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Hemoce inicia hoje a Semana do Doador de Sangue

O Hemoce inicia nesta segunda-feira (19), a partir das 9 horas, a programação comemorativa à Semana do Doador de Sangue. O órgão vai atender o público até dia 25 com serviços de saúde, beleza e bem-estar e shows de músicas e humor. A programação também acontecerá nos hemocentros do interior do Estado, informa a assessoria de imprensa desse centro de hemoterapia.

A Semana do Doador de Sangue tem como objetivo homenagear os doadores e parceiros, voluntários na mobilização de incentivo e captação de doadores, e também sensibilizar a população para a doação de sangue como uma prática regular.

“Esse é um momento para agradecer, comemorar e reconhecer a importância dos nossos doadores, porque o serviço do Hemoce em fornecer sangue e hemoderivados aos pacientes só é possível com a ajuda do doador de sangue”, ressalta Nágela Lima, coordenadora da captação de doadores do Hemoce.

O tema da campanha deste ano é “Multiplique, Doe Sangue”. Lançada no início do mês, a campanha traz o conceito de despertar para as inúmeras maneiras de ajudar na doação de sangue, seja como um doador, um multiplicador de informações, histórias de incentivo ou um captador voluntário de doadores.

A Semana do Doador também marca ainda o aniversário de 35 anos do Hemoce, 23 de novembro. O Hemoce é uma unidade da rede pública de saúde do Estado do Ceará, reconhecida pela qualidade dos seus serviços.

Programação

Durantes os sete dias, haverá ações como serviços de saúde, beleza e bem-estar. Em Fortaleza, além de show de humor e música ao vivo, quem passar pelo Hemoce terão acesso ao atendimento de nutricionista e educadores físicos. “A gente convida a todos para participarem dessa festa da solidariedade. A Semana do Doador é uma época que a gente já começa a preparar os estoques de sangue para a demanda do final do ano que pode aumentar”, reforça Nágela Lima.

O sangue depois de doado passa por análises clínicas e cerca de 48 horas depois é distribuído para as unidades de saúde. Cada bolsa de sangue pode durar até 42 dias. Nos hemocentros regionais nas cidades de Iguatu, Sobral, Crato, Juazeiro do Norte e Quixadá, a Semana do Doador de Sangue será entre os dias 19 e 23 de novembro e terá também atrações e serviços para os doadores. Confira em anexo a programação das unidades desta segunda-feira (19).

Para doar

Para ser um doador de sangue é preciso: estar saudável, bem alimentado, ter mais de 50kg, idade entre 16 e 69 anos e apresentar um documento oficial e original com foto. Atenção: os menores de 18 anos precisam apresentar o termo de consentimento para menores de 18 anos, disponível para download no site do Hemoce (www.hemoce.ce.gov.br).

SERVIÇO

*Hemoce – Av. José Bastos, 3390, Rodolfo Teófilo, Fortaleza.

Eleições na OAB/CE- Roberta Vasques e Edson Santana fecham acordo e formam uma só chapa

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Edson Santana desistiu da disputa pela presidência da OAB do Ceará. Fez acordo e apoiará a candidatura de Roberta Vasques, promovendo o que diz ser “uma fusão de chapas”. Pelo acordo, Edson Santana tentará agora ser o novo presidente da Caixa de Assistência dos Advogados (Caace).

Ele também terá o direito de indicar o titular da Escola de Superior d Advogacia (ESA).

Confira vídeo, onde ele explica os porquês da desistência:

Já a candidata a presidente da OAB do Ceará, Roberta Vasques, comemorou com a militância o acordo fechado com Edson Santana. A fusão dos dois, segundo seus apoiadores, lhe garantirá condições de derrotar, principalmente, o nome da situação, no caso Erinaldo Dantas, atual presidente da Caixa de Assistência dos Advogados (Caace).

A chapa, agora com a adesão de Edson Santana, vai manter o nome “Reage OAB”, de Roberta Vasques.

A eleição para a nova diretoria da OAB cearense está marcada para o próximo dia 28, no Centro de Eventos.

Rogério Ceni: “O Fortaleza continuará grande. Com minha presença ou não!”

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No dia 15 de novembro de 2018, quando todos os tricolores presentes no gramado Castelão comemoravam efusivamente a goleada por 4 a 1 sobre o Juventude e o título da Série B do Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni, sozinho, contemplava o show da torcida nas arquibancadas. Naquele momento, a Copa do Mundo vencida com a seleção brasileira, em 2002, e os títulos quando goleiro do São Paulo – tricampeonato Brasileiro, duas Libertadores e o Mundial Interclubes – ficaram em segundo plano. Na cabeça do paranaense de Pato Branco, pulsava mais alto a emoção de fazer história com um grande clube do Nordeste e de conquistar seu primeiro título nacional como treinador logo no segundo ano de carreira.

Conquista emblemática, que fez Rogério, aos 45 anos, marcar pra sempre seu nome no Fortaleza Esporte Clube, que obteve seu título mais importante justamente no ano do Centenário.

No dia seguinte, ainda no clima de celebração, Rogério Mücke Ceni recebeu, com exclusividade, O POVO no Pici, e em entrevista de 1h20min fez uma avaliação sobre a temporada, seu papel no Fortaleza, os planos futuros e o prazo para responder se permanecerá ou não no clube para 2019. Certo é que, independente de ficar ou sair, Ceni garante: “levarei o Fortaleza pra sempre no meu coração”.

