Blog do Eliomar

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Brasil ainda aguarda por Lei Áurea no mercado de trabalho

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“A pobreza no Brasil tem a face negra e feminina”. A frase da presidente Dilma Rousseff, durante o Encontro Ibero-Americano de Alto Nível, em Salvador (BA), pelas comemorações ao Ano Internacional dos Afrodescendentes, ganha força neste domingo (13), 124 anos após a libertação dos escravos.

Apesar de nascidos e crescidos como homens livres, os negros no Brasil ainda sofrem discriminação, principalmente quando o assunto é o mercado de trabalho. O discurso da igualdade racial se estende somente até o momento em que o negro entra para o mercado de trabalho.

Segundo o Censo 2010, das 438 profissões listadas no mercado brasileiro, somente em 16 (3,6% do total) a renda média dos trabalhadores negros ou pardos supera a dos brancos. Isso ainda levando em consideração que, nos últimos anos, a renda média dos trabalhadores negros ou pardos subiu bem mais que a renda média dos trabalhadores brancos. Apesar do avanço, o rendimento dos negros representa em média 39% do que é pago ao branco.

“Se o povo negro é excluído e discriminado na universidade, ele também é no trabalho. Muitas vezes, o negro não consegue emprego ou, quando consegue, não tem assumido cargos de relevância. Por isso, é importante buscarmos a melhoria na condição de vida da população negra“, afirma o deputado federal Vicentinho (PT-SP), autor do Projeto de Lei nº 5882/05, que obriga as empresas a contratar trabalhadores negros na proporção correspondente ao percentual de negros da região onde estão sendo oferecidas as vagas.

(com agências)

Relator de MP da Seca quer associar crédito com medidas para evitar endividamentos de produtores

A partir desta semana o senador Walter Pinheiro (PT-BA) começará a procurar as lideranças da bancada do Nordeste, além do Ministério da Agricultura, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste para discutir políticas de longo prazo que atendam aos produtores rurais do Semiárido nordestino. O senador foi escolhido relator da Medida Provisória 565, que está sendo chamada de MP da Seca, na comissão mista especial criada para analisar as emendas e conferir os critérios de admissibilidade antes que a matéria comece a tramitar.

A medida enviada pelo Poder Executivo destina recursos para socorrer agricultores familiares, produtores rurais, além de empreendimentos industriais, comerciais e de serviços que tiveram suas atividades afetadas por fenômenos naturais. As ações incluem o aumento do auxílio para as famílias que foram atingidas pelos fenômenos, em especial pela seca na Bahia.

Para Pinheiro será necessário mais. Ele pretende reformular o texto da MP apresentando um projeto de lei de conversão no qual as dívidas anteriores dos produtores possam ser quitadas e uma nova linha de crédito, com juros mais baixos e melhores condições de pagamento possa ser criada. “Nós vamos resolver o que há para trás, zerar as dívidas antigas, e ver novo crédito para essa gente. Um crédito mais estruturado”, explicou o senador à Agência Brasil.

O relator acredita ainda que o governo tem gasto muito dinheiro para manter uma estrutura estatal de cobrança dessas dívidas que, na opinião dele, nunca serão pagas. “São dívidas impossíveis de serem quitadas”, alega. “É como uma moto tomada por falta de pagamento. Essa moto já está apodrecendo, não serve para mais nada e o dono não vai pagar a dívida. Mas existe um custo para manter a moto no pátio, mover um processo judicial, entre outras coisas. É inútil”.

O prazo para apresentação de emendas já foi encerrado. Foram apresentadas cerca de 20 propostas de alteração da matéria que também serão analisadas por Walter Pinheiro. Depois que for votado na comissão, se aprovado, o projeto de lei de conversão começará a tramitar na Câmara dos Deputados e em seguida irá para o Senado Federal, onde precisará ser votada até setembro.

(Agência Brasil)

O retrato que a pesquisa quis tirar

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Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (13):

A primeira pesquisa acerca da disputa eleitoral de Fortaleza foi uma encomenda do PSB. O partido economizou ao pagar ao Ibope por uma consulta com uma amostra pequena. Apenas 504 eleitores foram entrevistados.

É óbvio que a encomenda responde a um interesse político. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral. Portanto, com permissão legal para ser divulgada. E era esse o objetivo. Não interessava uma pesquisa para alimentar exclusivamente o partido.

