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Bahia: deputados criticam atitude de Jaques Wagner

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Diante da onda de violência na Bahia, o governador do Estado Jaques Wagner (PT), segundo matéria de capa do jornal ‘Estado de S. Paulo’ de domingo (5), disse acreditar que “os policiais grevistas estejam por trás” das manifestações que objetivam gerar o pânico. O político, eleito governador em outubro de 2006, entretanto, não tomou nenhuma atitude para solucionar o caos.

Wagner teria dito que “parte disso foi ordenado por criminosos que se intitulam líderes do movimento”. As declarações seriam criminosas se verdadeiras, pois não se pode admitir que uma polícia ou segmento dela, com o poder de garantir o ir e vir, seja acusada pelo governador de assassina sem que nada seja feito. O sociólogo Leonardo Boff, com sua magnífica reflexão, já aponta o que está acontecendo em nosso país.

Até este domingo, o número de mortos registrados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia em decorrência da greve já passava de 70. O Jornal do Brasil conversou com políticos que consideram Wagner como o grande culpado pela situação.

“O governador Jaques Wagner está tendo uma postura de fuga em relação ao seu Estado”, critica o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia.

Antes de ser alçado ao cargo de governador, Jaques Wagner teria financiado financeiramente, em 2001, um movimento semelhante ao que ocorre atualmente na Bahia, segundo informações do líder da greve, o ex-policial militar Marco Prisco.

Segundo o ex-governador da Bahia e atual deputado federal (PSDB), Antonio Imbassahy, os líderes na época são os mesmo de hoje e, com eles, Wagner assumiu um compromisso que não cumpriu depois de eleito.

“A declaração dele sobre a polícia é absolutamente irresponsável. Se ele pensa isso da polícia então já devia ter tomado providências para tirar as pessoas que ele considera criminosas, afinal ele está no governo há cinco anos”, afirma Imbassahy. “A causa dos PMs é justa, mas os métodos, equivocados.”

Governador da Bahia na época da greve de 2001, o político Cesar Borges também confirmou o apoio de Wagner aos manifestantes. “Na época eu tinha noção clara de que a greve era política, fomentada pelos partidos de oposição que queriam lucrar com isso”, explica.

Intervenção da Justiça

Paulo Souto avalia que o governador atual está mudando radicalmente de postura. Diante da situação na Bahia, o Ministério da Justiça teria obrigações constitucionais de uma intervenção naquele Estado pois, se o governador admite que não tem forças para agir em defesa dos que vivem e dos que estão na Bahia, tratar-se-ia de uma omissão dolosa.

“Quando um dos três poderes se mostra incapaz de fazer algo pela sociedade, os outros teriam a obrigação de fazer alguma coisa”, avalia a deputada Estadual Janira Rocha (PSOL). “O problema é que hoje eles estão todos ligados pelo dinheiro público”

“A intervenção do Ministério da Justiça seria uma etapa intermediária que é a entrada da Força Nacional e depois o Exército, o que seria uma intervenção de fato como ocorreu no Rio a fins de 1994, mas ela vai depender dos desdobramentos dessa situação”, afirma Cesar Maia .

Ainda para o ex-governador da Bahia, Cesar Borges, a medida mais importante a ser tomada agora é encarar a situação de frente.

“Wagner não está admitindo a greve e quer controlar pela força”, critica. “Ele precisa negociar, o confronto nunca é uma boa saída, é necessária uma intervenção no sentido de que não se pode fechar os olhos diante disso”.

O deputado federal Anthony Garotinho alerta que a situação na Bahia seria um espelho do que está por vir para os demais Estados.

“Não é o primeiro Estado a passar por uma situação dessas e eu tenho certeza que o mesmo vai acontecer no Rio de Janeiro. A mobilização desses profissionais é muito grande e isso pode trazer em breve um momento muito complicado para o Rio”, analisa.

