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Operadores do MDB e PT são alvos de operação da PF

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (12/4) a Operação Rizoma, desdobramento da Lava Jato, que investiga lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. O crimes têm vinculação a investimentos malsucedidos que geraram prejuízos aos fundos de pensão Postalis e Serpros.

Entre os alvos, estão o petista Marcelo Sereno, ex-secretário nacional de Comunicação do PT e homem de José Dirceu; o lobista Milton Lyra, operador do MDB; e Arthur Pinheiro Machado, sócio da ATS Brasil, grupo de capital nacional que alardeava a intenção de criar uma “nova bolsa”.

Cento e quarenta policiais federais cumprem 10 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro e em São Paulo. As investigações apontam que valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior gerenciadas por um operador financeiro brasileiro.

De acordo com a Polícia Federal, as remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes. Em seguida, os recursos eram pulverizados em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.

O que é?

*Rizoma na Botânica é uma espécie de caule que se ramifica sob a terra, tratando-se de uma alusão ao processo de lavagem de dinheiro e ao entrelaçamento existente entre as empresas investigadas.

(Veja)

Vendas do varejo registram queda de 0,2% de janeiro para fevereiro

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro recuou 0,2% de janeiro para fevereiro, depois de crescer 0,8% de dezembro para janeiro. A média móvel trimestral manteve-se estável.

Na comparação com fevereiro do ano passado, houve alta de 1,3%. O varejo acumula avanços de 2,3% no ano e de 2,8% em 12 meses, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados hoje (12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De janeiro para fevereiro deste ano, metade dos segmentos teve queda, com destaque para os tecidos, vestuário e calçados (-1,7%). Outras atividades em queda foram combustíveis e lubrificantes (-1,4%), outros artigos de uso pessoal (-0,8%) e supermercados, alimentos, bebidas e fumo (-0,6%).

A outra metade teve alta: equipamentos e material para escritório, comunicação e informática (2,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%), móveis e eletrodomésticos (1,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,8%).

O chamado varejo ampliado, que também inclui materiais de construção, veículos e autopeças, teve queda de 0,1% de janeiro para fevereiro. Os veículos, motos, peças e partes cresceram 2,5%, enquanto os materiais de construção anotaram alta de 0,3% no volume de vendas.

Nos outros tipos de comparação temporal, o varejo ampliado registrou expansão de 0,1% na média móvel trimestral, de 5,2% em relação a fevereiro de 2017, de 5,9% no acumulado do ano e de 5,4% no acumulado de 12 meses.

(Agência Brasil)

PT quer manter cargos pós-reforma do secretariado de Camilo

O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, quer uma audiência com o governador Camilo Santana (PT). Após a debandada de quase um terço do secretariado estadual de olho em disputa por mandatos eleitorais, quer saber o que sobra para o partido.

Francisco de Assis informa para o Blog que os petistas não vão pedir muito: querem apenas a manutenção dos espaços que já ocupava como a Secretaria do Desenvolvimento Agrário, onde estava Dedé Teixeira, e a secretaria-adjunta de gabinete, onde estava o advogado Fernando Santana.

Camilo Santana ainda não sinalizou quando tratará sobre novos ocupantes para as pastas vagas após desincompatibilizações. Além da SDA e secretaria-adjunta de gabinete, ficaram sem seus titulares a Fazenda, Adece, STDS, Secitece, Educação, Assuntos Internacionais e a de Cidades, onde Jesualdo Farias saiu por motivos particulares.

(Foto – PT/CE)

Chuva com mais de 160 milímetros é registrada no Interior cearense

Choveu em 118 cidades cearenses até as 9 horas desta quinta-feira, segundo boletim divulgado pela Funceme. Quatro municípios superaram os 100 milímetros de chuva.

