Blog do Eliomar

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Fiec discutirá gargalos às exportações cearenses

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O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC), Roberto Macêdo, coordenará nesta quinta-feira, a partir das 10h30min, na sede da entidade, uma reunião para discutir os gargalos às exportações cearenses. Participarão do encontro o assessor para assuntos internacionais do governo do estado, Hélio Leitão, o presidente da Câmara Brasil Portugal no Ceará, José Maria Macall Zanocchi, o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Roberto Smith, e representantes da ZPE e do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede). Do encontro, sairá um elaborado pela Comissão de Comércio Exterior do Ceará (CCE).

O documento aponta gargalos em três áreas: logística, estratégica e com relação aos órgãos intervenientes. Entre eles a ausência de promoção comercial estruturada dos produtos cearenses no mercado internacional, insipiência de uma cultura exportadora nos órgãos públicos e nas empresas, ausência de pontos de apoio às exportações no interior, ausência de linhas marítimas para países africanos, número reduzido de destinos internacionais atendidos via aérea, recursos humanos insuficientes nos processos de desembaraço aduaneiro e problemas documentais.

Serão debatidos projetos em andamento como a viabilização de rotas marítimas para a África e rotas aéreas para a Rússia, as oportunidades advindas da realização da Copa do Mundo 2014 e projetos do Sistema FIEC, como o Indústria Viva e o Integra Brasil – Fórum Nordeste no Brasil e no Mundo. Estará em discussão, ainda, a criação de uma Câmara Temática de Comércio Exterior, no âmbito da Adece.

(Com Site da Fiec)

Ministro da Integração quer levar Dilma para visitar obras do São Francisco

“O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, informou hoje (31) que quer levar a presidenta Dilma Rousseff, para visitar as obras de transposição das águas do Rio São Francisco. “Em setembro queremos levar a presidenta para visitar todas as frentes de serviço. Acreditamos que em setembro, vamos ter mais de 8 mil pessoas mobilizadas e mais de 3 mil equipamentos empregados na obra”.

De acordo com ele, até lá, 50% da obra estarão concluídos. Até junho de 2013, foram gastos R$ 3,4 bilhões com o empreendimento, orçado em R$ 8,2 bilhões. Bezerra participou na manhã desta quarta-feira do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.”

VAMOS NÓS – E aí, o ministro vai convidar também o governador Eduardo Campos (PSB), seu padrinho político em Brasília, para essa visitinha?

Câmara Municipal abre trabalhos nesta 5ª feira. Prefeito RC não confirmou presença

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Nesta quinta-feira, a partir das 9 horas, a Câmara Municipal de Fortaleza promoverá sessão solene de abertura dos trabalhos do segundo período legislativo de 2013. O prefeito Roberto Cláudio (PSB), segundo sua assessoria de imprensa, ainda não decidiu se vai comparecer ao ato ou se mandará representante.

O prefeito sempre comparece para fazer a leitura da mensagem do Executivo para os próximos meses, ao tempo em que presta contas das atividades desenvolvidas no primeiro semestre de gestão.

A abertura dos trabalhos constará do hasteamento das bandeiras, na Praça da Cidadania Barros Pinho. Em seguida, no plenário Fausto Arruda, o presidente da Casa, Walter Cavalcante (PMDB) abrirá os trabalhos 

Caso Cocó – Só o prefeito é são?

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O jornalista Haroldo Barbosa, assessor de imprensa do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort), deixou o seguinte comentário no Blog acerca do artigo do professor João Arruda (UFC), que bate duro na oposição que grupos de ambientalistas e políticos fazem contra a construção de dois viadutos no encontro da avenida Antonio Sales com Engenheiro Santana Júnior. Confira:

Lamento decepcioná-lo professor João Arruda, mas, na verdade, viramos reféns de uma concepção de cidade que privilegia o uso do automóvel sobre o transporte coletivo e o senhor parece ser partidário exacerbado desta.
Os indignados tem sim fortes argumentos técnicos. Que o digam seus colegas, os professores da UFC (Geografia e Arquitetura) Jeovah Meireles, José Sales, Clarice Sampaio e outros que veem na construção de viadutos no Cocó não só o dano ambiental ao Parque, mas os impactos urbanísticos negativos que surgiriam em consequência.

Há alternativas técnicas e viadutos não resolvem problema de tráfego. Só aumentam. Quer resolver o problema da mobilidade urbana? Por que o prefeito e o governador não investem em um transporte público de qualidade? O senhor já andou de ônibus ou van em Fortaleza? Sabe o caos que é? Por que não há cobrança efetiva pelo funcionamento do Metrofor, que está somente com 11 anos de atraso?

Se os viadutos são tão corretos, por que há três ações do MPE e do MPF pedindo a suspensão da obra? Por que há um laudo do Ibama dizendo claramente que a Prefeitura cometeu crime ambiental? Por que a Policial Federal instaurou inquérito para apurar este crime? Insanidade é querer impor uma obra que só beneficia construtoras. Ou há algo mais? O senhor acha que seus colegas professores, o MPE, o MPF, o Ibama e a PF são insanos? Só o prefeito é são? Lamento muito, mas não creio nisso, não.

* Haroldo Barbosa

Jornalista.

