Blog do Eliomar

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O tempo conspira contra

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A pouco mais de um ano das eleições de 2012, a oposição à prefeitura de Fortaleza parece dormir em berço esplêndido. Sem presença forte nos setores sociais e sem agenda de propostas, os partidos contrários a atual gestão não conseguiram nem mesmo ainda sugerir ao eleitor um nome. Por falar em nomes, esses só tem surgido da própria base de apoio da prefeita ou de dentro do Partido dos Trabalhadores.

Até os chamados balões de ensaio a oposição não tem tido perna para lançar. No PSDB, a renovação imaginada com a eleição de uma jovem direção municipal parece não ter empolgado. Já o presidente estadual, Marcos Cals, se mostra cansado, mais preocupado em garantir às bases da legenda no interior, sob a mira do PSD.

A partir desse quadro, fica cada vez mais difícil se considerar a possibilidade da alternância de poder no próximo pleito, principalmente se o governador Cid Gomes fechar com o PT. Resta aguardar que pelo menos não venha a ser eleito um poste.

(Menu Político/O POVO)

Enigma

Há dias peço a meus guias espirituais que me iluminem para compreender as declarações da vereadora Eliane Gomes quando disse que seu partido, o PCdoB, terá candidatura própria à sucessão municipal em 2012, mas não fará oposição à prefeita Luizianne Lins e sua gestão. Acha, inclusive, que a Prefeitura registra muitos avanços. Se o PCdoB integra a aliança de sustentação da Prefeita; se tem representante na equipe administrativa, no caso o Secretário de Esportes, Evaldo Lima; se admite que o PT administra bem, como apresentará aos eleitores a sua candidatura?

O candidato teria de fazer uma campanha apontando para a continuidade administrativa, mesmo tema, obviamente, do candidato ungido por Luizianne. E o escolhido de dona Loura, certamente, não será o senador comunista Inácio Arruda. Em tempo: nos bastidores do Paço Municipal fala-se que Waldemir Catanho, o primeiro-ministro, andou caindo para a “4ª divisão” entre os cotados para ser o candidato da Prefeita. O candidato in pectore da vez é Elmano de Freitas, secretário de Educação, e pertencente à mesma ala de Luizianne dentro do PT, a Democracia Socialista, para os íntimos, DS.

(Bric-à-Brac/O POVO)

Ministro das Cidades é excluído de decisões de sua própria pasta

“O ministro das Cidades, Mário Negromonte, passou a ser tratado na Esplanada dos Ministérios como se fosse um fantasma.

Ele deixou de ser chamado para reuniões sobre os preparativos para a Copa 2014, tem recebido menos recursos do que outros grandes ministérios e não influi mais no desenho dos principais programas da sua área, como o Minha Casa, Minha Vida.

Negromonte nem sequer foi informado quando a presidente Dilma Rousseff convocou três outros ministros para discutir os projetos de transporte associados à Copa, antes do feriado de Sete de Setembro.

A ausência de Negromonte, cuja pasta é responsável por analisar e aprovar essas ações, foi estranhada pelos outros ministros, que viram ali um sinal de esvaziamento do poder do colega, que na época era alvo de várias acusações de irregularidades.

Dias depois, quando as mudanças nos projetos foram anunciadas, Negromonte foi questionado pela imprensa sobre os efeitos das desapropriações para as obras. Ele não soube o que responder.”

(Folha)

Ator José de Abreu vê redes sociais como importantes no campo da política

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O ator José de Abreu está no Ceará. Aqui, ele participou do V Tweetfor, no Marina Park Hotel, ocasião em que falou sobre suas participações em eventos que congregam militantes das redes sociais. O ator, bom destacar, ganhou nessa noite de sábado, jantar de amigos como o secretário do Meio Ambiente e Controle Externo, Deodato Ramalho, no qual compareceu a prefeita Luizianne Lins.

Marina participa do V Tweetfor e não fala em novo partido

“A ex-senadora Marina Silva, que, recentemente, desfiliou-se do Partido Verde (PV), ainda não fechou questão sobre a criação de nova legenda que abrigue seu projeto político. Ela disse que continuará à frente do Movimento Transição Democrática até que haja “densidade” para a concepção de nova sigla. “Não se faz um partido por causa de eleição. No futuro, poderá até ter um partido, mas isso não é meu objetivo”, garantiu.

