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EUA identificam militares que aparecem urinando sobre corpos afegãos

O Corpo dos Fuzileiros Navais dos EUA anunciou na noite desta quinta-feira (12) ter identificado a unidade à qual os quatro militares americanos que aparecem num vídeo urinando sobre corpos afegãos pertencem. Já a emissora americana CNN e a agência de notícias Associated Press dizem que as Forças Armadas já conhecem a identidade de ao menos dois deles.

“Acreditamos ter identificado a unidade. Não podemos revelar seu nome neste momento porque o incidente ainda está sob investigação”, disse Joseph Plenzler, porta-voz dos fuzileiros navais.

Uma fonte disse à Associated Press, no entanto, que os quatro militares pertencem ao 3º Batalhão do 2º Regimento dos fuzileiros navais, conhecidos como “marines”, em inglês.

O grupo teria voltado para sua base no Campo Lejeune, na Carolina do Norte, entre setembro e dezembro do ano passado, embora alguns dos integrantes já possam ter migrado para outra divisão, acrescenta a fonte.

Mais cedo, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, classificou como “absolutamente deplorável” o vídeo divulgado na última quarta-feira (11) em que supostos soldados americanos aparecem urinando em corpos de militantes afegãos. Panetta disse que os envolvidos no incidente enfrentariam as punições cabíveis às suas ações, e que pediu aos comandantes das forças americanas e da Otan, a aliança militar do Ocidente, no Afeganistão uma investigação sobre o caso.

Reação afegã

Um porta-voz do Taleban afirmou nesta quinta-feira que o vídeo não vai afetar os esforços para as duas partes manterem conversações de paz. “Este não é um processo político. Portanto, o vídeo não vai prejudicar nossas conversações e troca de prisioneiros [de Guantánamo] porque elas estão num estágio preliminar”, disse o porta-voz Zabihullah Mujahid.

O porta-voz taleban denunciou o vídeo como um “ato de barbárie”. Segundo o Conselho para as Relações Americana-Islâmicas, principal associação muçulmana americana, as imagens colocam em risco outros soldados e civis afegãos.

(das agências)

Borracharias e sucatas são alvos de blitz contra a dengue

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Na Regional III existem 304 pontos estratégicos, ou seja, locais com maior possibilidade de proliferação do mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, como borracharias e sucatas. Permanentemente, esses locais são alvos de fiscalização.

Nesta sexta-feira (13), mais uma blitze será realizada, desta vez nos bairros Bonsucesso e João XXIII. A ação acontece a partir de 9 horas. Além desse trabalho, os 240 agentes sanitaristas e supervisores da Regional III iniciaram o primeiro ciclo de tratamento focal do ano e a expectativa é que os mais de 125 mil imóveis da área sejam visitados até março.

Além das blitze, a Regional III organizou, em novembro do ano passado, um encontro que certificou os donos de pontos estratégicos que contribuíram para a diminuição dos focos, alertando ainda sobre as consequências legais em casos de descumprimento das exigências sanitárias.

(SER III / Prefeitura de Fortaleza)

Operações financeiras suspeitas de juízes e servidores do Judiciário chegam a R$ 856 milhões nos últimos dez anos

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Uma análise sobre as movimentações financeiras de juízes e servidores do Judiciário mostrou que há R$ 855,7 milhões em operações suspeitas entre 2000 e 2010, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O órgão fez uma varredura nos dados financeiros de um universo de mais de 216 mil pessoas ligadas ao Judiciário, sendo que 3.426 pessoas tiveram movimentação considerada fora da rotina, as chamadas operações atípicas.

O relatório foi solicitado pela Corregedoria Nacional de Justiça, em julho de 2010, e, a partir desta quinta-feira (12), passou a integrar o processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) para sustar as investigações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre os ganhos de magistrados e servidores.

Movimentações atípicas não são transações irregulares e, sim, operações financeiras que fogem dos padrões da norma bancária e do sistema nacional de prevenção de lavagem de dinheiro.

De acordo com o Coaf, o maior número de operações atípicas no Judiciário foi registrado em 2002, quando apenas uma pessoa do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), do Rio de Janeiro, movimentou R$ 282,9 milhões, ou 94,3% das movimentações fora do normal registradas no ano (R$ 300,2 milhões).

Em 2008, houve um novo pico de transações anormais: R$ 159,6 milhões. Segundo o Coaf, apenas três pessoas – duas ligadas ao Tribunal de Justiça Militar de São Paulo e uma ligada ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) – movimentaram R$ 116,5 milhões, ou 73% do apurado no ano.

O estado que registrou o maior montante de operações atípicas na década passada foi São Paulo (R$ 169,7 milhões), seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 149,3 milhões) e a Bahia (R$ 145,4 milhões). O Rio Grande do Sul foi o único estado onde não se registrou nenhuma movimentação atípica entre 2000 e 2010.

