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Em defesa do BNB e de uma região

Com o título “Em defesa de um banco e de uma região”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

Como é normal acontecer em momentos como o que vivenciamos atualmente, de transição de governo no plano federal, a atenção de boa parte de setores representativos da sociedade cearense, nos campos da política e da economia, se volta para o que pode acontecer com o Banco do Nordeste (BNB). Especular nomes de quem será indicado para comandá-lo, na presidência e nos cargos de diretoria, parece importante, e isso começa a ser feito, mas, fundamental mesmo é que se prospecte o perfil que está sendo buscado para o posto, o que costuma indicar de maneira melhor definida o que está pensado pelos futuros dirigentes acerca do papel a ser desempenhado pela estratégica instituição. Há dúvidas acerca do tratamento que terá a região a partir de janeiro, boa parte das quais estarão dissipadas, ou, se for o caso, reforçadas, pelo encaminhamento que for dado ao tema.

A opção por um nome técnico será um passo inicial importante que estará dando o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para demonstrar interesse no fortalecimento do BNB. Claro que existem ações a serem consertadas, erros graves têm sido cometidos ao longo dos governos, especialmente nos mais recentes, dentre eles o escancaramento de suas portas ao aparelhamento político e partidário, em geral desatrelado de qualquer compromisso em preservar a instituição e mantê-la no trilho do que se espera de uma agência de desenvolvimento regional. É preciso alertar para a necessidade da mobilização que já se vê acontecendo não focar apenas na temática do nome, independente da relevância e da competência que apresentem aqueles que vieram a público nos últimos dias.

O Banco do Nordeste está presente em 1.990 municípios da região, distribuindo-se por 300 agências nos nove estados e mais o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Números expressivos, por si, mas não se conseguirá entender a sua importância olhando apenas para o quantitativo frio. Há muito mais envolvido e, certamente, dentro da equipe econômica que se forma já se consegue vislumbrar nomes capazes de trazer o debate ao seu ideal, alargado-se a visão sobre a importância de um organismo que desde quando foi criado, em 1952, desempenhou papel indispensável no combate às desigualdades regionais, problemática que exige atenção maior do que a que lhe tem sido dispensada.

Um alerta que também precisa ser feito à classe política nordestina. A luta do momento não comporta bairrismos e precisa levar aos futuros governantes uma compreensão do que representará para nós, que somamos 56,7 milhões de pessoas apenas entre os que residem nos nove estados, ter um BNB fortalecido e apto a apoiar a luta pelo equilíbrio na construção de um amanhã que se promete melhor para todos os brasileiros.

(Editorial do O POVO)

Roberto Cláudio anuncia operações da primeira linha de ônibus movido a gás natural

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), anunciou, nesta manhã de segunda-feira que está sendo estudada a ampliação da rede de carros compartilhados na capital. A ideia é utilizar o biogás/biometano como combustível. Ele também adiantou que há a ideia de se criar uma linha de ônibus piloto movida a gás natural.

O anúncio foi feito na abertura de seminário que a Companhia Estadual de Gás (Cegás) abriu, em sua sede, para discutir o papel do biogás na cadeia sustentável do transporte público. O evento marca também a abertura da sétima edição das Semanas de Inovação Suécia-Brasil.

Roberto Cláudio, na presença do vice-ministro da Indústria e Tecnologia da Suécia, Niklas Johansson, do embaixador sueco no Brasil, Per-Arne Hjelmborn, da vice-governadora Izolda Cela e do presidente da Cegás, Hugo de Figueiredo, destacou também a parceria da Prefeitura com a Cegás com o objetivo de implantar usina no aterro sanitário de Caucaia (RMF) para transformar a queima do gás metano produzida do lixo em energia.

O seminário é parte de uma extensa programação que tem por objetivo promover a Suécia como aliada de longo prazo do Brasil nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. Até o dia 30 deste mês, a Embaixada da Suécia, em parceria com entidades, instituições e empresas brasileiras, vai articular encontros de profissionais e universitários para discutirem esses temas.

(Foto – Divulgação)

Dólar abre a semana em alta de 0,60% e cotado a R$ 3,7598

A moeda norte-americana abriu o pregão de hoje (19) em alta de 0,60%, cotada a R$ 3,7598 para venda. O movimento será de baixa liquidez por conta do feriado do Dia da Consciência Negra amanhã (20), no Brasil, e na próxima quinta-feira (22) nos Estados Unidos pelo Dia de Ação de Graças. No fechamento da semana na última sexta-feira (16), o dólar comercial recuou 1,28%, cotado a R$ 3,73.

O Ibovespa, índice da B3, iniciou a semana em queda de 0,82%, com 87.775 pontos nesta manhã de segunda-feira.

No fechamento do mercado na última sexta-feira (16), o Ibovespa registrava uma forte alta de 2,96% com 88.515 pontos.

(Agência Brasil)

Jogos Escolares da Juventude – Aluna da cidade de Russas conquista Medalha de Bronze

Marciana Almeida Rozeno, aluna-atleta da categoria de 12 a 14 anos e representante da Escola Ciríaco Leandro Marciel, do município de Russas, conseguiu, nesse domingo, a terceira colocação no salto em distância nos Jogos Escolares da Juventude, que acontecem em Natal (RN) numa promoção do Comitê Olímpico Brsioleiro (COB). Ela obteve assim a medalha de bronze, alcançando a marca de 5.24 m na pista de atletismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (URNF). A informação é da Secretaria dos Esportes do Estado.

“A sensação de conquista é maravilhosa. Tive muita adrenalina, só que na minha qualificação de ontem, no sábado, eu estava muito nervosa e com medo, me repicando na chegada da tábua. Mas hoje, no domingo, fiquei mais focada e consegui a medalha, e não tem nada melhor do que isso”, contou a atleta emocionada. O técnico do atletismo, Francisco Jaques Guimarães, ressaltou o bom momento do município na competição bem como a capacidade da esportista.

“O desempenho dos nossos atletas neste ano foi bem melhor graças ao investimento que foi feito em Russas. A Marciana teve um ótimo resultado, claro que tinha marca para ser campeã brasileira, mas nunca é dentro do esperado, é questão de resultado, uma competição dura, mas mesmo assim, ela está de parabéns pela conquista”, disse.