Confiança do comércio na economia cai 3,4% em julho

“O Índice de Confiança do Comércio (Icom) atingiu em julho o menor nível da série histórica iniciada em março de 2010, divulgou hoje (31) a Fundação Getúlio Vargas. A queda registrada alcançou 3,4%, taxa 0,4 ponto percentual menor que a de junho, que chegou a 3%. De acordo com a FGV, os resultados sugerem desaceleração do setor no início do terceiro trimestre de 2013, com piora concentrada na avaliação do momento presente, enquanto as expectativas para o futuro variaram com menor força. Uma possível explicação para esse comportamento apontada pela fundação são os protestos realizados em diversas cidades do país.

Na comparação do trimestre encerrado em julho com o mesmo período do ano passado, a taxa que avalia a situação atual recuou 4,6%, 0,7 ponto percentual a mais que junho, em que a retração tinha sido 3,9%. A diferença fica mais expressiva quando analisados os meses isoladamente. Em julho deste ano, em relação ao do ano passado, a taxa caiu 7,7%, enquanto em junho havia recuado 3,7% na mesma base de comparação.

A variação do Índice de Expectativas, que mede o otimismo ou o pessimismo dos comerciantes, aumentou de -2,5% para -2,6% do trimestre encerrado em junho para o trimestre encerrado em julho, ambos comparados aos mesmos períodos do ano passado. Nos dados mensais, houve melhora da situação, com a variação do índice evoluindo positivamente de -3,7% em junho para -1,6% em julho.”

(Agência Brasil)

O Programa Mais Médicos e uma resposta a Adib Jatene

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Com o título “Uma resposta(ou indagações) ao médico Adib Jatene“, eis artigo de Felipe Bastos Gurgel Silva, engenheiro aeronáutico pelo ITA e doutorando em Finanças pela Cornell University. 

Imaginem aquela relação (namoro) na qual uma das partes está demasiadamente desgastada do não compromisso e falta de consonância da outra. A típica sensação de latência que, embora incomode, não chega a ser crítica o suficiente para levar ao fim. O chamado comodismo com o estado permanente de insatisfação. Pois bem, normalmente nesses casos, basta um fato isolado para atingir a “energia de ativação” e desencadear num processo rápido e culminante que leve ao rompimento.

Na minha modesta percepção, essa anedota descreve perfeitamente a relação entre o Governo Federal e a classe médica brasileira nos últimos meses, desde quando se deu o início das discussões acerca da importação de “escravos” médicos cubanos para atuar no SUS. Se o período de debates envolvendo o “Revalida”, os problemas reais do SUS, a distribuição geográfica dos médicos no país, etc., ilustravam o chamado “namoro empurrado com a barriga”, os eventos pontuais da última semana (Programa “Mais Médicos” e veto ao Ato Médico) não podem sequer serem considerados “a gota d’água”. Se o balde estava “cheio a menos de uma gota”, o que o Governo fez foi colocar o balde debaixo das Cataratas do Iguaçu. Realmente, o totalitarismo chega a ser tão absurdo que Mussolini e Stalin ficariam orgulhosos.

Faço uma pequena pausa para uma breve apresentação. Primeiramente, não, não sou médico. Minha relação com a medicina é, nada mais nada menos, a de mero consumidor final do produto do conhecimento de seus profissionais (médicos). De forma mais direta, sou o que se denomina “paciente” – assim como todos de nossa sociedade, inclusive os médicos, se nunca foram um dia certamente serão. Bom, talvez eu tenha uma conexão levemente mais próxima com a ciência médica do que um puro leigo, por ter nascido e crescido em uma família de médicos – e por ter vários amigos que optaram em seguir essa profissão.

Enfim, desde quando o programa “Mais Médicos” foi lançado, o “resumo dos melhores capítulos” da semana nessa novela poderia ser descrito em poucas palavras. A maioria absoluta dos médicos (e demais profissionais da área de saúde) mostrou-se veementemente contrária ao programa, em especial à extensão do curso de medicina em dois anos de serviços obrigatórios no SUS. Talvez o percentual de rejeição seja levemente mais baixo dentre os não médicos, mas certamente existe uma relação não desprezível do ponto de vista estatístico entre a rejeição da medida e o conhecimento (de fato) de valores democráticos e libertários por parte do indivíduo. Obviamente, opiniões favoráveis também foram expostas – muitas delas por parte de pessoas ligadas ao governo. De fato, opiniões favoráveis ao programa, desde que tecnicamente embasadas e logicamente fundamentadas, devem sim ser ouvidas. Contudo, uma frase me chamou bastante atenção – e é justamente sobre essa frase que gostaria de refletir nesse texto.

O conceituado médico e ex-ministro da Saúde, Sr. Adib Jatene, ao defender a extensão do curso em dois anos de serviços obrigatórios no SUS, afirmou que “médico tem que ser especialista em gente”. Foi justamente depois de ouvir (e ler) tal afirmativa que me motivei a escrever esse simples ensaio, afinal, a frase destoa por duas características indissociáveis: 1) a absurda desconexão do termo em si, “especialista em gente” e 2) o fato de tal frase, com vastas possibilidades semânticas, ter sido declarada por uma pessoa com o currículo do Sr. Jatene. Afinal, sem cairmos em verbosidades desnecessárias, perguntemo-nos: o que vem a ser esse tal “especialista em gente”? Ou melhor, o que o Sr. Jatene quis dizer com essa nova “especialidade médica”? Com toda sinceridade, se a frase me fosse exposta sem apresentar o nome do autor e me fosse perguntado quem a proferiu, acho que meu “best guess” seria, talvez, Dadá Maravilha (“Se der, deu. Se não der, não deu!”).

