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Governo quer anistiar INSS em atraso de quem formalizar doméstico

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Para estimular os patrões a regularizarem a situação de seus empregados domésticos — muitos trabalhando sem carteira — o governo está disposto a perdoar parte dos recolhimentos ao INSS em atraso. Uma das condições para o benefício é que o empregador pague pelo menos um ano, entre cinco anos retroativos, do valor devido. Os cálculos estão sendo feitos por técnicos dos ministérios da Fazenda e da Previdência, e consideram ainda a idade do trabalhador, de forma que ele possa ter acesso à aposentadoria após 15 anos de contribuição.

A anistia parcial faz parte de uma proposta do governo federal, que se prepara para ratificar a convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que dá aos empregados domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores. Outra novidade consiste na redução, de 8% para 3%, da alíquota do INSS para a categoria. Para as diaristas, a ideia é fixar a contribuição em 5% sobre a renda mensal. A taxa para os empregadores será mantida em 12%.

Para implementar as mudanças, o governo precisa alterar a Constituição Federal (artigo 7), que trata de forma diferenciada os domésticos. O segundo passo será enviar um projeto de lei ao Congresso reconhecendo as diferenças entre domésticos (mensalistas) e diaristas, e estabelecendo os direitos de cada um.

15 milhões de trabalhadores

Segundo o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, a proposta de formalização dos domésticos faz parte de um programa audacioso em estudo pela pasta, no sentido de incluir 15 milhões de trabalhadores no regime de aposentadoria nos próximos quatro anos. A meta está fixada no Plano Plurianual (PPA) do governo. Outros alvos são portadores de deficiência, trabalhadores rurais e o grupo de beneficiários do Bolsa Família.

Além de alíquotas de contribuição diferenciadas para cada segmento, serão usados meios distintos para atrair os futuros segurados. Uma das ideias é aproveitar os dados do Cadastro Único dos programas sociais do governo federal e utilizar o telefone 135 da Previdência, que passa parte do tempo ocioso.

Outra medida do pacote é ativar o programa de educação previdenciária, adormecido nas superintendências regionais do INSS. A realização de palestras em escolas, cooperativas e demais locais torna mais ampla a atuação do governo, sobretudo junto à população de baixa renda, explica o ministro. Também deverá ser incorporada ao projeto a criação de um fundo de reserva, para garantir os benefícios futuros, como propõe o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em razão do déficit da Previdência.

Para os diaristas, uma das ideias é enquadrar nessa categoria quem presta serviço por até dois dias por semana numa mesma residência, mesmo entendimento da Justiça. Acima disso, já seria considerado mensalista, ou seja, o empregador teria que assinar a carteira.

Segundo interlocutores, não há como enfrentar o problema da informalidade do trabalhador doméstico no Brasil se não se tratar também dos diaristas, onde o problema é ainda maior. De acordo com a Previdência, a proporção de diaristas do serviço doméstico quase dobrou entre 1992 e 2009, passando de 16% para 29%.

Apesar disso, dos dois milhões de diaristas em atividade, apenas 24,7% recolhem para a Previdência, mesmo conseguindo renda maior do que quem trabalha todo dia em uma mesma casa. Entre os mensalistas, um universo de cinco milhões, 39,5% têm carteira assinada.

(O Globo)

Religiosos são proibidos de orar e pregar em corredores de hospital público de Pernambuco

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O incômodo causado pelo som alto das pregações evangélicas durante a visita a pacientes levou o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru (130 km do Recife), a proibir a partir desse mês que religiosos realizem pregações ou orações em grupo nas enfermarias e corredores da unidade.

Segundo a direção do hospital público, referência no atendimento no agreste de Pernambuco, a determinação atende às reclamações de pacientes e visitantes, que estariam incomodados com as constantes pregações feitas em voz alta durante as visitas nas enfermarias.

Em nota pública, o diretor do HRA, José Bezerra, disse que respeita todas as religiões, mas explicou que as pessoas que quiserem realizar orações terão de utilizar a capela ecumênica da unidade, que estará aberta a todos os visitantes e pacientes que desejarem orar.

“Sabemos que existem pacientes que necessitam de um apoio, de uma palavra de conforto, e encontram tudo isso na religião. No entanto, nem todos os religiosos que fazem as visitas têm essa intenção. Muitos, além de visitar o seu paciente, acabam chamando atenção dos outros – muitas vezes a contragosto, porque não são da mesma religião, para que escutem o que eles têm a dizer”, diz o comunicado do diretor.