O POVO – Ao fim do jogo contra o Juventude, você comemorou, mas depois ficou mais isolado, contemplando a torcida…

ROGÉRIO CENI – Eu também estava comemorando muito, muito feliz, mas é uma coisa diferente quando você joga e quando treina um time. Primeiro pela postura que tem que ter. Segundo que foi uma festa fantástica. Cinquenta e sete mil pessoas, estádio cheio. Mosaico, que é uma coisa muito particular daqui, em São Paulo você não vê isso. E o torcedor fez uma festa incrível, foi uma das coisas mais bacanas que eu vivi no futebol.

OP – Você já havia vencido a Flórida Cup como treinador, mas não era um torneio oficial. Considera esse título nacional pelo Fortaleza como primeiro da carreira?

RC – Conquistar um título é uma coisa tão difícil… Em um campeonato de 38 rodadas, mais difícil ainda. (A Florida Cup) Foi o primeiro torneio que disputei, onde Corinthians e River Plate estavam, então tem uma importância grande. Mas logicamente que o Campeonato Brasileiro tem outra conotação.

OP- Você está apenas no segundo ano como treinador e já conquistou um título brasileiro. Imaginava que viria tão cedo? Acha que com isso você já alcança outro patamar como técnico de futebol?

RC – Um título nacional, dentro do contexto que foi aqui, do que foi montado, do elenco, das condições financeiras, tendo equipes com orçamentos bem superiores ao nosso, tem um valor bastante grande. Eu estou pronto para trabalhar onde as pessoas quiserem que eu trabalhe. Acho que você tem que estar feliz. O meu grande dilema é que nós acabamos de ser campeões, o maior título da história do Fortaleza. E ano que vem a disputa passa a ser um pouco mais desleal, porque não vamos ter dois times com orçamento muito maior, vamos ter dezoito ou dezenove times com orçamento maior. O que vai satisfazer o torcedor do Fortaleza em 2019? O que seria sucesso? Essa é a grande pergunta. Manutenção na Série A é sucesso? Vaga para a Copa Sul-Americana é sucesso? Tem que entender o que o clube deseja para ver se tem condições de entregar isso. Se não, é melhor seguir uma nova oportunidade, porque dificilmente traremos a mesma alegria que trouxemos esse ano ao torcedor do Fortaleza.

OP- Você disse em entrevista recente que veio com o objetivo de ser campeão cearense. Não estava nos planos brigar pelo título da Série B?

RC – Quando cheguei, montamos um time para o Estadual, onde você parte do princípio que pode chegar numa final. Mesmo com seu rival mais estruturado, com elenco que tinha jogado a Série B no ano anterior e subido para a Série A, ele está mais preparado que você para ganhar o título. Mas quando você chega numa final, sempre tem a chance de ser campeão, e nós tivemos. No segundo jogo perdemos o pênalti com o Bruno Melo, e se tivesse empatado ali, psicologicamente poderia ter mudado. Mas nós sabíamos da condição de inferioridade. Entre ser campeão cearense e campeão brasileiro, era mais fácil ganhar o Cearense. Para o Brasileiro, reforçamos o time. Se for analisar friamente, difícil acreditar que batemos 71 pontos, não pelos jogadores, que são ótimos profissionais, mas houve muita mexida. A gente conseguiu se reconstruir dentro do campeonato.

OP – O que Marcelo Paz te propôs quando te convidou para vir?

RC – Eu perguntei pra ele “o que é sucesso para você?”. Ele disse que sucesso era ter o calendário de 2019 cheio, chegar a final do Campeonato Cearense e permanecendo na primeira página do Campeonato Brasileiro. Então acho que fechamos com sucesso, e isso é sinônimo de um trabalho bem feito.

OP – No São Paulo, você perdeu peças importantes e o time caiu de rendimento. Em determinado momento, viveu algo semelhante no Fortaleza. Temeu que acontecesse o mesmo?

RC – Com certeza. Fomos jogar contra a Ponte Preta e eles fizeram 2 a 0 no primeiro tempo. Naquele dia eu tinha Jean Patrick no banco, voltando de lesão, e guardei porque pensei que não tinha condições de reverter o resultado. Inclusive colocamos meninos da base para fechar e perder de 2 a 0, porque perder por 3 a 0 é mais impactante (o resultado foi 2 a 0). Nas saídas de Edinho, Osvaldo, lesão de Gustavo e Marcinho, eu fiquei um pouco perdido, com bastante dúvida se conseguiríamos nos manter na zona de classificação.

OP – Dos dois momentos em que o time ficou quatro jogos sem vencer (da 13ª a 16ª rodada e da 24ª a 27ª rodada), qual te preocupou mais?

RC – O primeiro. Porque no segundo eu tinha os jogadores, foi uma oscilação. Teve lesões também, mas eu não tive perda de jogadores em definitivo, como foi na primeira. No primeiro ainda tinha muito campeonato para jogar e eu perdi dois jogadores que eram fundamentais para o meu estilo de jogo.

OP – Quando você sentiu que o Fortaleza ia forte brigar pelo acesso e pelo título?

RC – Eu falo que os dois jogos contra o Guarani são divisores de água, até pela forma como aconteceu. Foram marcantes para mim, no sentido de retomada ou de ambição, de chegada. O 2 a 1 e o 3 a 2. O primeiro vindo de uma perda de Campeonato Cearense, que aqui tem um impacto muito grande, então aquele gol aos 49 minutos do segundo tempo (no primeiro jogo contra o Guarani) mudou a concepção do torcedor. E a virada no segundo jogo, porque eles iam ficar a três pontos de nós, mas ficamos com sete de vantagem.

