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Hospital Regional de Sobral é único do NE selecionado em projeto nacional de telemedicina

O Hospital Regional Norte (HRN), situado em Sobral, é o único do Nordeste selecionado para participar do projeto Qualificação da Assistência em Terapia Intensiva Pediátrica por Telemedicina (TELEUTIP). A iniciativa é coordenada pelo Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), em parceria com o Ministério da Saúde através do Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

O projeto, de acordo com a assessoria de imprensa do HRN, visa aproximar, com o uso da telemedicina, o médico intensivista e toda a equipe multidisciplinar do Moinhos de Vento a outras UTIs pediátricas do país. No Brasil, dois hospitais foram escolhidos para integrar o projeto. Além do HRN, o Hospital Geral de Palmas, em Tocantins, também foi selecionado.

“Estamos muito empolgados com a iniciativa. É uma oportunidade única de troca de conhecimentos, de melhoria na qualificação dos profissionais e, principalmente, na melhoria na assistência ao nosso paciente, que é nosso maior objetivo”, diz Manuela de Castro Monte Frota, coordenadora médica da UTI Pediátrica do HRN.

Desde dezembro além dos profissionais do HRN, os pacientes também são acompanhados por especialistas do Hospital Moinhos de Vento. Pedro Henrique, 9, é um deles. Ele mora em São Benedito, município que fica a 90 km de Sobral, e está internado há cerca de 20 dias na UTI Pediátrica do HRN, com um quadro de pneumonia agravada.

TELEUTIP

O projeto pretende qualificar e sistematizar o cuidado ao paciente crítico, por meio de atividades de educação permanente (EAD). Os quadros clínicos dos pacientes são apresentados em “rounds” diários (visitas médicas por meio da telemedicina), de segunda a sexta-feira, com discussão de casos clínicos entre a equipe multidisciplinar do HRN e os profissionais do Hospital Moinhos de Vento.

Serão produzidos artigos com evidências científicas atualizadas.

(Foto – HRN Sobral)

Evandro Leitão – De líder do governo a primeiro-secretário

O deputado estadual Evandro Leitão (PDT) está trocando a condição de líder do governo Camilo Santana (PT) na Assembleia Legislativa pela primeira-secretaria da Casa.

O seu nome já está definido na chapa eclética que José Sarto, futuro presidente do legislativo, vem fechando. Sarto anunciará a nova mesa numa coletiva.

A única pendência para fechar a nova mesa está na primeira vice-presidência. Estão cotados Osmar Baquit (PDT) e Moisés Braz (PT).

(Foto – ALCE)

Fabrício Queiroz vai assumir toda a culpa, informa colunista do O Globo

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O jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo,  informa: Fabrício Queiroz, ex-PM e assessor do senador Flávio Bolsonaro, vai assumir a culpa de tudo. Queiroz teria imposto apenas uma condição para ir para o sacrifício: que sua mulher, sua filha e sua enteada se livrem de quaisquer encrencas. Nada pode respingar nelas.

Não foi à toa, portanto, que Flávio na semana passada lançou um pepino na conta Queiroz.

Via nota oficial, escreveu: “A funcionária que aparece no relatório do Coaf foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz”.

A coluna informa ainda que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) estima que até a Semana Santa, portanto, meados de abril, decide o caso que envolve Flávio Bolsonaro e outros 26 deputados estaduais, além de seus assessores. Ou seja, define se a investigação prossegue ou se será arquivada.

Lauro Jardim afirma também que, durante a crise, o presidente Jair Bolsonaro tem ligado várias vezes por dia para falar com o filho.

(Com Revista Fórum/Foto – Reprodução do Facebook)

Governo publica resolução que determina fiscalização de barragens

O governo publica hoje (29) no Diário Oficial da União resolução que determina a fiscalização de todas as barragens do país. A publicação é feita poucas horas antes da reunião ministerial desta terça-feira, marcada para discutir mudanças na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). O pente fino sobre as condições desses empreendimentos foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro no mesmo dia do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte.

