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Maior traficante de cocaína do mundo é detido na Colômbia e deportado para Itália

preso

As autoridades da Colômbia anunciaram neste sábado (6) que vão deportar Roberto Pannunzi, considerado o maior traficante de cocaína do mundo, para a Itália. Pannunzi foi detido nessa sexta-feira (5) em um centro comercial de Bogotá.

Segundo as polícias colombiana e italiana, Pannunzi levava para a Europa cerca de duas toneladas de cocaína por mês e era “o único” capaz de vender droga tanto à máfia da Calábria (Ndrangheta) como à da Sicília (Cosa Nostra).

Roberto Pannunzi foi detido em uma operação conjunta da polícia colombiana e de agentes de combate ao tráfico de droga dos Estados Unidos (Drug Enforcement Administration – DEA).

O italiano identificou-se à polícia com um nome falso, Silvano Martino, por meio de um documento venezuelano falso.

Segundo Nicola Gratteri, procurador-geral adjunto da região de Reggio Calabria, no Sul de Itália, Pannunzi vai ser deportado porque “um processo de extradição demoraria vários meses”.

A expectativa é que Pannunzi chegue ainda hoje ao aeroporto de Fiumicino, em Roma.

(Agência Brasil)

Comissão de Defesa do Consumidor pede investigação sobre a Anatel

A Comissão de Defesa do Consumidor pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize auditoria operacional sobre os procedimentos de regulamentação e fiscalização adotados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quanto aos serviços de telefonia móvel, telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura.

Os deputados querem saber se as regras em vigor são capazes de assegurar níveis mínimos de excelência na oferta dos serviços; e se a Anatel tem sido capaz de se antecipar às demandas por mudanças nessas regras e propor aperfeiçoamentos aos regulamentos, contratos de concessão e termos de autorização em vigor.

A proposta de fiscalização e controle (PFC 96/12) foi feita pelo deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS) e acatada pelo relator, deputado Augusto Coutinho (DEM-PE). “O agravamento da situação da já caótica prestação dos serviços de telecomunicações teria levado a Anatel a reconhecer a incapacidade das operadoras em ampliar a base instalada de assinantes, o que revelaria aspectos preocupantes no ambiente regulatório do setor”, explicou Coutinho

(Agência Câmara Notícias)

Prefeito Roberto Cláudio afirma que jamais irá cooptar vereadores

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A pressão dos vereadores da base aliada do prefeito Roberto Cláudio aumentou nas últimas semanas. Após o PTdoB anunciar o rompimento com o grupo do prefeito, parlamentares de outros quatro partidos aliados questionaram a falta de diálogo com a gestão e ameaçaram deixar o grupo, inclusive por falta de cargos distribuídos. RC afirmou não ter recebido reclamações e criticou a prática de cooptação. Presidentes dos partidos dizem que buscam o diálogo.

O primeiro desfalque da base aliada foi na terça-feira (2), com o anúncio de que os vereadores do PTdoB não mais faziam parte do grupo de situação. Os motivos alegados pelo partido eram a falta de diálogo e a busca por mais destaque na Câmara.

Dois dias depois, a pressão dos vereadores aliados aumentou. Adail Júnior (PV), Vaidon Oliveira (PSDC), Fábio Braga (PTN) e Wellington Sabóia (PSC) também criticaram a falta de diálogo com a gestão. Adail e Vaidon falaram abertamente que um dos motivos do descontentamento é a falta de indicação para cargos.

Intriga da oposição

O prefeito defendeu a relação com a Câmara, alegando que não recebeu reclamações e acredita que a pressão se deve à intriga da oposição. RC criticou a cooptação – ato de neutralizar forças adversárias com promessas de benefícios. “Nós não iremos abrir mão de uma prática de respeitar e valorizar o trabalho do vereador. Não partirá de mim, nunca, a prática da cooptação. Cooptação é desrespeito pessoal e institucional”, disse RC.

Ele alegou que tem recebido vereadores no próprio gabinete, acompanhado as atividades dos parlamentares e ouvido as sugestões e críticas quantos às mudanças em Fortaleza. “Às vezes, o sentimento que tenho é de que tem um pedaço da oposição que está doida para aumentar de tamanho”, ressaltou o gestor.

Apesar das alegações de RC, chefes de partidos aliados pedem mais diálogo. O presidente municipal do PV, Estevão Romcy, diz entender que o prefeito ainda esteja se estruturando, mas pede mais companheirismo. “Nós, naturalmente, queremos nosso espaço para desenvolver nossas ações”, pontuou.