Confira as 10 maiores precipitações pluviométricas:

Itarema (Posto: Fz. Aguape) : 164.4 mm

São Gonçalo Do Amarante (Posto: Croata) : 150.4 mm

Uruoca (Posto: Campanario) : 127.0 mm

Trairi (Posto: Fazenda Lages) : 106.0 mm

Uruoca (Posto: Paracua) : 98.0 mm

Senador Sá (Posto: Senador Sa) : 93.0 mm

Limoeiro Do Norte (Posto: Bixopa) : 91.0 mm

Jaguaretama (Posto: Serrote Branco) : 86.0 mm

Paraipaba (Posto: Paraipaba) : 85.6 mm

Coreaú (Posto: Sitio Urubu) : 84.0 mm

Delegado que pediu transferência de Lula é admirador de Bolsonaro

O presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal do Paraná, Algacir Mikalovski, que alegou nessa quarta-feira (11) “risco à população” para pedir a transferência do ex-presidente Lula da sede da corporação, em Curitiba (PR), é admirador do deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com a Coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, o delegado aparece em fotos ao lado do parlamentar, representante da bancada da bala no Congresso Nacional, em que comemoram a abertura de investigação sobre o petista na 24ª fase da Lava Jato, batizada de Aletheia, em 2016.

Filiado ao PRB, em 2014, Mikalovski foi candidato a deputado estadual e há dois anos, já no PSDC, tentou uma vaga na Câmara de Vereadores local.

Relatório de Gorete Pereira aprova drenagem linfática via SUS para mulheres com câncer de mama

A Comissão de Constituição Justiça e Cidadania aprovou o relatório da deputada federal Gorete Pereira (PR) sobre o Projeto de Lei n º780/07, que torna obrigatória na rede hospitalar e ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SUS) a prática da drenagem linfática manual. Pelo texto, o procedimento deve ser priorizado nos casos de recuperação pós-cirúrgica de mastectomia (retirada da mama). O procedimento será realizado por profissionais capacitados segundo regulamentação, devidamente habilitados.

Segundo a deputada, a medida representa “uma conquista para as mulheres brasileiras que tiveram as mamas retiradas, assim como o oferecimento de cirurgia plástica reparadora, que já é obrigação do SUS.”

Consagrada desde 1932 pelo cientista dinamarquês Emil Vodder, a dreangem linfática manual estimula a circulação nos vasos linfáticos, acelerando a absorção de líquidos e eliminando inúmeras formas de edemas, comuns nas pessoas que passam por uma mastectomia.

Casos

No mundo, cerca de 520 mil mulheres morrem todos os anos em consequência do câncer de mama. O Instituto Nacional de Câncer estima que no biênio 2014/ 2015 sejam diagnosticados mais de 57 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. O risco é de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres.

(Foto – Agência Câmara)

Fortaleza 292 Anos – Medalha Iracema para Adísia Sá, Fagner e Liberal de Castro

Nesta sexta-feira, às 9 horas, no Paço Municipal, Adísia Sá, professora, jornalista e ex-ombudsman do O POVO, o cantor e compositor Raimundo Fagner e o arquiteto Liberal de Castro receberão a Medalha Iracema.

Trata-se da mais alta comenda da Prefeitura de Fortaleza.

O ato faz parte das comemorações dos 292 anos da cidade e será comandado pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT).

(Foto – Rodrigo Carvalho)

 

STF retoma nesta quinta-feira o julgamento do habeas corpus de Palocci

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retomará, nesta tarde de quinta-feira, o julgamento do pedido de habeas corpus do ex-ministro Antonio Palocci, preso preventivamente desde setembro de 2016. Relator do caso, o ministro Edson Fachin votou ontem para não conceder o pedido ao ex-ministro, e foi acompanhado por Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes.

Para Fachin, a liberdade de Palocci pode comprometer a ordem pública. Ele também disse que não vê ilegalidades na prisão. “O cenário revela a periculosidade concreta do agente e o risco de reiteração do crime e prática de futuras infrações”, disse o relator sobre Palocci, preso em Curitiba (PR) no âmbito da Operação Lava Jato.

Os ministros do STF passaram a tarde de ontem decidindo questões preliminares sobre o processo de Palocci. A primeira votação analisou se Fachin, como relator, poderia ter retirado o caso da Segunda Turma da Corte, a qual compõe, e submeter o habeas corpus para análise do plenário, com os 11 ministros. Depois, os ministros decidiram que não poderiam analisar o habeas corpus porque Palocci foi condenado em primeira instância enquanto aguardava tramitar no STF o pedido de liberdade contra a prisão preventiva

A defesa de Palocci entrou com o pedido no Supremo em abril de 2017, e sua condenação em primeira instância ocorreu em junho do mesmo ano. O juiz federal Sergio Moro, de Curitiba, sentenciou Palocci a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Seu caso ainda não foi julgado em segunda instância.