Conforme adiantou a corregedora Eliana Calmon à Agência Brasil, o relatório do Coaf que chegou à corregedoria não apontava nomes e números de Cadastro de Pessoa Física (CPF). Para integrar o processo, a corregedoria precisou pedir que o Coaf retirasse o caráter confidencial do documento, o que ocorreu na última quarta-feira (11).

(Agência Brasil)

Bezerra está sendo ‘vítima pelo fato de ser nordestino’, diz líder

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou nesta quinta-feira (12) que o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) está sendo “vítima pelo fato de ser nordestino”.

O ministro presta esclarecimento à comissão representativa do Congresso Nacional sobre as suspeitas de que teria privilegiado Pernambuco, seu reduto político, na distribuição de recursos da pasta, além de acusações de nepotismo.

Segundo Costa, se São Paulo tivesse concentrado a verba, não haveria polêmica.

“Vossa Excelência está sendo vítima pelo fato de ser nordestino. Acho difícil que se tivesse havido liberação até maior para Estados como São Paulo tivesse essa celeuma. Isso só acontece quando se trata do Nordeste.”

Para o petista, Pernambuco recebeu o maior volume de recursos por ser “mais ágil”.

A fala do ministro já dura duas horas e meia. Ele ainda não passou por constrangimentos e só foi questionado mais duramente pela oposição.

O Palácio do Planalto orientou a base a blindar o ministro, temendo desgaste com o PSB, um dos principais aliados.

O ministro reforçou os argumentos de defesa sustentando que os repasses para Pernambuco seguiram critérios técnicos e que na divisão global, envolvendo verba de outros ministérios, o sudeste é quem mais recebeu dinheiro.

Apoio de Dilma

Após cinco horas de depoimento no Congresso, o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) afirmou na noite desta quinta-feira que acredita contar com a confiança da presidente Dilma Rousseff para permanecer no cargo.

Em entrevista coletiva ao final do depoimento, Bezerra admitiu que o governo “solicitou” que seu irmão Clementino Coelho deixasse a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

(Folha)

Aumento do mínimo no Brasil fica abaixo de vizinhos, aponta OIT

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O aumento real (descontada a inflação) do salário mínimo no Brasil ficou bem abaixo da média de reajuste nos países da América Latina e Caribe. Segundo relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho), até outubro de 2011 a correção do mínimo brasileiro foi de 1,4% (na comparação com o mesmo período de 2010), enquanto o percentual verificado nos países vizinhos foi de 7,1%.

Segundo o documento, a média da região foi puxada para cima pelo desempenho da Argentina, onde o salário mínimo real cresceu 22,4%. Tirando o país, o crescimento médio da região fica em 2,9%.

O desempenho do poder de compra brasileiro só não foi pior do que o da Colômbia, onde o mínimo real aumentou 0,2% no mesmo período de comparação, e do que o do Panamá, que registrou queda de 5%.

Em geral, se não se olha apenas para o salário mínimo, as remunerações médias reais cresceram bem menos, 1,5% na comparação com 2010.

Apesar do resultado, a OIT elogia em seus relatórios a política de salário mínimo do Brasil, destacando que entre 2003 e 2010, período do governo Lula, o crescimento médio anual foi de 5,8%, ou quase 60% no acumulado.

“O resultado foi um aumento do salário mínimo acima da expansão real do PIB [Produto Interno Bruto], o que desencadeou efeitos redistributivos importantes e contribuindo para a redução dos níveis de pobreza.”

(Folha)

Os sete pecados que podem detonar uma carreira

Obviamente a intenção desta reportagem não é persuadir o estimado leitor a acabar com suas chances no mercado de trabalho, mas chamar a atenção para o que, embora pareça óbvio, à primeira vista, pode ser bastante corriqueiro para muita gente. De acordo com o site de empregos e mercado de trabalho americano Glassdoor.com, os sete pecados capitais que podem destruir sua carreira são: preguiça, desleixo, mentira, roubo, arrogância, cinismo e autopiedade. Mas atenção: nem mentira nem roubo são os crimes nefastos que você pode estar imaginando. São pequenos delitos que se cometem no dia a dia, quase sem querer, e que acabam desgastando sua credibilidade como profissional.

Se a carapuça servir, caro leitor, não se acanhe. Todos podemos nos identificar aqui.

PREGUIÇA E DESLEIXO – Os empregadores veem o que você está fazendo e o que não está. Tanto chefes quanto clientes sabem quantas horas existem num dia e se mais tarefas poderiam ser feitas. E se o que é entregue poderia ser feito de forma melhor. Quando entregar um trabalho, faça-o da melhor forma possível, sempre. Não adianta passar anos tentando construir uma imagem profissional se o trabalho entregue o trai.

MENTIRA E ROUBO – Toda vez que você se utiliza mais da organização do que oferece, isso acontece. Como quando a pessoa tem aulas particulares e estuda somente para conseguir a nota mínima necessária para passar. Esta forma diária de mentir e roubar é muito menos “sensacional” do que um golpe à la Bernard Madoff (ex-banqueiro americano condenado por lavar dinheiro e falsear balanços, num dos maiores crimes financeiros da história dos Estados Unidos). Mas esses pequenos crimes de oportunidade são bem mais propensos a acabar com a sua reputação.

