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Uma aliança sem parcerias 2

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Na última segunda-feira (16), este colunista apresentou aqui argumentos segundo os quais a aliança entre a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), é apenas para fins eleitorais. Que, infelizmente, não se tem uma agenda administrativa mútua entre as duas maiores autoridades políticas do Ceará. E que, de parte a parte, não há nenhum esforço que isso mude.

A análise ecoou entre vários leitores/internautas que acompanham a Coluna. Alguns acrescentaram exemplos, reforçando a avaliação. Vamos a eles.

Transfor e Metrofor, do Município e do Estado, respectivamente. Prometem redimensionar o transporte público na Capital e parte da Região Metropolitana. São os dois maiores projetos de mobilidade urbana da história cearense. Há até um dia desses, não tinha havido uma reunião sequer entre os dois entes. Isso, com os dois megaempreendimentos em plena execução.

A ação da Prefeitura para tentar melhorar o asfalto na Cidade e a atuação da Cagece também foi lembrada pelos leitores. Não é raro encontrar alguém reclamando da falta de sintonia, que resulta em asfalto novinho sendo rasgado pela companhia de água.

Copa do Mundo de 2014. O PV, que substitui o Castelão, em reforma, é entregue sem a presença de Cid. Já o governador recebe uma comitiva de alto nível da Fifa, no Castelão, e Luizianne lá não pisa. Nesse ponto, é preciso dizer que é Fortaleza a cidade subsede. Não é o Ceará.

Se partirmos para inaugurações na Capital, tanto do Estado, que tem forte atuação, quanto da Prefeitura, a lista de “cada um na sua” é imensa. É um isolamento que só se explica pela linha do limite da tolerância.

Para finalizar, lembram do principal bordão da prefeita/candidata à reeleição em 2008? “Fortaleza três vezes mais forte”. Era uma referência ao alinhamento com os governos do Estado e Federal. Sem comentários.

(Coluna Política / O POVO)

Líder admite que greve foi ilegal

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Liderança de destaque na recente greve dos policiais militares e bombeiros do Ceará, o deputado estadual Wagner Sousa (PR) avalia que a paralisação dos policiais e bombeiros – que parou Fortaleza durante todo o último dia 3 – foi um movimento ilegal. “A gente tem consciência de que o movimento foi totalmente ilegal, mas foi o mecanismo encontrado pelo trabalhador para alcançar seus objetivos”, disse Wagner, em entrevista ao programa Viva Domingo, exibido na noite deste domingo (22), pela TV O POVO.

Wagner buscou justificar a paralisação afirmando que policiais e bombeiros foram levados ao contexto da ilegalidade por causa de conduta também “ilegal”, segundo ele, adotada pelo Governo do Estado no trato com as categorias. O deputado citou que trabalhadores não recebiam sequer salário mínimo em seus vencimentos-base e que o governo não regulamentou a jornada de 40 horas semanais dentro do prazo de 180 dias dado pela Assembleia Legislativa ainda em 2008.

“Os trabalhadores entenderam que já que o governo não cumpre a lei, a única forma de a gente alcançar nosso objetivo vai ser também descumprindo a lei… e infelizmente, a gente chegou a esse ponto”, afirmou o deputado, que considerou a paralisação como o “desespero” do trabalhador.

A Justiça do Ceará já havia decretado a ilegalidade da greve, mas nenhum dos líderes do movimento havia concordado publicamente com a decisão da Justiça cearense. Wagner disse ainda que houve erros na implantação do Ronda do Quarteirão, pois os soldados não passaram, segundo ele, por treinamento adequado e foram “jogados” na rua ainda sem experiência.

(O POVO)

Consumo de energia cresce o dobro do PIB, mas fica abaixo da média mundial

O crescimento da economia e a consequente ascensão das classes menos favorecidas – que passaram a ter acesso à luz elétrica, chuveiro e equipamentos eletroeletrônicos – turbinaram o consumo per capita de eletricidade no Brasil.

Entre 2006 e 2010, o aumento do consumo foi de 11,31%, quase duas vezes maior que o crescimento da população no período, segundo relatório da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). As projeções para 2011 indicam que a expansão chega a 17%, elevando o consumo para 2.494 quilowatt/hora/habitante (kWh/hab.).

Apesar do crescimento, o gasto de energia por habitante no Brasil ainda permanece abaixo da média mundial. O consumo médio por habitante no planeta está em torno de 2.730 kWh/hab (número de 2009).

O Brasil perde até mesmo para os vizinhos Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela e para outras nações menos desenvolvidas, como África do Sul.

