Blog do Eliomar

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Unidade móvel do TRE permanecerá no Centro de Fortaleza para atender aos eleitores

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A unidade móvel do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará estará esta semana no Centro de Fortaleza, a partir desta segunda-feira (16), para atender à demanda de eleitores que vêm procurando a Justiça Eleitoral a fim de regularizar o título. O ônibus do TRE ficará estacionado no Parque das Crianças, próximo à Praça Coração de Jesus, até a próxima sexta-feira (20), das 9 às 15 horas.

Para quem precisa tirar o título, transferir ou fazer a revisão eleitoral, o prazo termina no próximo dia 9 de maio. Por isso, o movimento nos cartórios eleitorais, em todo o Estado, vem crescendo muito nos últimos dias.

Na Central de Atendimento ao Eleitor, na Praia de Iracema, em Fortaleza, o aumento da procura subiu mais de 60%, saltando de 600 para 1.000 eleitores por dia. Na unidade móvel, o atendimento tem sido de 400 eleitores diariamente.

Além da Central da Praia de Iracema, que funciona de 8 às 17 horas, e da unidade móvel do TRE, os eleitores que têm alguma pendência com a Justiça Eleitoral ainda podem procurar a Casa de Justiça e Cidadania, na Av. Duque de Caxias, 1170, no Centro, de segunda a sexta, de 8 às 13 horas.

O TRE lembra que para tirar o título, transferir ou fazer a revisão eleitoral, é necessário que os eleitores levem um documento de identidade com foto e comprovante de endereço atualizado com no mínimo três meses de moradia (originais e cópias), além de certificado de alistamento eleitoral para homens com dezoito anos completos que vão tirar o título pela primeira vez.

No período de 30 de abril a 9 de maio, a Justiça Eleitoral disponibilizará atendimento centralizado no Ginásio Paulo Sarasate, de segunda a sexta, de 8 às 17 horas, e no feriado de 1º de maio, sábado (5/5) e domingo (6/5), de 8 às 13 horas.

Importante lembrar que quem perdeu o título e precisa de uma segunda via sem nenhuma alteração cadastral, pode deixar para depois do dia 9 de maio, uma vez que o prazo para segunda via se estende até 10 dias antes das eleições (27/9).

(TRE)

Participantes da Cúpula dos Povos contarão com cardápio especial e produtos livres de agrotóxicos

As cerca de 10 mil pessoas que estarão em junho no Rio de Janeiro para participar dos debates e atividades da Cúpula dos Povos e que ficarão acampadas em locais determinados pela prefeitura, como o Aterro do Flamengo, o Sambódromo e escolas públicas, terão um cardápio composto por frutas, legumes e cereais produzido por pequenos agricultores do próprio estado e de regiões vizinhas.

Segundo o representante da Via Campesina no Comitê da Cúpula dos Povos, Marcelo Durão, o evento será uma oportunidade de levar as práticas sustentáveis no campo para além dos debates.

Organizada pela sociedade civil global, a Cúpula dos Povos é um evento previsto para o período de 15 a 23 de junho, no Rio de Janeiro, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

“A lógica é apresentar, além de todo o debate, soluções concretas que vêm sendo implementadas pelos povos, pelos movimentos e organizações sociais. E a produção da agricultura familiar é uma grande resposta à falsa solução do agronegócio”, disse Durão. Ele informou que, por isso, a compra desse tipo de produto terá prioridade. “Vamos montar algumas cozinhas e abastecer os cerca de 10 a 12 mil participantes que vêm morar no Rio nesse período com produtos livres de venenos.”

Marcelo Durão explicou que a compra dos alimentos será feita nos moldes de um programa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), implementado em 2003, com recursos dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Pelo programa, são adquiridos alimentos produzidos por associações e cooperativas de agricultores familiares para abastecer instituições públicas, como escolas, creches e asilos brasileiros. O pagamento é feito diretamente aos agricultores registrados.