(Foto – Sesporte)

Ex-CEO e presidente da Nissan é preso no Japão

A Promotoria de Justiça de Tóquio, no Japão, prendeu o ex-CEO da Nissan Motor, Carlos Ghosn, por suspeita de irregularidades na declaração de lucros. Nas declarações, ele afirmou ter recebido menos do que realmente ocorreu. O executivo reduziu os ganhos em 33%.

Natural de Guajara-Mirim, Rondônia, Carlos Ghosn, de 64 anos, ocupava a direção-geral do Grupo Renault-Mitsubish.

De acordo com a Promotoria de Justiça de Tóquio, a remuneração de Ghosn totalizou quase 1,1 bilhão de ienes, ou cerca de US$ 9,7 milhões de dólares, no ano fiscal de 2016. Porém, para o ano fiscal de 2017, o executivo relatou um total de 730 milhões de ienes – queda de 33%.

Ghosn foi diretor da montadora em 1999, anos depois tornou-se presidente da Nissan. Ele foi incumbido de supervisionar a empresa. No ano passado, Ghosn se aposentou como presidente e CEO da Nissan. O grupo vendeu mais de 10,6 milhões de unidades no ano passado, superando a Toyota como o segundo maior vendedor de automóveis do mundo.

(Agência Brasil com NHK, emissora pública de televisão do Japão/Foto – Reuters))

Aliados querem lançar presidente do PSL à presidência da Câmara

Bolsonaro e Luciano Bivar, presidente licenciado do PSL.

Membros do PSL de Jair Bolsonaro querem lançar o presidente da sigla, Luciano Bivar, ao comando da Câmara dos Deputados. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

A articulação será discutida na próxima quarta-feira (21), em Brasília.

Pode funcionar, segundo a Coluna, como cortina de fumaça para a legenda abocanhar o espaço que realmente deseja: a primeira vice-presidência.

(Foto – Divulgação)

Sergio Moro já tem candidato para o cargo de procurador-geral da República

O candidato do coração do juiz federal Moro à sucessão da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, é mesmo Deltan Dallagnol. A informação é da Veja Online.

Deltan é o procurador que integra e coordena a força-tarefa da Operação Lava Jato, que investiga crimes de corrupção na Petrobras e em outras estatais.

(Foto – Agência Brasil)

Ex-vereador Leonelzinho Alencar é condenado a 11 anos e três meses de prisão

Da Coluna Política do O POVO desta segunda-feira, assinada pelo jornalista Carlos Mazza. Confira:

Uma das figuras mais polêmicas da política cearense nos últimos anos, o ex-vereador Leonelzinho Alencar foi condenado pelo juiz Ireylande Prudente Saraiva, da 18ª Vara Criminal, a 11 anos e três meses de prisão, além do pagamento de 39 salários mínimos em multa. Junto com diversos outros réus, incluindo parentes do ex-parlamentar, Leonelzinho foi considerado culpado pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, realizados em concurso material. Segundo o juiz, o ex-vereador teria montado um verdadeiro “esquema criminoso” em seu gabinete na Câmara, retendo parte do salário de servidores lotados no gabinete, que recebiam “quantias irrisórias”.

A prática, conhecida como “rachadinha”, teria ocorrido livremente por vários anos, com desvios mensais de R$ 20 mil por mês. Com o produto, atesta o juiz, Leonelzinho teria pagado contas particulares e do Instituto Jáder Alencar (ligado à sua família), multas eleitorais em pelo menos R$ 44 mil, adquirido automóveis e imóveis, “mesada” para os pais e até pensão alimentícia da ex-esposa Adriana Alencar. As irregularidades teriam sido encobertas através do uso de empresas ligadas ao ex-chefe de gabinete do ex-vereador, Paulo Alves Ribeiro Neto.

Segundo denúncia ajuizada pela Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap) em 2015 e confirmada pela Justiça na última sexta-feira, o esquema era operado pelo próprio Paulo Neto, que possuía os cartões e senhas de vários servidores lotados no gabinete do vereador. Todo mês, o operador sacava a verba e “descontava” boa parte dos salários, que eram então direcionados para outros fins irregulares.

Operador-delator

Ironicamente, o esquema foi revelado em boa parte por acordo de delação premiada formado por Paulo Neto, o operador dos supostos desvios, com o Ministério Público. Junto ao processo, estão anexadas dezenas de conversas entre o então chefe de gabinete e o ex-vereador, onde são discutidos os “ajustes” para a prática da rachadinha. Em várias, um número que seria de Leonelzinho aparece reclamando de dívidas diversas e tentando administrar o salário alheio. Pela contribuição às investigações, Paulo se livrou de uma denúncia-crime do MP pelos atos.

Perfil polêmico

Acusado de desviar recursos da Verba de Desempenho Parlamentar (VDP) em junho de 2015, Leonelzinho renunciou ao cargo afirmando que iria “se dedicar à defesa”. Na época, O POVO revelou que o plano do parlamentar era, de fato, evitar uma cassação por quebra de decoro, o que o tornaria inelegível. Desde que foi eleito para o primeiro mandato, em 2008, o vereador tem mantido histórico de polêmicas. Em 2012, ele chegou a admitir que a ex-esposa Adriana teria sacado dinheiro irregularmente do programa Bolsa Família.

Outro lado

A Coluna Política tentou entrar em contato com a defesa de Leonelzinho, mas não obteve resposta. Em defesa nos autos, o ex-vereador afirma que as acusações do Ministério Público foram feitas sem provas, de maneira “injuriosa” a ele e ao Instituto Jáder Alencar. O ex-vereador diz ainda que não possui relação com Instituto (participando apenas de eventos sociais) e que acusações foram feitas a partir de “conjecturas vagas e imprecisas”, tendo o próprio delator cometido as irregularidades descritas sem qualquer anuência do parlamentar.

A versão de Leonelzinho, em conflito com as provas que basearam a condenação, serão levadas agora ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) onde deve ser julgado recurso do parlamentar. Como foi condenado apenas em 1ª instância, Leonelzinho responderá o processo em liberdade.

