,92% da população.”

(Agência Brasil)

Melhor forma de combater uso de álcool na adolescência é o diálogo com os pais, dizem especialistas

Bem aceito por boa parte da sociedade, legalizado e promovido pela publicidade, o consumo de álcool deve ser tema de conversa entre pais e filhos, defendem especialistas. Eles acreditam que é a melhor forma de combater o uso durante a adolescência. O tempo certo para a conversa, no entanto, é variável e depende de cada família.

“É bom que não seja depois dos 12 anos, que é a idade em que muitos têm o primeiro contato com o álcool, mas é claro que a necessidade de aconselhar a criança depende do grau de exposição à bebida. Tudo depende do contexto. Se a criança começa a ser exposta ao álcool mais cedo, vendo as pessoas e os próprios pais beberem, isso tem que ser conversado”, argumenta a professora do departamento de medicina preventiva da Universidade Federal de São Paulo Zila Sanchez, integrante do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas.

No 6º Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio das Redes Pública e Privada, nas 27 capitais brasileiras, com dados de 2010, os pesquisadores do centro de pesquisa constataram que a idade média do primeiro contato com as bebidas alcoólicas é 13 anos.

Foram ouvidos 50.890 estudantes, e 15,4% dos que tinham entre 10 e 12 anos declaram que tinham consumido álcool no ano da pesquisa. A proporção sobe para 43,6% entre 13 e 15 anos, e para 65,3% entre 16 e 18 anos. De todo o universo pesquisado, 60,5% dos estudantes declararam ter consumido álcool. A taxa foi maior entre os alunos das escolas privadas (65%) do que entre os das públicas (59,3%). Mais que um quinto dos estudantes (21,1%) tinha consumido álcool no mês da pesquisa.

Outro estudo, divulgado pela companhia cervejeira Ambev mostra que 33% dos pais brasileiros não conversam com os filhos sobre o consumo de álcool, apesar de 98% dizerem que consideram importante. Entre os 11 países pesquisados, o Brasil só fica na frente da Ucrânia (34%) e da China (53%). Na Alemanha, apenas 15% dos pais disseram não ter falado.

Quase metade dos pais brasileiros, que disseram não ter tocado no assunto, consideram que o filho é muito novo para isso (48%), apesar de a idade média que os entrevistados consideraram a ideal para a conversa ser 9 anos. Vinte e dois por cento disseram não saber como tocar no assunto, 15% afirmaram confiar nos filhos e 9% alegaram que acham estranho ou têm vergonha de conversar sobre isso.

(Agência Brasil)

Proposta proíbe venda casada nas telecomunicações

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A Câmara analisa o Projeto de Lei 5632/13, do deputado Carlos Souza (PSD-AM), que proíbe a prática de venda casada no setor de telecomunicações.

O parlamentar lembra que o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) já impede a comercialização de um produto ou serviço condicionada ao fornecimento de outro. Essa prática, conhecida como venda casada, é classificada como abusiva.

A proposta acrescenta a proibição à Lei Geral das Telecomunicações (9.472/97). Atualmente, essa norma veda apenas a prática de subsídios para diminuição de preços aos clientes; o uso de informações adquiridas dos concorrentes para obter vantagens; e a omissão de informações técnicas e comerciais importantes à prestação de serviços.

“O projeto vai contribuir para eliminar a venda casada no setor de telecomunicações, beneficiando o consumidor”, argumenta o deputado.

(Agência Câmara Notícias)

Às vésperas do prazo final, Síria entrega inventário de armas químicas

A Síria concluiu neste sábado (21) a entrega da lista de armas químicas à Organização para a Proibição das Armas Químicas. O prazo para que Bashar Al Assad fornecesse o levantamento completo terminava hoje.

A entrega da lista faz parte do acordo entre russos e americanos para o desmantelamento do arsenal químico sírio assinado em Genebra, na Suíça, no dia 14 de setembro. O acerto prevê que a Síria entregue todas as armas químicas para serem destruídas até julho de 2014.