O Reino Unido, que foi desbancado pelo Brasil recentemente da sexta posição do ranking de maior economia do mundo, consome mais que o dobro da média brasileira, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês).

Indicador

Para especialistas, o consumo de energia pode ser visto como um importante indicador de desenvolvimento dos países. “Nosso humilde consumo per capita mostra que ainda há muita coisa para ser feita no Brasil. É um indicativo do baixo nível de industrialização”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria. Ele destaca que ainda existem muitos brasileiros sem acesso à eletricidade.

Em todo País, são mais de meio milhão de residências sem instalação elétrica, apesar dos avanços do programa federal Luz para Todos, que inseriu vários brasileiros no sistema nacional. Com energia em suas casas, somado ao crescimento do emprego e da renda, eles puderam comprar, pela primeira vez, televisão e geladeira. Entre 2006 e 2009, o número de residências com esses eletroeletrônicos cresceu 10% e 12%, respectivamente.

(Estadão)

Governo federal já tem 22 mil cargos de confiança

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Mesmo vitoriosa na elaboração do Orçamento da União de 2012, quando impediu reajustes para o Judiciário e outras categorias de servidores, a presidente Dilma Rousseff vai arcar este ano com uma folha de pessoal e encargos sociais acima de R$ 203 bilhões, além de contar com mais funcionários em cargos de confiança. Antes mesmo de fechar o primeiro ano de seu governo, em outubro, os chamados DAS (cargos de Direção e Assessoramento Superior) já somavam 22 mil, uma barreira que nunca havia sido alcançada. Desde o segundo ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, as funções comissionadas no Executivo federal só crescem.

Em 2003, primeiro ano do governo Lula, foi registrada uma queda no total de cargos de confiança, dos 18.374 do último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, para 17.559 no final do ano seguinte. Mas, depois, o número só cresceu. No final de 2011, foi de 21.870 para 22 mil — cifra que, apesar de pequena, contraria o princípio do rigor fiscal do primeiro ano de Dilma.

O governo se defende: diz que hoje mais de 70% dos DAS são ocupados por servidores públicos de carreira, que as nomeações políticas são minoria e que há um esforço de “profissionalização” do serviço público. Os cargos de confiança com livre provimento, ou seja, de pessoas de fora do serviço público, são os DAS-6, categoria mais alta, e costumam ser ocupados por indicações políticas. Eles têm remuneração média de R$ 21,7 mil e, em 2011, somaram 217 vagas, contra 209 de 2010.

Em 2005, para evitar as acusações de aparelhamento, o governo implantou uma regra. Os DAS de nível 1, 2, 3 e 4 passariam a ser preenchidos, em sua maioria, por servidores de carreira. Em 2007, os DAS ganharam reajuste de até 139,75%, mas há pressão por novo aumento.

Para 2012, a presidente promete manter o rigor fiscal, que vem travando as negociações com o funcionalismo e qualquer aumento salarial. A intenção dos servidores é retomar as negociações a partir da semana que vem. Mas um acordo só teria efeito em 2013, já que, para este ano, Dilma vetou a inclusão no orçamento de projetos que previam recursos para reajustes.

O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton da Costa, disse que, nesta terça-feira (24), será entregue uma pauta oficial de reivindicação ao Ministério do Planejamento. A intenção é agilizar as negociações, já que projetos sobre aumentos precisam ser enviados ao Congresso até agosto, junto com a proposta orçamentária de 2013. Segundo ele, o limite seria uma greve em maio.

— A disposição das entidades é continuar uma negociação unificada. Queremos uma política salarial permanente e acabar com esse artigo que obriga a enviar os projetos em agosto, porque isso engessa a discussão.

Para aprovar o Orçamento de 2012, a maior briga do governo foi com o Judiciário, que queria um aumento médio de 56%. O relator-geral, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), cumpriu à ris$o desejo do Planalto e manteve a proposta original de R$ 1,6 bilhão para reajustes de uma pequena parte do funcionalismo, ligada à Educação, e outros R$ 2,1 bilhões para concursos públicos e preenchimento de vagas existentes. O governo diz de que as negociações não foram interrompidas, mas é preciso que sejam adequadas à realidade econômica e ao ajuste fiscal.

(O Globo)

Policial da equipe que matou Jean Charles treina time olímpico britânico, diz jornal

O diário britânico The Times trouxe neste domingo (22) uma entrevista com Andy Halliday, um ex-policial que integrou a equipe responsável pela morte do eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, e que agora é o treinador do time de hóquei olímpico da Grã-Bretanha.

