Blog do Eliomar

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Dilma: INSS abrirá mais de 100 agências neste ano

“Até o fim do ano, 182 agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão abertas em todo o país. A meta do governo é evitar que o segurado tenha de percorrer longas distâncias para tratar de serviços da Previdência.

“No Pará, às vezes, uma pessoa tinha que se deslocar até 600 quilômetros para ir a um posto da Previdência, que era o mais próximo”, disse a presidenta Dilma Rousseff em seu programa semanal Café com a Presidenta. Ela acrescentou que o estado deverá receber mais 14 agências. “Faremos também, em todos os lugares em que for necessário, concurso público para contratar servidores onde há carência de funcionários”, destacou.

Dilma lembrou que a Previdência criou um sistema computadorizado que acompanha todas as etapas do atendimento a quem procura uma agência do INSS. “Se temos as informações, conseguimos não só acompanhar a solução dos problemas como também organizar o funcionamento de cada uma das agências”, disse. “É possível saber, por exemplo, quantas pessoas estão sendo atendidas por cada um dos funcionários ou se alguém está esperando mais tempo do que o devido”.

A presidenta lembrou ainda que, atualmente, os atendimentos são feitos com dia e hora marcados, o que agiliza o serviço. O contribuinte que tiver toda a sua documentação cadastrada poderá se aposentar em até 30 minutos. E não há mais a necessidade de esperar em filas na porta das agências. “Agora, o segurado recebe, em casa, uma carta do INSS quando completa a idade mínima para se aposentar, informando que ele pode já pleitear o seu benefício. Isso é bom para o governo, que consegue controlar melhor a arrecadação e os pagamentos, e é excelente para o contribuinte, que tem mais facilidade de acesso aos seus benefícios”, comentou Dilma.”

(Agência Brasil)

Servidores do IJF paralisam atividades por três horas

“Servidores do Instituto José Frota (IJF) paralisaram as atividades por três horas na manhã desta segunda-feira, 30. Segundo a presidente da Associação dos Servidores do IJF (ASSIJF), Ana Miranda, a paralisação atinge o atendimeto eletivo.

A parada deve durar até 10 horas desta manhã. Ainda de acordo com Ana Miranda, os médicos do hospital continuam trabalhando normalmente, bem como o setor de emergência. Cirurgias eletivas foram desmarcadas.

A categoria de servidores promete realizar novas paralisações no decorrer da semana. Para esta terça-feira, uma nova pausa de três horas nas atividades está prevista para o período da tarde.

De acordo com informações do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), o objetivo da paralisação é pressionar a direção do órgão e o governo municipal para que atendam as reivindicações da categoria, constantes da pauta que teria sido entregue à Prefeitura no mês de dezembro.

Caso as negociações não progridam, os servidores do IJF prometem iniciar uma greve por tempo indeterminado no dia 9 de fevereiro, data em que ocorrerá assembleia unificada da campanha salarial na Câmara Municipal de Fortaleza.

Reivindicações

Além dos demais pontos da pauta da campanha salarial 2012, os servidores reivindicam, entre outros pontos: restabelecimento das horas noturnas recebidas pelos servidores do IJF; ampliação do direito da alteração da jornada de trabalho para os servidores plantonistas; extensividade da gratificação de plantão recebida para os servidores do setor da emergência, centro cirúrgico, sala de recuperação, centro de queimados e central de material.”

(O POVO Online)

Elmano Freitas é o entrevistado do “Debates do POVO”

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O secretário municipal da Educação, Elmano Freitas, agora o nome preferido da prefeita Luizianne Lins para sua sucessão, é o convidado desta segunda-feira do programa “Debates do POVO”, da rádio O POVO/CBN.

A partir das 13 horas, Elmano Freitas passará por sabatina, dentro de uma série que o programa vem realizando com prefeituráveis.

Sebastião Nery: STF não vai fazer a “sacanagem” de absolver José Dirceu

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Com o título “Dilma faz projeto de governo; Lula, de vida”, o Estadão traz entrevista, em sua edição desta segunda-feira, com Sebastião Nery, que completa 60 anos de jornalismo. Nery fala sobre o governo Dilma Rousseff, a inércia do PSDB e as pretensões de Eduardo Campos, o presidente nacional do PSB. Confira:

“Dizem que Lula foi o presidente com o maior apoio popular, mas Getúlio é incomparavelmente maior”, garante o ex-deputado e jornalista baiano Sebastião Nery, 79 anos de idade, 60 dos quais vivendo e acompanhando intensamente os principais fatos da política nacional e internacional. Por coincidência, Nery nasceu no ano da Revolução Constitucionalista de 1932, considerada a primeira grande revolta contra Getúlio. De lá para cá, o Brasil experimentou cinco constituições e diversas reviravoltas políticas e institucionais registradas pela pena primorosa de Nery, cuja prática parlamentar e profissional possibilitou o acesso a alguns dos mais importantes personagens dessa história.

