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Ex-diretor-geral do Dnit inclui a duplicação da BR-116 entre os motivos de sua queda

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“Fui afastado pela negociata de uma empreiteira e um contraventor ”. Este é o título de reportagem da revista Época desta semana. A frase é de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor-geral do Dnit. Ele diz para a revista que perdeu o cargo por contrariar os interesses da Delta e de Carlinhos Cachoeira. O caso da duplicação da BR-116, trecho do Ceará, é citado nessa matéria. 

Principal braço do Ministério dos Transportes, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) conta com um orçamento anual de cerca de R$ 10 bilhões para construir e reformar as deficientes estradas e ferrovias brasileiras. Historicamente, esse dinheiro é disputado por grandes empreiteiras, num jogo que envolve empresários, técnicos, advogados, lobistas e políticos. Nesse campo são corriqueiras as brigas judiciais, golpes baixos e acusações de favorecimento. As investigações da Polícia Federal (PF) sobre a organização do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, já revelaram a proximidade da turma com a empreiteira Delta Construções.

Associado ao diretor da Delta para o Centro-Oeste, Cláudio Abreu, Cachoeira colocava seus companheiros para trabalhar pela empresa em busca de contratos em vários Estados. Diálogos captados pela polícia, com autorização judicial, mostram que o grupo de Cachoeira atuou no jogo bruto dos negócios dentro do Dnit. Eles arquitetaram uma maneira de afastar Luiz Antonio Pagot do cargo de diretor-geral do Departamento. No dia 10 de maio de 2011, segundo gravações da PF, Cachoeira disse a Abreu que “plantou” as informações contra Pagot na imprensa. “Enfiei tudo no r… do Pagot”, diz Cachoeira. Nesta semana, quase um ano depois do episódio, Pagot deu entrevista exclusiva a ÉPOCA sobre as circunstâncias de sua queda. 

O afastamento de Pagot, bombardeado por acusações de cobrar propinas, foi comemorado pela turma de Cachoeira. Quase dois meses depois de ter ouvido de Cachoeira que a imprensa recebera material contra a diretoria do Dnit, Abreu telefonou para o bicheiro. Em tom de galhofa, diz durante a conversa que a presidente Dilma Rousseff ordenara ao então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, a afastar todos os citados em reportagem publicada pela revista Veja. Naquele momento, Abreu e Cachoeira dividiram elogios entre eles e enalteceram a força de sua associação.

Consultor de empresas privadas na área de transportes, Luiz Antonio Pagot diz que não sabia da manobra de Cachoeira e Abreu. “Fui surpreendido por ter sido afastado através de uma negociata de uma empreiteira com um contraventor”, diz Pagot. “Isso serviu para que fosse ditado meu afastamento. É um verdadeiro descalabro.” Mas qual seria o interesse da empresa e de Cachoeira em prejudicar Pagot, se em sua gestão a Delta apresentara crescimento espetacular nos negócios com o Dnit? Ele afirma ter criado problemas para a Delta. Segundo Pagot, quatro episódios criaram animosidade entre ele e a empreiteira:

• A Delta subcontratou uma empresa para obras de recuperação de um trecho de 18 quilômetros da BR-116, em Fortaleza, Ceará, sem consentimento do Dnit. O Departamento abriu processo administrativo contra a Delta.

• Pagot diz que, em uma obra na BR-163, em Serra de São Vicente, em Mato Grosso, a espessura do concreto da rodovia, feita pela Delta, era menor que a prevista no contrato, fato que poderia provocar um desgaste precoce. A Delta teve de repavimentar a estrada.

• Segundo Pagot, a Delta não justificou os atrasos no início das obras do Trecho Manilha-Santa Guilhermina da BR-101, no Rio de Janeiro. “A Delta estava esperando terminar uma obra em outro lugar para iniciar esse trecho”, diz Pagot. “Mas essa história não é bem assim. A Delta conhecia as exigências do edital. Tinha de estar preparada para começar as obras. Não admiti tantas postergações.” Segundo o Dnit, a Delta espera liberações do Ministério de Minas e Energia e do Ministério do Meio Ambiente para iniciar as obras.