De acordo com Durão, os organizadores da cúpula estão fazendo um levantamento da oferta disponível dos alimentos para junho e definindo padrões de logística e armazenamento dos produtos.

Durante o evento, os alimentos serão preparados com base em receitas dos próprios agricultores, que deverão contar também com movimentos de economia solidária para o preparo das refeições.

(Agência Brasil)

Exposição “Nosso Chico Anysio” segue no Shopping Benfica

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No último dia 23 de Março, o Brasil perdeu seu maior humorista de todos os tempos. O grande Chico Anysio se foi ao longo dos seus 80 anos e deixou um verdadeiro legado no quesito arte de vida. Afinal, ele deixou de herança uma prole fictícia gigantesca, com mais de 200 personagens criados em sua carreira de humorista.

Mas muito além de um humorista consagrado, o cearense de Maranguape foi ator, dublador, escritor, compositor e pintor com grande notoriedade. Para prestar uma homenagem ao Grande Chico Anysio, o Shopping Benfica promove uma exposição dedicada ao artista.

Na mostra titulada “Nosso Chico Anysio” traz ao público um vasto acervo com livros escritos por ele, quadros de sua autoria, fotografias de seus personagens e desenhos confeccionados pelos desenhistas acadêmicos do Curso de Desenho e Pintura da UNIFOR sob a orientação do Prof. Edu Oliveira, utilizando a técnica carvão e pastel seco.

Os desenhistas são: Aurélia Alencar, Cezarina Duvalee, Eliete Barreto, Rafael Lima, Michele Souza, Silânia Cavalcante, J.Silva, Graça Loreiro, Sônia Cavalcante, Paula Oliveira, Marcelo Silva, Mana Cellani, Ligia Mesquita.

A exposição fica aberta ao público até o próximo dia 22 de abril das 10 às 22h no 1º piso do Shopping Benfica.

(Assessoria de Imprensa)

Ex-governador Lúcio Alcântara sofre acidente e é internado

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O ex-governador do Estado, Lúcio Alcântara, 68 anos, está em observação no hospital Monte Klinikum com suspeita de traumatismo craniano e fratura de vértebras. O político chegou a ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O presidente do PR sofreu um acidente ao passear de bicicleta na manhã deste domingo (15), na avenida Beira Mar. Lúcio teria caído da bicicleta ao passar por um buraco na avenida. Na queda, o ex-governador perdeu vários dentes.

Devido à forte pancada que sofreu ao cair no chão, Lúcio Alcântara está em observação e não pode receber visitas. A previsão é de que o político receba alta nesta segunda-feira (16).

(O POVO Online)

Ferroviário é rebaixado para a Segunda Divisão do Estadual

Pela primeira vez na história do futebol cearense, o Ferroviário disputará a Segunda Divisão do Estadual, após ser rebaixado na tarde deste domingo (15), na última rodada da fase classificatória da temporada 2012. O time coral terminou a competição na 10ª colocação. A equipe do Trairiense também foi rebaixada, assim como o Itapipoca.

Mesmo vencendo o Guarani de Juazeiro, por 2 a 1, no estádio Moraizão, em Maranguape (Região Metropolitana), o Ferroviário foi rebaixado com a vitória do Icasa sobre o Itapipoca, por 3 a 0, no estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, no Cariri.

No complemento da rodada, o Ceará confirmou a liderança da fase classificatória, ao derrotar o Tiradentes, no estádio Presidente Vargas, por 3 a 1. Já o Fortaleza venceu o Crateús, no estádio Juvenal Melo, em Crateús, por 2 a 1.

Nas semifinais do Estadual 2012, o Ceará enfrenta o Tiradentes, enquanto o Fortaleza joga contra o Horizonte.

