Blog do Eliomar

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Disciplinado e fiel

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cid e nélson

Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (8):

O disciplinado e fiel Nelson Martins, que é deputado estadual, não deixou o cargo de secretário porque, segundo o governador, não será candidato em 2014. Fica a pergunta: após o fim do Governo, o mais cidista dos petistas voltará para trabalhar no Banco do Brasil? Disputará novamente a presidência do Sindicato dos Bancários? Improvável.

O petista tem até o início de abril para decidir se será candidato e, só nesse momento, sair do Governo. Ele, o governador e a torcida do Vovô sabem bem que nada o impede de agir assim. A sua graduação política o impediu de entrar no fumaceiro para esconder os reais motivos da saída do coronel. Sim, Nelson pode ser candidato, mas pode também ganhar uma nomeação vitalícia para uma corte de contas. Seria um prêmio pelos serviços prestados.

Cotas e Mais Médicos

Em artigo no O POVO deste domingo (8), o sociólogo André Haguette avalia o Mais Médicos como avanço. Confira:

O sistema de cotas para acesso ao ensino superior não é certamente solução ideal, que seria um ensino público fundamental e médio de qualidade; no entanto, as cotas prestam um grande serviço social e fazem justiça a estudantes competentes e dedicados.

O Bolsa Família certamente não é solução ideal; seria melhor qualificar a mão-de-obra, dando-lhe também emprego; no entanto, o Bolsa Família contribui para a diminuição da pobreza extrema e provoca uma melhor distribuição de renda. A vinda de médicos cubanos por um período de três anos sem uma rigorosa avaliação (Revalida) não parece ser solução ideal e definitiva; no entanto, ela pode cumprir uma função necessária e poderá grandemente ajudar uma população esquecida por nosso sistema de saúde. Como sabemos, a perfeição pode ser a inimiga do bom. Cotas e Bolsa Família já criaram um Brasil melhor; o Mais Médicos poderá somar-se a esses avanços. Avanços sim, mas quanto insuficientes e precários!

Desde o início das discussões fui favorável à vinda de médicos cubanos, mas com um pé atrás. A solução definitiva é sem dúvida a implantação de condições adequadas em cada município e distrito para um atendimento primário de qualidade com médicos brasileiros (em sua maioria) e estrangeiros com uma formação comprovada, o que implica num enorme aumento de investimentos financeiros e administrativos, num aperfeiçoamento generoso do SUS.

Mas isso não é tudo. Não há desenvolvimento de condições sanitárias e médicas sem um desenvolvimento da totalidade da vida de um município. O desenvolvimento não se dá de maneira segmentada, mas de modo integrado, isto é, nos seus aspectos econômicos, políticos, sociais, educativos, de segurança, etc, o que começa a ocorrer, mas de uma forma tímida e lenta. Assim sendo, é compreensível que médicos que optaram pela medicina por ser uma profissão rentável e não por devoção a uma causa não queiram viver com sua família em um ambiente carente de quase tudo.

Consolidei meu titubeante posicionamento quando li “Carta aos médicos cubanos”, escrita pelo médico e professor do Instituto de Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês David Oliveira de Souza, ex-diretor médico de Médicos Sem Fronteira no Brasil. Nela ele dizia: Será bom vê-los diagnosticar apenas com estetoscópio, aparelho de pressão e exames básicos pais e mães de família hipertensos ou diabéticos e evitar, assim, que deixem seus filhos precocemente por derrame ou por infarto.

Será bom vê-los prevenindo a sífilis congênita, causa de graves sequelas em tantos bebês brasileiros somente porque suas mães não tiveram acesso a um médico que as tratasse com a secular penicilina… O mesmo vale para gastroenterites, crises de asma e tantos diagnósticos para os quais bastam o médico e seu estetoscópio … Aí me lembrei da Pastoral da Criança que já salvou dezenas de milhares de vida somente munida de balanças e soro caseiro; lembrei-me que uma mãe de família com boa formação, o que não temos em muitos interiores, é elo fundamental na atenção primária.

Lembrei-me do médico sanitarista cearense, Carlile Lavor, que, prefeito de Jucas, investia 42% do orçamento da prefeitura em educação para, dizia ele, “melhorar a saúde do povo”. A Carta acrescentava: “A presença de vocês criará demandas antes inexistentes e os governos serão mais pressionados pelas populações”. Que assim seja!