(Jornal do Brasil)

VLT, Minha Casa, Minha Vida e outros interesses

O programa Minha Casa, Minha Vida, do governo Federal, previa para Fortaleza a construção de 21 mil imóveis. Até agora, porém, somente 700 foram entregues. Esse número coloca o Estado como um dos piores no Brasil em termos de metas estabelecidas para o programa. Vários aspectos têm interferido para esses indicadores negativos. Em Fortaleza, por exemplo, não há tantos terrenos disponíveis para atender as condições exigidas. Outro problema é a ausência de infraestrutura básica para compor os projetos habitacionais. Com poucos espaços para a construção das casas, o preço sobe, e os agentes financiadores não estão tão dispostos a pagar o que está pedindo o mercado.

Sabedor do problema, o governo do Estado está querendo agora subsidiar parte do programa, pagando aquilo que os agentes financeiros federais relutam em fazer. Um grupo formado por representantes do governo, sob a coordenação do secretário das Cidades, Camilo Santana, tem se reunido com empresários da construção civil para azeitar projeto nesse sentido. As discussões já avançaram e envolveria a desapropriação de uma grande área territorial para a construção de um dos maiores conjuntos do Minha Casa, Minha Vida no País. O terreno, já definido, fica na Perimetral, ao lado da Chesf, nas proximidades do Conjunto José Walter.

De acordo com o levantamento inicial sobre a área a ser desapropriada, o espaço teria condição para abrigar até 17 mil imóveis. Para se ter ideia dessa dimensão, representaria cinco vezes o que é hoje o José Walter. Nada mal, para um governo afeito a megalomanias. A vantagem para o governo não se resumiria a construção do maior projeto do programa no Brasil. Uma das propostas colocadas à mesa, prevê que a prioridade na aquisição das casas seria das possíveis famílias desapropriadas nas áreas onde passaria o VLT, o que tem sido uma dor de cabeça para o governador.

A grandiosidade do projeto, no entanto, parece ter assustado. Dos 17 mil imóveis, o governo só quer agora subsidiar cinco mil, o que daria em torno de R$ 35 milhões em recursos disponibilizados. De qualquer forma, mesmo que só aceite participar do projeto com cinco mil imóveis, a iniciativa para o governo é vista com bons olhos, já que ao todo, será preciso realocar aproximadamente 3.500 famílias com as desapropriações para a execução das obras do VLT. Os construtores também não teriam nada a perder, pois ganhariam a infraestrutura e a possibilidade de posteriormente novas habitações serem erguidas na área prevista. O empecilho maior agora seria convencer os desapropriados a aceitar as transferências. O pior é que tudo tem que ser feito o mais rápido possível, já que no Brasil o mundo se acaba em 2014.

(O POVO / Menu Político / Luiz Henrique Campos)

Onde está a insegurança e a segurança no Brasil

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Em artigo publicado neste domingo (5), no Jornal do Brasil, o escritor Leonardo Boff apóia o movimento grevista de policiais do Ceará e da Bahia. Confira:

No Brasil não há crise de segurança para o sistema do capital, para as finanças, para os bancos, para os credores da dívida pública, para os poderosos que se cercam de seguranças privados.

Mas não há segurança para aqueles que são responsáveis pela segurança pública: os policiais militares. Pelo fato de não terem a segurança de um salário decente, de condições de trabalho adequadas e de trato digno por parte do poder público, se rebelam como aconteceu neste ano no Ceará e agora na Bahia.  Com os humilhantes salários que recebem, pouco mais de dois mínimos, que segurança podem dar a suas famílias que tem que pagar aluguel, escola, transporte, luz, água e alimentação?

A responsabilidade maior pela insegurança pública que se instalou em razão da greve dos policiais militares, com assassinatos e depredações, deve ser tributada principalmente ao poder público, que não soube ouvir e dialogar de verdade e não retoricamente, antecipando-se aos fatos lamentáveis.

Que diálogo e negociação são  possíveis e críveis quando se responde com a arma da violência, pondo militares contra militares? É uma estratégia da ignorância política e da prepotência, totalmente ineficaz porque agrava ainda mais o problema em vez de encaminhar uma solução. Por que não se aprova a PEC 300? Os governos federal e os estaduais se uniram para protelá-la e esvaziá-la.

