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De onde surgiu Bolsonaro?

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Em artigo sobre a eleição de Jair Bolsonato, o professor universitário Gustavo Bertoche, Doutor em Filosofia, aponta que o voto que elegeu o presidente Trump é o mesmo voto que elegeu o novo presidente brasileiro. E não há nada de machismo, homofobia ou fascismo. Confira:

Desculpem os amigos, mas não é de um “machismo”, de uma “homofobia” ou de um “racismo” do brasileiro. Os eleitores do Bolsonaro não são fascistas, machistas, racistas, homofóbicos nem defendem a tortura. Aliás, o próprio Bolsonaro não é nada disso, e nós sabemos disso. A maioria dos seus eleitores nem mesmo é bolsonarista.

Bolsonaro surgiu daqui mesmo, do campo das esquerdas. Surgiu da nossa incapacidade de fazer a necessária autocrítica. Surgiu da recusa em conversar com o outro lado. Surgiu da insistência na ação estratégica em detrimento da ação comunicativa, o que nos levou a demonizar, sem tentar compreender, os que pensam e sentem de modo diferente.

É, inclusive, o que estamos fazendo agora. O meu Facebook e o meu WhatsApp estão cheios de ataques aos “fascistas”, àqueles que têm “mãos cheias de sangue”, que são “machistas”, “homofóbicos”, “racistas”. Só que o eleitor do Bolsonaro não é nada disso nem se identifica com essas pechas. As mulheres votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Os negros votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Uma quantidade enorme de gays votou no Bolsonaro.

Amigos, estamos errando o alvo. O problema não é o eleitor do Bolsonaro. Somos nós, do grande campo das esquerdas.

O eleitor não votou no Bolsonaro PORQUE ele disse coisas detestáveis. Ele votou no Bolsonaro APESAR disso.

O voto no Bolsonaro, não nos iludamos, não foi o voto na direita: foi o voto anti-esquerda, foi o voto anti-sistema, foi o voto anti-corrupção. Na cabeça de muita gente (aqui e nos EUA, nas últimas eleições), o sistema, a corrupção e a esquerda estão ligados. O voto deles aqui foi o mesmo voto que elegeu o Trump lá. E os pecados da esquerda de lá são os pecados da esquerda daqui.

O Bolsonaro teve os votos que teve porque nós evitamos, a todo custo, olhar para os nossos erros e mudar a forma de fazer política. Ficamos presos a nomes intocáveis, mesmo quando demonstraram sua falibilidade. Adotamos o método mais podre de conquistar maioria no congresso e nas assembleias legislativas, por termos preferido o poder à virtude. Corrompemos a mídia com anúncios de empresas estatais até o ponto em que elas passaram a depender do Estado. E expulsamos, ou levamos ao ostracismo, todas as vozes críticas dentro da esquerda.

O que fizemos com o Cristóvão Buarque?

O que fizemos com o Gabeira?

O que fizemos com a Marina?

O que fizemos com o Hélio Bicudo?

O que fizemos com tantos outros maiores ou menores do que eles?

Os que não concordavam com a nossa vaca sagrada, os que criticavam os métodos das cúpulas partidárias, foram calados ou tiveram que abandonar a esquerda para continuar tendo voz.

Enquanto isso, enganávamo-nos com os sucessos eleitorais, e nos tornamos um movimento da elite política. Perdemos a capacidade de nos comunicar com o povo, com as classes médias, com o cidadão que trabalha 10h por dia, e passamos a nos iludir com a crença na ideia de que toda mobilização popular deve ser estruturada de cima para baixo.

A própria decisão de lançar o Lula e o Haddad como candidatos mostra que não aprendemos nada com nossos erros – ou, o que é pior, que nem percebemos que estamos errando, e colocamos a culpa nos outros. Onde estão as convenções partidárias dos anos 80? Onde estão as correntes e tendências lançando contra-pré-candidatos? Onde estão os debates internos? Quando foi que o partido passou a ter um dono?

Em suma: as esquerdas envelheceram, enriqueceram e se esqueceram de suas origens.

O que nos restou foi a criação de slogans que repetimos e repetimos até que passamos a acreditar neles. Só que esses slogans não pegam no povo, porque não correspondem ao que o povo vivencia. Não adianta chamar o eleitor do Bolsonaro de racista, quando esse eleitor é negro e decidiu que não vota nunca mais no PT. Não adianta falar que mulher não vota no Bolsonaro para a mulher que decidiu não votar no PT de jeito nenhum.

Não, amigos, o Brasil não tem 55% de machistas, homofóbicos e racistas. Nós chamarmos os eleitores do Bolsonaro disso tudo não vai resolver nada, porque o xingamento não vai pegar. O eleitor do cara não é nada disso. Ele só não quer mais que o país seja governado por um partido que tem um dono.

E não, não está havendo uma disputa entre barbárie e civilização. O bárbaro não disputa eleições. (Ah, o Hitler disputou etc. Você já leu o Mein Kampf? Eu já. Está tudo lá, já em 1925. Desculpe, amigo, mas piadas e frases imbecis NÃO SÃO o Mein Kampf. Onde está a sua capacidade hermenêutica?).

Está havendo uma onda Bolsonaro, mas poderia ser uma onda de qualquer outro candidato anti-PT. Eu suspeito que o Bolsonaro só surfa nessa onda sozinho porque é o mais antipetista de todos.