ARROGÂNCIA E CINISMO – Quando você diz “Não vejo sentido nisso” ou “Isso não é o que eu faria”, pode ser útil se você tem educação, experiência e insight para ter esta perspicácia. Mas, caso tenha essa perspicácia, você provavelmente não dirá nada do tipo.

AUTOPIEDADE – Quando você acaba se dando mal, devido às suas próprias decisões ou às ações de outros, não perca tempo sentindo pena de si mesmo. Recarregue as próprias baterias, antes que elas acabem. Assuma a responsabilidade pelo que você poderia ter feito melhor e coloque o resto num capítulo intitulado “A vida não é justa”, que todo mundo sabe de cor.

Consultores brasileiros dizem que superar esses problemas só é possível com autoconhecimento e muita determinação diária. Ylana Miller, professora do Ibmec e sócia-diretora da Yluminarh Desenvolvimento Profissional, enumera mais um “pecado”, este que só prejudica o próprio profissional: a autossabotagem, que consiste, como a própria palavra diz, em uma sabotagem feita pelo próprio profissional, quando ele se acomoda e se esconde atrás de seus medos e bloqueios, impedindo o próprio desenvolvimento. Muita gente quer mudar, diz ela, mas não dá a “virada de mesa” necessária. E isso não significa necessariamente deixar a empresa onde se está trabalhando. Pode ser simplesmente mudar de área.

– Já vi, por exemplo, profissionais com um perfil empreendedor, criativo, mas que passaram um tempo sendo liderados por chefes que não acreditavam no seu trabalho, e o desencorajavam. A autossabotagem é quando a própria pessoa passa a acreditar que não é capaz – explica Ylana. – Pessoas que traçam sempre o mesmo caminho e cometem sempre os mesmos erros estão se autossabotando. Elas têm medo de mudar, não são flexíveis e dão tiros no próprio pé.

(O Globo)

Maioria desaprova sistema público de saúde, mostra pesquisa

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Pesquisa sobre o sistema de saúde no Brasil, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, mostra que 61% dos 2.002 entrevistados em todo o país consideram a rede pública péssima ou ruim. Somente 10% avaliaram a qualidade como boa ou ótima.

Segundo o levantamento, a avaliação mais positiva foi na Região Sul, onde 30% das pessoas ouvidas disseram que a qualidade do sistema de saúde de sua cidade é ótima ou boa. O Nordeste ficou com a pior avaliação: 62% qualificaram como ruim ou péssima.

Entre os entrevistados, 42% disseram que não perceberam melhorias no sistema nos últimos anos e 43% opinaram que ele piorou. Para o gerente executivo de Pesquisa da CNI, Renato Fonseca, os dados refletem a opinião do público e não o posicionamento do pesquisador sobre a questão.

Além disso, 24% têm plano de saúde contratado, em sua maior parte pelo empregador. As campanhas de vacinação são a iniciativa mais visível, para o público, do sistema de saúde.

(Agência Brasil)

96% rejeitam criação de novo imposto para saúde, aponta CNI

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A maioria da população é contra a criação de novos impostos para melhorar a saúde no Brasil. Segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgada nesta quinta-feira (12), 96% dos entrevistados não querem um novo imposto para a área, apesar de 95% afirmarem acreditar que o setor precisa de investimentos.

As informações são da pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: Saúde Pública” e mostram ainda que 61% dos entrevistados reprovam o sistema público de saúde brasileiro.

Para 82% dos entrevistados, o governo deve acabar com a corrupção para obter mais recursos para a área. Outra solução, defendida por 53% das pessoas, é a redução de desperdícios. Somente 18% da população diz acreditar que seja necessário transferir recursos de outras áreas para o setor.

De acordo com o estudo, o principal problema do sistema de saúde é a demora no atendimento, apontado por 55% dos entrevistados. Em seguida, está a falta de equipamentos e de unidades de saúde, indicado por 10% das pessoas; e a falta de médicos, indicado por 9% da população.

Segundo a pesquisa, esses problemas estão ligados, pois a demora no atendimento em hospitais e postos de saúde se deve, principalmente, à falta de equipamentos e de médicos. “Para a população, no entanto, é o resultado final –a demora para ser atendido– que aparece como o principal problema”, explica o estudo.

Para melhorar a situação, 57% dos entrevistados dizem que é preciso aumentar o número de médicos. Outros 54% afirmam que o governo deve equipar melhor os hospitais públicos e os postos de saúde. A terceira ação, assinalada por 30% dos pesquisados, é o aumento de salário para os médicos.

(Folha)

Quem fecha escolas, abre presídios

O descaso de governantes para com a educação de crianças e adolescentes é o questionamento do professor Francisco Djacyr Silva de Souza, em artigo enviado ao Blog, nesta quinta-feira (12). Confira:

O Estatuto da Criança e do adolescente trata no seu artigo 53 item V diz que a criança e o adolescente têm direito à educação com acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. A lei é clara e naturalmente já foi sancionada há mais de vinte anos pela Presidência da República.  Além disso, a lei também diz claramente que os pais devem ter acesso à ciência do processo pedagógico, além de participação na definição de propostas educacionais.