Usem os 60 bilhões de reais, subtraídos do orçamento, para aumentar os salários deles, ao invés de dar segurança aos credores. O que conta mais, as pessoas ou os dinheiros ricos epulões? Esse dinheiro do povo é para servir ao povo, garantindo-lhe segurança confiável e respeitosa. Seguindo esta indicação do bom-senso, se acabam as rebeliões e os policiais terão a paz e o sossego necessários para desempenhar com sentido público e com honradez a sua alta e arriscada missão.

Brasil recebe 57% mais mão de obra estrangeira

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O número de trabalhadores estrangeiros no Brasil cresceu 57% no ano passado, chegando a 1,5 milhão em dezembro. O principal fator para esse salto no número de imigrantes legais foi a chegada de trabalhadores de países vizinhos. Desde 2009, triplicou o número de imigrantes peruanos legais. O de paraguaios e bolivianos cresceu mais de 70%. Comunidades com presença antiga no país, como japoneses e europeus, têm crescido mais lentamente.

O crescente fluxo migratório de países latino-americanos tem sido acompanhado por uma mudança significativa no perfil dos trabalhadores que vêm para o Brasil.

Os imigrantes dos países vizinhos em geral têm baixa escolaridade e pouca qualificação.

(Folha)

Polícia prende integrante de movimento grevista da PM na Bahia

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Foi preso neste domingo (5) um dos 12 policiais militares grevistas que tiveram a prisão decretada nesta semana. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o PM é acusado de formação de quadrilha e roubo de um carro da corporação.

Ele é lotado na Coppa (Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental) e foi preso pelo comandante da companhia. Além de responder pelos crimes, o policial vai passar por um processo administrativo na própria corporação.

Neste sábado (4), o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que os policiais militares em greve cometeram crimes que estão acontecendo em Salvador. Ele também disse que a categoria promove um “banho de sangue” para amedrontar a população.

O governador negou que pretenda autorizar a invasão da Assembleia Legislativa, onde os manifestantes estão acampados. Ainda segundo Wagner, os policiais que tiveram a prisão decretada são líderes do movimento e teriam sido identificados em atos de vandalismo.

O governo recuperou 16 carros da PM, neste sábado, que estavam com manifestantes em um dos acessos à Assembleia Legislativa. Os carros foram levados para o Departamento de Apoio Logístico. Alguns veículos tiveram os pneus furados.

(Folha)

Tucanos torcem o bico

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O PSDB não deve mesmo compor o grupo de partidos que pretende sair unido para enfrentar o candidato da situação nas eleições de 2012 em Fortaleza. Tucanos muito próximos ao ex-senador Tasso Jereissati não estariam se sentindo à vontade com algumas siglas partidárias que comporiam o bloco. Alegam a total de falta de propostas para a cidade, e que a aliança teria como norte apenas a distribuição de cargos caso vençam o pleito.

Diante disso, os tucanos caminham para apostar na candidatura de Marcos Cals, sabendo, todavia, que ele terá que pular uma fogueira em vista dos antecedentes da sigla na Capital. É esperar para ver, se mais uma vez, os tucanos não sairão com as penas queimadas.

(O POVO / Menu Político / Luiz Henrique Campos)

Cenário possível

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Aposta de um petista de… bico grosso: “Na hipótese de rompimento da aliança e o PSB lançar candidato próprio, o segundo turno em Fortaleza passa a ser mais do que certo. E quem iria para o segundo turno? Pelas dimensões das forças políticas, teriam as maiores chances de chegar lá o candidato do PT e da prefeita contra o candidato do PSB e do governador. Aí não vai sobrar pedra sobre pedra”. Para o petista, que trabalha para manter a aliança, só os jornalistas de política iriam gostar dessa “terra arrasada”.

