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Cúpula das Américas: Dilma pede mais integração econômica entre países americanos para enfrentar crise

A presidenta Dilma Rousseff pediu neste sábado (14) em seu discurso no primeiro dia da 6ª Cúpula da Américas, na Colômbia, mais integração entre os países da América Latina, do Caribe e dos Estados Unidos como forma de defesa contra a crise econômica internacional.

“A integração é uma forma de nós nos articularmos para fazer face às consequências nefastas que a crise provoca”, disse Dilma diante do presidente americano, Barack Obama, do presidente colombiano, Juan Manuel Santos e dos chefes de Estado de outros 31 países.

Para a presidenta, é necessário que os países latino-americanos e caribenhos se articulem para fortalecer os mercados internos e integrem os setores energético e logístico e as cadeias produtivas. Na opinião de Dilma, dessa forma será possível garantir crescimento para todos de maneira igualitária. “Nós temos setores industriais significativos que podem ser articulados num processo de integração em que todos nós ganhemos, uma integração entre iguais”, disse a presidenta.

Dilma destacou ainda a necessidade de articulação das fontes de financiamento do setor produtivo dos diversos países e citou como exemplo o “extraordinário crescimento” nas relações de investimento entre o Brasil e a Colômbia. “Precisamos articular também processos de sustentação e financiamento dos nossos setores produtivos e dos nossos investimentos. Seja com o Focen [Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento do Mercosul], seja com os nossos bancos de desenvolvimento, seja com o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento].”

Para a presidenta, o investimento é a única forma de evitar inflação e bolhas especulativas nas economias de todos os países americanos, apesar do bom momento vivido pelo continente no que se refere ao emprego e crescimento econômico. A distribuição de renda associada à integração e ao investimento, de acordo com ela, é outra forma de garantir a transformação dos países da América.

A 6ª Cúpula das Américas acontece neste sábado e neste domingo (15) e tratará de temas como desastres naturais, redução da pobreza, acesso e utilização de tecnologias, segurança e integração. Além disso, é esperado que questões antigas que permeiam os debates no continente também sejam abordadas nos encontros entre os chefes de Estado. É o caso do combate ao tráfico de drogas e do apoio à Argentina no conflito histórico com a Inglaterra pelas Ilhas Malvinas.

(Agência Brasil)

Atleta da urna

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Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (14). Confira:

O deputado federal Artur Bruno (PT) é um dos atletas que participarão, neste domingo (15), da corrida pelos 286 anos de Fortaleza, da avenida Leste-Oeste até a avenida Beira Mar. Mas com a cabeça em outra corrida: a de pré-candidato à Prefeitura.

Fundador do O POVO é lembrado pelos seus 124 anos de nascimento

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Tido como cearense autêntico nascido fora do Estado, o jornalista, poeta, odontólogo, telegrafista e deputado federal Demócrito Rocha nasceu no dia 14 de abril de 1888, na cidade de Caravelas, interior da Bahia. Filho de operário da estrada de ferro, Demócrito aprendeu cedo a combater as injustiças sociais.

Aos 40 anos de idade, ele fundou o jornal O POVO, em 7 de janeiro de 1928, como forma de combater os “desregramentos políticos da época”. Antes, Demócrito havia fundado o órgão literário Maracajá, tido na terra de Alencar como a “revista literária que o paladino e trincheira do movimento modernista no Ceará”.

Integrante da Academia Cearense de Letras, Demócrito Rocha também se destacou pela ousadia em versos livres.

Receita libera extrato da declaração do IR cinco dias após envio dos dados

O contribuinte que costuma acompanhar sua situação fiscal para corrigir eventuais pendências e evitar cair na malha fina deve ficar atento ao tempo que a Receita Federal leva para liberar o extrato da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012. São cinco dias entre a entrega da declaração e a liberação do documento, como informou o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir.

Se o prazo para liberação do extrato não for alterado, quem entregar a declaração nos últimos dias corre o risco de só descobrir se caiu na malha final após o prazo final de entrega, no dia 30 deste mês.