E a culpa dessa onda ter surgido é nossa, exclusivamente nossa. Não somente é nossa, como continuará sendo até que consigamos fazer uma verdadeira autocrítica e trazer de volta para nosso campo (e para os nossos partidos) uma prática verdadeiramente democrática, que é algo que perdemos há mais de vinte anos. Falamos tanto na defesa da democracia, mas não praticamos a democracia em nossa própria casa. Será que nós esquecemos o seu significado e transformamos também a democracia em um mero slogan político, em que o que é nosso é automaticamente democrático e o que é do outro é automaticamente fascista?

É hora de utilizar menos as vísceras e mais o cérebro, amigos. E slogans falam à bile, não à razão.

Gustavo Bertoche

Doutor em Filosofia

Egito anuncia descoberta de dezenas de estátuas e múmias de animais

Uma missão arqueológica egípcia descobriu sete tumbas de diferentes épocas faraônicas no Complexo de Saqqara, com dezenas estátuas de madeira e múmias de gatos, anunciou o Ministério de Antiguidades.

As tumbas são da época do Império Novo (entre os séculos 16 e 11 a.C.) e em três delas foram encontradas múmias de gatos, que representam a deusa Bastet, do antigo Egito, afirmou o ministro Khaled al-Anani, em comunicado.

Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mustafa Waziri, “pela primeira vez” foram achados escaravelhos mumificados nessa região, assim como múmias de gatos e 100 estátuas de madeira de felinos e algumas que representam cobras e crocodilos. O lugar era um cemitério de animais.

Os arqueólogos egípcios também encontraram em um dos mausoléus uma tumba do supervisor dos edifícios reais do fim da quinta dinastia de faraós (2.400 a.C), identificado como Kofo en Hat.

O ministro ressaltou que a descoberta é uma de uma das três que serão anunciadas até o fim do ano.

O Egito vem trabalhando na descoberta e no anúncio de novos túmulos na tentativa de atrair mais turistas, já que após os protestos de 2011 e a queda do presidente Mohamed Morsi em 2013 o número de visitantes caiu significativamente.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Michel Temer: “Não tenho razão para temer a Justiça”

A menos de dois meses para entregar o cargo ao próximo presidente da República, eleito no final de outubro, Michel Temer (MDB) concedeu entrevista exclusiva ao O POVO. O emedebista fez um balanço do governo, criticou a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff e disse não temer a justiça após concluir o mandato. Sobre a carreira na vida pública, o presidente deixou em aberto, e disse ainda que não teme riscos à democracia com a ascensão dos militares ao Poder. Confira a entrevista feita por email:

O POVO – O senhor conseguiu executar o que tinha planejado para o País quando assumiu o Palácio do Planalto com o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff?

Michel Temer – Nosso planejamento estava detalhado no documento “Ponte para o Futuro”, da Fundação Ulysses Guimarães, apresentado ao País em 2015, como colaboração ao então governo, que ignorou nossas propostas. Assumi a Presidência da República, por força da nossa Constituição, em meio à maior crise econômica de nossa história. Recoloquei o País nos trilhos e comecei um processo de reformas que moderniza o País e garante o início de um tempo de desenvolvimento sustentável, com resultados positivos para toda a população.

OP – Qual o principal legado do governo nesses últimos dois anos e meio?

Temer – Meu sucessor assumirá a administração de um Brasil bem diferente daquele de 12 de maio de 2016, quando começou nosso governo. Nestes pouco mais de dois anos, com a colaboração efetiva de todos os brasileiros, tiramos o Brasil de profunda recessão. Saímos de um PIB negativo de -8% para índices positivos de crescimento. Temos as menores taxas de juros de todos os tempos. A inflação está controlada e o desemprego está em queda. No mês de setembro, conseguimos mais um recorde: foram criados 137.336 empregos. Esse é o melhor resultado em setembro desde 2013. Esse é o legado: um País reorganizado e pronto para continuar a crescer.

OP – O esforço para conter a crise na economia acabou não resultando em popularidade do governo. O senhor acabou recuando da possibilidade de se lançar candidato à presidência. Por que isso aconteceu?

Temer – Quando assumi disse que não disputaria a reeleição.

OP – Qual foi o momento mais difícil que enfrentou na gestão?

Temer – Governar um País como o Brasil é sempre difícil, pois todas decisões são complicadas e envolvem muitos interesses, não só de âmbito nacional mas com repercussão até no Exterior.

OP – Durante o mandato, o senhor precisou da base parlamentar para barrar duas denúncias da Procuradoria-Geral da República. Teme as investigações após deixar o governo?

Temer – A Câmara votou conforme determina a Constituição e juízo dos próprios parlamentares. Não tenho razão para temer a Justiça.

OP – Após deixar a presidência também encerra a carreira política ou pensa em seguir na vida pública?

Temer – Ainda não defini meu futuro, mas acho que já dei minha contribuição ao logo de quase 40 anos de serviços ao País.

OP – Como o senhor lida com a pecha de “golpista” por parte da esquerda brasileira?

Temer – Isso é uma invenção de alguns grupos para esconder o grande fracasso de uma das piores gestões que o Brasil já teve em sua história. E não há golpe quando a Constituição é cumprida.

