Blog do Eliomar

Últimos posts

Índios mundurukus sequestram biólogos da Eletrobras

Índios mundurukus sequestraram e mantêm como reféns, em Jacareacanga, no Pará, três biólogos que prestavam serviços à Eletrobras no estado. Os funcionários estavam na região do Tapajós fazendo estudos de fauna e flora para o licenciamento socioambiental de um possível aproveitamento a ser feito na região de Jatobá para o Complexo Hidrelétrico de Tapajós.

A estatal informou que nenhum dos locais visitados pelos pesquisadores é terra indígena. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, sete técnicos foram enviados nesse sábado (22) a Itaituba, cidade a cerca de 150 quilômetros de Jacareacanga, para negociar com as lideranças indígenas. Entre as demandas apresentadas está a interrupção dos estudos do empreendimento, até que seja feita consulta à comunidade.

Em nota, a Eletrobras informa que foram roubados câmeras fotográficas e computadores com os registros da expedição e também o material coletado pela equipe, comprometendo a qualidade dos estudos realizados e impedindo sua continuação.

(Agência Brasil)

Mídia internacional destaca protestos no Brasil e pronunciamento da presidenta Dilma

190 3

O pronunciamento feito na noite de ontem pela presidenta Dilma Rousseff e as manifestações nas ruas do Brasil foram citados neste sábado (22), com destaque, por alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. Entre eles, os britânicos BBC e The Guardian; os norte-americanos New York Times e Washington Post; e o jornal espanhol El País.

De acordo com a BBC, é cedo para avaliar os impactos da recente onda de protestos na economia brasileira e nos investimentos no país. Analistas ouvidos pela mídia pública inglesa apresentam posições diferentes sobre o fenômeno que ocorre no Brasil. Um grupo considera haver risco de os eventos gerarem incertezas e prejudicarem os investimentos estrangeiros no país. Outro grupo acredita que a presidenta Dilma não corre risco político nem econômico sério, e que poucos deverão ser os efeitos nos negócios.

O The Guardian informa que a presidenta Dilma ouviu o chamado da população por mudanças e, em cadeia nacional, anunciou planos para as áreas de transporte, educação e saúde.

A tomada das ruas por manifestantes contrários a líderes políticos de todos os partidos, corrupção e a baixa qualidade dos serviços públicos foram citadas pelo jornal The New York Times. De acordo com a matéria, a presidenta brasileira apresentou “medidas para resolver algumas das queixas” apresentadas pelos manifestantes.

O jornal norte-americano chama a atenção para algo que, há pouco tempo, era impensável para o país: boicotar a Copa do Mundo. “Em um sinal do quanto o país está virado de cabeça para baixo, até mesmo alguns dos heróis do futebol reverenciados do país tornaram-se alvos de raiva, por terem se distanciado da revolta popular”, diz a matéria ao se referir a Pelé e Ronaldo Fenômeno.

Outro jornal dos Estados Unidos, o Washington Post, publicou em seu site alguns vídeos apresentando depoimentos de pessoas contrárias à realização da Copa no Brasil. O jornal diz que Dilma rompeu o silêncio, após mais de uma semana de protestos, com uma mensagem pré-gravada.

O periódico espanhol El País informa que Dilma Rousseff usou cadeia nacional de rádio e televisão para prometer “uma grande quantidade de serviços públicos”, em especial nas áreas de mobilidade, saúde e educação, e que convocará governadores e prefeitos das principais cidades para tratar das melhorias. A matéria diz que ela pretende destinar todo o dinheiro o pré-sal para a educação, e que deseja dialogar com líderes de movimentos pacíficos, representantes de organizações de juventude dos sindicatos e associações populares.

(Agência Brasil)

Comissão discutirá venda de pacotes turísticos pela internet

A Comissão de Defesa do Consumidor vai realizar audiência pública para analisar a venda de passagens áreas e pacotes de viagem pela internet. Integrantes da comissão têm recebido denúncias e reclamações sobre as empresas Decolar.com, ViajaNet.com e Submarino Viagens. Elas têm sido acusadas de práticas desleais de concorrência e de omitir informações ao consumidor.

