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Crise não teve impacto nas políticas sociais do Brasil, diz diretora do Banco Mundial

Enquanto a crise econômica internacional fez a política social em diversos países regredir, o Brasil soube manter as melhorias para as camadas mais pobres da população e, ao mesmo tempo, preservar a estabilidade macroeconômica. A avaliação é da diretora do Banco Mundial (Bird) para o Brasil, Deborah Wetzel. Ela reconhece que o país ainda tem muitos desafios a superar, mas está mais avançado do que a maioria das nações emergentes e da América Latina no combate à pobreza e na redistribuição de renda.

No cargo desde abril do ano passado, Deborah Wetzel administra um orçamento de US$ 3 bilhões por ano para o país, dos quais metade está aplicada na Região Nordeste. Em entrevista à Agência Brasil, ela diz que considera o Brasil um grande exportador de políticas de proteção social, de segurança pública e de desenvolvimento sustentável. Em relação à sua gestão, a diretora destaca que pretende dar continuidade à ampliação do foco de atuação do Banco Mundial.

Em vez de se concentrar no financiamento a empreendimentos de infraestrutura, a instituição, nos últimos anos, tem passado cada vez mais a apoiar projetos sociais vinculados a metas e à gestão de resultados. A capacitação de gestores públicos, o atendimento a usuários de drogas, o aumento da produtividade agrícola e o combate à violência contra a mulher estão entre os projetos atualmente financiados no Brasil. Algumas dessas ações serão mostradas ao presidente do Bird, Jim Yong Kim, que chega nesta segunda-feira (4) ao Brasil para uma visita de três dias.

(Agência Brasil)

Cid faz visita surpresa ao Castelão e diz que falta de ingressos é coisa de "time grande"

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cid ceará

“Time grande é outra coisa, né”? A observação é do governador Cid Gomes, no início da tarde deste domingo (3), durante visita surpresa ao Castelão, ao justificar a falta de ingressos das arquibancadas, para o jogo entre Ceará e ASA de Arapiraca, pela semifinal da Copa do Nordeste. O governador apareceu com um chapéu do time alvinegro na cabeça, apesar de sempre ter declarado torcedor do Guarany de Sobral.

Os ingressos das arquibancadas, ao preço de R$ 30, foram esgotados já na sexta-feira (1º), dois dias antes da partida ter início, às 18h30min deste domingo. Quem buscou ingresso, teve que encarar preços de R$ 80 e R$ 120, no setor social. Cid Gomes estava na companhia do secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, que queria conhecer de perto a Arena Castelão.

(com informações do Jangadeiro Online)

Brasil lidera esforço mundial de conservação do meio ambiente, diz ONU

À frente do secretariado executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), há um ano, o brasileiro Bráulio Dias reuniu elementos suficientes para assegurar que o Brasil é o país que mais avançou no esforço pela conservação ambiental. Nos últimos meses, Dias tem se dedicado a promover a preservação da biodiversidade no planeta, tentando estimular autoridades de todos os continentes a adotar um novo modelo de desenvolvimento que incorpore a sustentabilidade.

O biólogo ainda não tem um cálculo preciso sobre o quanto se gasta atualmente com a conservação ambiental. Os países se comprometeram a levantar os investimentos feitos por vários setores e instâncias de governo, mas não há prazo para conclusão. Dias aposta que o orçamento ideal para garantir a sobrevivência dos ecossistemas e estancar desmatamento e perda de espécies exóticas ainda está distante de ser cumprido.

Atualmente, o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) gasta US$ 2 bilhões anualmente em ações de conservação ambiental e deve concluir, até o final do ano, a nova rodada de negociação com doadores para o próximo período de 4 anos. As nações desenvolvidas também se comprometeram a dobrar seus orçamentos para a área até 2015, considerando tanto investimentos internos como acordos bilaterais e doações.

