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Decisão do STF deve ser vista como vitória da sociedade

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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada na noite de quinta-feira (2) no sentido de manter a prerrogativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de poder investigar magistrados, independente do trabalho das corregedorias locais, sem precisar de justificativa, deve ser vista como uma vitória da cidadania. Além de por fim ao ponto mais polêmico de uma crise que colocou o Poder Judiciário em xeque nos últimos meses, o entendimento da mais alta corte de Justiça do País é também um importante momento do nosso Judiciário.

Ao encerrar a pendenga com decisão contrária ao que pretendiam notadamente as associações de classe dos magistrados, que era priorizar as investigações nas corregedorias dos Estados, o STF deu demonstração de altivez, não se curvando a um dos maiores cancros da sociedade moderna, que é o corporativismo. Como bem ressaltou o ministro Gilmar Mendes, “até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se trata de investigar os próprios pares”. Se até entre os magistrados há esse entendimento, imagine-se como ficaria a imagem do Judiciário perante à sociedade caso fosse tirado do CNJ  esse direito.

Longe de entender a decisão do STF como porta aberta para a caça às bruxas, a reflexão primordial a ser feita agora é que fatos do tipo devem servir para que o Judiciário se aproxime cada vez mais das demandas da sociedade, saindo do encastelamento que marca a trajetória desse poder ao longo da história recente do País.

O Brasil vem passando por transformações nos campos político, social e econômico, com reflexos em nosso posicionamento internacional. Em vista disso, era inaceitável que o Judiciário, peça basilar na consolidação da democracia, ficasse de fora desse novo momento. Nesse aspecto, a sociedade clama com razão para que também o Judiciário, como os demais poderes constituídos da República, se mostre transparente para que se torne forte.

(O POVO / Editorial)

Queda no desemprego modifica estratégia de campanhas nos EUA

A melhora do índice de desemprego nos Estados Unidos apresentado no mês de janeiro dá ao presidente Barack Obama a chance de reverter a narrativa econômica negativa de seu mandato, enquanto seus adversários republicanos revisam a retórica de suas campanhas para vencer as eleições gerais de novembro.

Dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Departamento de Trabalho dos EUA mostraram que a taxa de desemprego caiu para 8,3% em janeiro, o nível mais baixo desde fevereiro de 2009. Além disso, 243 mil novas vagas foram criadas no mercado de trabalho americano.

Recuperar o mercado de trabalho americano e colocar a economia do país de volta aos trilhos do crescimento são dois grandes desafios que o atual presidente enfrenta desde o início de seu mandato em 2009. Com a aparente melhora, Obama se fortalece na disputa eleitoral por um segundo mandato na Casa Branca.

O aparente favorito para conquistar a nomeação do Partido Republicano para disputar a presidência com Obama, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney e os membros de sua campanha enfrentam agora uma melhora econômica que ameaça a retórica usada em seus ataques aos democratas.

O republicano e seus assessores fizeram mudanças logo na sexta-feira para ajustar seu discurso sobre o desemprego, rejeitando a ideia de que uma boa notícia para o país significa uma má notícia para Romney, e insistindo que sua meta sempre foi maior do que apenas criar empregos.

Discurso de Romney

Favorecido pelas pesquisas, que lhe outorgam 45% do respaldo dos republicanos no Estado de Nevada, palco das próximas primárias pelo partido neste sábado (4), Romney se concentrou em tentar evitar os benefícios políticos que o desemprego possa ter para Obama.

“Infelizmente, estes números não podem ocultar o fato de que as políticas do presidente Obama impediram uma recuperação econômica verdadeira. Podemos fazer melhor”, disse em comunicado o ex-governador de Massachusetts.

Os dados de desemprego eram esperados com especial interesse em Nevada, Estado com o índice mais alto de todo o país: 12,6%, segundo números de dezembro.

Assessores de Romney citados pelo jornal americano “Washington Post” afirmaram que sua campanha contra Obama se centraria no que chamam de sensação geral de “miséria prolongada” entre os eleitores preocupados com a crise.

Economia de Obama

A situação econômica ainda incerta nos EUA é um grande desafio que Obama e seus estrategistas precisarão enfrentar.

Analistas apontam que os EUA ainda precisam criar 6 milhões de empregos para voltar ao nível de desemprego que era registrado em 2008. A taxa de desempregados continua historicamente alta e seu desempenho é incerto, uma vez que o país ainda está vulnerável aos efeitos da crise na zona do euro.