Segundo Bezerra, para que “fatos dessa natureza não voltem acontecer”, a direção decidiu liberar a entrada dos religiosos “apenas para visitas.” “Caso eles desejem realizar algum tipo de pregação ou oração em conjunto, podem se dirigir para a capela ecumênica do hospital, que está aberta para receber integrantes de qualquer religião.”

Limites éticos

A decisão do HRA foi elogiada pelo presidente da Associação Interreligiosa do Agreste, padre Everaldo Fernandes. “É uma boa oportunidade de fazermos uma releitura sobre essa pregação. Não vejo como intolerância religiosa, mas como uma forma de impor nossos limites, que me parece correto. O hospital deixa claro que quer a contribuição da religião, mas não pode dar espaço ao constrangimento”, afirmou.

Segundo o padre, a forma de pregação adotada por alguns religiosos já vem sendo discutido pelo grupo há algum tempo. “A religião, assim como a medicina, a advocacia ou qualquer outra crença, tem seus limites éticos. E nós precisamos pensar sobre as nossas práticas, que devem ser éticas, respeitando a todos.”

Para o pastor Arnóbio Silva, da Igreja Evangélica Congregacional Vale da Bênção, a decisão é equivocada. “Sou contra. Temos liberdade religiosa no país, e as visitas aos pacientes termina com uma oração. Se havia excessos, caberia orientar as pessoas que fazem a oração, em vez de proibi-las”, disse.

(UOL)

Sonda russa deve cair na Terra na noite deste domingo

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A sonda russa para Marte, Phobos-Grunt, está em trajetória em direção à Terra e deve cair em algum local ainda desconhecido na noite de hoje (15). A espaçonave foi lançada no ano passado, mas a missão fracassou.

Às 21h de sábado de Brasília, a sonda de 13 toneladas circulava o planeta a uma altitude média de 147 quilômetros, mas perdia centenas de metros de altitude a cada hora.

Segundo especialistas, a maior parte da sonda deve se incinerar com a entrada na atmosfera, mas pequenos pedaços podem eventualmente cair sobre a Terra.

A agência espacial russa estima que o que sobrará da espaçonave poderá ficar dividido em 20 a 30 pedaços, com um peso total não superior a 200 quilos.

Os cientistas dizem, porém, que não têm como saber o momento exato do impacto desses pedaços na Terra nem onde isso ocorrerá.

“A maior incerteza para a previsão é a densidade atmosférica que a espaçonave encontra em órbita, mas também a orientação do veículo quando ele entrar [na atmosfera]”, explica Richard Crowther, engenheiro-chefe da Agência Espacial Britânica.

“Ela pode rapidamente virar, se pedaços se quebrarem, e isso muda a trajetória e o local onde os restos podem impactar”, disse.

Essa é a terceira espaçonave importante a reentrar na atmosfera em quatro meses, após os retornos do satélite americano UARS, em setembro, e do telescópio alemão Rosat, em outubro. Ambos caíram no oceano.

(BBC Brasil)

Terroristas invadem prédio da polícia no Iraque e matam seis

Homens armados com cintos explosivos invadiram um prédio da polícia antiterrorismo na cidade iraquiana de Ramadi neste domingo (15) e pelo menos seis pessoas morreram no ataque, disseram autoridades e policiais.

O ataque na província Anbar, de maioria sunita, ocorre após várias semanas de bombas contra xiitas depois da eclosão de uma crise política que ameaçava pôr fim ao governo de coalizão e levantou temores de uma renovação da violência sectária.

Três policiais, dois dos atacantes e um civil morreram na invasão do prédio policial de Ramadi, e outros 14, incluindo sete policiais e sete civis, ficaram feridos, disse Mohammed Fathi, o porta-voz da província de Anbar.

A polícia disse anteriormente que os atiradores mantinham reféns dentro do prédio e o destino deles não estava claro.

Um dos agressores detonou uma bomba em seu corpo e o outro foi morto a tiros por policiais, disse Fathi.

“As forças de segurança iraquianas conseguiram recuperar o controle do prédio antiterrorismo e de um prédio ao lado. Alguns dos terroristas foram mortos, outros conseguiram escapar”, disse. “A situação está sob controle agora”.