Luizianne Lins disse que José Pimentel estava na condição de candidato reserva do PT em Fortaleza. Um candidato que só entra em campo se a grande aliança se esfarelar por completo. No dia seguinte, o senador foi ouvido pela imprensa. Para surpresa de muitos, não desmentiu a prefeita. Pimentel disse apenas que seu papel “é ajudar na aliança”. Pelo visto, o senador e a prefeita estão com o meio de campo e o discurso afinados.

Uma parte do PT que torce o nariz diante da possível candidatura a prefeito do secretário Elmano Freitas. Alega que há resistências nacionais contra o preferido de Luizianne Lins. Vamos a elas: como advogado do MST, Freitas teria tido difíceis relações com o Governo Lula (primeira gestão). Outro fator: a suposta proximidade política do pré-candidato com o ex-petista João Alfredo, hoje vereador do Psol e opositor de Luizianne.

(O POVO / Coluna Fábio Campos)

Entrevista de Elmano ao “Debates do Povo” mostra discurso da campanha do PT, diz vereador

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Para o líder da oposição na Câmara Municipal, vereador Plácido Filho (PDT), o candidato da prefeita Luizianne Lins já está com o discurso pronto para a disputa eleitoral em Fortaleza. De acordo com o vereador, a linha do discurso foi apresentada na última semana, quando da entrevista do pré-candidato Elmano de Freitas ao Debates do Povo, na rádio O POVO/CBN 1010.

Segundo Plácido Filho, o candidato do PT deverá responsabilizar as supostas dificuldades financeiras na primeira gestão da prefeita Luizianne Lins para justificar as inúmeras promessas não cumpridas.

“Eu não tenho dúvidas que o que faltou e ainda falta é planejamento. Luizianne Lins deixou de receber milhões de reais em recursos porque não conseguiu apresentar os projetos para Fortaleza. O dinheiro que ainda chegou para importantes obras, como o Transfor, ampliação do terminal de Antônio Bezerra e alargamento de um curto trecho da avenida Sargento Hermínio, foi fruto de projetos deixados pelo ex-prefeito Juraci Magalhães. A Prefeitura sequer conseguiu dar continuidade a esses projetos e o que vemos hoje são obras paradas”, comentou o vereador do PDT.

“Mas o pré-candidato Elmano de Freitas tenta passar para a população que Luizianne pegou uma Prefeitura falida, que foi induzida a lançar a Fortaleza Bela porque superestimou a boa administração Juraci. E isso não é verdade”, completou Plácido Filho, ao observar que Luizianne Lins é sucessora de Luizianne Lins. “A prefeita não assumiu ontem a cidade. Está há sete anos no poder. Tempo para mostrar o que realizou, não o que deixou de realizar por culpa de um gestor ou outro”.

Pimentel

Plácido Filho não acredita que o senador José Pimentel (PT) possa ser o candidato de Luizianne Lins em Fortaleza. De acordo com o vereador, que abordou o assunto em pronunciamento na última sessão da Câmara Municipal, se o senador fosse o melhor nome para Luizianne, ela já o teria lançado.

“Luizianne não é o tipo que vacila em suas ações no campo político. Se Pimentel fosse bom para ela, já teria sido lançado”, disse.

Heitor Férrer

Para o líder da oposição na Câmara Municipal, o deputado Heitor Férrer (PDT) é um dos nomes mais preparados do partido para disputar a sucessão em Fortaleza.

“Só espero que Heitor tenha habilidade suficiente para fugir do olho do furacão, caso o PSB decida por candidatura própria. Não há dúvidas que o PT tentará puxá-lo para um desgastante debate político com o provável candidato do PSB, diante da natural oposição que o deputado faz ao governador Cid Gomes. Afinal, a disputa este ano em Fortaleza será estendida a 2014, na eleição ao Governo do Estado. Quando digo que o PT poderá puxá-lo, não é no sentido de cooptá-lo. Mas de alimentar o natural debate de oposição entre as duas candidaturas. E esse inferno, o PT faz como nenhum outro partido político”, ressaltou.