O entendimento foi alcançado no momento em que os norte-americanos ameaçavam uma ação militar, em resposta ao ataque químico de 21 de agosto, que deixou mais de mil mortos perto de Damasco.

A organização adiou a reunião prevista para este domingo (22), marcada estudar o início do programa de destruição de armas e o pedido de adesão da Síria à Convenção de 1993 sobre a proibição total do arsenal químico.

Os conflitos na Síria duram dois anos e meio e mais de 100 mil pessoas morreram. A estimativa é que existam cerca de dois milhões de refugiados em países vizinhos – Jordânia, Turquia e Líbano.

(Agência Brasil)

Quando a vitimização convém

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plácido

Em artigo enviado ao Blog, o advogado e ex-vereador Plácido Filho comenta do retorno de Luizianne Lins ao cenário político. Confira:

Luizianne Lins mostra porque ficou oito anos no poder sem nada fazer. Comunicóloga e de uma escola política em que a dramatização vem antes da ação, a ex-prefeita de Fortaleza sabe como ninguém trabalhar politicamente uma boa encenação. Quando estive na condição de vereador, sua base na Câmara Municipal de Fortaleza por diversas vezes tentou desqualificar minhas convicções políticas com o tolo argumento que havia trocado o PDT pelo PV e depois retornado ao PDT.

Embora eu argumentasse que havia trocado de partido, mas não havia trocado de ideologia, o sentimento para eles nada valia diante da troca de legenda. E agora a própria Luizianne Lins diz que “vou pensar”, no primeiro convite que lhe fazem para deixar o PT. Mesmo que permaneça no partido, coisa que aposto, Luizianne já arranhou seu orgulho besta de nunca ter trocado de partido.

Vejo também a ex-prefeita e seu grupo festejando um parecer de “provável” abuso de poder político e econômico contra o candidato vitorioso na última eleição. O parecer do Ministério Público agora convém. Não o parecer da exploração política e econômica dos terceirizados na então gestão do PT, que foram obrigados a carregar bandeiras da candidatura Elmano de Freitas, sob ameaça de demissão sumária. Conforme denunciei no plenário da Câmara Municipal e depois acatado pelo mesmo Ministério Público, houve casos, inúmeros casos, de terceirizados que foram demitidos por simpatizarem por outras candidaturas, mas que seriam readmitidos caso conseguissem um pedido de um candidato da base.

Enfim, Luizianne Lins agora aparece como candidata à Assembleia Legislativa. E a ela desejo que um dia reencontre a guerreira deputada ou a guerreira vereadora. Só espero que não faça o papel que ela mesma condenou por oito longos anos: a da deputada municipal. Isso não convém.

Plácido Filho, advogado e sindicalista

Ely Aguiar defende a inutilização de armas apreendidas em operações criminosas

deputado ely aguiar

O deputado Ely Aguiar (PSDC) tem projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Ceará, sugerindo a inutilização de armas apreendidas em operações criminosas, logo após a conclusão do inquérito e da perícia. Para o parlamentar, não se pode permitir que essas armas voltem para as mãos dos bandidos. “O generalizado desconhecimento a respeito do grave problema das armas de fogo, causa grande prejuízo na destruição de milhares de vidas”.

Ely explicou que o desaparecimento de armas em fóruns de justiça é bastante comum, não só no Ceará, mas em todo o País. Mauriti, Araripe e Pedra Branca, segundo o parlamentar, são alguns dos municípios cearenses que tiveram seu estoque de armas apreendidas desaparecido. “Mas é só olhar nos jornais. Isso acontece em Salvador, Florianópolis, em todo canto”, disse. O deputado comentou que acredita que “a medida poderá ser considerada inconstitucional”, mas que ainda sim irá levá-la ao Senado Federal.