OP – Na Série B, o Fortaleza é o time com maior média de posse de bola, maior número de passes certos e o melhor ataque. Você tem um estilo de jogo dominante e efetivo. E no Brasil é muito forte a cultura do resultado, mas às vezes há dificuldade de conciliar um bom futebol com resultado?

RC – Nós tivemos a felicidade de não ter três derrotas consecutivas nenhuma vez. A terceira derrota consecutiva gera grande desconforto em qualquer time brasileiro. E eu não mudo meu estilo de jogo. Eu tenho sempre uma coisa na minha cabeça: se me sinto melhor ou igual ao adversário, vou agredir. Se me sinto inferior, vou preparar uma estratégia para ter o contra-ataque como referência. Mas uso normalmente as peças que tenho com mais qualidade. Se tenho três ótimos zagueiros, vou usar três zagueiros; se tenho três ótimos atacantes, vou usar três atacantes. Mas tivemos a felicidade de propor o estilo de jogo que eu gostaria aliado ao bom resultado. Acho que a ideia de jogo do Fortaleza foi bacana. Se ano que vem o Fortaleza jogar assim, pode ser que não tenha os mesmos resultados. Aliás, dificilmente os terá na Série A. Dificilmente vamos bater 21 vitórias em 37 jogos. Mas onde eu estiver, vou propor sempre jogar em função do gol sem parar.

OP – Em algum momento você pensou que não conseguiria completar um ano de trabalho no Fortaleza?

RC – Com certeza. Acho que aquele gol do Gustavo contra o Guarani na estreia da Série B tem muito a ver com essa pergunta. Infelizmente é assim, a gente não pode fazer de conta, é a realidade do futebol. Acho que aquele gol mudou a história do centenário do Fortaleza e a minha também.

OP – Sobre sua permanência no Fortaleza, dá para depreender das suas declarações que a principal condição para você ficar é ter um time competitivo para a Série A (Ceni balança a cabeça positivamente). A diretoria terá um orçamento de R$ 56,7 milhões para 2019, com R$ 32 milhões de investimento no futebol, que poder dar ao Fortaleza uma folha mensal de R$ 2,6 milhões. Dá pra fazer um time competitivo?

RC – Primeiro tem que descobrir algumas peças mais baratas. Mas o problema não está em fazer o pagamento para o atleta, está em adquirir o atleta. Muitos têm vínculo com outros times. São poucos os jogadores que o Fortaleza tem hoje e tem que analisar se eles se encaixam no perfil para jogar Série A no modo que o time pensa. Hoje os salários de jogadores da Série A são altos. É difícil. Acho que a folha de pagamento do Fortaleza hoje gira em torno de R$ 1,1 milhão mensais, então nós teremos um pouco mais que o dobro. Mas uma coisa é ter jogador e pagá-los com esse dinheiro, outra coisa é montar um time com esse dinheiro. Eu não sei se é possível.

OP – O que o Fortaleza precisa melhorar para a Série A?

RC – Investir no Centro de Treinamento, na formação, em melhores alojamentos, alimentação melhor, melhores campos, aparelhagem de fisioterapia portáteis, que precisa para levar na viagem para tratar jogador e acelerar recuperação. Profissionais também que se dediquem exclusivamente ao clube em determinadas áreas, como nutrição e fisiologia. Eu falo para eles terem uma boa estrutura de trabalho. Acho que é nisso que o clube precisa pensar e eu não sei se diante das expectativas criadas é possível entregar o que o torcedor sonha. Eu não quero frustrar o torcedor porque nós deixamos uma página super bacana escrita no ano do Centenário.

OP – O que vai te mover a escolher seu projeto para 2019?

RC – Ter chance de vencer. Eu gostaria de ter chance de ser campeão. Estou muito grato ao que aconteceu esse ano aqui. Eu sei da importância que foi estar aqui para o time, também a importância da cidade, estádio cheio, jogar para 50 mil pessoas é diferente de jogar para 5 mil pessoas, como a maioria dos times, e mais de uma vez. O que eu gostaria era de enfrentar com possibilidade de vencer.

OP – Você já conversou com o presidente Marcelo Paz sobre prazo para resposta?

RC – Nós devemos ter uma reunião lá em Curitiba (na sexta-feira, após a partida contra o Coritiba, pela última rodada da Série B). Nós conversaremos ao final do campeonato para fazer uma análise geral.

OP – Teme que mudando de clube pode não ter o mesmo respaldo que no Fortaleza?

RC – Em todo time de massa, e o Fortaleza é um time de massa, torcedor é impulsivo e apaixonado. Ele vai ao estádio pra não ser racional. Pra gritar, extravasar, chamar você de burro. Aquilo é intrínseco, futebol é muita emoção. Então no Fortaleza nós ganhamos, foi bacana, mas ano que vem… Sabe o que é o ruim de ganhar um campeonato? É que ano que vem começa tudo de novo. No ano seguinte vamos ter que construir tudo do zero, seja aqui no Fortaleza, seja em outro lugar.

OP – No Fortaleza você foi mais que um treinador, se engajou em várias áreas. Você sentiu que havia necessidade ou foi opção sua?