Pelo texto publicado hoje, os órgãos fiscalizadores terão que avaliar imediatamente a necessidade de remoção de instalações para garantir a integridade dos trabalhadores que atuam nesses locais. A determinação é de que seja dada prioridade a uma lista barragens classificadas como de “dano potencial associado alto” ou com “risco alto”.

O governo ainda recomenda auditorias em procedimentos da fiscalização de segurança de barragens e a atualização de cadastros desses empreendimentos para serem incorporados ao sistema nacional de informações. As empresas responsáveis pelas barragens também são cobradas pelo Executivo a cumprir recomendações de relatórios e atualizar dados de todos os empreendimentos periodicamente.

Em uma segunda resolução, também publicada nesta terça-feira, a Presidência da República determinou a continuidade de esforços “para o pronto atendimento às vítimas diretas e indiretas da ruptura da barragem do Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, e que mobilizem recursos humanos e financeiros para esse fim”.

(Com Agência Brasil)

Mauro Filho e Flávio Ataliba expõem proposta de reforma da Previdência para equipe de Bolsonaro

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Ataliba, Mauro Filho e Rogério Marinho, com equipe.

O secretário do Planejamento do Ceará, Mauro Filho, que foi também o coordenador do plano de governo de Ciro Gomes, então candidato a presidente da República pelo PDT, está reunido, nesta manhã de terça-feira, em Brasília, com o secretário especial da Previdência do Governo Bolsonaro, Rogério Marinho.

Mauro, que tem ao lado o seu secretário de Planejamento e Gestão na Seplag, Flávio Ataliba, expõe o plano que havia elaborado, no plano da previdência, para um governo cirista.

A reforma da Previdência incluída no plano de governo de Ciro consistia na “implementação de um sistema previdenciário multipilar capitalizado, em que o primeiro pilar, financiado pelo Tesouro, seria dedicado às políticas assistenciais; o segundo pilar corresponderia a um regime previdenciário de repartição com parâmetros ajustados em relação à situação atual; e o terceiro pilar equivaleria a um regime de capitalização em contas individuais”.

(Foto – WhatsApp)

Rodrigo Maia está a um passo da reeleição

Bolsonaro e Rodrigo Maia – Amigos para sempre.

Ao selar, na noite dessa segunda (28), acordo com o PP, o MDB e o PTB, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), praticamente garantiu a reeleição. É o que revela a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta terça-feira.

O acerto, inclusive, amplia a chance de ele liquidar a disputa no primeiro turno. A esquerda deve organizar bloco purista, beneficiando o democrata.

Como mostrou o Painel na noite dessa segunda (28), Maia conseguiu desfazer o único bloco que ameaçava sua reeleição ao comando da Casa.

(Foto – Pedro Ladeira, da Folhapress)

Tragédia em Brumadinho deixa o Conselho Estadual do Meio Ambiente em alerta

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Da Coluna O POVO Economia, de Neila Fontenele, no O POVO desta terça-feira:

A tragédia de Brumadinho serve de alerta para os processos de licenciamento. No Ceará, há uma proposta de reformulação das regras, cujo objetivo maior é a simplificação dos pedidos de licença. Amanhã, grupo de trabalho criado para avaliar 109 páginas e 39 artigos do projeto terá o seu último encontro antes da reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema), marcada para o dia 7 de fevereiro.

Há uma pressão da iniciativa privada para garantir rapidez nos processos e reduzir a burocracia, mas a análise de riscos deve ser criteriosa. O Coema possui representantes do governo, do mercado e da sociedade, e é o local apropriado para ocorrerem os embates, antes de qualquer decisão.

No caso das barragens, nossa maior desgraça sempre foi a falta de água e a demora para atingir sua capacidade máxima. Mesmo assim, já aconteceram desastres, embora em proporções bem menores do que os de Mariana e Brumadinho, mas com prejuízos. Um deles, no ano passado, quando uma barragem na região de Trairi destruiu o acesso a praias do Litoral Oeste.

Portanto, vale o acompanhamento das discussões.