O presidente do PTN, Nildo Sobral, afirmou que não existe possibilidade de rompimento. “Nós não entramos na base em troca de nada. Não seria justo rompermos porque não houve nenhum acordo de dizer que a gente ganharia algo, nós fomos pra base porque entediamos que a gestão precisava de tempo e oportunidade”. O presidente do PSC, Wellington Saboia, destacou que, ainda que o partido vote de forma independente, existe um descontentamento de alguns vereadores, mas o PSC já busca se reunir com RC. “Essa conversa ainda não houve, só falei com o prefeito na ocasião em que ele chamou os vereadores”, diz.

(O POVO)

Plebiscito: empenho para garantir intervenção do povo

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A opinião pública tem assistido nos últimos dias ao esforço incansável da presidente Dilma Rousseff para garantir ao povo o direito de intervir na formatação da reforma política. Salta aos olhos a resistência dos partidos conservadores do Congresso Nacional – tanto da oposição como da base aliada – e de segmentos do governo e do establishment (que dá as cartas no País) a um tipo de consulta capaz de mudar os esquemas de sustentação que favorecem seus interesses, visto que a intervenção direta do cidadão pode criar uma situação imponderável, desarrumando-os.

Na última sexta-feira, a presidente foi surpreendida pelas declarações do seu vice e do próprio ministro da Justiça de rendição à pressão do poderoso conglomerado de interesses contrários à consulta. Sobretudo, porque não querem que as mudanças valham para as eleições de 2014. Ora, isso seria postergar o atendimento ao grito das ruas em favor de mudanças imediatas nos modelos político e eleitoral vigentes. Sentindo-se apunhalada pela base infiel e por auxiliares diretos descompromissados com sua proposta, a presidente Dilma reagiu bravamente, deixando explícito que o Planalto não admite recuo no intento de dar ao povo acesso às decisões sobre a reforma política e que estas vigorem já em 2014.

Ao tomar essa decisão, mesmo que seja derrotada pela maioria conservadora, Dilma Rousseff deixa explícita aos cidadãos sua decisão de ouvi-los e de defender instrumentos pelos quais possam concretamente intervir. Nisso, está apoiada em algumas correntes jurídicas abertas à visão do Direito como construção da sociedade e não como freio garantidor de interesses consolidados. Nesse aspecto, teve surpreendentemente o apoio do presidente do STF, quando este pediu um “basta a reformas de cúpula” e que era preciso introduzir o povo nessa definição.

De qualquer forma, a presidente revelou-se aberta a outras iniciativas da sociedade destinadas a produzir resultados já nas próximas eleições, de modo que o povo não se sinta postergado. E essas conversas estariam em curso com entidades representativas da sociedade civil organizada.

Aos que resistem à consulta popular, pode ser aplicada a frase lapidar do príncipe de Falconeri, da obra de Lampedusa: “Tudo deve mudar para que tudo fique como está”.

(Editorial / O POVO)

Entrada da UFC vira “point” de assaltantes

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O geólogo Luciano Gomes teve o carro tomado de assalto, nessa sexta-feira (5), quando chegava à entrada da Universidade Federal do Ceará (UFC), pela avenida Humberto Monte, no bairro Presidente Kennedy.

Dois homens, armados com revólver, levaram o veículo Fiat da vítima, de placas NPV 5911. O local virou “point” dos assaltantes, segundo relatos de professores, estudantes e moradores da área.

Mantida liminar que suspendeu proibição de cigarros aromatizados

O presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Gilson Dipp, manteve liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que suspendeu os efeitos dos artigos 6º e 7º da Resolução 14/2012 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A resolução dispõe sobre os limites máximos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono nos cigarros, e restringe o uso de aditivos nos produtos derivados do tabaco. O artigo 6º da resolução proíbe a importação e comercialização de cigarros com sabores e aromas produzidos por aditivos acrescentados ao fumo.

A Anvisa recorreu ao STJ sustentando que a manutenção da liminar acarretaria lesão à ordem pública, já que a administração pública ficaria impossibilitada de assegurar o direito fundamental à saúde. Alegou ainda que a Lei 9.782/99 estabelece e legitima as atribuições da autarquia para regulamentar os produtos que envolvem risco à saúde pública, entre eles o cigarro.