Jean Charles foi morto a tiros no dia 22 de julho de 2005, dentro da estação de metrô de Stockwell, no Sul de Londres, após os policiais terem-no confundido com o autor de um ataque fracassado no dia anterior. Na ocasião, Londres estava ainda abalada pelos atentados coordenados realizados no dia 7 de julho daquele ano, que mataram 52 pessoas.

”Quando descobrimos no dia seguinte (que haviam matado a pessoa errada) foi horrível. Eu até me lembro onde eu estava: sentado em uma das salas do nosso QG. Um homem inocente havia sido morto. Um homem de família como nós. É um golpe forte”, disse Halliday.

Halliday conta ter se sentido ”perturbado pessoalmente por uma semana, semanas, talvez meses depois”, mas justifica a ação da polícia, dizendo que ”genuinamente pensamos que estávamos confrontando um terrorista suicida”.

‘Coisa certa’

Ele ainda acrescenta que, ”profissionalmente, foi a coisa certa a se fazer”. ”Se tivéssemos de fato confrontado um terrorista naquele dia, teríamos sido saudados como heróis”.

Halliday passou quase 30 anos na Polícia Metropolitana de Londres e integrava a divisão de armas da corporação. Ele conta que após a morte do brasileiro perdeu o entusiasmo em trabalhar no setor armado da polícia.

Os policiais britânicos, de um modo geral, não andam armados, exceto por divisões especiais, como à que Halliday pertencia.

Pouco após o incidente e após ter recebido acompanhamento do programa pós-traumático da polícia, ele deixou a corporação e retomou o hóquei, esporte que ele havia praticado na juventude.

Ele conta que as Olimpíadas os eventos que se seguiram aos atentados de 7 de julho de 2005 sempre estiveram ”estranhamente interligados” em sua vida.

No dia em que foi interrogado pela Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês), Halliday foi também entrevistado para ser o treinador da equipe olímpica sub-21 da Grã-Bretanha e os ataques de 7 de julho ocorreram um dia após a Grã-Bretanha ter sido oficialmente escolhida como país-sede dos Jogos de 2012.

”Como consequência desses dois enormes eventos, o rumo da minha vida mudou consideravelmente”, afirmou.

(BBC Brasil)

Estudo sugere que médicos receitam antibióticos em doses inadequadas

Pesquisa realizada na cidade de São Paulo sugere que os médicos estão prescrevendo antibióticos em doses menores do que as que seriam adequadas ou que são ineficazes para o tratamento de doenças respiratórias, como pneumonia, faringite e sinusite.

A conclusão é de uma simulação feita pelo Laboratório Especial de Microbiologia Clínica da Unifesp – os resultados foram publicados na revista científica BMC Infectious Diseases.

O risco da prescrição de antibióticos em doses inadequadas ou errados para o tipo de doença é o aumento da resistência ao medicamento e, consequentemente, uma maior dificuldade no tratamento. É para evitar resistência, por exemplo, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a exigir a retenção de uma via da receita na venda dessas drogas.

“A resistência ocorre porque a pessoa ingere a droga, mas não elimina as bactérias. Assim, elas podem ser transmitidas entre as pessoas”, diz o infectologista Carlos Kiffer, autor da pesquisa.

Foram analisadas as receitas, o tipo de infecção diagnosticada e as doses de antibiótico recomendadas. Os resultados sugerem que os antibióticos mais prescritos não apresentaram a taxa de resposta esperada (acima de 90%). São eles: Azitromicina, ( 27,4% das prescrições), seguido do Amoxicilina (15,4%) e do Levofloxacina (14,7%).

O infectologista Antônio Carlos Pignatari, professor titular da Unifesp, diz que os resultados demonstram que é necessário que os médicos reconsiderem o tipo de terapia que estão recomendando. “Estão receitando a dose e o próprio antibiótico inadequadamente”, diz.

Renato Grinbaum, infectologista do Hospital Beneficência Portuguesa, diz que a simulação de Monte Carlo traz sugestões e não resultados definitivos – que só poderiam ser comprovados por meio de estudos clínicos.

“Os resultados sugerem que as dosagens deveriam ser individualizadas. Como é quase impossível fazer isso com os pacientes, a sugestão é usar esses antibióticos em doses um pouco maiores”, diz Grinbaum. “O problema é que dose maior pode aumentar efeito colateral, e isso o estudo não demonstra”, avalia.