(Foto – Arquivo)

Após cirurgia, Jair Bolsonaro passa o dia em repouso em São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro passa esta terça-feira (29) sob observação médica e em repouso, após sete horas de cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. De acordo com o último boletim médico, ele está “clinicamente estável, consciente, sem dor, recebendo medidas de suporte clínico, prevenção de infecção e de trombose venosa profunda”.

Por 48 horas, Bolsonaro deverá descansar, de acordo com as ordens médicas. Nesse período, o vice-presidente, Hamilton Mourão, assumiu o exercício da Presidência da República.

A operação de ontem (28) de Bolsonaro foi para reconstruir o trânsito intestinal e extensa lise de aderências decorrentes das duas cirurgias anteriores, conforme o boletim. Durante o ato cirúrgico, foi feita uma união do intestino delgado com o intestino grosso, segundo o hospital.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que durante a cirurgia não houve intercorrências nem necessidade de transfusão de sangue. A operação começou por volta das 7h e terminou em torno das 15h30. Bolsonaro deu entrada anteontem (27) no hospital.

A previsão é que o presidente da República tenha alta médica em 10 dias.

(Agência Brasil)

Tragédia em Brumadinho – Mourão comanda reunião ministerial dedicada ao caso

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, comanda hoje (29) reunião ministerial, no Palácio do Planalto, a partir das 9 horas. A reunião terá um tema único: a tragédia causada pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte.

A reunião ocorre no quarto dia de buscas por vítimas . Pelo último balanço, foram confirmadas 65 mortos, 279 pessoas desaparecidas e 135 desabrigados. Ontem (28), o Gabinete de Crise da Presidência se reuniu em duas etapas – pela manhã e à tarde.

Recomendações

Ao final, o governo federal anunciou que será publicada hoje (29) recomendação aos órgãos reguladores para promover fiscalizações, nos estados, observando todas as barragens, que têm ameaças à vida humana.

A medida inclui também a exigência das empresas para imediata atualização dos seus planos de segurança de barragens. Deverá ser criado um grupo de trabalho para atualizar a lei que etabeleceu a política nacional de segurança de barragens.

A orientação é para que os órgãos fiscalizadores avaliem a necessidade de remoção de estruturas próximas às barragens, como forma de resguardar a integridade dos trabalhadores.

Foco

Mourão afirmou ontem que o desastre ocorrido em Brumadinho impôs uma mudança na pauta do encontro. Esta semana, os ministros discutiriam governança. A questão também foi abordada pelo secretário de Geologia, Mineração e Transformação Natural do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal.

(Agência Brasil)

Ataques criminosos impactam na venda do comércio. Lojistas querem prorrogar pagamento do ICMS

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta terça-feira:

Há um pleito dos lojistas de Fortaleza sobre a mesa da secretária da Fazenda, Fernanda Pacobahyba: eles pedem que o recolhimento da primeira parcela do ICMS relativo às vendas de dezembro seja parcelado em três vezes mensais e consecutivas, com dispensa de juros e multas.

A justificativa das entidades do ramo é de que, mesmo com vendas boas se registrando por conta do Natal, a onda de ataques criminosos que chegou a afetar o transporte coletivo acabou sendo um duro golpe no faturamento.

“Nos primeiros dias dos ataques, tivemos lojas fechadas e, nas semanas seguintes, queda de mais de 50 por cento no movimento”, diz para a coluna o presidente do Sindilojas, Cid Alves. “Comparado com janeiro de 2018, tivemos queda real de 8 a 10 por cento no movimento. Queremos pagar, mas parcelando, como forma de não termos problemas de atraso também no pagamento de salário do nosso pessoal”, acrescenta o empresário.

A Sefaz, no entanto, até agora, não deu resposta.

Cartão Mais Infância será retomada a partir de fevereiro

O governador Camilo Santana anunciou, nessa segunda-feira (28), que o Cartão Mais Infância vai retornar a partir de fevereiro. Trata-se de um programa de transferência de renda que beneficia cerca de 50 mil famílias em situação de vulnerabilidade. O benefício de R$ 85 mensais é pago a famílias cearenses com crianças de 0 a 5 anos e 11 meses, incluídas no cadastro único para programas sociais do Governo Federal (CadÚnico). O objetivo é reduzir desigualdades sociais e a extrema pobreza no Estado.