Movimentação

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Pelo menos até o fechamento da coluna só quem estava falando em candidatura a prefeito da (ainda) aliança partidária que sustenta os governos estadual e municipal, era a prefeita Luizianne Lins. Lançou Waldemir Catanho, que não aceitou a tarefa, põe na mesa o nome de Elmano de Freitas, secretário de Educação, e sugere, também, como um tertius, o senador José Pimentel. O governador Cid Gomes, que há alguns meses deu indícios de que seu candidato in pectore seria o titular da Secretaria da Cidade, deputado estadual licenciado Camilo Santana, está vendo a movimentação de sua aliada do alto das varandas do Palácio da Abolição.

Mas quem conhece a têmpera dos Ferreira Gomes sabe que a calmaria é muito mais aparência do que realidade. Enquanto fazem de conta que deixam a banda passar, traçam seus planos sob a regência de Ivo Gomes, o chefe de gabinete e um bom estrategista. Devem estar analisando cada passo a ser dado no tabuleiro, avaliando as vantagens e desvantagens, para depois fazer uma jogada que compense. E jogada compensadora nem sempre é jogada vencedora. Afinal, 2012 vale por 2014 também.

Pode nem ser, mas que Elmano de Freitas está com o maior jeitão de candidato a prefeito, não se pode negar. À rádio O POVO/CBN, para participar de debate semana passada, chegou escoltado por quatro assessores, que nos intervalos do programa lhes sopravam dados e orientações ao ouvido. Deve estar fazendo as ‘tarefas de casa’ com atenção, pois sabe de cor e salteado todos os números da Prefeitura. E não titubeia nem quando se fala no calo da atual gestão, o interminável Hospital da Mulher.

(O POVO / Coluna Bric-à-Brac / Inês Aparecida)

No Brasil, há 500 mil mandados de prisão não cumpridos

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Levantamento no banco de dados de 17 estados e do Distrito Federal mostra que há cerca de 500 mil mandados de prisão aguardando cumprimento nessas regiões, acumulados ao longo dos anos, sendo aproximadamente 360 mil só no Sudeste.

Não se sabe, porém, a quantos criminosos eles se referem; contra um mesmo procurado pode haver várias ordens de captura. Para se ter uma ideia, contra o traficante Fabiano Atanázio da Silva, o FB, preso no fim de janeiro e considerado um dos mais procurados pela polícia do Rio, havia 27 mandados de prisão.

Para saber quantos mandados não cumpridos ainda constam no país, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou na internet há três semanas o Banco Nacional de Mandados de Prisão, cujo funcionamento, porém, ainda está engatinhando.

Apenas 12 tribunais estão alimentando o sistema com informações sobre mandados expedidos a partir de 16 de janeiro. A partir de julho, todos os mandados antigos têm que estar no site.

(O Globo)

Corte mais cara do país; TJ-DF gasta 5 vezes mais que STF

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A folha de pagamento do tribunal estadual mais caro do País vai custar R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos este ano.

Custeado pela União, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DF) vai gastar cinco vezes mais que o Supremo Tribunal Federal (STF) com a folha de pagamento e o dobro das despesas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pessoal. Essas cortes também são custeadas pelo Orçamento da União.

Assim como nos tribunais de Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro, a folha de subsídios da corte do DF (o mais caro entre todos os estaduais) é engordada com as chamadas “vantagens eventuais”.

Em dezembro passado, os cofres federais pagaram salários milionários aos magistrados e servidores do tribunal na capital federal.

Naquele mês, um dos desembargadores recebeu de uma só vez R$ 370,3 mil em benefícios, que, incorporados ao salário de R$ 24,1 mil, garantiram ao magistrado um total de R$ 401,3 mil. No mesmo mês, um juiz substituto ganhou R$ 240,5 mil só em vantagens.

Um analista judiciário, cujo salário é de R$ 11 mil, recebeu R$ 205 mil em vantagens. Também em dezembro, um técnico ganhou R$ 145,9 mil, ou seja, 22 vezes mais do que o salário que recebe mensalmente pelo cargo que ocupa – R$ 6,5 mil.