O Problema

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rei isolado

Em conto enviado ao Blog, o jornalista Nicolau Araújo mostra o papel da assessoria de imprensa em uma homenagem ao Dia Internacional do Jornalista, neste domingo (8). Confira:

Um dia, o rei recebeu reclamações por causa das altas taxas de impostos.

– Expulsem do reino a metade dos sonegadores e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Em outra ocasião, os agentes de saúde protestaram contra as más condições de trabalho, no atendimento às vilas distantes.

– Expulsem do reino a metade dos médicos e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Noutro momento, os professores ameaçaram não mais ocupar as salas de aula, diante da falta de investimentos em educação.

– Expulsem do reino a metade dos educadores e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Dias após, os jovens foram às ruas para cobrar transparência no gasto do dinheiro real.

– Expulsem do reino a metade dessa juventude e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Semanas depois, os padres cobraram o perdão e mais justiça no julgamento da realeza.

– Expulsem do reino a metade dos religiosos e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Certa vez, os menos favorecidos foram para a frente do palácio e pediram comida, moradia e trabalho digno.

– Expulsem do reino a metade dos plebeus e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Tempo depois, os nobres reclamaram a realização de tarefas, nunca antes por eles exercidas.

– Expulsem do reino a metade desses incapazes e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Um dia, então, formou-se um reino de um único habitante. Sobravam moedas de ouro, sobravam leitos em hospitais, sobravam vagas em escolas, sobravam templos, sobravam lavouras, sobravam empregos, mas faltava governo.

Ao observar a passagem de um velho viajante, o rei prontamente o convidou para habitar o seu reino, na certeza de seduzi-lo diante de tanta fartura.

– Sinto muito, sou um sábio. E, assim sendo, pertenço ao mundo.

Porém, curioso com o estado do reino, o sábio quis saber como tal situação ocorreu.

Após ouvir atentamente a história, o sábio deduziu que faltaram informações entre o poder e os demais segmentos do reino.

– Por que não utilizastes assessores de comunicação?! Intrigou-se o sábio.

– Creio que a tua sabedoria não é plena. Indignou-se o rei. Pois foram justamente esses os primeiros a questionar o meu governo.

Nicolau Araújo, jornalista

Petistas acreditam que Luizianne será candidata à Assembleia Legislativa

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luizianne e cartaxo

Tanto petistas ligados ao grupo de Luizianne Lins como integrantes do PT-Ceará que fazem oposição a ex-prefeita de Fortaleza acreditam que a atual presidente estadual do partido será candidata à Assembleia Legislativa no próximo ano. O problema é que Luizianne, caso eleita, passe a agir como uma “deputada municipal”, postura que ela mesma criticou, quando prefeita de Fortaleza.

Outros petistas também acenam com candidaturas nas eleições do próximo ano. O deputado federal Artur Bruno já manifestou desejo de retornar ao Legislativo Estadual, em uma “dobradinha” com o vereador Acrísio Sena, que iria disputar uma das 22 cadeiras na Câmara Federal.

Quem também acena para um cargo a deputado federal é o vice-presidente do PT Estadual, Joaquim Cartaxo. Após conseguir apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Ceará (Fetraece), Cartaxo vê a disputa cada vez mais próxima, principalmente se José Guimarães for candidato do partido ao Senado.

Operação 7 de Setembro – Operando o quê?

Em artigo no O POVO deste domingo (8), o professor e presidente do Instituto Politizar, Célio Studart, avalia as manifestações de 7 de Setembro. Confira:

A recente decisão da Justiça do Rio de Janeiro, autorizando a identificação criminal daqueles que cobrirem os rostos em manifestações públicas, visa desencorajar os manifestantes que depredam o patrimônio público e privado. Com isso, ela também leva embora, ao menos no Rio de Janeiro, alguns dos aspectos lúdicos dessa onda de protestos: a utilização da máscara dos quadrinhos e filme V de Vingança e os panos pretos no rosto ao estilo black bloc alemão.

Ontem comemoramos o 7 de Setembro, as redes sociais fervilharam comentários e ideias para o que foi anunciado como o “maior protesto da História do país”. Porém, a chamada “Operação 7 de Setembro” nada tem de operação. Nem é uma execução metódica e sistemática realizada por um determinado grupo e em nada difere do formato já visto nos últimos meses (exceto por algumas pessoas que querem copiar a inspiração deixada pelo filme mencionado: a explosão do Congresso Nacional).