E qual o maior interesse político da pesquisa do PSB? Simples: mostrar ao público em geral e, particularmente, ao mercado político o tamanho da rejeição à gestão de Luizianne Lins e o rebaixado potencial eleitoral do nome preferido pela prefeita para disputar a sucessão.

Trocando em miúdos, o objetivo é fragilizar as posições da prefeita junto ao próprio partido e junto aos aliados. Os resultados também oferecem fatos objetivos (e de conhecimento público) para rechear os discursos de separação entre o PSB e o PT.

Nada que as pesquisas do Palácio Abolição, que não vive sem elas, já não soubessem. Nada que o Palácio do Bispo também não tivesse pleno conhecimento. Ou seja, a pesquisa serve apenas para cumprir uma tarefa peculiar ao jogo político.

E assim é com toda e qualquer pesquisa realizada a essa altura do campeonato. No que diz respeito aos pré-candidatos, as consultas de opinião são a serventia para animar ou desanimar a militância, que adora (e isso é parte do jogo) se enganar com os números. Nesse ponto, os líderes das manadas sabem conduzir bem.

Outra função da pesquisa prematura: oferecer à voz de comando justificativas para futuras escolhas. O comando do PSB precisa de um bom argumento para levar, por exemplo, a Brasília explicações plausíveis e objetivas sobre suas motivações para romper e lançar nome próprio.

Pelo seu poder de expor um retrato real da disputa, as pesquisas que valem são aquelas que irão abordar os eleitores (cerca de mil deles) com a cartela oficial de candidatos. Isso é coisa somente para o início julho. Hoje, nem sequer há uma disputa.

CCBNB-Cariri comemora seis anos de atividades com shows de Luciano Brayner e grupo Mombojó

O Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri comemora seis anos de atividades realizando neste domingo (13) shows do cantor, compositor, arranjador e instrumentista Luciano Brayner, às 20 horas, e do grupo pernambucano Mombojó, às 21h30min. Com entrada gratuita, os dois espetáculos acontecerão no Largo da Rffsa, no município do Crato.

Luciano Brayner (show gratuito às 20 horas)

Cantor, compositor, arranjador e instrumentista, radicado desde 2003 em Juazeiro do Norte (CE), Luciano Brayner apresenta em seu trabalho uma multiplicidade de influências assimiladas em mais de 10 anos de atividade musical. Trafegando entre a tradição e a contemporaneidade, sua música se situa em uma zona de fronteira, um universo de conciliação entre o novo e o antigo, tão presente na efervescente cultura nordestina. Suas composições trazem esta marca: um olhar que assimila o mundo e um sentimento nordestino, brasileiro, que se intensifica e se enraíza.

Mombojó (show gratuito às 21h30min)

No início dos anos 2000, Recife vivia uma cena musical rica e diversa, às vezes chamada pós-mangue. O mercado musical iniciava na época um conjunto de mudanças profundas, que incluiriam a oferta de música como serviço e os usos massivos da Internet como palco. A Mombojó nasceu como muitas bandas de Pernambuco, na garagem e na escola, entre jovens adultos, com um olho no mangue, outro no mundo. Em seu primeiro trabalho, a banda produziu o disco Nadadenovo (2004), lançou todas as músicas simultaneamente na Web com uma licença Creative Commons, distribuiu para bancas de jornais em todo o Brasil pela Revista Outra Coisa (2004/2005), e ganhou o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) duas vezes de melhor grupo musical (2005 e 2006). No lançamento mais recente, Amigo do Tempo (2010), a banda inclui arranjos com mais instrumentos e recebeu dezenas de boas referências dos críticos.

Deficiência física não é obstáculo para sonho de ser mãe

“É impressionante o espanto da sociedade em geral sobre o fato de que mulheres com deficiência, inclusive física, podem engravidar e ser mães. Isso pode nos fazer refletir o quanto a marca da deficiência se sobrepõe à pessoa humana. Portanto, vale dizer: mulheres com deficiência podem engravidar”, a declaração da coordenadora da área da saúde da pessoa com deficiência, do Ministério da Saúde, Vera Mendes, serve como alento para muitas mulheres que desejam ser mãe. “Não importa o tipo de deficiência, seja física, visual, auditiva ou intelectual, elas continuam sendo mulheres e, se assim desejarem, podem viver a experiência da maternidade”, enfatiza Mendes.