(Estadão)

Dilma reúne ministros para discutir questões ligadas a grandes eventos esportivos

Pelo menos nove ministros, além da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes, se reuniram com a presidente Dilma Rousseff, na tarde deste domingo (22), no Palácio da Alvorada, para debater temas ligados a grandes eventos que serão realizados no país nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Nesta segunda-feira (23), Dilma faz a quinta reunião setorial, sobre segurança pública, no Palácio do Planalto, onde realizará, às 17 horas, a primeira reunião ministerial deste ano e a segunda de seu governo.

No sábado (21), a discussão foi focada em economia e política internacional, e Dilma recebeu os ministros da Fazenda, Guido Mantega; do Planejamento, Miriam Belchior; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; da Defesa, Celso Amorim; das Relações Exteriores, Antonio Patriota; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

A temática social foi o foco da primeira reunião setorial, na última quinta-feira (19), quando foram discutidas metas para o Plano Brasil sem Miséria e para os setores de educação e saúde. Na sexta-feira (20), entraram na pauta temas relacionados à infraestrutura e logística, energia, pré-sal, comunicação e desenvolvimento sustentável, com foco nos setores da indústria, agricultura, defesa comercial e inovação.

(Agência Brasil)

Irã ataca diplomacia de Dilma e diz que Lula faz falta

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Em entrevista à Folha, o porta-voz pessoal do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, criticou duramente o comportamento do Brasil em relação a seu país. Ali Akbar Javanfekr atacou diretamente Dilma Rousseff.

“A presidente golpeou tudo o que [o ex-presidente] Lula havia feito. Destruiu anos de bom relacionamento”, afirmou ele.

A irritação iraniana também se nota nas recentes barreiras contra exportadores de carne brasileira.

A União Brasileira de Avicultura afirma que as vendas de frango para o Irã, em alta até outubro, passaram a ser vetadas sem justificativa.

Já a multinacional brasileira JBS relata ter tido milhares de toneladas de carne bovina retidas por três semanas num porto iraniano.

(Folha)

Obama não seria presidente sem Michelle, diz biógrafa

A jornalista Jodi Kantor escreveu a biografia “The Obamas: A Mission, a Marriage” (os Obamas: uma missão, um casamento). Em entrevista, fala sobre a introspecção do presidente, a força de Michelle e as manchas que os Bush deixaram na Casa Branca.

Pergunta: Uma das coisas que ficamos sabendo por seu livro é que Michelle Obama possui um par de tênis de grife de US$515.

Jodi Kantor: Eu sei! É surpreendente, de certo modo.

O que infunde vida a qualquer reportagem são detalhes reveladores desse tipo. Até que ponto foi difícil para você conseguir esse tipo de acesso à Casa Branca?

Bem, passei muito tempo na Casa Branca nas áreas públicas, que jornalistas são autorizados a frequentar, mas conversei com pessoas sobre os aposentos particulares, também. Algumas das coisas que fiquei sabendo eram detalhes pequenos, do tipo que aparece em um romance. Por exemplo, o fato de que, quando os Obama se mudaram para a Casa Branca, ainda havia manchas nos tapetes deixadas pelos gatos dos Bush. Sinto que a Casa Branca é quase um personagem neste livro. O que significa morar nesse lugar? É uma residência, mas também é um escritório, um complexo militar e, por falar nisso, um alvo de terroristas. Não há entrada ou saída privadas para a família. Eu estava na Casa Branca alguns meses atrás, em pé na Sala Diplomática, e Sasha (filha mais jovem dos Obama) apareceu com sua avó. Ela estava chegando da escola, e os funcionários apenas sorriram e fizeram gestos de assentimento com a cabeça, mas eu fiquei um pouco constrangida pelo fato de ela ser obrigada a passar ao lado de uma repórter para chegar em casa. Deve ter sido um pouco incômodo.

Um dos capítulos mais interessantes de seu livro trata do desconforto que os Obama enfrentaram quando se deram conta de que a maior parte dos funcionários na Casa Branca é de origem afro-americana. A estadia deles na Casa Branca melhorou as relações raciais nos Estados Unidos?

Ainda é muito cedo para dizer. Quando escrevi o livro, senti que a resposta a essa pergunta ainda está fora de nosso alcance. A questão que eu foquei foi a seguinte: qual é a experiência cotidiana de ser o primeiro presidente e primeira-dama afro-americanos? Por exemplo, quando chegou o convite para Michelle Obama sair na capa da “Vogue”, os assessores dela se dividiram por raça. Os assessores afro-americanos queriam muito que ela saísse na capa, porque não muitos afro-americanos vistos como exemplos a seguir o haviam feito. Já os assessores brancos, por outro lado, adotaram postura de muito mais cautela, porque o país passava por enormes dificuldades econômicas e a “Vogue” é uma revista puramente de luxo (o preço nas bancas é algo como US$ 5). Michelle Obama optou por fazer a capa, e ouviram-se muito poucas críticas. Para mim, esse é um pequeno vislumbre do mosaico real de tudo o que vem acontecendo.