Quando a ficção e a realidade se confundem, temos a impressão de que não estamos compreendendo bem os fatos reais e que estamos longe de um engajamento político maduro. Esse lirismo à Hollywood é uma forma de preencher, com emoção e fantasia, a lacuna de participação política de uma geração nascida em um país redemocratizado, mas que, exceto na ocasião do voto obrigatório, pouco ou nada exerceu sua cidadania.

Alguns dos protestos ocorridos no interior do Ceará contaram até com pandeiros e percussão. Além, claro, da indispensável máscara branca. É preciso haver muito cuidado para não transformarmos reivindicações sérias e necessárias em um evento burlesco que mais se assemelha a um Carnaval fora de época ou um desfile de cosplays. As mudanças políticas exigem a participação da sociedade, mas demandam tempo. Tempo que atormenta a paciência coletiva e, por vezes, fertiliza ideias esdrúxulas, pois a ignorância política é uma grande ativista. Ela está solta por aí, justificando o vandalismo, sempre com muita disposição física, mas pouco interesse intelectual.

Não sei se a “operação 7 de Setembro” levará adiante a explosão do Congresso Nacional. Seria muito bom se o problema do Brasil fosse apenas o nosso parlamento. Porém, se explodíssemos hoje todos os parlamentos: federal, estaduais e municipais, e realizássemos novas eleições amanhã mesmo, os mesmos políticos seriam eleitos, pois o nosso problema não é um prédio com duas bacias feito pelo Oscar Niemeyer. O nosso problema é que quem quer explodir esse prédio não faz a mínima ideia pra que ele serve e como ele poderia servir.

Reforma milionária gera nova polêmica

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Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (8):

O projeto de construção de um anexo do Palácio da Abolição, no valor de R$ 40 milhões, expôs novamente o governo do Estado a uma polêmica sobre os critérios de prioridade do emprego do dinheiro público. Os tipos de obras pelas quais o governo estadual vem optando chocam-se com a percepção de prioridade dos cidadãos.

Há uma dissociação muito grande entre ambos, na identificação do que o povo cearense está necessitando neste momento. Para haver sintonia, impõe-se a necessidade de não apenas a Assembleia Legislativa interpretar a vontade do povo (o que parece nem sequer estar fazendo), mas de os próprios cidadãos manifestarem onde acham que devem ser aplicados os recursos, antes da batida do martelo.

Síria: John Kerry diz que não atuar é risco maior que a intervenção militar

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse nesse sábado (7) que não intervir na Síria em resposta ao ataque com armas químicas, atribuído ao regime de Bashar Al Assad, seria “um risco maior” do que a própria ação militar.

Kerry, que se reuniu com o secretário francês, Laurent Fabius, insistiu que a crise afeta a segurança dos norte-americanos, em particular pelo risco de disseminação de armas químicas entre grupos terroristas e que o ataque que os Estados Unidos pretendem será curto, seletivo, sem tropas no terreno, mas com “mensagem clara”.

O chefe da diplomacia norte-americana lembrou que o presidente Barack Obama ainda não decidiu se vai esperar pela apresentação do relatório dos peritos das Nações Unidas. Eles estiveram no país para recolher provas do ataque com armas químicas, de 21 de agosto, que provocou centenas de mortes.

O presidente francês, François Hollande, já manifestou apoio aos Estados Unidos, mas observou que vai esperar pelo relatório dos peritos.

“A ausência de ação supõe um risco mais grave que a própria ação”, disse Kerry, reafirmando que o que pretende não é uma guerra e que “a única forma de acabar com o conflito sírio passa por solução política e não militar”.

Trata-se de “reduzir a capacidade de Bashar Al Assad de utilizar armas químicas” e garantir que não volte a usá-las. “Não podemos deixar que um ditador use as armas mais horríveis. É preciso dar uma resposta seletiva e limitada, embora clara”, acrescentou.

Kerry disse ainda que certo número de países – um número de dois dígitos – está preparado para integrar a ação militar. “Temos mais países preparados para uma ação militar do que aqueles a que é preciso recorrer numa intervenção desse tipo.