Como toda mulher, os cuidados devem começar logo após a notícia da gravidez, durante o pré-natal. É nessa fase que o médico definirá os procedimentos mais adequados a cada caso, respeitando as peculiaridades de cada paciente.

O Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para acompanhar todo o processo de gestação dessas mães. Do acolhimento e orientação ao casal até o momento do parto. Durante a gestação também são realizados exames de avaliação do desenvolvimento do feto e da saúde materna. O acompanhamento do bebê e da mãe não termina no nascimento. Ele segue durante os primeiros meses de vida da criança – incluindo o acompanhamento à saúde da mãe.

Este acompanhamento está disponível desde as Unidades Básicas de Saúde (UBS), de todo o País, aos ambulatórios especializados nas unidades hospitalares.

(Agência Saúde)

Sobre democracia, legitimidade e cúpulas

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (13), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

Independente do modelo adotado, a democracia continua sendo o melhor meio de assegurar o desejo da maioria, mesmo que, com o tempo, essa decisão expressa majoritariamente não venha a ser considerada a melhor. De qualquer forma, a garantia da legitimidade já é grande passo no sentido de possibilitar as mudanças e ajustes que se façam necessários na sociedade, mesmo porque, muitas vezes, as mudanças de rumos quase sempre se dão alheias à vontade majoritária, oriundas da cabeça de iluminados acostados às cúpulas decisórias. Este talvez seja o grande risco de legitimar processos pela via democrática, já que não se pode depois ter controle sobre eles, seja no âmbito da política institucional ou qualquer outro setor da sociedade.

No Brasil, em termos de partidos políticos, é impossível tirar do PT a marca de vitalidade que as instâncias democráticas internas conferem à sigla. Reside aí a força da agremiação que mais cresce em número de filiados e simpatizantes no País. Nem por isso a legenda está livre das amarras criadas pelas cúpulas e os seus iluminados. A discussão em torno do encontro municipal é um exemplo claro dessa assertiva. Ora, desde o segundo semestre do ano passado se debate sobre o possível candidato do partido à Prefeitura de Fortaleza. O impasse iniciado com a apresentação de 13 nomes tinha como data para definição a primeira quinzena de janeiro. O quadro complicou e o prazo foi estendido, até ficar acertado que tudo seria finalizado em encontro por meio da escolha de delegados em eleição direta. Ou seja, nada mais democrático e legítimo, do que o partido se render à maioria e escolher o candidato através de processo de votação interna por meio desses delegados eleitos.

O simples aceno de que o encontro não teria esse caráter definidor, portanto, não é nada mais, nada menos, do que dizer para os filiados que foram domingo escolher os delegados, de que nada adiantou àquela movimentação toda. Foi jogar para a militância de que a democracia no PT continua sendo inegociável, mas quem decide mesmo é a cúpula. Cúpula, que a cada dia parece perder o controle sobre o processo de indicação do candidato à disputa prefeitural em Fortaleza. É bom lembrar que o nome de Elmano foi tirado da cartola da prefeita Luizianne Lins, que demonstrou sua força dentro do partido com o resultado de domingo, atropelando as alas ligadas a Guimarães, Bruno e Pinheiro. Nem por isso, pode comemorar, já que sabe da rejeição de Cid Gomes a seu preferido. Agora, caminha no fio da navalha. Terá de ter uma desculpa muito boa para a militância ao tentar justificar a mudança de posição em relação ao encontro do dia 20; ao mesmo tempo em que tenta emplacar Elmano junto ao governador, o que não são tarefas nada fáceis.

Nunca antes neste país

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Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (13):

Vejam como estão as coisas no Brasil: a CPI do Cachoeira já serviu de tentativas para enquadrar tanto o Ministério Público como a imprensa. Notem que, nesse ponto, deu-se uma firme aliança entre o ex-presidente Fernando Collor e uma parte do petismo.

As duas tentativas, até aqui, fracassaram solenemente. Porém, um fato pode ser afirmado: no Brasil pós ditadura, incluindo a época de Collor, a liberdade de imprensa permaneceu como um valor inquestionável.

Isso durou até a denúncia do Mensalão explodir no noticiário.