(STJ)

CAS pode votar férias parceladas para menores de 18 e maiores de 50 anos

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) pode votar em decisão terminativa, na quarta-feira (10), projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS), que altera o artigo 134 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para garantir o parcelamento das férias anuais aos menores de 18 e aos maiores de 50 anos, o que atualmente é proibido. O projeto (PLS 62/2005) estabelece que, como autorizado aos demais trabalhadores, esses também terão direito a férias fracionadas em dois períodos.

O relator da matéria na CAS, senador Armando Monteiro (PTB-PE), apresentou voto favorável ao projeto, na forma de substitutivo. Ele rejeitou o PLS 286/2007, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que tramita em conjunto e propõe a concessão de férias proporcionais aos empregados que tenham sido contratados há, pelo menos, seis meses.

Em relação a esse ponto adicional, Armando Monteiro enfatiza que “não há precedente legislativo autorizando o gozo de férias antes de o empregado ter completado o período aquisitivo, que é de um ano”, mas prevê uma concessão mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho, em caráter excepcional.

Já para defender o fracionamento do período de férias anuais para menores de 18 anos e maiores de 50, o relator argumentou que a rigidez na legislação, que vedava o direito a esses trabalhadores, se baseou na idade com que as pessoas começavam a trabalhar e à expectativa de vida, na época da edição da lei.

A flexibilização da norma trabalhista tem em vista a adequação à realidade presente e, acrescenta o relatório, “observa o princípio de proteção ao trabalhador e torna seus efeitos menos onerosos para o patrão, sem ocasionar prejuízos ou impor excessivos sacrifícios aos trabalhadores menores de 18 e maiores de 50 anos”.

(Agência Senado)

Projeto Eleições Limpas tem mais de 53 mil assinaturas

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O projeto de iniciativa popular Eleições Limpas, elaborado pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) – o mesmo que idealizou a Lei da Ficha Limpa – recolheu mais de 53 mil assinaturas até essa sexta-feira (5). O cálculo considera apenas as assinaturas virtuais, sem levar em conta as que foram recolhidas em papel. Para que a proposta seja oficialmente apresentada ao Congresso Nacional e comece a tramitar é preciso do apoio de 1% do eleitorado, ou 1,6 milhão de pessoas.

O projeto propõe acabar com o financiamento feito por empresas privadas e coloca um limite de R$ 700 para doações de pessoas físicas aos candidatos. A decisão de incluir as medidas no projeto decorreu da constatação de que apenas três setores da economia fazem doações de forma significativa: as empreiteiras, os bancos e as mineradoras. “É uma pequena fração do empresariado que tem interesses imediatos na ação do Congresso Nacional. Pesquisa da Universidade do Texas mostra que para cada real investido nas campanhas [pelas empresas] houve um retorno da ordem de R$ 8,5. Não se trata de doar, mas de adiantar um dinheiro que voltará na forma de dinheiro público”, explicou o coordenador do MCCE Márlon Reis.

De acordo com o MCCE, dos 513 deputados atualmente eleitos, 369 foram os que tiveram as campanhas mais caras. “Não há igualdade de disputa entre aqueles que dispõem dos milhões das empreiteiras, dos bancos e das mineradoras e os outros, que não têm acesso a esses recursos. É desigual e o resultado são eleições dirigidas economicamente”, disse Reis.

(Agência Brasil)

Restrição à venda de cigarros volta à pauta da CAS

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) pode votar, em reunião na quarta-feira (10), projeto do senador Paulo Davim (PV-RN) que restringe os pontos de vendas de cigarros (PLS 139/2012). A proposição proíbe a comercialização de tabaco e produtos derivados em postos de gasolina, supermercados, estabelecimentos de venda ou consumo de alimentos, lojas de conveniência e bancas de jornal.

Na justificação da matéria, Davim lembra que o tabaco está associado ao crescimento de diversas doenças crônicas, responsáveis pela maior parte das mortes de brasileiros atualmente. Ele também ressalta o impacto da publicidade nos pontos de venda sobre crianças e adolescentes.

“Restringir os locais onde se pode comprar cigarro constitui não apenas a imposição de maiores dificuldades para o consumo, mas também uma estratégia efetiva para reduzir sua promoção e contribuir para o controle do tabaquismo em nosso país”, conclui.

O relator da matéria na CAS, senador José Pimentel (PT-CE), deu voto favorável à aprovação da matéria.