Trazendo um pouco de razão ao questionamento, eu consigo imaginar duas possibilidades (ou intenções semânticas) para o “especialista em gente” que o Sr. Jatene tanto defende. Abaixo analiso cada uma delas, em separado:
Possibilidade 1: Realmente quando o Sr. Jatene falou “especialista em gente” ele quis se referir ao fato de o médico ser um especialista no ser humano como ente biológico. Ou seja, ser especialista significa dominar, em profundo conhecimento, o organismo humano como um sistema dinâmico complexo e seus subsistemas, tanto anatômica como fisiologicamente. Através desse conhecimento básico, imagino que se construam os alicerces para o domínio dos tratamentos e procedimentos que constituem a medicina propriamente dita. Parafraseando Dráusio Varella, “a função da medicina é aliviar o sofrimento humano”. Simply like that! Tudo isso associado a uma boa carga horária de matérias de ética profissional – afinal, a carreira do médico em si envolve elevado grau de responsabilidade civil.
Como falei anteriormente, não sou médico, mas acho que o bom senso de um mero usuário da medicina me faz crer que essa é a descrição do que espero da formação ACADÊMICA de um médico. Ou seja, se de fato o “especialista em gente” significa um médico com elevado conhecimento teórico, experimental e com responsabilidade social, então concordo em gênero, número e grau com o que o Sr. Jatene falou! Mas, me pergunto: como que, em plena segunda década do século XXI, alguém descobriu, como num passe de mágica, que a formação típica de graduação em seis anos não era suficiente para fornecer isso aos médicos? Ao longo desses meus 30 anos de vida, já precisei de serviços médicos inúmeras vezes – seja para tratar de simples viroses a um acidente de carro em 2008. E, sendo bem sincero, tirando pouquíssimas exceções, via de regra, tive meus problemas resolvidos pelos profissionais que me atenderam.

Agora querem me dizer que seis anos não são suficientes como graduação? Ou melhor, que todos os médicos que me atenderam tinham formações deficitárias? É isso mesmo? Tirando um pouco o meu egocentrismo, o Governo Federal quer dizer então que temos 400 mil médicos no Brasil que fizeram graduação em seis anos (dos quais boa parte continuou seus estudos em residências médicas) mas não são “especialistas em gente”, como disse o Sr. Jatene. São, portanto, incapazes de exercer a profissão! Entendi corretamente, Sra. Presidente (com “E” no final)?
Apesar de suas bizarrices, ainda acho difícil que a Possibilidade 1 seja a real. Apresento, portanto, a segunda possibilidade – cuja raiz chega a ser bem mais negativa que a primeira. Possibilidade 2: Quando o Sr. Jatene falou em “especialista em gente”, a carga semântica da expressão atravessou o lado técnico e abraçou uma causa ideológica “esquerdopata”. Ele quis dizer que “o médico não completa sua formação na faculdade, mas sim na prática”. Ou melhor, que “mais importante que dominar a anatomia é entender de fato os problemas de nossa gente”.

Quando argumentos beiram o ridículo, a resposta deve ser estruturada, justamente para expor suas falácias. Sendo assim, vamos por partes. Quanto à ideia de que “o médico não completa sua formação na faculdade”, Sr. Jatene, lamento informar-lhe, mas isso não é uma característica exclusiva da medicina (ou mesmo da área de saúde). Pegue, por exemplo, o caso da formação acadêmica de um engenheiro (minha graduação). Os primeiros anos são focados em matérias de ciências básicas (matemática, física etc.) e os períodos disponíveis para estágios são normalmente restritos às férias escolares. À medida que o curso se aproxima do final, as matérias começam a focar mais na aplicação dos fundamentos teóricos em problemas experimentais, assim como a disponibilidade para estágios (muitas vezes curriculares) passa a ser maior. Assim, ao se formar, a transição entre a vida acadêmica e a carreira profissional não precisa ser mais abrupta do que já é. Mesmo assim, no seu primeiro dia de trabalho, você acha que um engenheiro recém-formado é colocado numa situação de total domínio de sua profissão? Claro que não! O aprendizado, mesmo que na vida pós-acadêmica, é um processo contínuo e constante. Mais ainda, esse modelo não é exclusivo da engenharia, mas cursos como economia, administração de empresas, etc., também seguem essa lógica.
Esse framework é de certa forma padrão para qualquer carreira que envolva elevado nível de capital intelectual.

Existe uma formação acadêmica, com forte base teórica e experimental, que pouco a pouco dá espaço a estágios a medida do momento que se transaciona do ambiente universitário para a vida profissional. E quando se começa a carreira propriamente dita, nem mesmo os mais brilhantes está, obviamente, 100% preparado para lidar com todos desafios do mundo real. A vivência, a experiência de problemas passados e as relações interpessoais continuamente calibram a escala do bom profissional. E isso vale, inclusive, para os grandes outliers. Ou você acha que Armínio Fraga quando era recém-concludente do Ph.D. em economia de Princeton sabia macroeconomia no mesmo nível que hoje, após uma carreira brilhante como hedge fund manager, passando pela presidência do Banco Central do Brasil?
O segundo sub-argumento chega a ser ainda mais nefasto, pois nele está escondido o total desprezo por parte da filosofia esquerdista ao conhecimento científico e acadêmico. Quem argumenta que “é mais importante pra um médico entender os problemas pessoais do paciente do que dominar anatomia e fisiologia humanas”, também pode transladar o mesmo absurdo para demais áreas do conhecimento humano. Ora “bom engenheiro aeronáutico é aquele que tem fotos de avião no quarto, não o que estudou aerodinâmica”. Ou “bom economista é o partidário do Bolsa Família, não o que domina o modelo IS-LM ou consegue distinguir Milton Friedman de Keynes”.