(Foto – CMFor)

Preso Jovilson Coutinho, apontado como líder de esquema de sonegação no setor têxtil cearense

A Delegacia de Crimes Contra a Administração e Finanças Públicas conseguiu prender Jovilson Coutinho Carvalho. Ele é apontado como o principal líder do esquema que teria provocado uma sonegação fiscal superior a R$ 429 milhões praticada por um grupo de empresas do setor têxtil do Ceará. Jovilson estava foragido e foi preso na última quinta-feira, em Alagoas. Deverá ser transferido para o Ceará e ouvido em depoimento.

O caso foi desmantelado a partir da Operação Dissimulare, deflagrada em março deste ano, pela Polícia Civil. Houve também o apoio em seguida do Ministério Público do Estado, através do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf). O POVO publicou série especial de reportagem em 2015. Na denúncia, a partir da ação policial, os promotores haviam pedido a prisão de 14 dos 19 acusados.

O caso está com a juíza Solange Menezes de Holanda, da 5ª Vara de Execuções Fiscais e Crimes contra a Ordem Tributária, que acatou integralmente o teor da denúncia feita pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). A investigação foi deflagrada em setembro do ano passado. As 19 pessoas acusadas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, de um grupo de empresas do setor têxtil local, tornaram-se rés perante a Justiça.

A conta da fraude estaria hoje em quase meio bilhão de reais (R$ 429 milhões), valores relativos a impostos não pagos ao Estado em pelo menos três anos de investigação. Para dois dos réus, o empresário Jovilson Coutinho Carvalho e o contador Francisco José Timbó Farias, a Justiça havia mantido em aberto a ordem de prisão preventiva. O mandado havia sido emitido em 1º de setembro de 2017 e Jovilson seguia como foragido.

 

Investigada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Polícia Civil e batizada de operação Dissimulare, a fraude atualmente está em quase meio bilhão de reais em impostos não pagos. Dezenove pessoas são citadas na nova acusação. Foi pedida a prisão preventiva para 14 delas.

Conforme a acusação do MPCE, empresários participantes da fraude compravam toneladas de tecidos fora do Ceará, mas não pagavam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Pelo modelo de Substituição Tributária (ST), a taxação do ICMS é feita na aquisição da mercadoria, mas os envolvidos conseguiam judicialmente adiar prazos e prolongar a dívida em tempo e cifras.

Quando a Sefaz chegava ao encalço para cobrar o sonegado, as empresas de fachada eram descartadas. Desapareciam, saíam de atividade, substituídas no “laranjal”. As empresas também repassavam notas fiscais frias a sonegadores, receptadores de cargas roubadas, feirantes e para empréstimos bancários.

Os produtos que entravam no Ceará eram revendidos principalmente para abastecer o comércio popular local. Chegavam em valores bem abaixo do mercado. As notas frias cobravam de 1,5% a 3% sobre o valor da mercadoria. Em 2015, O POVO detalhou parte da investigação feita pelo Setor de Inteligência da Sefaz. O trabalho norteou a apuração policial e a denúncia do Gaesf. Os nomes da denúncia atual são os mesmos do documento anterior, que acabou rejeitado pela juíza da 5ª Vara de Execuções Fiscais e Crimes contra a Ordem Tributária. Catorze dos 19 denunciados chegaram a ser presos quando a Dissimulare foi deflagrada, em 1º de setembro. Ganharam a liberdade 40 dias depois. Eles voltam a ser acusados por organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e corrupção de agentes públicos.

O empresário Jovilson Coutinho Carvalho, 55 anos, é, ao longo da denúncia, descrito como o líder e mentor da fraude. Usando “laranjas”, Jovilson seria de fato o proprietário da maioria das 27 empresas de fachada investigadas – que encobriam a compra de tecidos sem o ICMS/ST. Várias das fábricas e lojas de confecção têm registro em nome de parentes, amigos ou empregados de Jovilson. Também carros e imóveis. Nada do patrimônio rastreado pela investigação está no nome dele, conforme a acusação do MPCE. A denúncia pede que a culpa de Jovilson pelo crime de lavagem de dinheiro seja multiplicada 32 vezes. Na rua Professor Arthur de Carvalho, 491, na Lagoa Redonda, onde deveria existir a Empreendimentos Imobiliários e Construções Carvalho Ltda, o que funciona na parte da frente do imóvel é uma borracharia. O POVO confirmou que a mesma casa está à venda: por R$ 280 mil.

A imobiliária que deveria estar ali é registrada em nome de Mirtes Coutinho e Thamara Almada, irmã e sobrinha de Jovilson, respectivamente. Ambas também viraram rés no processo. A investigação policial apurou pelo menos duas transações da empresa tidas como irregulares: a compra de um prédio no Presidente Kennedy e a de um terreno no São João do Tauape. Negócios em valores milionários. O MPCE pediu que outra irmã de Jovilson seja investigada.

Um motoboy, um sócio-laranja e um gerente de contas do esquema toparam fazer delação premiada, durante a fase de investigação. Eles detalharam toda a teia da fraude que teria sido montada por Jovilson.

Dois auditores da Secretaria da Fazenda também tornaram-se réus: Antônio Alves Brasil, que era chefe do posto fiscal da Barra do Ceará, e Paulo Sérgio Coutinho Almada, irmão de Jovilson, que atuava na Célula de Fiscalização de Mercadoria em Trânsito. Eles entraram com recurso administrativo e voltaram a trabalhar em 2018. Porém, foram deslocados dos cargos anteriores, segundo a Sefaz.

(Também com matéria do repórter Cláudio Ribeiro, do O POVO)

Eleições na OAB/CE – Fusão Roberta Vasques-Edson Santana não representa oposição, mas busca pelo poder

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Sobre a fusão entre as chapas de Roberto Vasques e Edson Santana na disputa pela presidência da OAB do Ceará, a candidata Regina Jansen, mandou nota para o Blog, onde não se diz “surpresa” com o fato. Confira:

A chapa “A Ordem é Renovar” vem, por meio desta nota, reiterar que a sua parceria é com a advocacia cearense. Na noite desse sábado (17/11), os membros receberam a notícia da unificação das chapas “Reage OAB” e “E-nova OAB” rumo à eleição para a Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE), que ocorre no próximo dia 28.

Muito embora tenha causado certa estranheza, referida união não gerou genuína surpresa, pois estamos cientes que ambas as visões que agora se unem não representam a mudança que tanto se busca, muito menos representam uma oposição. Implica tão somente na busca incessante pelo poder, sem ter como preocupação melhorias para a advocacia cearense.