Em 2011, aproximadamente 570 mil contribuintes pessoas físicas caíram na malha fina. O número é bem menor do que o registrado no ano anterior, quando 700 mil tiveram problemas com o Fisco. A Receita Federal tem atribuído a queda do número de pessoas em malha à autorregularização.

A multa para quem não entregar a declaração até 30 de abril é R$ 165,74. Se o contribuinte tiver que pagar tributos em atraso, a situação fica ainda mais complicada. Nesse caso, terá que pagar a multa e o imposto devido corrigido pela taxa básica de juros (Selic).

(Agência Brasil)

Turismo de gringos

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Em artigo no O POV deste sábado (14), o médico, antropólogo e professor universitário, Antonio Mourão Cavalcante, comenta sobre os verdadeiros interesses do turista por Fortaleza. Confira:

O turismo tornou-se a palavra da moda. Descobriu-se que trazer turistas e mostrar “nossas belezas” viraram um grande desafio e a possibilidade de bons negócios. Mas, que atrativos nós temos a oferecer? Nossas praias? Claro que elas são extraordinariamente belas. O sol, como rei, queimando a pele esbranquiçada dos gringos? Nossos quitutes? A lagosta e o peixe? A água de coco gelada? A tapioca? A caipirinha?

O Governo do Estado tem pensado em coisas mais sofisticadas: um amplo centro de eventos, estradas ampliadas e bem sinalizadas, aeroportos em Jeri e Aracati… e até um aquário! Com isso, imagina que os turistas vão se encantar.

Acredito, porém, que os gringos terão curiosidade em saber que povo é esse que vive por aqui. Será que as crianças frequentam a escola? Sabem ler e escrever? Como é a moradia desse povo? Tem sanitário e água encanada? Quanto ganha um pai de família? E quando adoecem, como se tratam? Os hospitais são equipados? Médicos de plantão e enfermeiras atenciosas? Eles assistirão, na TV, que é uma maravilha. Mas, na vida real, será que é assim mesmo?

Como anda a segurança? Poderão passear pelas ruas e praças da cidade, como eles fazem nas terras deles? E, por que tanto noticiário policial na TV e tantas mortes estampadas nos jornais?

Que prédio bonito é aquele? Ah! É a Assembleia Legislativa. Toda em vidro fumê. Os parlamentares são voluntários? Como os turistas vão reagir sabendo de todas as mordomias que eles recebem?

Vocês pensam que os gringos são bobos? Eles perguntam essas coisas sim. Eles querem saber como é que essa gente tão alegre – quase serviçal – constrói seu cotidiano e realiza as trocas simbólicas e reais com os outros. Inexoravelmente, eles vão descobrir que há um mundo para os ricos e outro, bem maior, cercando a cidade, o mundo dos pobres.

Deixará saudades e alguns dólares. Será que mesmo frequentando um estádio – desculpe, Arena do Castelão! – tão moderna, ele levará uma bela impressão dessa sociedade? O que ele contará a seus patrícios, quando lhe for perguntado: e aí, valeu?

Centrais sindicais mantêm disposição de paralisar setor público em maio; governo crê em acordo

O discurso ameaçador de paralisação geral do funcionalismo público nos Três Poderes, adotado pelas centrais sindicais, não tirou do secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a crença de que um acordo possa vir a evitar a greve. Os sindicalistas, no entanto, mantêm a disposição de parar se não tiverem suas reivindicações atendidas.

“Eu, por obrigação, acredito em vários acordos. Podemos ter greve, podemos ter conflito, mas, para a maioria das coisas, vamos conseguir chegar a um acordo. Acho difícil que haja um movimento generalizado, na minha percepção. O governo lida tranquilamente [com essa questão]. É democrático e sabe que isso é possível. Mas temos que tomar atitudes de tentar viabilizar [a negociação] dentro dos órgãos. Se chegar, infelizmente, a uma greve, que seja decorrente de um longo processo de negociação”, disse.