Seu livro deixa claro que os Obama têm personalidades diferentes, você diz que ele é mais cerebral, tem dificuldade em conectar-se com o público, enquanto ela é mais calorosa e mais arrojada. Você acha que são as diferenças, mais que as semelhanças, que fazem o casamento deles funcionar?

Sem dúvida. Acho que ele não seria presidente sem Michelle Obama, porque é ela quem o liga às outras pessoas.

Você acha que Obama será presidente de um só mandato, como alguns estão dizendo?

Aprendi que os melhores repórteres políticos nunca fazem previsões! Acho que a pergunta que eu tenho a fazer é se Obama possui a capacidade de se reiniciar… de reformular a ideia do porquê ele quer ser presidente, porque a fórmula de 2008 não funciona mais. Ele precisa apresentar uma visão nova, convincente e realista para o país.

(Guardian)

Novo Código de Processo Civil deve ser votado na Câmara em março

Em tramitação em uma comissão especial da Câmara dos Deputados, o novo Código de Processo Civil (CPC) deverá estar pronto para ser votado no plenário da Casa até o início de março. Essa é a expectativa do presidente da comissão, deputado Fábio Trad (PMDB-MS), que quer concluir a votação do relatório final do deputado Sério Barradas Carneiro (PT-BA) até o fim de fevereiro.

“Se depender de mim, os trabalhos serão ágeis porque precisamos dar ao país um novo código. O atual, de 1973, é de antes da internet e, portanto, de antes da comunicação digital”, disse Trad.

O novo texto, que já foi aprovado no Senado, recebeu na Câmara 900 emendas, além de centenas de contribuições feitas pela internet por cidadãos em geral. Algumas dessas sugestões foram incorporadas pelos cinco sub-relatores. Agora, a comissão precisará votar todas as emendas apresentadas por parlamentares para fechar o texto final do relator-geral.

De acordo com Trad, existem três pontos mais polêmicos e que, portanto, receberam mais emendas. O primeiro deles trata do incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR). O mecanismo foi criado pelo texto original do Senado e visa pacificar a legislação em casos onde juízes de diferentes pontos do país podem dar sentenças contraditórias.

Com ele, o Tribunal de Justiça de um estado pode, ao ser provocado pelos juízes de primeira instância, baixar uma resolução para que uma tese aplicada em um caso se estenda aos outros processos idênticos àquele. Assim, economiza-se tempo e recursos do Judiciário que seriam gastos julgando processos iguais individualmente. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou o Supremo Tribunal Federal (STF) também podem baixar uma IRDR que valerá em todo o país. “Penso que esse primeiro instituto vai gerar polêmica porque veio do direito alemão e lá é um país territorialmente menor que o nosso. Aqui acho que vamos precisar de adaptações”, disse Trad.

O segundo ponto polêmico, na opinião do presidente da comissão especial, é o que trata de demandas corporativas. Fábio Trad explica que alguns profissionais ligados ao direito querem que o novo código inclua demandas relacionadas às suas áreas, o que pode provocar conflitos. Segundo ele, esse é o caso dos advogados, que pedem que todo o Judiciário fique parado por 30 dias para que eles possam tirar férias.

“Essas questões corporativas tendem a gerar antagonismos porque existem outros setores que podem se sentir prejudicados”, explica o deputado. Outro exemplo de demandas corporativas citadas por Trad são dos advogados públicos. Eles querem ter direito a um percentual sobre as causas que ganharem para a União a título de honorários.

O último ponto citado pelo presidente da comissão que foi alvo de grande parte das emendas é o que trata dos recursos de apelação. Atualmente, quando uma das partes recorre de uma sentença em primeira instância, ela pode requisitar que a decisão não seja aplicada enquanto o recurso não for julgado. No modelo que está sendo proposto com o novo código, a sentença já começa a produzir efeito imediatamente. Apenas quando o relator da segunda instância é provocado pode determinar a suspensão dos efeitos da primeira decisão.