Na soma de exemplos como esses, a folha atingiu R$ 205 milhões, sendo mais da metade – R$ 132 milhões – só com as vantagens. O valor retido pelo teto foi de R$ 160 mil.

(Estadão)

Clima de campanha: Câmara e Assembleia querem discutir regras

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Para conter os ânimos dos vereadores de Fortaleza e tentar garantir a qualidade dos trabalhos na Câmara Municipal, o presidente da Mesa Diretora, Acrísio Sena (PT), anuncia para o mês de março a realização do Seminário de Legislação Eleitoral, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Ministério Público Eleitoral (MPE). “Em fevereiro, haverá reunião do colégio de líderes para debatermos uma proposta de pacto, para o período eleitoral”, adianta Sena.

Segundo ele, é preciso definir regras com bastante antecedência para que os vereadores estejam informados do que é possível. “Temos rádio, TV, impresso, redes sociais. Temos portais de comunicação. São ferramentas que temos em nossas mãos e precisamos saber o que é permitido ou não para que não caiamos em problemas”, diz.

Ele promete ainda conversar com os parlamentares sobre como promover um debate fraterno e qualificado sobre os rumos da cidade. “Vamos pactuar a convivência entre os partidos, para que os debates sejam de natureza estritamente política, focados em ideias e proposições, deixando de lado qualquer crítica de natureza pessoal, qualquer consideração que não envolva a pauta política”.

De acordo com a assessoria de comunicação do deputado estadual Roberto Cláudio, presidente da Assembleia Legislativa, nesta próxima quarta-feira, o presidente realizará reunião com o colégio de líderes, onde serão tratadas várias questões, entre elas, o calendário eleitoral.

O objetivo, segundo adianta-se, é discutir exatamente o melhor caminho para que o ano eleitoral não interfira nas atividades da Casa. Conforme a assessoria, a expectativa é de que não haja nenhuma mudança na rotina de trabalhos do Legislativo Estadual.

Câmara é o foco

Por ser uma eleição municipal, a maior repercussão da campanha será sentida nas Câmaras de Vereadores, onde se discute a cidade e os parlamentares tentam reeleição. O próprio presidente do Legislativo Municipal de Fortaleza, Acrísio Sena, divide o ano em dois momentos: o de pré-campanha, que segue até junho, e o período da campanha eleitoral propriamente dito. “Mas mesmo numa conjuntura eleitoral, não podemos perder de vista a perspectiva dos rumos da cidade”, afirma.

O vereador Plácido Filho (PDT), líder da oposição na Câmara Municipal, defende que o compromisso dos parlamentares com a população continua sendo o mesmo assumido das últimas eleições. “Eu acho que vai se acirrar cada vez mais esse trabalho de fiscalização. Já estamos marcando uma reunião semana que vem (nesta semana) para agendar visitas às obras da Prefeitura. Vamos continuar fiscalizando as promessas que a Luizianne fez”, garante.

Plácido afirma ainda que os aliados da Prefeitura criticam o discurso de oposição por não apresentar soluções, somente criticar. “A oposição não tem como resolver o problema, porque está no Legislativo. Quem executa é quem está no Executivo. Legislativo existe para legislar, cobrar, denunciar”, argumenta. Por isso, ele promete cobrar as promessas feitas pela prefeita.

(O POVO)

Telinha

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O presidente Guto Benevides convidou o titular do Palácio da Abolição, Cid Gomes, para um debate ao vivo com os jornalistas da TVC.

Resposta? Um “yes” sem vacilo. Quando? Próxima terça-feira (7), com start às 22 horas.

(O POVO / Coluna Sônia Pinheiro)

Atualização (10h51min) – O Blog apurou que a entrevista do governador Cid Gomes a jornalistas da TVC foi cancelada. No mesmo horário da entrevista, a presidente Dilma Rousseff pernoitará em Fortaleza. Na manhã da quarta-feira (8), seguirá com o governador para o Cariri. Grato aos atentos leitores do Blog, que nos alertaram sobre o cancelamento da entrevista.