OP – Na última eleição presidencial, extremamente polarizada, venceu Jair Bolsonaro (PSL) para comandar o País nos próximos quatro anos. Qual sua perspectiva do novo governo?

Temer – Estamos deixando um governo organizado e com excelentes perspectivas. Veja os indicadores de bolsa de valor. E isso acontece porque a sinalização é de que a nossa agenda de reformas será mantida no próximo governo. Então, eu creio no sucesso do Brasil. Sempre.

OP – Como o senhor observa a ascensão dos militares na política? Crê em riscos à democracia?

Temer – O presidente Bolsonaro foi eleito pelo voto democrático de 57 milhões de brasileiros. Militares são cidadãos como todos os outros brasileiros. A democracia brasileira não corre nenhum risco.

OP – A onda Bolsonaro acabou elegendo governadores, senadores e uma bancada forte na Câmara dos Deputados. No Ceará, o empresário Eduardo Girão, eleitor do presidente eleito, desbancou o presidente do Congresso Nacional, seu correligionário, Eunício Oliveira. Essa onda é longeva?

Temer – Não ouso prever o futuro.

OP – Durante o segundo turno da eleição presidencial, uma manifestação nas redes sociais pedia o #FicaTemer em rejeição aos candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad que disputavam a cadeira de presidente. O senhor tomou conhecimento da mobilização? Como recebeu a campanha espontânea?

Temer – Acho que é o reconhecimento de todo o trabalho da equipe de governo e do esforço que fizemos para sair da crise e encaminhar o Brasil para o rumo certo.

Só email

O POVO entrou em contato com a Assessoria do Palácio Planalto para a entrevista com o presidente Michel Temer em outubro. Poderia ser presencial ou por telefone, mas a assessoria informou que seria por email.

Perguntas

As perguntas foram enviadas para a Assessoria no final de outubro. As respostas foram devolvidas na sexta-feira passada, dia 9.

Mandato

O mandato do presidente Michel Temer termina no dia 31 de dezembro de 2018. No dia seguinte, ele passa a faixa para o presidente eleito, Jair Bolsonaro. Os dois já tiveram um encontro na quarta-feira passada.

(O POVO / Repórter Wagner Mendes)

Mega-Sena acumula e prevê prêmio de R$ 33 milhões na quarta-feira

Nenhum apostador acertou os seis números do concurso 2.096 da Mega-Sena, sorteados na noite desse sábado (10), no município mineiro de Manhumirim. De acordo com a Caixa Econômica Federal, o prêmio da quarta-feira deverá chegar a R$ 33 milhões.

Os números sorteados nesse sábado foram: 0611131924 e 51.

A Quina também não apontou acertador no concurso 4.823, que sorteou os números 25 – 32 – 39 – 42 e 52. Segundo a Caixa, o prêmio desta segunda-feira (12) será de R$ 6 milhões.

Enem: Candidatos fazem hoje prova de matemática e ciências da natureza

Estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem hoje (11) a segunda etapa de provas em mais de 1,7 mil municípios. Serão aplicadas questões de ciências da natureza e matemática. Para resolvê-las, os candidatos terão cinco horas, 30 minutos a menos do que no domingo passado, dia da primeira fase.

Os estudantes devem estar atentos ao horário de verão. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília, que segue o horário de verão.

As provas começam a ser aplicadas às 13h30. A partir das 13h, os alunos devem estar em sala de aula e serão realizados procedimentos de segurança.

O participante não poderá deixar o local de prova antes das duas primeiras horas e só poderá levar o Caderno de Questões para casa caso deixe a sala 30 minutos antes do fim da prova.

Os candidatos deverão ter em mãos um documento válido, oficial e com foto; e guardar no envelope porta-objetos fornecido pelo aplicador o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos, que deverá ficar desligados. Os inscritos no exame devem levar também caneta de tubo transparente e tinta preta. Lápis, borracha, lapiseira e canetas sem transparência não podem ser usados no dia da prova.

O gabarito oficial do Enem 2018 será divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até 14 de novembro. Já o resultado deverá sair no dia 18 de janeiro de 2019.

O Enem 2018 será aplicado em 1.725 municípios brasileiros, 70 deles de difícil acesso. Ao todo, 5.513.726 estudantes estão inscritos. No último domingo, 4,1 milhões de estudantes fizeram o exame, registrando-se o menor percentual de faltosos desde 2009: 24,9% do total de 5,5 milhões de inscritos. Foram aplicadas provas de linguagem, ciências humanas e redação.

(Agência Brasil)

Brasil: país-baleia, não sardinha

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (11):

Os brasileiros foram submetidos, na última semana, a sobressaltos comparáveis aos proporcionados por uma montanha russa, em termos de decisões desencontradas dentro da nova equipe que se prepara para dirigir o País, inclusive o próprio presidente eleito. A sensação de se estar diante de neófitos, sem quase experiência nenhuma sobre o que significa o exercício da mais alta instância do poder, só ganha acréscimos a cada dia. Se a esperança do futuro governo estava no “posto Ipiranga”, o superministro da economia, Paulo Guedes (que já tinha trocado os pés pelas mãos, durante o período da campanha, a ponto de ser mandado a se recolher) este quase provoca uma crise com o Senado ao ameaçar a Casa com uma “prensa” por não se render às exigências do governo recém-eleito e ainda não empossado, que nem mesmo tem certeza sobre a amplitude, coesão e “apetite” de sua futura base parlamentar.