Apesar disso, indicadores econômicos vêm sinalizando certa melhora. Na sexta-feira passada (27), por exemplo, o governo divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) americano havia crescido 2,8% no quarto trimestre, mostrando uma aceleração. Com isso, a economia americana avançou 1,7% em 2011, em comparação a 2010.

Pesquisas sugerem, porém, que a economia continuará sendo um desafio para Obama conquistar eleitores desconfiados, a menos que o desempenho do país mostre um forte avanço ao longo dos próximos nove meses.

Apesar de cinco meses seguidos de redução do desemprego, mais americanos veem de forma negativa a gestão econômica de Obama do que positiva, e apenas 9% da população afirmou em janeiro, em uma pesquisa realizada pelo Washington Post-ABC que estavam percebendo uma forte recuperação econômica.

(Folha)

Irã cortará exportação de petróleo para alguns países europeus

O ministro do petróleo do Irã disse que o Estado islâmico não recuaria de seu programa nuclear, mesmo que as suas exportações de petróleo bruto sejam reduzidas, informou a agência de notícias oficial local Irna neste sábado (4).

Rostam Qasemi disse que o Irã cortaria exportações de petróleo para algumas nações europeias em retaliação à decisão de redução de alguns países de cortar importação de petróleo iraniano.

O ministro iraniano instou a Europa a reconsiderar a sua proibição ao petróleo iraniano, e disse que o mercado de petróleo está em equilíbrio agora, mas seria lançada em turbulência, sem a oferta de petróleo do Irã.

“Infelizmente, a UE (União Europeia) sucumbiu à pressão dos Estados Unidos. Espero que revejam a sua decisão sobre de sanções a exportações de petróleo do Irã”, afirmou Qasemi. “Nós não vamos abandonar nosso curso apenas nuclear, mesmo se não podemos vender uma gota de petróleo”.

Tensões com o Ocidente aumentaram no mês passado, quando Washington e UE impuseram sanções ainda mais duras contra o Irã em uma tentativa de forçá-lo a fornecer mais informações sobre seu programa nuclear.

As medidas destinam-se a desligar o segundo maior exportador de petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de vendas de petróleo bruto.

“O mercado de petróleo internacional vai experimentar tumulto na ausência de petróleo iraniano com consequências imprevisíveis sobre os preços do petróleo”, acrescentou.

No entanto, analistas dizem que o mercado global de petróleo não seria muito afetado se o Irão vier a fechar a torneira de petróleo para a Europa.

(Reuters)

Fantasmobrás: o medo de assombração na Petrobras

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É quase sempre após o entardecer e à noite que tudo acontece. Barulhos estranhos ecoam pelos corredores e salas vazias, portas corta-fogo se batem, torneiras se abrem sozinhas, passos são ouvidos e vultos de pessoas são vistos passar. Não se trata de filme de suspense ou história de castelo medieval. São os fantasmas que andam assombrando os funcionários da Petrobras em um dos prédios onde a petrolífera está instalada — segundo o relato dos amedrontados frequentadores desse ponto que carrega uma história terrível.

Os fenômenos inusitados e inexplicáveis estão acontecendo, em pleno século XXI, no Torre Almirante, um edifício dos mais modernos, encravado em uma área nobre do Centro do Rio, na Avenida Almirante Barroso, esquina com Avenida Graça Aranha. Com 36 andares, o edifício todo espelhado, alugado pela Petrobras, tem duas faces planas, cada qual voltada para uma das ruas.

Desde sua inauguração, em 2005, os 36 andares são ocupados por diversas gerências da Petrobras, como Gás e Energia, Engenharia, Materiais e Segurança e Meio Ambiente. Desde o início, empregados da estatal , assim como o pessoal da limpeza e da segurança, têm diversas histórias para contar. No local onde foi construído o Torre Almirante, moderno e arrojado, existiu o edifício Andorinha, erguido em 1934 com 12 andares. O Andorinha foi destruído por um terrível incêndio em 17 de fevereiro de 1986. Uma tragédia que matou 21 pessoas, das quais duas se atiraram pelas janelas, e deixou 50 feridas. Das portas corta-incêndio, muitas estavam trancadas.