Líder de paralisação da PM baiana diz que governador já financiou greve

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Apontado como líder da greve dos PMs baianos, o presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (Aspra), soldado Marco Prisco, disse que o governador Jacques Wagner, quando ainda era deputado federal, participou com outros parlamentares do PT e de partidos da base do esquema de financiamento da paralisação dos policiais militares do estado em 2001.

Ele acrescentou que o Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, que tinha na direção o atual presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, alugou e cedeu, na época, seis carros para garantir a greve na Bahia, onde diz que foi preseguido e ameaçado de prisão pelo então governador carlista Cesar Borges.

– O motorista que me levou para Brasília era um funcionário do sindicato, Nelson Souto. Na capital, foi recebido pelo então senador petista Cristóvam Buarque – disse.

(O Globo)

Contra imigrantes, americanos aprovam conservadorismo de Romney

As primárias que acontecem desde o início deste ano em diversos estados dos EUA pelo Partido Republicano vão definir o adversário do atual presidente Barack Obama para a disputa de 2012. O conservador Mitt Romney tem se destacado na disputa, com resultado significativo na Flórida, quando obteve 46% dos votos contra 32% de Newt Gingrich.

Em Nevada, onde Romney destacou a participação dos eleitores mórmons e os que apoiam o movimento Tea Party, o candidato também ficou na frente. Na madrugada deste domingo (5), Romney já era dado como vitorioso. Na frente do ex-presidente da Câmara de Representantes, Newt Gingrich, do congressista Ron Paul e do ex-senador Rick Santorum.

Um dos pontos mais abordados durante os debates entre os candidatos é a questão da imigração nos Estados Unidos. O Partido Republicano tem se posicionado contra a entrada de estrangeiros nos EUA de maneira assídua e Romney é um dos que mais reforçam a posição de rejeição. O discurso de extrema-direita e conservador do candidato tem alcançado altos índices de popularidade.

Existem atualmente cerca de 11 milhões de estrangeiros vivendo ilegalmente nos Estados Unidos. Grande parte é de latino-americanos, principalmente mexicanos, que imigraram de forma ilícita e ocuparam subempregos e profissões desvalorizadas, por muito tempo rejeitada pelos norte-americanos.

Segundo o professor Pedro Paulo Zaluth, da Universidade de Campinas (Unicamp), o alto índice de desemprego, causado pela crise econômica, faz com que os eleitores acreditem que uma das razões é que os imigrantes estejam “roubando os empregos”, pelo baixo custo da mão-de-obra.

Há hoje nos Estados Unidos “um sentimento de intolerância que é alimentado pela relação neurótica e obsessiva da população com a nacionalidade e os traços culturais do país. Opõe-se a distribuição de renda, pois a camada social menos favorecida tende a ser, em sua maioria, imigrante”, afirma o economista.

Uma das principais bandeiras de Romney é o veto ao “Dream Act”, uma proposta que corre no congresso e é apoiado pelo governo de Barack Obama, e que autorizaria a legalização de estudantes imigrantes ilegais que chegaram aos EUA antes dos 16 anos, dentre outros requisitos.

(Jornal do Brasil)

PT quer fazer pesquisa para testar aliança com Kassab

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O PT quer encomendar uma pesquisa de opinião para avaliar a reação do seu eleitorado a uma possível aliança com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) na sucessão municipal em São Paulo.

O objetivo é saber se a negociação, iniciada pelo ex-presidente Lula, tem mais potencial para somar ou para tirar votos do pré-candidato petista, Fernando Haddad.

Os números devem ajudar a definir a queda de braço no partido, que está dividido sobre a hipótese de aceitar o apoio do rival histórico.

A ala contrária ao acordo aposta na rejeição a Kassab na periferia, reduto tradicional do PT paulistano, para convencer a cúpula da sigla a barrar a articulação.

(Folha)

Dilma trava programa de laptops de Lula

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Lançado com entusiasmo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto Um Computador por Aluno (UCA) praticamente foi abandonado na transição para o governo Dilma Rousseff. Parte dos 150 mil laptops comprados pelo governo por R$ 82, 5 milhões está subaproveitada. Há também registro de alto índice de laptops quebrados e avariados.