Em debate na CAS, no dia 14 de maio, representantes de entidades médicas e antitabagistas apoiaram as medidas restritivas. Luiz Carlos Correa da Silva, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) disse que, se as pessoas parassem de fumar, a incidência de câncer de pulmão e enfisema pulmonar cairia 90%.

O secretário executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Carlos Fernando Galant, ressaltou, porém, o impacto econômico e social na medida, inclusive na arrecadação tributária. Ele alegou, ainda, que a restrição incentivaria o contrabando.

Depois da CAS, a matéria será examinada pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde receberá decisão terminativa.

(Agência Senado)

Banco Central não consegue segurar dólar, que fecha em alta de 0,09%

A intervenção do Banco Central (BC), que vendeu US$ 1,934 bilhão no mercado futuro, não conseguiu segurar a moeda norte-americana. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (5) vendido a R$ 2,2595, com alta de 0,09%. O câmbio fechou a semana com aumento de 1,25%. No ano, o dólar acumula alta de 10,51%.

O aumento do dólar, no entanto, poderia ter sido maior. Por volta das 11h40, a moeda norte-americana chegou a subir para R$ 2,2675, o valor mais alto do dia. A cotação oscilou bastante nas horas seguintes até cair para R$ 2,2520 por volta das 16h, subindo novamente até encerrar praticamente estável em relação ao fechamento de ontem (4). A mínima do dia foi registrada por volta das 9h30, quando o dólar chegou a R$ 2,2484.

Além de vender dólares no mercado futuro, por meio dos leilões de swap cambial tradicional, o BC tomou medidas para segurar a alta da moeda norte-americana. Na quarta-feira (3), a autoridade monetária eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados.

Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O BC derrubou esse limite, permitindo que financiamentos de prazos mais longos sejam concedidos. A medida aumenta a oferta de dólares no mercado, empurrando a cotação para baixo.

(Agência Brasil)

Cid chega ao Brasil no domingo à noite para tratar de recursos em Brasília

O governador Cid Gomes chegará ao Brasil na noite do domingo (7), quando desembarcará em Brasília. Na segunda-feira (8), o governador do Ceará estará no Planejamento, Orçamento e Gestão, onde tentará mais recursos para o Estado com a ministra Miriam Belchior.

Nesta sexta-feira (5), Cid Gomes se encontra na Itália, onde visitou a empresa que fornecerá os trens da Linha Sul do Metrofor.

Dilma reúne bancada do PT e reforça apoio para fazer reformas

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Dilma, com a bancada, posa ao lado do líder do PT, José Guimarães.

Em reunião com a presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (5), a coordenação da Bancada do PT na Câmara reafirmou o apoio incondicional ao pacto proposto pela chefe de Estado para o enfrentamento de problemas do País, entre eles o plebiscito para a reforma política. A presidenta ressaltou, na reunião, o  compromisso com o combate à inflação e com o rigor fiscal.

Dilma apresentou dois pedidos aos parlamentares petistas, de acordo com o líder da Bancada, José Guimarães (CE): recompor a base e garantir a governabilidade, não aprovando projetos que comprometam o rigor fiscal que o momento impõe e manter um diálogo permanente com a sociedade. “Não podemos votar tudo aquilo que possa sinalizar um desequilíbrio fiscal do País”.

Segundo o líder, é necessário “afinar a viola” com toda a base,  para a votação de matérias de interesse estratégico, mas também para evitar outras que possam comprometer as contas públicas. “A presidente pediu apoio para nós ajudarmos na recomposição da base, principalmente, no diálogo com o PMDB”, resumiu Guimarães.

Sociedade – Na avaliação do líder, foi inaugurado “um novo tempo” na relação da Bancada com a presidenta da República. Uma ação definida é que haverá, periodicamente, reuniões da coordenação do partido na Câmara com ministros do PT, para tratar tanto da agenda política como da implementação de ações que cheguem até à sociedade.

Conforme relatou Guimarães, o pacto proposto pela presidenta visa a transformar radicalmente  o cenário no país, aprofundando as ações iniciadas no governo Lula e que tiveram continuidade no governo atual.  “Nesses dez anos tivemos avanços extraordinários em termos de desenvolvimento econômico com justiça social, e vamos avançar mais”, destacou o líder do PT.