Os fatos estranhos no novo Torre Almirante, levados muito a sério por quem os relata, seriam uma ótima experiência para os estudos de Jason Hawes e Grant Wilson, que vivem nos EUA e se notabilizaram por serem caça-fantasmas. Muitas de suas experiências passam em uma série na televisão, chamada “Ghost Hunter”. Os dois são os fundadores da Taps — Sociedade Paranormal do Atlântico, na qual uma equipe de pesquisa investiga assombrações e outros acontecimentos inexplicáveis.

Muitos funcionários da Petrobras contam que, desde a inauguração do Torre Almirante, são vistas e ouvidas assombrações, principalmente à noite. Quem visitar qualquer dos 36 andares com certeza ouvirá uma história passada pelas pessoas que circulam no prédio, onde trabalham 3.700 funcionários da estatal.

É o caso da Renata Garcia, que foi trabalhar na Torre Almirante em março de 2010. Ela conta que, como era nova na Petrobras, ninguém comentara sobre qualquer evento estranho. Renata também não sabia da história do Andorinha nem que ele tinha existido naquele local.

— Eu não sabia de nada, não conhecia ninguém e ninguém me contou nada. E eu comecei a trabalhar normalmente — explicou a funcionária.

Logo no primeiro mês de trabalho, o computador dela não funcionava, desligando-se automaticamente.

— Não era uma ou duas vezes por dia. Eram dez vezes por dia que isso acontecia. E eu chamava a todo instante o pessoal da informática.

Renata chegou a trocar de computador três vezes em apenas dois meses. Usou o computador de um colega quando ele saiu de férias. Não adiantou. Um técnico disse que poderia ser um problema elétrico na baia de trabalho, porque não havia mais explicações para o problema. O eletricista checou tudo e não encontrou alterações. Renata trocou de lugar para usar outro computador, e o problema continuou acontecendo. O computador se desligava sozinho.

Foi quando alguns colegas de trabalho comentaram com Renata a tragédia do Andorinha. Ela decidiu, então, comprar essência de alfazema — que, dizem, afasta os maus espíritos e atrai energias boas —, uma pirâmide com pedras dentro e um cristal. Colocou tudo ao lado do computador.

— Deu uma melhorada, mas os problemas não pararam totalmente. Já sabia que não era problema no computador. Teve um dia com muito o que fazer e eu não conseguia trabalhar. Aí resolvi falar com eles: “Acabou a palhaçada. Agora vocês vão me deixar trabalhar, eu não quero saber, acabou a brincadeira. Quero trabalhar, me deixem em paz”. E nunca mais meu computador, misteriosamente, deu problemas — garantiu Renata.

Ela ainda teve outra experiência estranha. Em junho de 2010, ficou trabalhando até tarde, sozinha com apenas outra colega. Por volta das 23h, as duas começaram ouvir o barulho de pessoas correndo. Levantaram-se das cadeiras, foram até o corredor e não viram viva alma.

— Ficamos com medo e falamos que era um sinal para a gente parar de trabalhar — disse Renata.

Tatiane Melo trabalha no 340 andar desde que sua gerência foi para lá, em 2006. Ela confirma que muitas pessoas comentam sobre fatos estranhos. Tatiane disse que ouve muitos comentários principalmente do pessoal da limpeza que fica sozinho à noite ou trabalha nos fins de semana, quando o prédio está vazio:

— Acredito plenamente que há muitas almas por aqui. Escuto muitos ruídos, vejo vultos com frequência. Às vezes eu sinto alguma coisa próxima à minha mesa.

Ana Paula trabalha nos serviços de limpeza do edifício há alguns meses. Afirmou que ouve muitos barulhos estranhos, principalmente aos sábados, quando trabalha das 7h às 13h, com o prédio vazio:

— Escuto barulhos que parecem passos andando. Um dia, eu vi um vulto e fiquei assustada. As meninas (colegas de trabalho) falam que veem também, mas nem ligam. Acho que esse prédio é mal-assombrado.

Ana Paula contou que seu marido é vigia do prédio à noite e também relata que, de vez em quando, ouve as portas de emergência batendo, escuta o barulho de passos e vê vultos.

— Ele fica preocupado porque, afinal, é vigilante e tem medo de que seja algum bandido. Mas não é nada.

Outro vigia noturno carrega os mesmos relatos:

— Não é em todos os andares. Mas é impressionante, tem vezes em que vários telefones tocam juntos de madrugada. Ficamos preocupados se é alguém invadindo. O mais impressionante foi escutar uma criança chorando, em 2005.