Dos 600 mil computadores oferecidos em 2010 a governadores e prefeitos, que supostamente dariam continuidade ao programa, pouco mais da metade foi comprada. O prazo da oferta venceu no final do ano passado e não houve nova licitação.

Na Escola Basílio da Gama, em Tiradentes (MG), os laptops do projeto continuavam encaixotados porque a internet não funciona e faltam armários e carteiras, relata avaliação encomendada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

Em Santa Cecília do Pavão, no Paraná, outro dos cinco municípios alvo do projeto, a situação é “caótica”, segundo o relatório ao qual o Estado teve acesso. Por falta de infraestrutura e sem capacitação adequada, os professores “sentem a inovação como ameaça”, diz o texto do relatório, debatido reservadamente no governo.

“Vamos mergulhar na reflexão”, reagiu o ministro da Educação, Aloizio Mercadante ao ser questionado sobre o destino do UCA. Na quinta-feira, o ministro anunciou da distribuição de tablets aos quase 600 mil professores do ensino médio, até o final de 2012.

“Começar pelo professor é mais seguro”, repetiu o ministro Mercadante, marcando discretamente a mudança de rumo do programa de inclusão digital nas escolas.

(Estadão)

Futuro ministro das Cidades omite ser sócio em empresas

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Anunciado pelo Palácio do Planalto como novo ministro das Cidades, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) ocultou da Justiça Eleitoral nas últimas eleições o fato de ser dono de quatro empresas. Duas delas têm atuação na área da construção civil e incorporação de imóveis, atividades ligadas ao ministério que ele comandará oficialmente a partir desta segunda-feira (6).

O Ministério das Cidades tem como um de seus carros-chefes as ações na área da habitação social.

Aguinaldo Ribeiro afirmou, por meio de sua assessoria, que declarou à Receita Federal ser sócio das empresas e disse que irá se desligar delas para chefiar o Ministério das Cidades.

Ele não explicou, entretanto, o motivo de ter omitido as informações em sua declaração à Justiça Eleitoral quando se candidatou a deputado federal nas eleições de 2010.

(Folha)

‘Pode tentar quantas vezes quiser’, diz Cuba à blogueira

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“Aqui está. É para comunicar a você que não obteve autorização para viajar”. “De novo? Dezenove vezes?” “Dezenove vezes”. “Vou continuar tentando”. “Você pode tentar quantas vezes quiser”.

Esta é a tônica do diálogo que uma funcionária do departamento de imigração de Cuba teve com a blogueira Yoaní Sanchéz, na última sexta-feira (3), ao negar pela 19ª vez permissão para a blogueira deixar o país. Yoaní postou o áudio no Youtube e no Twitter neste sábado (4).

Na tela preta, é exibida a transcrição do diálogo que teve com a autoridade cubana. Ao final da conversa, a blogueira diz que um dia vai conseguir sair do país, “quando este absurdo não existir mais”. E a resposta, novamente, é “tente quantas vezes quiser”.

Ao final do áudio, a blogueira exibe a tela preta com o artigo 13 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz, entre outras questões, que toda pessoa tem direito a sair de qualquer país, inclusive do próprio, e a retornar.

Na tarde da última sexta-feira, Yoaní havia divulgado, também através do Twitter, que o governo cubano lhe havia negado permissão de viagem.

“Não há surpresas. Voltaram a me negar a permissão de saída. É a ocasião de número 19 em que me violam o direito de entrar e sair do meu país”, escreveu.

A blogueira opositora ao regime comunista da ilha postou também uma fotografia da negativa recebida do governo cubano. Crítica do regime dos Castro, Yoaní recebeu na semana passada da Embaixada Brasileira em Havana o visto de turista para visitar o Brasil. A intenção era participar do lançamento do documentário “Conexão Cuba-Honduras, do cineastra Dado Galvão, no próximo dia 10, na Bahia.

(O Globo)