A pré-anunciada greve geral está programada para 9 de maio, caso não haja entendimento entre o governo e os sindicalistas. As centrais sindicais representam cerca de 1,2 milhão de servidores públicos. Desses, cerca de 570 mil estão na ativa. Mendonça não acredita que paralisação vá atingir todos os funcionários. “Não estou ignorando ou menosprezando o poder de mobilização das entidades. A greve faz parte do processo, mas greve de 100% de adesão é meio difícil”.

Mas, na opinião do secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, o governo tem sido “inflexível” com os sindicalistas. “Por enquanto estamos aguardando propostas concretas do que eles têm para nos oferecer. Estamos esperando”, disse.

A pauta de reivindicação inclui melhoria salarial, correção de distorções, paridade e definição de data-base. “Mantemos nossa posição. Se não houver flexibilidade por parte do governo, vamos decretar paralisação geral. Queremos mobilizar todos os servidores”, acrescentou Costa.

O governo, por sua vez, alega que será difícil abrir a carteira em um momento de incertezas econômicas e financeiras, diante do atual cenário internacional. “Essa crise internacional, que você não sabe o tamanho, pode voltar. É uma situação delicada que deixa mais precavido o governo que já tem responsabilidade fiscal. Política macroeconômica tem base forte na questão fiscal. Quando dá crise internacional, qual é o receio? Tenho que ficar mais ainda apegado à questão fiscal”, justificou.

Mendonça destacou que um dos pontos que tem dificultado a possibilidade de acordo entre as duas partes é a reivindicação por ajuste linear. “Unificar pauta geral, eu reconheço que é de difícil atendimento pelo governo. Não se consegue fazer outra política que não a de ajuste remuneratório, correção das distorções. Por isso é que dá o sentimento de que eles  vêm aqui [os servidores que negociam] e não estão sendo atendidos. Porque, de fato, não é compatível fazer uma coisa e outra, não há recursos para tanto”, concluiu.

(Agência Brasil)

Sob a superfície dos consignados

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (14), pelo jornalista Érico Firmo:

O Governo do Estado chegou à conclusão de que os juros cobrados dos servidores nos empréstimos consignados poderiam ser menores e decidiu rescindir o contrato com a empresa que geria o negócio.

Esse não é o fim da história. Provavelmente, é o início do processo que pode desvelar esquema escabroso. Falta saber quem se favorecia com juros tão elevados. E comprovar se houve irregularidade. É positivo que também o governo reconheça que o assunto não está encerrado.

Em conversa com a coluna, o secretário Eduardo Diogo disse que a determinação do próprio governador Cid Gomes é de que a situação seja esclarecida na totalidade. “A sociedade tem o direito de saber como funcionava a operação para conceder empréstimos aos servidores”, afirmou o titular da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag).

Ele anunciou que as informações em poder da Seplag estão à disposição dos órgãos de controle externo que desejarem investigar. A rescisão é o primeiro passo. Se houve fraude, que os culpados sejam punidos. Se houve prejuízo, que os servidores sejam ressarcidos.

Eduardo Diogo destaca que a orientação do governador é para levar o caso às últimas consequências, custe o que custar. Claro, convém sempre esperar os desdobramentos. É inevitável a interrogação sobre quão longe o governo estará disposto a ir. De qualquer forma, a abertura e o quase convite para os órgãos fiscalizadores se debruçarem sobre o caso é sinalização de que o empenho não é mera bravata. Afinal, embora lobbies e pressões sejam possíveis, o caso sai do estrito controle governamental com a intervenção do Ministério Público – em curso desde antes, aliás – e dos tribunais de contas.

Até para preservar o governador, saia Arialdo!

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Em artigo no O POVO, deste sábado (14), o editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, sugere a saída do secretário-chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho. Confira:

A decisão anunciada pelo Governo do Estado de rescindir o contrato com a empresa ABC, responsável pela operacionalização da concessão dos empréstimos consignados a servidores públicos estaduais, é correta, mas não encerra a polêmica iniciada desde setembro com as denúncias levadas a público pelo deputado estadual Heitor Férrer (PDT).