O pior mesmo veio quando o próprio Jair Bolsonaro quase enterrou décadas de árduo esforço para viabilizar três importantes mercados para os produtos brasileiros: o árabe, o chinês e o Mercosul. Com os árabes, o mal-estar ocorreu após o desastrado anúncio de uma pretendida mudança da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém. Só quem cometeu esse estrupício, foi o fanfarrão Donald Trump e um de seus vassalos: o governo da Guatemala. O que teria o Estado brasileiro a ganhar ao meter sua colher numa das encrencas mais complicadas e insolúveis do planeta?

A parte oriental de Jerusalém foi tomada pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias, em 1967, o que nunca foi aceito pela comunidade internacional. Desde então palestinos e judeus reivindicam a cidade como sua capital. Ao se meter na questão, o Brasil passa a ser visto como hostil aos interesses árabes, atraindo eventuais represálias. Ora, nunca tivemos atentados de grupos muçulmanos, em nosso território, e sempre fomos bem vistos por ambos os lados. Inclusive, árabes e judeus sempre conviveram pacificamente no Brasil. A troco de que iríamos bagunçar o coreto?

Bastou mencionar a questão da embaixada, e Jair Bolsonaro viu o Brasil ser retaliado pelo Egito, que suspendeu uma missão comercial e diplomática brasileira já em pleno curso naquele país. Os agropecuaristas, aflitos, botaram a mão na cabeça, vendo o risco de ir por água abaixo um comércio pujante – sobretudo de frangos – que mantêm com os árabes. Somente de janeiro a setembro deste ano foram exportados US$ 8,21 bilhões para a região. Em 2017, o agronegócio brasileiro vendeu para os árabes o equivalente a US$ 9,97 bilhões, considerando só alimentos. Acredita-se que até 2022 chegue à cifra de US$ 20 bilhões. Os árabes pretendem também investir no Brasil, especialmente, em infraestrutura, o que beneficiaria o setor rural, segundo a CCAB.

Por sua vez, o parceiro mais importante do Brasil, a China, cobrou explicações do presidente eleito sobre ameaças feita ao comércio entre ambos. Os chineses são os maiores compradores dos produtos brasileiros e importam mais do que exportam, além de ter investimentos volumosos em infraestrutura. Inquirições também vieram dos países do Mercosul, com quais o Brasil tem uma relação altamente vantajosa. Juntando a essas derrapagens diplomáticas as declarações sobre uma eventual guerra contra a Venezuela formou-se uma confusão de tal monta que foi preciso a entrada em ação de veteranos do Itamaraty e de membros militares escolados para desfazer as “pexotadas”. Bolsonaro teve de voltar atrás na questão de Jerusalém, explicar-se direito com a China e acalmar os vizinhos do Mercosul. Sai da peleja com a pecha de defensor de uma política externa pautada pela ideologia (fundamentalista) em detrimento dos interesses reais do Estado brasileiro. Justamente o que havia acusado os petistas de fazerem. O caso da embaixada brasileira em Jerusalém fala por si mesmo.

Por incrível que pareça, é das Forças Armadas que os brasileiros estão esperando a exortação aos marinheiros de primeira viagem para que não levem o barco do País a pique. Há quem se espante com a desfaçatez da entrega do patrimônio estratégico da Nação aos interesses externos pelos testas de ferro do mercado financeiro. Se não houver o espírito de patriotismo dos setores nacionalistas das Forças Armadas – alegam os críticos – os gringos tomarão conta de tudo. E o Brasil estaria se arriscando a receber, mais cedo ou mais tarde, um chute no traseiro, como teria acontecido com o México e o Canadá, no governo Trump. Ninguém respeita quem não respeita a si próprio – lembram. Defendem que o Brasil não pode abrir mão de ter o mesmo status de independência desfrutado pela Rússia e pela China, pois tal como ambos, é um país-baleia, com potencial suficiente para singrar os mares do protagonismo internacional.

Cães e gatos – Prefeitura leva VetMóvel ao Jóquei Clube nesta segunda-feira

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A prefeitura de Fortaleza leva o atendimento do VetMóvel, a partir desta segunda-feira (12), ao bairro Jóquei Clube, no estacionamento do North Shopping Jóquei. As consultas no local serão realizadas até sexta-feira (16), das 8h às 12h e das 13h às 17h. Somente na quinta-feira (15) não haverá atendimento, em decorrência do feriado (Dia da Proclamação da República).

As consultas são destinadas a cães e gatos oriundos de ONGs, abrigos de animais e tutores baixa renda, o equipamento veterinário itinerante também realiza castrações mediante agendamento prévio pelo número (85) 3272-3356 ou presencialmente na Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), localizada na Avenida Pontes Vieira, 2391.

As castrações são destinadas exclusivamente aos animais de tutores baixa renda, ONGs e protetores independentes. É obrigatório a apresentação do Número de Identificação Social (NIS), RG, CPF e comprovante de endereço dos cuidadores. Para realização do serviço, é necessário levar os animais devidamente banhados e sem carrapatos para dar prosseguimento à cirurgia. As atividades gratuitas de consulta veterinária, vacinação antirrábica e exame para diagnóstico do Calazar são disponibilizadas aos animais de tutores do público em geral até às 15h.