Um agressor ainda disparava tiros do telhado de um prédio do governo local, disse.

Ramadi, a capital da província de Anbar, testemunhou parte da pior violência durante o auge da guerra que se seguiu à invasão liderada pelos EUA em 2003. Foi o centro de uma insurgência islâmica sunita ligada a Al Qaeda.

Líderes tribais de Anbar e milhares de insurgentes sunitas por fim se voltaram contra a Al Qaeda e formaram a milícia Sahwa, que se uniu às forças norte-americanas e ajudou a virar a maré da guerra.

Autoridades iraquianas da área de segurança expressaram temores de que a Al Qaeda pudesse se reagrupar em Anbar depois da retirada das tropas dos EUA.

Os prédios do governo de Ramadi são alvos frequentes de ataques militantes.

A violência no Iraque diminuiu desde o auge da matança sectária em 2006-2007, mas insurgentes sunitas e milicianos xiitas rivais ainda lançam ataques quase que diários. Os insurgentes atacam prédios locais do governo e as forças de segurança.

O ataque em Ramadi acontece um dia depois que um homem-bomba matou mais de 50 pessoas e feriu mais de 100 em um ataque contra peregrinos xiitas que passavam em um posto de controle da polícia na cidade de Basra, no sul do país.

(Reuters)

11 brasileiros que estavam no naufrágio chegam ao Brasil

Um grupo de brasileiros que sobreviveu ao naufrágio na Itália chegou ao Brasil neste domingo (15). Todos são membros da mesma família e vivem em Porto Alegre (RS). No desastre, cinco pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas; ainda não há informação oficial deste número.

O navio Costa Concordia bateu em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na Toscana (Itália) na sexta-feira (13). Em seguida a embarcação encalhou, o que provocou o seu tombamento. Ao todo, 4.229 pessoas viajavam no navio, que levava 3.209 passageiros de 62 países, a maioria italianos, franceses e alemães.

Nesta manhã, o cônsul geral-adjunto em Milão, Antônio Luz, informou que 26 brasileiros que perderam os documentos procuraram o consulado brasileiro em Milão neste sábado (14). Desse total, 24 receberam a ARB (Autorização de Retorno ao Brasil).

Dois brasileiros preferiram esperar até amanhã, no horário de expediente, para que sejam emitidos passaportes e eles possam continuar a viagem pela Europa.

Neste domingo, três sobreviventes foram resgatados de dentro da embarcação: um casal sul-coreano e o comissário-chefe do cruzeiro. Dois japoneses que desceram no último porto onde o Costa Concordia havia parado, em Santo Stefano, foram de ônibus com mais outros dois amigos, também do Japão, para Roma. Eles eram considerados desaparecidos, mas foram localizados em Roma.

Essa confusão com os japoneses pode explicar, em parte, a dificuldade da contagem do número de desaparecidos. A possibilidade que os passageiros têm de descer em portos diversos ao longo do percurso do cruzeiro — somada ao fato de que os passaportes podem estar perdidos dentro do navio — impossibilita que as autoridades e companhia afirmem corretamente quantas pessoas continuam desaparecidas.

O Concordia fazia uma rota com duração de sete dias pelo mar Mediterrâneo, com escalas nas cidades de Savona (Itália), Marselha (França), Barcelona (Espanha), Palma de Maiorca (Espanha) e nas italianas Cagliari, Palermo e Civitavecchia.

(Folha)

Não é normal

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A reclusão pública do governador Cid Gomes nos primeiros dias do ano, deixando de comparecer a solenidades que normalmente se faria presente, não pode ser encarada como normal. Adepto do debate e muitas vezes surpreendendo ao manter contato direto com a sociedade por formas as mais ousadas, o governador foge ao seu estilo e parece ter acusado o golpe bem mais intensamente do que se poderia imaginar.

Não custa ressaltar que isso é capaz de gerar reflexos muito mais negativos à gestão do que se pensa. Nesse momento, diversas categorias estão se arregimentando em torno de possíveis movimentos paredistas, e o governo, na pessoa do governador, ao demonstrar fraqueza, não só alimenta especulações, como abre o flanco escancaradamente.

