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Brasil só supera Estados Unidos em mortes por câncer de mama por falta de diagnóstico precoce

Mulheres com câncer de mama em estágio inicial que recebem tratamento no Brasil podem ter a mesma sobrevida de pacientes tratadas nos Estados Unidos, revelou estudo da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu. O estudo, iniciado em 2011, levantou dados de pacientes diagnosticadas entre 1998 e 2001, para que pudessem ser observadas as taxas de sobrevida após 10 anos do início do tratamento.

Apesar da igualdade de chances na expectativa de vida entre as pacientes dos dois países, a falta do diagnóstico precoce faz com que a mortalidade brasileira permaneça ainda muito superior à norte-americana, explica o autor da pesquisa, René Aloísio da Costa Vieira, mastologista do Hospital do Câncer de Barretos.

O médico usou dados de cerca de 47 mil pacientes dos Estados Unidos, obtidos no programa The Surveillance, Epidemiology, and End Results (SEER), que representa 28% da população do país. Ele comparou com informações de 834 pacientes do Hospital do Câncer de Barretos (SP), considerado Centro de Referência de Alta Complexidade em Oncologia (Cracon), que atende basicamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e existe há 50 anos.

O levantamento mostrou que 50,1% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama nos Estados Unidos encontravam-se no estágio inicial da doença, com tumores menores do que 2 centímetros e ainda não palpáveis. No Brasil, porém, os diagnósticos nesse estágio precoce ocorreram em apenas 10% dos casos. O médico esclarece que é muito importante que a doença seja descoberta exatamente nesse ponto, de forma precoce, uma vez que as chances de cura a partir de um tratamento nesse estágio chegam a 90%.

A detecção do câncer de mama em estágios mais avançados foi observada, a partir do levantamento, em 45,8% das pacientes brasileiras e em somente 8,4% das norte-americanas. Nesse nível mais adiantado da doença, a taxa de sobrevida após 10 anos cai para apenas 17% dos casos. “No Brasil, demora-se mais para chegar ao médico e o tamanho do tumor é maior”, disse.

(Agência Brasil)

Quando a família põe em risco a segurança de jovens criminosos

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Em artigo para o Blog, o articulista Sousa e Silva avalia um novo fenômeno entre as famílias de pessoas com envolvimento com o crime, que desconhecem as normas e regras do sistema ao qual seus parentes agora estão expostos. Confira:

Houve um tempo em que programas policiais na tevê eram tidos como “expositores da pobreza” ou “apelativos” na busca de audiência. Até o dia em que a violência bateu à porta das classes que sempre usufruíram da segurança privada. Muros não mais protegem o patrimônio, cercas elétricas não mais intimidam e as armas dos seguranças atualmente são atrativas para criminosos. Até a Polícia é alvo para o armamento de quadrilhas ou bandos.

Para quem acompanha os programas policiais como estudo científico, percebe que a linha editorial dos programas também mudou. Não há mais ferimentos expostos nos corpos, não há mais humilhações aos presos e agora há o envolvimento das famílias dos protagonistas – policiais, acusados e vítimas -, em uma clara tendência do social.

O telespectador está mais exigente e agora cobra as causas dos crimes, não somente as suas consequências. Os programas têm procurado informar as ocorrências, por meio de histórias ricas em detalhes e personagens. A audiência tem respondido, mérito de produtores, editores, apresentadores, repórteres e cinegrafistas.

Desde que o primeiro programa policial entrou no ar, há 22 anos, ficou fácil a percepção que a família havia perdido o controle de seus filhos envolvidos com o crime. O fenômeno atual, pouco percebido ainda, é que a família passou a colocar em risco esses jovens criminosos, na tentativa de defendê-los e/ou protegê-los, por desconhecer regras e normas da marginalidade.

Há cerca de duas semanas, um jovem de 20 anos foi preso com um carro roubado, logo após ter saído do Fórum Clóvis Beviláqua, no bairro Edson Queiroz, em situação de condicional. A mãe, evangélica, chegou ao local da prisão e não acreditou que o filho tivesse cometido o crime. O jovem pedia desculpas à mãe, enquanto a mulher insistia na inocência do filho.

A situação mudou quando a mãe cobrou ao filho a promessa de regeneração, que deveria passar por uma aprovação em concurso da Polícia Militar.