Quanto à política de desarmamento, Ely mostrou-se neutro. Segundo ele, “não é uma campanha, e tampouco uma maior rigidez na fiscalização do porte de armas, que vai desarmar o bandido. Ele não precisa ter, necessariamente, uma arma pra matar ou roubar”, completou. Ely Aguiar sugere ainda uma maior fiscalização nas fronteiras do País. “Precisamos dos ‘batalhões de fronteiras’, principalmente aqui no nosso Estado do Ceará, se faz necessária uma fiscalização intensa. Isto permitirá a apreensão de grande quantidade de armas, a entrada de drogas nos municípios cearenses”, concluiu.

(Jonas Mello)

A ciclofaixa e a dinâmica da cidade

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (21), pelo jornalista Érico Firmo:

A ciclofaixa implantada na rua Ana Bilhar é exemplar de uma dinâmica urbana que pode se revelar muito positiva para a cidade. Começou com intervenção do grupo Massa Crítica, que, por conta própria, pintou faixa destinada a bicicletas na via. No dia seguinte, a Prefeitura apagou. No entanto, na última semana, concretizou a medida.

Naturalmente, não é razoável permitir alterações no espaço urbano que partam de iniciativas de pessoas ou indivíduos. Falhos que sejam – e são – há mecanismos institucionais e tomadas dessas decisões que considerem a coletividade. Mas não penso que se trate de promover alterações na cidade de forma anárquica.

A intervenção do Massa Crítica tornou público o debate, jogou pressão sobre o poder público e mostrou que a medida era viável. Em várias partes do mundo, foi assim mesmo que se deu a implantação. E é louvável que a Prefeitura tenha tido a sensibilidade de perceber a demanda popular pelo espaço para trânsito de bicicletas e, também, a necessidade da iniciativa. Ainda que já existisse o projeto, é inegável que o protesto teve efeito simbólico e político e, no mínimo, serviu para acelerar a iniciativa.

É muito saudável que a administração pública se mostre atenta a essa dinâmica e às reivindicações que surgem dos vários setores da sociedade – sobretudo quando se trata de boas ideias, como no caso. Longe de demonstrar fraqueza, é caminho para maior sintonia entre governantes e a população e estratégia para melhor administrar.

A criação da ciclofaixa em área nobre terá como consequência previsível a maior pressão sobre a gestão pública para a criação de novos espaços. Isso é ótimo e o efeito natural será a ampliação de ciclovias e ciclofaixas – no Meireles, na Aldeota, mas, espera-se, também no resto da cidade. Passos importantes na transformação da dinâmica de mobilidade em Fortaleza, com a construção de sistema de deslocamentos menos dependente do carro.

A "mídia" é o problema?

Em artigo no O POVO deste sábado (21), o professor do Instituto de Cultura e Arte da UFC, Jamil Marques, avalia o papel da mídia na representatividade do cidadão no interesse público. Confira:

Questionar o desempenho daqueles que nos representam deve ser um costume cultivado em qualquer sociedade democrática. O fortalecimento dos Tribunais de Contas, a consolidação das Ouvidorias ou mesmo a pressão das ruas são elementos da vida republicana cujo objetivo é reafirmar o controle da esfera da cidadania sobre as instituições do Estado. Em outras palavras, todos aqueles que desempenham funções de interesse público devem ter seu trabalho fiscalizado.

Nesse sentido, verifica-se que as críticas ao Jornalismo – atividade que também reivindica representar os cidadãos – têm se tornado mais agudas e frequentes nos últimos anos. A cada nova denúncia ou agitação no mundo político, há argumentos prontos a detratar o papel da imprensa como mediadora autorizada das informações.

Por um lado, quando a notícia desagrada, as reclamações começam pelas ressalvas ao profissional que escreveu a matéria, chegam ao jornal, à revista ou à emissora e, por fim, alcançam os governos que anunciam nos órgãos de comunicação. Por outro lado, se a denúncia não é feita, acusa-se a imprensa de ser conivente com o poder. Enfim, mais do que versões de um mesmo acontecimento, o Jornalismo revela um mundo de insatisfeitos – aliás, insatisfeitos de ocasião, pois, quando o escândalo se refere ao meu adversário, sou todo aplausos.