Vera Luz é funcionária antiga da Petrobras e está no Torre Almirante desde que a divisão de Gás e Energia se mudou para lá. Há alguns anos, como era substituta na gerência de sua divisão, muitas vezes trabalhava até tarde, 22h ou 23h. Começava a ouvir portas se abrindo e fechando, passos e, em algumas ocasiões, via um vulto passando. Ela chegou a pensar que era algum vigia da noite, mas, quando ia conferir, não via ninguém. Uma vez, quando estava trabalhando à noite, escutou o barulho da torneira da pia da copa aberta.

— Uma vez , entrei em um dos elevadores vazios quando estava indo embora tarde da noite. Entrou uma gravação automática que pede para desocupar o elevador por estar com excesso de peso. E eu estava sozinha — lembra Vera.

Em outro momento, Vera estava trabalhando em sua mesa e sentiu como se alguém respirasse perto dela:

— Achei que era algum colega brincando, mas não havia ninguém. Uma vez, entrei no banheiro e uma porta bateu. Sempre depois das 20h essas portas de fuga batem. Escutam-se móveis se arrastando no andar de cima.

Vera passou a rezar quando presencia essas coisas.

Uma funcionária contou que lia um relatório à tarde. Quando levantou o olhar, viu uma pedra de vulcão à sua frente, com pontos vermelhos, como se pegasse fogo:

— Quando o prédio foi inaugurado, muitos empregados não queriam vir trabalhar aqui. Tentei não entrar nessa paranoia. Nunca tinha visto nada até que, de um tempo para cá, comecei a ver alguns vultos. Uma vez eu falei: “Me deixa em paz que eu quero trabalhar”. Mas também já fiquei aqui até mais tarde e nada aconteceu.

(O Globo)

Artur Bruno – Faço o que eu digo, mas não faça o que faço?

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O deputado federal Artur Bruno não gostou muito da possibilidade de ver o senador José Pimentel como candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza. Para ele, o partido não pode abrir mão de uma figura como a do ex-ministro no Senado.

Quer dizer então que Artur deixando a Câmara está tudo bem? Não faria falta? Interessante.

Faça o que eu digo, não o que eu faria, parece ser a lógica do companheiro Bruno.

(O POVO / Coluna Sônia Pinheiro / Inês Aparecida e Ítalo Coriolano)

Na agenda de Dilma no Ceará, nenhum compromisso com a prefeita. Até agora

A presidente Dilma Rousseff não terá programação com a prefeita Luizianne Lins (PT) durante sua visita ao Ceará, na próxima terça-feira. Pelo menos é essa a informação de membros das equipes que acertam o roteiro de sua peregrinação por obras.

Dilma chegará pela manhã e aterrissará na Base Aérea de Fortaleza, quando será recebida pelo governador Cid Gomes e outras autoridades. Na agenda, consta uma inspeção às obras do Projeto Metrofor, mais precisamente a Lina Sul. Também ida à Estação de Tratamento e Abastecimento (ETA) Oeste, tocada pela Cagece, além de uma visita ao Trecho V, do exião ds Águas que, quando concluido, levará água da barragem Castanhão para o Complexo Portuário e Industrial do Pecém.

Dilma pernoitará na Capital cearense para, no dia seguinte, se deslocar para a Região do Cariri. Ali, inspecionará as obras da transposição das águas do rio São Francisco, hoje em ritmo desacelerado no trecho cearense – houve redução de trabalhadores em razão da redução de verbas, segundo empreiteiras. Ela também irá ao trecho em obras da Ferrovia Transnordestina.

A viagem de Dilma é para ver de perto a situação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

(Com Coluna Vertical, do O POVO)

Pimentel fala sobre diferenças partidárias e defende aliança de PT e PSB

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Toda grande família tem diferenças. Na política, também. Isso é o que pensa o senador José Pimentel (PT) sobre os desencontros entre os governos da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e do governador Cid Gomes (PSB), e sobre os altos e baixos da aliança que ainda une PT e PSB na Capital.

Durante entrevista ao programa Viva Domingo, que será exibido neste domingo (5), às 20h30min, pela TV O POVO, o senador explica que aprendeu a conviver com as diferenças partidárias e se diz favorável à aliança entre as duas siglas.