Infelizmente em nossa cidade esta lei, como tantas outras, foi jogada no lixo por parte do Poder Público Municipal, que vem se comportando de forma completamente deslocada dos direitos do cidadão e do respeito aos que pagam impostos e financiam as ações dos gestores da cidade.

De forma unilateral e sem consulta às comunidades Fortaleza, tem se deparado com fechamento de várias escolas da rede pública municipal e tem sido tratada de forma desrespeitosa em função dos protestos da população quando diz que tudo trata de boato e que o nome deste absurdo é chamado de reordenamento.

A grande pergunta é: Quem vai se responsabilizar pela vida dos alunos que terão de se deslocar de suas casas para uma escola completamente longe de sua moradia e descaracterizada de sua história de vida? Todos sabem que a violência ronda nossa cidade e que hoje existem vários espaços de poder, delimitação de territórios e formação de gangues que expõem nossos jovens aos perigos da degradação social cotidiana.

Geralmente quem está em sua sala confortável, ganhando pomposos salários e tendo várias vantagens dadas pelo poder, que geralmente não condizem com a competência, jamais se alertou para isso e não vai se preocupar com alunos pobres, sem motivação de vida ou esperanças que são tolhidas claramente por seus algozes que estão no poder.

Fechar escolas é uma ação que não tem nada a ver com governo popular e servirá para engrossar o caos do ensino público tão evidente nos dias de hoje. Claro que poucas pessoas se levantam contra isso, pois o sapato não os aperta e não interessa que mais tarde os alunos expulsos das escolas estarão por aí, submetidos à violência, à droga e ao crime.

Acreditam que não serão atingidos, pois estarão em seus blindados de luxo e com sua segurança particular. O que mais causa dor é ver os órgãos em defesa da criança e do adolescente em posição de omissão ante a este fato que está sim em desacordo com a lei e com os princípios da humanidade, da solidariedade e do respeito aos cidadãos.

Resta-nos apenas gritar, porque pouco será feito, pois eles que mandam.

Fernando Bezerra nega favorecimento de parentes e de Pernambuco em depoimento no Congresso Nacional

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O ministro da Integração, Fernando Bezerra, disse nesta quinta-feira (12) que não teve qualquer ingerência sobre a escolha de seu irmão, Clementino Coelho, para a presidência interina da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). Bezerra disse também que o seu estado de origem, Pernambuco, não foi beneficiado com repasse de verbas e que seu filho, deputado Fernando Coelho não foi favorecido com liberação de emendas parlamentares por seu ministério, durante depoimento no Congresso Nacional.

Apesar de a companhia ser subordinada à pasta comandada por Bezerra, o ministro explicou à comissão representativa do Congresso Nacional que Coelho foi escolhido para o cargo porque o estatuto da Codevasf prevê que, em caso de vacância do cargo de presidente, deve assumir o diretor mais antigo. “Nunca houve indicação ou nomeação de parente por parte do ministro da Integração para a diretoria da Codevasf. A oportunidade que surgiu para que Clementino Coelho ocupasse a presidência da companhia foi pela vacância do cargo”, explicou o ministro, lembrando que seu irmão assumiu o cargo de diretor em 2003.

Bezerra também procurou se defender das acusações de que beneficiou o seu estado, Pernambuco, no repasse de verbas do ministério para a defesa civil em detrimento de outros estados afetados por desastres naturais, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo o ministro, dos R$ 98 milhões repassados para Pernambuco, R$ 70 milhões foram destinados a obras de barragens em rios onde houve enchentes e transbordamentos que causaram fortes danos a cidades do estado em 2010.

“Quero aqui explicar que o Ministério da Integração ao tomar essa decisão dos R$ 70 milhões o fez com base em estudos feitos não somente dentro do ministério, mas também do grupo de acompanhamento do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Não havia dotação dentro do PAC para iniciarmos a obra dessas barragens, então o governo determinou que se utilizassem os recursos da defesa civil para que as obras fossem licitadas. Foi uma decisão embasada em apontamentos técnicos”, declarou Bezerra.

Por fim, o ministro negou que tenha favorecido seu filho, deputado Fernando Coelho, na liberação de emendas parlamentares por seu ministério. Segundo ele, a liberação também obedeceu a critérios técnicos e beneficiou 138 dos 221 parlamentares que apresentaram emendas. “E não é correto afirmar que apenas um teve 100% empenhado. Foram 54 os que tiveram 100% dos recursos empenhados”.

A comissão representativa do Congresso Nacional, que atua durante o recesso parlamentar para deliberar quando deputados e senadores estão ausentes, foi convocada pelo presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP) a pedido do próprio ministro. Bezerra pediu para ser ouvido pela comissão quando as denúncias sobre sua atuação à frente do Ministério da Integração Nacional começaram a ser veiculadas pela imprensa.