Durante mais esse longo episódio de desgaste do Governo Cid, muitas dúvidas ainda precisam ser esclarecidas quanto à questão da triangulação de empresas na operação dos empréstimos, principalmente no que diz respeito à possível tráfico de influência em relação a Promus e a CCI. Nesse aspecto, e até para que se resguarde o governo e o próprio chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho, é imprescindível no momento que este se afaste de suas funções.

A medida, para além da investigação que o Governo promete para o caso, se faz necessária também pelo completo descaso com que Arialdo Pinho tratou a opinião pública e seus pares governamentais durante todo o processo. Até ontem, foram quase sete meses de denúncias sobre a participação do genro do chefe da Casa Civil no episódio sem que Arialdo Pinho se dignasse a prestar qualquer esclarecimento à sociedade sobre o caso envolvendo o protagonismo do seu genro no caso.

Nos tempos de hoje, quando se cobra transparência e ética na gestão pública, já seria de bom tom que o chefe da Casa Civil tivesse se afastado das suas funções desde quando começaram as denúncias, em vista de situação tão grave, para que não restassem suspeitas sobre a condução do processo de esclarecimentos. Nem fez isso, muito menos achou que caberia a ele prestar esclarecimentos.

Arialdo não só errou ao se calar como também ao tentar manter o status de homem forte da gestão, enquanto o Governo era sangrado diariamente na Assembleia e na imprensa. Se não faz parte do estilo de Cid Gomes demitir auxiliares, que Arialdo peça para sair. O que não pode é o governo ter em posto chave alguém morto politicamente.

Polícia apreende quadrilha de adolescentes em operação no Planalto Ayrton Senna

Nove adolescentes foram apreendidos e dois homens foram presos na manhã deste sábado (14), no Planalto Ayrton Senna (antigo Pantanal), em uma operação da Polícia Militar, que envolveu policiais do BP Choque e do Canil. Segundo a Polícia, todos são envolvidos com assaltos e tráfico de drogas. Com a quadrilha, os policiais apreenderam uma escopeta e um revólver pertencente à Polícia Civil do Ceará.

“Essa arma da Polícia Civil, provavelmente foi adquirida pela quadrilha em uma fuga de presos. Agora, a Polícia Civil deverá investigar se o grupo também é pago para planejar e realizar fuga de presos”, comentou o major Wilson Melo, comandante da 2ª Companhia do 5º Batalhão, na Messejana, que destacou que o trabalho teve início com o sargento Simplício.

De acordo com o comandante, os adolescentes têm idades entre 15 a 17 anos e usavam uma casa no Planalto Ayrton Senna como “ponto de apoio”. Os acusados foram levados para o 30º Distrito (São Cristovão) e para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), no bairro Presidente Kennedy.

Protesto na Treze de Maio pela morte de engenheiro em assalto

Familiares e amigos do engenheiro civil Kelbson Nogueira Diógenes, morto durante um assalto na avenida Treze de Maio, em março deste ano, fazem, na manhã deste sábado (14),  um protesto em frente à agência bancária onde ocorreu o crime de saidinha bancária.

O engenheiro, de 29 anos, era natural de Tabuleiro do Norte e havia se formado há poucos meses. A Polícia ainda procura os assassinos de Kelbson Nogueira. Segundo as primeiras investigações, os assaltantes sabiam que a vítima iria realizar um grande saque bancária, para o pagamento dos funcionários de uma construtora.

Governo mantém discurso por reajuste de contracheque de servidor só em 2013

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A morte abrupta de Duvanier Paiva, em janeiro, então secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, fez com que o atual secretário, Sérgio Mendonça, assumisse a vaga em meio às ameaças de uma greve geral do funcionalismo público nos Três Poderes.