(Menu Político / O POVO)

O 2012 na Suprema Corte

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Joaquim Barbosa será o primeiro negro a presidir o STF

Reiniciam-se em fevereiro os trabalhos do Poder Judiciário. Para o Supremo Tribunal Federal, será um ano atípico. No período, a principal Corte do país terá três presidentes. Começa pelo atual: Cezar Peluso. Depois, Carlos Ayres Britto, o vice que assume em maio para exercer um mandato de pouco mais de cinco meses. Aposenta-se em novembro, quando completa 70 anos, idade limite para o serviço público. Assume, então, Joaquim Barbosa, o primeiro negro a ganhar a toga de ministro do STF.

A pauta de julgamentos é uma atração à parte. O birô da coluna destaca três processos. Seguem:

1. Mensalão – a análise da ação começou em 2007, dois anos depois de o escândalo chegar ao conhecimento público. Envolve políticos da coligação palaciana – do PT, sobretudo;

2. Lei da Ficha Limpa – o pleno vai dirimir incertezas, para evitar a repetição dos problemas ocorridos na campanha de 2010. A decisão deve ser anunciada antes das convenções (entre 10 e 30 de junho) para a escolha de candidatos a prefeito e vereador no pleito de outubro;

3. Conselho Nacional de Justiça – o ano passado terminou com decisões provisórias. São liminares que restringem, até a palavra final do Supremo, o poder de investigação do CNJ.

Há outras questões de importância que aguardam o pronunciamento dos magistrados da Suprema Corte. Dois exemplos sublinhados: aborto de anencéfalos e terras quilombolas.

(Coluna Walter Gomes / O POVO)

Fortaleza publica nota de pesar pelo falecimento de Jackson de Carvalho

“É com profundo pesar, que a Diretoria Executiva e o Conselho Deliberativo do Fortaleza Esporte Clube comunicam o falecimento de um dos maiores ícones da história do Tricolor de Aço. Nos deixou na madrugada deste domingo (15), Jackson de Carvalho, autor do Hino Oficial do Fortaleza, reconhecido nacionalmente como um dos mais bonitos do Brasil.

Poeta, além do hino tricolor compôs diversas músicas, dentre elas marchinhas carnavalescas, tendo como foco, claro, o seu time de coração. Jackson de Carvalho partiu, mas deixou o legado de dedicação e amor ao Fortaleza Esporte Clube, instituição a qual dedicou toda sua vida. Acometido de sérios problemas de saúde, dentre eles o Mal de Parkinson, Jackson de Carvalho há tempos estava acamado, entretanto nunca deixou de relembrar a sua história de vida, com passagens marcantes da sua ligação com o Leão do Pici.

A diretoria e o Conselho Deliberativo do Fortaleza, bem como todo o seu corpo de funcionários, se unem à família enlutada nesse momento de dor, rogando ao Criador que nos dê força suficiente para superarmos esse difícil momento.

O velório de Jackson de Carvalho ocorre a partir das 13 horas deste domingo, no Complexo Velatório Ethernus (Rua Padre Valdevino, 1688 – Aldeota). O sepultamento ocorre às 15 horas desta segunda-feira (16), no Cemitério Parque da Paz”.

Adolescentes acusados de assassinar filha de policial revelam motivo do crime

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Os dois adolescentes acusados do assassinato de Letícia Marcolino Barros da Costa, 12, na última quarta-feira (11), no bairro Quintino Cunha, com tiros na cabeça, revelaram em depoimento o motivo do crime. Eles foram apreendidos na tarde deste sábado (14), no bairro Picuí, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, e encaminhados ao Centro Educacional São Miguel, no bairro Passaré, por medida de segurança. A apreensão ocorreu pelos policiais cabo Anastácio e soldados Da Silva e Clauvys, todos do Ronda do Quarteirão.

Segundo o depoimento dos acusados, um com 15 anos e o outro com 17 anos de idade, a menina estaria “passando a fita” para os inimigos deles. Os adolescentes acreditavam que a vítima e a amiga Carol (assassinada 20 dias antes, na favela Inferninho) estariam passando informações deles para um grupo rival. Os dois também são acusados da morte de Carol.

De acordo ainda com o depoimento do adolescente de 17 anos, ele e a filha do policial eram amigos, por isso não foi difícil convencê-la a acompanhá-lo até o local do crime. Um funcionário do Centro Educacional São Miguel informou ao Blog que a segurança no local foi reforçada.