(Agência Brasil)

Foto de Bento XVI é queimada durante missa neste domingo

Um padre usou as velas do candelabro para queimar a foto de Bento XVI, na manhã deste domingo (3), durante a celebração de missa em Castel Vittorio, na Itália. Segundo o próprio padre, o ato foi um protesto pelo “abandono do rebanho”, por parte do papa.

Fiéis ficaram chocados com o ato e alguns saíram em defesa de Bento XVI. O padre possui um histórico de distúrbios psicológicos. Até agora, a Igreja não se manifestou sobre o protesto do padre.

(com agências)

Economistas e empresários não acompanham otimismo de Mantega em relação ao PIB

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O desempenho da economia será melhor neste ano do que em 2012, mas o Produto Interno Bruto (PIB) “não deve crescer a uma taxa alta”, de até 4%, como prevê o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Assim entende o professor de economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Emerson Marçal, para quem o cenário do momento não permite  projetar uma evolução acima de 2,5% a 3% em 2013.

Coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da FGV-SP, Marçal diz que o baixo patamar de investimentos, de 18,1% em 2012, não estimula a retomada da economia. Para ele, se o governo quer um crescimento mais robusto, “preciso acelerar uma agenda de reformas e de ações de longo prazo” para racionalizar o sistema tributário e melhorar a infraestrutura do país, além de investir mais em capital humano e na busca de acordos comerciais.

Essas ações, na avaliação do economista Vagner Jaime Rodrigues, da Trevisan Gestão & Consultoria (TG&C) ajudarão a reduzir o custo Brasil, que reduz em torno de 34% a competitividade dos preços de produtos brasileiros lá fora, de acordo com cálculos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Também contribuirão para melhorar a baixa produtividade média da mão de obra nacional, segundo ele.

Rodrigues ressalta que o baixo crescimento de 0,9% do PIB em 2012 se contrapõe à pequena taxa de desemprego, e diz que há uma aparente incoerência nesses indicadores: “Felizmente, o país trabalha praticamente em pleno emprego, mas a baixa performance de parcela expressiva dos recursos humanos limita as possibilidades de crescimento da produção e de expansão do PIB”.

Além da redução dos investimentos, os analistas veem com preocupação adicional a desaceleração das atividades da construção civil. Números do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) mostram que, depois do crescimento de 11,6% em 2010, o desempenho do setor caiu para 3,6% em 2011 e encerrou 2012 com aumento de apenas 1,4%. Como se isso não bastasse, o valor adicionado da construção registrou retração de 0,5% no último trimestre do ano passado, comparado ao trimestre anterior.

(Agência Brasil)

O PT mudou o País ou o Governo mudou o PT?

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (3), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

A iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT) em abrir a discussão sobre os dez anos à frente do Governo Federal é um importante momento para que se faça a reflexão sobre os rumos da legenda e os avanços alcançados pelo País neste último decênio. Vale destacar que, nesse aspecto, ao propor o debate, o partido amplia a possibilidade de que outros setores da sociedade possam participar de forma rica, oferecendo contribuições que extrapolem as esferas partidárias.

O debate promovido pelos petistas prova ainda que, apesar de todos os percalços vivenciados na década, o partido mostra vitalidade ao se expor para a opinião pública a partir das sínteses que surgirão de outros fóruns pelo País, para além dos pensadores que compõem o partido da estrela vermelha.

Um bom começo poderia ser até que ponto as ações empreendidas pelas gestões de Lula e Dilma ofereceram de avanços e consolidação de conquistas pelo País nos últimos anos. Não somente nos campos econômico e social. Mas cultural, mesmo. Não há dúvida de que o Brasil vive momento particularmente bom em termos de estabilidade econômica e políticas sociais. Mas não se pode apenas creditar isso ao período Lula, muito ao contrário. E, nesse debate, é forçoso que a avaliação seja feita sem ranços ou levando em conta somente a coloração partidária, sob pena de se cometer injustiça com a história. O Brasil não precisa, nem merece, perpetuar o debate no qual se excluam feitos anteriores ao petismo. A eleição de Lula, por si, já representou grande passo com vistas a pularmos a discussão rasa baseada na dualidade entre o bem e o mal alimentada pelas questões partidárias menores.