Coração artificial brasileiro deve ser testado em dois meses

Corações artificiais desenvolvidos no Brasil devem começar a ser testados em seres humanos dentro de dois meses. Pacientes da fila de espera do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, serão os primeiros a receber o equipamento, que estabiliza a função cardiológica do doente e possibilita a sobrevida até o transplante do órgão. O aparelho é indicado para pacientes que não respondem mais ao tratamento clínico.

O desenvolvimento do coração artificial – produzido para ser colocado dentro do paciente, atuando em auxílio ao coração – teve início em 1998 e foi idealizado por Aron José Pazin de Andrade, coordenador do Centro de Engenharia em Assistência Circulatória do Instituto Dante Pazzanese, onde o dispositivo foi construído.

O coração artificial, que agrega alta tecnologia e está sendo construído de forma quase artesanal em um laboratório especializado no Dante Pazzanese, deverá custar de R$ 60 mil a R$ 100 mil. O aparelho foi desenvolvido com apoio do Hospital do Coração, do Ministério da Saúde, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

(Agência Brasil)

Parabéns Fortaleza nos seus 286 anos!

Fortaleza que me viu nascer há 77 anos. Fortaleza do sol, por isso seus habitantes tem mais calor humano. Fortaleza que acolhe irmãos e irmãs de todas as direções: do norte ao sul e de além fronteiras, com certeza, se sentem em casa. Fortaleza que na História fez sempre ecoar o grito em favor da liberdade. No passado e no presente, temos exemplos de coragem de mulheres que jamais aceitaram – a pretexto nenhum – carregar a canga da opressão, da subserviência e do mandonismo desvairado. O importante não é que as heroicas mulheres tenham o registro de nascimento em Fortaleza. A cidadania fortalezense foi conquistada em todas vezes que disseram “não” a toda espécie de tirania. Fortaleza nós te saudamos com a lembrança do testemunho de luta pela justiça: de Bárbara de Alencar, Vanda Sidou, Maria Luiza Fontenelle, Maria da Penha e tantas outras…

Fortaleza que escuta os gritos de professoras e professores em favor da educação. Fortaleza indignada pela repressão aos que lutam pela dignidade. É desta Fortaleza que a juventude está disposta a cerrar fileiras em favor da cidadania de todos os fortalezenses, quando surge no horizonte um jovem culto, destemido e decidido a construir uma política diferente para nossa capital. Dizemos com toda a serenidade, este jovem chama-se Renato Roseno.

Que Nossa Senhora da Assunção nos abençoe a todos e a todas!

(Padre Haroldo Coelho, professor e sociólogo, membro da Associação Cearense de Imprensa – ACI – e filiado ao Psol)

Transparência e combate à corrupção serão debatidos na 1ª Consocial

Com o tema “A sociedade no acompanhamento e no controle da gestão pública”, será realizada nos dias 17 (terça-feira) e 18 (quarta-feira) de abril, no Centro de Convenções do Ceará, a 1ª Conferência Estadual sobre Transparência e Controle Social – 1ª Consocial.

Promovida pelo Governo do Estado, por meio da Vice-governadoria e da Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE), a Conferência é um marco histórico e de relevância na política nacional. No evento serão abordados temas relativos à participação popular no combate à corrupção.

Se não é campanha, é o quê?

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (15), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

O calendário eleitoral ainda não permite que se faça campanha eleitoral. Mas basta um pouquinho de perspicácia para entender que Elmano de Freitas está lépido e fagueiro na fita. De inaugurações públicas a atos de apoio, o petista já posa de candidato e não esconde isso.

Até mesmo entre os postulantes petistas à indicação do partido, tem sido constrangedor acompanhar a movimentação de Elmano, sem que possam reclamar de nada. As recentes adesões provam também que a campanha está na rua e só não vê quem não quer.

Aguaceiro faz parecer que Lagoa da Parangaba invadiu a pista

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Acredite, não é a Lagoa da Parangaba que invadiu a pista. Mas, sim, a chuva que caiu na manhã deste domingo (15) em Fortaleza.