Apesar da maioria dos ministros decidir que o habeas corpus estava prejudicado em função desses fatos, Fachin optou por analisar o processo de “ofício”. Isso acontece quando o ministro entende que, apesar de não poder aceitar o habeas corpus por problemas processuais, é necessário avaliar se existe alguma ilegalidade na prisão do réu.

Então, perto do fim da sessão plenária de ontem, Fachin respondeu a defesa e aos colegas do plenário que não vislumbrava ilegalidades na prisão preventiva de Palocci. Inicialmente, não estava decidido se os demais ministros também votariam o habeas corpus “de ofício”. Mas, depois de Barroso, Fux e Moraes anunciarem que acompanhariam o relator, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, anunciou que os votos dos demais ministros seriam colhidos na sessão desta quinta.

Votaram para não admitir o habeas corpus de Palocci os ministros Edson Fachin, Roberto Barroso Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Rosa Weber e Cármen Lúcia. Foram contra Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello.

(Agência Estado)

 

Ceará é o 7º estado mais desigual do País

A renda média do cearense aumentou de R$ 1.403 para R$ 1.503, em 2017. Porém, a desigualdade está se agravando. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, no Estado, o Índice de Gini – indicador que mede a desigualdade em escala de zero (igualdade) até 1 (desigualdade máxima) – subiu de 0,553, em 2016, para 0,560, em 2017. Alta de 1,26%. O Ceará é o terceiro no ranking da desigualdade no Nordeste e o sétimo no País.

Até 2016, o Estado ocupava a oitava colocação nacional. A média brasileira se manteve estável, em 0,549. Mas, à exceção do Sudeste, que passou do segundo maior índice em 2016 (0,520) para o segundo menor em 2017 (0,510), em todas as demais regiões houve agravamento deste quadro.

No Nordeste, onde o fosso que separa ricos e pobres é mais fundo, o indicador subiu 2,1%, passando de 0,545, em 2016, para 0,559, em 2017. Na região, o Ceará só perde para Bahia (0,599) e Paraíba (0,563). No Brasil, o Amazonas encabeça a lista (0,604).

Em termos práticos, significa que os ricos estão mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Quase metade do total dos rendimentos no Ceará (44,7%) está concentrada nas mãos de apenas 10% da população. Já os 10% mais pobres detém apenas 0,7% desta massa.

No ano passado, as pessoas que integram o grupo de 1% da população que ganha mais no Estado recebeu, em média, R$ 19.935. O valor é 40,1 vezes maior que a renda média dos 50% da população mais pobre (R$ 497). Na região Nordeste, essa razão foi dei 44,9 vezes e na região Sul, apenas 25 vezes.

“É uma situação preocupante se considerarmos que há oito anos estávamos comemorando a redução da desigualdade”, afirmou o coordenador do Laboratório de Estudos da Pobreza da Universidade Federal do Ceará (LEP/ UFC), Vitor Miro.

Dentre as razões, é que na crise a população com menos escolaridade foi a mais atingida pela perda do emprego e, na tentativa de voltar ao mercado, aceitam ofertas com menor renda, inclusive, no mercado informal. “Mesmo com a recuperação da economia ocorrida em 2017 e o controle da inflação, esse perfil de trabalhador leva mais tempo para recuperar-se economicamente”, avalia o diretor de estudos sociais do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), João Mário Santos de França.

Foi o que aconteceu com o pintor, Francisco Ferreira, de 54 anos. Nos últimos dois anos, perdeu o emprego, teve de vender o carro e hoje vive de bicos. “As coisas estão começando a melhorar, mas meu sonho é voltar a ter a estabilidade da carteira assinada”, afirma.

Até 2016, o Estado ocupava a oitava colocação nacional, mas subiu uma posição no ranking da desigualdade. A média brasileira se manteve estável, em 0,549.

(Com O POVO – Repórter Irna Cavalcante/Foto – Arquivo)

Temer comanda nesta quinta-feira primeira reunião após reforma da equipe

Após dar posse  a 10 ministros, o presidente Michel Temer programou para esta quinta-feira (12) uma reunião com a nova equipe no Palácio do Planalto. A reunião está marcada para as 10 horas. Os novos ministros tomaram posse ontem (10) à tarde, em cerimônia comandada pelo presidente Michel Temer.