(Agência Brasil)

Camilo Santana inaugura conjunto habitacional em Horizonte

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O secretário das Cidades, Camilo Santana, inaugura nesta quinta-feira (12), às 19 horas, o Conjunto Habitacional Luís Inácio dos Santos, no distrito de Dourado, em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza. Na solenidade serão entregues 42 unidades construídas por meio do Leilão Habitacional realizado pelo Governo do Estado.

No residencial, o investimento em parceria com a prefeitura municipal foi de R$ 663 mil. Só no município, serão construídas 922 unidades habitacionais, com um investimento total de R$ 6,3 milhões entre recursos do governo estadual e municipal.

De acordo com o secretário Camilo Santana, o Leilão Habitacional prevê a construção de 4.890 unidades habitacionais no Ceará. “Com o programa, nós buscamos melhorar a qualidade de vida da população mais carente do Estado”, destaca.

Em Horizonte, do total de 922 unidades, já foram entregues cerca de 200. Outras 530 estão em fase avançada de construção. O restante encontra-se em obras. Os recursos por parte do Estado são do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). Cada unidade habitacional tem 34,97 metros quadrados e é composta por sala, quarto, cozinha, varanda e banheiro.

(Secretaria das Cidades)

Acrísio aglutina militância petista e possui densidade eleitoral, aponta defensor da candidatura

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Diante do “compromisso orgânico com as classes trabalhadoras, além de possuir densidade eleitoral e aglutinar a militância petista”, é que o professor da UFC e da Unifor e militante do Núcleo Américo Barreira, Newton de Menezes Albuquerque, defende em artigo enviado ao Blog a candidatura Acrísio Sena à sucessão de Luizianne Lins. Confira:

Há meses acompanhamos através da mídia a movimentação de nosso partido na definição do próximo candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza. Candidatura que terá o compromisso de encarnar nossas aspirações coletivas e a defesa dos valores e patrimônio político e administrativo identificado no âmbito federal com os governos Lula/Dilma e na esfera local com o governo Luizianne Lins. Tudo isso em um momento econômico grave em que se engendra e expande uma crise profunda do capitalismo neoliberal e seu paradigma de Estado mínimo e de um mercado desregulado que tem repercutido brutalmente sobre a destruição das condições de vida da classe trabalhadora no mundo. Crise esta que só não estendeu ao Brasil e ao conjunto da América Latina pela capacidade que os governos de esquerda em nosso continente tiveram de articular uma nova compreensão das relações entre Estado e sociedade, fundamentando um padrão distributivo, planejador e fortemente indutivo de desenvolvimento, inclusive, e principalmente, no plano social.

De qualquer forma teremos nas próximas eleições para prefeito sérios desafios pela frente no sentido de consolidar a disputa ético-política contra direita neoliberal incrustada no condomínio liberal-conservador PSDB/DEM/PPS em que o internacional, nacional e o local se interligarão, exigindo de nós petistas e da esquerda um nível de acúmulo e de formulação político-ideológica qualificada.

No caso de Fortaleza cabe-nos defender o modelo democrático-popular de gestão do Estado seja no plano federal, seja no municipal forjando um campo simbólico de representação das forças populares e dos setores médios que enfrente as referências urbanísticas do Capital imobiliário. Afinal pressões ingentes do Capital sobre Fortaleza se farão mais intensas em razão da Copa de 2014, dada o montante de investimentos em obras de infraestrutura que terão que ser feitas em nossa cidade e os interesses plutocráticos a que estão umbilicalmente ligados.

Para isso precisaremos de um candidato forte, não exclusivamente ou preferencialmente em sua dimensão eleitoral que aglutine PSB, PMDB e quejandos, mas notadamente no campo dos movimentos sociais, das entidades representativas, dos setores urbanistas que possa traduzir o que representamos socialmente e que amplie nossa presença junto à Sociedade Civil.  E de um candidato que tenha visibilidade pública associada à credibilidade política e social fundamental para dotar nossa candidatura de força, credibilidade nas eleições que se aproximam. Nosso tempo é curto e os adversários usaram de todas as armas tradicionais como a infâmia, a calúnia e a difamação, assim como a boataria.

Teremos uma eleição onde a direita estará fragmentada, repartida em várias alternativas, sem força eleitoral visível, mas com profunda penetração na mídia e nos grandes grupos econômicos ligados à construção civil, à especulação imobiliária, etc. O que poderá dotar alguma dessas candidaturas de sinergia social e de capacidade de enfrentamento com nosso campo democrático-popular. Para contrarrestarmos a força orgânica do Grande Capital e da difusa presença da mídia em nossa cidade, precisamos de uma candidatura que dialogue densamente com nossa tradição de esquerda socialista, radical e visceralmente compromissada com as classes populares e com os setores médios que vivem e fazem a nossa cidade a partir dos afetos e da lida diária das maiorias trabalhadoras. Um candidato que desperte confiança, que sintonize “instintamente” com os pobres, com os desassistidos, com os recém-incorporados ao consumo pelo governo Lula/Dilma, dos que sofrem na periferia os efeitos perniciosos da dominação classicista, dos que gritam com a força de seus pulmões lutando pela criação de novos direitos, por mais liberdade, igualdade e fraternidade!