A pré-anunciada paralisação está prevista para o início de maio, mas, diante de um cenário de crise econômica internacional, a ordem é “cautela”. “Assim, qualquer crescimento da despesa com a folha de pagamento não deve ultrapassar a relação com o PIB [Produto Interno Bruto] nominal”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Apesar do titular da pasta ter assumido recentemente, o discurso de que o governo só negocia reajuste com servidores para o contracheque de 2013 continua. “É verdade que é um momento difícil. O governo teve ano difícil nas negociações em 2011, e isso carrega para frente uma tensão nas relações do governo com os servidores. Mas, para 2012, a folha está fechada. Toda negociação é para 2013”, admitiu.

Segundo Mendonça, atualmente, a folha de pagamento – considerando o Poder Executivo, o que inclui servidores civis e militares, o Legislativo e o Judiciário – custa cerca de R$ 200 milhões por ano ao governo. O montante equivale a 4,5% do PIB. E, conforme o secretário, o alto percentual faz com que cada movimento de reajuste salarial precise ser bastante calculado. A ordem atual é que o crescimento dos gastos não ultrapasse a relação com o PIB nominal.

“Qualquer movimento [em torno de reajuste] que você dê, [mesmo que] só da inflação, você consome uma boa parcela [da folha de pagamentos]. Não se consegue fazer outra política senão a de ajustes remuneratórios, correção das distorções. A ideia é que não possa ultrapassar o crescimento, essa relação com o PIB nominal daqui para frente. Se hoje a relação é 4,5% do PIB, a ideia é que isso possa ser preservado daqui para frente e que, em 2013, 2014, não tenha expansão adicional. Isso não é uma gordura, é manter estrategicamente a despesa de pessoal no ritmo de crescimento do país”, defendeu.

Focando nessa metodologia e na expectativa do governo de crescer 5,5% em 2013, as contas de aumento de gastos ficam em torno de R$ 25 bilhões, de acordo com as projeções de Mendonça. “É difícil mensurar, em conta simplória, se o Brasil de fato crescer 5% ano que vem, e ter a meta de inflação atingida, está se falando de expansão de 9,5% na despesa. Ela não deveria crescer mais que isso, para não ultrapassar parâmetros. O governo não vai errar nessa conta, eu gasto tanto, mas posso avançar mais meio. Não vai ser assim”, disse.

Nessa conta governamental, estão computadas as despesas com melhoria salarial e novos concursados. “A despesa de pessoal com reajuste e novas contratações de concursos, temos que encaixar tudo na mesma conta”, disse o secretário de Relações do Trabalho. Segundo ele, esse é o parâmetro do governo na hora de avaliar a possibilidade de atender às reivindicações dos servidores. “Esse é o parâmetro com que estamos trabalhando, mas não é um parâmetro que impede uma expansão”.

(Agência Brasil)

Stanley Leão desautoriza Doutor Ciro

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Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (14):

Do presidente regional do PTC, Stanley Leão: “O vereador Doutor Ciro não fala mais pelo partido”.

Essa foi a resposta ao ser indagado sobre declaração do médico, na propaganda política, apregoando candidatura na Capital.

Há 100 anos afundava o Titanic

Ao anoitecer do domingo de 14 de abril de 1912, a temperatura tinha caído para quase congelamento e o oceano estava calmo. A lua não era visível (estando dois dias antes da Lua Nova), e o céu estava limpo. O Capitão Smith, em resposta aos avisos de icebergs recebidos pelo rádio nos dias anteriores, traçou um novo curso que levava o navio um pouco mais o sul.

 Às 13h45min daquele dia, uma mensagem da embarcação Amerika avisou que grandes icebergs estavam no caminho do Titanic, porém, já que Jack Phillips e Harold Bride, os operadores do dispositivo Marconi de rádio, eram empregados da Marconi e pagos para retransmitir mensagens de e para os passageiros, eles não estavam focados em retransmitir para a ponte mensagens “não essenciais” sobre gelo. Mais tarde, naquela noite, outro aviso de um grande número de icebergs, desta vez da embarcação Mesaba, também não chegou à ponte.