Não podemos vivenciar mais longos três anos da forma como está. Aos advogados e advogadas que não entendem como parcerias que outrora se diziam com visões distintas, agora estão unidas, sigam-nos. Vamos recuperar a OAB Ceará para a advocacia.

A chapa “A Ordem é Renovar” convoca todos os advogados e advogadas do Estado do Ceará a fazerem uma real reflexão a respeito dessa situação. Reafirma que tem um lado estritamente definido e um compromisso inegociável: a defesa da advocacia e da sociedade. O grupo entende que na OAB-CE não deve haver espaço para interesses e parcerias escusas, pois a sua missão é defender a advocacia, a cidadania e a Constituição Federal.

*Regina Jansen,

Candidata a presidente da OAB do Ceará.

Juízes e procuradores querem que Supremo analise fim do auxílio-moradia só em 2019

Apesar da demora do presidente Michel Temer em sancionar o aumento dos ministros do STF – 16,38%, integrantes da corte acreditam que ele o fará antes do prazo final, dia 28. A informação é da Folha de S.Paulo.

Entidades de classe da magistratura e do Ministério Público, porém, se organizam para pressionar o Supremo a postergar a análise do fim do auxílio-moradia para 2019.

Esses grupos dizem que, como o reajuste só valeria para o ano que vem, não há motivo para derrubar o auxílio agora. O fim do penduricalho foi prometido a Temer como uma contrapartida à concessão do aumento.

(Foto – Agência Brasil)

Tudo pronto para a inauguração da Rádio O POVO/CBN Cariri

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Juntar credibilidade, regionalismo e experiência para informar com independência.

Eis o objetivo da Rádio O POVO CBN/Cariri que será oficialmente lançada amanhã, podendo ser ouvida pela frequência 93.5 FM. Essa região, uma das mais pujantes do Ceará, ganhará assim sua primeira rádio “all news”, com uma programação que reunirá um forte jornalismo local, encabeçado por Farias Júnior, importantes nomes nacionais, a exemplo de Milton Jung, Mirian Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, e a programação estadual de qualidade que já é marca da rádio O POVO/CBN.

O lançamento será no Centro de Eventos do Cariri com a presença da presidente do Grupo de Comunicação O POVO, Luciana Dummar, do governador Camilo Santana (PT), autoridades, empresários e artistas.

Também presentes, os jornalistas Luiz Viana, Maisa Vasconcelos, Nazareno Albuquerque, âncoras da POVO/CBN, e este repórter do Blog e colunista do O POVO.

(Foto – O POVO)

Hemoce inicia hoje a Semana do Doador de Sangue

O Hemoce inicia nesta segunda-feira (19), a partir das 9 horas, a programação comemorativa à Semana do Doador de Sangue. O órgão vai atender o público até dia 25 com serviços de saúde, beleza e bem-estar e shows de músicas e humor. A programação também acontecerá nos hemocentros do interior do Estado, informa a assessoria de imprensa desse centro de hemoterapia.

A Semana do Doador de Sangue tem como objetivo homenagear os doadores e parceiros, voluntários na mobilização de incentivo e captação de doadores, e também sensibilizar a população para a doação de sangue como uma prática regular.

“Esse é um momento para agradecer, comemorar e reconhecer a importância dos nossos doadores, porque o serviço do Hemoce em fornecer sangue e hemoderivados aos pacientes só é possível com a ajuda do doador de sangue”, ressalta Nágela Lima, coordenadora da captação de doadores do Hemoce.

O tema da campanha deste ano é “Multiplique, Doe Sangue”. Lançada no início do mês, a campanha traz o conceito de despertar para as inúmeras maneiras de ajudar na doação de sangue, seja como um doador, um multiplicador de informações, histórias de incentivo ou um captador voluntário de doadores.

A Semana do Doador também marca ainda o aniversário de 35 anos do Hemoce, 23 de novembro. O Hemoce é uma unidade da rede pública de saúde do Estado do Ceará, reconhecida pela qualidade dos seus serviços.

Programação

Durantes os sete dias, haverá ações como serviços de saúde, beleza e bem-estar. Em Fortaleza, além de show de humor e música ao vivo, quem passar pelo Hemoce terão acesso ao atendimento de nutricionista e educadores físicos. “A gente convida a todos para participarem dessa festa da solidariedade. A Semana do Doador é uma época que a gente já começa a preparar os estoques de sangue para a demanda do final do ano que pode aumentar”, reforça Nágela Lima.

O sangue depois de doado passa por análises clínicas e cerca de 48 horas depois é distribuído para as unidades de saúde. Cada bolsa de sangue pode durar até 42 dias. Nos hemocentros regionais nas cidades de Iguatu, Sobral, Crato, Juazeiro do Norte e Quixadá, a Semana do Doador de Sangue será entre os dias 19 e 23 de novembro e terá também atrações e serviços para os doadores. Confira em anexo a programação das unidades desta segunda-feira (19).

Para doar

Para ser um doador de sangue é preciso: estar saudável, bem alimentado, ter mais de 50kg, idade entre 16 e 69 anos e apresentar um documento oficial e original com foto. Atenção: os menores de 18 anos precisam apresentar o termo de consentimento para menores de 18 anos, disponível para download no site do Hemoce (www.hemoce.ce.gov.br).

SERVIÇO

*Hemoce – Av. José Bastos, 3390, Rodolfo Teófilo, Fortaleza.

Eleições na OAB/CE- Roberta Vasques e Edson Santana fecham acordo e formam uma só chapa

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Edson Santana desistiu da disputa pela presidência da OAB do Ceará. Fez acordo e apoiará a candidatura de Roberta Vasques, promovendo o que diz ser “uma fusão de chapas”. Pelo acordo, Edson Santana tentará agora ser o novo presidente da Caixa de Assistência dos Advogados (Caace).

Ele também terá o direito de indicar o titular da Escola de Superior d Advogacia (ESA).

Confira vídeo, onde ele explica os porquês da desistência:

Já a candidata a presidente da OAB do Ceará, Roberta Vasques, comemorou com a militância o acordo fechado com Edson Santana. A fusão dos dois, segundo seus apoiadores, lhe garantirá condições de derrotar, principalmente, o nome da situação, no caso Erinaldo Dantas, atual presidente da Caixa de Assistência dos Advogados (Caace).