Na verdade, é preciso compreender que suspeitar do trabalho dos profissionais da imprensa deve ser visto como algo natural e até positivo. Por exemplo, é legítimo perguntar: se um jornalista – que não foi eleito pelos cidadãos – tem o poder de pressionar um governador ou um deputado, por qual motivo não poderia ser contestado quanto aos seus métodos de trabalho sem apelar para a ideia de “censura”?

Se falta maturidade às análises mais engajadas e apocalípticas, que se apressam em acusar de maléfica a atuação da imprensa quando esta não elogia determinadas preferências, faltam aos que praticam um Jornalismo sério mais humildade para reconhecer os próprios erros e coragem para promover um debate sobre os limites de sua própria atuação.

A Justiça e a paciência como artigo de luxo

Em artigo no O POVO deste sábado (21), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, comenta a posição da imprensa no caso mensalão. Confira:

Como jornalistas, não raro, somos alçados à condição de imprensa no sentido de instituição, seja por meio da cobrança de possíveis erros no trato da língua, em virtude da tomada de posição de determinados veículos de comunicação, seja até mesmo provocados a resolver problemas gerais, como se pudéssemos, apesar de nossa limitada capacidade individual, assumir o papel de quarto poder.

Qual jornalista já não se viu encurralado diante de questionamentos do gênero, como se a nós fosse facultada a possibilidade de resolver os dramas da sociedade?

Nesta semana me vi diante de situação assim, após o resultado do julgamento dos embargos infringentes no caso do mensalão. Me cobraram, como jornalista, posicionamento mais crítico da imprensa em relação ao desgaste da imagem do judiciário no Brasil a partir do que decidiu o pleno do STF. Imagem, é bom que se diga, que no Ceará, vê-se piorada a cada nova decisão relacionada ao imbróglio envolvendo a ocupação de trecho do Cocó por manifestantes.

E o que dizer diante disso? Estariam certos os julgadores no STF ao acatarem os embargos infringentes? E os que estão tomando há dois meses as decisões no caso do caso, com suas idas e vindas, sem que se tenha uma definição?

É claro que as respostas não cabem em tão simples avaliação, principalmente ao se levar em conta os aspectos técnico-jurídicos. Mas é inegável que, pelo menos no que diz respeito ao tempo, a Justiça brasileira está profundamente dissociada dos anseios da sociedade. Aceitar-se os argumentos de mérito das partes é compreensível para que se proceda a julgamento justo. Mas como explicar a demora para haver um veredicto?

São exemplos do tipo, que mesmo desconsiderando o pouco conhecimento jurídico de grande parte da opinião pública, tem-se que aceitar a revolta e a descrença em relação ao poder judiciário.

O mais grave é que, além da descrença, a falta de uma decisão final das demandas que acorrem ao Judiciário em grande parte, joga a imagem da Justiça nas cordas, manchando a instituição como guardião da legalidade. Esquecem nossos julgadores que a paciência tem sido artigo de luxo nesses tempos tão pouco amigáveis.

Tasso diz que brasileiros merecem o retorno da ética e da moral

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tasso e aécio

Em discurso na manhã deste sábado (21), em Maceió (AL), durante encontro regional do PSDB, o ex-senador Tasso Jereissati cobrou o retorno da ética, da moral e da dignidade no país. Segundo Jereissati, o governo Dilma Rousseff não toma providências para resolver a sequência de escândalos na máquina federal.

“A presidente não dá bola (para os escândalos), faz vistas grossas em troca de apoio político”, comentou.

Tasso disse que o primeiro encontro regional do PSDB “é o início da nossa luta, não apenas pelo Nordeste, mas para mudar o Brasil no resgate da dignidade, da moral, e da altivez do povo brasileiro. E os brasileiros merecem isso. E isso nós teremos no ano que vem com Aécio Neves nos liderando à Presidência da República”, destacou.