Atuam no VetMóvel quatro médicos veterinários, sendo um clínico geral, um anestesista e dois cirurgiões. O equipamento também oferece, gratuitamente, registro geral animal e distribuição de material educativo com informações sobre bem-estar animal e guarda responsável.

Gerido pela Coordenadoria Especial de Proteção e Bem-Estar Animal (Coepa), que é vinculada à Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), o VetMóvel faz parte do plano de ações programadas para 2018 com o objetivo de conscientizar a população de Fortaleza e envolvê-la no combate contra os maus tratos, cuidados e abandono de animais.

Atividades do VetMóvel

Normalmente, as atividades são desenvolvidas da seguinte forma:

– Segunda-feira

Atendimento clínico para animais com tutores e atendimento cirúrgico para os animais de ONGs de caninos (cães);

– Terça-feira

Atendimento cirúrgico previamente agendado para caninos (cães) de tutores de baixa renda;

– Quarta-feira

Atendimento clínico para animais com tutores e atendimento cirúrgico para os animais de ONGs de felinos (gatos);

– Quinta-feira

Atendimento cirúrgico previamente agendado para felinos (gatos) de tutores de baixa renda;

– Sexta-feira

a) Atendimento cirúrgico previamente agendado para felinos (gatos) de tutores de baixa renda;

b) Acompanhamento pós-cirúrgico no local da semana anterior.

Documentação e regras para atendimento

I – As atividades de consulta veterinária, vacinação antirrábica e exame para diagnóstico do Calazar são disponibilizadas aos animais do público em geral;

II – As castrações são destinadas exclusivamente aos animais de tutores de baixa renda e oriundos de ONGs e protetores independentes. É obrigatório a apresentação do NIS, RG, CPF e comprovante de endereço do tutor;

III – O retorno para o acompanhamento pós-cirúrgico será feito por um médico cirúrgico-veterinário no local da semana anterior, sempre das 8h às 10h. Caso o animal não seja levado ao local marcado para avaliação, o tutor poderá levá-lo aonde o VetMóvel estiver em atividade, tendo prioridade no atendimento. Durante a semana, os animais que precisarem retornar ao VetMóvel para avaliação pós-cirúrgica, poderão ir ao equipamento ou entrar em contato para orientação pelo telefone da Coepa: (85) 3272-3356;

IV – O VetMóvel irá atender os animais oriundos das ONGs e protetores independentes cadastrados na Coepa, cujo controle está sendo feito por meio de parceria com a ONG Deixa Viver, no sentido de encaminhar os animais para serem castrados, enquanto não for feito o chamamento público para credenciamento das clínicas veterinárias. Os protetores independentes cadastrados encaminharão suas demandas diretamente à Coepa;

V – Os animais deverão ter jejum alimentar de 12 horas e jejum hídrico (água) de 6 horas para as castrações previamente agendadas;

VI – Os animais de ponto de abandono só serão castrados se tiverem protetor independente que ofereçam lar temporário para o pós-operatório e assinem termo de responsabilidade, após passarem por avaliação clínica e exames complementares.

Serviço

VetMóvel no Jóquei Clube

Período: de 12 a 16 de novembro de 2018 (exceto dia 15 de novembro)

Local: Estacionamento do North Shopping Jóquei

Endereço: Avenida Lineu Machado, 419 – Jóquei Clube

Horário: de 8h às 12h e de 13h às 17h

(Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Fortaleza)

Bolsonaro diz que, se fosse Temer, vetaria reajuste para magistrados

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que, se fosse o presidente Michel Temer, vetaria o reajuste de 16% sobre o salário dos magistrados e da Procuradoria-Geral da República com base na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A afirmação foi feita nesse sábado (10) em entrevista à Rede Record de Televisão e a gravação foi publicada nas redes sociais de Bolsonaro.

Questionado pelo repórter, o futuro presidente disse que, se a decisão estivesse em suas mãos, vetaria o aumento.

“Agora, está nas mãos do presidente Temer, não sou o presidente Temer, mas se fosse, acho que você sabe qual seria minha decisão. Não tem outro caminho, no meu entender, até pela questão de dar exemplo. Eu falei antes da votação que é inoportuno, o momento não é esse para discutir esse assunto. O Brasil está numa situação complicadíssima, a gente não suporta mais isso aí, mas a decisão não cabe a mim. Está nas mãos do Temer. Eu, por enquanto, sou apenas o presidente eleito”, disse.

Jair Bolsonaro voltou a dizer que o STF “é a classe que mais ganha no Brasil, a melhor aquinhoada”, e que o reajuste do salário dificulta o discurso a favor da reforma da Previdência. “E complica pra gente quando você fala em reforma da Previdência, onde você vai tirar alguma coisa dos mais pobres, você aceitar um reajuste como esse”, afirmou.

O presidente eleito descartou que o Congresso vote esse ano uma emenda constitucional para alterar a Previdência, o que demandaria a suspensão da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Bolsonaro negou que vá usar a reforma da Previdência apresentada por Temer e ressaltou que recebeu propostas de mudanças na legislação infraconstitucional que já tramitam no Congresso, mas que só deve apresentar uma proposta quando assumir o mandato.