Respeitamos o debate partidário e a liderança da companheira Luizianne Lins para tratar de nossa futura candidatura, mas também achamos que temos o direito fraterno de auxiliá-la nesse momento a visualizar novos horizontes e palmilhar caminhos no sentido de reafirmação de nosso projeto político-ideológico e estratégico comum. Portanto é pensando nisso que viemos no âmbito interno do PT propor que a candidatura do companheiro Acrísio Sena seja acatada como aquela que no atual momento melhor corresponde as tarefas conjunturais e partidárias, corporificando nossos compromissos históricos com Fortaleza e com as forças populares.

Cremos que o companheiro Acrísio Sena reúne qualidades que sem minimizar a dos demais companheiros do PT devem ser sublinhadas com particular atenção e que enumeramos abaixo:

I) Tem compromisso orgânico com as classes trabalhadoras, com os setores populares, comprovadas por sua origem social e pelas lutas que travou ao longo de sua trajetória militante socialista;

II) Possui densidade eleitoral já provada, bem como, ocupou função decisiva como Presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, mais alto cargo legislativo de nossa cidade, mostrando em algumas oportunidades que substituiu nossa prefeita capacidade e tino administrativo inquestionáveis;

III) Soube construir enquanto Presidente da Câmara Municipal de Fortaleza um sólido leque de confluência com os setores urbanistas na consecução de um fórum permanente de discussão sobre a cidade;

IV) Aglutina nossa militância petista dando-lhe coesão e temperando-lhe de energia utópica, absolutamente indispensável para o enfrentamento eleitoral que se avizinha, especialmente com a força da grana, do Grande Capital imobiliário.

Por tudo isso e por acreditar em nossa capacidade de ousadia e temperança político-ideológica já revelada em outra conjuntura pela companheira Luizianne Lins, assim como, pela companheira Maria Luíza Fontenelle, ao arrostar toda sorte de adversidades e descaminhos, nós, militantes petistas de diferentes correntes e vinculações internas vimos a militância petista propor o nome do companheiro Acrísio Sena como a alternativa de luta, de compromisso e de disputa social, política e ideológica a Prefeitura de Fortaleza.

Quase metade dos governadores está na mira do TSE

Está nas mãos dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o futuro de quase metade dos governadores brasileiros. Dos 27 chefes estaduais do Executivo, 12 são alvos de ações na corte eleitoral e correm, em maior ou menor grau, o risco de perder o mandato. A maioria dos processos foi movida pelo Ministério Público Eleitoral dos respectivos estados e por candidatos derrotados que acusam os governadores de abuso de poder econômico e político, entre outras coisas.

Dois desses 12 governadores já foram julgados, mas ainda não se livraram completamente das acusações. Teotônio Vilela (PSDB), de Alagoas, e José de Anchieta Junior (PSDB), de Roraima, foram absolvidos pelo TSE no ano passado, mas ainda enfrentam recursos contra expedição de diploma (RCED), peça processual característica do TSE.

A situação de Anchieta é a mais delicada. O tucano foi cassado duas vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR). A primeira decisão ele conseguiu reverter no TSE. Porém, no fim do ano passado, a corte eleitoral local, mais uma vez, cassou seu mandato. Os juízes determinaram que ele ficasse no cargo até a análise de eventuais recursos apresentados pela sua defesa. Na corte superior, o roraimense aguarda o julgamento de um recurso contra expedição de diploma (RCED).

Os outros dez governadores à espera de julgamento no TSE são: Tião Viana (PT-AC); Omar Aziz (PSD-AM); Cid Gomes (PSB-CE); André Puccinelli (PMDB-MS); Roseana Sarney (PMDB-MA); Antonio Anastasia (PSDB-MG); Wilson Martins (PSB-PI); Sérgio Cabral (PMDB-RJ); Marcelo Déda (PT-SE), e Siqueira Campos (PSDB-TO). Desses processos, o mais recente é o que corre contra o governador de Sergipe por uso da máquina pública em sua campanha à reeleição. Déda foi absolvido pelo TRE-SE, mas a decisão virou objeto de recurso apresentado no Tribunal Superior Eleitoral no último dia 27.

Absolvição e morosidade

O número de governadores processados no TSE só não é maior porque o tribunal julgou e absolveu, em 27 de outubro, a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM). Ela era acusada pelo ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), candidato derrotado à reeleição, de abusos de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social e gastos ilícitos de campanha na corrida eleitoral do ano passado.

(Congresso em Foco)

Corretor do Enem desabafa: “Vejo meu trabalho ir por água abaixo”

A correção da redação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) não está provocando insatisfação e revolta apenas entre os candidatos. Em entrevista ao GLOBO, um professor de redação que foi corretor desta edição da prova conta os bastidores do processo gerenciado pelo consórcio Cespe/UnB e desabafa: “Estou vendo o trabalho que fiz durante todo o ano sendo jogado por água abaixo. É muito revoltante!”. Professor de colégios tradicionais do Rio de Janeiro e integrante de bancas de vestibulares consagrados, ele não pode ser identificado, pois assinou um contrato de sigilo. Leia a entrevista.