“Dados do Ipece apontam que a maior extrema pobreza do Estado está na fase inicial da vida, entre 0 a 6 anos. Por isso, em 2017, criamos o Cartão Mais Infância Ceará. Se não cuidarmos bem da criança nesta fase, se ela não for bem alimentada, estimulada, tiver um ambiente adequado, pode comprometer o restante da vida. Por conta da legislação eleitoral de 2018, o programa foi suspenso. Mas a boa notícia é que vamos pagar já a partir de fevereiro o equivalente ao mês de janeiro. É uma forma de contribuir com a renda, independente do Bolsa-Família”, disse o governador.

O cartão é mais uma ação do Programa Mais Infância Ceará, idealizado pela primeira-dama do Estado, Onélia Santana, em prol do desenvolvimento das crianças cearenses. O total anual do benefício pago pelo Governo do Ceará é de cerca de R$ 50 milhões.

(Foto – Divulgação)

Na disputa pelo comando do senado, MDB está entre Renan Calheiros e Simone Tebet

A bancada do MDB no Senado se reúne hoje para tentar evitar uma fissura no partido às vésperas da eleição para o comando da Casa. Os emedebistas vão decidir se mantêm a candidatura de Simone Tebet (MS) à presidência do Senado ou se lançam o senador Renan Calheiros (AL).

O temor de representantes da cúpula do partido é de que o MDB chegue na sexta-feira, dia da eleição, dividido entre dois candidatos, o que representaria, nas palavras de um cacique da sigla, uma “fratura exposta”.

Ontem, o presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), propôs um acordo que resulte numa candidatura única.

A presidência do Senado é vista como uma forma de a legenda manter poder após as eleições de 2018, quando o MDB viu suas bancadas no Congresso diminuírem significativamente. Na Câmara, o partido caiu de 66 deputados eleitos em 2014 para 34 em 2018; no Senado, o número de parlamentares eleitos baixou de 18 para 12.

Simone, porém, tem dito aos membros do partido que deve disputar o comando da Casa mesmo que Renan obtenha a maioria dos votos na bancada. Neste caso, ela se lançaria como candidatura avulsa contra o alagoano e os dois disputariam os votos dos outros senadores no plenário. Na avaliação de aliados da senadora, o maior obstáculo para sua vitória é o poder de articulação de Renan dentro da sigla. Nas outras bancadas da Casa, no entanto, Simone teria um cenário mais favorável.

O impasse e a possibilidade de um tensionamento fizeram com que aliados de Renan buscassem, inclusive, o apoio do ex-senador José Sarney (MDB-MA), que costuma influenciar as decisões do partido. Sarney teria elogiado a conduta Simone, mas indicado que Renan tem mais força para vencer a disputa na Casa.

Ainda assim, a senadora espera que, nos próximos dias, o PSDB, do senador Tasso Jereissati (CE), defina um posicionamento favorável a ela na eleição. A expectativa é de que os tucanos anunciem que, caso o MDB decida pelo nome de Simone, o PSDB lhe dê apoio. Simone ainda tenta atrair integrantes da bancada do PSD e do PSL, contando com ajuda do Major Olímpio (PSL-SP).

(Agência Estado)

Editorial do O POVO – Construção pesada pede socorro

Com o título “Construção pesada pede socorro”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira:

A possibilidade de que 30% das 18 empresas afiliadas ao Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Ceará (Sinconpe-CE) fechem as portas, este ano, caso não forem tomadas iniciativas por parte do governo federal para reativar o setor, foi a notícia mais impactante, em termos locais, ontem.

A preocupação, porém, é mais extensa, pois a construção pesada consome insumos que vão de minerais a maquinários, e sua retração impacta negativamente na geração de emprego e renda em diferentes setores da economia.