Marina esteve ontem em Fortaleza, cumprindo agenda em eventos com o grupo dissidente do PV. Ela também participou do V Tweetfor, encontro que reuniu usuários da rede de microblogs Twitter na Capital, além de líderes políticos locais, no Marina Park Hotel. O objetivo foi discutir a relação das redes sociais na Internet com as eleições municipais de 2012.

Em entrevista, ela afirmou que “se com partidos que discutiram tanto, metabolizaram tanto as ideias, como o PV, PT e PSDB, deu no que deu, imagine fazer um partido só por causa de eleição”, completou Marina, que foi 3ª colocada nas eleições presidenciais de 2010.

Ela destacou que a ex-senadora Heloísa Helena (Psol) está integrada ao grupo, mas não confirmou se há planos para que as duas componham a mesma sigla.

Redes virtuais

Recém-empossado como presidente municipal do PSB, Karlo Kardoso também esteve no V TweetFor. Em discussão sobre o uso da Internet para as eleições do ano que vem, ele destacou que ainda falta à maioria dos candidatos absorver uma rede de mão dupla da Web, que ajuda, mas também atrapalha.

Já o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) avaliou que a Internet ainda enfrenta problema de credibilidade. “Na campanha política o que pode dar muita credibilidade a um candidato é a (difusão de) imagem, como nesse caso do confronto da Polícia com os professores na Assembleia”, mencionou.

Debateram, ainda, o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR), o secretário nacional do PT, Renato Simões, o presidente da Câmara Municipal, Acrísio Sena, o secretário de Meio Ambiente de Fortaleza, Deodato Ramalho, e o ator José de Abreu.”

(POVO)

Cabral pede a Dilma que governo comande negociação da partilha dos royalties

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, se reuniu neste sábado (1º) com a presidenta Dilma Rousseff e pediu para que o governo federal comande o processo de discussão sobre a divisão dos royalties do petróleo. Na quarta-feira (5), ocorrerá a sessão do Congresso que vai analisar o veto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva à emenda que determina a divisão igualitária dos royalties entre estados e municípios produtores e não produtores.

“A presidenta está atenda e acha que não é o momento para esse debate, que é impróprio, e está conversando isso com os líderes”, disse Cabral. O governador também fez um apelo ao presidente do Senado, José Sarney, para adiar a votação. “Faço um apelo ao Congresso, ao presidente Sarney, para que [o veto presidencial] não seja votado assim”.

Cabral disse que, caso o veto seja derrubado, no dia seguinte ele a presidenta Dilma recorrerão ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão. Ele voltou a afirmar que estado do Rio não abre mão das receitas dos poços de petróleo já licitados. “Isso está em lei”. A divisão igualitária dos royalties, para ele, “é uma violência contra o povo do Rio de Janeiro”.

O governador disse ainda que “o governo brasileiro tomou a decisão equivocada quando mudou a legislação” do setor de petróleo para criar um novo marco regulatório para o pré-sal. Cabral teve uma audiência reservada com a presidenta Dilma após a reunião que tiveram com o presidente mundial da Renaut-Nissan, Carlos Ghosn, que anunciou investimentos em duas fábricas no país.

(Agência Brasil)

Polêmica sobre comercial de Gisele chega ao exterior

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Para o bem e para o mal, Gisele Bündchen, 31, é atualmente uma estrela no mundo todo. Por isso, tudo o que ela faz vai parar nos principais sites de celebridade do mundo todo.

Não à toa, a polêmica em torno da campanha da marca de lingeries Hope chegou ao exterior. A história foi parar em quase todos os jornais internacionais, bem como em redes de TV como CBS e Fox News.

Enquanto o sensacionalista “Daily Mail” diz que o anúncio causou “fúria” entre as brasileiras, o “El Mundo” lembra que a sensualidade é “recorrente” na publicidade do país, “especialmente no Carnaval, quando imagens de mulheres seminuas abundam nos meios de comunicação”.

(UOL)

Servidor público federal adia aposentadoria para não ter salário reduzido

Até 2015, 252 mil funcionários públicos do Poder Executivo Federal vão conquistar o direito à aposentadoria. Mas a vacância não significa que o mesmo número de postos de trabalhos será aberto para os interessados em ingressar no serviço público. Isso porque muitas dessas vagas serão extintas. Além disso, alguns servidores que estão em condição de se aposentar optam por continuar na ativa para não sofrer redução salarial.