Às 23h40min, enquanto navegavam a 640 km dos Grandes Bancos da Terra Nova, os vigias do mastro, Frederick Fleet e Reginald Lee, avistaram um iceberg bem em frente do navio. Fleet imediatamente tocou o sino de alerta do mastro três vezes e ergueu o comunicador para falar com a ponte. Preciosos segundos se perderam até que o comunicador foi atendido pelo sexto oficial Paul Moody, quando Fleet gritou: “Iceberg bem em frente”.

O Primeiro Oficial William Murdoch deu ao timoneiro Robert Hitchens a ordem de “tudo a bombordo” (esquerda), e ajustou as máquinas para ré ou para parar, o testemunho dos sobreviventes é conflituoso. A proa do navio começou a deslocar-se do obstáculo e, 47 segundos após o avistamento do iceberg, houve o choque.

O iceberg “arranhou” o lado estibordo (direito) do navio, deformando e cortando o casco, e soltando os rebites abaixo da linha d’água por uma extensão de 90 m. Enquanto a água entrava nos compartimentos dianteiros, Murdoch acionou o fechamento das portas à prova d’água. O navio conseguiria ficar flutuando com quatro compartimentos inundados, mas os cinco primeiros compartimentos foram rasgados e estavam com água. Os compartimentos inundados faziam a proa do navio ficar mais pesada, causando a entrada de mais água.

Vinte minutos após a colisão, a proa já começava a inclinar. Além disso, por volta de duas horas após a colisão, a água começou a passar do sexto para o sétimo compartimento sobre a antepara que as dividia. O Capitão Smith, alertado pelo solavanco do impacto, chegou à ponte e ordenou parada total. Pouco depois da meia-noite de 15 de abril, após uma inspeção feita por oficiais do navio e por Thomas Andrews, foi ordenado que os botes fossem preparados para lançamento e que sinais de socorro começassem a ser enviados.

Com 2.240 pessoas a bordo, o naufrágio resultou na morte de 1.523 pessoas, hierarquizando-o como uma das piores catástrofes marítimas de todos os tempos. O Titanic provinha de algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis da época e foi popularmente referenciado como “inafundável”.

(Wikipédia)

Prefeita Luizianne Lins não vai a show de aniversário de Fortaleza

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A prefeita Luizianne Lins não compareceu ao show pelos 286 anos de Fortaleza, que foi encerrado na madrugada deste sábado (14), no Aterro da Praia de Iracema. O ponto alto da festa foi a apresentação de Paulinho da Viola.

Em sua última grande aparição pública, no Réveillon deste ano, também no Aterro da Praia de Iracema, a prefeita levou uma grande vaia do público.

Mesmo assim, a prefeita mandou uma mensagem pelo aniversário da cidade, que também foi veiculada nesta sexta-feira (13) em emissoras de tevês e rádios. Houve vaia durante a mensagem de Luizianne Lins.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Fortaleza não informou o motivo pelo não comparecimento da prefeita.

Vamos nós – A prefeita Luizianne Lins não deveria se incomodar com as vaias do fortalezense, pois, de acordo com vereadores da base aliada na Câmara Municipal, a vaia é sinônimo de democracia. Antes, quando não estavam no poder, esses mesmos vereadores entendiam a vaia como protesto e insatisfação.

Entre o benefício e a bravata

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (14), pelo jornalista Érico Firmo:

A distribuição de notebooks a professores municipais pode ser uma possibilidade de progresso ou mera pirotecnia. De qualquer forma, esse não pode ser o centro das políticas de qualidade na educação. No O POVO de 28 de dezembro, o colunista Elio Gaspari escreveu sobre o programa federal para aquisição de tablets. A reflexão que serve para pensar no caso de Fortaleza.

“Governos que pagam mal aos professores, que não têm programas sérios de capacitação dos mestres, onde as escolas estão caindo aos pedaços, descobriram que a compra de equipamentos eletrônicos é um bálsamo da pedagogia da marquetagem. Cria-se a impressão de que se chegou ao futuro sem sair do passado”.