“Você é louca, mãe? Eu sou bandido! Deus me livre ser policial, eu sou bandido!”, se desesperou o jovem, diante da presença da reportagem de programas policiais.

Assustada, a mãe não entendeu a reação do filho, naquele instante cercado de policiais militares. “Mas você disse que iria realizar o meu sonho, que era vestir essa fard”… “Tá doida, mãe!”, interrompeu o jovem. “Olha a besteira que você está falando na televisão! Eu sou bandido, gosto de ser bandido!”, completou o jovem, que de imediato pediu aos policiais para ir a uma delegacia. “Meu lugar é na cadeia”, falou para os repórteres.

O que a mãe do jovem e boa parte dos telespectadores não perceberam é que, na verdade, o assaltante estava tentando desfazer uma condenação que a mãe havia lhe imposto, em uma tentativa de mostrar que o filho poderia ser reintegrado à sociedade, ao ponto de virar policial. A família, além de perder o controle de seus filhos delinquentes, não sabe como o sistema funciona atrás das grades e até nas ruas, quando da soltura do criminoso.

Um preso com desejo de ser policial, não difere muito do preso policial ou ex-policial, que não são bem recebidos em presídios. As famílias precisam ser orientadas pelo poder público de como lidar com filhos ou parentes criminosos. As televisões mudaram, o telespectador mudou, as regras entre os presos mudaram, mas o poder público continua ao lado da família. Nesse caso, dispensável.

Poupança deve manter atratividade, mesmo com menor rendimento

As novas aplicações em poupança devem render menos que a inflação neste ano. Mesmo assim, a poupança deve manter a atratividade em relação a outros tipos de investimentos, na avaliação do vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Ao serem consideradas as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, em 7,25% ao ano, e para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – em 5,5%, em 2013, o rendimento da poupança deve ficar em 5,08%, uma perda de 0,40% em relação à inflação, no ano. Para quem ainda tem depósitos antigos da poupança, o rendimento neste ano será o mesmo de 2012: 6,17% ao ano.

Em maio de 2012, o governo definiu que os depósitos feitos até 3 de maio continuariam a ser remunerados pelas regras antigas – Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês. Os depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012 só têm a mesma regra de remuneração quando a taxa básica de juros, a Selic, for superior a 8,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 7,25% ao ano. Assim, a remuneração, pela nova regra, é 70% da Selic mais a TR. No site do BC, é possível conferir a remuneração de acordo com a data de aniversário da poupança caderneta.

(Agência Brasil)

STF usa radionovela para incentivar delação premiada

Há pouco mais de cinco anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) encontrou no rádio um meio de se comunicar melhor com o público das classes C, D e E. As radionovelas foram resgatadas como forma de chamar a atenção para temas da realidade do brasileiro. Atualmente, o programa tenta incentivar a delação premiada e vai ao ar neste domingo (13), a partir das 20h30min (19h30min, horário no Ceará), por meio da rádio Justiça.

Na trama, um homem cometeu um assalto a banco e acabou preso, mas acabou voltando para a família, deixou que entregou o comparsa.

A rádio Justiça possui a frequência 104,7 MHz, mas também pode ser sintonizada via satélite ou pela internet.

Escolas ainda exigem compra de materiais proibidos na lista

As escolas não podem incluir na lista de material escolar produtos de escritório, higiene, limpeza e medicamentos, nem indicar local exclusivo para compra, ou determinar a marca dos itens pedidos, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor e a Lei de Diretrizes Básicas da Educação. Mas não é isso que ocorre na prática.

A consultora jurídica do Procon Maria Rachel Coelho, responsável pela área de Educação para o Consumo, explica que o material de infraestrutura, como tinta de impressora, copo descartável e sabonete, faz parte da manutenção do estabelecimento e o valor está incluído na mensalidade.

“Quando o material é de uso pessoal da criança, e os pais querem que ela leve, como um sabonete ou pasta de dente, é opcional. Mas a escola não pode exigir, nem incluir isso em uma lista. Tudo que for referente à estrutura da instituição de ensino, como papel higiênico, água mineral, pilot, giz, e até grampeador eu tenho visto, isso aí é a própria escola que tem que fornecer, a escola não pode exigir dos pais”, afirma Maria Rachel.