A chapa, agora com a adesão de Edson Santana, vai manter o nome “Reage OAB”, de Roberta Vasques.

A eleição para a nova diretoria da OAB cearense está marcada para o próximo dia 28, no Centro de Eventos.

Rogério Ceni: “O Fortaleza continuará grande. Com minha presença ou não!”

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No dia 15 de novembro de 2018, quando todos os tricolores presentes no gramado Castelão comemoravam efusivamente a goleada por 4 a 1 sobre o Juventude e o título da Série B do Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni, sozinho, contemplava o show da torcida nas arquibancadas. Naquele momento, a Copa do Mundo vencida com a seleção brasileira, em 2002, e os títulos quando goleiro do São Paulo – tricampeonato Brasileiro, duas Libertadores e o Mundial Interclubes – ficaram em segundo plano. Na cabeça do paranaense de Pato Branco, pulsava mais alto a emoção de fazer história com um grande clube do Nordeste e de conquistar seu primeiro título nacional como treinador logo no segundo ano de carreira.

Conquista emblemática, que fez Rogério, aos 45 anos, marcar pra sempre seu nome no Fortaleza Esporte Clube, que obteve seu título mais importante justamente no ano do Centenário.

No dia seguinte, ainda no clima de celebração, Rogério Mücke Ceni recebeu, com exclusividade, O POVO no Pici, e em entrevista de 1h20min fez uma avaliação sobre a temporada, seu papel no Fortaleza, os planos futuros e o prazo para responder se permanecerá ou não no clube para 2019. Certo é que, independente de ficar ou sair, Ceni garante: “levarei o Fortaleza pra sempre no meu coração”.

O POVO – Ao fim do jogo contra o Juventude, você comemorou, mas depois ficou mais isolado, contemplando a torcida…

ROGÉRIO CENI – Eu também estava comemorando muito, muito feliz, mas é uma coisa diferente quando você joga e quando treina um time. Primeiro pela postura que tem que ter. Segundo que foi uma festa fantástica. Cinquenta e sete mil pessoas, estádio cheio. Mosaico, que é uma coisa muito particular daqui, em São Paulo você não vê isso. E o torcedor fez uma festa incrível, foi uma das coisas mais bacanas que eu vivi no futebol.

OP – Você já havia vencido a Flórida Cup como treinador, mas não era um torneio oficial. Considera esse título nacional pelo Fortaleza como primeiro da carreira?

RC – Conquistar um título é uma coisa tão difícil… Em um campeonato de 38 rodadas, mais difícil ainda. (A Florida Cup) Foi o primeiro torneio que disputei, onde Corinthians e River Plate estavam, então tem uma importância grande. Mas logicamente que o Campeonato Brasileiro tem outra conotação.

OP- Você está apenas no segundo ano como treinador e já conquistou um título brasileiro. Imaginava que viria tão cedo? Acha que com isso você já alcança outro patamar como técnico de futebol?

RC – Um título nacional, dentro do contexto que foi aqui, do que foi montado, do elenco, das condições financeiras, tendo equipes com orçamentos bem superiores ao nosso, tem um valor bastante grande. Eu estou pronto para trabalhar onde as pessoas quiserem que eu trabalhe. Acho que você tem que estar feliz. O meu grande dilema é que nós acabamos de ser campeões, o maior título da história do Fortaleza. E ano que vem a disputa passa a ser um pouco mais desleal, porque não vamos ter dois times com orçamento muito maior, vamos ter dezoito ou dezenove times com orçamento maior. O que vai satisfazer o torcedor do Fortaleza em 2019? O que seria sucesso? Essa é a grande pergunta. Manutenção na Série A é sucesso? Vaga para a Copa Sul-Americana é sucesso? Tem que entender o que o clube deseja para ver se tem condições de entregar isso. Se não, é melhor seguir uma nova oportunidade, porque dificilmente traremos a mesma alegria que trouxemos esse ano ao torcedor do Fortaleza.

OP- Você disse em entrevista recente que veio com o objetivo de ser campeão cearense. Não estava nos planos brigar pelo título da Série B?

RC – Quando cheguei, montamos um time para o Estadual, onde você parte do princípio que pode chegar numa final. Mesmo com seu rival mais estruturado, com elenco que tinha jogado a Série B no ano anterior e subido para a Série A, ele está mais preparado que você para ganhar o título. Mas quando você chega numa final, sempre tem a chance de ser campeão, e nós tivemos. No segundo jogo perdemos o pênalti com o Bruno Melo, e se tivesse empatado ali, psicologicamente poderia ter mudado. Mas nós sabíamos da condição de inferioridade. Entre ser campeão cearense e campeão brasileiro, era mais fácil ganhar o Cearense. Para o Brasileiro, reforçamos o time. Se for analisar friamente, difícil acreditar que batemos 71 pontos, não pelos jogadores, que são ótimos profissionais, mas houve muita mexida. A gente conseguiu se reconstruir dentro do campeonato.

OP – O que Marcelo Paz te propôs quando te convidou para vir?

RC – Eu perguntei pra ele “o que é sucesso para você?”. Ele disse que sucesso era ter o calendário de 2019 cheio, chegar a final do Campeonato Cearense e permanecendo na primeira página do Campeonato Brasileiro. Então acho que fechamos com sucesso, e isso é sinônimo de um trabalho bem feito.

OP – No São Paulo, você perdeu peças importantes e o time caiu de rendimento. Em determinado momento, viveu algo semelhante no Fortaleza. Temeu que acontecesse o mesmo?

RC – Com certeza. Fomos jogar contra a Ponte Preta e eles fizeram 2 a 0 no primeiro tempo. Naquele dia eu tinha Jean Patrick no banco, voltando de lesão, e guardei porque pensei que não tinha condições de reverter o resultado. Inclusive colocamos meninos da base para fechar e perder de 2 a 0, porque perder por 3 a 0 é mais impactante (o resultado foi 2 a 0). Nas saídas de Edinho, Osvaldo, lesão de Gustavo e Marcinho, eu fiquei um pouco perdido, com bastante dúvida se conseguiríamos nos manter na zona de classificação.