Parafina

A Polícia informou ao Blog que os dois adolescentes foram submetidos na noite deste sábado a um exame residuográfico (parafina), que acusa o uso de arma de fogo. Segundo a Polícia, o exame deu positivo nos dois acusados, nas duas mãos.

MEC admite ter mudado 129 notas do Enem

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Ao contrário do que o Ministério da Educação (MEC) afirma, não foram apenas dois estudantes que tiveram alterada a nota da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Estado teve acesso a um documento em que o órgão que faz parte do consórcio organizador do exame elenca 129 candidatos que tiveram notas retificadas em função de “erro material”. Questionado, o MEC confirmou os casos.

A lista foi entregue à Justiça Federal de São Paulo e consta do processo em que o estudante Michael Cerqueira de Oliveira, de 17 anos, pedia vista da prova. Oliveira teve a nota alterada de “anulada” para 880 – foi o primeiro caso de mudança de nota, colocando em dúvida o sistema de correção da redação do Enem. Na semana passada, o ministério confirmou que outro estudante, desta vez de Belo Horizonte, também teve a nota corrigida.

Os nomes dos dois estudantes constam da lista a que a reportagem teve acesso. O ofício n.º 3.351/2011 é intitulado como “Nova situação de participantes do Enem/2011”. No texto, consta que o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/Unb) “informa que, em função do erro material, os participantes do Enem/ 2011 listados abaixo tiveram sua situação ou nota alterada”. Na sequência, a lista com os nomes tem três páginas e meia.

O ofício é endereçado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), braço do MEC responsável pelo exame. O documento é de 30 de dezembro de 2011, antes do primeiro caso de alteração da nota da redação vir à tona.

De acordo com o ministério, as mudanças registradas no documento não vieram depois de ação judicial, com exceção do caso do paulista Michael Cerqueira de Oliveira. Todos seriam casos simples, de problemas de registro ou falhas no scanner. Nenhum caso seria de mudança de avaliação. O MEC não explicou, no entanto, porque insistia até agora que só havia duas alterações em notas por erro.

(Estadão)

Morre menina prodígio que surpreendeu Bill Gates

Uma menina prodígio paquistanesa que surpreendeu Bill Gates com suas prematuras habilidades informáticas morreu na noite desta sábado (14), após permanecer mais de três semanas em coma. Arifa Karim Randhawa, que ficou famosa quando se tornou com somente 9 anos na pessoa mais jovem a obter um certificado profissional da Microsoft, morreu em um centro médico da cidade oriental de Lahore.

A menor, que segundo fontes hospitalares tinha 14 anos, sofreu um infarto no último dia 22 de dezembro e os médicos se mostraram muito pessimistas com a previsão médica, embora a família ainda tivesse esperanças de que sobrevivesse.

“Estamos chorando sua perda, mas era uma menina muito forte. Era um presente de Deus e agora ela voltou para Ele”, disse um tio da menina prodígio, Ahsan Randhawa. A especialista em informática será enterrada perto da cidade de Faisalabad, na província oriental de Punjab, da qual é originária.

Depois que Arifa conseguiu o diploma profissional da Microsoft, um assombrado Bill Gates a convidou para visitar a sede de sua companhia e tirar fotos com ele.

De família humilde, a menor, que obrigou seu pai a comprar-lhe um computador quando tinha apenas cinco anos, era uma inspiração para o Paquistão, um país com sérios problemas políticos, econômicos e de segurança, e seu caso despertou uma onda de solidariedade.

(EFE)

TCE detecta irregularidades em quase todos os convênios

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A revelação de que algumas associações comunitárias não estavam construindo os banheiros para os quais receberam verba pública possibilitou, nos últimos meses, que as investigações apontassem um aspecto ainda maior do problema. Na verdade, praticamente todos os 108 convênios que estão sob investigação do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) apresentam alguma irregularidade, entre problemas considerados graves e leves. A informação é dos conselheiros do TCE-CE, Soraia Victor e Edilberto Pontes.

Ao O POVO, os conselheiros apontaram que tem sido frequente a detecção de irregularidades nos convênios para a construção de banheiros. A maioria, porém, são irregularidades de menor gravidade, conforme aponta Soraia Victor: “Se temos a não execução do convênio, verificando que os banheiros não foram construídos, nós temos uma irregularidade grave. Mas na maioria dos casos, estamos observando problemas de menor gravidade, como a ausência de um vaso ou chuveiro”.