Uece recebe inscrições para os cursos de Francês, Japonês e Português

A partir desta segunda-feira (14), o Projeto de Inclusão de Línguas (PROLIN) começa a receber a matrícula de novatos para os cursos de Francês, Japonês e Português, semestre 2012.2. As inscrições se encerram até o preenchimento das vagas em ofertas. O PROLIN é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Políticas Estudantis (PRAE) da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e a sua proposta é a de preparar os que pretendem ingressar no promissor mercado de trabalho, que se abre com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, que acontecerão no Brasil, em 2014 e em 2016, respectivamente.

A coordenação do PROLIN informa ainda que, as inscrições para a seleção dos cursos de Inglês e Espanhol estarão abertas de 14 de maio a 22 de junho de 2012.  Na ocasião da matrícula, o candidato deve apresentar Xerox da Carteira de Identidade, mais o comprovante da taxa de R$ 30,00, paga no Bradesco, conta de Nº 11214-3, Agência 0649-1. Lembra também que a matrícula para os veteranos acontecerá de 2 a 13 de junho de 2012.

A documentação exigida para a matrícula de novatos é a seguinte: Xerox da Identidade, CPF, comprovante de endereço, uma foto três por quatro e o comprovante da taxa de matrícula no valor de R$ 70.

Segundo a coordenação do PROLIN, além das aulas serem ministradas por excelentes professores, o aluno tem direito a carteira de estudante e os certificados são emitidos pela Universidade Estadual do Ceará (Uece).

(Uece)

Dia das Mães: brasileiras têm menos filhos e adiam gravidez por profissão

Da década de 60 até o início deste século, houve uma mudança significativa no perfil das mães brasileiras. A mulher está deixando a maternidade para mais tarde e optando por ter uma família bem menor do que tiveram suas mães e avós. Dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de fecundidade no Brasil cai a cada ano: na década de 60 era superior a seis filhos por mulher e em 2010 chegou a 1,9 filho por mulher.

Vários fatores explicam essa mudança no perfil das mães no Brasil, aponta a demógrafa e professora da Universidade de Brasília (UnB) Ana Nogales. “Os principais são o aumento da escolarização das mulheres, a urbanização e a participação feminina mais forte no mercado de trabalho”, indica a pesquisadora. A demógrafa acredita que, além dos fatores ligados à evolução do papel da mulher na sociedade, há uma influência cultural que fez mudar o padrão reprodutivo. “Na década de 80 e 90, falou-se muito em um padrão de família ideal. A mídia e as telenovelas brasileiras sempre apresentavam famílias menores e como esse modelo trazia vantagens para os filhos”, diz.

Atualmente, a taxa de fecundidade brasileira se assemelha à de países europeus como a Dinamarca, Suíça e Noruega e é inferior à dos Estados Unidos. “A redução no Brasil foi muito acelerada e sem uma política governamental para controle da natalidade, como ocorreu no México ou na China. Os países desenvolvidos não tiveram esse processo tão rápido como vemos aqui, em que a mudança ocorre de uma geração para outra”, aponta Ana.

O modelo de família com poucos filhos, entretanto, ainda não é padrão em todas as regiões do país. Enquanto a média nacional em 2010 foi 1,9 filho por mulher, no Norte ficou em 2,47 – superior à taxa de fecundidade que o país registrou dez anos antes. O menor índice foi registrado no Sudeste: 1,7 filho por mulher, inferior à média de países como a Bélgica, o Reino Unido e a Finlândia. Ainda assim, foi no Norte e no Nordeste que se contatou as maiores reduções na taxa de fecundidade entre 2000 e 2010 (21,8% e 23,4%, respectivamente).

O Censo 2010 também destaca uma mudança, ainda que menos acelerada, no chamado padrão etário da fecundidade. Até o ano 2000, a tendência era um “rejuvenescimento” no perfil das mães, com maior concentração de gestações entre as jovens de 15 a 24 anos. Mas, na última década, segundo o IBGE, observou-se uma reversão desse movimento. Em 2000, os grupos das mulheres mais jovens, de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos, concentravam 18,8% e 29,3% da fecundidade total, respectivamente. Esses patamares passaram para 17% e 27% em 2010. Ao mesmo tempo, no grupo de mulheres com mais de 30 anos, a participação na fecundidade total da população subiu de 15,85% para 18% entre 2000 e 2010.