Se hoje vivemos outro patamar de desenvolvimento a partir da melhoria da renda de nossa população, ainda enfrentamos problemas sérios nas áreas da saúde, da educação e da segurança pública, dificuldades que antecedem os dois governos petistas, mas que não tiveram soluções efetivas. Além disso, o “boom” de consumo proporcionado pela melhoria na economia trouxe a reboque quadro caótico com relação a mobilidade urbana nas médias e grandes cidades. Grandes e médias cidades que estão vendo seus jovens cada vez mais envolvidos com a droga, fazendo com que dilema, até bem pouco tempo restrito ao seio das famílias, seja encarado agora como responsabilidade direta do poder público.

São dramas que não se resolvem ao estalar de dedos, é verdade, mas não podem esperar muito.

Outro aspecto indispensável no debate sobre esses últimos anos é o que se refere diretamente à nossa cultura política. E aí, ao PT, cabe reflexão sem meio termo. Lula, ao abrir a era petista no comando do governo federal, foi eleito com a promessa de transformar os costumes políticos carcomidos pelos vícios não tão nobres de outras épocas. Atualmente, de forma simbólica até, temos nas presidências do Senado e da Câmara dos Deputados dois parlamentares, apoiados pelo petismo, envolvidos com suspeitas graves de irregularidades. Nomes, ressalte-se, que há dez anos ruborizariam o mais pragmático dos petistas se qualquer governo os apoiasse. A partir do exposto, talvez o questionamento mais honesto a ser feito pelo PT na última década é sobre qual teria sido a mudança mais importante: a que o governo do PT promoveu no País ou a que o governo do País impingiu ao PT?

RC quer PM na sua segurança

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Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (3):

Roberto Cláudio (PSB) acaba de enviar à nossa dileta Câmara Municipal um projeto de lei que retira da Guarda Municipal a prerrogativa de fazer a segurança pessoal do prefeito. E quem passará a ter essa função? Creiam: a gloriosa Polícia Militar do Ceará.

Ou seja, a segurança do prefeito, do vice-prefeito e, eventualmente, de “outras autoridades indicadas pelo chefe do Executivo municipal” passa a ser responsabilidade de policiais militares durante as 24 horas do dia. Ou seja, o Governo do Ceará vai ceder policiais (não se sabe quantos) para a segurança dessas pessoas. Como é peculiar a essas situações, serão também motoristas, vão ficar na ante-sala dos gabinetes e fazer as seguranças residenciais.

Nesse caso, além da inconveniência, revigora-se uma impropriedade. A segurança do prefeito de Fortaleza será, no fim das contas, formada por servidores públicos que respondem diretamente à autoridade do governador. Será adequado?

Mas como justificar a mudança? A Guarda Municipal não serve para exercer essa função? Afinal, Fortaleza sempre respondeu muito bem à segurança do prefeito sem precisar de policiais militares para tal.

Será que é razoável mais um amontoado de policiais distanciados de sua atividade fim numa cidade que convive com o absurdo índice de 66 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes e se tornou a 13ª cidade mais homicida do planeta?

Jatinho é comprado por US$ 16 milhões no Ceará; mas foi em meio empresarial

E nos bastidores do meio empresarial, a compra de um jatinho domina as rodas de conversas. A aeronave teria sido adquirida pelo empresário Igor Queiroz, por cerca de US$ 16 milhões, que pertenceria ao industrial Ivens Dias Branco.

O industrial, apontado pela revista Forbes como um dos 300 bilionários do mundo, já teria em vista outro jatinho.