Em discurso, Temer disse que a reforma ministerial manteve a composição político-partidária e que a ideia agora é dar continuidade ao que vinha sendo feito em cada pasta.

“Não interrompemos a administração. Ao escolhermos os ministérios, mantivemos a composição político-partidária. Nosso objetivo é construir um novo Brasil, e não interromper o que foi feito até agora. Vamos completar a obra que começamos. O governo tem rumo, o país tem rumo. O novo Brasil veio para ficar”, disse Temer na cerimônia de posse.

Após a cerimônia, o novo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, deu o tom do que foi esta reforma ministerial. “O que queremos é dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo feito. Nós temos um suporte [político] que será dado. [Haverá] continuidade também no Congresso, as pautas do governo”, disse Marcos Jorge em conversa com jornalistas.

A ampla mudança no comando das pastas ocorreu em função da saída de ministros que vão disputar as eleições de outubro e precisam cumprir o prazo de desincompatibilização dos cargos.

(Agência Brasil)

ZPE quer atrair investimentos dos países árabes

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quinta-feira:

A Zona de Processamento de Exportações (ZPE) d0 Ceará vai ganhar uma área de despacho aduaneiro. O edital de licitação da obra será lançado no começo de maio, informa o presidente da ZPE, Mário Lima, acrescentando que o investimento total é da ordem de R$ 35 milhões e consta do plano de expansão do equipamento. Além dos 576 hectares, a ZPE ganhou mais 150 hectares, o que abrirá condições de receber cerca de 150 indústrias. O maior empreendimento ali em operação é a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

“Nossa expectativa é lançar agora em maio a licitação e ter o projeto concluído até dezembro e, no mais tardar, em janeiro de 2019”, acentua Mário Lima. Ele destaca que a ZPE cearense é hoje o melhor empreendimento do gênero e único operando de forma concreta no País.

Ontem, em Brasília, o potencial da ZPE cearense foi apresentado para a Câmara do Comércio dos Países Árabes. Há grupos interessados em produzir na ZPE produtos halal (alimentos muçulmanos).

Fake news e democracia

Com o título “Fake news e democracia”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira:

O depoimento de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, ao Congresso dos Estados Unidos, sobre o escândalo do uso de dados cadastrais de milhões de usuários, sem o consentimento destes (através da identificação de seus perfis ideológicos para manipular a opinião coletiva na direção pretendida por determinados grupos de interesses), resultou, como ele já havia assinalado, em um pedido de desculpas não-convincente. O resultado dependerá da correlação de forças entre os segmentos que empalmam o poder decisório – grupos econômicos e políticos – na luta pela hegemonia opinativa.

A empresa britânica Cambridge Analytica utilizou-se de testes de personalidade e curtidas no Facebook para coletar dados de usuários, em 2014. Com essas informações nas mãos pôde desenhar o perfil psicológico completo de 87 milhões de usuários, tanto na própria Inglaterra, como nos Estados Unidos. Com isso, teria sido possível influenciar dois eventos decisórios massivos nas duas comunidades: o Brexit (plebiscito sobre saída da Grã-Bretanha da União Europeia) e a eleição de Donald Trump. Os recursos empregados para obter os resultados pretendidos fizeram largo uso de fake news, difusão de ódio e divisionismo nas respectivas sociedades.

Esse fenômeno de manipulação da informação estendeu-se como uma praga nas redes sociais e, mesmo em meios convencionais de difusão, infiltrando-se por todos os poros da sociedade. Desde logo, aparece como um grande perigo para a democracia, tanto pelo poder de manipular as consciências, provocando resultados contrários aos próprios interesses da sociedade, quanto na reação igualmente manipuladora dos que querem usar o poder do Estado para censurar a liberdade de expressão.

Uma forma prática de obter o primeiro resultado é a tentativa de padronizar o uso da rede, segundo o filtro ideológico do próprio Facebook. O segundo modo é estabelecer uma legislação confusa que termine atuando como uma censura prévia. Isto é, em nome do combate às fake news considere como suspeito o que não se encaixar na versão hegemônica, ainda que legítimo.

