Blog do Eliomar

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CNJ anula sorteio do TRT

Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (6):

O Conselho Nacional de Justiça intimou a OAB/CE, MPT/CE e TRT-7 informando decisão na qual entendeu que a realização do sorteio para escolha da categoria que ocupará a vaga do quinto constitucional não é critério adequado e seguro, devendo a sessão do TRT-7 que fez o sorteio ser anulada. O sorteio não consta em nenhum regramento.

A vaga do quinto constitucional, no caso concreto, deverá ser preenchida pelo Ministério Público, sendo depois, por alternância, sucedida pela OAB/CE que, coincidentemente, ocupará a última vaga do tribunal requerido em decorrência da morte do desembargador Arízio de Castro.

A lista da OAB/CE já está com o TRT-7 e é formada pelos advogados Gladson Mota, Sylvia Vilar, Harley Ximenes, Raimundo Feitosa, Eliete Sampaio e Franzé Gomes.

Cara lisa

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Em artigo no O POVO deste sábado (6), o médico, antropólogo e professor universitário Antônio Mourão comenta o uso de avião da FAB, por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, que juntou a família para assistir a final da Copa das Confederações. Confira:

Em plena crise, com povo na rua, manifestações populares estourando por todos os cantos, o Brasil vive momentos de perplexidade. Há uma espécie de catarse social: ninguém aguenta mais! Chega de corrupção e apropriação da coisa pública.

Estes episódios deveriam causar alguma consequência. São recados diretos para a instância política. Entretanto, em plena efervescência, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), achou de mobilizar um avião da FAB para, com sua patota familiar, assistir à decisão da Copa das Confederações no Rio de Janeiro.

Denunciado, ele apenas considerou um “equívoco” e decidiu reembolsar o Tesouro com R$ 9,7 mil. Indenizando, fica tudo ajustado. Foi só uma questão de vacilo. Não vendo, pode. Princípio básico do que configura, em psiquiatria, o que chamamos de psicopata. “Pas vu, pas pris!”

Dessa forma, ele pensa ter encerrado o assunto. Para ele, essas manifestações não têm nada a ver com a sua conduta. Ele sempre pode. Por que não poderia agora? Maria Antonieta no arvorecer da Revolução Francesa comentou com sua camareira: mas por que esse povo grita tanto? Ao que a assistente explica: “Querem pão, majestade. Pão! Porque não tem pão”. Diz solene a rainha: “Se não tem pão, por que eles não comem brioches?” (espécie de biscoito)

Há uma postura de desdém, de apropriação. De que o cargo – no mais das vezes comprado – é dele. Não se trata de uma representação. Não precisa dar explicações, justificativas. A voz rouca das ruas está gritando o contrário. Querendo que se volte à essência da democracia.

Nesta quinta (4/7), o jornal Folha de S. Paulo noticiou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), usou avião da FAB para viajar de Maceió a Porto Seguro no dia 15 de junho. Renan, segundo o jornal, foi participar do casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Renan, com toda a empáfia: “Deixa eu explicar. O avião da FAB, usado por mim, é um avião de representação. E eu o utilizei como tenho utilizado sempre, na representação como presidente do Senado”.

E fim de papo.

O inferno astral e a fragilidade do Governo Dilma

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Em artigo no O POVO deste sábado (6), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura, Luiz Henrique Campos, avalia a queda da popularidade da presidente Dilma. Confira:

Após passar os dois primeiros anos surfando na calmaria de uma gestão com recordes de popularidade, os meses que restam ao Governo Dilma não deverão ser nada fáceis. Se 2013 já fazia antever a existência de nuvens negras em vista do cenário econômico, pressionado pelos índices de inflação e pela ameaça da queda dos indicadores na economia, eis que de repente a presidente terá que lidar com variável que em nada lhe apetece, que é a política.

Até agora, nesse campo, mesmo que não tivesse dedicado o tempo necessário para obter o apoio dos partidos da base aliada, o governo dilmista havia passado incólume às turbulências que marcam o entorno da queda de braço entre os partidos.