Prefeitura inicia nesta semana demolição de barracas abandonadas na Praia do Futuro

praia futuro barracas abandonadas

Com o propósito de recuperar parte da área da Praia do Futuro, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Regional II, inicia nesta semana a demolição de barracas abandonadas, principalmente na chamada Praia do Futuro antiga.

Segundo o titular da Regional, Cláudio Brandão, as barracas abandonadas trazem uma série de problemas à região,que precisa ser revitalizada.

Ex da Dilma estaria trabalhando contra Lupi e André Figueiredo

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Da coluna Bric-à-Brac, no O POVO deste domingo (3), pela jornalista Inês Aparecida:

No Rio Grande do Sul, a imprensa (a tradicional e as novas mídias) fala insistentemente da influência do ex-marido da presidente Dilma, Carlos Araújo, junto a ela, notadamente em assuntos relacionados ao PDT. Bom não esquecer que a presidente foi, por longo tempo, filiada ao partido de Brizola.

Ultimamente, Araújo está sendo convocado a interceder a favor do ministro do Trabalho, Brizola Neto, que estaria com os dias contados no Ministério. Sua saída está prevista para este mês. A deputada estadual gaúcha Juliana Brizola, irmã do ainda ministro, está chamando seus apoiadores para uma reunião na casa de Carlos Araújo, achando que, com uma palavra dele no ouvido da ex-mulher, o irmão se mantém no cargo.

Os pedetistas do Ceará nada comentam. Sabe-se, porém, que o presidente regional da sigla, deputado André Figueiredo, é ligado ao ex-ministro Carlos Lupi que, por sua vez, é adversário de Brizola Neto e sua turma.

Segundo alguns pedetistas, na queda de braço, por enquanto, a tendência é ser ganha pelo grupo de Lupi, que teria mais condições de manter a bancada do partido apoiando o Governo Dilma. É esperar para ver os desdobramentos. A convenção nacional pedetista é no próximo dia 22.

Em tempo: vem também do sul a informação de que Carlos Araújo, o ex, quis destituir o cearense André da liderança do PDT na Câmara.

África está bem abaixo da América Latina no ranking de violência urbana

Da coluna Concidadania, no O POVO deste domingo (3), pelo jornalista Valdemar Menezes:

A estatística do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal – uma ONG sediada no México – apresentando Fortaleza como a 13ª no ranking das cidades mais violentas do mundo (outras 14 capitais brasileiras foram incluídas) trouxe outro dado que faz pensar: a África está bem abaixo da América Latina nesse ranking de violência urbana. Por que será? Por que a população africana é mais rural?

A interpretação mais correta talvez seja a questão da desigualdade. A África é mais pobre, mas lá a sociedade de consumo é menos desenvolvida, não produzindo um contraste tão violento entre as classes sociais. A violência tem mais impulso quando resulta da frustração diante da visibilidade do privilégio de alguns (desigualdade), sobretudo quando todo o sistema induz ao consumo e largas faixas de pessoas não têm poder aquisitivo para adquirir o que é apresentado como objeto de desejo (bens e status).

Bullying não deve ser tipificado como crime; defendem organizações dos direitos da criança

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A proposta do novo Código Penal de tipificar como crime a prática de bullying recebeu críticas de organizações da área da criança e do adolescente. “Isso é criminalizar a adolescência”, disse a assessora de Políticas Públicas da Fundação Abrinq, Katerina Volcov. As organizações defendem que a proposta seja retirada do texto do novo Código Penal. “A gente acredita que o bullying tem que ser tratado de forma pedagógica, dentro do espaço escolar, completou Volcov.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 21% dos casos de bullying ocorrem nas salas de aula, mesmo com os professores presentes. Classificado como “intimidação vexatória” pela proposta do novo Código Penal, o bullying – ato de agredir fisicamente ou verbalmente algum menor de idade, de forma intencional e continuada – poderá ser considerado infração se for praticado por adolescentes.