(Agência Brasil)

A sobrevivência do capitão

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (13), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

Sem a exposição proporcionada pela TV Assembleia, já que não estão evoluindo as negociações para seu retorno à Casa, o suplente de deputado estadual pelo PR, capitão Wagner, vê se esvair aos poucos o sonho de disputar a prefeitura de Fortaleza.

Ele até admite manter a postulação, mas sabe que a cada dia fica mais difícil. Primeiro porque enquanto as candidaturas começam a ser colocadas, o líder da greve da PM está sem estrutura e palco para manter seu nome em evidência. Conversas com outros partidos não têm faltado. A mais recente foi com Marcos Cals (PSDB), que o queria para vice.

Para, além disso, há outro complicador em relação ao oficial. Às pessoas próximas, capitão Wagner tem dito temer que o pedido de prisão protocolado pelo Ministério Público na Justiça Militar se concretize mais cedo ou mais tarde. Nesse caso, a batalha seria longa e, na pior das hipóteses, teria que arcar com o pagamento de advogados o que, segundo ele, seria inviável financeiramente no momento.

Aposentado, o oficial recebe cerca de R$ 2 mil por mês. Para tentar, pelo menos, ganhar o apoio popular e reverter esse processo em termos de opinião pública, o capitão aposta que somente estando na mídia conseguirá esse efeito. A estratégia que pretende adotar é se candidatar a vereador e puxar uma grande bancada para o PR ou a coligação. Com isso, considera que pode mobilizar outras forças na luta contra a Justiça.

Parte do muro de contenção desaba no Icaraí

A praia do Icaraí parece estar desaparecendo. A faixa de areia vem perdendo espaço para o mar que avança sem piedade. Para conter as águas, a Prefeitura de Caucaia começou a construir, em agosto de 2010, um paredão por toda a avenida litorânea do Icaraí, o conhecido big wall. O problema é que na última semana quase 100 metros da contenção desabou.

Segundo Paulo Guerra, vice-prefeito da cidade, o desabamento ocorreu por causa da constância das marés altas. “As ondas da ressaca estão muito violentas e essa última maré marcou 3,3 metros de altura, o que provocou a erosão na retaguarda do barra mar. Por isso ocorreu a queda da parede”, informa. Ele diz ainda que o reparo já foi solicitado junto à empresa responsável pela construção e que não vai custar nada aos cofres públicos, pois a obra ainda está dentro do prazo de garantia. “A Construtora iniciará a reforma na segunda-feira (14) e nos deu o prazo aproximado de 15 a 30 dias para a conclusão”, acrescenta.

O desabamento causou indignação entre os moradores do Icaraí, que culpam a Prefeitura por não fazer fiscalização preventiva no big wall. “Nunca presenciei a Prefeitura vir aqui fazer manutenção ou fiscalizar o estado da construção do paredão. Se tivessem feito isso, talvez o desabamento fosse evitado”, comenta José Maria.

Os moradores ainda comentam sobre a segurança da obra. “Quem assegura que outros desmoronamentos não ocorram? Não tem nem quatro meses que concluíram a obra e já começou a cair”, reclama a comerciante Claudilene Souza, 42.

“Os moradores estão frustrados com razão”, diz o vice-prefeito. “A urbanização está atrasada porque dependemos da verba parlamentar que não tem prazo para chegar. Entretanto, se o recurso não vier até o segundo semestre, vamos entrar com o dinheiro do município”, promete.

Paulo Guerra diz também que a prefeitura de Caucaia, em parceria com o Governo Federal, já desembolsou RS 8 milhões com a construção dos 1.400 metros lineares do paredão e que, apesar do incidente, a construção vem funcionando na contenção do avanço do mar “O big wall tem cumprido o papel de impedir o avanço da água do mar perfeitamente. O ocorrido foi um fenômeno isolado e não coloca em xeque a tecnologia usada no projeto”, conclui.

(O POVO / Foto: Gabriel Gonçalves)

Fortaleza tem 10% de ser campeão neste domingo, dizem apostadores

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Sites e Blogs de apostas online apontam o Ceará Sporting como campeão cearense em 2012. Isso porque o time alvinegro também assegura o título com um empate. De acordo com os apostadores online, o Fortaleza possui somente 10% de chances de levar o título para o Pici.

O mesmo percentual também recaiu sobre apostadores da Loteca, no concurso 510, em que a final do Campeonato Estadual aparece no jogo 5. A diferença é que, para 75% dos apostadores online, o Ceará leva o título com uma vitória, enquanto que na Loteca esse percentual é de 55%.