O Globo: Por que a correção da redação este ano está causando tanta polêmica?

O processo de correção já começou com um problema, pois os supervisores tiveram um aumento de trabalho e ganham fixo, enquanto o corretor ganha R$ 1,60 por redação corrigida. Houve um aumento do trabalho, pois a discrepância necessária para a terceira correção, que é feita pelos supervisores, caiu de 500 para 300 pontos. Isso aconteceu sem que o valor pago a cada supervisor fosse aumentado. Havia um certo mal estar na supervisão. Teve um supervisor que desistiu uma semana antes de começar o processo. Havia muito insatisfação. Parece que alguns supervisores fizeram o trabalho de má vontade por serem mal remunerados. Estou muito irritado porque estou vendo o trabalho que fiz durante todo o ano sendo jogado por água abaixo. É muito revoltante!

Mas não houve uma preocupação em melhorar a correção diante dos problemas do último Enem?

O Cespe aprimorou o sistema de avaliação da correção. O corretor é avaliado constantemente, principalmente no tempo em que cada redação fica aberta na tela do seu computador. Mas o corretor também erra, e a correção on-line dá brechas para burlar os filtros de qualidade.

Como é feita essa avaliação?

Cada corretor recebe diariamente uma nota da sua correção. Se não mantiver uma média 8, pode ser cortado do processo. Teve gente cortada durante o processo de correção. Mas não sabemos o que aconteceu com as redações que foram corrigidas por essas pessoas. Também houve pessoas que abandonaram a correção no meio, e as redações foram redirecionadas a outros corretores.

Como foi feita a distribuição das redações para os corretores?

Recebemos diariamente 100 redações pela internet. No nosso envelope virtual, existe uma redação corrigida por alguém da banca Cespe, que chamamos de redação de ouro. É uma maneira de o Cespe ficar atento aos corretores. Há outra redação no pacote que é corrigida por muitos corretores. Ela recebe uma nota média para verificar a qualidade e a coerência da banca. Mas não sabemos quais notas prevalecem.

Quanto tempo você demorava para corrigir uma redação?

Gastava de 2 minutos e meio a 3 minutos por redação, de duas horas e meia três horas por dia para corrigir as redações. Se todo mundo seguisse o treinamento do Cespe, não haveria problemas. No Rio, os professores são muito experientes. Mas não sabemos como foi feito o treinamento nos confins do Brasil.

O que difere correção da redação do Enem de outros vestibulares?

O nível de exigência é menor do que se cobra normalmente nos colégios dos grandes centros urbanos. Fomos instruídos pelo Cespe a dar notas 900 ou 1.000 em redações que valiam 600. A nota zero sempre tem que ter vista por uma terceira pessoa, por um supervisor que é sempre ligado a uma universidade. Mas o Cespe se nega a conceder a revisão de fato. Isso demonstra que há uma vulnaberalidade no sistema, pois é um direito do candidato.

(O Globo)

Operação da PM escancara drama das grávidas do crack

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A operação da Polícia Militar iniciada em 3 de janeiro na região da cracolândia (centro de São Paulo) expôs o drama de dezenas de mulheres que consomem a droga com seus filhos na barriga. Segundo a PM e a prefeitura, são pelo menos 20 que perambulam pela região.

O impacto do crack na gestação tem sido objeto de vários estudos, mas ainda há controvérsia sobre os efeitos a longo prazo na criança. A questão é: como separar as sequelas da droga de outros fatores também presentes na vida da gestante dependente, como alcoolismo, tabagismo e desnutrição?

bebês dessas mulheres tendem a nascer prematuros e com atraso de desenvolvimento. Também têm mais chances de apresentar sequelas neurológicas, retardo mental, déficit de aprendizagem e hiperatividade.

Estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) com dez grávidas que vivem na cracolândia, obtido com exclusividade pela Folha, mostra que apenas duas estão fazendo o pré-natal. Seis grávidas fumavam até dez pedras por dia. As demais chegavam a consumir 20 pedras.

(Folha)

Diário Oficial publica resolução que suspende importação e venda de próteses holandesas no Brasil

Foi publicada nesta quinta-feira (12) no Diário Oficial da União a resolução que suspende a importação e a venda de próteses mamárias da marca holandesa Rofil no Brasil. Na última terça-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia anunciado o cancelamento do registro dos implantes no país.

A decisão foi tomada após a constatação de que a Rofil comprou material da marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) para a fabricação dos produtos. A empresa é acusada de ter usado silicone industrial, o que aumenta o risco de ruptura da prótese.

A prótese mamária da Rofil é importada e distribuída no Brasil pela empresa Pharmedic Pharmaceutical, que detém o registro desde 2009 com validade até 2014.