“Eu venho de uma família de 15 irmãos, então aprendi a conviver com essas diferenças que existem na própria família. Na política, não é diferente, nós também temos nossos projetos, nossas diferenças”, afirma o parlamentar.

Ele também fala sobre a aliança histórica existente entre PT, PSB e PCdoB no cenário político brasileiro e aborda a tarefa de ser líder da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional. O senador trata, ainda, de temas polêmicos da Casa, como a votação do novo Código Florestal no Senado.

“Nesse 2011, nós votamos todos os 57 créditos suplementares, votamos o Plano Plurianual (PPA) e o Orçamento, que foi sancionado sem nenhum veto. Tudo isso, fruto do esforço, do trabalho, do diálogo”, elenca.

Pré-candidatura

Na entrevista, o senador também se pronunciou sobre a sua pré-candidatura à Prefeitura de Fortaleza pelo PT, cogitada na semana passada por Luizianne, presidente estadual da sigla, em encontro para tratar do assunto.

Na ocasião, a prefeita declarou que o parlamentar seria uma saída para o partido, em um possível racha entre PT e PSB na Capital.

Depois da declaração de Luizianne, Pimentel tem sido considerado instrumento de pressão para manutenção da aliança.

(O POVO)

A greve da Polícia e a irresponsabilidade

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Não há razão no mundo que tenham os policiais militares em suas reivindicações que justifiquem a irresponsabilidade que custa vidas na Bahia. Claro que o governo tem a sua dose de culpa. O diálogo com a tropa fracassou, a autoridade se esfacelou e o resultado foram corpos jogados em vias públicas.

Contudo, há parcela de autodeterminação dos trabalhadores ao decidir entrar em greve. Devem assumir sua parcela de culpa – e ela é enorme. Agem totalmente fora da lei, como o fizeram os PMs do Ceará.

Mais uma vez, fica demonstrado que há boas razões para que militares sejam proibidos de parar. O que aconteceu no Ceará já se dera em outros lugares. Com o sucesso aqui, era natural que se espalhasse com força maior. A questão é: onde isso vai parar? Sem que se atenue a ilegalidade – e o imperativo de haver punição e não mais se passar a mão na cabeça – há uma crise nacional na situação das polícias, que precisa ser resolvida, pelo bem da segurança pública.

(O POVO / Coluna Política / Érico Firmo)

Lideranças sindicais cogitam greve geral nas obras da Copa-14

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A CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Força Sindical e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) planejam mobilizar os sindicatos das 12 sedes da Copa-14 para reivindicar uma revisão nos direitos dos trabalhadores envolvidos nas obras do Mundial.

O plano inclui, caso não se consiga negociar com as construtoras, uma paralisação geral nas obras da Copa, inclusive nas dos estádios.

(Painel FC)

Planalto decide na semana que vem pedetista que assumirá Trabalho

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Após definir o novo titular das Cidades, a presidente Dilma se dedicará a escolher o futuro ministro do Trabalho, reduto do PDT. O Planalto deve dar a palavra final semana que vem. O favorito é o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), amigo de Dilma há mais de 30 anos.

Eles trabalharam juntos de 1986 a 1988 na Prefeitura de Porto Alegre. Procurador de Justiça licenciado, conta a seu favor o fato de não responder a processos. Apesar de mais fraco nas cotações, o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) ainda não foi descartado pelo Planalto. Ele tem a simpatia de Dilma, mas o PDT abandonou o apoio à sua indicação desde que passou a cobrar explicações do ex-ministro Carlos Lupi, alvo de denúncias.

Caso vire ministro, Vieira da Cunha terá de conseguir do PDT o que Lupi não conquistou. Na votação do salário mínimo (2011), ele votou contra proposta do governo.

(Folha)

Em greve, agentes da AMC radicalizam e anunciam devolução das motocicletas

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Os agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) devidira, nesta manhã de sábado, em assembleia geral em frente à sede do órgão, entregar todas as motocicletas para a administração. Isso ocorrerá às 9 horas da próxima, segundo o comando de greve.

O gesto faz parte da mobilização por melhores condições salariais – e em especial a ampliação da Gratificação Especial de Exercício de Função (GEEF), hoje só para alguns, atendendo a todos os agentes. Eles também reivindicam que essa gratificação, hoje de R$ 140,00, aumente para R$ 450,00.