RC – Eu senti que aqui era necessário. Isso no São Paulo eu fiz também, mas lá eu não precisava olhar refeitório, comida, alojamento, se estava limpo, se não estava, lá tá tudo pronto. Nos grandes clubes isso está tudo pronto. O treinador pode usar o poder de convencimento para trazer um atleta, porém mais que isso não precisa fazer. E digo para vocês, é chato, primeiro porque te tira do principal, que é se concentrar no jogo, mas aqui, naquele momento, quando cheguei, era necessário. Eu vi que pra ter a vitória no final era aquilo que eu precisava fazer.

OP – O que você acha do perfil do presidente Marcelo Paz?

RC – O Marcelo é jovem, tem 35 anos, mas é um cara que tem vontade de vencer, tá sempre lá no vestiário. E tem a vantagem de conhecer jogadores, saber características…quando a gente vai fazer as escolhas, ele conhece. Isso ajuda bastante. É aberto ao diálogo, calmo, tranquilo, raramente se exalta. Ele é um cara que aceita opiniões. Aqui não tem essa de “o Rogério mandou”. Eu não mando em nada. Eu emito uma opinião sobre o que eu acho que ficaria melhor.

OP – Como foi seu relacionamento com os jogadores?

RC – Por ter acabado de sair do futebol, somente três anos, eu tento ser o treinador que eu gostaria de ter quando eu fui jogador. O que ganha o respeito do jogador é ele notar que você domina o que tá fazendo. Uma postura bacana, amizade. Converso todos os dias com eles, cumprimento cada um. Durante o trabalho, eu grito, cobro, faço tudo que precisa fazer. Uma coisa que eu digo do futebol: nada é pessoal. Tudo é profissional.

OP – Teve problemas com algum jogador? Alan Mineiro e Germán Pacheco saíram do clube chateados.

RC – Não. Alan Mineiro, camisa 10 nato, tanto que tem feito sucesso no Vila Nova, jogador que tem uma visão de jogo fantástica. Muito bom tecnicamente, mas no meu entendimento ele estava um pouco abaixo. Não é que eu quis que ele fosse embora, não. Ele vinha entrando em vários jogos, mas precisava melhorar o condicionamento físico. Ele que sentiu que tinha que jogar em outro lugar. É digno de um atleta não se acomodar. O Gérman, ótimo jogador tecnicamente, tranquilo, mas queria mais minutos e eu não tinha condições de dar. Mas não tive problema com nenhum dos dois. Não tive nenhum problema de relacionamento durante esse período. O grupo que trabalhei só tenho elogios a fazer. Os caras foram fantásticos.

OP – Em que você acha que os treinadores brasileiros precisam evoluir para alcançar a Europa?

RC – Eu acho que nós aqui nunca vamos jogar igual à Europa. Na América do Sul não tem um poder aquisitivo que possa segurar um jogador muito tempo. Se os melhores estão lá, é óbvio que lá vai ser um futebol melhor. Se nós não temos a mesma qualidade de gramado, é óbvio que lá vai ser praticado um futebol melhor. Nós nunca chegaremos ao nível de jogo deles. Sobre os treinadores, não dá pra generalizar. Cada um tem um perfil, mas acho que gerir grupo passa a ser o essencial. E depois é tentar sempre se atualizar, desenvolver novos treinamentos e o mais importante: entender pra que o treino serve.

OP – Na imprensa nacional havia o tratamento do “Fortaleza de Ceni”. Isso te incomodava?

RC – Acho que é natural. É o centro onde eu joguei toda minha carreira e num clube só, então é muito marcante, cria uma identificação. Teu nome, os títulos, as vitórias. Então o Fortaleza, estando numa Série B, com alguém que esteve a vida toda na Série A, jogando Libertadores, então é normal que eles tratem assim. Não vejo como uma diminuição.

OP – Se imagina treinando a Seleção Brasileira no futuro?

RC – Eu gosto muito de trabalhar o dia a dia do clube. Quando eu jogava, gostava mais de trabalhar no clube que esporadicamente na seleção. Acho que a seleção brasileira é o ponto máximo que um atleta pode chegar, um treinador e dirigente também. É precioso o reconhecimento não só dos seus torcedores, mas de um país inteiro, só que não tenho como objetivo principal.

OP – Como é a sua relação com a cidade de Fortaleza e o povo cearense?

RC – Muito boa! Vou ser sincero, saio pouquíssimo aqui. Não conheço quase nada, nem as praias que são famosas. Acho que eu fui meia dúzia de vezes na praia em um ano. Mas gosto muito de ver o mar. Isso dá uma paz de espírito. E eu acho o povo muito alegre, receptivo, a cidade foi muito bacana comigo. Eu não conhecia muito do Nordeste, a não ser viagens pra jogar, e posso dizer que fiquei encantado com tudo. O clima é muito bom. É quente? É quente! Mas eu prefiro o calor que o frio. Sou muito grato à cidade, a maneira como me recebeu, que me trata todos os dias. Estando aqui ou não, vou levar pra sempre esse ano que vivi em Fortaleza.

OP – Qual sua análise do futebol cearense? O que é preciso evoluir?

RC – É preciso ter decisões tomadas mais cedo. Pretendo não ofender pessoas, mas quando se cobra uma melhoria no gramado é porque se quer ter um bom futebol. No interior a gente vê que precisa de melhorias, acho que isso é o principal. Pra se ter um bom campeonato tem que oferecer melhores condições.

OP – O que representa o Fortaleza Esporte Clube pra você hoje?