Moradores das proximidades da Lagoa da Parangaba e do Terminal da Lagoa denunciam para o Blog que o problema de alagamento no trecho da avenida José Bastos, em frente ao Habib’s, ocorre sempre com qualquer chuva. Quando a água escoa, quase sempre leva parte do asfalto também.

Problema com tradução gera constrangimento em palestra de poeta homenageado pela bienal

Problemas técnicos, manifestações e discursos de políticos locais geraram alguns momentos constrangedores durante o primeiro dia da 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que começou nesse sábado (14), em Brasília. Até a palestra do homenageado internacional do evento, o poeta nigeriano Wole Soyinka, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1986, foi prejudicada.

O primeiro constrangimento para o governo do Distrito Federal, organizador do evento, aconteceu ainda durante a cerimônia de abertura, quando um grupo de professores da rede pública realizou um protesto barulhento. Eles exigiam do governo distrital o atendimento às reivindicações da categoria, em greve há mais de um mês.

As vaias, palavras de ordem e apitos só cessaram quando o microfone foi passado a Soyinka. Bem humorado, o escritor de 77 anos fez piada com a situação, dizendo jamais ter imaginado que os livros e a literatura fossem capazes de provocar tamanha euforia.

(Agência Brasil)

Sarney é submetido a cateterismo e quadro de saúde é estável, segundo boletim médico

O presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), foi submetido a um cateterismo na madrugada deste domingo (15) e tem quadro de saúde estável, de acordo com boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, onde o ex-presidente da República (1984-1990) está internado desde a tarde desse sábado (14).

Sarney antecipou um check up, marcado para quinta-feira (19), em razão de fortes dores de cabeça. Os exames detectaram “obstrução importante na artéria descendente anterior”, o que caracteriza “alterações compatíveis com o quadro de insuficiência coronária”, como relatou o boletim.

Por isso, a equipe médica que o assiste resolveu fazer logo uma angioplastia para desobstruir as artérias e colocar stents (pequenos tubos para manter a dilatação das artérias). A nota do hospital diz que a cirurgia foi realizada com sucesso e adianta que o senador, de 81 anos, está na unidade de terapia intensiva (UTI), com quadro estável.

(Agência Brasil)

A guerra ao jogo de bicho

Da coluna O POVO há 80 anos, no O POVO deste domingo (15):

Devendo terminar domingo, dezessete do corrente, o praso de trinta dias para entrar em vigor o decreto federal sobre o jogo do bicho, a polícia desta capital iniciará segunda feira as diligências necessárias à repressão à jogatina. Serão tomadas severas medidas contra os cambistas e os banqueiros.

Detalhe 1 – Vê-se que o combate ao jogo do bicho não é de agora. Engana-se quem pensa que essa história acabou ou está perto de acabar. Basta dar uma voltinha pelo Centro para fazer algumas apostas, apesar de proibidas.

Detalhe 2 – Interessante também nessas matérias é a ortografia da época, como prazo com “s” e segunda-feira sem o hífen.

Detalhe 3 – A coluna foi uma idealização do saudoso José Raymundo Costa, que também foi o responsável pelo projeto do Jornal do Leitor.

O desastre da base e o desrespeito do governo

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (15), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

A reviravolta nos últimos dias por parte do próprio governo, na condução das denúncias envolvendo possível tráfico de influência no processo de concessão de crédito consignado a servidores públicos estaduais, significou mais um duro golpe na submissão do legislativo ao Governo do Estado. Na última terça-feira, após o longo recesso, foi risível ouvir as explicações do líder e do vice-líder, Antônio Carlos (PT) e Carlomano Marques (PMDB), tentando explicar a reação do governo em relação ao fato, sobre os quais os parlamentares já haviam sentenciando não haver nenhum tipo de irregularidade.