O comando grevista informou ainda que os agentes não trabalhar nos eventos de Pré-Carnaval. O jogo do Fortaleza contra o Guarani de Sobral, no PV, não vai contar com agentes da autarquia.

Desde o dia 23, agentes administrativos e de trânsito faziam paralisações-relâmpago por turno como forma de pressionar a Prefeitura por melhorias salariais e condições de trabalho. Como as negociações não avançaram nem com o intermédio de vereadores, com quem representantes do movimento reuniram-se ontem pela manhã, os profissionais preferiram parar por completo.

No intermédio dos debates, o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort) garantiu que 30% das atividades serão asseguradas enquanto durar a paralisação. Durante a noite, grevistas bloquearam o portão da garagem das viaturas na sede da Autarquia, no José Bonifácio.

O Sindicato alerta para a possibilidade de greve geral no funcionalismo público da Capital, caso a administração do Município não apresente propostas simpáticas aos servidores. Ontem, assembleias no Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Instituto Doutor José Frota (IJF) e Centro de Assistência à Criança (Croa/Parangaba) deliberaram pela paralisação total a partir do primeiro expediente de quinta-feira, 9.

Um dia antes, Guarda Municipal e Defesa Civil, Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), Usina de Asfalto, Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e Secretarias Executivas Regionais (SERs) votam a deflagração de greve. Nas 72 horas anteriores, paradas das 7 às 10 horas acontecerão no Ipem.

Os frotinhas de Parangaba, Messejana e Antônio Bezerra e o Gonzaguinha de Messejana também podem parar de quinta em diante. As unidades promovem interrupções pontuais há uma semana. “Sempre apresentam a mesma proposta, já rejeitada, e dizem que não tem dinheiro”, diz a presidente do Sindifort, Nascelia Silva. A Prefeitura, por sua vez, diz ter atendido a alguns pontos reivindicados, mas admite não ter como conceder reajuste de20%.

Acréscimo a salário representa gasto de R$ 356 milhões

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R$ 356 milhões. Esse é o impacto nos cofres públicos da incorporação de gratificação ao salário de policiais e bombeiros militares. O valor, calculado pelo Governo do Estado, refere-se apenas aos salários de 2012, segundo informações do secretário do Planejamento e Gestão, Eduardo Diogo. Em 2011, ele cita, a folha de pagamento dos 24.563 PMs e BMs somou R$ 1,037 bilhão.

O acréscimo salarial é ponto acordado entre a categoria e o Governo e deu fim à paralisação um mês atrás. O número foi apresentado nesta sexta-feira (3) à categoria durante a primeira reunião da comissão paritária pós-paralisação. Em pauta, as reivindicações ainda não acordadas.

A soma de R$ 356 milhões não considera o impacto previdenciário e das demais reivindicações. Atualmente, 48% dos gastos governamentais são com pessoal. “Não podemos deixar ultrapassar 50%. Por isso, vamos correr atrás com eficiência, gestão, aumento da receita, desenvolvimento econômico. E pedimos (a PMs e BMs) uma tomada de consciência”, comentou Eduardo Diogo. O secretário citou ser esse o maior “aumento” dado pelo governo Cid.

Além da apresentação do impacto financeiro do acordo categoria-Governo, na reunião ficou acertado que o projeto de lei sobre o assunto será enviado na próxima semana para a Assembleia Legislativa com pedido de tramitação em caráter de urgência. Foi ainda reforçado acordo de que não haverá instauração de procedimento administrativo aos integrantes do movimento. O auxílio alimentação e a fixação de jornada de trabalho em 40 horas serão discutidos em reunião no dia 5 de março. A comissão tem 60 dias para acordar sobre todas reivindicações dos militares.

Representantes da categoria presentes à reunião não ficaram satisfeitos. “Eu achava que com esses 30 dias nós chegaríamos aqui e teríamos acesso a minutas, a projetos de lei que seriam encaminhados à Assembleia”, comentou o presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros (Aspramece), Pedro Queiroz.

Já o presidente da Associação dos Profissionais de Segurança Pública (Aprospec), capitão Wagner Sousa, diz-se tranquilo sobre as negociações. “Com certeza, a pauta vai ser toda atendida no transcorrer desses 90 dias”, frisou, garantindo que não haverá paralisação da categoria. “Existem 90 dias pra pauta ser resolvida”, disse.