O presidente da comissão, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), foi quem pediu a realização do debate. Ele explicou que essas empresas não informam, nos anúncios nos sites, sobre as taxas e encargos incidentes sobre os preços dos produtos. Assim, o consumidor só fica sabendo o valor real da passagem aérea ou do pacote turístico quando está finalizando a compra pela internet.

“Essas empresas oferecem preços mais baratos em relação aos praticados pelas companhias aéreas. Mas apenas como chamariz. No entanto, há algumas tarifas que não estão evidenciadas e o consumidor acaba arcando com outros custos, que, em um primeiro momento não são demonstrados. Todas essas reclamações têm chegado à comissão e o grande argumento é de propaganda enganosa.”

(Agência Câmara de Notícias)

Se o Brasil perder da Itália, Fortaleza ganha. E aí, de quem é a sua torcida?

Imagine uma “final antecipada” entre Brasil e Espanha, em plena Arena Castelão? Para isso, a Seleção Brasileira terá que perder da Itália, neste sábado (22), a partir das 16 horas, em Salvador.

Se encerrar a primeira fase da Copa das Confederações em segundo lugar no Grupo A, o Brasil pegará o primeiro colocado do Grupo B, praticamente a Espanha, na próxima quinta-feira (27), em Fortaleza, pelas semifinais da competição. Os mineiros, que aguardam com expectativa a equipe brasileira, teriam que se contentar com Itália x Uruguai ou Nigéria, na próxima quarta-feira (26).

Primavera brasileira

111 1

Em artigo no O POVO deste sábado (22), o médico, antropólogo e professor universitário Antônio Mourão Cavalcante avalia as circunstâncias da ruptura e a forma abrupta das manifestações contra o Poder. Confira:

Marcos Willians Herbas Camacho também conseguiu parar São Paulo. Isso foi na noite do dia 12 de maio de 2006. A violência explodiu em São Paulo, maior cidade da América Latina. Responsável? O Primeiro Comando da Capital (PCC). No comando geral da operação o seu “capo de capi”, o elemento chamado na língua policial de Marcola, um longo aprendiz de delinquência…

Durante quatro dias, a cidade e seus habitantes foram acuados e assustados. Os seguidores da facção saíram às ruas, dispostos a cumprir as ordens recebidas dos chefes. O negócio era enfrentar a polícia, o poder. E o fizeram usando fuzis, granadas e bombas. Ônibus foram queimados, bombas foram lançadas contra órgãos públicos. Agências bancárias foram incendiadas e depredadas, viaturas policiais foram crivadas de balas. Agentes penitenciários e policiais foram encurralados e mortos.

Para os paulistanos, a ficha caiu: o PCC passou a ser um perigo real e próximo. Não era mais apenas uma facção escondida atrás das grades.

Neste ano, em maio/junho estoura uma nova revolta em São Paulo. Um movimento de resistência ao aumento de passagens em transporte coletivo ensejou um levante de massa com violência explícita. A rebelião se estendeu pelas grandes capitais, levando à repetição de manifestações com grande participação da população. O temário das reivindicações se ampliou. Agora fala-se em mais verbas para educação e saúde. Contra a corrupção dos políticos e tudo de ruim que ocorre no governo brasileiro e em sua política.

O que existe de comum entre esses dois movimentos? Primeiro, a circunstância da ruptura. E feita de forma abrupta. Ninguém esperava assim… Mesmo sabendo que – mais dia, menos dia – isso iria acontecer.

Traz à cena o valor das mídias sociais. O que, aliás, vem acontecendo mundo inteiro: Nova York (Occupy Wall Street), Primavera Árabe, Egito e mais recentemente na Turquia.

Independente do entusiasmo de uns – sobretudo os da classe média –, que aparentam ser os mais revoltados e sem jeito, esse movimento poderá perder força se não souber transformar “o grito rouco das ruas” em propostas consistentes que atinjam o âmago da própria natureza da democracia que vivemos. Isso requer muita habilidade.