O texto inicial do novo código foi elaborado por uma comissão de juristas no Senado e pretende modernizar a legislação, uma vez que o CPC atual é de 1973 e é considerado obsoleto por juristas em geral. As principais mudanças visam agilizar o processo civil, diminuindo o número de recursos e instrumentos protelatórios em geral e incentivando resoluções de conflitos por meio de conciliação. O projeto original foi aprovado no Senado no fim de 2010 e deverá voltar à Casa após as mudanças feitas pela Câmara.

(Agência Brasil)

TCU fará pente-fino na Petrobras

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O Tribunal de Contas da União (TCU) vai promover este ano uma varredura nos contratos assinados pela Petrobras e por empresas em que a estatal tenha o controle societário, no Brasil e no exterior.

Segundo o Tribunal, a empresa tem desrespeitado regras de contratação. Maior estatal brasileira, a Petrobras assinou no ano passado contratos que somam R$ 16,3 bilhões sem qualquer tipo de concorrência ou tomada de preços com fornecedores, o que representou quase um terço da contratação de serviços da companhia (R$ 52 bilhões).

O valor equivale ainda a 19% dos R$ 84,7 bilhões em investimentos previstos pela empresa em 2011. Se levarmos em conta os últimos três anos, as contratações sem concorrência engordaram as contas bancárias de prestadores de serviços em R$ 49,8 bilhões.

Os dados foram compilados pelo GLOBO com base em cerca de 20 mil contratos de serviços — construção, projetos, instalações de equipamentos e manutenção, por exemplo — disponíveis no site da estatal.

(O Globo)

União com Kassab gera rebelião no PT

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Preocupados com a aproximação do PSD atrás de uma possível composição nas eleições municipais, setores da base do PT-SP criticam a direção petista pela abertura das negociações e integrantes de tendências de esquerda até ameaçam deixar a legenda caso o acordo com a sigla dirigida pelo prefeito Gilberto Kassab prospere.

“Não admito acordo com esse prefeito e seu partido. Sou membro-fundador do PT e, caso isso ocorra, vou rasgar minha carteirinha e desfazer minha filiação”, afirma Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, vice-presidente da Central dos Movimentos Populares. “Não posso aceitar acordos espúrios da direção do partido sem consultar a base.”

Gegê afirma que vai defender o voto nulo se a aliança com o PSD se concretizar. “Vamos perder a eleição sem o apoio dele? Não importa. Prefiro perder conscientemente a ganhar e não governar. O PT já perdeu muito de seu projeto original por conta desse tipo de acordo.”

As tensões na base petista têm origem na desgastada relação entre a atual administração e os movimentos populares de moradia e saúde.

(Estadão)

Escolaridade é fundamental para crescimento da classe média

Dinheiro e posse de bens de consumo podem ser sinais exteriores de prosperidade, mas o que realmente distingue com clareza a classe social à qual o brasileiro pertence é a escolaridade.

O levantamento Datafolha mostra que no topo da pirâmide, por exemplo, a maioria possui nível superior. Descendo um degrau, no que seria uma classe média alta, esta proporção cai significativamente, e o nível de instrução da maioria passa a ser o ensino médio completo.

Assim vai até chegarmos à base da pirâmide, em que o mais comum é ser analfabeto ou nem sequer ter completado o primário, equivalente hoje ao quinto ano do ensino fundamental.

Estudar é, portanto, o melhor passaporte para a mobilidade social. E, apesar de muitos brasileiros ainda terem uma escolaridade precária, a boa notícia foi que a distância entre pobres e ricos no que diz respeito ao acesso à escola diminuiu.

Há dez anos, o Datafolha registrava que havia mais brasileiros que não tinham completado o ensino fundamental do que aqueles que possuíam ao menos o nível médio completo.

Hoje, a situação se inverteu, e esse movimento teve papel fundamental na redução da desigualdade e no crescimento da classe média no país, como comprovam alguns estudos.

O mais recente deles, dos pesquisadores Naércio Menezes Filho e Alison Pablo de Oliveira, ambos da USP (Universidade de São Paulo) e do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), mostra que 40% da queda da desigualdade no mercado de trabalho na década passada é explicada pela melhoria da escolaridade dos mais pobres.

O economista Marcelo Neri, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que chegou a conclusão semelhante em estudo divulgado em maio, lembra que a educação no Brasil nem sempre jogou a favor da redução da desigualdade.

Nos anos 1970, durante o chamado “milagre econômico”, o avanço pífio da escolaridade fez com que os poucos brasileiros mais instruídos se beneficiassem muito mais do bom momento econômico do que os aqueles que estudaram menos tempo.