No caso do Ceará, a construção pesada – que já teve 7% de participação no PIB estadual – sofreu os impactos da retração da economia brasileira. As obras federais de grande porte, no Estado, são poucas e todas estão atrasadas por falta de verba. Um dos exemplos é o Anel Viário de Fortaleza cujos serviços já duram quase dez anos. Para sobreviverem, as empreiteiras cearenses têm-se agarrado a projetos de construção de estradas estaduais, que receberam aporte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Mais: o setor tem-se deparado com a oneração crescente da produção, decorrente da variação do preço do cimento asfáltico de petróleo, reajustado a cada 15 dias, para atender à nova política de preços da Petrobras, vinculada agora aos preços internacionais. O governo brasileiro tem preferido, ao invés de se refinar o petróleo encontrado, agregando-lhe valor, exportá-lo na forma de óleo cru e facilitar a proliferação de empresas importadoras. Estas, para manter margens de lucros atrativas, estabelecem em contrato a paridade com os preços aplicados pelo mercado internacional.

Os preços baseados no dólar impactam diretamente os custos da produção do asfalto, insumo imprescindível da indústria da construção pesada. Ademais, o setor foi um dos que mais sofreram com o desmonte das grandes empreiteiras, a partir do surgimento dos escândalos revelados pela Operação Lava Jato. Esta poderia ter punido as empresas envolvidas em irregularidades, sem levá-las à falência, salvaguardando empregos e tributos, como fazem países desenvolvidos quando se deparam com crimes semelhantes.

Os empresários esperam que o novo governo retome as obras públicas paralisadas e faça novos investimentos no setor. Por óbvio, há de se levar em conta a crise pela qual passa o País, não havendo, portanto, recursos disponíveis para aplicar em todos os segmentos. No entanto, há de se levar em conta que a recuperação dessa indústria trará impacto virtuoso em outras áreas, devido aos diversos tipos de insumo utilizados na construção pesada.

Assim sendo, haveria a retomada da produção em vários outros setores industriais, contribuindo para redução do desemprego.

(Editorial do O POVO)

Copa do Nordeste – Fortaleza volta a esbarrar no CSA, mas mantém liderança do Grupo A

Ainda não foi dessa vez que o torcida tricolor “exorcizou” o CSA, que há 17 anos mantém o tabu, diante do Fortaleza, agora com nove jogos.

Na noite dessa segunda-feira (28), em pleno Castelão, as duas equipes não saíram do empate sem gols, no complemento da segunda rodada da Copa do Nordeste.

O consolo da equipe cearense é a liderança do Grupo A, com quatro pontos. O Ceará lidera o Grupo B, com a mesma pontuação.

O Fortaleza volta a campo no domingo (2), diante do Botafogo da Paraíba, em João Pessoa. Já o Ceará só volta a jogar no dia 9, no Castelão, contra o Altos do Piauí.

(Foto: Reprodução)

Tragédia em Brumadinho – Engenheiros que prestaram serviço à Vale são alvo de prisão

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(ATUALIZAÇÃO Às 8h22min)

Cinco mandados de prisão foram expedidos pela Justiça Estadual de Minas Gerais contra engenheiros que atestaram a segurança da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na última sexta-feira. Os mandados foram cumpridos pelo Ministério Público de ão Paulo e a Polícia Civil nesta manhã desta terça-feira (29), informa o Portal G1.

Na noite de segunda-feira (28), a Defesa Civil de Minas Gerais informou que há 65 mortos e 279 desaparecidos após tragédia provocada pelo rompimento da barragem da mineradora Vale, na região metropolitana de Belo Horizonte. Nesta terça-feira, começa o quinto dia de buscas no local.

A prisão dos engenheiros em São Paulo ocorreu no bairro de Moema e na Vila Mariana, Zona Sul da cidade. As ordens de prisão foram expedidas pela Justiça no domingo.

As ações em São Paulo, parte de uma operação que também se desenvolve em Minas Gerais, são coordenadas por promotores do núcleo da capital do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP de São Paulo, e pelo Departamento de Capturas (Decade) da Polícia Civil paulista.

A Polícia Federal em São Paulo também participa da operação e cumpre, neste momento, dois mandados de busca e apreensão em empresas que prestaram serviços para a Vale. O nome das empresas ainda não foi divulgado.