Segundo a secretária de Gestão do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim, a opção por não se aposentar é uma tendência no funcionalismo público. “Não é adquirir direito e pronto. No futuro, a gente pode ter quadro bem significativo de servidores que vão optar por continuar e não sair porque a faixa etária do servidor público, em média, é muito jovem, está na faixa de 46 anos. Quem tem 46 anos está em plena vitalidade para continuar trabalhando e crescendo profissionalmente”, disse ela.

Atualmente, a folha de pagamento do Executivo tem 566 mil servidores ativos. Desses, 80 mil são funcionários que poderiam estar aposentados. Ao se decidir pela aposentadoria, o trabalhador público perde renda, já que a gratificação por desempenho adquirida ao longo dos anos de serviço é reduzida em 50%. Além de não ter redução salarial quando opta por ficar, o trabalhador público recebe um abono-permanência que representa 11% a mais na remuneração.

(Agência Brasil)

Carrefour fecha 14 lojas e investe R$ 200 mi para mudar rede

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Primeiro foi o rombo contábil de €$ 500 milhões que derrubou toda a diretoria. Depois, veio a tentativa frustrada de fusão com o Pão de Açúcar, que rendeu até busca policial de documentos na matriz na França.

Há duas semanas, o Carrefour voltou ao noticiário com duas lojas fechadas em São Paulo como punição por vender produto vencido.

Desde agosto, 14 lojas consideradas “deficitárias” foram fechadas no país. Só em São Paulo, mais de mil funcionários foram dispensados, segundo o sindicato.

Para quem pergunta se o Carrefour “jogou a toalha” até a próxima oferta de compra (Walmart e o chileno Cencosud são eternos compradores), a resposta de praxe é que “não pretendem sair do Brasil”, mas “estão abertos a negociações” que criem valor.

Sob o comando de Fazio, ex-diretor-geral da C&A e com passagens por Makro, Walmart e Pão de Açúcar, a varejista passa por sua maior reformulação em 36 anos.

O executivo brasileiro substituiu o francês Jean-Marc Pueyo e trocou 70% da equipe comercial. Centralizou as compras e peitou fornecedores como Danone, que ofereciam preços melhores a Pão de Açúcar e Walmart.

Pela primeira vez abriu ao segundo escalão os números até então secretos de desempenho das lojas (algumas delas fechadas). Até se reuniu com sindicalistas para explicar “o que acontece”.

(Folha)

No Dia do Idoso, país tem pouco a comemorar

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No Dia do Idoso, celebrado neste sábado (1º), a psicóloga Vera Lúcia Coelho, professora do curso de psicologia clínica da Universidade de Brasília (UnB), faz um alerta: “O Brasil precisa se preparar para o envelhecimento acelerado da população nos próximos anos.” Segundo ela, as autoridades públicas devem ficar atentas a isso: “Temos a ilusão de viver em um país de jovens. A propaganda de que a beleza jovem é a única possível e saudável está impregnada na gente.” Neste sábado, o Brasil também comemora oito anos do Estatuto do Idoso.

Segundo o Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 20 milhões de idosos, o que corresponde a aproximadamente 10% da população do país. A maioria (6,5 milhões) tem entre 60 e 64 anos. Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com maior número de idosos. Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que o Brasil terá, em 2050, 22,5% da população com mais de 65 anos.

O Estatuto do Idoso prevê várias políticas públicas de valorização dos idosos. No entanto, a professora da UnB entende que elas não estão sendo cumpridas integralmente. Além disso, Vera Lúcia defende que toda sociedade esteja atenta ao envelhecimento populacional. “Ainda não estamos preparados para o envelhecimento da população.” Para a psicóloga , é preciso que haja uma mudança de postura no país em relação a esse tema.

(Agência Brasil)

Redução de etanol na gasolina começa a valer a partir deste sábado

A partir deste sábado (1º), a quantidade de etanol anidro misturada à gasolina cai de 25% para 20%. A medida foi tomada pelo governo como precaução, em função das incertezas em relação à safra de cana-de-açúcar e ao comportamento dos mercados global e interno de etanol. A nova proporção será adotada por tempo indeterminado.

Este ano, o preço do etanol subiu consideravelmente durante o período de entressafra e, segundo previsão da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra de cana 2011/2012 deve ser 5,6% menor que a atual.

Para evitar que a alteração do percentual de mistura de álcool anidro à gasolina acarrete aumento do preço dos combustíveis para o consumidor final, o governo anunciou, na última terça-feira (27), a redução dos valores da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a importação e o comércio de petróleo e derivados.