(O POVO)

Agentes deflagram greve e paralisação geral pode afetar Prefeitura

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Pelo segundo fim de semana consecutivo, o Pré-Carnaval de Fortaleza ocorrerá sem os serviços de ordenamento urbano da Autarquia Municipal de Trânsito, Cidadania e de Serviços Públicos (AMC). Na noite desta sexta-feira (3), a categoria deliberou pela deflagração de greve por tempo indeterminado. A decisão foi unânime. A exemplo do último sábado (28), o trabalho será feito pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE), que também atuará no Queremos Deus e no jogo Fortaleza e Guarany de Sobral, no Presidente Vargas.

Desde o último dia 23, agentes administrativos e de trânsito faziam paralisações-relâmpago por turno como forma de pressionar a Prefeitura por melhorias salariais e condições de trabalho. Como as negociações não avançaram nem com o intermédio de vereadores, com quem representantes do movimento reuniram-se ontem pela manhã, os profissionais preferiram parar por completo.

No intermédio dos debates, o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort) garantiu que 30% das atividades serão asseguradas enquanto durar a paralisação. Durante a noite, grevistas bloquearam o portão da garagem das viaturas na sede da Autarquia, no José Bonifácio.

O Sindicato alerta para a possibilidade de greve geral no funcionalismo público da Capital, caso a administração do Município não apresente propostas simpáticas aos servidores. Ontem, assembleias no Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Instituto Doutor José Frota (IJF) e Centro de Assistência à Criança (Croa/Parangaba) deliberaram pela paralisação total a partir do primeiro expediente de quinta-feira, 9.

Um dia antes, Guarda Municipal e Defesa Civil, Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), Usina de Asfalto, Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e Secretarias Executivas Regionais (SERs) votam a deflagração de greve. Nas 72 horas anteriores, paradas das 7 às 10 horas acontecerão no Ipem.

Os frotinhas de Parangaba, Messejana e Antônio Bezerra e o Gonzaguinha de Messejana também podem parar da próxima quinta-feira (9) em diante. As unidades promovem interrupções pontuais há uma semana. “Sempre apresentam a mesma proposta, já rejeitada, e dizem que não tem dinheiro”, diz a presidente do Sindifort, Nascelia Silva. A Prefeitura, por sua vez, diz ter atendido a alguns pontos reivindicados, mas admite não ter como conceder reajuste de20%.

(O POVO)

Dilma vistoria obras do PAC para definir corte no Orçamento

Para tentar melhorar a evolução dos investimentos públicos este ano, a presidente Dilma Rousseff vai vistoriar pessoalmente as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pelo país.

O objetivo é visitar obras com problemas de execução e atrasos no calendário.

A decisão de viajar para fiscalizar os projetos estratégicos do governo foi comunicada ao ex-presidente Lula na semana retrasada.

Interlocutores da presidente afirmam, ainda, que a ideia partiu da constatação de que, em 2011, houve redução no ritmo do PAC.

(Folha)

Banho de sangue no estádio de Porto Said não foi puro acaso

Apesar de todas as falhas, conselho militar se afirma como única garantia de ordem no Egito. Circunstâncias de choques entre jogadores e torcedores deixam muitas questões em aberto, opina articulista da DW Loay Mudhoon.

Para o governo militar do Egito, os choques sangrentos entre os torcedores dos clubes de futebol Al Ahly, do Cairo, e Al Masry, de Porto Said, na última quinta-feira (2), não passaram de um “lamentável incidente esportivo”.

Porém são numerosos os indícios de que a orgia de brutalidade em Porto Said tenha sido encenada. Seja como for, a violência aberta dos fãs resultando em mais de 70 mortos e centenas de feridos se encaixa nos planos dos militares.

Nos Estados árabes sob regime autoritário, as mesquitas e os estádios de futebol são praticamente os únicos locais onde as pessoas podem se expressar de forma relativamente livre, já que essas instituições escapam ao controle do aparato de segurança estatal.

E esse é possivelmente o motivo por que torcedores e frequentadores de mesquitas desempenham um papel central nos levantes do mundo árabe.

(Deutsche Welle)

‘Foi justo’, diz magistrado que recebeu R$ 420 mil

O desembargador Alceu Penteado Navarro, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), entregou ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo copias de comprovantes de despesas médicas de familiares dele. Os documentos reforçam a defesa que Navarro já havia apresentado no procedimento administrativo que apura o pagamento de R$ 420 mil a ele concedido, em caráter antecipado, em 2010. Navarro é um dos 29 magistrados da corte cujos créditos estão sob inspeção.