O trâmite da política institucional, todavia, não obedece aos parâmetros rígidos da lógica, muito menos desperdiça as oportunidades que os fatos lhe oferecem. Nesse sentido, os recentes movimentos de rua no País podem até ter aberto a possibilidade da gestação de uma nova cultura no trato com a coisa pública. Mas não deixarão ao relento os políticos passados “na casca do alho”, como se diz na gíria. E esses, que não são poucos, já sentiram como deverão traçar seus caminhos a partir do que propõem as vozes da rua. Renan e Eduardo Alves, por exemplo, têm levado a cabo no Senado e na Câmara, votações que há anos eram aguardadas. Pauta positiva para enganar o matuto, como diria um jornalista acolá.

Enquanto isso, parece faltar ao Palácio do Planalto o tino para enfrentar o pesado jogo que marca as relações na política institucional. Prova é que, nos últimos dias, iniciativas como constituinte exclusiva e plebiscito, surgidas das cabeças iluminadas do governo, após extensas reuniões internas, caminham para a lata do lixo, não resistindo a duas semanas de críticas de juristas e lideranças partidárias. Os fatos reforçam a impressão que começa a ganhar corpo na opinião pública, de que o governo Dilma carece de pessoas próximas à presidente, que pensem o governo para além do dia a dia, o que dirá em meio a crises mais brabas?

O complicador para Dilma nesse momento é que, como resta pouco mais de um ano para a eleição presidencial, a tensão política tende a se exacerbar, expondo cada vez mais a fragilidade da gestão.

Isso, sem falar no que pode vir da economia.

Maior traficante de cocaína do mundo é detido na Colômbia e deportado para Itália

preso

As autoridades da Colômbia anunciaram neste sábado (6) que vão deportar Roberto Pannunzi, considerado o maior traficante de cocaína do mundo, para a Itália. Pannunzi foi detido nessa sexta-feira (5) em um centro comercial de Bogotá.

Segundo as polícias colombiana e italiana, Pannunzi levava para a Europa cerca de duas toneladas de cocaína por mês e era “o único” capaz de vender droga tanto à máfia da Calábria (Ndrangheta) como à da Sicília (Cosa Nostra).

Roberto Pannunzi foi detido em uma operação conjunta da polícia colombiana e de agentes de combate ao tráfico de droga dos Estados Unidos (Drug Enforcement Administration – DEA).

O italiano identificou-se à polícia com um nome falso, Silvano Martino, por meio de um documento venezuelano falso.

Segundo Nicola Gratteri, procurador-geral adjunto da região de Reggio Calabria, no Sul de Itália, Pannunzi vai ser deportado porque “um processo de extradição demoraria vários meses”.

A expectativa é que Pannunzi chegue ainda hoje ao aeroporto de Fiumicino, em Roma.

(Agência Brasil)

Comissão de Defesa do Consumidor pede investigação sobre a Anatel

A Comissão de Defesa do Consumidor pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize auditoria operacional sobre os procedimentos de regulamentação e fiscalização adotados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quanto aos serviços de telefonia móvel, telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura.

Os deputados querem saber se as regras em vigor são capazes de assegurar níveis mínimos de excelência na oferta dos serviços; e se a Anatel tem sido capaz de se antecipar às demandas por mudanças nessas regras e propor aperfeiçoamentos aos regulamentos, contratos de concessão e termos de autorização em vigor.

A proposta de fiscalização e controle (PFC 96/12) foi feita pelo deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS) e acatada pelo relator, deputado Augusto Coutinho (DEM-PE). “O agravamento da situação da já caótica prestação dos serviços de telecomunicações teria levado a Anatel a reconhecer a incapacidade das operadoras em ampliar a base instalada de assinantes, o que revelaria aspectos preocupantes no ambiente regulatório do setor”, explicou Coutinho

(Agência Câmara Notícias)

Prefeito Roberto Cláudio afirma que jamais irá cooptar vereadores

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A pressão dos vereadores da base aliada do prefeito Roberto Cláudio aumentou nas últimas semanas. Após o PTdoB anunciar o rompimento com o grupo do prefeito, parlamentares de outros quatro partidos aliados questionaram a falta de diálogo com a gestão e ameaçaram deixar o grupo, inclusive por falta de cargos distribuídos. RC afirmou não ter recebido reclamações e criticou a prática de cooptação. Presidentes dos partidos dizem que buscam o diálogo.

O primeiro desfalque da base aliada foi na terça-feira (2), com o anúncio de que os vereadores do PTdoB não mais faziam parte do grupo de situação. Os motivos alegados pelo partido eram a falta de diálogo e a busca por mais destaque na Câmara.