(Agência Brasil)

Bullying na internet é problema global, mostra pesquisa

Mais de 10% dos pais ao redor do mundo afirmaram que seus filhos sofreram bullying na internet e quase um quarto conhece um jovem que já foi vítima das intimidações na web, segundo uma pesquisa da Ipsos.

Mais de três quartos das pessoas questionadas na pesquisa global consideraram o ciberbullying diferente de outros tipos de perseguição e disseram que ele merece atenção especial e esforços de pais e de escolas.

“Os dados mostram claramente um apetite entre pessoas ao redor do mundo por uma resposta direcionada ao ciberbullying”, disse Keren Gottfried, da Ipsos, que conduziu a pesquisa.

Ela acrescentou, contudo, que depende dos educadores agir de acordo com essa demanda.

A pesquisa on-line, que englobou mais de 18 mil adultos em 24 países, dos quais 6.500 são pais, mostrou que o veículo mais utilizado para o ciberbullying são sites de redes sociais como o Facebook, citado por 60% das pessoas.

Aparelhos móveis e salas de bate-papo ficaram em segundo e terceiro lugares da pesquisa, sendo que cada um deles foi citado por 40% das pessoas.

Embora a pesquisa tenha mostrado que a conscientização sobre o ciberbullying é relativamente alta, com dois terços das pessoas afirmando que ouviram, leram ou viram informações sobre o fenômeno, ela mostrou que há muitas diferenças culturais e geográficas a respeito do assunto.

Na Indonésia, 91% dos entrevistados disseram conhecer o ciberbullying. Na Austrália, o número foi de 87%, e Polônia e Suécia ficaram a seguir. Mas somente 29% das pessoas ouvidas na Arábia Saudita e 35% dos entrevistados na Rússia haviam ouvido sobre o ciberbullying.

Nos Estados Unidos, onde divulgou-se amplamente casos de ciberbullying ligados a suicídios de adolescentes, o número foi de 82%.

(Reuters)

O amortecedor falhou

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A coluna recebeu interessantes reflexões de um colaborador, influente e com trânsito nos palácios, que pediu para ter o nome preservado. Segundo a leitura, a rede de acordos criada pelo governador Cid Gomes não apenas atrofiou a oposição partidária, como criou um “amortecedor”, que praticamente neutralizou as principais contestações que partiram da sociedade civil. A presença do PT na aliança vinha sendo o principal fator para manter os movimentos sociais sob controle.

Tal anteparo ruiu e foi isso que deixou o Palácio surpreso. Tal situação se deu pelo surgimento de um novo líder – o capitão Wagner Sousa (PR) – em uma categoria sem histórico de mobilização social.

Nesse contexto, os tradicionais instrumentos para lançar água na fervura dos descontentes não funcionaram. Acrescento que o estremecimento das relações com o PT pode ter contribuído para o agravamento da crise. E daqui para frente pode ser determinante, sobretudo, diante da ameaça de muitas outras greves.

O anti-cidismo

Outra contribuição interessante do mesmo interlocutor: embora com a aparência quase onipotente e com oposição orgânica bastante acanhada, Cid Gomes foi, pouco a pouco, criando bloco crescente não de opositores, mas de inimigos. A fila é puxada por Tasso Jereissati (PSDB) e inclui, sobretudo, Lúcio Alcântara e Roberto Pessoa (ambos do PR).

O tucano foi capaz até de dialogar com os dois últimos, apesar do histórico de hostilidades – para dizer o mínimo, no caso de Lúcio.

Mas Cid também tem hoje péssimas relações com o PV – é hoje o único partido que faz oposição integral na Assembleia. Com o PPS, jamais teve diálogo. Pode não parecer lá grande coisa, mas, unidos, são força que não chega a ser desprezível.

Há ainda grupos de menor expressão, mas com sua relevância, como o Psol. Se o PSB romper com o PT, o cenário político pode ficar bem mais equilibrado. E o Palácio da Abolição pode dar adeus definitivo à sua tranquilidade política.

(Coluna Política / O POVO)

Governistas já exigem pacto sobre ação do ‘santo Lula’ em eleições

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Preocupados com a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos palanques petistas, em meados deste ano, partidos da base do governo já brigam pela divisão do espólio lulista na caça aos votos.

Sem esconder que temem mais a participação de Lula do que a da presidente Dilma Rousseff na campanha, aliados comparam o apoio do antigo chefe a um tiro de “canhão”.

Com a expectativa da cura de Lula, em tratamento para combater um câncer na laringe, dirigentes de partidos governistas não têm dúvidas de que ele se transformará numa espécie de “santo” nos comícios. Munidos dessa avaliação, prometem disputar a imagem do ex-presidente palmo a palmo com o PT.

Na prática, os 14 partidos que integram o Conselho Político do governo Dilma vão se debruçar sobre o mapa eleitoral com a expectativa de um acerto sobre a “multiplicação” de Lula nos comícios e até mesmo na propaganda política. O prazo final para as convenções que homologarão as candidaturas é junho.

(Estadão)