• A Delta estava entre as insatisfeitas com o resultado da licitação de obras de duplicação da BR-060, em Goiás. Segundo Pagot, as empreiteiras esperavam que os contratos fossem de R$ 1,6 bilhão, mas saíram por R$ 1,2 bilhão. Isso frustrou as expectativas de faturamento, inclusive da Delta. A Delta lidera um consórcio que venceu um dos lotes da licitação.”

* Leia íntegra em Época.

Trabalhadores da Construção Civil fazem mobilização na Aldeota

“Trabalhadores da construção civil realizam nesta sexta-feira, 20, manifestações em canteiros de obras do bairro Aldeota. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (Sticcrmf), cinco obras foram paralisadas. Cerca de mil trabalhadores participam dos piquetes, segundo o sindicato.

Às 9 horas, está programada uma assembleia no bairro Dionísio Torres. De acordo com o sindicato, cerca de 2.500 trabalhadores são aguardados na manifestação.

Os operários estão em campanha salarial e desde a última sexta-feira, 13, as negociações foram encerradas pelo sindicato que representa as construtoras.

Os trabalhadores querem um reajuste salarial de 17%, além de plano de saúde, cesta básica de R$ 80. As construtoras planejam dar um reajuste de 6,5%.”

(O POVO Online)

Que banco não bote mais banca. Segurança já!

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Com o título “O Estatuto da Segurança Bancária de Fortaleza”, eis o editorial do O POVO desta sexta-feira. Destac iniciativa da Câmara Municipal de enfrentar o grave problema de falta de segurança nas agências bancárias. Confira: 

Os habitantes da Capital estão mais esperançosos de que a segurança prestada aos clientes que acessam os bancos da cidade dê um salto de qualidade. É o que promete a Câmara Municipal com o projeto que cria o Estatuto da Segurança Bancária de Fortaleza.

A iniciativa decorreu de uma sugestão do Sindicato dos Bancários do Ceará e conta com a assistência da Procuradoria Geral do Município. O Estatuto será formulado a partir das leis municipais já existentes sobre o tema, acrescidas de novas abrangências, de modo a dar lugar a uma legislação mais clara e consequente. O documento atende ao clamor da sociedade diante das brechas existentes na atual sistemática de segurança das agências bancárias, que têm deixado vulneráveis à ação dos criminosos não só os clientes, mas também os funcionários desses estabelecimentos.

Ir ao banco passou a ser uma operação cheia de riscos devido aos frequentes assaltos às agências ou pela ocorrência de “saidinhas” bancárias (quando os clientes vítimas de sequestros-relâmpagos são obrigados a fazer saques). Alguns são assaltados quando deixam as agências ou quando se encontram ainda em sua área de estacionamento, inclusive, sendo mortos no local.

Quando o assalto é feito às agências, os funcionários são os que correm mais riscos – além, é claro, dos clientes – pois ficam diretamente sob as armas dos bandidos e sujeitos ao nervosismo e à violência destes. A situação agravou-se mais depois da orientação posta em prática por alguns bancos de restringirem o uso de equipamentos de segurança, como as portas giratórias e detectores de metais.

Devido a isso, cresceu o inconformismo de clientes e funcionários. Todos se mobilizam para exigir que as agências sejam munidas não só de portas giratórias e detectores de metal, mas, igualmente de cabines que impeçam a visão dos saques feitos pelos clientes. A falta desse recurso tem permitido aos assaltantes a visibilidade sobre o volume de dinheiro sacado pela clientela, o que é um absurdo.

Dar essa segurança faz parte das obrigações sociais dos bancos, como contrapartida aos lucros auferidos pelo setor. Sempre altos, por sinal. Daí, o aplauso à iniciativa da Câmara Municipal de Fortaleza.