No entanto, há pessoas que preferem pagar à escola uma taxa de material escolar para não ter que correr atrás da lista toda.

No caso das apostilas, quando a compra é feita na própria escola, o Procon afirma que a é prática permitida. Mas Rachel alerta que, apesar de normalmente baratear o custo do material escolar, o uso de apostilas requer mais atenção. “Não estou dizendo que toda apostila é ruim, também depende de quem elabora a apostila. É que o livro passa pelo Ministério da Educação, passa por fiscalização, um conselho de professores, de acadêmicos, que avaliam o conteúdo, os erros de português, se existem ou não. Então é mais seguro, mas eu concordo que é mais oneroso.”

Quanto ao uniforme escolar, o Procon considera abusivo a escola disponibilizar apenas um local para compra, por ser uma prática que fere a livre concorrência.

(Agência Brasil)

RC e o ritmo da nova gestão

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (13), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

Os primeiros dias de Roberto Cláudio à frente da Prefeitura de Fortaleza têm sido intensos, com o prefeito ocupando todos os espaços que lhe são possíveis. Assim, montou agenda de visitas aos 92 postos de saúde instalados no Município, garantiu com o apoio da iniciativa privada a viabilização do Pré-Carnaval, aprovou com facilidade, na Câmara Municipal, a reforma administrativa, anunciou o plano de limpeza e iluminação, além de um pacote financeiro que envolve ainda a questão dos comissionados, terceirizados e funcionários à disposição. Tudo isso em menos de duas semanas, com a promessa também do alargamento desse choque de gestão por aproximadamente 90 dias. As ações, que têm se sucedido a cada dia, até podem ser consideradas simbólicas em alguns aspectos, mas é inegável admitir que até agora RC tem conseguido pautar a agenda política e administrativa, não dando fôlego aos adversários para que possam, pelo menos, se ater a problematizar uma ou outra ação.

Os fatos gerados pela gestão atual, todavia, se chamam atenção pelo volume, não chegam a surpreender pela característica do novo prefeito. No último dia 30 de janeiro, quando a repórter Raquel Maia publicou no O POVO reportagem sobre a cara da nova gestão de Fortaleza, ficou bem claro qual seria o perfil de agora. Na entrevista com o prefeito, da qual participei, ao perguntarmos qual seria essa cara, ele próprio a definiu como “pensar grande e fazer”. Na conversa ainda, tratou o governador Cid Gomes como referência, no sentido de adotar um modelo onde se fala pouco e se faz muito, e rápido. A julgar pelo que temos visto até agora, Roberto Cláudio tem sido inegavelmente fiel ao que preconizou como modelo de sua gestão nos próximos quatro anos.

Para além do que se autodefiniu, é impossível não mencionar como característica do atual prefeito também dois pontos que o marcam e interferem diretamente no espírito da gestão. Um deles diz respeito ao senso de oportunidade. RC, com apenas seis anos na política, já ocupou o cargo de vice-líder do governo na Assembleia, foi presidente daquela Casa e, agora, está à frente da Prefeitura. Tudo isso, é bom que se diga, aproveitando o chamado vácuo que na política nunca fica sem ser ocupado por muito tempo. Na Prefeitura, em poucos dias, isso começa a ser sentido. Um desses exemplos é a garantia do Pré-Carnaval, que muitos diziam que não iria acontecer, pois a gestão anterior, que era para ter publicado os editais desde agosto, não o fizera. Em menos de uma semana, a gestão Roberto Cláudio não só confirmou a realização da festa, como apresentou um modelo com a participação da iniciativa privada, coisa que a gestão Luizianne nunca conseguiu viabilizar com sucesso.

Outro ponto importante no campo das oportunidades que se apresentam, e este mais com valor simbólico, que RC tem sabido aproveitar, são as visitas às unidades de saúde. Tema pior avaliado nos três níveis de governo, a área nunca obteve da gestão anterior a devida atenção por parte dos dirigentes. A própria ex-prefeita, que eu lembre, pouco apareceu nesses locais para conhecer a fundo como estavam atendendo. Com as visitas, o novo prefeito não só acena com a possibilidade de olhar mais voltado à questão, como, aos poucos, vai desmanchando o discurso de que a gestão Luizianne foi mais voltada aos pobres e desfavorecidos. Diante do que se tem visto até agora, resta saber até quando o novo prefeito terá fôlego para continuar nesse ritmo e como reagirá aos embates duros com os quais terá de lidar para frente. Neste aspecto, é bom não esquecer que, por enquanto, não é difícil criar agenda positiva, principalmente sobre uma cidade marcada por problemas.