Corregedor recém empossado na corte, Edilberto acrescenta que entre os problemas considerados mais leves está a prestação de contas fora do prazo ou inexistente e o não cumprimento dos materiais e procedimentos apresentados no plano de trabalho apresentado à Secretaria das Cidades. Dentre todos os convênios investigados pelo TCE-CE, seis já viraram objeto de tomadas de contas especiais: são casos nos municípios de Cascavel, Cariús, Chorozinho, Pindoretama e Horizonte.

Para estes casos, o pleno do Tribunal decidiu inquirir os responsáveis pelos convênios para que restituam os valores devidos ao erário estadual ou apresentem defesa. Vinte e duas pessoas foram responsabilizadas solidariamente, segundo Soraia Victor. Entre elas, o atual titular da Secretaria das Cidades, deputado estadual Camilo Santana (PT), e os dois últimos gestores da pasta: o atual presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Jurandir Santiago (PT), e o vice-presidente do PT no Ceará, Joaquim Cartaxo. Atualmente, segundo a conselheira, a investigação ainda encontra-se no prazo de manifestação dos responsabilizados.

(O POVO)

Avaliadores anularam 138 mil redações

Os corretores da redação do Enem 2011 anularam 138 mil provas por “algum motivo”, informou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Pelo edital do exame, são considerados anulados textos com “impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação”. Cerca de 51 mil alunos deixaram a redação em branco e tiveram nota zero.

A redação é a única prova do Enem em que o desempenho do estudante é avaliado por outras pessoas, dando margem para uma subjetividade indesejada em um exame que se tornou o maior vestibular do País. No restante da correção, os gabaritos são processados por computadores de acordo com a Teoria da Resposta ao Item (TRI).

Os avaliadores atribuem nota de zero a mil às redações de acordo com cinco competências. Cada texto é corrigido por dois profissionais. Um não sabe a avaliação do outro e vale a média aritmética das duas pontuações.

No ano passado o Inep diminuiu o limite de discrepância entre as notas dos dois corretores para que haja uma terceira leitura. Nos casos em que a diferença passa de 300 pontos, o texto vai para um supervisor – antes, essa diferença era de 500. A última avaliação substitui todas. O instituto não informa quantas redações receberam três leituras.

Uma professora que trabalhou no exame disse, em conversa reservada, que o sistema de correção é “meio falho” porque favorece a atribuição de notas medianas. Segundo ela, os avaliadores praticam “autocensura” para evitar cair na supervisão.

“Se eu sei que o limite é de 300 pontos, evito dar uma nota muito alta ou muito baixa pensando no julgamento de meu colega”, disse a professora. “O supervisor sempre lembrava que Brasília (onde fica a sede do Cespe) estava nos acompanhando e poderia eliminar o corretor que dava notas muito distantes das dele.”

A dimensão da prova é outro agravante. O Inep afirma que todos os corretores passam por treinamento presencial, mas não detalha como ele é realizado. “São muitos corretores, em todo Brasil, e é impossível que todos mantenham o mesmo nível e critério”, afirma o professor da Unesp Rogério Chociay. “Uma redação que sai de 800 e vai para zero mostra que não há critério adequado de correção.”

Justiça. Neste ano, 120 estudantes descontentes com sua nota tiveram acesso à cópia da redação após decisão judicial. Todos reclamavam da avaliação do texto. Apesar das solicitações judiciais ao Inep para mostrar aos requerentes a cópia da redação, o instituto insiste que vai seguir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em agosto com o Ministério Público Federal, no qual se compromete a tornar disponíveis as redações corrigidas a partir deste ano.

Instituições públicas que usam a nota do Enem para selecionar alunos por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) adotam pesos diferenciados para as provas. Mas a redação é parte fundamental, o que preocupa o consultor em educação Leonardo Cordeiro. Mestre em Matemática e Econometria, ele diz que somar as pontuações dos exames objetivos ao da redação é um “erro conceitual” que produz “resultados drásticos”.

“Tirar 800 na redação não é a mesma coisa que uma nota 800 numa prova corrigida pela TRI”, afirma Cordeiro. “Essa distorção vem do fato de que a correção do texto é mais generosa e não adota o mesmo método dos testes. Não se pode comparar uma coisa com outra.”