Dois dias depois, a pressão dos vereadores aliados aumentou. Adail Júnior (PV), Vaidon Oliveira (PSDC), Fábio Braga (PTN) e Wellington Sabóia (PSC) também criticaram a falta de diálogo com a gestão. Adail e Vaidon falaram abertamente que um dos motivos do descontentamento é a falta de indicação para cargos.

Intriga da oposição

O prefeito defendeu a relação com a Câmara, alegando que não recebeu reclamações e acredita que a pressão se deve à intriga da oposição. RC criticou a cooptação – ato de neutralizar forças adversárias com promessas de benefícios. “Nós não iremos abrir mão de uma prática de respeitar e valorizar o trabalho do vereador. Não partirá de mim, nunca, a prática da cooptação. Cooptação é desrespeito pessoal e institucional”, disse RC.

Ele alegou que tem recebido vereadores no próprio gabinete, acompanhado as atividades dos parlamentares e ouvido as sugestões e críticas quantos às mudanças em Fortaleza. “Às vezes, o sentimento que tenho é de que tem um pedaço da oposição que está doida para aumentar de tamanho”, ressaltou o gestor.

Apesar das alegações de RC, chefes de partidos aliados pedem mais diálogo. O presidente municipal do PV, Estevão Romcy, diz entender que o prefeito ainda esteja se estruturando, mas pede mais companheirismo. “Nós, naturalmente, queremos nosso espaço para desenvolver nossas ações”, pontuou.

O presidente do PTN, Nildo Sobral, afirmou que não existe possibilidade de rompimento. “Nós não entramos na base em troca de nada. Não seria justo rompermos porque não houve nenhum acordo de dizer que a gente ganharia algo, nós fomos pra base porque entediamos que a gestão precisava de tempo e oportunidade”. O presidente do PSC, Wellington Saboia, destacou que, ainda que o partido vote de forma independente, existe um descontentamento de alguns vereadores, mas o PSC já busca se reunir com RC. “Essa conversa ainda não houve, só falei com o prefeito na ocasião em que ele chamou os vereadores”, diz.

(O POVO)

Plebiscito: empenho para garantir intervenção do povo

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A opinião pública tem assistido nos últimos dias ao esforço incansável da presidente Dilma Rousseff para garantir ao povo o direito de intervir na formatação da reforma política. Salta aos olhos a resistência dos partidos conservadores do Congresso Nacional – tanto da oposição como da base aliada – e de segmentos do governo e do establishment (que dá as cartas no País) a um tipo de consulta capaz de mudar os esquemas de sustentação que favorecem seus interesses, visto que a intervenção direta do cidadão pode criar uma situação imponderável, desarrumando-os.

Na última sexta-feira, a presidente foi surpreendida pelas declarações do seu vice e do próprio ministro da Justiça de rendição à pressão do poderoso conglomerado de interesses contrários à consulta. Sobretudo, porque não querem que as mudanças valham para as eleições de 2014. Ora, isso seria postergar o atendimento ao grito das ruas em favor de mudanças imediatas nos modelos político e eleitoral vigentes. Sentindo-se apunhalada pela base infiel e por auxiliares diretos descompromissados com sua proposta, a presidente Dilma reagiu bravamente, deixando explícito que o Planalto não admite recuo no intento de dar ao povo acesso às decisões sobre a reforma política e que estas vigorem já em 2014.

Ao tomar essa decisão, mesmo que seja derrotada pela maioria conservadora, Dilma Rousseff deixa explícita aos cidadãos sua decisão de ouvi-los e de defender instrumentos pelos quais possam concretamente intervir. Nisso, está apoiada em algumas correntes jurídicas abertas à visão do Direito como construção da sociedade e não como freio garantidor de interesses consolidados. Nesse aspecto, teve surpreendentemente o apoio do presidente do STF, quando este pediu um “basta a reformas de cúpula” e que era preciso introduzir o povo nessa definição.

De qualquer forma, a presidente revelou-se aberta a outras iniciativas da sociedade destinadas a produzir resultados já nas próximas eleições, de modo que o povo não se sinta postergado. E essas conversas estariam em curso com entidades representativas da sociedade civil organizada.

Aos que resistem à consulta popular, pode ser aplicada a frase lapidar do príncipe de Falconeri, da obra de Lampedusa: “Tudo deve mudar para que tudo fique como está”.