Não me levem a mal. Não tenho desprezo por entender problemas práticos ou mesmo agir com ética e responsabilidade social. O que repudio, sim, é essa cultura de menosprezar o conhecimento técnico, como se o conhecimento do mesmo (e de suas limitações) não fosse essencial para a aplicação às situações reais. E por que a esquerda sempre levantou esse argumento de “diminuir o conhecimento técnico”? Simplesmente porque a técnica, aliada ao bom funcionamento do livre mercado, é a forma mais democrática de permitir a sociedade (pacientes, nesse caso!) que se escolha os melhores profissionais. Que se separe o joio do trigo. Da onde veio o sucesso (inclusive financeiro) de Ivo Pitanguy, senão de seu reconhecido domínio fora de série, teórico e experimental, dentro de sua área de atuação?

A esquerda teme, acima de tudo, o conceito de meritocracia. Afinal, para eles é sempre melhor rotular os 400 mil médicos com ataduras em suas faces e transformá-los num produto de linha de produção, independente de suas diferentes individualidades, capacidades e interesses. Bom, o cometa da meritocracia passou distante das terras tupiniquins – afinal, quem é mesmo o Ministro da Educação? Aloísio Mercadante? Por curiosidade, me respondam, qual critério técnico (além de “prêmio de consolação por ter perdido as eleições do governo de São Paulo em 2010”) foi utilizado para sua nomeação para a pasta? Já sei! Deve ter sido o mesmo que o nomeou para sua pasta anterior (Ciência e Tecnologia).

Concluindo, Sr. Jatene, por favor, não faça pouco caso da massa crítica intelectual brasileira. Apesar de cada vez menos representativa, ela ainda existe – e incluo muitos de meus amigos médicos nesse grupo. Respondendo, por fim, ao seu pedido para formarmos “especialistas em gente”, como paciente, garanto-lhe uma coisa: se o que eu procuro é apenas um bom par de orelhas para ouvir-me reclamar do meu cisto sinovial que tenho no pulso (e não retirá-lo), sinceramente, não preciso de um médico para tal. Um grupo de amigos numa mesa de bar é mais que suficiente – e certamente mais agradável que um consultório médico. Agora, no dia que eu tiver uma doença grave (espero que isso não ocorra), não quero seu “especialista em gente”. Quero um com o padrão do “Dr. House”, da série televisiva, quero o melhor. Ele pode até ser rude comigo, se prometer ser duplamente rude com a doença. E, diferente do que prega Mercadante, que a medicina deve ser exercida sem intenção de ganhos financeiros, acredito que qualquer atividade profissional, desde que exercida com ética, deva sim visar o lucro e a remuneração por seu capital intelectual – e estou disposto a pagar caro por um serviço de qualidade.

P.S.: Existe, ainda, uma curiosidade final. Se o conceito de “especialista em gente”, de fato, se refere à prática médica (não acadêmica) em si, segue então a dúvida: por que para se tornar “especialista” o médico necessariamente teria que trabalhar para o SUS? Que fator técnico desmereceria o médico do setor privado no objetivo de alcançar tal especialidade? Até onde eu saiba, o coração de Joseph Safra e o do paciente do SUS têm, igualmente, dois átrios e dois ventrículos. Pelo menos foi o que aprendi nas aulas de biologia 15 anos atrás. Se o único caminho para o título de especialista em gente for o trabalho forçado no SUS, então tanto Lula como Dilma não se trataram por tais especialistas no Sírio-Libanês.

Felipe Bastos Gurgel Silva, engenheiro aeronáutico pelo ITA e doutorando em Finanças pela Cornell University.

Dentistas e enfermeiros do PSF reclamam de discriminação

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Dentistas e enfermeiros do Programa Saúde da Família estão chiando com a Prefeitura de Fortaleza. Os médicos tiveram redução de carga horária de 40 para 32 horas mais gratificação de R$ 2 mil. Já esses profissionais permanecem com carga horária de 40 horas, recebendo apenas 30% da gratificação dada aos médicos.

Nesta quarta-feira, a partir das 19 horas, na sede do Conselho Regional de Odontologia (CRO), haverá reunião desses profissionais não-médicos para definir estratégias de luta.

Vice-prefeito compartilha no Facebook mensagem sobre "ecodesocupados" do Cocó

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O vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena, de férias nos EUA, compartilhou, em seu perfil no Facebook, comentário de Sabino Nogueira sobre as obras dos dois viadutos previstos para o encontro da avenida Antonio Sales com Engenheiro Santana Júnior, com farpas contra ambientalistas. Ao compartilhar uma mensagem, quem circula pelas redes sociais avalia que houve endosso. Eis a mensagem:

Eu digo o seguinte, já passou da hora de o GOVERNO (MUNICIPAL, ESTADUAL e FEDERAL) deixar de se INTIMIDAR por esses ECODESOCUPADOS ou se preferirem: ECOCHATOS. O Governo tem sim que fazer OBRAS que beneficiem a MAIORIA. E esses DEFENSORES da INCOMPETÊNCIA da DESadministração” ANTERIOR eu dou uma SUGESTÃO: Já que voces são contra a EVOLUÇÃO de uma METRÓPOLE que no mundo inteiro se modernizam e obviamente PÉS DE CASTANHOLA, NINHOS DE QUERO-QUERO, ABRIGOS DE MORCEGOS, HABITAT DE RATAZANAS, E FORMIGUEIROS, todos de extema importancia para a HUMANIDADE, terão que entrar na COTA de SACRIFÍCIO para que essas OBRAS (isso sim, IMPORTANTES para a COLETIVIDADE) sejam EXECUTADAS. A diferença que veremos será a COMPETÊNCIA da ADMINISTRAÇÃO ROBERTO CLÁUDIO/GAUDENCIO LUCENA. OBRA INICIADA, OBRA CONCLUÍDA. ao contrário da DESASTRADA GESTORA da FORTALEZA “bela?” Então vocês ACAMPADOS DESOCUPADOS fica a DICA: Sejam COERENTES com suas CAUSAS, Ainda há lugares BASTANTE ATRASADOS sem nenhuma INFRA-ESTRUTURA e nenhuma OBRA que tanto os INCOMODAM e sejam muito FELIZES em suas CAVERNAS, aproveitem e levem algumas mudas de CASTANHOLA e VELAMES de mangue. São coisas INDISPENSÁVEIS para a VIDA. ABAIXO o ATRASO e a INCOMPETENCIA. Meta BRONCA e faça o que FORTALEZA precisa, PREFEITO .

Jovem é assassinado no pátio da emergência do IJF-Centro

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Antonio Edson Justino de Lima (19), morador do bairro Lagamar, foi assassinado, nesta quarta-feira, com três tiros no pátio da área de emergência do Instituto Dr. José Frota, no Centro de Fortaleza. Ele era paciente e estava recebendo alta.

O autor do crime foi um adolescente, morador da Paupina (Messejana), que conseguiu ser preso por policiais militares que dão plantão do IJF. O menor foi conduzido para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). O crime teria sido motivado por vingança.

O Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort), inteirado do caso, lamenta a situação de insegurança no hospital para servidores, pacientes e familiares.  Neste ano, a entidade realizou ato cobrando mais segurança.

Prefeitura oferece curso de Português e Inglês Instrumental

Essa informação é do site da Prefeitura de Fortaleza:

A Diretoria de Cursos e Extensão do Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos (IMPARH) inscreve até esta sexta-feira para os cursos de Português e Inglês Instrumental. No total, cinco turmas serão abertas para o segundo semestre de 2013 – uma para Português e quatro para Inglês, totalizando 125 vagas. O curso terá duração de 60 horas-aula (quatro meses), com início dia 2 de setembro.

A formação trabalha com a interpretação de textos, leitura dinâmica, novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, além de questões gramaticais visando, principalmente, às provas de proficiência de universidades e concursos públicos, além do domínio de técnicas de leitura e interpretação em inglês e português.

Após o preenchimento do formulário na internet, os alunos deverão efetuar o pagamento da taxa única semestral, no valor de R$ 170,00 (cento e setenta reais), com material didático já incluso. Para a efetivação da matrícula, é obrigatório que o candidato entregue o boleto pago e preencha a ficha de inscrição na Diretoria de Cursos e Extensão (DCE).

* Horários dos cursos ofertados:

Português Instrumental
– 2ª e 4ª feira, das 19h às 21h

Inglês Instrumental
– 2ª e 4ª feira, das 17h às 19h
– 2ª e 4ª feira, das 19h às 21h
– 3ª e 5ª feira, das 17h às 19h
– 3ª e 5ª feira, das 19h às 21h

* Matrículas realizadas no site do IMPARH através do seguinte link: http://goo.gl/r3XYPT

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará empossará nova diretoria

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Será nesta quarta-feira, a partir das 18h30min, o ato de posse da nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará. O ato ocorrerá na sede da entidade, ocasião em que tomarão posse também os conselhos Fiscal e de Ética do Sindijorce.

Samira de Castro foi reeleita para presidente da entidade nos dias 16,17 e 18 de julho e cumprirá mandato de três anos. Além delam, foram a nova diretoria Rafael Mesquita (secretário-geral), Déborah Lima (Administração e Finanças), Wanessa Canutto (Ação Sindical, Lúcio Filho (Comunicação e Cultura, além dos suplentes Francisco Ferreira Gatto, Evilázio Bezerra e Genilson Lima. Os delegados da Fenaj no Ceará são os jornalistas Marilena Lima e Chico Alves Maia, tendo como suplente Helga Rackel Santos.

O Conselho Fiscal terá como membros Mirton Peixoto, Lúcia Damasceno, Emanuel Carlos e Fabiano Moreira (suplente). Comporão a nova Comissão Estadual de Ética os jornalistas Barroso Damasceno, Humberto Simão, Mauro Benevides, Vidal Santos e Ildemar Loiola.

SERVIÇO

Sindijorce – Rua Joaquim Sá, 545 – Bairro Dionísio Torres.

Ah, que saudades da CPMF…

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Com o título “Saúde de qualidade se faz com muito dinheiro”, eis artigo do jornalista e radialista Messias Pontes. Ele aborda o cenário de crise na saúde do País, as ações do governo federal voltadas para tentar resolver a situação e lamenta o fim da CPMF, observando que “a presidenta Dilma Rousseff, que chegou a ter o maior capital político de toda a história brasileira, não teve coragem de enfrentar a velha mídia que fazia terrorismo com a recriação da CPMF. Confira:

É cada vez mais caótica a situação da saúde pública no Brasil. Como é de todos sabido, os recursos do Orçamento da União para o setor são insuficientes para atender com o mínimo de dignidade a maioria dos brasileiros. É também por todos sabido que a saúde é dever do Estado e direito do cidadão, conforme reza a Constituição Cidadã de 1988.