A Cide foi reduzida em R$ 0,04 por litro, passando de R$ 0,23 para R$ 0,19. Segundo projeção do governo, deixarão de ser arrecadados, em valores líquidos, R$ 50 milhões este ano devido à redução da contribuição.

O governo também já anunciou incentivos fiscais para os produtores de cana-de-açúcar que destinarem a produção à fabricação de etanol, como linhas de crédito e concessão de crédito presumido do PIS e da Cofins, o que, na prática, se traduz em redução tributária.

(Folha)

Plano de saúde cria o cliente de primeira e de segunda classe

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Com o título “Doentes de primeira e de segunda classe”, eis artigo do editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos. Ele aborda o caso de um plano de saúde que lançará atendimento especial para “cliente vip”. Ora, se todos pagamos o plano, temos que ter atendimento igual. Ou não? A doença que atinge um menos abastado e um rico atendido pelo mesmo plano seria diferente? Confira:

Nos órgãos de defesa do consumidor os planos de saúde estão sempre entre os serviços que mais recebem queixas pelo atendimento prestado. Não é preciso, porém, utilizar essa referência para saber como anda a imagem desses operadores atualmente. Duvido que alguém não conheça uma só pessoa que já tenha entrado em atrito com empresas do segmento. Dificuldade para marcação de consultas, filas e médicos insuficientes são apenas os problemas mais comuns nessa relação com o usuário.

O fato é que o doente, ou cliente, para eles, parece estar sempre em segundo plano, diante da visão mercadológica predominante. Por isso mesmo é de causar repulsa a notícia publicada esta semana dando conta de que um determinado plano vai lançar serviço voltado ao público classe A – clientes vips. Isso mostra a que ponto chegamos com a mercantilização da saúde. Sim, porque querer diferenciar doente a partir de poder aquisitivo é a prova concreta do conceito que se tem sobre a vida humana.

O pior é que já agora isso é sentido na prática quando se procura utilizar os planos. Fico imaginando quando começar a vigorar a tal sistemática. Quem garante que os vips não terão prioridade em relação aos reles mortais sobre qualquer procedimento? Outro aspecto a ser considerado é a proporção de vips e os de segunda classe na carteira de clientes. Dados do plano indicam que são cerca de 380 mil clientes de segunda classe, sendo que a estimativa de vips é chegar a 10 mil. Isso significa que serão algo em torno de 5% os privilegiados. Do que se depreende que na hora do pega para capar a conta dos vips acabará sendo paga pelos simples mortais. Ou não é verdade?

O que se lamenta é saber que a tendência é o serviço vir a se tornar cada vez pior sem que haja qualquer perspectiva de alteração nesse quadro, restando ao doente de segunda classe o desgaste e a humilhação a que, com certeza, será submetido quando estiver disputando a dor com um vi.

* Luiz Henrique Campos – Editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO

lhcampos@opovo.com.br

VAMOS NÓS – O articulista deixou para você, leitor, adivinhar qual o nome desse plano de saúde. É proposital, pois quer sua reação e saber se você, beneficiário, está acompanhando mesmo o que os planos de saúde andam fazendo.

Época – O Inventário de Orestes Quércia

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A Justiça paulista recebeu há dez dias a relação de bens do inventário do ex-governador paulista Orestes Quércia, morto em dezembro de 2010.

Calcada na última declaração de rendas, a lista soma R$ 126 milhões. Esse montante foi calculado com base em valores históricos e está fortemente subavaliado. A viúva, Alaíde, seus quatro filhos e os dois herdeiros que Quércia teve fora do casamento concordaram em contratar uma auditoria independente para atualizar os números.

As estimativas mais acanhadas preveem que a fortuna legada por Quércia ficará entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão. Outras ultrapassam em muito, muito mesmo, essa cifra.

Enquanto espera a partilha, Alaíde resolveu editar uma biografia do marido e contratou jornalistas para entrevistar políticos que conviveram com ele.

Mensalão – Está chegando a hora do julgamento?

Quando, afinal, o mensalão será julgado? Joaquim Barbosa, relator do processo, não fala publicamente do assunto. Mas, internamente, o STF crava maio como o mês inescapável para a decisão. Prevê-se o prazo de três semanas de debates e exposições de votos até que a sentença saia.

A propósito, Barbosa, que se submeteu a uma cirurgia em junho, tem dito aos mais próximos que não retornará às sessões do STF tão cedo quanto gostaria. Não quer voltar ao plenário sem conseguir suportar sentado as sessões — o que daria munição aos ministros que defendem sua aposentadoria.