(Editorial / O POVO)

Entrada da UFC vira “point” de assaltantes

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O geólogo Luciano Gomes teve o carro tomado de assalto, nessa sexta-feira (5), quando chegava à entrada da Universidade Federal do Ceará (UFC), pela avenida Humberto Monte, no bairro Presidente Kennedy.

Dois homens, armados com revólver, levaram o veículo Fiat da vítima, de placas NPV 5911. O local virou “point” dos assaltantes, segundo relatos de professores, estudantes e moradores da área.

Mantida liminar que suspendeu proibição de cigarros aromatizados

O presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Gilson Dipp, manteve liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que suspendeu os efeitos dos artigos 6º e 7º da Resolução 14/2012 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A resolução dispõe sobre os limites máximos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono nos cigarros, e restringe o uso de aditivos nos produtos derivados do tabaco. O artigo 6º da resolução proíbe a importação e comercialização de cigarros com sabores e aromas produzidos por aditivos acrescentados ao fumo.

A Anvisa recorreu ao STJ sustentando que a manutenção da liminar acarretaria lesão à ordem pública, já que a administração pública ficaria impossibilitada de assegurar o direito fundamental à saúde. Alegou ainda que a Lei 9.782/99 estabelece e legitima as atribuições da autarquia para regulamentar os produtos que envolvem risco à saúde pública, entre eles o cigarro.

(STJ)

CAS pode votar férias parceladas para menores de 18 e maiores de 50 anos

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) pode votar em decisão terminativa, na quarta-feira (10), projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS), que altera o artigo 134 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para garantir o parcelamento das férias anuais aos menores de 18 e aos maiores de 50 anos, o que atualmente é proibido. O projeto (PLS 62/2005) estabelece que, como autorizado aos demais trabalhadores, esses também terão direito a férias fracionadas em dois períodos.

O relator da matéria na CAS, senador Armando Monteiro (PTB-PE), apresentou voto favorável ao projeto, na forma de substitutivo. Ele rejeitou o PLS 286/2007, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que tramita em conjunto e propõe a concessão de férias proporcionais aos empregados que tenham sido contratados há, pelo menos, seis meses.

Em relação a esse ponto adicional, Armando Monteiro enfatiza que “não há precedente legislativo autorizando o gozo de férias antes de o empregado ter completado o período aquisitivo, que é de um ano”, mas prevê uma concessão mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho, em caráter excepcional.

Já para defender o fracionamento do período de férias anuais para menores de 18 anos e maiores de 50, o relator argumentou que a rigidez na legislação, que vedava o direito a esses trabalhadores, se baseou na idade com que as pessoas começavam a trabalhar e à expectativa de vida, na época da edição da lei.

A flexibilização da norma trabalhista tem em vista a adequação à realidade presente e, acrescenta o relatório, “observa o princípio de proteção ao trabalhador e torna seus efeitos menos onerosos para o patrão, sem ocasionar prejuízos ou impor excessivos sacrifícios aos trabalhadores menores de 18 e maiores de 50 anos”.

(Agência Senado)

Projeto Eleições Limpas tem mais de 53 mil assinaturas

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O projeto de iniciativa popular Eleições Limpas, elaborado pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) – o mesmo que idealizou a Lei da Ficha Limpa – recolheu mais de 53 mil assinaturas até essa sexta-feira (5). O cálculo considera apenas as assinaturas virtuais, sem levar em conta as que foram recolhidas em papel. Para que a proposta seja oficialmente apresentada ao Congresso Nacional e comece a tramitar é preciso do apoio de 1% do eleitorado, ou 1,6 milhão de pessoas.

O projeto propõe acabar com o financiamento feito por empresas privadas e coloca um limite de R$ 700 para doações de pessoas físicas aos candidatos. A decisão de incluir as medidas no projeto decorreu da constatação de que apenas três setores da economia fazem doações de forma significativa: as empreiteiras, os bancos e as mineradoras. “É uma pequena fração do empresariado que tem interesses imediatos na ação do Congresso Nacional. Pesquisa da Universidade do Texas mostra que para cada real investido nas campanhas [pelas empresas] houve um retorno da ordem de R$ 8,5. Não se trata de doar, mas de adiantar um dinheiro que voltará na forma de dinheiro público”, explicou o coordenador do MCCE Márlon Reis.