Na década passada, mesmo sem taxas tão altas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), foram os mais pobres que registraram maior aumento na renda, permitindo que muitos mudassem de classe econômica, em boa parte devido à melhoria de sua escolaridade.

“A educação teve papel fundamental para explicar essa fantástica queda da desigualdade. E, nesse campo, muito do que foi colhido na década passada começou a ser plantado nos anos 1990”, afirma o economista.

Neri se diz otimista com a continuidade desse processo. “Muitos, inclusive eu, acreditavam que o crescimento dessas classes era sustentado mais na oferta de crédito e de programas sociais. Mas hoje entendo que as pessoas estão ascendendo também porque estudaram mais e tiveram menos filhos.”

Menos riscos

Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação, lembra que quanto menor a escolaridade, menor a proteção contra crises econômicas.

“Se a economia desaquece, muitos dos brasileiros que migraram para a classe C beneficiados só pelo crescimento podem voltar para as classes D ou E. Com mais instrução, a pessoa tem mais força para reagir às adversidades e capacidade de migrar de um setor para outro.”

Para ela, no entanto, à medida que as diferenças em termos de acesso diminuem, aumenta a importância da qualidade do ensino.

“Cada vez mais, o que diferenciará as classes não será tanto o nível de ensino ao qual cada um chegou, mas a qualidade da educação recebida”, afirma.

Cruz avalia ainda que será um erro se boa parte dessa nova classe média fugir da escola pública em busca de mais qualidade nos colégios particulares.

Seu argumento é que essa migração teria efeito prejudicial para a educação na rede pública e não seria garantia de melhor ensino, já que muitas escolas privadas, especialmente as que oferecem cursos mais baratos, têm também qualidade muito ruim.

Seis em cada 10

Brasil é um país de classe média. Seis em cada dez brasileiros com 16 anos ou mais já pertencem a esse grupo, segundo o Datafolha.

Com 90 milhões de pessoas –número superior ao da população alemã–, a classe média brasileira, no entanto, está longe de ser homogênea.

A variedade de indicadores de renda, educação e posse de bens de consumo permite a divisão dessa parcela da população em três grupos distintos que separam os ricos dos excluídos.

O acesso crescente a bens de conforto –como eletroeletrônicos, computadores e automóveis– é o que mais aproxima as três esferas da classe média brasileira.

A partir da medição da posse desses itens, a população é divida em classes nomeadas por letras.

O Brasil de classes médias é aquele que está conseguindo escapar dos estratos D e E, deixando para trás os excluídos, mas ainda quase não tem presença na classe A.

Ganhos de renda –consequência de crescimento econômico mais forte e políticas de distribuição de renda– e maior acesso a crédito contribuíram para essa tendência.

(Folha)

Dilma tem aprovação recorde no primeiro ano de governo, diz Datafolha

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A demissão de sete ministros, seis deles sob suspeita de irregularidades na pasta não abalou a imagem da presidente Dilma Rousseff no primeiro ano de seu governo. O índice dos que consideram sua gestão ótima ou boa teve um salto de 10 pontos percentuais em seis meses e chegou a 59% de acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste domingo pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O número é superior a todos os ex-presidentes que a antecederam desde a redemocratização, incluindo seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, com 42% e 50% de aprovação em seus dois mandatos, respectivamente, nesse mesmo período em que esteve à frente do Planalto.

Sua gestão foi considerada regular para 33% dos entrevistados, e outros 6% a veem como ruim ou péssima, índice cinco pontos menor que na pesquisa realizada em agosto. Apenas 2% não souberam responder. Já a nota média do governo é de 7,2%. Os números da enquete revelam ainda que o otimismo com a economia ajuda a sustentar tal popularidade.

Dilma superou de longe o primeiro ano de Fernando Collor, cuja aprovação foi de 23% em seu primeiro ano de governo. Fernando Henrique Cardoso obteve 41% e 16% no segundo. A imagem pessoal da presidente também está em desta que e ela é vista como “decidida” para 72% dos entrevistados e “muito inteligente” para 80%. É considerada “sincera” por 70%.

O levantamento demonstra também que a avaliação de Dilma melhorou entre homens (56%) e mulheres (62%), em todas faixas de idade, renda familiar e escolaridade.

Já entre os que estudaram até o ensino fundamental a aprovação de Dilma é de 61% e repete a média de avaliação geral de 59% quando a mesma pergunta é feita para os que chegaram ao ensino superior. Na faixa dos que ganham de cinco a dez salários mínimos atingiu 61%, seu maior avanço.