Eudes Xavier continua como parlamentar e vinda para a SER VI acaba em incerteza

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O deputado federal Eudes Xavier (PT) ainda está como deputado federal. Não assumiu como titular da SER VI, o que deveria ter ocorrido durante a festa dos 286 anos da cidade de Fortaleza. Era essa a data que o parlamentar divulgou para a imprensa.

Mas aparece um problema nesse caminho. Os suplentes Paulo Henrique Lustosa, atual titular do Conselho Estadual de Políticas do Meio Ambinte (Conpam) e o petista Ilário Marques não entrarem em acordo quanto a uma tal logística do gabinete em Brasília.

Ninguém ainda entendeu essa história, mas, pelo visto, o desejo da prefeita Luizianne Lins de trazer Eudes para que ele articulasse politicamente pró-Elmano Freitas, seu pré-candidato preferido, está indo por água abaixo.

A propósito, o secretário Elmano Freitas, depois que evitou a festa de entrega de notebooks para professores – coincidiu na data do seu aniversário, mergulhou.

Mantega contesta FMI e diz que Brasil continuará intervindo no câmbio

“O ministro da Fazenda, Guido Mantega, contestou nessa quinta-feira (19) a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Cristine Lagarde, sobre a taxa de câmbio dos países emergentes. Ele disse que o Brasil continuará intervindo para reduzir o valor de sua moeda. Em Washington, onde chegou para participar das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, o ministro lembrou que a indústria brasileira tem perdido competitividade por causa da alta do real, supostamente provocada pela falta de ação das autoridades financeiras dos outros países.

“No caso do Brasil, somos um dos países que mais sofrem com a valorização do câmbio. Nossa indústira tem perdido competitividade em parte por causa da desvalorização das moedas de outros países”, disse Mantega. “Estamos provando, na prática, que fazendo intervenções no câmbio – já que outros países resolveram usar essa estratégia – podemos diminuir a desvantagem que nossa indústria tem tido a partir de um câmbio valorizado”, acrescentou.

A declaração de Mantega foi uma resposta à diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, que havia dito que os países emergentes precisam fazer ajustes ou aceitar uma taxa de câmbio mais alta. “A Europa não é o único lugar onde é preciso agir. Os mercados emergentes também devem tratar de seus problemas. Outros mercados emergentes precisam ficar atentos aos fluxos de capitais e administrá-los com as ferramentas de prudência macroeconômica necessárias, ajustar suas moedas da forma apropriada e aceitar a evolução dessas moedas”, tinha declarado Lagarde.

Mantega classificou a declaração como “um equívoco”. “De jeito nenhum. Temos uma relação clara em relação a isso e, inclusive, temos o apoio dos membros do FMI. No nosso caso, ela [a intervenção no câmbio] é absolutamente necessária e vamos continuar fazendo”, completou.

Sobre a redução de juros pelos bancos brasileiros, o ministro disse que o setor financeiro está reagindo positivamente à demanda de redução de spreads – diferença entre as taxas de juros cobradas dos clientes e as pagas pelos bancos.”

(Agência Brasil)

“Ficha Limpa” dá boa turbinada na imagem de Heitor

  

Várias entidades da sociedade civil – inclusive de outros Estados, estão mandando votos de congratulações para o deputado Heitor Férrer (PDT), autor da emenda que implanta “Ficha Limpa” na administração pública cearense. Lembram que essa luta começou em 2010.

Aliás, todo esse quadro, sem sombra de dúvidas, dá uma boa turbinada também na imagem de quem está como pré-candidato a prefeito de Fortaleza.

Consignados – Secretário marca audiência para discurtir com servidores novo modelo

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O secretário do Planejamento e Gestão do Estado, Eduardo Diogo, informou para esta Vertical que já definiu a data para a realização de uma audiência pública com representantes dos servidores públicos estaduais e que terá como tema empréstimos consignados. Vai ocorrer às 10 horas da próxima quarta-feira, na sede da Seplag (Cambeba).