 Em 8 de fevereiro, Gaspari voltou ao assunto e relatou o desastroso relatório do projeto federal “Um Computador por Aluno”. Não havia a estrutura adequada, os treinamentos não deram os resultados esperados, o aguardado suporte técnico foi praticamente inexistente e equipamentos com problema foram encostados nos almoxarifados. O sinal de Internet não chegava a muitas escolas. Além disso, as baterias só resistiam uma hora, enquanto as aulas duravam cinco. E não havia tomadas suficientes para recarga. Mesmo com a capacitação, 80% dos docentes demonstraram dificuldade em usar o notebook.

O secretário da Educação de Fortaleza, Elmano de Freitas, disse à coluna que a empresa que fornece os computadores fará assistência técnica e a qualificação, previstas no edital. A capacitação será feita até junho. Informou ainda que já foram adquiridas antenas de Internet. A compra de outras está em processo. O objetivo é garantir sinal em todos os colégios com benefício às comunidades no entorno.

O potencial é enorme – embora a tecnologia não seja capaz de resolver todos, nem mesmo a maioria, muito menos os principais problemas da educação. Os obstáculos encontrados no programa federal podem ser evitados em Fortaleza. Mas também lá houve cursos de formação e havia promessa de assistência técnica. A questão não é o que está no papel, mas a forma como se efetivará.

Hipocrisia virtual

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Em artigo enviado ao Blog, o professor Francisco Djacyr de Souza fala sobre a entrega de notebooks aos docentes da rede municipal de ensino. Confira:

Não quero parecer mal-agradecido nem ranzinza, mas sinceramente fazer festa com dinheiro público para entregar simples notebooks é no mínimo brincadeira de péssimo gosto e olha que ainda queriam associar tal fato à presença de um candidato a Prefeito que por sinal é Secretário de Educação. Sinceramente não consigo entender este tipo de coisa, mas onde fica o pagamento do Piso Salarial Nacional dos Professores? Onde está a valorização da categoria que fez cursos, se aperfeiçoou e deu tudo de si durante longos anos no ensino público municipal e ainda foi chamado de esquizofrênica e ironizada por um presidente de Câmara Municipal? Vale ressaltar que o tal notebook distribuído parece – nos que não vai ser muito útil, uma vez que utiliza um programa gratuito – sem muitos recursos e que poucos sabem utilizar nem tem a ver com a prática real da maioria das pessoas.

Talvez se tivéssemos um bom salário não precisaríamos estar recebendo esmolas com tanta pompa e aproveitamento midiático dos gestores para fazer o que é de sua responsabilidade. Os defensores da Administração esotérica e marxista dirão que ninguém fez isso, mas sinceramente o certo é não fazer ou quem está no poder está ali para não servir o povo do que o povo merece. Recentemente tivemos um caso de tentativa de estupro nas proximidades de uma escola onde trabalho e mesmo sabendo da situação ninguém moveu uma palha para dar segurança às crianças da escola. O que nossos professores parecem querer não é espelhinho tal qual fizeram no início da colonização, pois antes de tudo é preciso devolver a dignidade que os educadores e educandos estão perdendo em função de uma Escola Pública péssima , sem perspectiva e sem respeito aos seus personagens.

Acho que todo professor coerente quer bem mais onde alguma conquistas como eleição direta para diretores, salário digno, apoio a projetos, prêmio por criatividade e apoio a projetos das escolas seriam bem mais importantes que um aparelho de procedência desconhecida e com pouca perspectiva de bom uso e fariam sim a diferença em uma Administração que tinha tudo para ser diferente e acabou sendo igual até as da época da ditadura. Não podemos aceitar que nossas escolas públicas sejam tratadas como “Escolas de pobre” e por isso sejam feitas de qualquer jeito, sem planejamento, sem participação da comunidade e abandonadas à própria sorte. O que os professores conscientes querem é respeito, dignidade e não utilização de suas deficiências para promover os que estão sedentos pelo Poder. Com diz uma canção popular: A gente não quer só comida… Dá para entender? Quanto ao notebook, troco o meu pelo Piso, soa com mais dignidade e respeito…