Laurent Fabius congratulou-se pelo “largo e crescente apoio” a uma “resposta forte” ao uso de armas químicas na Síria, destacando a União Europeia e o Conselho de Cooperação do Golfo.

O conflito na Síria já provocou mais de 110 mil mortos desde março de 2011, de acordo com as Nações Unidas.

(Agência Brasil com informações da Agência Lusa)

Sindicato dos jornalistas do DF lamenta agressões da PM a profissionais

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal lamentou os atos de violência praticados por policiais contra os profissionais de imprensa que cobriram as manifestações de 7 de Setembro na cidade. Nesse sábado(7), o repórter da Agência Brasil, Luciano Nascimento, foi agredido por três policiais com spray de pimenta e empurrões.

A primeira-secretária do sindicato, Juliana Cézar Nunes, disse que este não é um caso isolado: “O sindicato lamenta que esses atos voltem a acontecer e que o governo coloque a polícia para atuar dessa forma truculenta. Além de atuar dessa maneira com a população, atua com os jornalistas, impedindo que eles trabalhem”, disse.

Nota do sindicato destacou o fato de que “vários profissionais da mídia que estão na cobertura dos protestos do Dia da Independência terem sido agredidos pela força policial”. O repórter fotográfico Ueslei Marcelino, da Agência Reuters, foi mordido em uma das pernas por um cachorro da Polícia Militar.

No caso de Luciano Nascimento, o jornalista acompanhava a manifestação, quando viu que policiais da Tropa de Choque agrediram as pessoas que passavam pelo local. Após a reclamação de um manifestante contra a postura adotada, um policial disparou uma bomba de gás lacrimogêneo contra a cabeça dele. Nascimento foi apurar o ocorrido e, mesmo se identificando, foi agredido.

Nesta semana, o sindicato enviou um ofício à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, no qual manifestou preocupação com o histórico de violência nas manifestações iniciadas em junho e pediu a garantia do trabalho dos profissionais de imprensa nos eventos de 7 de Setembro. “Tanto contra eventuais abusos de manifestantes nos protestos previstos como contra a ação por vezes excessivas e indiscriminadas das forças policiais”, diz o documento.

Juliana disse que o sindicato vai procurar a secretaria novamente para uma nova conversa com o governo da capital federal. Aos jornalistas agredidos, a orientação é que registrem o ocorrido em um Boletim de Ocorrência, nas delegacias de polícia. A entidade disponibiliza os serviços de um advogado.

(Agência Brasil)

Arruda Bastos faz carta de despedida e não confirma desejo de “novos desafios”

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“Não chores, meu filho; Não chores, que a vida é luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos só pode exaltar” (Gonçalves Dias)

Venci uma nova etapa na minha vida, vencemos juntos, os que fazem a SESA. Enfrentamos grandes desafios, alguns deles com destaque: construir e consolidar o funcionamento da maior e mais moderna rede de assistência especializada à saúde do País, com três hospitais regionais – dois já inaugurados em funcionamento – o Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, e o Hospital Regional Norte, em Sobral, e o Hospital e Maternidade do Sertão Central, em construção em Quixeramobim. São 22 policlínicas regionais, com 10 já em funcionamento. São 19 CEOs, com 15 abertos e atendendo a população. As UPAs 24 horas estão fazendo a diferença para quem precisa de atendimento de urgência e emergência. Cinco funcionam na capital e duas na Região Metropolitana e há 10 com as instalações prontas sendo equipadas para inaugurações. Na Atenção Básica, em apoio aos municípios, foram construídas 150 Unidades Básicas de Saúde.

Todo esse legado é incomensurável pelos benefícios presentes e futuros que advirão para o SUS e, em especial, para nosso povo. Com esta rede criamos condições de acesso aos serviços de saúde. Criamos condições materiais para o maior movimento de interiorização da atenção secundária e terciária, levando ao povo do sertão tecnologia de ponta e especialistas na área da saúde. Nas policlínicas, por exemplo, a população tem acesso a tomografia computadorizada. Nos hospitais HRC e HRN a população passou a fazer na própria região o exame de ressonância magnética. Antes, só era possível realizar esse exame, na rede pública, no HGF, em Fortaleza.