E aqui, volto à entrevista concedida a mim e Raquel Maia, quando RC disse brincando, sobre a nova cara da gestão, que ela seria “gorda e careca”. É esperar para ver o que isso significa na prática e com o passar do tempo.

Celulares não foram devolvidos e memória de computadores foi apagada

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Da coluna Bric-à-Brac, no O POVO deste domingo (13), pela jornalista Inês Aparecida:

Dando demonstração de pequenez de atitudes, boa parte dos que usufruíam de telefones celulares institucionais não devolvem os aparelhos, e, conforme uma fonte da nova equipe, são muitos os computadores em que não há, sequer, uma informação arquivada. Deletaram, propositadamente, as memórias.

Os desmandos são percebidos em todas as regionais e secretarias. Há quem aconselhe aos atuais gestores expor, com detalhes, a real situação de como receberam a Prefeitura. Sem o sentimento de “caça às bruxas”, mas com o objetivo de resguardar-se.

Batismo de avião marca conexão Fortaleza-Roma, no Aeroporto Pinto Martins

O batismo do Boeing 777 da Alitalia, nesta segunda-feira (14), a partir das 16h30min, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, marca o primeiro voo da conexão Fortaleza-Roma, diante da linha aérea entre o aeroporto cearense e o Aeroporto Fiumiccino, na capital italiana.

Os voos terão duração aproximada de 9h30min e decolarão às segundas e sextas-feiras. Outros 20 destinos estratégicos, na Europa, norte da África e sudoeste da Ásia, serão contemplados.

O secretário do Turismo do Estado (Setur), Bismarck Maia, e o vice-presidente para as Américas do Sul e Central da Alitalia, Antonio Sgro, destacam a importância na ampliação do fluxo de turistas estrangeiros oriundos de mercados estratégicos. O secretário do Turismo de Fortaleza (Setfor), Salmito Filho, também estará presente ao evento.

Família de Padre Haroldo agradece apoio do prefeito

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Velório ocorre na Capela de Santa Edwiges.

Um detalhe que pouca gente sabe. Estando em Brasília justamente no dia da morte do padre Haroldo Coelho, cumprindo agenda ministerial, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PSB), foi informado por seu assessor de imprensa, jornalista Moacir Maia, sobre o fato.

Roberto Cláudio não só lamentou o episódio, como fez questão de acompanhar a situação da família. Mandou providenciar o traslado do corpo para Fortaleza, no que agradeciam familiares, nesta manhã em que o velório ocorre na Capela de Santa Edwiges. Ele agenda ir ao enterro do religioso, a partir das 17 hora, no Cemitério Parque da Paz.

Padre Haroldo podia ter diferenças ideológicas, mas era, acima de tudo, respeitado e querido por todas as correntes políticas locais.

Deputado do PT presta homenagem a Padre Haroldo

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Do deputado estadual Antonio Carlos (PT), recebemos a seguinte nota sobre a morte de Padre Haroldo Coelho, cujo enterro ocorrerá a partir as 17 horas deste domingo, no Cemitério Parque da Paz:

Caro Eliomar de Lima,

Foi com muita tristeza que tomei conhecimento, por meio do seu Blog, do falecimento do nosso querido Padre Haroldo. Ele foi uma das referências para mim e para toda uma geração de lutadores. Não só como meu professor na Uece, mas como um grande amigo.

Humilde, firme, honesto, sonhador, humanista e profundamente solidário, revolucionário generoso e profundamente amoroso ao povo, sobretudo os excluídos.

Honraremos sua memória propagando e vivenciando os princípios que nortearam a vida dessa linda, bela e generosa alma.

DETALHE – O parlamentar encontra-e ora do Ceará, em clima de férias.

 

Procons recomendam atenção a itens que escolas não devem pedir

Diante das dúvidas e dos questionamentos de muitos pais que, nesta época do ano, se veem às voltas com a compra do material escolar, órgãos de defesa do consumidor dão orientações sobre o que deve ser feito para evitar gastos desnecessários e alertam: a família precisa ficar atenta aos itens que não devem ser pedidos pelas escolas.