O secretário informou que está convidando as associações e entidades representativas dos servidores para discutir um novo modelo no âmbito dos consignados, depois que o governo estadual cancelou o contato com a ABC. Diogo prometeu que o caso vai começar do zero.

(Coluna Vertical, do O POVO)

Consignados – Por que intermediário na transação?

Em artigo assinado no O POVO desta sexta-feira, o presidente do Conselho Regional de Econmia, Francsico Assunção e Silva questiona o porquê de intermediário em operações de empréstimo consignado. Para ele, isso acaba gerando alta nos juros na ponta. Ou seja, para o servidor. Confira. 

O objetivo da modalidade de crédito consignado é oferecer aos tomadores de crédito e às instituições financeiras as melhores condições operacionais quanto aos níveis de risco e retorno.

Em tese, ambos os lados ganham. De um lado, o mutuário que paga juros menores. Do outro, o mutuante, pois considerando o sistema de cobrança direta na folha de pagamento, cujo recolhimento tem a garantia do empregador, o risco de inadimplência tende para zero.

Ora, diante disso – há evidências – o mecanismo do empréstimo consignado deve ser de baixa taxa de juros. Com a introdução de intermediário na operação, indubitavelmente há uma elevação na remuneração e os juros passam a ser inadequados à modalidade e ao padrão de risco de crédito. Por isso, não faz sentido a existência de intermediário.

A principal consequência da adoção de um intermediário é a elevação do custo do dinheiro, com impactos negativos junto aos servidores públicos. Pode-se perguntar: qual é mesmo o papel de uma empresa intermediária na atividade de consignação de crédito que não possa ser substituído por uma unidade de governo?

Há indicações de que essa atividade fere princípios que regem a administração pública, de que trata o artigo 37º da Constituição Federal.

Penso que todos os governos, aqui especialmente o do Estado do Ceará, possuem condições de elaborar um plano que possa criar um sindicato de bancos que estabeleça transparência na negociação de taxas e prazos, capaz de oferecer aos servidores as opções para obtenção das melhores condições de crédito.

Naturalmente, o Governo do Estado possui – dadas as sinergias com o sistema financeiro nacional, o financiamento dos programas e a grande quantidade de servidores – capacidade de articular, por meio da Secretaria de Gestão, a criação de condições de competitividade à atividade em questão, com o grau de transparência exigido para a atividade pública.

* Francisco Assunção e Silva

Economista e presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará

Técnico Antônio Lopes passa fim de semana no Ceará

O técnico de futebol Antionio Lopes está em Fortaleza. Veio, com sua mulher, para passar o fim de semana ciceroneado por uma cunhada que tem residência na Capital cearense.

Atualmente, Lopes está sem clube e diz que aproveita para descansar bastante. Ele não informou se já tem algum convite, reiterando que só quer aproveitar o período para curtir o litoral cearense.

(Foto – Paulo Moska)

Consignados – Cid Gomes não vê tráfico de influência

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“O governador Cid Gomes afirmou ontem, durante inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (Upa) do Autran Nunes, em Fortaleza, que verificou em “todos os caminhos” se havia ocorrido tráfico de influência na contratação da Administradora Brasileira de Cartões (ABC), mas não encontrou. Disse ainda que nenhum servidor público foi enganado.

“Ninguém é obrigado a fazer nenhum tipo de contrato. Qualquer pessoa que fez empréstimo sabia quais eram as taxas de juros e sabia quantas prestações iria pagar e quanto iria pagar”, ressaltou. Segundo ele, isso precisa ficar muito claro, “para evitar demagogia”. Ao ser questionado se o chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho, poderia ser afastado do cargo, ele destacou que “o assunto é encerrado” e o contrato com a ABC já foi rescindido.