Como todo dinheiro para a saúde é pouco, foi criado em 1993, no governo Itamar Franco, o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira para cobrir o déficit da saúde. O IPMF vigorou até o ano seguinte. Dois anos depois, através de Emenda Constitucional, já no desgoverno do Coisa Ruim (FHC), foi criada a CPMF, agora como contribuição e não mais como imposto, e a alíquota, que era de 0,20% passou a 0,38% até 2007. Mas os recursos daí advindos não foram aplicados integralmente na saúde, inclusive no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2007, com a ajuda da banda podre do PMDB, a oposição conservadora de direita (PSDB, PFL e PPS), com o irrestrito apoio da velha mídia conservadora, venal e golpista derrotou a Emenda Constitucional que prorrogava a CPMF e destinava 100% do arrecadado à saúde. A cobrança da contribuição seria para quem ganhava acima de R$ 5 mil por mês, o que atingiria pouco mais de 2% dos contribuintes, mas a arrecadação seria, a preços de hoje, de aproximadamente R$ 100 bilhões anualmente, recursos que iriam suprir as necessidades da saúde.

A presidenta Dilma Rousseff, que chegou a ter o maior capital político de toda a história brasileira, não teve coragem de enfrentar a velha mídia que fazia terrorismo com a recriação da CPMF. A bancada do PT, a maior da Câmara dos Deputados e a segunda maior do Senado, igualmente acovardou-se e não soube nem quis mobilizar a sociedade para forçar o Congresso a aprovar a nova CPMF. E em junho último perdeu a oportunidade de forçar a barra, pois milhões de brasileiros, em todos os estados, foram às ruas exigir o fim da corrupção, melhores condições de transporte público, mais verbas para a educação e para a saúde.

A hipocrisia da oposição conservadora de direita não tem limites. A campanha midiática massiva contra a CPMF argumentava que o tributo iria pesar muito no bolso do trabalhador, que a carga tributária já é muito grande etc. e tal. Mas, propositadamente, deixou de dizer que com o fim da CPMF não houve redução de um centavo sequer na aquisição de bens e serviços em todo o território nacional. E também que pouco mais de 2% da população seria tributada.

A vantagem de CPMF é que além de arrecadar recursos para a saúde, evita a sonegação fiscal, aumentando a arrecadação, pois em cada transação financeira o próprio banco, automaticamente, desconta o percentual. Com isso a Receita Federal tem o controle de quanto cada correntista movimenta, sem necessidade de autorização judicial.
Há muitas fontes onde se buscar recursos para a saúde. O que está faltando é determinação política. Além de uma nova CPMF, o imposto sobre grandes fortunas, sobre heranças e sobretudo o combate à sonegação que chega ao montante de R$ 415 bilhões anualmente, o que representa 10% do PIB, poderiam resolver de vez o grave problema da saúde.

É inadmissível e incompreensível que grandes empresas soneguem milhões, e às vezes bilhões de reais e não sejam punidas, e que um trabalhador que tem um carro popular para a sua labuta diária seja obrigado a pagar anualmente o IPVA – imposto sobre propriedade de veículos automotores – mas um bilionário que possua iates de luxo e helicópteros para seu deleite seja isento desse tributo.

Também não se consegue entender como a Rede Globo deve mais de R$ 600 milhões, tendo sido notificada 776 vezes pela Receita Federal e continua zombando do fisco. Pior ainda é que o governo federal, através da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República–Secom – continue destinando anualmente mais de R$ 500 milhões em anúncios publicitários para a empresa da famiglia Marinho. Somente a Globo recebe mais que todos os demais veículos juntos.

Não resta dúvida de que o Programa Mais Médicos objetiva minorar o quadro caótico da saúde, notadamente nos pequenos municípios das regiões mais pobres, como Norte e Nordeste, e nas periferias das grandes cidades. Contudo é forçoso afirmar que de nada adianta colocar médico em cada município apenas com o estetoscópio e um talão de receitas. Se não houver recursos para construir e bem equipar hospitais e dar condições dignas aos profissionais da área, a saúde continuará na UTI. E principalmente transformar a profissão do médico que atua na atenção básica de saúde em carreira de Estado, como já acontece com a magistratura e o Ministério Público.

* Messias Pontes,

Jornalista e radialista. 

Sarney recebe alta de hospital

“O senador José Sarney (PMDB-AP), 83 anos, recebeu alta no início da manhã de hoje (31) e já deixou o Hospital UDI, em São Luís, onde estava internado desde a madrugada de domingo (28), tratando uma infecção pulmonar. A expectativa é que Sarney se submeta a novos exames em São Paulo. A decisão de complementar o check up foi anunciada pela família do senador há dois dias em função dos recentes problemas de saúde. Este ano, ele internado em Brasília com dores no peito e já tinha apresentado alterações semelhantes no ano passado, quando foi encaminhado para um hospital em São Paulo.