O autor da prática, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, receberá medidas socioeducativas, como prestação de serviços, acompanhamento e internação e poderá resultar em até quatro anos de prisão quando o autor for maior de idade.

Além da proposta do novo Código Penal, as organizações analisaram 375 projetos em tramitação na Câmara e no Senado que tratam de temas envolvendo o público infantojuvenil. Entre os temas considerados prioritários estão a restrição de propaganda para crianças, o debate sobre a internação compulsória de crianças e adolescentes usuários de drogas a redução da maioridade penal.

(Agência Brasil)

Cardeais brasileiros estão em Roma à espera do início do conclave

Os cinco cardeais brasileiros que votarão no conclave (quando há eleição para a escolha do futuro papa) já estão em Roma. Dom Raymundo Damasceno, dom Cláudio Hummes, dom Odilo Scherer, dom Geraldo Majella Agnelo e dom João Braz de Aviz se preparam para as reuniões preliminares, no Colégio de Cardeais, que começam nesta segunda-feira (4).

Pelos dados do Vaticano, estão credenciados para a cobertura da escolha do sucessor de Bento XVI 3.641 jornalistas, de 968 meios de comunicação e 24 idiomas. No total, são 156 repórteres-fotográficos, 2.470 repórteres e técnicos, 231 repórteres de rádio e 115 profissionais de internet. As informações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

Não há data definida para o começo do conclave. Também não há prazo para a sua conclusão. No passado, o conclave chegou a durar dois anos e meio. Pela legislação do Vaticano, a escolha do papa deve ser definida por dois terços dos votos favoráveis. Sem consenso, podem ser realizadas até 33 votações até definir o nome escolhido.

Bento XVI, de 85 anos, deixou o pontificado no último dia 28. Desde então ocorre o período de sé vacante (sem papa). A expectativa, segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, é definir o sucessor de Bento XVI até a Páscoa – na última semana do mês.

(Agência Brasil)

Plenário pode votar na próxima semana propostas sobre direitos da mulher

A Câmara pode votar na próxima semana, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março), propostas definidas como prioritárias pela bancada feminina.

A ampliação da licença-maternidade de 120 para 180 dias a todas as mulheres gestantes ou adotantes é o destaque do Plenário a partir de terça-feira (5). A mudança consta da Proposta de Emenda à Constituição 30/07, da ex-deputada Angela Portela, apensada à PEC 515/10, do Senado.

Atualmente, a licença já pode ser estendida para seis meses no caso das empresas que aderirem ao Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei 11.770/08. O governo federal e alguns governos estaduais também ampliaram o período para seis meses.

Outro projeto pautado e considerado prioritário pela bancada feminina é o PL 60/99, da deputada Iara Bernardi (PT-SP). Esse projeto transforma em lei um protocolo já adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento em hospitais às mulheres vítimas de violência sexual.

O Plenário poderá votar ainda o Projeto de Lei 4857/09, do deputado Valtenir Pereira (PSB-MT), que garante a igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

(Agência Câmara de Notícias)

Dilma critica "mercadores do pessimismo" e diz que país voltará a crescer este ano

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Um dia após o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, que ficou em 0,9%, abaixo das expectativas do governo, a presidenta Dilma Rousseff disse neste sábado (2), durante a Convenção Nacional do PMDB, que o Brasil voltará a crescer este ano. Ela criticou os “mercadores do pessimismo”, que apostam no fracasso do país.

Ao lado das principais lideranças peemedebistas, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Dilma frisou que vão errar aqueles que apostam no fracasso econômico do Brasil.

“Mais uma vez, os mercadores do pessimismo vão perder. Vão perder como perderam quando previram o racionamento de energia em janeiro e fevereiro e, mais uma vez agora, quando apostam todas as fichas no fracasso do país. Eles vão se equivocar. Tenho certeza de que todos vocês sabem que torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil”, discursou a presidenta para militantes do PMDB.