Se der em nada, vale convocar Chico Buarque e, de novo, com igual ânimo e ênfase, cantarmos ‘foi bonita a tua festa, pa, fiquei contente e ainda guardo renitente um velho cravo para mim…”

Manifestantes se reúnem em frente ao apartamento do governador do Rio

Um grupo de 40 manifestantes está concentrado na esquina da Avenida Delfim Moreira com a Rua Aristides Espíndola, no Leblon, zona sul da cidade, próximo ao apartamento do governador do Rio, Sérgio Cabral.

Um dos organizadores da manifestação, o estudante de Direito da PUC do Rio, João Pedro Menezes, disse que a intenção é permanecer no local até segunda feira (24). “O povo acordou e esta é a hora de dizer que a gente não concorda com esta política que está aí” disse.

Na passagem dos carros, os manifestantes pedem para os motoristas buzinarem, expressando apoio ao protesto. A resposta vem de imediato, com um buzinaço seguido de aplauso dos manifestantes.

Por causa da manifestação, parte de uma das pistas da Delfim Moreira, em direção a São Conrado, está fechada ao trânsito. O coronel PM Luiz Otávio está à frente do esquema montado para garantir a integridade dos manifestantes e o fechamento da rua Aristides Espíndola, onde mora o governador.

A maranhense Rosineide da Silva é guardadora de veículos no estacionamento do canteiro central da Delfim Moreira. “Até agora o estacionamento não deu movimento algum. Sou a favor [da manifestação] e aceito voltar para casa sem um centavo. É a minha participação. Se continuar pacificamente, vai valer a pena”, disse.

Rosineide contou que mora no Jardim Maravilha, em Campo Grande, zona oeste da cidade, e costuma sair cedo de casa para trabalhar. “Lá onde eu moro está faltando muita coisa. Não tem saneamento básico. Eu saio às seis da manhã com os pés na lama. A escola da minha filha não tem uma boa educação, contou Rosineide, que neste sábado levou a filha Larissa, de 13 anos, para ficar com ela no trabalho.

(Agência Brasil)

Muito cuidado com a ressaca da democracia

Em artigo no O POVO deste sábado (22), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, avalia as consequências das manifestações pelo Brasil. Confira:

As manifestações que tomam conta do País nos últimos dias representam sopro de cidadania para uma sociedade que estava calada diante dos descalabros aos quais era submetida no dia a dia. Se até então o poder público fazia ouvido de mercador a esses reclamos, a partir de agora terá que se render ao barulho das ruas antes de optar pelo encastelamento típico dos governantes. O clima de festa que vem caracterizando a adesão aos protestos, todavia, deixa no ar muito mais do que reflexões. Deixa, na verdade, o que é pior, incertezas.

Os protestos em São Paulo contra o aumento do preço da passagem de ônibus foram sendo pulverizados pelo restante do País e hoje, não se sabe ao certo contra o quê se luta. O risco dessa situação é agravado em virtude da inexistência de lideranças claras com as quais os governos possam ao menos sentar para conversar.

Governo, é bom deixar claro, que mesmo se tivesse com quem conversar, encontra-se totalmente fragilizado para reagir ou propor alternativas. Diante disso, está aberta a porta para os atos de violência vistos ultimamente, sem que de fato se possa vir a prever o que está a nos esperar. A invasão do Palácio do Itamaraty é simbólica no sentido dos limites a que os protestos estão submetidos.

Paradoxalmente, enquanto diversas pessoas se vangloriam de a sociedade ter voltado às ruas para protestar, o alvo dessas manifestações são justamente governantes que já ocuparam essas avenidas e praças em outros momentos do Brasil, para oferecer a possibilidade de que as futuras gerações pudessem exercer a democracia em sua plenitude.

A festa democrática trata-se de direito sagrado, e nada mais justo que todos possam dela participar. No entanto, como toda festa, o excesso na dose gera efeitos colaterais que muitas vezes terminam em tremenda ressaca.

Para um país no qual a história recente ainda está marcada pelo trauma de 1964, quando as pessoas foram tolhidas do seu direito de ir às ruas, não custa lembrar que a história não se repete por capricho e a ressaca desses momentos invariavelmente deixa marcas por vários anos, quando não para a vida toda.