RC – Hoje é uma grande história de sucesso, um dos anos mais marcantes na minha vida. Ficará pra sempre na minha memória tudo que aconteceu aqui. Por se tratar do ano do Centenário, pelo título conquistado, pela forma como fui recebido. Pra mim, levarei o Fortaleza pra sempre no meu coração. Como diz a música, “pra sempre te amarei”, e eu com certeza vou levar esses cantos da torcida. Vou levar pra sempre como uma recordação muito bacana e um dos anos mais especiais da minha vida.

OP – Se o São Paulo é sua casa, o Fortaleza passará a ser a segunda?

RC – Com certeza! Hoje é a primeira (risos). Essa história vai estar sempre aqui. Eu falo pros jogadores que a melhor maneira de entrar pra história é conquistar títulos e eles conseguiram.

OP – Independente de ficar ou não, você deixa um legado no Fortaleza?

RC – Eu espero ter colaborado com alguma coisa. Não somente na parte técnica, mas principalmente com ideias futuras. Independente de estar aqui ou não, que eles possam dar sequência. Uma coisa eu te garanto: o Fortaleza continuará grande, com a minha presença ou não, fazendo as mesmas festas, os mesmos mosaicos no Castelão. O Fortaleza é o eterno amor daqueles que vão ao estádio todos os dias. Outros treinadores têm capacidade de vir e desenvolver o mesmo trabalho que eu desenvolvi. Nós somos uma peça e que tem que aproveitar o que a gente viveu aqui. Eu espero que daqui pra frente caminhe e permaneça o máximo de tempo possível na Série A.

Bastidores

A entrevista foi realizada na sala de imprensa do Fortaleza, no Pici, logo após a foto oficial pelo título de campeão da Série B. Assim que chegou, Ceni tirou as chuteiras e ficou à vontade. Garantiu que “responderia todas as perguntas” e o fez.

Na Prancheta

Antes e depois da entrevista, Rogério Ceni elogiou o programa “Na Prancheta”, do O POVO. “Você que faz o Na Prancheta? Eu vejo você. Assisti vários, quase todos eu vejo. Parabéns pelo seu programa, é bem bacana, tem análises boas. Eu observo todo comentário quando é baseado dentro das quatro linhas, de observação de jogo, e eu assisto sempre”, disse Ceni ao jornalista André Almeida, responsável pelo programa exibido no YouTube.

Presente

Ao fim da entrevista, Ceni recebeu do repórter Brenno Rebouças charge do cartunista Clayton, do O POVO, em homenagem ao título da Série B. “Ah, que legal! Muito obrigado. Vou guardar com certeza”, agradeceu.

(O POVO – Repórteres André Almeida e Brenno Rebouças Foto -Fábio Lima)

Em rodada quase perfeita, Ceará pode se afastar do Z4 nesta segunda-feira

Em uma rodada em que quatro das cinco equipes que disputam com o Ceará a permanência na Série do A do Campeonato Brasileiro perderam seus jogos nesse fim de semana, o Vozão poderá se afastar da zona de rebaixamento, na noite desta segunda-feira (19), diante do Fluminense, no Maracanã.

Com 38 pontos, mas com uma partida a ser cumprida hoje, a partir das 20 horas (horário de Brasília), o Ceará é a primeira equipe na boca do Z4, composta por América Mineiro (37 pontos), Chapecoense (37 pontos), Vitória da Bahia (36 pontos) e Paraná Clube (22 pontos), esse último já rebaixado para a Série B do próximo ano.

Em caso de vitória contra o Fluminense, o Vozão passará o Sport (38 pontos) e o Vasco (39 pontos) e ainda chegará à penúltima rodada da competição fora do Z4, independente do resultado em casa diante do Paraná, na noite do próximo domingo (24), pela 36ª rodada.

Se empatar, o Ceará mesmo assim passará o Sport e o Vasco, mas poderá entrar em campo contra o Paraná com o peso de estar no Z4, diante das partidas já realizadas de Vitória (enfrenta o Cruzeiro em Belo Horizonte), América Mineiro (pega o Palmeiras fora de casa) e Vasco (recebe o São Paulo). Chapecoense e Sport se enfrentam no mesmo horário da partida do Vozão.

Se perder para o Fluminense, o único beneficiado na rodada será o América Mineiro, que venceu o Santos, por 2 a 1. Todos os demais na luta contra o rebaixamento perderam suas partidas: Vitória 1×2 Atlético Paranaense; Corinthians 1×0 Vasco; Sport 0x1 Flamengo e Grêmio 2×0 Chapecoense.

(Foto – Arquivo)

Rampas de lixo continuam “decorando” pontos de Fortaleza

Coisa feia. É muito lixo em vários pontos do canteiro central da Avenida Domingos Olímpio, uma das principais de Fortaleza. A Prefeitura manda recolher, com caminhões em regime de prontidão, mas a população não colabora.

Fala-se sempre em investir em educação, mas esse tipo de cenário reina à vontade. E em todos os pontos da Capital.

Lamentável.

(Foto – Paulo MOska)

Interpol alerta: crime está mais “internacional e complexo do que nunca”

A organização internacional de Polícia Criminal Interpol adverte que o crime ficou “mais internacional e mais complexo do que nunca”, pediu uma maior colaboração de seus membros e destacou que a comunicação também é agora mais efetiva do que antes.

“O crime chegou a um ponto em que é mais internacional e mais complexo do que nunca; há uma nova dimensão que permite um grupo terrorista organizar algo usando só a internet”, declarou à imprensa o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock.