De acordo com Cid Gomes, o Governo realizará agora audiências públicas para estudar o modelo de consignação que garanta mais vantagens ao servidor público. “Na época, fizemos licitação que previa o critério de remuneração ao Governo do Estado e de registro de linha. Depois acabou chegando ao nosso conhecimento e sem nossa participação, personagens, correspondentes bancários, não sei como chama”, disse, fazendo referência às empresas subcontratadas pela ABC

Informações

O titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público Estadual, Ricardo Rocha, decidiu pedir apoio à Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap) na investigação da concessão do crédito consignado a servidores públicos estaduais. Segundo ele, como o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) denuncia favorecimento ilícito por membros do Governo Estadual, se ficar confirmado o envolvimento de pessoas com foro privilegiado, o caso ficará com a própria Procap.

Ontem, Ricardo Rocha recebeu comissão de deputados da oposição, na sede da Procuradoria Geral de Justiça. Os deputados levaram requerimento solicitando os autos do processo. Da audiência, participaram três membros da Procap: os promotores Eloilson Landim e Herton Cabral, e o procurador chefe, José Maurício Carneiro.

Os autos do processo incluem depoimentos de todos os proprietários das empresas envolvidas na concessão do crédito consignado a servidores públicos estaduais, bem como documentos das empresas, revelando quem são os sócios e a participação de cada uma na prestação do serviço. O deputado Heitor Férrer liderava a comissão, formada também por Eliane Novaes (PSB) e Fernando Hugo (PSDB).”

(O POVO)

Advogado diz que Cachoeira passa bem na Papuda

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“O advogado do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, disse, nessa quinta-feira, que não está preocupado com a integridade física de seu cliente no Presídio da Papuda, no Distrito Federal. Cachoeira chegou na manhã de ontem (18) à Papuda, vindo do Presídio de Segurança Máxima de Mossoró (RN), onde estava preso desde que foi deflagrada a Operação Monte Carlo, pela Polícia Federal, em fevereiro.

“Eu estive hoje (quinta-feira) com ele, não o conhecia, foi a primeira vez. Ele está bem. Essa ala onde ficam os presos federais é bem segura”, disse o advogado.

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu à Justiça contra a transferência de Carlinhos Cachoeira, para o Presídio da Papuda, no Distrito Federal. Na ação, o MPF alega que a penitenciária não apresenta condições de impedir o poder de influência do preso.

Segundo Bastos, ainda não há previsão de quando o habeas corpus vai ser votado. “Ainda vai para a Procuradoria [Geral da República], deve ter uma semana, dez dias lá”. O advogado de Cachoeira disse ainda que não teve acesso aos documentos que estão no Supremo Tribunal Federal. “Esse negócio não é fácil de ler. É muita coisa. Temos uma equipe fazendo isso, sistematizando”.

Carlinhos Cachoeira é apontado com o chefe da quadrilha que explorava máquinas caça-níqueis e pagava propina para agentes públicos de segurança. Ele é acusado de comandar o jogo do bicho na Região Centro-Oeste, em especial no estado de Goiás. Ele foi preso durante a Operação Monte Carlo, deflagrada em fevereiro pela Polícia Federal, que resultou na prisão de 20 pessoas ligadas ao grupo criminoso.

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e o governador de Goiás, Marconi Perillo, são acusados de participar dos esquemas ilegais do empresário. O Parlamentar tem sido o mais atingido pelas denúncias. Vazamentos das conversas telefônicas mostram o senador recebendo orientação da Cachoeira sobre projetos em tramitação no Congresso Nacional.”

(Agência Brasil)

Em gravação, Cachoeira negocia contrato de R$ 93 milhões em favor da Delta

O bicheiro Carlinhos Cachoeira era poderoso mesmo e posava de dono de empreiteira em Brasília, segundo divulga o Blog do Noblat, baseado em matéria do G1. Uma gravação feita pela PF nas investigações da Operação Monte Carlo, ele foi pego falando em nome da empreiteira Delta na negociação de contratos de infraestrutura.

Preso desde fevereiro sob a suspeita de chefiar um esquema de jogos ilegais em Goiás, ele aparece na escuta, revelada pelo Jornal Nacional, conversando com um empresário de nome Alexandre, que lhe oferece uma “parceria” em Marabá, para obra orçada em R$ 93 milhões.