Suspeita de documentos fraudados

Os investigadores apuram se documentos técnicos, feitos por empresas contratadas pela Vale e que atestavam a segurança da barragem que se rompeu, foram, de alguma maneira, fraudados.

Toda a operação é coordenada por policiais, promotores e procuradores de Minas Gerais. A força-tarefa envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Estadual e Federal e a Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem, outras três pessoas haviam sido presas em Minas.

Sobe para 65 número de mortos em Brumadinho; desaparecidos somam 279

O número de mortos após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG), subiu para 65, segundo informações divulgadas pela Defesa Civil de Minas Gerais. Dos 65 mortos, 31 foram identificados.

A Defesa Civil informou que há 279 pessoas desaparecidas e 386 foram localizadas, entre funcionários da Vale e moradores da região. Há ainda 135 desabrigados. Segundo a Defesa Civil, foram resgatadas com vida 192 pessoas.

Para o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Flávio Godinho, o momento não é para doações. Ele negou a existência de contas bancárias para doações financeiras.

A previsão é que as operações de resgate durem semanas devido às dificuldades de locomoção e dos trabalhos em si. As ações começaram há três dias. Equipes do Corpo de Bombeiros conseguiram localizar o imobiliário do refeitório, no local estavam alguns corpos. Os bombeiros tiveram dificuldades ao longo dessa segunda-feira (28) por causa dos drones que estão na região. Esses equipamentos atrapalham o sobrevoo das aeronaves da corporação.

(Agência Brasil)

Chacina das Cajazeiras – Sobreviventes reclamam da falta de assistência

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É com suspiro e desânimo que uma das sobreviventes da Chacina das Cajazeiras, que completou um ano no dia 27, recebe mais uma equipe de reportagem. “Ninguém vem aqui para me dar um auxílio. Só vem me fazer lembrar da minha dor”, diz, às lágrimas. Rodeada pelos filhos, ela, que terá a identidade preservada, reclama não ter tido nenhum tipo de apoio por parte do Poder Público.

Conforme a Defensoria Pública e a Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social de Fortaleza (SDHDS) houve sim atendimento às vítimas. No entanto, a defensora pública Gina Moura, coordenadora da Rede Acolhe, reconhece que os órgãos esbarraram em problemas como a resistência das famílias, devido ao medo, e a falta de políticas públicas próprias à assistência de vítimas da violência. A rede realiza assistência jurídica e faz a articulação com equipamentos públicos de assistência social, como os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

O POVO conversou com uma fonte ligada a uma igreja do bairro que teve contato com quase todas as famílias das 14 vítimas mortas no Forró do Gago.

Foi no templo que muitas doações chegaram para familiares e sobreviventes. Assim como outros lideranças religiosas do bairro ouvidas pela reportagem, a religiosa, cuja identidade é preservada, endossa a falta de assistência governamental. “Quem abrigou foi a comunidade”, diz. Apesar das perdas irreparáveis para todas as famílias, ela destaca a situação ainda mais vulnerável de duas famílias em especial, que perderam os responsáveis pelo sustento de suas casas.

Uma é a família de um homem, que o tinha como único provedor. Dois filhos têm graves problemas de alergia e dependem de medicação. “A mistura, para comida, é o mais difícil. O resto a gente até consegue”, diz a religiosa.

Outro caso que ela cita é o da família de uma mulher. A filha mais velha é quem ficou com a responsabilidade de criar os irmãos. “A casa onde moram é muito pequena, é só uma parede no meio, tem o piso todo arrebentado”. É o Bolsa Família o responsável pelo sustento.

A sobrevivente ouvida por O POVO ainda revela condições financeiras agravadas com as chuvas. Morando em uma rua sem saneamento adequado, a lama entrou na casa e fez com que ela perdesse alguns dos poucos móveis. Foi com doação que o portão da residência foi restaurado, por exemplo. “Recebo as coisas que me dão, não vou ficar pedindo”.