“Se nós bancarmos uma proposta dessa e formos derrotados [este ano], você abre oportunidade para a velha política vir pra cima de nós. (…) Eu tenho que começar o ano que vem com a nossa proposta e convencer os deputados e senadores a votar a nossa proposta. E tem que ser de forma paulatina, não pode querer resolver de uma hora para outra essas questões”, disse.

Em outro momento da entrevista, o presidente eleito disse que mudanças nas regras da aposentadoria devem respeitar os direitos adquiridos dos trabalhadores.

“Nós temos compromisso, temos contrato, as pessoas começaram a trabalhar lá atrás, ou já trabalharam, tinham um contrato, e você tem que cumpri-los, do contrário você perde a sua credibilidade”, afirmou.

Sobre a questão fiscal, afirmou que orientou sua equipe econômica para aumentar a arrecadação sem elevar impostos. Disse, ainda, que vai buscar maior abertura comercial para o país como forma de estimular a economia.

“A situação é crítica. Eu apelo a todos. Nós não queremos que o Brasil se transforme numa Grécia [que enfrentou recentemente grave crise econômica]. E a tendência, se nada for feito, e não tivermos a colaboração de todos, sem exceção, nós chegaremos a esse ponto”, afirmou.

(Agência Brasil)

O que levar e não levar para o Enem

As provas do Enem 2018 voltam a ser aplicadas neste domingo (11). Os candidatos vão responder as questões sobre ciências da natureza e matemática. Ao todo, 5.513.726 estudantes estão inscritos. No último domingo (4), 4,1 milhões de estudantes fizeram o exame, registrando-se o menor percentual de faltosos desde 2009 – 24,9% do total de 5,5 milhões de inscritos. Foram aplicadas provas de linguagem, ciências humanas e redação.

O que pode levar

– Documento oficial e caneta: os participantes deverão levar um documento oficial de identificação original, com foto e caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. Os dois itens são os únicos obrigatórios para o exame. Os documentos válidos são as carteiras de Identidade expedidas por secretarias de Segurança Pública, pelas Forças Armadas, pela Polícia Militar e Polícia Federal; Carteira de Trabalho e Previdência Social; passaporte; Carteira Nacional de Habilitação, com fotografia e identidade funcional. Outros documentos específicos podem ser consultados na página do Enem.

– Lanche: os estudantes podem levar um lanche. Caso seja caseiro e não esteja embrulhado em material transparente como papel filme, ele será fiscalizado antes de ser liberado.

– Cartão de Confirmação: é aconselhável levar o Cartão de Confirmação de Inscrição impresso. No cartão constam o local de prova do estudante, além da opção de língua estrangeira escolhida e, se for o caso, atendimento específico ou especializado solicitado. O cartão pode ser acessado na Página do Participante ou pelo aplicativo do Enem 2018, disponível para download na App Store e na Google Play. É preciso informar o CPF e a senha cadastrada na inscrição.

– Declaração de Comparecimento: os estudantes poderão levar também a Declaração de Comparecimento impressa para assinatura do chefe de Sala, caso precise do documento para justificar, por exemplo, falta no trabalho. A declaração está disponível também na Página do Participante.

O que não pode levar

– Itens proibidos no Enem: borracha; caneta de material não transparente; corretivo; dispositivos eletrônicos, como wearable tech, calculadoras, agendas eletrônicas, telefones celulares, smartphones, tablets, ipods, gravadores, pen drive, mp3, relógio e alarmes; fones de ouvido ou qualquer transmissor, gravador ou receptor de dados imagens, vídeos e mensagens; impressos e anotações; lápis; lapiseira; livros e manuais.

– Antes de entrar na sala de prova, os participantes deverão guardar no envelope porta-objetos, fornecido pelo aplicador, o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos desligados. Também deverão ser guardados todos os itens proibidos no Enem.

– Segundo o Inep, o envelope porta-objetos deverá ser lacrado e identificado pelo participante antes de ingressar na sala de provas, e ser mantido até a saída definitiva do local de provas debaixo da carteira durante a realização das provas.

– Carteiras de identidade digitais não poderão ser usadas no exame. Isso porque haverá três checagens de identidade e uma delas ocorrerá durante a prova, quando o uso do celular é proibido.

(Agência Brasil)

Fortaleza é campeão da Série B do Campeonato Brasileiro

O Fortaleza conquistou o título da Série B do Campeonato Brasileiro, na tarde deste sábado (10), no estádio Ressacada, em Florianópolis, ao vencer o Avaí, por 1 a 0, gol de Rodolfo, aos 50 minutos do segundo tempo. É o maior título nacional do futebol cearense.

Após garantir o acesso à Série A do próximo ano, com quatro rodadas de antecedência. o Fortaleza agora assegura o título da Série B com duas rodadas para o fim da competição.

Única equipe que até então ameaçava o título do Fortaleza, o Avaí tentou a vitória nos acréscimos do segundo tempo, mas sofreu o contra-ataque que resultou no gol tricolor.

Com o resultado, o Avaí caiu para a quarta colocação na tabela de classificação e agora está com o acesso ameaçado pela Ponte Preta e pelo Londrina.