Não há dúvidas de que tratar desse problema é um desafio dos maiores, de tantos que já se apresentaram à democracia. Uma solução menos sujeita a equívocos, provavelmente, será aquela que distribua esse monitoramento por toda a sociedade. É preciso apostar em instâncias públicas (não estatais) de controle nas quais prevaleça a representação efetiva da sociedade e não do Estado ou dos interesses privados corporativos. Democratizar a informação é a única forma de preservar a democracia, na sociedade contemporânea.

STJ diz que judiciário não pode mudar índice de correção do FGTS

A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nessa quarta-feira (11) manter a Taxa Referencial (TR) como índice de correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Por unanimidade, o colegiado julgou improcedente o recurso que pedia a alteração na forma de correção do fundo, determinando a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Segundo o STJ, mais de 409 mil ações aguardavam a conclusão desse julgamento.

O colegiado estabeleceu a tese de que a remuneração das contas vinculadas ao FGTS tem disciplina própria, ditada por lei, que estabelece a TR como forma de atualização monetária, sendo vedado, portanto, ao Poder Judiciário substituir o índice. A tese firmada vai orientar todos os processos com objeto semelhante que tramitam nas instâncias ordinárias, em todo o território nacional.

O ministro relator Benedito Gonçalves destacou que o caráter institucional do FGTS não gera o direito de eleger o índice de correção monetária que os fundistas entendem ser mais vantajoso.

“Tendo o legislador estipulado a TR como o índice legal de remuneração das contas vinculadas ao FGTS, não pode tal índice ser substituído por outro pelo Poder Judiciário, simplesmente sob a alegação da existência de outros índices que melhor repõem as perdas decorrentes do processo inflacionário, porque tal providência está claramente inserida no âmbito de atuação do Poder Legislativo, sob pena de vulnerar o princípio da separação dos Poderes”, explicou.

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de Santa Catarina, que figura como recorrente, alegou que a TR deixou de refletir as taxas de inflação a partir de 1999, prejudicando o saldo de FGTS dos trabalhadores. A entidade defendeu a aplicação do INPC, do IPCA ou de outro índice para repor as perdas decorrentes da inflação nas contas vinculadas do FGTS.

Por outro lado, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que adotar o INPC como fator de correção desde 1999 causaria um impacto de R$ 280 bilhões nas contas do FGTS e que a mudança poderia obrigar a União a aumentar tributos para que o Tesouro Nacional conseguisse compensar a diferença. O órgão também alertou que o uso do INPC colocaria em risco um conjunto de políticas públicas, pois os recursos do FGTS são utilizados não só para proteger o trabalhador que perde o emprego, mas também para financiar a aquisição de moradias (incluindo imóveis do Minha Casa, Minha Vida) e projetos de saneamento básico.

(Agência Brasil)

Salmito aponta papel do Legislativo na garantia de direitos de crianças e adolescentes

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), participou, na noite dessa quarta-feira (11), no Hotel Plaza Praia Suites, na Praia de Iracema, da abertura do Capacita Brasil. O evemnto aborda o Sistema de Garantia de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes (SGDCA) no país. Salmito destacou o papel do Legislativo na garantia desses direitos.

Em sua segunda edição, o Capacita Brasil segue nesta quinta-feira (12) e será encerrado nesta sexta-feira (13). A atual edição pretende consolidar o marco no Nordeste para os eventos formação continuada para os membros do SGDCA, tanto pela sua estrutura e quanto pelo conteúdo que será aplicado e renovado, garantindo melhor aprendizado e dinâmica para o exercício das atribuições dos profissionais do segmento.

(Foto – Divulgação)

CGU investiga 5 prefeituras do Ceará

Barbalha, Crateús, Icó, Juazeiro do Norte e Sobral. Cinco importantes cidades do Ceará estão no mais recente relatório do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU). O órgão investigou o que se fez de mais errado com a verba repassada pela União, aplicada em programas federais no Interior do Estado entre janeiro de 2014 e março de 2016, nas áreas de saúde, educação, prevenção a enchentes e inclusão digital. O montante analisado pelo órgão beira a casa dos R$ 450 milhões. As inspeções foram realizadas ao longo de 2017.