O pior de tudo é que Antônio Carlos ainda tentou se segurar na argumentação de que o governo estaria tomando as medidas já há algum tempo, e que não teria sido repentina a mudança de posição. Nesse aspecto, como disse o secretário Eduardo Diogo ao O POVO, os questionamentos realmente vinham sendo feitos à ABC desde o ano passado. Acontece, porém, que durante todo esse tempo, nem o líder, e muito menos o vice-líder, foram ao menos informados sobre isso.

Como O POVO também mostrou, somente na segunda-feira é que Antônio Carlos, Carlomano, acompanhados também do deputado Sérgio Aguiar (PSB), ficaram sabendo do que estava acontecendo. Não à toa, tiveram que passar pelo vexame da terça-feira, sendo massacrados pela oposição, e até de forma irônica, recebendo solidariedade por terem sido expostos dessa forma. Triste espetáculo, simbolizado claramente no clima de tensão que gerou até bate-boca entre Antônio Carlos e Carlomano.

Mas o quadro vivenciado pelos governistas na Assembleia mais uma vez é fruto da total complacência da Casa para com o Governo. Fato que revela ainda a fragilidade qualitativa dessa base de apoio, acostumada a defender cegamente o executivo, mesmo quando não possui elementos para tal, como ficou agora configurado. O resultado é que, mesmo com número mínimo de representantes no parlamento, dois graves momentos vivenciados pelo Governo Cid tiveram como origem os parlamentares Capitão Wagner e Heitor Férrer. E é bom que se diga, em momentos que poderiam ter sido evitados com diálogo e transparência se a base tivesse peso político para tanto.

Obras morosas implicam em custos dobrados

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Uma constatação do Ministério Público Federal no Ceará mostra que obras que se arrastam, além do prazo final de conclusão, podem tornar-se o dobro mais caras quanto mais morosas forem. Além disso, cada pequena mudança no instrumento público a ser construído representa, a despeito do ônus ao erário, a privação da população, que poderia já estar usufruindo do bem estatal. “Ser ordenador de despesas é uma tormenta. Qualquer problema enfrentado no transcorrer da execução de uma obra já é tratado como corrupção”, dispara o coordenador de projetos especiais da Prefeitura Municipal de Fortaleza, Geraldo Accioly.

Segundo ele, os contratos aditivos, que surgem no caminhar de uma construção, são olhados de forma preconceituosa tanto pelos órgãos fiscalizadores, como pela população. “O problema é que não temos ‘raio X’ para descobrir problemas na estrutura de algo que não vai ser construído, e sim reformado, por exemplo. Muitas vezes, qualquer aditivo é visto como superfaturamento. Mas nem sempre é assim”, enfatiza.

(O POVO)

Por que as obras demoram tanto?

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Obra foi uma promessa de campanha, ainda em 2004

Há dois mandatos à frente de suas gestões, Cid Ferreira Gomes, o governador cearense conhecido por prometer obras de grande magnitude, e Luizianne Lins, a prefeita fortalezense que há oito anos trabalha a entrega de um hospital especializado na saúde da mulher, mostram-se adeptos de uma linha de governo que tornou-se cultura entre os gestores Brasil afora: iniciar um mandato de quatro anos com planos para oito.

Estratégia de quem prospecta a reeleição ou simplesmente planos que acabam se arrastando por fatores não antevistos pelos gestores, o fato é que grande parte das obras prometidas no primeiro ano de gestão dos governantes acaba por se estender de tal forma que chegam a ser entregues após mais que o dobro do prazo de conclusão inicialmente previsto.

Há não muitos anos, um mandato era suficiente para o gestor inaugurar uma obra de expressividade. Hoje, os projetos não aumentaram o porte, mas demandam mais tempo para conclusão. No Ceará, sobram exemplos de obras prometidas em primeiro mandato e que não foram entregues após os quatro anos de gestão. Metrofor, Hospital da Mulher, Centro de Eventos, Cucas … Projetos inconclusos que se tornaram paradigma de planejamentos mal feitos.