(Estadão)

A indústria que se alimenta das chuvas no Rio

Os repetidos desastres ambientais causados pelas chuvas no Rio são o combustível de uma engrenagem com raízes históricas no Brasil. Incapacidade administrativa, burocracia, interesse político e as chamadas “obras emergenciais”, que dispensam licitação e são uma oportunidade para o desvio de recursos.

Bem azeitados, esses componentes funcionam como a indústria da seca, que por muito tempo atuou no semiárido nordestino. A lógica é a mesma. Por mais que o poder público tenha conhecimento de onde e quando haverá problemas, a lentidão ou desinteresse em se antecipar aos danos põe para girar a indústria da enchente, na qual alguns ganham com obras pontuais ou apenas de emergência, e todos perdem com a falta de projetos que de fato poderiam reduzir o impacto de futuras tragédias.

No caso mais vivo na memória — a enxurrada que devastou a Região Serrana em janeiro de 2011 — ficou comprovado como o setor público se move a passos lentos. Um ano após a tragédia que matou 918 pessoas, não foi erguida uma só parede das 5.459 casas populares financiadas pelo governo federal para abrigar os moradores de áreas de risco.

O poder público alega que houve atraso no repasse de recursos e falta de interesses das construtoras no negócio. A promessa do governador Sérgio Cabral é iniciar as obras ainda este ano. Nesses 368 dias depois da tragédia, o trabalho de contenção de encostas ainda não foi concluído e só uma das 75 pontes destruídas foi recuperada. O motivo teria sido a demora na liberação da licença ambiental devido a projetos de execução inadequados.

Problema que se repete

Na semana passada, o Rio Paraíba do Sul, em Campos, transbordou, inundando ruas da cidade. Nenhuma novidade. O problema é um velho conhecido do governo do estado e da prefeitura. Em dezembro de 2008, representantes dos dois níveis de governo sobrevoaram o município e prometeram estudar medidas para reduzir o impacto da enchente do rio. Três anos depois, apenas parte do projeto de recuperação dos canais e diques ligados aos Rio Paraíba do Sul foi realizada. O governo do estado diz que faltou dinheiro para fazer toda a obra, que é financiada também pelo governo federal. O estado voltou a prometer obras para evitar o extravasamento dos Rio Muriaé e Paraíba do Sul.

Sem projetos que ajudem a mudar ou reduzir os danos das chuvas, restam as obras emergenciais, que são anunciadas com pompa por autoridades horas depois dos desastres. Pelos cálculos do presidente do Clube de Engenharia do Rio, Francis Bogossian, as intervenções emergenciais são, em média, dez vezes mais do que aquelas consideradas preventivas. Bogossian explica que além de uma cultura de prevenção, faltam aos municípios, que são os responsáveis pela a ocupação do solo, recursos materiais e humanos para realizar as obras:

— Os municípios não fazem o trabalho preventivo, simplesmente porque não têm condições de fazer. Caberia ao governo federal mobilizar recursos e especialistas para fazer esse trabalho que custa muito menos do que as ações emergenciais, além de ajudar a evitar mortes.

Para o cientista político e sociólogo da Universidade Federal do Rio (UFRJ) Paulo Baía, a indústria das enchentes existe porque os governos não têm interesse em acabar com as situações emergenciais, quando ocorrem contratações por valores superfaturados e sem concorrência. O professor cita como exemplo o caso da Região Serrana, onde o Ministério Público Federal investiga o desvio de recursos destinados a obras de reconstrução.

(O Globo)

Crise síria ganha um “contorno perigoso”, diz chefe da ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse neste sábado (14), durante um encontro em Beirute com o ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, que a crise na Síria está ganhando “um contorno perigoso”.

Ban e Davutoglu, presentes na capital libanesa para participar de uma conferência da ONU sobre a democracia nos países árabes, conversaram à noite e “discutiram assuntos regionais, em particular a situação na Síria, assim como a do Irã e do Chipre”, informou o porta-voz da ONU, Martin Nesirky, em um comunicado.

“O secretário geral afirmou que o contorno perigoso que a crise na Síria está ganhando é um motivo de grande preocupação”, acrescentou o porta-voz.