O que dizem as prefeituras sobre as falhas apontadas pela CGU

O documento traz descrições “graves, médias ou formais” das falhas ou irregularidades apontadas às administrações municipais. Do “uso indevido” de verba da Educação “para pagamento de funcionários de outras áreas” a “pagamento indevido de gratificações”. Num outro caso, “o direcionamento nas aquisições de bens e serviços e conluio entre os participantes das compras” também de verbas para as escolas municipais.

Na saúde, “superfaturamento por serviços pagos em duplicidade ou executados com materiais fora do padrão especificado no projeto” e ausência de comprovação de despesas de recursos acima de R$ 929 mil. Do risco de uma obra de contenção de enchentes realizada fora do que foi descrito no projeto até a elementar falha de sinal de internet num projeto de inclusão digital.

Ao todo, 94 cidades no País foram vistoriadas dentro do 4º Ciclo de Fiscalização de Entes Federativos (FEF). Juntas, no Brasil, somaram R$ 4,6 bilhões em recursos recebidos. O superintendente da CGU no Ceará, Roberto Vieira Medeiros, reconhece que as situações apontadas no relatório atual “são falhas comuns, decorrentes principalmente da falta de conhecimento e de capacitação de alguns gestores municipais”.

Essas irregularidades discriminadas como atecnias corresponderiam a cerca de 80% dos problemas constatados pelos auditores, segundo informações compartilhadas entre CGU e Associação dos Prefeitos do Ceará (Aprece). “A imensa maioria das constatações verificadas em nossos relatórios advém de falta de conhecimento quanto à correta maneira de licitar, contratar, acompanhar a execução do contrato, receber uma obra pública e, ao final, prestar contas do recurso federal aplicado”, afirma o chefe da CGU.

Apesar de a Controladoria considerar a baixa qualificação de alguns servidores em administrações municipais, o relatório narra trechos contundentes, que sugerem mais que deslizes. Em Icó e Juazeiro do Norte, as ações de transparência e controle social para recursos do programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) foram avaliadas como “insuficientes”. Os auditores apontaram “fatos e situações que indicam simulação de compras e direcionamento na aquisição de bens e serviços num conluio entre os participantes das compras”.

Em Barbalha e Sobral, a verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) foi identificada cobrindo despesas que não estariam entre as autorizadas para esta fonte de recursos. Em Sobral, cerca de R$ 825 mil de dinheiro do Fundeb pagaram profissionais – de instituições públicas e privadas – por serviços não condizentes com manutenção e desenvolvimento da educação básica.

Ainda em Icó, recursos destinados à Atenção Básica à Saúde e Assistência Farmacêutica tiveram “desvio de finalidade no montante de R$ 124.754,18”. A administração local, segundo os auditores, não apresentaram à época da fiscalização os comprovantes de gastos com recursos da mesma rubrica (Atenção Básica à Saúde) no valor total de R$ 929.183,75.

Em Juazeiro do Norte, na construção de uma unidade básica de saúde da família, foi detectado “superfaturamento por serviços pagos em duplicidade ou executados com materiais em especificações diferentes do que foi indicado no edital de licitação”. A situação permitiu que R$ 191.530,20 fossem pagos indevidamente. A obra foi finalizada.

A irregularidade mais grave de Crateús foi a falta de sinal de internet em quatro dos 12 pontos de um serviço de atendimento ao cidadão – destinado a oferecer gratuitamente conexão à rede de computadores para comunidades de áreas remotas. Os auditores confirmaram que o serviço não funcionava nos pontos havia mais de um ano.

INSPEÇÃO

COMO FUNCIONA

ATÉ 2015, a CGU escolhia por sorteio as cidades a serem inspecionadas. No ano seguinte, passaram a ser considerados critérios como total de repasses federais, população, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ou volume de denúncias existentes.

ANTES E APÓS as inspeções, a CGU manteve contato com a Procuradoria da República e o Ministério Público Estadual para avisar da fiscalização e confirmar eventuais inquéritos e processos anteriores.

HÁ PROVAS documentais, depoimentos e fotos no relatório de cada município. Se o relatório apontar apenas falhas formais na execução de programas de governo, a CGU de Brasília compila com os outros Estados e apresenta para os ministérios.