Em dezembro deste ano, Luizianne Lins encerra seus oito anos como prefeita da capital cearense. Em poucos meses, começa a se desenhar o cenário pré-eleitoral e é dada partida para a disputa entre os candidatos à sucessão. Neste contexto, os feitos do atual governo virarão portfólio para um possível sucessor aliado. Em contraponto, novos projetos, obras inéditas e planos ainda desconhecidos permearão a mente dos eleitores.

Diante desse quadro, caro leitor, O POVO abre debate sobre o novo tempo para se concluir uma obra prometida ainda em campanha eleitoral. Por que elas atrasam tanto? Que estorvos são encontrados durante a burocracia para se licitar e dar prosseguimento a uma obra? A possibilidade de reeleição determina a escolha de um candidato para que ele dê prosseguimento a algo inacabado? E dar continuidade a um projeto iniciado por um colega. Por que não?

(O POVO)

Literatura infantil estimula criatividade e tolerância, diz escritora de livros para crianças

“Uma criança que lê desde pequena se torna um adulto mais aberto, capaz de enxergar o outro com olhar mais democrático, reconhecendo e respeitando as experiências alheias”, diz a jornalista e escritora Alessandra Roscoe, durante a 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília.

Segundo a escritora, a literatura não apenas estimula a criatividade como permite exercer a imaginação ao extremo. “A gente precisa de fantasia para aguentar o tranco do mundo real”, acredita.

Com 12 livros escritos mais duas participações em coletâneas, Alessandra busca inspiração na convivência com os filhos para as histórias. Para atrair a atenção da criançada, vale apelar para todos os sentidos, mas sem perder de vista o conteúdo. “Ilustrações, cantigas, poesia, o livro infantil precisa ter algo a mais, mas sem deixar de contar uma história envolvente e, antes de tudo, estimular a leitura por prazer”, explica.

Para Alessandra, é importante estimular a leitura desde cedo, de preferência desde a barriga da mãe. Ela participa de grupos de leitura com gestantes, com bebês e com crianças pequenas. Os pais que aderiram ao método aprovam a experiência.

(Agência Brasil)

Dragão do Mar em crise?

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Conforme O POVO publicou nas edições de terça e quarta-feira passadas, no próximo dia 30 o contrato entre o Unibanco/Itaú e o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura será encerrado. Os cinemas continuarão funcionando, como a própria diretoria esclareceu em nota. Mas o fim da parceria que garantiu por mais de uma década (o Espaço Unibanco foi inaugurado em janeiro de 1999, antes mesmo da inauguração oficial do próprio Dragão do Mar) às duas salas de cinema do centro cultural uma programação alternativa aos cinemas de shopping redobra a atenção sobre a gestão do equipamento.

Apesar da atual diretoria do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC) – organização social que administra o Dragão, o Centro Cultural Bom Jardim e a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho – tratar o caso como um episódio isolado, consequência da decisão administrativa do próprio banco, o fim do contrato reflete, de certa forma, um processo de degeneração e enfraquecimento da atuação do centro cultural na cidade.

Antes do cinema foi a livraria Livro Técnico, fechada ainda ano passado. O aumento da violência no entorno do espaço também passou a ser cada vez mais comentado entre seus frequentadores, o que, se não é algo novo, parece ter sido agravado com os anos. Essa sensação de insegurança, combinada à imagem de deterioração física que o Dragão do Mar espelha em detalhes, como na grama transformada em chão batido na Praça Verde, as pedras portuguesas soltas do calçamento ou os bancos depredados, deixa o equipamento cada vez menos convidativo e destituído de sua função primeira.