Dilma acrescentou que, com o apoio do PMDB, o governo petista realizou feitos importantes para o país, como a saída de 22 milhões de brasileiros da extrema pobreza. “Juntos [PT e PMDB] fizemos muito, o que parecia impossível e o que os nossos adversários políticos, quando puderam, não fizeram ou não quiseram fazer.”

Em um discurso preparado e lido em cerca de 40 minutos, Dilma defendeu a aliança com o PMDB e ressaltou a importância do partido para a governabilidade do país. “Muito do que conseguimos alcançar no meu governo deve-se à presença do meu companheiro e vice-presidente Michel Temer e ao apoio dos parlamentares do PMDB”, acrescentou.

“É uma grande honra participar da Convenção Nacional do partido, que é o maior parceiro do meu governo. O convite do PMDB para estar aqui ofereceu uma oportunidade extraordinária para que possamos, juntos, celebrar essa parceria sólida, produtiva e que, sem dúvida, terá longa vida”.

A presidenta ainda defendeu a política de coalizão e ressaltou que, desde a redemocratização, todos os presidentes, exceto Fernando Collor de Mello, foram eleitos com aliança entre partidos. “Desde que começamos a eleger presidentes, apenas um governo não teve amplo apoio e apenas um não concluiu seu mandato. Em meu governo, a ampla coalizão que conseguimos formar tem obtido resultados e isso é um passo fundamental para a superação da miséria extrema no Brasil.”

“Temos que ressaltar a indispensabilidade dessa aliança”, disse o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer. “O PMDB tem uma honra extraordinária de participar desse governo”, acrescentou.

Segundo o senador José Sarney (PMDB-AP), a aliança entre os dois partidos é programática. “Temos lealdade recíproca e objetivo comum”.

(Agência Brasil)

Casamento civil de casais homoafetivos

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Em artigo enviado ao Blog, o sociólogo e professor Pedro Albuquerque avalia a união homoafetiva. Confira:

O Estado de São Paulo vem de garantir, no âmbito de todo o estado, o direito ao casamento civil a casais homoafetivos. Sou plenamente favorável à generalização desse direito (efeito “erga omnes”), pois a família, ainda que seja uma instituição estável, é mutável, perde e adquire funções ao longo da história.

O Congresso Nacional se omitiu desse debate e dessa decisão. Deixou-os com o STF. Quando o sistema político (partidos políticos, sociedade civil, suas instituições, como o Senado e a Câmara dos Deputados e o Poder Executivo) não decide, e o Poder Judiciário é provocado a se manifestar (esse Poder é “inerte”, só age judicialmente quando provocado, o que, nessa condição, não pode deixar de fazê-lo, pelo justo ou pelo injusto, pelo bom ou pelo mal, conquanto que seja com base na Constituição da República), não há espaço para lamúrias de que o sistema jurídico está a judicializar a política.

Quem tem provocado a judicialização da política é o próprio sistema político. E isso não começou de hoje. A partir da segunda metade dos anos 80 e, mais acentuadamente, nos anos 90, movimentos sociais já acionavam a justiça para efetivar normas constitucionais não concretizadas pelo poder executivo (garantia de acesso à escola para todos, por exemplo). Os preceitos constitucionais, aqui e em boa parte do mundo (a não ser nas ditaduras onde a Constituição é o Executivo), não mais significam meras anunciações de direitos, simples formalizações da “vontade geral”, mas normas que protegem direitos subjetivos e, por isso, normas aplicáveis de forma direta. Cabe ao sistema político protagonizar sua aplicação imediata. Se não cumpre esse papel, o sistema jurídico o faz quando acionado.

Todavia, se o processo de judicialização passa a ser excessivo, ele pode ferir a legitimidade democrática. O sistema político tende a reagir, como começa a reagir o Congresso Nacional (mas, mais por conservadorismo que por espírito de independência, uma vez que esse poder continua submisso ao Executivo e aos lobbies).