Alexandre: Topa uma parceria com a Delta lá no Marabá?

Carlinhos: De repende é bom. O que que é, hein?

Alexandre: Execução de obras de serviço de engenharia. Infraestrutura e saneamento básico.

Carlinhos: É ué… É uma boa. Quanto que é o contrato?

Alexandre: Inicial 93 milhões.

Carlinhos: Excelente. Se tiver na mão… topo.

Alexandre: Tá na mão.

“Ficha Limpa” ampliada no Ceará

“Depois de quase um ano e meio de tramitação, foi aprovado ontem o dispositivo constitucional que impede a nomeação para cargos públicos de pessoas condenadas em órgãos colegiados do judiciário.

Quem acompanhou a aprovação unânime na sessão de ontem não vislumbra a trajetória atribulada enfrentada pela proposta de emenda à Constituição da Ficha Limpa estadual.

Foi apresentada em 2010. Deixou de ser incluída na pauta de votações da convocação extraordinária, em janeiro de 2011, mesmo que a praxe seja apreciar todas as matérias. Com o início da nova legislatura, o autor, deputado Heitor Férrer (PDT) precisou iniciar nova coleta de assinaturas.

Seguiram-se, então, meses de espera, no qual o projeto ficou adormecido na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

A Procuradoria Jurídica chegou a emitir parecer pela inconstitucionalidade da PEC. O cenário só mudou quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em fevereiro, pela constitucionalidade da lei que exige Ficha Limpa para quem deseja concorrer a cargos eletivos. Com isso, a Procuradoria da Assembleia acabou revendo seu parecer. Abriu-se, assim, o caminho para a aprovação.

(O POVO)

Petrobras cai para o 10º lugar no ranking das maiores empresas do mundo

A revista Forbes divulgou nesta quinta-feira o ranking das maiores empresas do mundo. APetrobras perdeu duas posições na edição deste ano e agora é a décima da lista. A empresa marcou a entrada do primeiro nome brasileiro no grupo das dez primeiras no ano passado, quando avançou dez postos e foi parar na 8ª colocação.

O ranking deste ano é encabeçado por outra petroleira. A Exxon Mobile avançou quatro posições e tirou a liderança dos grupos financeiros, representados pelos bancos JPMorgan e HSBC, os dois primeiros em 2011.

Para a comparação, a “Forbes” considera uma combinação de dados, como faturamento, valor de mercado, ativos e lucro.

O grupo das 2.000 maiores empresas do mundo, que figuram a lista, lucrou, ao todo, US$ 2,64 trilhões, cifra 11% superior à soma registrada no ano passado. O valor de mercado conjunto das companhias caiu 0,5% em relação a 2011.

Além da Petrobras, outras 32 companhias brasileiras aparecem no ranking deste ano, quatro a menos do que no ano passado. Vale, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil estão entre as 100 primeiras.

(Com Folha.com)

Estudo estima investimentos para a indústria brasileira de R$ 597 bilhões até 2015

Os investimentos na indústria nacional alcançarão R$ 597 bilhões no período de 2012 a 2015. A previsão está em um estudo divulgado nesta quinta-feira (19) pela Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). O número mapeado representa aumento de 29,5% em relação aos investimentos de R$ 461 bilhões, projetados em pesquisa anterior, referente ao período 2007/2010.

O principal destaque no montante de investimentos previstos para a área industrial é o setor de petróleo e gás, englobando extração e refino, que deverá somar R$ 354 bilhões aplicados. O setor responde por 59% de todos os investimentos da indústria nacional no período pesquisado. No estudo anterior, essa participação era 52% e os investimentos previstos até 2010 alcançavam R$ 238 bilhões.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, avaliou que além de uma esperada recuperação dos planos de investimento na indústria, haverá “uma firme continuidade nos investimentos em infraestrutura”.