“É complemento de documentos que comprovam problemas de saúde em minha família”, afirmou nesta sexta-feira (3) o desembargador. “As despesas estão no meu Imposto de Renda. Acho justo o motivo (da antecipação), problema de saúde foi o motivo de todo mundo”.

Última cartada

Na sala reservada aos ministros do Supremo Tribunal Federal, minutos antes de iniciar o julgamento que definiria os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o presidente da Corte, Cezar Peluso, tentou uma última cartada. Disse aos colegas que, ao contrário do que sempre defendera, concordaria com a tese de que o CNJ pode abrir processos contra magistrados sem depender das corregedorias dos tribunais locais. Mas queria que as decisões do conselho de atropelar as instâncias locais, historicamente contaminadas por corporativismo, fossem justificadas.

Conforme relatos de ministros, as consequências dessa saída consensual foram logo percebidas pelo ministro Carlos Ayres Britto. Num debate que se repetiria no plenário, Britto disse que ao CNJ bastava um motivo para abrir a investigação. Peluso exigia uma motivação. A diferença, que parece semântica, na verdade abriria um flanco para que magistrados investigados inviabilizassem a continuidade dos processos que respondem.

(Estadão)

Matarazzo classifica pedido de investigação do PT de “inútil e hipócrita”

O Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo, afirmou no início da madrugada deste sábado (4) que considera “inútil e hipócrita” o pedido de investigação apresentado pelo PT ao Ministério Público Eleitoral sobre um “tweet” postado na rede social da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Na última quinta-feira (2), a conta oficial da secretaria retransmitiu uma mensagem postada por uma simpatizante de Andrea, titular da pasta e um dos pré-candidatos do PSBD à Prefeitura de São Paulo: “Queremos gente competente na Prefeitura de São Paulo. Por isso queremos Andrea Matarazzo”, dizia o texto. A mensagem foi apagada da conta da secretaria logo após ser publicada.

Matarazzo disse que já havia solicitado a investigação do ocorrido na esfera criminal, por meio da Secretaria da Segurança Pública, delegacia de Crimes Digitais, e no âmbito administrativo

“O “tweet” foi postado certamente de forma criminosa e será apurado com rigor oficial”, afirmou em nota.

Na sexta-feira (3), a bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou no Ministério Público Eleitoral um pedido para investigar o uso eleitoral da conta da Secretaria de Cultura de São Paulo.

(Folha)

Ministro que ajudou mãe e irmã emprega primo

Além de destinar emendas para Campina Grande (PB), município em que a irmã é pré-candidata a prefeito, e de pedir prioridade em repasses para a Prefeitura de Pilar, governada pela mãe, o novo ministro das Cidades, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), emprega em seu gabinete na Câmara um primo de primeiro grau que não bate ponto em Brasília.

O engenheiro Roberto Ribeiro Cabral foi nomeado em 15 de junho do ano passado para exercer o cargo de secretário parlamentar de Aguinaldo. Ele é filho de Maria Nivanda Ribeiro Cabral, irmã já morta do ex-deputado Enivaldo Ribeiro (PP), pai do novo titular das Cidades.

Em 15 de junho do ano passado, o deputado, em seu primeiro mandato, nomeou o primo secretário parlamentar 8. Ele é funcionário da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e, a pedido de Aguinaldo, foi requisitado para o gabinete. O salário da estatal continua sendo pago e a Câmara o complementa com R$ 661,18.

Morador de Campina Grande, principal reduto eleitoral do ministro, o engenheiro não exerce suas funções na Casa. Uma filha do assessor disse à reportagem que o pai não trabalha em Brasília. “Quando ele vai, fica na casa de Enivaldo (Ribeiro)”, explicou.

O engenheiro é dono de uma construtora em Campina Grande e, no ano passado, contribuiu com R$ 9 mil para as campanhas de Aguinaldo à Câmara e da irmã dele, Daniella Ribeiro (PP), a deputada estadual da Paraíba.

Questionado pelo Grupo Estado ontem, o engenheiro disse, por telefone, não saber se é o único parente lotado no gabinete de Aguinaldo. Ele não deu detalhes de suas funções na Câmara, justificando estar ocupado, numa reunião. E interrompeu a ligação abruptamente.

(Agência Estado)