OP – Dos dois momentos em que o time ficou quatro jogos sem vencer (da 13ª a 16ª rodada e da 24ª a 27ª rodada), qual te preocupou mais?

RC – O primeiro. Porque no segundo eu tinha os jogadores, foi uma oscilação. Teve lesões também, mas eu não tive perda de jogadores em definitivo, como foi na primeira. No primeiro ainda tinha muito campeonato para jogar e eu perdi dois jogadores que eram fundamentais para o meu estilo de jogo.

OP – Quando você sentiu que o Fortaleza ia forte brigar pelo acesso e pelo título?

RC – Eu falo que os dois jogos contra o Guarani são divisores de água, até pela forma como aconteceu. Foram marcantes para mim, no sentido de retomada ou de ambição, de chegada. O 2 a 1 e o 3 a 2. O primeiro vindo de uma perda de Campeonato Cearense, que aqui tem um impacto muito grande, então aquele gol aos 49 minutos do segundo tempo (no primeiro jogo contra o Guarani) mudou a concepção do torcedor. E a virada no segundo jogo, porque eles iam ficar a três pontos de nós, mas ficamos com sete de vantagem.

OP – Na Série B, o Fortaleza é o time com maior média de posse de bola, maior número de passes certos e o melhor ataque. Você tem um estilo de jogo dominante e efetivo. E no Brasil é muito forte a cultura do resultado, mas às vezes há dificuldade de conciliar um bom futebol com resultado?

RC – Nós tivemos a felicidade de não ter três derrotas consecutivas nenhuma vez. A terceira derrota consecutiva gera grande desconforto em qualquer time brasileiro. E eu não mudo meu estilo de jogo. Eu tenho sempre uma coisa na minha cabeça: se me sinto melhor ou igual ao adversário, vou agredir. Se me sinto inferior, vou preparar uma estratégia para ter o contra-ataque como referência. Mas uso normalmente as peças que tenho com mais qualidade. Se tenho três ótimos zagueiros, vou usar três zagueiros; se tenho três ótimos atacantes, vou usar três atacantes. Mas tivemos a felicidade de propor o estilo de jogo que eu gostaria aliado ao bom resultado. Acho que a ideia de jogo do Fortaleza foi bacana. Se ano que vem o Fortaleza jogar assim, pode ser que não tenha os mesmos resultados. Aliás, dificilmente os terá na Série A. Dificilmente vamos bater 21 vitórias em 37 jogos. Mas onde eu estiver, vou propor sempre jogar em função do gol sem parar.

OP – Em algum momento você pensou que não conseguiria completar um ano de trabalho no Fortaleza?

RC – Com certeza. Acho que aquele gol do Gustavo contra o Guarani na estreia da Série B tem muito a ver com essa pergunta. Infelizmente é assim, a gente não pode fazer de conta, é a realidade do futebol. Acho que aquele gol mudou a história do centenário do Fortaleza e a minha também.

OP – Sobre sua permanência no Fortaleza, dá para depreender das suas declarações que a principal condição para você ficar é ter um time competitivo para a Série A (Ceni balança a cabeça positivamente). A diretoria terá um orçamento de R$ 56,7 milhões para 2019, com R$ 32 milhões de investimento no futebol, que poder dar ao Fortaleza uma folha mensal de R$ 2,6 milhões. Dá pra fazer um time competitivo?

RC – Primeiro tem que descobrir algumas peças mais baratas. Mas o problema não está em fazer o pagamento para o atleta, está em adquirir o atleta. Muitos têm vínculo com outros times. São poucos os jogadores que o Fortaleza tem hoje e tem que analisar se eles se encaixam no perfil para jogar Série A no modo que o time pensa. Hoje os salários de jogadores da Série A são altos. É difícil. Acho que a folha de pagamento do Fortaleza hoje gira em torno de R$ 1,1 milhão mensais, então nós teremos um pouco mais que o dobro. Mas uma coisa é ter jogador e pagá-los com esse dinheiro, outra coisa é montar um time com esse dinheiro. Eu não sei se é possível.

OP – O que o Fortaleza precisa melhorar para a Série A?

RC – Investir no Centro de Treinamento, na formação, em melhores alojamentos, alimentação melhor, melhores campos, aparelhagem de fisioterapia portáteis, que precisa para levar na viagem para tratar jogador e acelerar recuperação. Profissionais também que se dediquem exclusivamente ao clube em determinadas áreas, como nutrição e fisiologia. Eu falo para eles terem uma boa estrutura de trabalho. Acho que é nisso que o clube precisa pensar e eu não sei se diante das expectativas criadas é possível entregar o que o torcedor sonha. Eu não quero frustrar o torcedor porque nós deixamos uma página super bacana escrita no ano do Centenário.

OP – O que vai te mover a escolher seu projeto para 2019?

RC – Ter chance de vencer. Eu gostaria de ter chance de ser campeão. Estou muito grato ao que aconteceu esse ano aqui. Eu sei da importância que foi estar aqui para o time, também a importância da cidade, estádio cheio, jogar para 50 mil pessoas é diferente de jogar para 5 mil pessoas, como a maioria dos times, e mais de uma vez. O que eu gostaria era de enfrentar com possibilidade de vencer.

OP – Você já conversou com o presidente Marcelo Paz sobre prazo para resposta?

RC – Nós devemos ter uma reunião lá em Curitiba (na sexta-feira, após a partida contra o Coritiba, pela última rodada da Série B). Nós conversaremos ao final do campeonato para fazer uma análise geral.

OP – Teme que mudando de clube pode não ter o mesmo respaldo que no Fortaleza?

RC – Em todo time de massa, e o Fortaleza é um time de massa, torcedor é impulsivo e apaixonado. Ele vai ao estádio pra não ser racional. Pra gritar, extravasar, chamar você de burro. Aquilo é intrínseco, futebol é muita emoção. Então no Fortaleza nós ganhamos, foi bacana, mas ano que vem… Sabe o que é o ruim de ganhar um campeonato? É que ano que vem começa tudo de novo. No ano seguinte vamos ter que construir tudo do zero, seja aqui no Fortaleza, seja em outro lugar.

OP – No Fortaleza você foi mais que um treinador, se engajou em várias áreas. Você sentiu que havia necessidade ou foi opção sua?