Articulamos a organização de consórcios públicos de saúde e promovemos a solidariedade regional e o protagonismo republicano dos senhores prefeitos, líderes destes consórcios, que decidirão como aplicar os recursos públicos da saúde em cada região e as responsabilidades polos três entes da Federação. Apoiamos, com vigor, o movimento nacional Saúde +10, que propõe 10% da receita bruta do país para a saúde e recolhemos, junto com várias entidades, 100 mil assinaturas no Ceará. Fortalecemos as grandes iniciativas de nossos profissionais de saúde dos hospitais estaduais nos transplantes de órgãos, batendo recordes sucessivos; o banco de cordão umbilical, criando condições e base de futuras iniciativas de pesquisas aplicadas com células-tronco. Abrigamos o movimento em defesa da saúde dos nordestinos neste inditoso período de seca, elaborando a Carta do Nordeste à Presidência da República e assumimos a vice-presidência do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, num reconhecimento do papel do Estado do Ceará no cenário nacional da saúde. Finalmente, através da Escola de Saúde Pública, criamos espaço e condições de capacitação e acolhimento de médicos estrangeiros que vieram ao país, a convite do governo brasileiro, para cuidar de nosso povo, sem jamais abrir mão da defesa de mais recursos estruturais para a saúde.

Saio tranquilo da SESA, pois sei que combati o bom combate, terminei minha tarefa nesta etapa da vida e guardei a fé – fé em nosso povo, em nossos profissionais de saúde e em uma sociedade justa, fraterna e democrática.

Nesse bom combate, fizemos muita gestão de pessoas, dialogando com os conselhos de saúde, os gestores municipais, os coordenadores e assessores da Secretaria e o pessoal de apoio do gabinete. Com os diretores dos hospitais e unidades o contato foi frequente no enfrentamento do desafio de ampliar e qualificar a saúde pública. No dia a dia da Sesa, tentei ser um ouvidor de todo mundo, principalmente do pessoal da casa. Dizem que saber ouvir é uma das minhas principais características.

Ao governador Cid Gomes, a minha gratidão pela confiança.

Até breve, porque estarei sempre nos caminhos e embates por uma saúde pública cada vez melhor.

Abraços e obrigado a todos(as),

Arruda Bastos

Associação de policias militares e bombeiros questiona lei sobre punição a faltas cometidas

A Associação Nacional das Entidades representativas dos Militares Estaduais e Corpo de Bombeiros Militares do Brasil (ANERMB) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5033) no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual contesta dispositivos da Lei Estadual 16.544/2010, do Paraná, sobre o processo disciplinar destinado a punir militares por eventuais faltas cometidas. A entidade alega que os dispositivos questionados devem ser suspensos liminarmente e, no mérito, devem ser julgados inconstitucionais por contrariarem princípios constitucionais como a segurança jurídica e o devido processo legal, além dos princípios da legalidade e da impessoalidade.

Segundo a associação, haveria ainda violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. De acordo com a lei, cabe ao comandante-geral nomear, mediante portaria, os militares que irão conduzir o processo disciplinar e solucioná-lo, mas a associação questiona a falta de regras claras sobre os integrantes desta comissão e sua natureza, bem como sua coexistência com a corregedoria. “A Comissão do Processo Disciplinar é permanente ou é específica para cada caso? E a corregedoria existente na estrutura da polícia militar, que tarefa tem na apuração da falta disciplinar? Para que serve afinal, tal órgão na estrutura administrativa da Polícia Militar? A lei objeto da presente não esclarece e nem tampouco enfrenta tal situação”, alega a ANERMB.

Para a entidade, ao dispor que o militar estadual submetido a processo disciplinar poderá ser afastado da função por ato do comandante-geral, a lei novamente deixa lacunas que ferem princípios constitucionais, na medida em que caracteriza uma punição antecipada. “Em que hipótese seria afastado o militar? No cometimento de uma falta simples como, por exemplo, não prestar continência ao superior imediato, ou num crime qualquer ou de um crime específico? Que tipo de delito enseja o afastamento? O que é falta grave, moderada ou leve? Quem define tal graduação em face do delito cometido?”, questiona.

(STF)

Desfile ocorre sem a presença de Cid Gomes e Roberto Cláudio

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foto opovo desfile

O desfile de 7 de setembro, realizado na avenida Beira Mar, ocorreu em clima de tranquilidade neste sábado (7). A população acompanhou a parada militar, que teve a participação das Forças Armadas, da Polícia e de estudantes de escolas públicas e privadas de Fortaleza. As principais autoridades do Estado, como o governador Cid Gomes e o prefeito Roberto Cláudio, não estiveram presentes. Quem representou Cid foi o vice-governador Domingos Filho.