Gina Moura afirma que faltam políticas públicas que garantam renda a essas famílias. Além disso, cita, existem carências nos equipamentos de socioassistência, como o desaparelhamento e a alta rotatividade dos profissionais. “A gente quer, acima de tudo, reforçar isso (a assistência às vítimas) como uma política de segurança pública, que venha minimizar os efeitos dessa violência e, inclusive, prevenir no futuro”, afirma a defensora.

O POVO entrou em contato com a SDHDS para saber sobre a atuação da pasta na assistência referente ao caso da Chacina das Cajazeiras, mas até o fechamento desta página não obteve retorno.

Doações

Entre locais para fazer doações em prol das vítimas da chacina está a Capela Nossa Senhora de Guadalupe. O endereço é Rua Lucia Helena do Nascimento, 193 – Cajazeiras.Telefone: (85) 3474 0917.

(O POVO – Lucas Barbosa/Foto – Mateus Dantas)

Prefeitura publica decreto flexibilizando emissão de licenças ambientais

A Prefeitura de Fortaleza publicou ontem o Decreto Nº 14.335, que simplifica licenciamentos, emissão de documentos, autorizações e permissões de natureza urbana e ambiental. A iniciativa faz parte do Programa Fortaleza Competitiva. O documento foi assinado pelo prefeito Roberto Claudio (PDT) e, conforme nota do Executivo municipal, torna o ambiente regulatório da Capital mais eficiente.

Dentre os benefícios listados da mudança está “a redução do número de documentos exigidos, sem prejudicar o rigor técnico”, para a emissão dos alvarás de construção e funcionamento, “reduzindo, em 50% ou mais”, os documentos obrigatórios.

“Este decreto tem sentido prático, diminuindo o número de exigências para um conjunto de obrigações da Prefeitura, como licenças e alvarás. Estamos reduzindo e simplificando o número de documentações”, afirma o prefeito.

Conforme a secretária do Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza, Águeda Muniz, a nova legislação beneficia o cidadão, o poder público e o comércio, por meio da redução de documentos para alvarás e licenças. “O cidadão apresentava 16 documentos para a emissão do alvará de funcionamento, agora, somente oito”.

Sisu inscreve mais de 1,8 milhão de estudantes

Cerca da metade dos estudantes que poderiam participar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) não se inscreveu no programa, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). Ao todo, o Sisu registrou 1.823.871 inscritos, o que representa 51% dos cerca de 3,5 milhões de candidatos que preenchiam os critérios para concorrer às vagas em instituições públicas do ensino superior. Para participar do Sisu, era preciso ter feito o Enem 2018 e ter obtido nota acima de 0 na prova de redação.

O número de inscritos deste ano é também o menor desde 2012, quando 1.757.399 candidatos se inscreveram no programa. No ano passado, na primeira edição do ano, o total ficou em 2.117.908. Nos últimos anos, o número de participantes do Enem também apresentou queda. Em 2018, foram 4,1 milhões contra 4,7 milhões em 2017.

Os resultados do Sisu foram divulgados hoje (28) e estão disponíveis na página do programa na internet e pelo aplicativo.

Segundo o MEC, o percentual de participantes dentre os que estavam aptos a se inscrever no programa é “compatível com a média das edições anteriores”. A pasta diz ainda que as dificuldades de acesso ao sistema, sobretudo nos primeiros dias de inscrição, não impediram a participação dos estudantes. “A decisão do MEC em prorrogar as inscrições trouxe tranquilidade ao processo, garantindo que todos os candidatos tivessem a oportunidade de fazer a seleção, não havendo prejuízo a nenhum estudante”, diz o ministério em nota.

Matrículas
Aqueles que foram selecionados devem fazer a matrícula nas instituições de ensino, no período de 30 de janeiro a 4 de fevereiro. Os estudantes devem ficar atentos aos dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição em edital próprio.

Quem não foi selecionado pode ainda participar da lista de espera. A adesão pode ser feita na página do Sisu, a partir desta terça-feira (29), até o dia 5 de fevereiro. Esses alunos serão convocados pelas próprias instituições de ensino a partir do dia 7 de fevereiro.

Ao todo, o Sisu oferece, nesta edição, 235.461 vagas em 129 instituições públicas de todo o país.

(Agência Brasil)