RC – Eu senti que aqui era necessário. Isso no São Paulo eu fiz também, mas lá eu não precisava olhar refeitório, comida, alojamento, se estava limpo, se não estava, lá tá tudo pronto. Nos grandes clubes isso está tudo pronto. O treinador pode usar o poder de convencimento para trazer um atleta, porém mais que isso não precisa fazer. E digo para vocês, é chato, primeiro porque te tira do principal, que é se concentrar no jogo, mas aqui, naquele momento, quando cheguei, era necessário. Eu vi que pra ter a vitória no final era aquilo que eu precisava fazer.

OP – O que você acha do perfil do presidente Marcelo Paz?

RC – O Marcelo é jovem, tem 35 anos, mas é um cara que tem vontade de vencer, tá sempre lá no vestiário. E tem a vantagem de conhecer jogadores, saber características…quando a gente vai fazer as escolhas, ele conhece. Isso ajuda bastante. É aberto ao diálogo, calmo, tranquilo, raramente se exalta. Ele é um cara que aceita opiniões. Aqui não tem essa de “o Rogério mandou”. Eu não mando em nada. Eu emito uma opinião sobre o que eu acho que ficaria melhor.

OP – Como foi seu relacionamento com os jogadores?

RC – Por ter acabado de sair do futebol, somente três anos, eu tento ser o treinador que eu gostaria de ter quando eu fui jogador. O que ganha o respeito do jogador é ele notar que você domina o que tá fazendo. Uma postura bacana, amizade. Converso todos os dias com eles, cumprimento cada um. Durante o trabalho, eu grito, cobro, faço tudo que precisa fazer. Uma coisa que eu digo do futebol: nada é pessoal. Tudo é profissional.

OP – Teve problemas com algum jogador? Alan Mineiro e Germán Pacheco saíram do clube chateados.

RC – Não. Alan Mineiro, camisa 10 nato, tanto que tem feito sucesso no Vila Nova, jogador que tem uma visão de jogo fantástica. Muito bom tecnicamente, mas no meu entendimento ele estava um pouco abaixo. Não é que eu quis que ele fosse embora, não. Ele vinha entrando em vários jogos, mas precisava melhorar o condicionamento físico. Ele que sentiu que tinha que jogar em outro lugar. É digno de um atleta não se acomodar. O Gérman, ótimo jogador tecnicamente, tranquilo, mas queria mais minutos e eu não tinha condições de dar. Mas não tive problema com nenhum dos dois. Não tive nenhum problema de relacionamento durante esse período. O grupo que trabalhei só tenho elogios a fazer. Os caras foram fantásticos.

OP – Em que você acha que os treinadores brasileiros precisam evoluir para alcançar a Europa?

RC – Eu acho que nós aqui nunca vamos jogar igual à Europa. Na América do Sul não tem um poder aquisitivo que possa segurar um jogador muito tempo. Se os melhores estão lá, é óbvio que lá vai ser um futebol melhor. Se nós não temos a mesma qualidade de gramado, é óbvio que lá vai ser praticado um futebol melhor. Nós nunca chegaremos ao nível de jogo deles. Sobre os treinadores, não dá pra generalizar. Cada um tem um perfil, mas acho que gerir grupo passa a ser o essencial. E depois é tentar sempre se atualizar, desenvolver novos treinamentos e o mais importante: entender pra que o treino serve.

OP – Na imprensa nacional havia o tratamento do “Fortaleza de Ceni”. Isso te incomodava?

RC – Acho que é natural. É o centro onde eu joguei toda minha carreira e num clube só, então é muito marcante, cria uma identificação. Teu nome, os títulos, as vitórias. Então o Fortaleza, estando numa Série B, com alguém que esteve a vida toda na Série A, jogando Libertadores, então é normal que eles tratem assim. Não vejo como uma diminuição.

OP – Se imagina treinando a Seleção Brasileira no futuro?

RC – Eu gosto muito de trabalhar o dia a dia do clube. Quando eu jogava, gostava mais de trabalhar no clube que esporadicamente na seleção. Acho que a seleção brasileira é o ponto máximo que um atleta pode chegar, um treinador e dirigente também. É precioso o reconhecimento não só dos seus torcedores, mas de um país inteiro, só que não tenho como objetivo principal.

OP – Como é a sua relação com a cidade de Fortaleza e o povo cearense?

RC – Muito boa! Vou ser sincero, saio pouquíssimo aqui. Não conheço quase nada, nem as praias que são famosas. Acho que eu fui meia dúzia de vezes na praia em um ano. Mas gosto muito de ver o mar. Isso dá uma paz de espírito. E eu acho o povo muito alegre, receptivo, a cidade foi muito bacana comigo. Eu não conhecia muito do Nordeste, a não ser viagens pra jogar, e posso dizer que fiquei encantado com tudo. O clima é muito bom. É quente? É quente! Mas eu prefiro o calor que o frio. Sou muito grato à cidade, a maneira como me recebeu, que me trata todos os dias. Estando aqui ou não, vou levar pra sempre esse ano que vivi em Fortaleza.

OP – Qual sua análise do futebol cearense? O que é preciso evoluir?

RC – É preciso ter decisões tomadas mais cedo. Pretendo não ofender pessoas, mas quando se cobra uma melhoria no gramado é porque se quer ter um bom futebol. No interior a gente vê que precisa de melhorias, acho que isso é o principal. Pra se ter um bom campeonato tem que oferecer melhores condições.

OP – O que representa o Fortaleza Esporte Clube pra você hoje?

RC – Hoje é uma grande história de sucesso, um dos anos mais marcantes na minha vida. Ficará pra sempre na minha memória tudo que aconteceu aqui. Por se tratar do ano do Centenário, pelo título conquistado, pela forma como fui recebido. Pra mim, levarei o Fortaleza pra sempre no meu coração. Como diz a música, “pra sempre te amarei”, e eu com certeza vou levar esses cantos da torcida. Vou levar pra sempre como uma recordação muito bacana e um dos anos mais especiais da minha vida.

OP – Se o São Paulo é sua casa, o Fortaleza passará a ser a segunda?

RC – Com certeza! Hoje é a primeira (risos). Essa história vai estar sempre aqui. Eu falo pros jogadores que a melhor maneira de entrar pra história é conquistar títulos e eles conseguiram.