(Foto: Reprodução)

CSA empata em casa e deixa a briga pelo título

O CSA deixou a briga pelo título da Série B do Campeonato Brasileiro, na tarde deste sábado (10), ao empatar em 0 a 0 com o Atlético Goianiense, em pleno estádio Rei Pelé, em Maceió.

Com o resultado, a equipe alagoana mantém a vice-liderança da competição, diante do empate neste momento do Avaí com o Fortaleza, em 0 a 0, na Ressacada, na capital catarinense. Para garantir o acesso à Série A do próximo ano, o CSA terá que vencer um dos seus dois jogos restantes: no sábado (17), contra o Avaí, em Maceió; ou no sábado (24), diante do Juventude, em Caxias do Sul.

Já o Atlético Goianiense praticamente se despediu do acesso, pois caiu para a oitava posição na tabela de classificação, com quatro a menos que o Goiás, última equipe que compõe o G4.

(Foto; Arquivo)

A estratégia de Bolsonaro

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Em artigo no O POVO deste sábado (10), a jornalista Lucinthya Gomes avalia a estratégia de campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro. Confira:

Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral gratuita no 1º turno, numa coligação que agrupa apenas duas siglas, vítima de atentado que o impediu de fazer atos públicos durante quase toda a disputa, ausente da maioria dos debates, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) derrubou muitas certezas sobre métodos tradicionais de fazer campanha. Por outro lado, confirmou as apostas na força que a internet teria para impulsionar um candidato ao maior cargo eletivo do País.

Há outros fatores, claro, mas uma forte explicação para o surpreendente desempenho nas urnas encontra abrigo na estratégia que o militar reformado adotou para conversar com o seu eleitorado. Mesmo antes do início da campanha, Bolsonaro já havia percebido o potencial das redes sociais.

Postagens no Twitter, transmissões ao vivo pelo Facebook, mensagens por Whatsapp o ajudaram a levar sua mensagem. Uma fórmula que já se sabia promissora a exemplo da campanha presidencial norte-americana que resultou na eleição de Donald Trump.

Além de ajudar a estreitar o relacionamento com seus seguidores, a estratégia de Bolsonaro garantia ainda o trunfo de que a mensagem chegaria sem a mediação jornalística. Pelas lives, ele não era confrontado em tempo real, não tinha eventuais contradições expostas. Das vezes em que participou de debates e sabatinas, teve que lidar com repercussão negativa de suas falas. O mesmo ocorreu quando seu vice, o general Hamilton Mourão esteve cercado por jornalistas. Assim como Mourão chegou a ser orientado a não falar com a imprensa em alguns momentos, de certo modo, pode-se dizer que a recomendação médica para não ir a debates até poupou Bolsonaro de maior exposição.

Também foi parte da estratégia culpabilizar a imprensa pela repercussão negativa. De repente, o que era veiculado pela mídia tradicional passou a ser chamado de fake news. A exemplo do que temos visto após o resultado das urnas, o método de Bolsonaro será preservado. Jornalistas já têm sido barrados em eventos com a presença do presidente eleito. Ele vem concedendo entrevistas apenas a meios de comunicação escolhidos. Abandona entrevistas ao ser confrontado. O cenário é um alerta, já que a transparência e o contraponto são intrínsecos ao exercício democrático.

Lucinthya Gomes

Jornalista do O POVO

Arroz, feijão e carne são os alimentos mais desperdiçados no Brasil

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) encerrou neste sábado (10), em Brasília, a Semana Nacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdícios de Alimentos 2018.

A programação do último dia contou com uma estrutura montada na Central de Abastecimento (Ceasa) da capital federal, e incluiu oferta gratuita de oficinas de combate ao desperdício, com dicas sobre como tirar o melhor aproveitamento de alimentos, evitando o descarte daquilo que ainda pode ser consumido. Ao longo dos últimos dias, exposições e outras oficinas, como a de hortas urbanas, também movimentaram o local.

Na casa das famílias brasileiras, arroz, carne vermelha, feijão e frango são os alimentos mais jogados fora, segundo a Secretária de Articulação Institucional e Cidadania do MMA, Rejane Pieratti. Ela explica que planejamento é fundamental para se evitar o desperdício.

“Começo planejando o que eu preciso comprar. A maioria das pessoas vai ao supermercado e compra coisa que não vai usar e vai perder dentro da geladeira”, afirmou, em entrevista à Rádio Nacional de Brasília. Os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU)sobre o desperdício no país datam de 2013. Naquele ano, o Brasil desperdiçou mais de 26 milhões de toneladas de alimentos. Estima-se que, em todo o mundo, o volume anual de alimentos jogados fora seja de 1,3 bilhão de tonelada.

(Agência Brasil)

Quando empréstimo com terceiros pode ser melhor que investir a renda no próprio negócio

Em artigo sobre empréstimos, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão de Negócios, aponta vantagens de empréstimo com terceiros. Confira:

É quase uma unanimidade entre os empresários, achar que tomar dinheiro emprestado é muito mais caro do que colocar do seu próprio dinheiro na sua empresa. Alguns até comentam que se estiverem precisando tomar dinheiro emprestado, é porque o negócio já está arruinando. Bem, vamos tentar demonstrar agora que não é bem assim.