Por isso, seu regresso deve ficar para dezembro.

(Coluna Radar – Veja Online)

Assembleia Legislativa precisa de destacamento especial, defende especialista

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Em artigo no O POVO deste sábado, o presidente da Coordenadoria Especial dos Direitos Humanos do Ceará, Marcelo Uchoa, defende a criação de um destacamento especial no Legislativo Estadual. Isso para evitar os absurdos registrados quando de confronto com professores em greve no âmbito desse Poder.

Tolerância e diálogo são fundamentos da democracia. Toda vez que Estado e sociedade civil vacilam no respeito a tais vértices a democracia perde e um passo atrás é dado na caminhada em prol da afirmação dos direitos humanos. Tal situação é agravada quando há miopia na compreensão dos limites dos direitos fundamentais. Foi o que aconteceu quinta-feira, na Assembleia Legislativa, no confronto entre policiais e apoiadores da greve dos professores estaduais.

Em primeiro lugar, nenhum direito é absoluto. Portanto, qualquer manifestação deve respeitar os limites da ordem institucional e do interesse coletivo. Os manifestantes tiveram amplo acesso aos pátios internos da Assembleia, sendo-lhes restringida a entrada ao plenário, espaço que, quando em sessão, é reservado aos deputados.

Câmeras televisivas registraram arremessos de objetos que, enquanto patrimônio público, deveriam ser preservados e não deteriorados. É evidente que no afã de defenderem seus direitos os manifestantes excederam-se nos próprios limites.

Isto, porém, não justifica a intensidade da ação policial, que naquele episódio em específico pareceu desmedida diante das circunstâncias, uma vez que o protesto teoricamente não trazia riscos à vida ou à integridade física de qualquer pessoa presente, apenas buscava maior diálogo sobre norma em votação, cuja repercussão influenciaria no desfecho do movimento. Em outras palavras, estava em jogo apenas política, nada que não pudesse ser resolvido através do diálogo.

Por isso, para legitimar a presença da corporação militar como intermediadora em situações de conflitos de ordem política, defendemos a criação de um destacamento policial específico, com habilidades e capacitações apropriadas para abordagem com movimentos de protesto, a fim de contribuir para que a tolerância, e não os excessos, seja marca constante na interação Estado e sociedade civil.

Na outra ponta, é importante que se compreenda que limites são necessários à convivência múltipla. Afinal, tolerância não sugere só cobrança de diálogo, mas igualmente compreensão de que respeito só se pode exigir respeitando.

* Marcelo Uchôa – Coordenador Especial de Direitos Humanos do Ceará e professor da Unifor.

Aeroportos privatizados não poderão ser controlados pelo mesmo grupo

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O governo anunciou nesta sexta-feira (30) a minuta dos editais de concessão dos aeroportos internacionais de Brasília, de Viracopos, em Campinas, e de Guarulhos, em São Paulo. Os documentos serão publicados em edição extra do Diário Oficial da União e seguirão para consulta pública por 30 dias.

O prazo de cada concessão e o preço mínimo para o leilão dos três aeroportos só serão divulgados na segunda semana de outubro, de acordo com o ministro da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Wagner Bittencourt. “Vai ser alguma coisa entre 20 e 30 anos”, adiantou o ministro.

Vencerá o leilão quem oferecer o maior valor pelos dos terminais, ou seja, quem pagar o maior lance acima do valor mínimo a ser estabelecido pelo governo. As empresas poderão concorrer nos três processos, mas cada consórcio só poderá levar uma concessão.

“Os aeroportos não poderão ser do mesmo dono. Queremos garantir a concorrência. Os interessados poderão concorrer a todos os aeroportos, mas só poderão levar um”, explicou o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranis.

Grupos estrangeiros poderão participar dos certames, desde que associados a empresas brasileiras. Companhias aéreas não poderão participar da composição dos consórcios concorrentes. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) terá participação de até 49% nos consórcios que vão operar os terminais. As empresas vencedoras vão assumir a operação dos aeroportos até maio de 2012.

(Agência Brasil)

Gretchen explica "pegadinha" que a transformou em garçonete

Gretchen 52, falou sobre a “pegadinha” que a fez voltar aos holofotes no Brasil. A notícia de que ela havia virado garçonete nos Estados Unidos chamou a atenção do público.

“A gente estava fazendo uma pegadinha para o pessoal de Orlando e o pessoal acabou tirando a foto, colocando na internet e dizendo que eu estava trabalhando”, explicou.