Agentes federais realizaram uma pequena manifestação no calçadão, durante o desfile de estudantes, contra a corrupção. Um grupo de cerca de 30 pessoas levou uma faixa e distribuiu panfletos para a população. Porém, o protesto não atrapalhou a continuidade do evento.

(O POVO Online / Evilazio Bezerra)

Black blocs perseguem e agridem jornalista da Globo

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Manifestantes ligados ao movimento Black Block perseguiram e agrediram um jornalista da Rede Globo. O repórter cinematográfico filmava a manifestação no Monumento Zumbi quando foi apontado por alguns integrantes do movimento como sendo funcionário da Rede Globo.

Parte dos manifestantes começou a persegui-lo, ameaçando-o com empurrões e palavrões. Ele foi atingido na cabeça por algum objeto contendo tinta vermelha. O trabalhador foi escoltado por integrantes do Instituto de Desenvolvimento de Direitos Humanos (IDDH) até uma viatura da Polícia Militar, que o retirou do local.

Os manifestantes ocupam agora a pista lateral da Avenida Presidente Vargas e seguem para a Cinelândia, onde foi marcado pelas redes sociais mais um protesto. De lá, eles devem se concentrar no Largo do Machado, onde deve ocorrer a última manifestação do dia, local próximo ao Palácio da Guanabara.

(Agência Brasil)

PSDB-Mulher Ceará promove ato de filiação ‘Rumo aos 50%’

psdb mulher

O PSDB-Mulher Ceará, comprometido com a campanha nacional para atingir o percentual de 50% de filiadas no partido, promove na próxima terça-feira (10), ato de filiação na sede da sigla, em Fortaleza.

“Queremos incentivar o ingresso de mulheres na política. Aquelas que se identificam com as ideias da social democracia, mas que ainda não são filiadas, estão convidadas a fazer parte do nosso grupo”, afirma a vice-presidente da Comissão Provisória, Maria de Jesus Bertoldo ressaltando que, independente deste ato específico, o partido está aberto a filiações todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Rua Monsenhor Catão, nº 947 – Meireles.

Paridade

A campanha ‘Rumo aos 50%’ foi lançada em maio, durante a Convenção Nacional tucana. Atualmente, 44% dos quadros do PSDB são compostos por mulheres.

(PSDB-CE)

Papa Francisco liga para mulher que iria abortar e se oferece para ser padrinho da criança

Francisco telefona para mais uma pessoa, desta vez para a italiana Anna Romano, 35 anos, que estava prestes a abortar a criança que trazia em seu ventre. Ana escreveu para o pontífice em tom de desabafo contando sua história. Teve um filho com o amante e este a induziu ao aborto.

A ligação do papa Francisco mudou os planos de Ana. “Fiquei estupefata ao telefone. Eu o ouvi falar. Tinha lido a minha carta. Assegurou-me que o bebê é um dom de Deus, um sinal da providência. Disse-me que nunca estaria sozinha”, contou ao Jornal Corriere Della Sera.

Segundo Ana, o próprio papa se ofereceu para batizar a criança e disse que gostaria de ser o padrinho. “Francisco será o seu nome”, disse a mulher caso a criança seja um menino, em homenagem ao papa.

(O POVO Online)

Ministro admite que protestos podem ter preocupado população do DF

O desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios durou pouco mais de uma hora e foi considerado um sucesso pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Perguntado sobre a baixa participação popular, ele reconheceu que pode ter havido receio do público com as manifestações anunciadas em redes sociais. Para Carvalho, “houve certo receio e isso pode ter afastado um pouco a população”.

Após pouco mais de uma hora, o desfile foi encerrado na capital. Apesar da redução do tempo da tradicional parada militar, o ministro considerou a cerimônia um sucesso. Ele negou que as autoridades tenham se sentido intimidadas com as manifestações programadas para hoje.

“Não houve medo nenhum. Eu trouxe meu filho. As pessoas trouxeram a família. Houve um belo desfile cívico”. Gilberto Carvalho justificou a redução do tempo das comemorações da Independência, que normalmente duram cerca de três horas, e a ausência da filha e do neto da presidenta ao fato de Dilma ter chegado na madrugada de hoje da viagem à Rússia – para a cúpula do G-20 – e estar cansada.