Em um encontro com jornalistas que antecede o início da 87ª Assembleia Geral da organização em Dubai, nesse domingo (18), Stock afirmou que há “uma situação no plano do terrorismo que chega a quase todo o planeta”.

“Vemos grupos criminosos que não são só um problema nacional, mas estão conectados com outros grupos no plano internacional”, garantiu.

Stock destacou, no entanto, que o número de alertas vermelhos ativos no mundo neste momento é de 57.299, isso porque o “sistema com que contamos é muito efetivo”, disse.

O dirigente da Interpol afirmou que “o sistema de avisos não conta só com alertas vermelhos, mas existem outros”, e que todas eles fazem parte de uma “ferramenta crucial para conseguir que o crime não se esconda em nenhum lugar do mundo”.

Stock afirmou que com este sistema são realizadas “detenções quase diárias no mundo todo de assassinos, estupradores, gente que explora crianças, traficantes e outros membros do crime organizado”.

Um ponto destacado na Assembleia Geral da Interpol, que engloba 192 países, é a decisão sobre se o Kosovo irá se tornar membro de pleno direito, o que abriria as portas a apresentar alertas vermelhos para os funcionários sérvios que o país dos Balcãs considera criminosos de guerra.

A Assembleia Geral da Interpol reúne em Dubai mais de mil delegados oficiais de 171 países, incluídos cerca de 40 ministros e 85 chefes de polícia de todo o mundo, que discutem as complexas ameaças do terrorismo e o crime, assim como os desafios para o futuro.

(Agência Brasil)

Órgãos federais descumprem portaria da CGU contra corrupção

Faltando menos de duas semanas para o fim do prazo que o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) concedeu para 197 órgãos e entidades federais estruturarem seus programas de integridade a fim de “prevenirem, detectarem, remediarem e punirem fraudes e atos de corrupção”, 79 ministérios, autarquias e fundações ainda não indicaram à CGU sequer o nome dos responsáveis por coordenar e monitorar as futuras ações de controle interno.

Segundo a Portaria 1.089/2018, que regulamenta a política de governança da administração pública federal, cada órgão deveria ter constituído sua própria unidade de gestão de integridade até 11 de maio deste ano, informando à CGU os dados de ao menos um servidor destacado para atuar permanentemente na unidade, com acesso a todos os outros setores, inclusive aos mais altos escalões do órgão ou entidade. A portaria também estabelece 30 de novembro como data limite para que os programas de integridade sejam apresentados e aprovados a fim de serem postos em prática.

A lista dos 197 órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional obrigados a constituir suas unidades de gestão de integridade está disponível no site da CGU.

Governança

Entre os 79 entes federais que ainda não indicaram ter criado a unidade gestora estão a Presidência e a Vice-Presidência da República, além de ministérios como o das Relações Exteriores, Segurança Pública, Trabalho e dos Direitos Humanos, e as agências Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), de Mineração (ANM), do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Cinema (Ancine), entre outros órgãos federais.

Os 118 órgãos federais que informaram ter criado instâncias para estruturar, executar e monitorar seus programas internos de integridade e boa governança representam quase 60% dos 197 obrigados a constituir suas unidades de gestão.

Outras oito entidades federais que não constavam da relação inicial da CGU decidiram indicar suas próprias unidades gestoras, aderindo voluntariamente ao programa de integridade. São elas a Escola Superior de Guerra (ESG), Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD), Hospital das Forças Armadas (HFA), Hospital Federal de Ipanema (HFI) e o Instituto Nacional de Cardiologia.

Unidades gestoras

A obrigação de indicar a criação da unidade gestora era uma das exigências que os 197 órgãos federais deveriam ter cumprindo dentro da primeira fase de estruturação de seus programas de integridade, encerrada 15 dias após a publicação da Portaria 1.089, ou seja, em 11 de maio. A segunda fase do programa termina no próximo dia 30.

Pela portaria ministerial, até lá, os órgãos e entidades listados pela CGU deverão aprovar seus planos, que deverão conter os objetivos, as ações de estabelecimento das unidades gestoras e a forma como estas atuarão, além da indicação dos principais riscos para a integridade institucional e as medidas para saná-los. A portaria também estabelece que o plano de cada órgão deverá ser revisado periodicamente.

Durante a terceira e última fase de estruturação do programa, os órgãos e entidades federais deverão executar as medidas previstas no plano de ação aprovado, monitorando seu cumprimento. Também deverão procurar expandir o alcance de seus programas de integridade para as políticas públicas que implementarem, bem como para seus fornecedores e outras organizações públicas ou privadas com as quais mantenham relação.

Presidência

Questionado a respeito do fato de 40% dos órgãos e entidades ainda não terem indicado a unidade de gestão de integridade, a CGU informou que “trabalha para que o maior número possível deles” não apenas indiquem a criação da unidade gestora, mas aprovem seus planos de trabalho até o próximo dia 30.

O ministério acrescentou que eventuais descumprimentos da portaria ministerial serão tratados no âmbito de futuras auditorias, lembrando que não lhe compete atuar junto à Presidência da República e aos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores e órgãos a eles vinculados.

Consultada na sexta-feira (16), a Presidência não tinha se manifestado até o momento da publicação da matéria.

(Agência Brasil)

Tasso reúne PSDB para discutir sobre tese de Doria pró-apoio a Bolsonaro

Doria na primeira visita que fez ao Cerá, sendo recebido por Tasso.