De acordo com o MCCE, dos 513 deputados atualmente eleitos, 369 foram os que tiveram as campanhas mais caras. “Não há igualdade de disputa entre aqueles que dispõem dos milhões das empreiteiras, dos bancos e das mineradoras e os outros, que não têm acesso a esses recursos. É desigual e o resultado são eleições dirigidas economicamente”, disse Reis.

(Agência Brasil)

Restrição à venda de cigarros volta à pauta da CAS

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) pode votar, em reunião na quarta-feira (10), projeto do senador Paulo Davim (PV-RN) que restringe os pontos de vendas de cigarros (PLS 139/2012). A proposição proíbe a comercialização de tabaco e produtos derivados em postos de gasolina, supermercados, estabelecimentos de venda ou consumo de alimentos, lojas de conveniência e bancas de jornal.

Na justificação da matéria, Davim lembra que o tabaco está associado ao crescimento de diversas doenças crônicas, responsáveis pela maior parte das mortes de brasileiros atualmente. Ele também ressalta o impacto da publicidade nos pontos de venda sobre crianças e adolescentes.

“Restringir os locais onde se pode comprar cigarro constitui não apenas a imposição de maiores dificuldades para o consumo, mas também uma estratégia efetiva para reduzir sua promoção e contribuir para o controle do tabaquismo em nosso país”, conclui.

O relator da matéria na CAS, senador José Pimentel (PT-CE), deu voto favorável à aprovação da matéria.

Em debate na CAS, no dia 14 de maio, representantes de entidades médicas e antitabagistas apoiaram as medidas restritivas. Luiz Carlos Correa da Silva, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) disse que, se as pessoas parassem de fumar, a incidência de câncer de pulmão e enfisema pulmonar cairia 90%.

O secretário executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Carlos Fernando Galant, ressaltou, porém, o impacto econômico e social na medida, inclusive na arrecadação tributária. Ele alegou, ainda, que a restrição incentivaria o contrabando.

Depois da CAS, a matéria será examinada pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde receberá decisão terminativa.

(Agência Senado)

Banco Central não consegue segurar dólar, que fecha em alta de 0,09%

A intervenção do Banco Central (BC), que vendeu US$ 1,934 bilhão no mercado futuro, não conseguiu segurar a moeda norte-americana. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (5) vendido a R$ 2,2595, com alta de 0,09%. O câmbio fechou a semana com aumento de 1,25%. No ano, o dólar acumula alta de 10,51%.

O aumento do dólar, no entanto, poderia ter sido maior. Por volta das 11h40, a moeda norte-americana chegou a subir para R$ 2,2675, o valor mais alto do dia. A cotação oscilou bastante nas horas seguintes até cair para R$ 2,2520 por volta das 16h, subindo novamente até encerrar praticamente estável em relação ao fechamento de ontem (4). A mínima do dia foi registrada por volta das 9h30, quando o dólar chegou a R$ 2,2484.

Além de vender dólares no mercado futuro, por meio dos leilões de swap cambial tradicional, o BC tomou medidas para segurar a alta da moeda norte-americana. Na quarta-feira (3), a autoridade monetária eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados.

Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O BC derrubou esse limite, permitindo que financiamentos de prazos mais longos sejam concedidos. A medida aumenta a oferta de dólares no mercado, empurrando a cotação para baixo.

(Agência Brasil)

Cid chega ao Brasil no domingo à noite para tratar de recursos em Brasília

O governador Cid Gomes chegará ao Brasil na noite do domingo (7), quando desembarcará em Brasília. Na segunda-feira (8), o governador do Ceará estará no Planejamento, Orçamento e Gestão, onde tentará mais recursos para o Estado com a ministra Miriam Belchior.

Nesta sexta-feira (5), Cid Gomes se encontra na Itália, onde visitou a empresa que fornecerá os trens da Linha Sul do Metrofor.

Dilma reúne bancada do PT e reforça apoio para fazer reformas

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Dilma, com a bancada, posa ao lado do líder do PT, José Guimarães.

Em reunião com a presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (5), a coordenação da Bancada do PT na Câmara reafirmou o apoio incondicional ao pacto proposto pela chefe de Estado para o enfrentamento de problemas do País, entre eles o plebiscito para a reforma política. A presidenta ressaltou, na reunião, o  compromisso com o combate à inflação e com o rigor fiscal.