Na reunião, falou-se sobre a necessidade de o governo federal divulgar de forma profissional  as conquistas do último decênio. O endividamento público, por exemplo, em 2002, último ano do governo tucano de FHC, correspondia a quase 60% do Produto Interno Bruto (PIB) (soma das riquezas produzidas no País)  e hoje é de 34%.  “Vamos dar um salto a partir de agora , sob a liderança de Dilma, que é o que a sociedade quer- melhor serviços público em todas as áreas”, disse o líder.

Combustível – As bandeiras levantadas recentemente por multidões que foram às ruas em cidades de todo o País, na expressão de Guimarães, são “combustível”  para a presidenta e para o PT darem impulso e aprofundar uma série de políticas públicas que têm transformado positivamente o Brasil.

“Expressamos à presidenta que o PT não tem medo das ruas, pois é um partido de origem popular e que surgiu das ruas. Temos de defender o legado do governo Lula e o que tem sido feito pelo governo atual. E é o que vamos fazer”, disse o líder do PT. Ele admitiu que a popularidade de Dilma caiu nas últimas semanas, mas caiu junto com a “de todos, como a de governadores, por exemplo”.

(Com Agências/Foto – Roberto Stuckert Filho)

Ciro diz que Petrobras é "caixa preta" e teme "cheiro de enrolação" com refinaria

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“O ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) subiu o tom contra a Petrobras ao criticar os atrasos do início das obras de construção da Refinaria Premium II, no Estado do Ceará. Ciro disse sentir “cheiro de enrolação” e que a estatal é uma “caixa preta”. A saraivada verbal de Ciro Gomes foi proferida durante um encontro promovido pela Assembleia Legislativa do Ceará, em Camocim, no litoral Oeste do Estado, com o objetivo de mobilizar a sociedade em torno do projeto.

A briga pela implantação da refinaria é antiga. O empreendimento foi prometido ao Ceará ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e reiterado pela sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff (PT). Apesar disto, a obra ainda não foi iniciada. “A Petrobras é uma caixa preta. Eu estou sentindo o cheiro da enrolação nessa história. Nós temos que lutar, porque se depender da Petrobras a Refinaria não virá para o Ceará”, afirmou o ex-ministro.

“Há uma promessa repetida, faz parte do acordo que deu ao Lula e à Dilma 80% da boa vontade do povo cearense. Nós confiamos que essa palavra empenhada e repetida será cumprida. Mas temos que lutar, porque se depender da Petrobras ela acaba nos enrolando de novo”, complementou.

O governador Cid Gomes e o vice Domingos Filho encontram-se em missões empresariais no exterior, onde tentam adquirir equipamentos destinados a ampliar o sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Fortaleza. Cid pretendia, ainda, estender sua viagem à Coréia do Sul para encontrar os diretores da GS Energy, que assinou um protocolo de intenções para desenvolver os estudos da refinaria de forma conjunta com a Petrobras.”

(Site 247 – DF)

"Minha Casa, Minha Vida" – MPF entra com ação contra 40 acusados em Fortaleza

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O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação, por improbidade administrativa, contra 40 pessoas supostamente envolvidas em irregularidades do programa Minha Casa Minha Vida, em Fortaleza. A denúncia é de que a Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) favoreceu servidores da Prefeitura e pessoas vinculadas ao PT, na gestão da ex-prefeita Luizianne Lins (PT).

Na ação, além da condenação de todos os envolvidos, o MPF pede a anulação dos contratos irregulares de aquisição das unidades habitacionais, bem como a devolução dos imóveis à Caixa Econômica ou à própria Habitafor. “Os indivíduos beneficiados com as unidades habitacionais são alcançados pela Lei de Improbidade Administrativa, que abrange qualquer pessoa que, mesmo não sendo agente público, beneficie-se, de qualquer forma, do ato de improbidade”, esclarece o procurador Alexandre Meireles, autor da ação.

De acordo com as investigações do MPF, o mentor do esquema era o então presidente da Habitafor, Roberto Gomes. Junto com assessores, ele teria manipulado o sistema relacionado ao Minha Casa Minha Vida, com o intuito de beneficiar pessoas ligadas à gestão. Segundo o procurador, o grupo chegou a fazer inscrição de pessoas mesmo após o término do prazo oficial de cadastramento.

A investigação começou após a própria Habitafor, já na gestão de Roberto Cláudio (PSB) como prefeito, encaminhar representação ao MPF. A denúncia era de que vários imóveis do condomínio São Bernardo, no bairro Serrinha, teriam beneficiado pessoas ligadas à Prefeitura e a partidos políticos na gestão passada. De acordo com a investigação, 30% dos beneficiados com unidades habitacionais no condomínio tinham vinculação, direta ou indireta, com dirigentes e funcionários da Habitafor.