Tema da Copa tem vendido mais que São João

Com peças que podem ser adquiridas por um preço de R$ 5, o tema da Copa das Confederações tem vendido mais que as peças de São João. A afirmação é dos vendedores ambulantes do Centro de Fortaleza e vendedores de lojas.

Segundo os vendedores da loja Baby Shop, as peças infantis da Seleção Brasileira foram colocadas à venda somente há 15 dias, mesmo assim já superou todo o montante de venda das peças de São João, que começaram a ser vendidas desde o fim de maio.

Para o vendedor ambulante João Marcelo Damasceno, 32, o comércio informal não está vendendo mais peças do tema Copa das Confederações porque os ambulantes não acreditaram no crescimento da competição entre os fortalezenses.

“A gente não sentia o espírito dessa Copa entre a população. Não havia sequer fachadas de casas pintadas”, alegou.

Para os vendedores, o melhor momento das vendas deve ocorrer na próxima semana, caso o Brasil volte a jogar em Fortaleza.

Seis pessoas morreram em acidente de ônibus na BR-222

Seis pessoas morreram e 40 ficaram feridas em um acidente de ônibus, na madrugada deste sábado (22), em Sobral, a 222 km de Fortaleza. Além da Polícia Rodoviária Federal (PRF), estão no local ambulâncias do Samu, Bombeiros e Polícia Militar.

Segundo a PRF, o ônibus fretado da empresa Expresso Lobato, transportava 52 passageiros, vinha de Belém, no Pará, para a capital cearense, quando dobrou em uma curva e tombou, por volta das 3h da manhã. A excussão trazia sacoleiros que iam fazer compras no Mercado Central, em Fortaleza. O acidente ocorreu na BR-222, quilômetro 183, no distrito de Patos, região Norte do Estado.

Os feridos foram levados para o hospital Santa Casa de Misericórdia, em Sobral. O número de vítimas e feridos ainda não foi confirmado. O tacógrafo (equipamento que registra a velocidade do veículo), foi retirado pela perícia e entregue a Polícia Rodoviária Federal, que vai verificar a velocidade do ônibus no momento do acidente. Segundo a PRF, um caminhoneiro assinou testemunho de que o motorista disputava velocidade com outro ônibus.

(O POVO Online)

Democracia fora dos partidos

112 1

Em artigo no O POVO deste sábado (22), o desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), Durval Aires Filho, sugere um novo momento da democracia, por meio das redes sociais. Confira:

O que tem intrigado boa parte dos políticos, que só entendem de mobilização em épocas eleitorais, através de excessivos gastos de campanha, foi como os brasileiros chegaram a operar diversas manifestações pacíficas, em número alentado de participações. Primeira pista: a rede social. A nova democracia inventada pelo mundo globalizado dos computadores é o grande filão. Hoje, a maioria dos citadinos se comunica por ela. Posta imagens, fala de suas vidas privadas, compra mercadorias e serviços, decide, opina, critica, fazendo desta via uma espécie de vitrine e de tribunal, utilizando 40% de todo seu tempo particular.

Aí, os representantes passaram à defensiva, dizendo sobre a falta de um movimento concreto, a ausência de uma agenda. Nada mais retórico. O nome da pauta é “movimento do passe livre” e a discussão é o preço dos transportes. O prefeito de São Paulo, aliás, reconheceu que o custo destes serviços deveria ser partilhado pelo poder público, pelas concessionárias e pelos usuários, em proporções iguais. Já houve uma tentativa de tarifa zero, na época da prefeita Erundina, mas a lei que concedia o favor foi declarada inconstitucional, porque retirava os custos do IPTU e essa tributação teve uma progressão baseada no número de imóveis e não no tempo, como determina a Constituição.

O que fazer? Bem, primeiro, atender a reivindicação. Outro passo que sugiro: a prática das formas de democracia direta. A política não deve mais decidir tudo, sem ouvir os destinatários e, por todas as vezes, a Ágora (eletrônica) chama-se Facebook. Que tal, antes de uma decisão sobre grandes obras, voltar às antigas formas de consultas? Isso evita que o governo passe por constrangimentos, desgastes internacionais. Em Berna, assisti a um plebiscito em que consultavam sobre a reforma na estação de trens da capital dos cantões. Os suíços decidiram que a reforma deformaria a sede. E pronto. A cidade, com aquela áurea dos antigos burgos medievais, continuou conservada, harmonicamente partilhada pelos seus verdadeiros donos: os velhos e as novas gerações.