A questão é o porquê da omissão do sistema político. As respostas são várias. Apresento uma: o sistema político não protagoniza nada que seja polêmico demais para não correr riscos eleitorais. Vivemos uma era de total despolitização da política, do desprezo pelo debate, do pensar o Brasil em função dos quatro anos de mandato governamental e de sua renovação, o que deixa a nação carente de projeto de longo prazo, sem medidas transformadoras, e prisioneira de ações tópicas e paliativas (políticas sociais compensatórias são necessárias, mas insuficientes) mas de grande eficácia eleitoreira (a cadeia dessa eficácia começa a se partir e, um dia, chegará ao fim, pois a crise já se faz sentir pela inflação que cresce a “bolsos vistos”).

“O jovem disse que ganhava em um assalto o que ganho em um mês. No outro dia, ele tava morto”

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sapateiro aldeota

Pouco antes das 7 horas, um homem de 57 anos varre a calçada no cruzamento da avenida Antonio Sales com a rua Coronel Linhares, no bairro Dionísio Torres. Em um dos locais mais caros de Fortaleza, José Maria Marques da Cunha, o Maurício, há 11 anos enfrenta com gosto a rotina.

“É o meu local de trabalho. Deixar a calçada limpa é a minha obrigação”, comenta para o Blog.

É isso, mesmo. Por mais de uma década, o “sapateiro da esquina”, como Maurício ficou conhecido entre os moradores de um dos bairros mais nobres da cidade, conserta calçados na rua. “Não falta trabalho para quem se dispõe a fazer alguma coisa. Mas tem muita gente que se acomoda na primeira dificuldade”, ressalta.

Morador do bairro Seis Bocas, o “sapateiro da esquina” é pai de nove filhos. “Meu maior orgulho é que não há nenhum malandro”, diz.

Ele conta que a clientela é quase toda dos grandes condomínios residenciais da região, mas também funcionários de muitas empresas do bairro. “As pessoas hoje não têm tempo a perder, por isso resolvem seus problemas de conserto de calçados comigo”, afirma orgulhoso.

Maurício garante que não se incomoda com o trabalho a céu aberto. “O importante é trabalhar com honestidade. Um dia, um jovem disse que não entendia porque eu trabalhava assim. Disse que ganhava em um assalto o que eu ganho em um mês. No outro dia, eu soube que ele havia sido morto em uma tentativa de assalto. A vítima reagiu e atirou nele”.

Homens jovens e pobres são os principais suspeitos e vítimas dos homicídios

A violência no Brasil, no que se refere a assassinatos, atinge principalmente homens, pobres e negros, que têm de 15 anos a 24 anos, segundo o estudo Avanço no Socioeconômico, Retrocesso na Segurança Pública, Paradoxo Brasileiro?, do professor doutor Luis Flávio Sapori, coordenador do Centro de Pesquisas de Segurança Pública da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

Sapori explica que os homens jovens, além de acusados pela maior parte dos crimes, também são as maiores vítimas da violência. O pesquisador destacou que foi registrado um aumento no uso de armas de fogo. Em 2010, por exemplo, de cada dez pessoas assassinadas, oito foram mortas com armas de fogo.

De acordo com a pesquisa, três fatores contribuem para o aumento da violência e dos homicídios no país: a consolidação do tráfico de drogas, principalmente o consumo de drogas; os elevados níveis de impunidade; e a necessidade de adoção de medidas mais eficientes para combater os dois aspectos anteriores.

Sapori disse ainda que apenas os esforços para combater a pobreza não asseguram a redução da violência nem a da taxa de homicídios no Brasil. “É preciso desfazer esse senso comum de que combatendo a pobreza quase que de maneira imediata será possível reduzir a violência e a taxa de homicídios no país”, destacou o pesquisador.

O estudo usa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e das Nações Unidas.

(Agência Brasil)