“SE CONSTATADO DESVIO, a conclusão vai para o gestor/ex-gestor. Se for recomendação de aprimoramento, vai para o município”, explica o superintendente da CGU no Ceará, Roberto Vieira Medeiros. A depender da situação, pode ser enviado para a Polícia Federal.

SE NÃO HOUVER devolução de valores, o Ministério abre uma Tomada de Contas Especial (TCE), além de reforçar junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para reprovar as contas daquele gestor. Ao final, a Advocacia Geral da União (AGU) cobra judicialmente.

O QUE DIZ A INSPEÇÃO DA CGU NO CEARÁ

JUAZEIRO DO NORTE

Montante avaliado: R$ 304.667.776,96

Programas fiscalizados: Educação Básica; Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS); Gestão de Riscos e de Desastres.

Trechos do relatório:

Sobre recursos do Fundeb: “O pagamento indevido em favor de funcionários que não desenvolvem atividades relacionadas com ensino básico no Município, funcionários que não integram o ciclo de educação básica, bem como pagamento de funcionários que não possuem registro e/ou comprovação de que exercem suas atividades na referida secretaria, ou em outra unidade ligada à Educação naquela municipalidade”.

Sobre obra de Unidade Básica de Saúde da Família no Centro da cidade: “Superfaturamento por serviços pagos em duplicidade ou executados com materiais com especificações diferentes das indicadas no Edital de Licitação, gerando um pagamento indevido no valor de R$ 191.530,20”.

Sobre obra de contenção de risco (verba do Ministério da Integração Nacional): “A obra da contenção da encosta da avenida Paulo Maia foi executada em desacordo com o projeto estrutural. Chegou-se à conclusão que a estabilidade da referida obra estava comprometida, inclusive, podendo entrar em colapso ao final da execução do aterro. Também houve, até a data de conclusão do relatório, um superfaturamento de R$ 177.530,13 no contrato”.

SOBRAL

Montante avaliado: R$ 52.540.562,46

Programas fiscalizados: Educação de Qualidade para Todos; Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS); e Comunicações para o Desenvolvimento, a Inclusão e a Democracia.

Trechos do relatório:

Educação: Uso indiscriminado do instrumento de contratação temporária para os profissionais do magistério da educação básica; Existência de profissionais da educação básica em exercício em instituições onde não são desenvolvidas ações de manutenção e desenvolvimento da educação básica; Pagamento indevido de gratificações relacionadas ao exercício da docência a servidores ocupantes do cargo de Coordenador Pedagógico; Procedimento de Adesão a registro de preço de forma não vantajosa para a Administração.

ICÓ

Montante avaliado: R$ 104.745,00

Programas fiscalizados: Educação de Qualidade para Todos; e Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Trechos do relatório:

Sobre o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE): “Destacam-se fatos e situações que indicam simulação de compras, direcionamento nas aquisições de bens e serviços e conluio entre os participantes das compras. Verificou-se, também, a aquisição de produtos com preços superiores ao praticado no mercado. Além disso, não foram localizados alguns bens adquiridos com recursos do PDDE.

Saúde: “Desvio de finalidade na aplicação de recursos destinados à atenção básica no montante de R$ 124.754,18”. “Não comprovação documental dos gastos com os recursos da atenção básica no valor total de R$ R$ 929.183,75”.

CRATEÚS

Montante avaliado: R$ 2.405,16.

Programas fiscalizados: Comunicações para o Desenvolvimento, a Inclusão e a Democracia.

Trechos do relatório:

“Durante os trabalhos de fiscalização, constataram-se falhas relativas aos Pontos de Inclusão Digital visitados, uma vez que não estavam operando com o sinal de internet fornecido pelo Programa Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão) há mais de um ano, sendo que, nas escolas visitadas, foi contratado pelo município outro fornecedor de sinal de acesso à internet”.

BARBALHA

Montante avaliado: R$ 90.755.443,07

Programas fiscalizados: Educação de Qualidade para Todos; e Assistência Ambulatorial e Hospitalar Especializada.