O último boletim emitido pela equipe médica do Hospital UDI, no início da tarde de ontem (30), confirmava que o senador já apresentava melhora, respirando sem a necessidade de aparelhos e mantendo os sinais vitais estáveis. O cardiologista Carlos Gama, diretor do hospital e médico responsável pelo acompanhamento de Sarney informou que o tratamento foi baseado em antibióticos.”

(Agência Brasil)

Governador receberá em audiência diretoria do Sindicato dos Agentes Penitenciários

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O governador Cid Gomes (PSB) vai receber em audiência, às 17 horas desta quinta-feira, no Palácio da Abolição, a diretoria do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp-CE) e uma comissão de representantes da categoria. A secretária de Justiça e Cidadania do estado, Mariana Lobo, deverá participar do encontro. O objetivo da reunião é discutir pautas de interesse da categoria, como a convocação dos 924 candidatos do cadastro de reserva do último concurso realizado em 2011, auxílio alimentação, porte de arma estadual e assinatura do projeto de lei de desvio de função.

Durante os dias 13 a 16 de julho, foi realizado um acampamento da categoria no Palácio da Abolição com o intuito de pressionar o governo pela nomeação dos 924 candidatos do cadastro de reserva e agendar uma audiência com o governador. No dia 15 à noite, o governador Cid Gomes compareceu ao acampamento e garantiu que até o final de seu mandato todos serão nomeados. Já na tarde do dia seguinte (16), a secretária de Justiça Mariana Lobo se reuniu com os agentes, a pedido do governador. Após o encontro com a secretária, a categoria decidiu suspender o acampamento e a audiência com o governador Cid Gomes foi agendada.

Aeroportuários fazem protesto em Congonhas. No Pinto Martins, operações normais

“Os aeroportuários em greve, em São Paulo, fazem uma manifestação no Aeroporto de Congonhas desde as 7h. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a paralisação não atrapalha o funcionamento do terminal e nenhum voo precisou ser cancelado por causa do protesto. Por volta das 8h30, os grevistas ocupavam o saguão central do aeroporto com apitos e cartazes. De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Francisco Lemos, cerca de 80% da categoria, na capital paulista, aderiram à greve. Na cidade, existem aproximadamente 1,5 mil funcionários.

A assessoria de imprensa da Infraero informou que, apesar da grande adesão, um plano de contingenciamento foi montado para manter os serviços essenciais e a operacionalidade dos aeroportos. “Esse plano inclui o remanejamento de empregados, tanto do quadro administrativo quanto do de escala, de forma a reforçar as equipes nos horários de maior movimento de passageiros e aeronaves, envolvendo ainda os demais agentes que atuam nos aeroportos”, informa a nota.

Entre as reivindicações do sindicato, estão o reajuste salarial em 16% e a manutenção do plano de saúde, pois a Infraero teria indicado que diminuiria a sua extensão. Segundo o presidente do sindicato, os funcionários também querem aumento na Participação nos Lucros e Resultado (PLR), que hoje é R$ 500.”

(Agência Brasil)

NO AEROPORTO PINTO MARTINS, as operações de voos prosseguem normalmente, mesmo com a paralisação de parte dos aeroportuários. O grupo faz apitaço no subsolo do terminal. No Pinto Martins, de acordo com a Infraero, ocorrem 170 pousos e decolagens diariamente.

MP/CE faz Operação Miragem II em Quixadá

“Nesta manhã de quarta-feira, 31, o Ministério Público do Ceará (MP-CE) com auxílio da Polícia Civil realiza “Operação Miragem II”, na qual cumpre 15 mandados de prisão temporária com busca e apreensão em cinco municípios do Estado. Os mandados foram expedidos pelo promotor de justiça da comarca de Quixadá, André Clark Nunes Cavalcante.

Ainda serão cumpridos mais 19 mandados somente de busca e apreensão. Fortaleza, Quixadá, Morada Nova, Russas e Maracanaú são os municípios envolvidos na Operação, na qual se refere a irregularidades de licitações fraudulentas, na aquisição de materiais, contratos de serviço e contração de obras.

Em junho, a “Operação Miragem I” foi realizada e resultou no afastamento do vice-prefeito de Quixadá, da primeira-dama e 21 servidores.”

DETALHE – Às 16 horas desta quarta-feira, na sede da PGJ, haverá coletiva para divulgar todas as informações sobre a Operação.

Sobre o Cocó – Viramos reféns da insanidade de alguns revolucionários sem causa?

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Com o título “O Cocó e a Mobilidade de Fortaleza”, eis artigo que o professor João Arruda (UFC) manda para o Blog abordando a polêmica em torno da construção de dois viadutos no encontro da avenida Antônio Sales com Engenheiro Santana Júnior e que atinge trecho do Cocó. Ele defende a obra e lamenta a oposição de “alguns grupos isolados” que só querem demarcar posições políticas. “Por esses e outros motivos, não podemos continuar como reféns da insanidade de alguns revolucionários sem causa.” Confira:

Como cidadão de Fortaleza e vítima diária dos engarrafamentos da cidade, não posso ficar calado frente aos absurdos praticados por alguns grupos isolados, em nome do direito à livre manifestação. Tenho assistido, nos últimos dias, com muita perplexidade, à emocionalidade com que alguns opositores da administração municipal vêm reagindo à decisão da Prefeitura de Fortaleza em construir dois viadutos no cruzamento das Avenidas Engenheiro Santana Jr. com Antônio Sales, equipamentos fundamentais para a concretização do corredor expresso, que ligará o terminal de Antônio Bezerra ao terminal do Papicu.