Inaugurado em agosto de 1998 de forma experimental, o Dragão do Mar surgiu como um projeto pretensioso, um colosso de 30 mil metros quadrados de área total com museu, anfiteatro, teatro, salas de cinema, livraria, cafeteria, entre outros espaços. Meses depois, em abril do ano seguinte, data de inauguração oficial, somou-se ainda o Planetário Rubens Azevedo, um dos mais modernos do País. Sua política deveria atuar na formação, produção e difusão das artes no Ceará, além de capitanear um processo de requalificação da área, uma antiga zona portuária.

Depois de 13 anos, o equipamento mantém um orçamento médio de R$ 6 milhões por ano (R$ 6,5 mi foi o valor de 2011), quase todo gasto na manutenção do espaço, que recebe todos os finais de semana uma leva de pessoas em busca de diversão. Se por um lado ele virou um grande polo da noite fortalezense, por outro recebe cada vez mais críticas sobre a ausência de ações em outras áreas tidas como fundamentais para a demanda que ele se propõe a atender.

(O POVO)

Guerrilha do Araguaia não foi um episódio qualquer da história, diz presidente da Comissão de Anistia

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O presidente da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, afirmou nesse sábado (14) que a Guerrilha do Araguaia, que completou 40 anos no último dia 12, não foi um episódio qualquer da história do Brasil, mas sim um momento no qual houve um massacre direcionado a um conjunto de brasileiros resistentes em uma das maiores mobilizações militares.

A data foi lembrada durante o Sábado Resistente, ciclo de eventos realizado uma vez por mês no Memorial da Resistência de São Paulo. O evento é organizado pelo Memorial e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, para lembrar o período da ditadura militar no Brasil.

O encontro debateu o legado do movimento guerrilheiro, além da responsabilidade pelos crimes cometidos pelo Estado na região. “Reunir quase três mil soldados para dizimar a vida de 79 militantes é uma brutalidade que precisa ser cada vez mais denunciada e transformada em uma questão de debate público nacional para que as pessoas tenham consciência de que a violência da ditadura tem reflexos até os dias de hoje”, disse Abrão.

Segundo ele, é necessário um trabalho cotidiano para superar a cultura da violência.”Esse é o legado que a juventude do Araguaia deixa para nós”, acrescentou.

Atualmente, destacou Abrão, o país vive em uma democracia, porém ainda existem ambientes autoritários e de opressão nesse regime. “Saber  se dar conta disso é perceber que a democracia não é um fim em si mesma, é um processo, e nossa tarefa hoje não é mais a de simplesmente reconquistar o direito de votar e viver com liberdade, e sim o de democratizar nossas relações sociais e aquilo que nos iguala enquanto cidadãos.”

Para o diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política, Maurice Politi, é preciso regatar, a todo momento, os movimentos de resistência à ditadura militar, porque durante muitos anos passou-se uma borracha em cima do que aconteceu no país e, por isso, a juventude não conhece esse período da história. “Partimos do princípio de que, só conhecendo o passado, podemos entender o presente e construir um futuro melhor para que períodos como aquele não se repitam mais”, disse ele.

Um dos homenageados do dia, José Moraes, conhecido como Zé da Onça, era um camponês que vivia no Araguaia e apoiou os guerrilheiros que lá se instalaram, ajudando-os com alimentação, abrigo e transporte de mantimentos “Eu me sinto muito emocionado, forte, porque eles eram pessoas humildes, que ajudavam os outros. Eles viam uma pessoa pela primeira vez e parecia que já a conheciam há 200 anos. Eu amava aquele povo. O que lembro dos guerrilheiros, eu vi e conto o que vi ao vivo. Eu convivi com eles.”

O movimento guerrilheiro no Araguaia começou no fim dos anos 60 para lutar contra a ditadura militar. Organizado por pessoas ligadas ao PCdoB, o grupo acabou constituindo o primeiro movimento que enfrentou o Exército durante o regime militar. No conflito, morreram mais de 60 pessoas e muitos corpos continuam desaparecidos.

(Agência Brasil)