Segundo o diretor-geral do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF), Oswaldo Morais, o primeiro passo para garantir economia na hora de comprar o material escolar é comparar preços entre os estabelecimentos. Além disso, os pais devem observar a qualidade dos produtos para evitar a necessidade de repor um artigo que, embora barato, seja pouco durável.

Morais destaca que é preciso conferir, item a item, se a lista pedida pela instituição de ensino está diretamente ligada ao processo didático, visando ao aprendizado. Material de uso coletivo ou de expediente da instituição não deve ser comprado pelos pais. “Papel higiênico, artigos de limpeza, grampeador ou grampo para grampeador, fita adesiva, copos, talheres, apagador, álcool, giz, sabonete. Todos esses produtos são responsabilidade da escola, devem fazer parte do custo operacional da instituição e não devem constar nas listas.”

As quantidades também devem ser observadas, alerta Morais. “Às vezes, as instituições pedem determinado material alegando que será usado em uma atividade específica, mas as quantidades são exageradas e indicam que terão outra finalidade, que não o aprendizado do aluno.”

Para ajudar os pais nesse e em outros assuntos ligados à vida escolar, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) lançou uma cartilha que pode ser baixada gratuitamente no site da instituição. A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, orienta que, antes de iniciar a compra do material escolar, os pais verifiquem quais produtos sobraram do ano anterior e que, em bom estado, possam ser reaproveitados.

“Aconselhamos também a não levar os filhos na hora da compra para evitar pressões pela aquisição de produtos da moda, que, geralmente, são mais caros. Além disso, é preciso ficar atento ao fato de que a escola não pode exigir a compra de produtos de uma determinada marca ou local específico”, destaca.

(Agência Brasil)

Arcebispo celebra missa de corpo presente de padre Haroldo

O Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio, celebra na manhã deste domingo (13), na capela da Igreja Santa Edwiges, a missa de corpo presente do padre Haroldo Coelho. À tarde, no cemitério Parque da Paz, haverá outra missa. O sepultamento ocorre às 16 horas.

Padre Haroldo faleceu na noite dessa sexta-feira (11), aos 77 anos, em Brasília, vítima de insuficiência respiratória. Ele estava internado desde o Ano Novo, por problemas respiratórios, e teve o caso agravado por uma pneumonia.

Corte de funcionários: Prefeito vai ter "surpresa" sobre corte de funcionários, avisa Elmano

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O ex-secretário de Educação de Fortaleza e candidato derrotado à Prefeitura pelo PT, Elmano de Freitas, afirma que promover grandes cortes na folha de servidores terceirizados seria um “grande erro” para a gestão Roberto Cláudio (PSB). Isso porque, segundo ele, mais da metade desses funcionários são necessários para o funcionamento de serviços indispensáveis da Prefeitura de Fortaleza.

Segundo Elmano, RC deverá ter uma “surpresa” ao analisar os contratos dos terceirizados da gestão, caso busque realizar cortes nessa área.

“O Roberto só vai ter noção da real dimensão quando ver os contratos, porque ele tem ali quantidade enorme de merendeiras, de porteiros de escolas, de assistentes de saúde. Isso sem falar em médicos, professores, entre outros. Todos profissionais que não podem ser simplesmente cortados”, diz.

Ainda de acordo com o adversário de Roberto Cláudio na última eleição municipal, o novo prefeito pode até “cortar certa gordura” da administração, mas deve buscar formas alternativas caso busque aumentar efetivamente as receitas disponíveis.

“Sempre vai haver algum corte que pode ser feito, e é bom que se faça isso sempre. Mas se tem essa ideia de que dá para cortar muita coisa, quando quase sempre os cortes são pouco significativos diante de um Orçamento de mais de R$ 5,5 bilhões”, opina.

Por outro lado, o atual secretário de Gestão, Planejamento e Orçamento do Município, Phillipe Nottingham, afirma não subestimar o alívio que os cortes de despesas da nova gestão poderão representar para os cofres da Prefeitura.

“A meta é que os gestores façam avaliação em cada secretaria, vendo qual é a demanda real, definindo qual o tamanho real de cada estrutura. Ainda é difícil prever ao certo, mas com certeza vamos ficar com estruturas bem menores, mais enxutas, do que atualmente temos”, afirma.