Pelo que tenho acompanhado pela mídia e pelas redes sociais, as motivações que orientam a grande maioria dos “indignados” não são de natureza ideológica, nem por discordância técnica e muito menos por questionamentos
ambientais. Com todo o respeito ao legítimo direito de contestação de cada cidadão fortalezense, estou cada vez mais convencido de que a grande motivação que move a maioria dos manifestantes é unicamente a de demarcar
posições políticas, e, nesse contexto de irracionalidade, quase sempre política com o “p” minúsculo.

Essa reação passional, na lógica da contestação pela contestação, me faz lembrar o folclórico revolucionário latino-americano dos anos sessenta, que não perdia uma única oportunidade para poder reafirmar a sua assumida posição política. Ele era contra tudo e contra todos, afirmando sempre que se “ hay gobierno, soy contra”.

Após termos sido vítimas, por quase uma década, de uma administração municipal permissiva e inoperante, que entre as dezenas de erros e omissões administrativos teve a irresponsabilidade de tornar a mobilidade urbana de Fortaleza na mais caótica entre todas as capitais brasileiras, é inadmissível que agora, quando o novo gestor de Fortaleza tenta intervir para dar uma maior racionalidade ao trânsito e, em consequência, melhorar a mobilidade da nossa cidade, um pequeno e heterogêneo movimento, alguns sem nenhuma representatividade sócio-política, tente impedir que o fortalezense possa ter uma melhor qualidade vida.

Tenho consciência de que toda intervenção humana, por mais irrelevante que seja, mesmo que a área atingida tenha apenas 0,18ha, produz algum impacto ambiental negativo. E essa consciência também estava presente quando os
técnicos municipais conceberam essa via expressa. Não é por acaso que a prefeitura, como medida compensatória, se propõe a plantar mais de 500 árvores nativas, em substituição às 90 castanholeiras e outras árvores exóticas e agressivas que infestam a periferia do ecossistema do Cocó.

O mais estranho dessa batalha sem causa é a omissão dos “indignados” quando discutem e repudiam os equipamentos da via expressa. Eles insistem em omitir os efeitos positivos para o meio ambiente, para a mobilidade urbana e para a qualidade de vida dos moradores da cidade.

A grande maioria dos “indignados”, por falta de compromisso com a verdade, esquece de dizer, por exemplo, que:
a) os dois viadutos são partes importantes do corredor de ônibus expresso que ligará o terminal de Antônio Bezerra ao terminal de Papicu; b) os viadutos irão resolver o grande gargalo da mobilidade na área, facilitando a circulação de mais de 70.000 automóveis e de 294 coletivos, que transportam aproximadamente 177.000 passageiros por dia;
c) as obras eliminarão os 06 semáforos instalados no local, permitindo que, no horário de pico, o tempo médio gasto na área caia de 30 para 3 minutos; d) o fim desse gargalo evitará a emissão de toneladas de CO² na natureza,
número infinitamente superior à capacidade de captura efetuada pelos vegetais sacrificados, melhorando a qualidade do ar em Fortaleza; e) a obra vai ter reflexo sobre o cotidiano de quase 200.000 pessoas que utilizam aquele cruzamento diariamente, com impacto positivo sobre a sua qualidade de vida.

Por esses e outros motivos, não podemos continuar como reféns da insanidade de alguns revolucionários sem causa.

* João Arruda,

Professor da UFC.  

Bancada do PSC vai mudar postura sobre matérias oriundas do Paço Municipal

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O PSC municipal vai mudar postura política com relação às matérias oriundas da Prefeitura de Fortaleza. A informação é do líder da bancada, Eulógio Neto: “Só votaremos matérias que chegarem à Casa com 48 horas de antecedência. Queremos apreciar sem pressa”.

Essa nova postura, de acordo com Eulógio, já será adotada a partir da retomada dos trabalhos da Câmara Municipal neste semestre.

O vereador não entrou em detalhes, mas disse que é fundamental para um legislador conhecer profundamente matérias do interesse da coletividade.

Bolsa Família & Bolsa Prêmio

“O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) vai premiar as boas práticas de gestão do programa Bolsa Família. O Prêmio Rosani Cunha: Edição Especial – Bolsa Família 10 Anos abre as inscrições nesta quinta-feira (1º) pela internet. As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de agosto. Podem participar gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal. O projeto inscrito deve ter pelo menos quatro meses de implementação. Serão selecionados 12 projetos. Os relatos serão disponibilizados em versão digital e impressa. “O objetivo é dar visibilidade e compartilhar as boas práticas, para que elas sejam difundidas no país”, explica a secretária adjunta nacional de Renda de Cidadania do MDS, Letícia Bartholo.

Esta é a segunda edição do prêmio, a primeira ocorreu em 2009. O primeiro lugar foi ocupado pela prefeitura de Pão de Açúcar (AL), com um programa de construção de cisternas e placas de armazenamento de água. Com uma tecnologia chamada cisterna de placas, que armazenavam 16 mil litros cada, o programa atendia, na ocasião, a cerca de 4,5 mil pessoas.

Neste ano, o prêmio será dividido em três categorias: busca ativa para cadastramento e atualização cadastral, incluindo identificação de grupos populacionais tradicionais e específicos; ações articuladas do Plano Brasil Sem Miséria voltadas à inclusão produtiva das famílias beneficiárias do Bolsa Família; e gestão de condicionalidades e acompanhamento familiar intersetorial (assistência social, saúde e educação).”

(Agência Brasil)