O superintendente da Área de Infraestrutura e Insumos Básicos do banco, Nelson Siffert, declarou que os desembolsos previstos para 2013 para infraestrutura, nos segmentos de energia e logística, atingirão R$ 31 bilhões. Isso representará, disse, crescimento de 26% em comparação à projeção de R$ 24,5 bilhões para 2012. Para o presidente do BNDES, “é um investimento qualitativamente importante, porque traz eficiência para o conjunto da economia”.

(Agência Brasil)

Sesai divulga avanços em atenção indígena

Um dos maiores desafios que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde enfrenta é superar barreiras geográficas. E uma importante vitória, nesse aspecto, é a implantação do Programa Brasil Sorridente Indígena, que tem como objetivo levar ações de saúde bucal de qualidade, de forma integral e pioneira, a três Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) do país: Alto Rio Purus (AC/AM/RO), Alto Rio Solimões (AM) e Xavante (MT), que, juntos, têm uma população aproximada de 80 mil indígenas. Esse é o primeiro programa elaborado especificamente para tratar da saúde bucal desses povos. Essa e outras ações fazem parte de balanço nacional divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (19), em comemoração ao Dia do Índio.

Para atender esse programa-piloto, foram contratados 41 dentistas, 41 auxiliares de saúde bucal e 28 técnicos de saúde bucal durante o ano de 2011. Essas Equipes de Saúde Bucal receberam (em novembro passado) capacitação específica para atendimento a essa população, respeitando as diversidades culturais e observando protocolo diferenciado para áreas remotas e de difícil acesso. Além disso, em quatro meses de atendimento em área (início no final de dezembro), mais de sete mil índios foram atendidos em consultas e procedimentos odontológicos. Nesse período, foram realizadas 5.272 primeiras-consultas odontológicas e 4.196 procedimentos restauradores, utilizando diversas técnicas para dentes cariados.

Foram investidos, R$ 5,5 milhões na compra dos 37 consultórios odontológicos portáteis, na aquisição de 5.248 instrumentos clínicos e cirúrgicos, em material de consumo das equipes de saúde bucal e em 70 mil kits de higiene. Cada kit de higiene bucal é composto por escova, dental, creme dental, fio dental e protetor de cerdas. A meta é ampliar esse programa a outros 13 DSEIs até o final de 2012. “Além de resolver as necessidades odontológicas emergenciais, as equipes trabalham nas aldeias desenvolvendo ações educativas em saúde bucal, levando orientações sobre escovação e higiene bucal”, destacou o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza.

A SESAI é responsável pelo atendimento a aproximadamente 650 mil indígenas no país, 154.207 famílias, pertencentes a 230 etnias, que vivem em 4.702 aldeias, presentes em 438 municípios e 26 estados, bem como pela manutenção de 1.922 Sistemas de Abastecimento de Água. Conta com 34 DSEIs, 75 CASAIs, 967 Postos de Saúde e 358 Polos Base.

(Agência Saúde)

Bingo arrecada recursos para reforma da capela da Casa de Nazaré

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Um bingo com nove prêmios deverá arrecadar recursos para a reforma da capela da Casa de Nazaré, no próximo domingo (22), a partir das 9h30min, na rua Padre João Piamarta, no Montese. Segundo os organizadores do evento, toda a arrecadação será destinada à reforma da capela. A cartela custa R$ 5, com direito a participação dos prêmios de um ventilador, um aparelho celular, uma bicicleta, um microondas, um fogão quatro bocas, uma TV LCD, uma geladeira, um computador e uma moto Yamaha 125 cc, de acordo com a ordem do sorteio.

A instituição filantrópica católica Casa de Nazaré foi fundada no dia 15 de novembro de 1941, em Fortaleza, e desenvolve suas ações sociais voltadas ao longo dos seus 70 anos de existência no cuidado das pessoas da terceira idade. A instituição tem o apoio da Paróquia de Nazaré e sobrevive das promoções que realiza e de doações da comunidade, desde o grande Montese até o mais distante bairro de Fortaleza. Há alguns anos enfrenta dificuldades tanto da ordem financeira como estrutural.