(Site do MPF)

Heitor Férrer apresenta projeto propondo plebiscito para Acquario

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“O deputado Heitor Férrer (PDT) apresentou nesta sexta-feira, 5, na Assembleia Legislativa, um projeto de decreto legislativo que determina a realização de um plebiscito para a construção do Acquário Ceará, equipamento de lazer que o Governo do Estado está erguendo na Praia de Iracema.

O deputado, que é um dos maiores críticos da obra, argumenta que o empreendimento constitui uma clara inversão de prioridades do Governo do Estado. Ele cita que, enquanto serão investidos milhões no aquário, há um grande contingente da população cearense atualmente sofrendo com uma das piores secas dos últimos tempos nos Estado.

Após a série de protestos pelo País, inclusive no Ceará, o governador Cid Gomes (PSB) admitiu a possibilidade de realizar consulta popular para alguns temas. Com isso, assuntos que antes estavam “adormecidos” voltaram ao debate. Na semana passada, a oposição na Assembleia voltou a questionar projetos, principalmente o aquário e a ponte estaiada sobre o rio Cocó.

Heitor afirma ainda que a proposta de plebiscito se deve também à exigência da população que saiu às ruas por todo o País, cobrando, entre outras coisas, maior responsabilidade com o dinheiro público.”

(O POVO)

Senado corta 53% das verbas do royalties que iriam para educação

“O projeto de lei que o Senado aprovou na última terça-feira, 2, destinando recursos dos royalties para educação e saúde, reduziu em 62% as verbas direcionadas às duas áreas em relação ao que havia sido aprovado na Câmara dos Deputados. Com a mudança, o repasse total caiu de R$ 279,08 bilhões para R$ 108,18 bilhões.

No caso da educação, o percentual diminuiu 53%, saindo de R$ 209,3 bilhões para R$ 97,4 bilhões. Já na saúde, a redução foi de 84%, fazendo a verba cair de R$ 69,7 milhões para R$ 10,7 bilhões. A estimativa é da Consultoria Legislativa de Recursos Minerais, Hídricos e Energéticos da Câmara, com dados da Agência Nacional do Petróleo.

Retrocesso 

Para especialistas, trata-se de um retrocesso. O projeto aprovado na Câmara, em meio à mobilização de protestos por todo o País, previa acréscimo de 1,1% do PIB para a educação até 2022, chegando a 7%. Atualmente são 5,8%.

“A redução feita pelo Senado derrubou o porcentual de 1,1% para apenas 0,4% do PIB. Foi o anticlímax. Existia um ganho que não era o ideal, mas melhorava bem. Agora voltamos quase ao zero”, diz o professor Luiz Araújo, especialista em financiamento e políticas públicas, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

(O POVO Online)

Copa das Confederações e protestos atenuaram inflação

“A Copa das Confederações e as manifestações em várias cidades brasileiras no mês de junho tiveram impacto sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação. No mês passado, a taxa chegou a 0,26%, 0,11 ponto percentual menor que a de maio. “Além de o comércio ter sido fechado por muitos dias por causa dos protestos, o clima da Copa modifica hábitos de consumo, como comer mais fora, ou direciona para determinados bens de consumo. Houve um junho atípico”, avaliou a coordenadora de índice de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

Com as manifestações, comerciantes tiveram de fechar seus estabelecimentos mais cedo, o que causou queda nos preços em diversos grupos, como o de alimentos, pela redução da demanda. A queda das passagens de ônibus, que se deu a partir do dia 20 em algumas capitais, terá influência sobre a taxa de julho. No Rio de Janeiro, os itens trens e ônibus urbanos devem cair 5%, e o metrô, 6,5%. Em São Paulo, a queda será de 4,5% para os três. Recife, Fortaleza e Curitiba devem ter redução de 3% nos ônibus urbanos. Em Goiânia essa redução alcançará 5%.

Já a Copa das Confederações, além de ter influenciado hábitos de consumo, contribuiu para aumentar o preço das passagens aéreas. Em maio, o índice chegou a -3,43% e, em junho, a 6,71%, com mais de 9 pontos percentuais de diferença. Os alugueis também foram influenciados pela Copa, segundo Eulina, com alta de 0,29 ponto percentual em junho (1,04%) em relação a maio (0,75%).”

(Agência Brasil)