Manifestação deste sábado parte do Anfiteatro do Parque do Cocó

146 2

Foi confirmada por eventos do Facebook a manifestação deste sábado (22) em Fortaleza. A concentração será às 15h no Anfiteatro do Parque do Cocó e a saída está marcada para 16 horas. Não foi divulgado o percurso que a manifestação irá seguir. O último protesto, realizado nessa sexta-feira (21), terminou em confronto com a polícia, mas também teve desdobramentos significativos, quando a Comissão da Prefeitura recebeu um grupo de oito manifestantes.

Além do protesto da tarde deste sábado, está também marcada uma manifestação neste domingo (23), a partir das 9 horas, partindo da Praça Verde do Dragão do Mar.

(O POVO Online)

Dinheiro de estádios não compromete Orçamento para educação e saúde, diz Dilma

165 6

O dinheiro gasto nos estádios para a Copa do Mundo não compromete os recursos para a saúde e a educação, disse há pouco a presidenta Dilma Rousseff. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, ela explicou que as arenas são construídas com recursos de financiamentos de bancos oficiais, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a empresas e a governos.

“Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas, é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e pelos governos que estão explorando esses estádios”, ressaltou a presidenta. “Jamais permitiria que esses recursos saíssem do Orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a saúde e a educação”.

A presidenta pediu ainda que os brasileiros recebam bem os estrangeiros que virão ao Brasil para o torneio. “Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria. É assim que devemos tratar os nossos hóspedes”, declarou.

A presidenta destacou que o esporte deve servir para estimular a paz, não conflitos. “O futebol e o esporte são símbolos de paz e convivência pacífica entre os povos. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa”, concluiu.

(Agência Brasil)

Fascistas impõem violência e desrespeitam maioria democrática

116 3

A pós uma semana de manifestações massivas por todo o País, os brasileiros já começam a sair de sua perplexidade inicial sobre as causas do movimento. Os cidadãos pedem o respeito dos poderes públicos a suas justas demandas, querem participação nas decisões políticas e administrativas mas, sobretudo, querem fortalecer e ampliar a democracia, não enfraquecê-la. Mas há, estranhamente, uma articulação extremamente minoritária e obscura – simbolizada pelas próprias máscaras por trás das quais se esconde – tentando deflagrar o caos, desmoralizar o movimento das maiorias e provocar a ação repressora do Estado. Com qual propósito?

Seja qual for o propósito, este é contrário e desrespeitoso à vontade das maiorias democráticas e tem desprezo por elas. Evidentemente, dissintonias espasmódicas e o atabalhoamento inicial de manifestantes noviços na arte de protestar podem ser compreendidos e absorvidos pela sociedade brasileira, mas o que se tem verificado é uma ação deliberada de estranhos brutamontes manipulando pessoas que estão estreando na via da legítima ação política e cidadã.

O jornalista Jânio de Freitas, da Folha de S.Paulo – um dos mais experientes profissionais e testemunha dos processos políticos no Brasil, nos últimos 50 anos – já havia chamado a atenção, na última quinta-feira, para essas estranhas erupções de violência cronometricamente articuladas e que “sugerem haver uma segunda mobilização, de fonte desconhecida, com total independência de fins e de ação. E aí está um grande perigo”. Coincidentemente, elas se encaixam com “falhas” suspeitas na articulação de forças de segurança, “omissões” inexplicáveis ou irrupções súbitas de truculência de elementos que se autonomizam dentro da tropa.

Ora, o País não está oprimido por uma tirania, não vive uma crise econômica incontrolável (ao contrário, vive uma expectativa otimista em relação à ascensão social que se traduziu do resgate de mais de 40 milhões da pobreza) não tendo, assim, motivos racionais para a radicalização transbordante com que se intenta revestir o movimento majoritário, pacífico e democrático. Identificar esses agentes fascistas e a quais propósitos servem – contendo-os pelo braço da lei – é tudo o que a sociedade pede neste momento.