Cresce expectativa na Economia

A economia explica, segundo o instituto de pesquisa, a evolução dos números. O índice dos que acreditam que a situação econômica vai melhorar subiu de 54% em junho para 60% no primeiro mês do ano. Também cresceu o dos otimistas com a economia, de 42% para 46%.

Foram ouvidas 2.575 pessoas entre os dias 18 e 19 de janeiro e a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

(O Globo)

Heitor não mais esconde interesse

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Enquanto a indefinição persiste no lado do PT, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) não mais esconde o seu interesse de concorrer à Prefeitura de Fortaleza. Por enquanto, diz ele, tem havido conversas preliminares para a formação de arco de aliança que possa enfrentar o candidato oficial.

Heitor diz não acreditar no rompimento da aliança de Luizianne com Cid, em vista da possibilidade do governador vir a perder o apoio de Dilma, o que não seria interessante para ele.

Por enquanto, nesse arco de aliança da oposição não consta o PSDB.

(Menu Político / O POVO)

Rita Lee anuncia que não fará mais shows

A cantora Rita Lee anunciou neste sábado (21) que não vai mais fazer shows. A “aposentadoria” foi revelada durante uma apresentação no Circo Voador, no Rio, e confirmada pela cantora em seu perfil no Twitter.

“Aposento-me de shows, da música nunca. Quem me viu ontem (sábado, 21) pode bem atestar minha fragilidade física. Saio de cena absolutamente paixonadacocês”, escreveu no microblog.

Um vídeo postado no YouTube mostra a cantora anunciado sua aposentadoria durante apresentação deste sábado.

“Eu queria falar uma coisinha. Esse é o penúltimo show, mas eu considero o último. O último da turnê e eu vou aposentar dos palcos”, disse.

“Aposentadoria é bom, 67 anos, tá bom”, completou, emocionada.

Segundo a agenda no site oficial, o último show de Rita Lee acontece no próximo sábado (28) em Aracaju.

(Folha)

A encruzilhada do PT em Fortaleza

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O Partido dos Trabalhadores (PT) em Fortaleza começou oferecendo no ano passado um leque com 13 nomes para concorrer à disputa prefeitural de 2012, afunilou esse menu para quatro ou cinco nomes, e agora parece estar em encruzilhada digna de novela mexicana. Nesse momento, mesmo que os líderes petistas tentem esconder, o partido está com um problemão em mãos, graças à sua própria capacidade de autoflagelação. Prova disso, é que o prazo estabelecido pela direção da legenda, com vistas á escolha do nome, já foi para o espaço, não havendo por enquanto perspectiva de definição a curto prazo.

É interessante destacar que a situação posta deve-se ao que o partido sempre combateu em governos anteriores, que é a questão do personalismo. O que é a posição da prefeita, ao bater o pé na defesa de Catanho ou Elmano de Freitas, se não a manutenção de seu projeto pessoal? Alegam os defensores de Luizianne que os dois preferidos pela prefeita e presidente estadual da legenda, seriam próximos a ela e, portanto, estariam mais preparados para conduzir o projeto petista na Capital. Esquecem esses correligionários, todavia, que além dos dois serem apostas de risco, por não terem densidade eleitoral, nomes como Camilo Santana e Artur Bruno, bem mais expressivos em termos eleitorais dentro do PT, foram praticamente queimados pela direção estadual antes mesmo da disputa começar.

Ora, sabe-se hoje, que Camilo seria um dos possíveis nomes a garantir a permanência de Cid Gomes na aliança com os petistas, o que facilitaria as coisas em termos montagem do palanque de aliados. O atual secretário de Cidades, todavia, é ligado a José Guimarães, e, portanto, carta fora do baralho do jogo sucessório para Luizianne Lins. Já o deputado federal Artur Bruno, maior votação em Fortaleza para a Câmara Federal em 2010, também não é visto com bons olhos, e nem mesmo teria votos na direção do PT para tentar ir, pelo menos, às prévias partidárias.

Um aspecto importante nesse processo, é que o PT mantém o discurso de manutenção da base aliada formada com a participação do PSB, PMDB e PCdoB, mas não deixa margem de manobra para negociação. Como explicar, por exemplo, que Catanho e Elmano venham a ser candidatos por serem próximos à gestão da prefeita, se esses partidos têm feito sérias críticas à condução do executivo municipal? Por outro lado, se forem Camilo ou Bruno os sugeridos pelo partido, qual será o argumento para convencer os aliados, se durante a condução das discussões a prefeita os rejeitou abertamente?

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