Nesta segunda-feira (19), no fim da tarde, o PSDB do Ceará faz reunião, sob comando do senador Tasso Jereissati. Na pauta a reunião, marcada para o escritório político do tucano-mor local, fechar posição a ser levada ao encontro da executiva nacional do partido, convocada pelo governador eleito João Doria e que ocorrerá em São Paulo, na próxima quinta-feira.

Os tucanos apregoam reestruturação já nos Estados e na cúpula nacional, mas Doria quer mais: levar a tucanada para a base de apoio do futuro governo de Jair Bolsonaro. Em meio a esse debate, há um outro ingrediente político: nesta semana, FHC foi procurado pelo senador Randolfe Rodrigue (Rede/AP) que quer Tasso como candidato do bloco PSB/PPS-Rede disputando a presidência do Senado.

Por enquanto, Tasso, acerca desse mote, fecha seu bico tucano. Nada de tratar publicamente do assunto que, no entanto, deixa uma certeza: o PSDB terá mesmo que repensar seu futuro. Do contrário, acabará perdendo mais espaços do que já perdeu na última peleja eleitoral.

(Foto – Divulgação)

América Mineiro vence o Santos e volta a incomodar o Vozão

O América Mineiro derrotou o Santos, na tarde deste domingo (18), no estádio Independência, por 2 a 1, e voltou a pressionar o Ceará na luta contra o rebaixamento. Com o resultado, o time mineiro encostou no Vozão, que fecha a 35ª rodada do Brasileirão nesta segunda-feira (19), no Maracanã, diante do Fluminense.

O América chegou aos 37 pontos, um a menos que o Ceará, a primeira equipe fora da zona do rebaixamento. O Sport, que possui os mesmos 38 pontos do Vozão, perdeu há pouco em casa para o Flamengo, que assumiu a vice-liderança do Brasileirão.

Neste momento, a Chapecoense enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre. Em caso de vitória, o time catarinense supera o Ceará em pontos e joga o Vozão para o Z4.

(Foto: Reprodução)

Salmito prioriza votação da LOA e vereadores dão um tempo na sucessão da Câmara

Da Coluna Gualter George, no O POVO deste domingo (18):

Clima na Câmara de Vereadores é de trégua controlada entre os candidatos à presidência da mesa diretora. Está acertado que a prioridade inicial da semana será a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e até que isso aconteça o assunto disputa interna permanecerá em banho-maria.

O pacto foi amarrado pelo atual presidente, Salmito Filho (PDT), que em 2019 troca a Câmara pela Assembleia. A necessidade de pelo menos nove nomes para compor uma chapa, entre titulares e vogais, facilita a busca de candidatura única. Mesmo que um nome de consenso verdadeiro, a essa altura, esteja praticamente descartado.

(Foto: Arquivo)

Inscrições para oficinas do Circuito UFC-Arte em Crateús se encerram neste domingo

A cidade de Crateús será a próxima parada do Circuito UFC-Arte no Interior. Na próxima terça-feira (20), o município recebe programação com apresentações artísticas, palestras e duas oficinas gratuitas e abertas ao público.

Interessados podem inscrever-se através de formulários eletrônicos, até este domingo (18), para as oficinas de práticas percussivas (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdtY59kJ0rJUWk7l2McRoCCyXniBKzKANozS3tCS
06emNrREA/viewform) ou de nanquim (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScaFZQZsf7IuCde1uEXA7-
5pPJCE1r1W_Si70PTt2hYeikTXw/viewform). São oferecidas 30 vagas para cada atividade. Podem participar pessoas a partir de 14 anos.

A oficina de práticas percussivas será ministrada pelo grupo de música percussiva Acadêmicos da Casa Caiada. Já a oficina de nanquim contará como facilitadores integrantes do Bolsa- Arte-Moda. Os trabalhos ocorrem a partir das 13h, no Campus da UFC em Crateús (BR-226, Km 4, Bairro Venâncios).

PROGRAMAÇÃO

Na terça-feira (20), a programação do Circuito UFC-Arte terá início às 8h30min, no auditório da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (CREDE – BR-226, Km 3, Bairro dos Venâncios), com apresentações dos grupos Flautário, conjunto de flautas doce do Curso de Música da UFC-Sobral, e Acadêmicos da Casa Caiada, grupo que tem por objetivo a formação humana e musical, por meio das práticas percussivas em coletivo.

Logo após, será realizada a palestra “Cabeça de empreendedor”, com o diretor de projetos da Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Tauá, Elvis Gonçalves. Em seguida, haverá a mesa-redonda “Desenvolvimento tecnológico no sertão de Crateús”.

(Secretaria de Cultura Artística da UFC)

Mesa da Câmara – Prefeito Roberto Carlos retoma articulações nesta semana

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT) informa: começará, nesta semana, uma nova rodada de conversações com os vereadores para tratar sobre futura mesa da Câmara. Coincidindo com a volta do governador Camilo Santana (PT) da Europa. A futura mesa da Assembleia entra no pacote.

O processo sobre os possíveis nomes afunila-se cada vez mas. Estão fortes para o comando da Casa os vereadores Antonio Henrique e Elpídio Nogueira, ambos pedetistas.

Falando em Roberto Cláudio, ele falará na terça-feira, às 12 horas, no auditório da Seplag, sobre “Pacto Federativo e suas Implicações na Gestão”, dentro do XIV Encontro Economia do Ceará em Debate.