“Me encheram tanto o saco por causa dessa história que eu falei: ‘Tô, e aí, o que que tem?”, contou. O meu sangue é quente, né? A hora que eu me irrito eu faço qualquer coisa.”

“Eu nunca imaginei que as pessoas iam ficar tão chocadas assim”, disse. “Quer dizer que eu tenho que rebolar o resto da vida? Eu estou com 52 anos. Chega! Não preciso ficar rebolando, tem outras coisas para eu fazer. E se fosse garçonete, qual o problema?”

A cantora e dançarina afirmou que está nos Estados Unidos fazendo uma turnê.

“Não sei se volto, depende do meu empresário”, afirmou.

(Folha)

Professores não são marginais, lembra articulista

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Eis artigo do professor e antropólogo Antonio Mourão Cavalcante. Com o título “O Impasse continua”, aborda, no O POVO  e em seu Blog, a greve dos professores estaduais e a peleja com o Governo do Estado, o que já chega a 57 dias. Confira:

Não gostaria de voltar ao assunto, mas as circunstâncias me obrigam. Refiro-me à greve dos professores. A agressão – chamar aquilo de confronto é um eufemismo bajulatório – quando professores foram barrados, agredidos e feridos. Foi a crônica da morte anunciada…

Será que não se poderia esperar outra coisa do governador e de seu coadjuvante, o presidente da Assembleia Roberto Cláudio? Os dois abusaram não da força, mas da incompetência. Batalhão de Choque invadir Assembleia por causa de manifestação de professores? Estupidez. Aliás, esses dois jovens entraram na política de modo muito linear, não sabem o que é isso. Imaginam-se senhores absolutos do poder. São ingênuos…

Dos deputados eu esperava algo mais contundente. Batendo aquela porta, os professores pensavam encontrar canais de negociação e entendimento. Ledo engano. Os deputados tiraram uma onda de Pilatos. Lavaram as mãos enquanto os professores eram espancados. Pobre Legislativo que se acredita mais um grêmio literário que uma

Casa do Povo. Pois os mestres apanharam, diante deles, e eles não reagiram.

Fica claro, sobretudo para um grupo de parlamentares, o quanto a omissão foi grave. Refiro-me aos deputados identificados com de esquerda (PT, PC do B, PDT, PSB, etc.) que, abobalhados, não souberam reagir e não esboçam qualquer posição diante de tamanha violência.

Esqueceram as lutas. Acovardaram-se ao troco de migalhas do Poder. Para mim foi a decepção mais gritante.

Claro que essa manifestação dos professores é política. Essencialmente política. Não são marginais, nem bandidos ou assaltantes perigosos. Trata-se de cidadãos que buscam a consolidação de direitos assegurados por lei federal. “Se te calares, até as pedras clamarão.”

O impasse, alimentado pela empáfia do governador, está instalado. Os professores acabam de votar pela continuidade da greve. Estão decididos a não recuar. Vão mandar mais policiais? Vão convocar mais Batalhões? Precisa de mortos?

Senhores, a hora é muito séria para entregar a amadores.

Antonio Mourão Cavalcante – Médico, antropólogo e professor universitário

a_mourao@hotmail.com

EUA alertam sobre ataques em resposta à morte de radical da Al Qaeda

As mortes nesta sexta-feira (30) do clérigo islâmico radical Anwar al Awlaqi, ligado à rede terrorista Al Qaeda, no Iêmen, e do especialista em computação Samir Khan podem gerar ataques em retaliação contra os Estados Unidos, de acordo com o FBI (polícia federal americana) e o Departamento Nacional de Segurança.

As duas agências, segundo a emissora americana de TV CNN neste sábado (1º), divulgaram um boletim conjunto dizendo que os apoiadores da Al Qaeda podem tentar colocar Al Awlaqi como um mártir em uma suposta guerra dos EUA contra o Islã.

O comunicado afirma que as mortes “podem prover motivação para ataques” por parte de “extremistas violentos”, tipos que os dois mortos tentavam recrutar e inspirar, segundo as agências.

O governo não divulgou as circunstâncias da morte de Al Awlaqi, mas fontes tribais afirmaram que ele morreu em um bombardeio aéreo dos EUA executado na manhã desta sexta-feira contra dois veículos que circulavam entre Maarib (ao este de Sanaa) e Juf, Província desértica na fronteira com a Arábia Saudita.

(Folha)