Dilma apresentou dois pedidos aos parlamentares petistas, de acordo com o líder da Bancada, José Guimarães (CE): recompor a base e garantir a governabilidade, não aprovando projetos que comprometam o rigor fiscal que o momento impõe e manter um diálogo permanente com a sociedade. “Não podemos votar tudo aquilo que possa sinalizar um desequilíbrio fiscal do País”.

Segundo o líder, é necessário “afinar a viola” com toda a base,  para a votação de matérias de interesse estratégico, mas também para evitar outras que possam comprometer as contas públicas. “A presidente pediu apoio para nós ajudarmos na recomposição da base, principalmente, no diálogo com o PMDB”, resumiu Guimarães.

Sociedade – Na avaliação do líder, foi inaugurado “um novo tempo” na relação da Bancada com a presidenta da República. Uma ação definida é que haverá, periodicamente, reuniões da coordenação do partido na Câmara com ministros do PT, para tratar tanto da agenda política como da implementação de ações que cheguem até à sociedade.

Conforme relatou Guimarães, o pacto proposto pela presidenta visa a transformar radicalmente  o cenário no país, aprofundando as ações iniciadas no governo Lula e que tiveram continuidade no governo atual.  “Nesses dez anos tivemos avanços extraordinários em termos de desenvolvimento econômico com justiça social, e vamos avançar mais”, destacou o líder do PT.

Na reunião, falou-se sobre a necessidade de o governo federal divulgar de forma profissional  as conquistas do último decênio. O endividamento público, por exemplo, em 2002, último ano do governo tucano de FHC, correspondia a quase 60% do Produto Interno Bruto (PIB) (soma das riquezas produzidas no País)  e hoje é de 34%.  “Vamos dar um salto a partir de agora , sob a liderança de Dilma, que é o que a sociedade quer- melhor serviços público em todas as áreas”, disse o líder.

Combustível – As bandeiras levantadas recentemente por multidões que foram às ruas em cidades de todo o País, na expressão de Guimarães, são “combustível”  para a presidenta e para o PT darem impulso e aprofundar uma série de políticas públicas que têm transformado positivamente o Brasil.

“Expressamos à presidenta que o PT não tem medo das ruas, pois é um partido de origem popular e que surgiu das ruas. Temos de defender o legado do governo Lula e o que tem sido feito pelo governo atual. E é o que vamos fazer”, disse o líder do PT. Ele admitiu que a popularidade de Dilma caiu nas últimas semanas, mas caiu junto com a “de todos, como a de governadores, por exemplo”.

(Com Agências/Foto – Roberto Stuckert Filho)

Ciro diz que Petrobras é "caixa preta" e teme "cheiro de enrolação" com refinaria

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“O ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) subiu o tom contra a Petrobras ao criticar os atrasos do início das obras de construção da Refinaria Premium II, no Estado do Ceará. Ciro disse sentir “cheiro de enrolação” e que a estatal é uma “caixa preta”. A saraivada verbal de Ciro Gomes foi proferida durante um encontro promovido pela Assembleia Legislativa do Ceará, em Camocim, no litoral Oeste do Estado, com o objetivo de mobilizar a sociedade em torno do projeto.

A briga pela implantação da refinaria é antiga. O empreendimento foi prometido ao Ceará ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e reiterado pela sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff (PT). Apesar disto, a obra ainda não foi iniciada. “A Petrobras é uma caixa preta. Eu estou sentindo o cheiro da enrolação nessa história. Nós temos que lutar, porque se depender da Petrobras a Refinaria não virá para o Ceará”, afirmou o ex-ministro.

“Há uma promessa repetida, faz parte do acordo que deu ao Lula e à Dilma 80% da boa vontade do povo cearense. Nós confiamos que essa palavra empenhada e repetida será cumprida. Mas temos que lutar, porque se depender da Petrobras ela acaba nos enrolando de novo”, complementou.

O governador Cid Gomes e o vice Domingos Filho encontram-se em missões empresariais no exterior, onde tentam adquirir equipamentos destinados a ampliar o sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Fortaleza. Cid pretendia, ainda, estender sua viagem à Coréia do Sul para encontrar os diretores da GS Energy, que assinou um protocolo de intenções para desenvolver os estudos da refinaria de forma conjunta com a Petrobras.”

(Site 247 – DF)