Vamos começar entendendo o que significa o termo “Capital de Terceiros”. Este se refere a todo e qualquer capital que se toma emprestado de alguém, ou de alguma instituição, os quais não façam parte da composição societária da empresa tomadora dos recursos, e que por este empréstimo, cobrem uma taxa de remuneração (juros). O termo “Capital Próprio”, se refere aos recursos que foram injetados na empresa pelos sócios, ou pelo reinvestimento da própria empresa.

Para termos um pouco mais de robustez em nosso vocabulário financeiro, vamos entender o que vem a ser o “Custo de Capital de Terceiros” e o “Custo de Capital Próprio”:

1 – CUSTO DO CAPITAL DE TERCEIROS

É a remuneração esperada e exigida pelos entes credores de dívidas da empresa. É no momento atual, o custo geralmente líquido de Imposto de Renda, que se tem para se contrair empréstimos e financiamentos no mercado.

2 – CUSTO DE CAPITAL PRÓPRIO

É o menor retorno que os acionistas esperam receber, pelo capital que investiram na empresa. Em outros termos, é o menor rendimento que os acionistas aceitam que a empresa lhes retorne sobre o dinheiro que eles colocaram.

Agora sim, vamos entender porque o custo do capital próprio é maior do que o custo do capital de terceiros. Isso se dá por duas razões específicas:

PRIMEIRA RAZÃO (RISCO CONCENTRADO)

Todo o retorno que os acionistas esperam, está obviamente vinculado ao sucesso do negócio, ou seja, à capacidade que a empresa terá de gerar lucro e remunerar o capital que eles investiram. Se caso a empresa realizar prejuízo, os acionistas não poderão simplesmente retirar o capital que aportaram, eles não poderão reaver seu dinheiro. Eles assumiram integralmente, o risco do negócio. Como o risco é muito alto, eles exigem uma taxa de retorno também mais elevada, para que o risco seja compensado.

Na ótica do credor, o mesmo receberá as garantias efetivas que solicitou para mitigar o risco do seu capital, como aval, imóveis, etc, e possui os pagamentos das dívidas livres, independente do resultado que a empresa venha a dar.

SEGUNDA RAZÃO (BENEFÍCIO FISCAL)

A outras razão que justifica o custo do capital de terceiros ser mais barato do que o custo do capital próprio, é o benefício fiscal. Como formalização padrão, a remuneração devida ao capital próprio é o lucro líquido, o qual se dá após a dedução do imposto de renda. Para o credor a remuneração que é paga sai em forma de juros, os quais são dedutíveis para a apuração do imposto de renda. Logo a empresa devedora usufruirá de um benefício fiscal ao calcular seus encargos financeiros com as dívidas. Ao final das contas, sairá menos dinheiro do seu caixa porque terá crédito do imposto de renda.

Com estas explicações espero ter ajudado a retirar esta dúvida que paira na cabeça de muitos.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças.
MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor
Universitário

Receitas para medicamentos controlados passam a valer em todo o território nacional

As receitas de medicamentos controlados ou manipulados terão validade por todo o país. É o que estipula a Lei 13.732/18, sancionada pelo presidente da República e publicada nessa sexta-feira (9) no Diário Oficial da União.

A nova lei tem origem no substitutivo da Câmara dos Deputados (PL 5254/13) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 325/2012, aprovado na Casa no último dia 16. O texto entra em vigor daqui a 90 dias.

Pelo texto sancionado, a receita médica ou odontológica valerá em todo o país, independentemente do estado em que tenha sido emitida. A regra vale inclusive para medicamentos sujeitos ao controle sanitário especial, nos termos disciplinados em regulamento.

O objetivo da proposta do ex-senador Jayme Campos é permitir que o cidadão possa adquirir os medicamentos de que necessita onde quer que esteja, inclusive os sujeitos a controle especial.

Na Câmara, o texto foi alterado para dar nova redação ao parágrafo único do artigo 35 da Lei 5.991, de 1973, que trata do controle sanitário do comércio de medicamentos, em vez de incluir um novo parágrafo, como previa o projeto original do Senado.

Além disso, os deputados estenderam a permissão aos medicamentos sujeitos ao controle sanitário especial. No entendimento da Câmara, explicitar os medicamentos sob controle especial é necessário, uma vez que, na prática, são os únicos remédios cujas receitas não podem ser aviadas fora do estado em que tenham sido emitidas.

A relatora da proposta na Comissão de Assuntos Sociais, senadora Ana Amélia (PP-RS), concordou, argumentando que as farmácias já contam com um rigoroso controle, exigem a receita médica e os documentos do paciente que vai usar o remédio. Em seu parecer, ela lembrou que a iniciativa beneficiará os pacientes que estão em tratamento e precisam viajar ou se consultar em outro estado.

(Agência Câmara Notícias)

Acrísio festeja os 58 anos do Flórida Bar

Apontado como o bar mais boêmio de Fortaleza e com uma variada cozinha regional, o Flórida Bar, na Praia de Iracema, chega aos 58 anos de fundação.

Para prestigiar a data, o deputado estadual eleito Acrísio Sena (PT), vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, esteve neste sábado (10) com amigos no Flórida Bar.

“Além de representar a cultura cearense e também nordestina, o Flórida Bar ainda é reduto do bom debate político”, observou Acrísio.

(Foto: Divulgação)