Dentro de campo, no entanto, a história é bem diferente. Das 34 finais disputadas entre os dois maiores clubes do futebol cearense, cada um se sagrou campeão 17 vezes.

Uece homenageia ex-reitor e promove festa para mestres e doutores

A Universidade Estadual do Ceará (UECE) promove nesta segunda-feira, às 18 horas, no Teatro José de Alencar, a solenidade da XVII Colação de Grau de 267 Mestres e Outorga de Título de 79 Doutores. Os 346 concludentes serão saudados pela Orquestra Sinfônica do Ceará (OSUECE), sob a regência do maestro e professor Alfredo Barros. Segundo o reitor Francisco de Assis Araripe, que preside a cerimônia, a UECE “tem cumprido amplamente seu papel junto à comunidade cearense levando a Universidade a assumir um novo perfil docente, em condições de competir com qualquer Instituição de Ensino Superior”. O evento é coordenado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa.

A cerimônia terá como oradora docente Isabel Maria Sabino de Farias, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação e do curso de Pedagogia, e como oradora discente Maria Deysen Kerlla Fernandes Bezerra, concludente do curso de Mestrado Acadêmico em Ciências Fisiológicas.

Os 346 concludentes são dos cursos de Mestrados e Doutorados que pertencem aos Centros de Ciências da Saúde (CCS); de Humanidades (CH); de Ciências e Tecnologia (CCT); de Estudos Sociais Aplicados (CESA); de Educação (CED) e da Faculdade de Veterinária (FAVET) da UECE.

Homenagem

O ponto alto da solenidade será entrega do Título de Professor Emérito ao pesquisador de renome internacional Manassés Fonteles, professor e ex-reitor da UECE, por duas vezes.

Turismo brasileiro cria empregos nos Estados Unidos

Os turistas brasileiros estão aquecendo a economia dos Estados Unidos. A cada 65 vistos autorizados no Brasil, um emprego formal é criado no país, segundo dados da embaixada norte-americana .

De janeiro a abril deste ano, 400.148 brasileiros obtiveram o visto para viajar aos Estados Unidos. Segundo as contas da embaixada, 6.156 novos postos de trabalho foram abertos em função dos viajantes brasileiros. Em 2011, foram concedidos 945 mil vistos a brasileiros. O volume rendeu 14.538 empregos formais aos norte-americanos.

No que depender do interesse dos brasileiros em atravessar o continente, esse número deve continuar crescente. Só em abril, 103.511 novos vistos foram processados. O índice é 51% maior que o apurado no mesmo período de 2011.

Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB), João Paulo Peixoto, o perfil do brasileiro é “viajar para consumir”, devido à diferença de preços praticados nos dois países. “Sempre tivemos o fluxo muito grande com os Estados Unidos, mas antes o foco era turismo. Atualmente o consumo é visível. Esse turismo de consumo é novo, pessoas que viajam exclusivamente para comprar”.

(Agência Brasil)

Cresce investimento nas obras do PAC-Funasa

As obras do Programa de Aceleração do Crescimento na área de saneamento, desenvolvido e implementado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) liberou nos quatro primeiros meses deste ano, R$ 511,8 milhões, valor próximo ao total liberado em 2011, que foi de R$ 645,3 milhões e mais do que em 2010, quando chegou a R$ 456,0 milhões.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse acreditar na capacidade de a Funasa avançar ainda mais. “Em primeiro lugar, é preciso reforçar, cada vez mais, a força de trabalho, os recursos humanos da Funasa. Temos de buscar mais profissionais, mais engenheiros para o acompanhamento das obras. A segunda estratégia é termos a contratação de gerenciadoras de obras que possam estar mais próximas dos municípios. E a terceira, é estudar como a Funasa poderá ser ainda mais rápida na execução direta — sobretudo no Brasil Sem Miséria — e na parceria com estados e municípios”, descreve.

O presidente da Funasa, Gilson Queiroz, atribui o desempenho dos últimos meses a dedicação dos servidores. “Quando realizamos as nossas reuniões e cursos de qualificação e capacitação, notamos o empenho de cada um dos trabalhadores da Funasa. E isso sempre nos deu a certeza de que poderíamos avançar cada vez mais, o que, felizmente, vem ocorrendo”, acrescentou.

(Agência Saúde)