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Prefeitura não repõe inflação e servidores já admitem greve

Após mais uma rodada de negociações, não houve acordo entre a Prefeitura de Fortaleza e os servidores municipais sobre reajuste salarial. Em reunião nesta quinta-feira (14), no Paço Municipal, os representantes do prefeito Roberto Cláudio (PSB) mantiveram a proposta de 5% de reajuste – valor abaixo da inflação que, no ano passado, ficou em 5,84%. A proposta inicial dos trabalhadores era aumento de 15,2%.

O Sindicato dos Agentes de Saúde e Endemias de Fortaleza já tentará viabilizar greve após reunião da categoria ainda este mês. “A greve não está descartada. Vamos intensificar a mobilização”, afirmou ao O POVO a presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort), Nascelia Silva. Durante a reunião, ela afirmou que seria inviável negociação sem proposta de reajuste, pelo menos, repondo a inflação.

O fato de a Prefeitura não apresentar um novo percentual como proposta irritou os representantes de sindicatos. “Vocês só querem que os servidores baixem a proposta, mas a Prefeitura não sai dos 5%”, criticou a vice-presidente do Sindifort, Ana Miranda. “Essa proposta vai empurrar os servidores para a greve”, resumiu o representante do Sindicato dos Odontologistas (Sindiodonto).

Segundo o secretário de Planejamento, Philipe Nottigham, o orçamento da Prefeitura para este ano só permitiria reajuste de 4,5%. O percentual de 5% oferecido na negociação anterior já implicaria, de acordo com ele, em retirar recursos de uma economia que a gestão ainda está tentando fazer. Somente no segundo semestre seria possível ter resultado mais claro das mudanças no início de gestão.

“Hoje, responsavelmente, a Prefeitura pode dar um reajuste de, no máximo, 5%. O prefeito queria dar a inflação, mas nós o recomendamos que não”, disse Nottigham. De acordo com o secretário, o prefeito Roberto Cláudio (PSB) se comprometeu, então, a analisar propostas dos servidores, contanto que ficassem entre 5% e o valor da inflação. Entre os sindicalistas, não houve consenso em relação à contraproposta. Nova reunião foi marcada para o dia 27 de março, às 15 horas.

(O POVO)

Grupo entra na Justiça contra decisão do TCE

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Da coluna Vertical, no O POVO desta sexta-feira (15):

Um grupo formado pelo procurador da República Alessander Sales, o promotor de justiça Plácido Rios, o ex-reitor da Uece, Cláudio Régis, e o bispo emérito de Limoeiro do Norte, Dom Edmilson Cruz, resolveu entrar na Justiça comum contra a decisão do TCE que determinou que o Ministério Público de Contas não poderá requisitar informações ao Estado, sem passar antes pela aprovação do próprio Tribunal.

O grupo, que tem como advogados Djalma Pinto e Maia Filho, quer restabelecer a legalidade e os poderes de investigação do MP de Contas.

Dilma promulga lei dos royalties do petróleo

A presidenta Dilma Rousseff promulgou na noite dessa quinta-feira (14) a nova lei que trata da distribuição dos royalties do petróleo, após o Congresso Nacional ter derrubado os vetos da presidenta a parte do texto original. A íntegra da nova lei será publicada na edição desta sexta-feira (15) do Diário Oficial da União.

O texto aprovado por deputados e senadores sobre as novas regras de distribuição dos royalties do petróleo teve origem no Senado e foi relatado pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Na votação na Câmara, os deputados rejeitaram substitutivo apresentado pelo relator da matéria, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), e aprovaram o texto original do Senado. A proposta recebeu então 142 vetos da presidenta Dilma Rousseff. Os vetos desagradaram os parlamentares dos estados não produtores de petróleo.

Os parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo entraram com mandados de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, para reverter a derrubada dos vetos. Os estados produtores também reagiram e anunciaram entrar com ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) no STF assim que a lei fosse promulgada.

Pela lei, a União tem sua fatia nos royalties reduzida de 30% para 20%. Os estados produtores terão redução de 26,25% para 20%. Os municípios confrontantes (que fazem divisa com os produtores) sofrerão a seguinte redução: de 26,25% passam para 17% e chegam a 4% em 2020. Os municípios afetados pela exploração de petróleo também sofrerão cortes: de 8,75% para 2%. Em contrapartida, o percentual a ser recebido pelos estados e municípios não produtores saltará de 8,75% para 40%.

(Agência Brasil)

O lado religioso do secretário

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salmito professor

Vereador no terceiro mandato, presidente da Câmara Municipal de Fortaleza no biênio 2009/2010, atual secretário de Turismo de Fortaleza. A trajetória do político Salmito Filho é acompanhada há algum tempo pelo eleitorado e imprensa cearense. O que poucos conhecem é o lado religioso do sociólogo que começou a lecionar na Universidade Federal do Ceará (UFC), aos 23 anos de idade.

Nas quatro quartas-feiras deste mês, das 8h30min ao meio-dia, no auditório da Paulinas Livraria, no Centro, Salmito é o professor do curso de formação da Conferência dos Religiosos e das Religiosas do Brasil (CRB). O atual secretário de Turismo de Fortaleza abre espaço na agenda para assumir a disciplina Sociologia do curso de formação da CRB, que ainda conta com Filosofia e Psicologia.

O curso é ministrado para cerca de 40 religiosos e religiosas. Nas duas primeiras aulas, Salmito abordou o conceito filosófico de Política, a democracia grega, sistema feudal, revolução industrial, o Estado como poder público, como ainda a tecnologia e o estado moderno.

Papa Francisco I

Para o sociólogo Salmito Filho, a escolha do Papa Francisco I foi uma surpresa, mas ao mesmo tempo uma esperança. Segundo Salmito, como argentino, o novo papa conhece a realidade da América Latina e deverá promover o fortalecimento da Igreja.