(France Presse)

Comandante de navio naufragado na Itália é transferido para prisão

Francesco Schettino, comandante do Costa Concordia, navio que naufragou na noite de sexta-feira (13) na costa italiana, próximo à ilha de Giglio, matando ao menos três pessoas, foi interrogado e depois levado à prisão de Grosseto, onde deve aguardar uma audiência marcada para esta semana. A informação é do jornal italiano “Corriere Della Sera”.

Schettino e o primeiro oficial do navio, Ciro Ambrósio, foram detidos após o navio, que levava 4.229 pessoas, ter encalhado a 500 metros da ilha toscana, na cidade de Grosseto.

Durante o interrogatório policial, o comandante disse que a rocha contra a qual o navio da empresa italiana Costa Cruzeiros se chocou não estava indicada nas cartas de navegação usadas no navio.

Já a procuradoria de Grosseto afirma que Schettino realizou uma manobra errada e acusa o comandante de ter abandonado o navio quando ainda havia um grande número de passageiros dentro da embarcação aguardando o resgate.

Segundo o “Corriere della Sera”, uma fonte próxima à equipe de investigação das causas do acidente afirmou que o navio da Costa Cruzeiros seguia “uma rota errada, não deveria estar no local em que se chocou contra a rocha”, mas a empresa declarou que o navio podia passar entre a ilha de Giglio e o porto de Santo Stefano, na cidade de Grosseto.

(EFE)

Chico Anysio é submetido a cirurgia de emergência

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O humorista Chico Anysio, internado desde o dia 22 de dezembro, foi submetido na noite deste sábado (14) a uma cirurgia no abdome, informou o hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio.

Segundo o boletim médico, foi retirado um segmento do intestino delgado numa laparotomia exploradora — cirurgia para esclarecer um diagnóstico (o hospital não revelou qual era a suspeita que levou à intervenção nem se ela já foi confirmada).

O boletim diz que o quadro clínico do humorista de 80 anos é grave e inspira cuidados. Ele respira com ajuda de aparelhos. Segundo o médico Luiz Alfredo Lamy, Chico Anysio precisou ser submetido a uma laparotomia exploradora (cirurgia abdominal para esclarecer um diagnóstico), onde foi retirado um segmento do intestino delgado. O quadro clínico é grave e inspira cuidados. No momento ele respira com ajuda de aparelhos. Não há previsão de alta.

(Folha)

YouTube vê na internet o futuro da televisão

Na próxima década, 75% de todos os canais de vídeo serão criados na internet. Essa é a ousada previsão de Robert Kyncl, diretor de parcerias globais do YouTube. Em um pronunciamento na Consumer Electronics Show (CES), feira de Las Vegas, Kyncl disse que a web está fadada a se tornar a principal fonte de entretenimento em vídeo na próxima década.

O YouTube anunciou em dezembro último que recebeu um trilhão de acessos em 2011 e está antecipando um ano ainda mais forte à frente na medida em que mais políticos e produtores de notícias recorrerão ao site para distribuir propaganda, discursos e vídeos noticiosos semanais. Kyncl disse que a indústria de entretenimento deveria prestar atenção nessa tendência, prevendo que 90% do tráfego da web em breve serão de vídeo.

O YouTube e Kyncl, que veio da Netflix para a empresa, estão apostando alto no webvídeo, injetando US$ 100 milhões na produção de conteúdo original na esperança de produzir o próximo vídeo viral.

Organizar vídeos por canais, um conceito que faz eco à TV tradicional, permite que parceiros do YouTube exibam seus vídeos e compartilhem a receita publicitária. Os criadores de conteúdo que participam no programa dos canais incluem a Onion e a Machanima.

“Todos esses canais estão apenas começando”, disse Kyncl. A nova jogada está começando a desafiar a televisão tradicional ao mesmo tempo em que provê uma plataforma para criadores de conteúdo para nichos – os que fazem vídeos para fanáticos por crochê, amantes de bichos de estimação ou aficionados em música clássica – que provavelmente jamais veriam conteúdos desse tipo na mídia tradicional.

Para cultivar esses talentos, o YouTube destinou verbas e lançou programas educacionais para ajudar a encontrar os próximos astros do YouTube e prepará-los para conquistar um público na internet. “Agora estamos falando muito em vídeos individuais, mas só a título de comparação, você tem alguém como Ray William Johnson, que tem três canais com um bilhão de vistas”, disse Kevin Allocca, gerente de tendências do YouTube.

(The Washington Post)