(O POVO / Editorial)

Psicólogos e movimentos sociais protestam contra projeto da “cura gay”

156 1

Mais de mil pessoas se concentraram na Praça Roosevelt, centro paulistano, nessa sexta-feira (21), para protestar contra o projeto da “cura gay” que tramita na Câmara dos Deputados. A proposta revoga dos trechos da Resolução nº 1/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe os profissionais da área de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de atribuir caráter patológico (de doença) à homossexualidade.

O projeto, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) na última terça-feira (18). O texto, no entanto, ainda precisa ser votado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir para o plenário da Casa.

Após a concentração com discursos e música, os manifestantes subiram a Rua da Consolação até a Avenida Paulista. O protesto foi organizado pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo com apoio de movimentos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

“É inadmissível essa proposta de ‘cura gay’. Nós não aceitamos a homossexualidade como doença”, disse a presidenta do conselho, Maria de Fátima Nassif. “O psicólogo pode, se for procurado, tratar um homossexual tranquilamente, mas, para ajudá-lo com o sofrimento que ele possa ter advindo da sua condição ou não. Sofrimento por homofobia, por opressão ou outros da natureza humana”, acrescentou ao enfatizar que considera o projeto uma ingerência no exercício da psicologia.

A estudante de serviço social, Rita de Cássia, disse que se sente discriminada pela proposta. “Se a gente é igual perante as leis, porque não os nossos direitos?”, questionou. Enquanto o estudante de direito, Jonas Del Nobile, acredita que falta sensibilidade dos legisladores para ouvir a sociedade. “É muita arrogância, muita prepotência, muita falta de consideração que essas coisas aconteçam sem que você consulte as pessoas se isso realmente interessa para a população”, criticou.

Para a veterinária Carolina Parsekian as discussões sobre o projeto ajudaram a trazer à tona o preconceito velado contra os homossexuais. “Eu sempre fui simpatizante com o movimento gay, tenho vários amigos gays. Eu acho que o Brasil tem um preconceito velado”.

(Agência Brasil)

CAE vota na terça projeto que permite redução das tarifas de transporte público

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve votar, na terça-feira (25), o projeto de lei que institui o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitup). A proposta (PLC 310/2009) tem como meta diminuir os preços das tarifas cobradas dos usuários por meio da redução da carga tributária incidente sobre esses serviços.

O projeto, já aprovado em duas comissões do Senado, entrou na pauta da CAE na última terça (18), após manifestações contra o aumento no preço das passagens de ônibus em diversas cidades do país. Segundo o presidente da CAE e relator da proposta, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), o Reitup pode garantir redução de até 15% nas tarifas de transporte público.

A ideia contida no projeto é reduzir a zero, entre outras, as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre o faturamento dos serviços e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Combustíveis) na aquisição de óleo diesel.

(Agência Senado)

ProUni tem 163,6 mil inscrições no primeiro dia

No primeiro dia de inscrições, o Programa Universidade para Todos (ProUni) registrou 163,6 mil inscrições de 55,9 mil candidatos a bolsa – cada estudante pode fazer até duas opções de curso. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e refere-se às inscrições até as 18h30min dessa sexta-feira (21). As inscrições podem ser feitas no site do ProUni até a próxima terça-feira (25).

O programa concede bolsas de estudo em instituições particulares de educação superior. Para o segundo semestre deste ano, serão ofertadas 90.010 bolsas. Do total, 55.658 serão bolsas integrais e 34.352 parciais, de 50% do valor das mensalidades das instituições particulares.

As bolsas integrais do ProUni são para estudantes com renda bruta familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são para candidatos com renda bruta familiar de até três salários mínimos por pessoa.

Pode se inscrever no ProUni o estudante brasileiro que não tenha diploma de curso superior. É preciso ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas. O candidato não pode ter zerado a redação e deve ter cursado todo o ensino médio na rede pública ou ter tido bolsa integral em escola particular.

(Agência Brasil)