A promoção é do Instituto de Planejamento e Estratégia Econômica do Ceará (Ipce).

(Fotos – CMFor)

Bolsonaro sai em defesa de Tereza Cristina: ela tem nossa confiança

O presidente eleito Jair Bolsonaro disse hoje (18) que a futura ministra da Agricultura, a atual deputada Tereza Cristina (DEM-MS), “goza de toda a confiança” de sua equipe. Confirmada há 11 dias para assumir o ministério no futuro governo, a parlamentar teve o nome citado na imprensa por suposto acordo firmado com a JBS.

“Eu também sou réu no Supremo. Tenho que renunciar? Ela já foi julgada? É apenas um processo representado, [assim] como já fui representado umas 30 vezes na Câmara e não colou nenhuma”, afirmou Bolsonaro.

Em seguida, o presidente acrescentou que: “Sou um ser humano e posso errar. Se algum ministro tiver uma acusação grave comprovada a gente toma uma providência. No momento ela goza de toda a nossa confiança.”

A deputada federal é citada por delatores da JBS em acordo firmado no ano passado sobre incentivos fiscais do governo do Mato Grosso do Sul, de acordo com reportagem publicada na imprensa.

Segundo a reportagem, os delatores entregaram à Justiça documentos com a assinatura da parlamentar no período em que ocupava o cargo de secretária estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção do Mato Grosso do Sul.

(Agência Brasil)

Decisão do STF pode dificultar processos de recuperação judicial de empresas

Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pode dificultar os processos de recuperação judicial de empresas. Ele concedeu liminar para suspender acórdão da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná que declarou inconstitucional a exigência de comprovação de regularidade fiscal para a homologação de plano de recuperação.

O ministro trouxe ao caso a jurisprudência do Supremo segundo a qual só os plenários ou órgãos de cúpula de tribunais podem declarar leis inconstitucionais. Segundo ele, a decisão do TJ-PR violou a Súmula Vinculante 10. Ela diz que “viola cláusula de reserva de Plenário (CF, artigo 97)” decisão de órgão fracionário que afasta incidência de lei.

“A jurisprudência do STF tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal”, enfatizou.

Olho no bolso

A dispensa de certidão de regularidade fiscal para homologação do plano é o que manda a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Para o tribunal, a exigência, prevista na Lei de Recuperação Judicial e Falência, contraria o princípio da recuperação judicial, que é permitir que empresas em dificuldades se reestruturem.

Mas é um entendimento que sempre foi combatido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. É dela o recurso que tramita no Supremo para discutir a constitucionalidade da jurisprudência do STJ.

Para a Fazenda Nacional, a exigência de certidão fiscal é relevante por ser uma garantia de que receberá os tributos que entende devidos. Os débitos de empresas em recuperação judicial inscritas na Dívida Ativa da União chegam a R$ 22,4 bilhões, segundo a PGFN.

No entendimento do promotor de Justiça de Falência e Recuperação judicial de São Paulo, Eronides dos Santos, analisou, sob o ponto de vista legal, a competência de uma câmara cível do TJ-PR na declaração a constitucionalidade de um dispositivo legal. “Existe todo um regramento para análise de constitucionalidade da lei. E a decisão vem neste sentido de dizer quem seria órgão competente para se manifestar a respeito da constitucionalidade de um dispositivo legal”, explicou.

Superprivilégio

Segundo o promotor, se aguarda uma decisão a respeito desse tema, que poderá colocar um fim nessa discussão. “O fato e que enquanto não houver uma decisão definitiva a respeito da constitucionalidade deste dispositivo legal, cabe aos juízos de primeira instancias e aos tribunais dizer se esta exigência está de acordo ou não com o objetivo da lei de recuperação judicial.”

Para o promotor, a grande discussão que se instala sobre esse tema diz respeito ao superprivilégio concedido às Fazendas Públicas nos processos de recuperação e insolvência.

“Na medida em que a Fazenda Pública não se submete às regras da recuperação judicial, ela pode, por conta própria, promover os autos de execução penal que estão previstos em lei. Isto gera uma dupla exigência do devedor e como se sabe, e um princípio de processo civil em que a exigência de debitou de um devedor deve ser feita de forma menos gravosa para o devedor”, explicou.

(Foto – STF)

Futura ministra de Bolsonaro tinha parceria com grupo JBS

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Tereza Cristina, a futura ministra da Agricultura ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro (PSL), concedeu
incentivos fiscais ao grupo JBS numa mesma época em que manteve uma “parceria pecuária” com a empresa. A informação é do jornal Folha de S.Paulo deste domingo.

A deputada arrendava uma propriedade em Terenos (MS) aos irmãos Joesley e Wesley Batista para a criação de bois e, ao mesmo tempo, ocupava o cargo de secretária estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção de Mato
Grosso do Sul.

Os documentos assinados por Tereza foram entregues pelos delatores da JBS em agosto de 2017 como complemento ao acordo de delação premiada.

De acordo com as investigações, Wesley e Joesley atribuíram ao então diretor tributário do grupo JBS, Valdir Aparecido Boni, a tarefa de negociar a propina ao longo dos anos com três governadores: Puccinelli, Zeca do PT e

Em um período de 13 anos, até 2016, teriam sido pagos R$ 150 milhões em propina. É Boni quem firma, pela JBS, os documentos que tiveram a assinatura de Tereza e foi ele quem entregou as cópias dos papéis no seu acordo de
delação.

(Foto – Agência Brasil)