A percepção de quem acompanhou o desfile, entretanto, foi diferente. Para o advogado mineiro Antonio Frank Barbosa, que estava de passagem por Brasília, houve baixa participação, o que considera prejudicial à democracia. “Foi um desfile só para militares. Não tinha povo. Não tinha pipoqueiro nem picolé. É a maior prova de que o povo não participou.”

(Agência Brasil)

País ganha com reforma política, indica pesquisa do DataSenado

Pesquisa feita pelo DataSenado, entre 29 de julho e 22 de agosto, indica que a maioria da população apoia mudanças na legislação sobre política, eleições e candidatos. Os dados foram coletados em entrevistas telefônicas, com uma amostragem aleatória de 1.229 pessoas, maiores de 16 anos, distribuídas em todos os estados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Para 84,1% dos entrevistados, uma reforma política traz vantagens ao país. A maioria (68,8%) também afirma que o voto não deve ser obrigatório, embora 78,9% declarem que, mesmo com voto facultativo, votariam na próxima eleição.

Sobre o tempo de mandato e o direito à reeleição para presidente, governador e prefeito, 42,6% optaram pelo modelo atual: mandato de quatro anos com direito a uma reeleição.

Quanto às coligações partidárias, os resultados revelam que 51% concordam com a regra que permite aos partidos se juntar para disputar a eleição e 47% discordam dela.

Outro tema que divide opiniões é a separação entre as eleições municipais e as estaduais e federais. O modelo atual, com eleições separadas a cada dois anos, foi escolhido por 49,8%, enquanto 48,3% optaram pela unificação.

A maioria (77,9%) declarou preferir votar em um candidato a votar em uma lista com nomes indicados pelo partido.

Além disso, a maior parte (48,6%) disse que as campanhas eleitorais devem receber apenas dinheiro privado.

(Agência Senado)

Ministros bolivianos apresentam ao governo brasileiro documentos sobre Roger Molina

Autoridades bolivianas se reuniram nessa sexta-feira (6) com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, para entregar documentos relativos aos processos contra o senador boliviano Roger Pinto Molina. Segundo as autoridades bolivianas, o senador responde a cinco processos por desvio de recursos públicos e crime ambiental. Segundo as autoridades bolivianas, os crimes resultaram em um prejuízo de 18 milhões de bolivianos (equivalente a R$ 6 milhões) aos cofres públicos da Bolívia.

Os documentos serão encaminhados ao Comitê Nacional para Refugiados (Conare), que dirá se o senador vai receber status de refugiado ou asilado político. “Pela legislação brasileira, quando uma pessoa ingressa no Brasil e pede refúgio, essa condição, por lei, é imediatamente aprovada, mas de maneira provisória. O caso é enviado ao Conare, que dará a resposta sobre o pedido. Caso o pedido seja negado, o senador ficará na condição de estrangeiro ilegal no país”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que esclareceu ainda que não há um prazo para a resposta. “É o prazo necessário para a instrução do processo”.

Integraram a missão boliviana os ministros Carlos Romero (Casa Civil), Nardi Suxo (Transparência e Luta contra a Corrupção) e Cecilia Ayllón (Justiça). Também estavam presentes no encontro o presidente da Comissão de Constituição da Câmara dos Deputados da Bolívia, Héctor Arce, o procurador-geral interino da Bolívia, Roberto Ramirez, e o embaixador boliviano no Brasil, Jerjes Talavera.

O advogado de Roger Molina, Fernando Tibúrcio Peña, disse à Agência Brasil que o envio de uma missão de alto nível, com autoridades da Bolívia, a Brasília demonstra que o tema é tratado de forma política.

Os representantes do governo boliviano disseram que não se trata de perseguição política, mas de Justiça comum. Segundo as autoridades bolivianas, o senador responde a cinco processos. Em um dos processos, julgado em junho deste ano, Molina foi condenado a um ano de prisão por desvio de recursos públicos. Pinto Molina se diz perseguido político pelo governo de Evo Morales. “Não se trata de uma pessoa perseguida por suas ideias políticas, por seus pensamentos ideológicos, mas um fugitivo comum da Justiça boliviana”, disse o ministro do governo da Bolívia, Carlos Romero.

(Agência Brasil)