Trechos do relatório:

Educação: Execução de despesas, com utilização de recursos do Fundeb, que não são consideradas como de manutenção e desenvolvimento da educação básica; Pagamento indevido em favor de funcionários lotados em entidades filantrópicas, de caráter privado, que não desenvolvem atividades relacionadas com ensino básico no Município; Pagamento de vencimentos de profissionais de outras áreas ou que atuam em diferentes áreas de especialidade, utilizando recursos do Fundeb; Pagamento de salários de funcionários que estão atuando em outros programas custeados com recursos federais, e que não integram o ciclo de educação básica daquela municipalidade; Transferência indevida de recursos da conta do Fundeb para uma conta bancária da Prefeitura Municipal de Barbalha/CE, a fim de atender despesa com desconto de faltas de professores e funcionários da Secretaria Municipal de Educação;

Saúde: “Não foram detectadas falhas na execução dos recursos do programa”.

(O POVO – Repórter Cláudio Ribeiro)

Tasso volta a negar que vá disputar o Governo do Ceará

Após apelo do ex-governador Geraldo Alckmin (SP) para que se candidate ao governo do Estado, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) voltou a negar que entrará na disputa. Ele possui mandato de senador até 2022. Tasso disse que a decisão está tomada “em definitivo” por “questões pessoais”.

Nesta quarta-feira, 11, Alckmin almoçou com Tasso e alguns deputados tucanos no Congresso. Segundo participantes do encontro, a possível candidatura do senador cearense foi um dos assuntos abordados. Pré-candidato à Presidência da República, Alckmin está preocupado com os palanques eleitorais nos Estados.

Alckmin foi um dos principais responsáveis por convencer o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) a disputar o governo. A avaliação de aliados de Tasso, no entanto, é que a situação de Minas era mais crítica, pois a não candidatura de Anastasia implicaria na perda de metade da bancada mineira para a sigla.

(Agência Estado)

(Foto – Folhpess)

Conselho de Segurança se reúne para discutir ameaça de Trump à Síria

A portas fechadas, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se reunirá, nesta quinta-feira (12), para debater a possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagir com ataques armados ao suposto uso de armas químicas pelo governo sírio de Bashar Al Assad, agravando a tensão na região cuja guerra dura sete anos. A reunião foi convocada pela Bolívia, aliada da Rússia.

Será a segunda reunião em dois dias. A primeira ocorreu na terça-feira (10), quando o conselho discutiu a possibilidade de uma investigação para determinar se há ligação de Bashar Al Assad com os ataques a civis.

A Rússia vetou no Conselho de Segurança uma proposta dos Estados Unidos para voltar a iniciar um mecanismo internacional que averigue e determine responsabilidades pelo uso de armas químicas na Síria. A Bolívia foi o único país que votou “não” junto à Rússia, enquanto a China se absteve e os outros 12 Estados-Membros apoiaram a resolução norte-americana.

Porém, os votos apresentados pelos representantes dos Estados Unidos e Rússia foram rejeitados. França, Reino Unido, Arábia Saudita e Israel avaliam a possibilidade de participar de um ataque militar contra a Síria ao lado de Trump. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse hoje que diante de indícios de envolvimento das autoridades, o episódio não pode ficar sem resposta.

Nessa quarta-feira (11), a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, negou que Trump reagirá aos ataques de forma bélica e intensiva na Síria. “O presidente não delineou um cronograma, e ainda está deixando muitas outras opções sobre a mesa”, afirmou. “Uma decisão final sobre isso ainda não foi tomada”.

O secretário de Defesa norte-americano, Jim Mattis, acrescentou que o governo ainda avalia a situação para definir ações: “Estamos pronto para oferecer opções militares se forem apropriadas, como o presidente determinou”.

(Agência Brasil)

Grupo tenta incendiar ônibus no Quintino Cunha

Um princípio de incêndio criminoso em um ônibus foi controlado por moradores do bairro Quintino Cunha. Por volta de 22h30min dessa quarta-feira, 11, três homens e uma mulher chegaram em duas motos, abordaram o veículo e tocaram fogo.

Segundo testemunhas que presenciaram a ação, a linha do transporte coletivo, que liga o bairro ao Cais do Porto, chegava próximo ao final da linha na avenida Independência quando, na altura da rua Padre Deodoro, foi parado pelo grupo, que obrigou todos a descerem do veículo antes de atearem fogo.

O incêndio contido pela população se deu após a fuga dos suspeitos. Foi controlado antes da chegada da equipe do Corpo de Bombeiros Militar (CBMCE).

(Foto: Leitor via WhattsApp)