(O POVO)

Senado remete às velharias

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Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (13):

A política brasileira continua andando, andando, andando para terminar no mesmo lugar. José Sarney continua firme e forte. Vai deixar a presidência do Senado em breve, mas seu lugar deverá ser ocupado por um personagem que nos remete às velharias.

Renan Calheiros é pule de dez para voltar a comandar a Casa. Um foi base da ditadura. O outro, de Fernando Collor. Os dois passaram incólumes e com muito poder pelas presidências de Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva.

Pelo andar em círculos da carruagem, vão terminar muito bem o período de Dilma Rousseff.

Proposta define regras para relações entre usuários e empresas de telefonia

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4454/12, do deputado Giovani Cherini (PDT-RS), que estabelece regras para as empresas de telefonia sobre divulgação de dados aos usuários e outros direitos.

A Lei Geral das Telecomunicações (9.472/97) prevê a informação sobre as condições de prestação dos serviços, suas tarifas e preços como direito do usuário.

Segundo o texto, as chamadas realizadas e recebidas pelo usuário deverão ser disponibilizadas, em tempo real, no site da operadora, junto com dados da ligação e da cobrança. As informações deverão ser acessadas por cadastro e senha.

Pelo projeto, os valores cobrados a mais na fatura de telefone deverão ser compensados pela operadora na conta do mês seguinte, depois de solicitação do usuário.

Se a operadora não reconhecer a cobrança a mais, deverá comunicar o usuário, com cópia para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sobre a decisão. Caso a empresa não envie sua justificativa, ela deverá restituir o valor em dobro com multa de 20% e juros de 6% ao ano.

A proposta também prevê que as empresas de telefonia deverão fazer a transferência do número do usuário, a chamada portabilidade, em até 72 horas.

Campeão de reclamações

Dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), citados por Cherini, registram que o setor de telefonia é o campeão de reclamações com quase 79 mil insatisfeitos, apenas no primeiro semestre de 2012. Das dez empresas com maior número de reclamações no Sindec, sete são do setor de telecomunicações.

Entre as queixas mais comuns dos consumidores estão a cobrança de valores indevidos e rescisão e alteração unilateral de contrato. Outros problemas citados pelo parlamentar são o baixo investimento das operadoras, apesar do crescimento de mais de 230% da receita nos últimos 11 anos.

(Agência Câmara de Notícias)

Uruguai contabiliza 200 abortos após um mês da entrada em vigor da lei que legaliza prática

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As autoridades do Uruguai contabilizaram 200 abortos no primeiro mês desde que entrou em vigor, em 3 de dezembro do ano passado, a Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez no país. O texto, que descriminaliza a prática, determina que todas as instituições de saúde públicas e privadas façam o aborto em mulheres que solicitem o procedimento nas primeiras 12 semanas de gestação.

De acordo com informações do site do Ministério de Saúde Pública do Uruguai, o vice-ministro da pasta, Leonel Briozzo, avaliou os dados como positivos e destacou que eles confirmam que a lei é “pró-direitos e não a favor do aborto”.

“Estamos convencidos que este tipo de leis, somado às políticas públicas de contracepção e planejamento familiar, além de educação sexual e reprodutiva têm como objetivos melhorar a saúde e a qualidade de vida das mulheres e diminuir a mortalidade materna e o número de abortos”, disse.

“Há alguns anos, o aborto provocado era a principal causa de morte materna no Uruguai. Os dados internacionais demonstram que se combinarmos essas ações o número de abortos caem, e é isso que queremos”, acrescentou.

Briozzo destacou que não foram registradas complicações nos procedimentos observados no período e que eles ocorreram, principalmente, na capital, Monteviéu, em estabelecimentos de saúde privados.

Ele também lembrou que, antes de serem submetidas ao aborto, as mulheres são aconselhadas por uma equipe multidisciplinar, que pode avaliar de forma “consciente, responsável e livre” sobre a interrupção da gravidez.

De acordo com estimativas de organizações sociais, como o coletivo Mujeres y Salud en Uruguay, ocorrem no país cerca de 30 mil abortos ilegais por ano. A maioria dos procedimentos é feita em condições de risco, especialmente para mulheres de baixa renda.

(Agência Brasil)