OP – Independente de ficar ou não, você deixa um legado no Fortaleza?

RC – Eu espero ter colaborado com alguma coisa. Não somente na parte técnica, mas principalmente com ideias futuras. Independente de estar aqui ou não, que eles possam dar sequência. Uma coisa eu te garanto: o Fortaleza continuará grande, com a minha presença ou não, fazendo as mesmas festas, os mesmos mosaicos no Castelão. O Fortaleza é o eterno amor daqueles que vão ao estádio todos os dias. Outros treinadores têm capacidade de vir e desenvolver o mesmo trabalho que eu desenvolvi. Nós somos uma peça e que tem que aproveitar o que a gente viveu aqui. Eu espero que daqui pra frente caminhe e permaneça o máximo de tempo possível na Série A.

Bastidores

A entrevista foi realizada na sala de imprensa do Fortaleza, no Pici, logo após a foto oficial pelo título de campeão da Série B. Assim que chegou, Ceni tirou as chuteiras e ficou à vontade. Garantiu que “responderia todas as perguntas” e o fez.

Na Prancheta

Antes e depois da entrevista, Rogério Ceni elogiou o programa “Na Prancheta”, do O POVO. “Você que faz o Na Prancheta? Eu vejo você. Assisti vários, quase todos eu vejo. Parabéns pelo seu programa, é bem bacana, tem análises boas. Eu observo todo comentário quando é baseado dentro das quatro linhas, de observação de jogo, e eu assisto sempre”, disse Ceni ao jornalista André Almeida, responsável pelo programa exibido no YouTube.

Presente

Ao fim da entrevista, Ceni recebeu do repórter Brenno Rebouças charge do cartunista Clayton, do O POVO, em homenagem ao título da Série B. “Ah, que legal! Muito obrigado. Vou guardar com certeza”, agradeceu.

(O POVO – Repórteres André Almeida e Brenno Rebouças Foto -Fábio Lima)

Em rodada quase perfeita, Ceará pode se afastar do Z4 nesta segunda-feira

Em uma rodada em que quatro das cinco equipes que disputam com o Ceará a permanência na Série do A do Campeonato Brasileiro perderam seus jogos nesse fim de semana, o Vozão poderá se afastar da zona de rebaixamento, na noite desta segunda-feira (19), diante do Fluminense, no Maracanã.

Com 38 pontos, mas com uma partida a ser cumprida hoje, a partir das 20 horas (horário de Brasília), o Ceará é a primeira equipe na boca do Z4, composta por América Mineiro (37 pontos), Chapecoense (37 pontos), Vitória da Bahia (36 pontos) e Paraná Clube (22 pontos), esse último já rebaixado para a Série B do próximo ano.

Em caso de vitória contra o Fluminense, o Vozão passará o Sport (38 pontos) e o Vasco (39 pontos) e ainda chegará à penúltima rodada da competição fora do Z4, independente do resultado em casa diante do Paraná, na noite do próximo domingo (24), pela 36ª rodada.

Se empatar, o Ceará mesmo assim passará o Sport e o Vasco, mas poderá entrar em campo contra o Paraná com o peso de estar no Z4, diante das partidas já realizadas de Vitória (enfrenta o Cruzeiro em Belo Horizonte), América Mineiro (pega o Palmeiras fora de casa) e Vasco (recebe o São Paulo). Chapecoense e Sport se enfrentam no mesmo horário da partida do Vozão.

Se perder para o Fluminense, o único beneficiado na rodada será o América Mineiro, que venceu o Santos, por 2 a 1. Todos os demais na luta contra o rebaixamento perderam suas partidas: Vitória 1×2 Atlético Paranaense; Corinthians 1×0 Vasco; Sport 0x1 Flamengo e Grêmio 2×0 Chapecoense.

(Foto – Arquivo)

Rampas de lixo continuam “decorando” pontos de Fortaleza

Coisa feia. É muito lixo em vários pontos do canteiro central da Avenida Domingos Olímpio, uma das principais de Fortaleza. A Prefeitura manda recolher, com caminhões em regime de prontidão, mas a população não colabora.

Fala-se sempre em investir em educação, mas esse tipo de cenário reina à vontade. E em todos os pontos da Capital.

Lamentável.

(Foto – Paulo MOska)

Interpol alerta: crime está mais “internacional e complexo do que nunca”

A organização internacional de Polícia Criminal Interpol adverte que o crime ficou “mais internacional e mais complexo do que nunca”, pediu uma maior colaboração de seus membros e destacou que a comunicação também é agora mais efetiva do que antes.

“O crime chegou a um ponto em que é mais internacional e mais complexo do que nunca; há uma nova dimensão que permite um grupo terrorista organizar algo usando só a internet”, declarou à imprensa o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock.

Em um encontro com jornalistas que antecede o início da 87ª Assembleia Geral da organização em Dubai, nesse domingo (18), Stock afirmou que há “uma situação no plano do terrorismo que chega a quase todo o planeta”.

“Vemos grupos criminosos que não são só um problema nacional, mas estão conectados com outros grupos no plano internacional”, garantiu.

Stock destacou, no entanto, que o número de alertas vermelhos ativos no mundo neste momento é de 57.299, isso porque o “sistema com que contamos é muito efetivo”, disse.

O dirigente da Interpol afirmou que “o sistema de avisos não conta só com alertas vermelhos, mas existem outros”, e que todas eles fazem parte de uma “ferramenta crucial para conseguir que o crime não se esconda em nenhum lugar do mundo”.

Stock afirmou que com este sistema são realizadas “detenções quase diárias no mundo todo de assassinos, estupradores, gente que explora crianças, traficantes e outros membros do crime organizado”.

Um ponto destacado na Assembleia Geral da Interpol, que engloba 192 países, é a decisão sobre se o Kosovo irá se tornar membro de pleno direito, o que abriria as portas a apresentar alertas vermelhos para os funcionários sérvios que o país dos Balcãs considera criminosos de guerra.

A Assembleia Geral da Interpol reúne em Dubai mais de mil delegados oficiais de 171 países, incluídos cerca de 40 ministros e 85 chefes de polícia de todo o mundo, que discutem as complexas ameaças do terrorismo e o crime, assim como os desafios para o futuro.

(Agência Brasil)