Nesta entrevista ao jornal O Estado, o experiente jornalista faz elogios à administração da presidente Dilma Rousseff, a quem louva por não ter submetido o governo ao arbítrio do PT e de Lula, e diz que falta liderança ao PSDB, que teria cedido a autoria de programas como o Bolsa Família de bandeja ao ex-presidente petista.

O Estado – Como avalia o governo Dilma?
Sebastião Nery. Eu tinha muito medo do governo da Dilma porque continuo tendo muito medo do Lula e do PT. Meu medo era que os dois fizessem aquilo que o Zé Dirceu ameaçou: que seria um governo não da Dilma, mas do PT. Não foi assim. Dilma não entregou o governo à decisão deles. O PT imaginava que ela ia fazer um governo de assembleísmo. A Dilma está, sim, governando, e eu tinha medo de que ela não o fizesse por causa dessa aliança partidária, já que, para governar, a presidente tem que fazer acordo com dez partidos, e isto implica fazer doações a todos esses partidos com dinheiro do Estado. Mas a Dilma tem ido bem, e o Lula e o PT não têm lhe atropelado muito.

O Estado –  Qual a marca da Dilma neste primeiro ano de gestão?
Sebastião Nery. A seriedade. Claro que ela tem que negociar as pressões, é inevitável que os partidos sejam reivindicantes junto ao governo. Inclusive na crise relacionada à saída dos sete ministros, ela se saiu bem, afinal, não era fácil demitir um Palocci, por exemplo, que era o homem do Lula no governo, assim como não foi fácil demitir o Jobim. A demissão desses ministros é uma prova de que ela está governando. É preciso lembrar que o governo da Dilma é assentado em um punhado de mentiras. O Lula, com aquele talento para misturar Sílvio Santos com Chacrinha, vendeu para o País, junto com o PT, a ideia de que o Brasil não precisa mais do FMI, não lhe deve mais um tostão, e isso é uma mentira brutal. Deu-se a impressão de que o Brasil está nadando em dinheiro, quando não está. No ano passado, a Dilma ficou mal porque não deixaram colocar no Orçamento um tostão a mais para a Saúde, que é o grande problema brasileiro. Então, qual a saída para a presidente? A não ser que ela seja um Néstor Kirchner, e ela não é. Kirchner foi o primeiro sujeito que chamou os banqueiros para conversar e disse como é que seria feito. ‘Vocês, banqueiros, dizem que nós devemos 100 bilhões, mas nós só devemos 25, o resto é juro sobre juro e nós não vamos pagar’. E não pagou! Esse é o motivo pelo qual a Argentina tem crescido a oito, nove por cento ao ano, enquanto o Brasil não consegue crescer 3%. Se a Dilma fosse fazer isso, ela aguentaria a avalanche de críticas nos editoriais dos principais jornais, as críticas acadêmicas? Deixar de pagar os juros que os banqueiros querem é calote, mas deixar de prover o SUS não é calotear o povo brasileiro?

O Estado – Mas a Dilma teria força suficiente para mudar este modelo econômico?
Sebastião Nery. Eu acho que ela não vai fazer. E não vai fazer porque o PT não quer, o Lula não quer, e também não sei se ela mesma quer fazer. Para eles, o interessante é permanecer no poder. É uma mentira dizer que a grande luta no País é entre PT e PSDB. A grande luta é entre o Brasil e os banqueiros. Hoje quem dá a palavra final é o sistema financeiro, e o mundo está governado pelos banqueiros. Há alguma força política no Brasil, seja o PT, ou o PSDB, capaz de enquadrar os banqueiros? Eu acho, todavia, que a Dilma tem mais energia para dobrar e negociar do que o Lula faria. O Lula faz um projeto de vida, enquanto a Dilma faz um projeto de governo.

O Estado – Esse projeto de vida do Lula incluiria uma candidatura a presidente em 2014?
Sebastião Nery. Aí já seria uma questão de luta armada. Como é que o Lula faria isso? Dando um golpe? A presidente da República tem o direito legal de ser candidata à reeleição. Ou ela abandona e vai embora, e fica sujíssima perante a História, ou ela é candidata. Que o Lula espere por 2018. Qualquer golpe que a opinião pública imagine que ela esteja sofrendo complica a própria campanha eleitoral do Lula, se ele quiser ser candidato. Esse negócio de que o Lula é um Dom Pedro I não existe… Todos os que se acharam mais poderosos do que a normalidade da Nação acabaram se ferrando. Não acredito que o povo brasileiro aceitaria normalmente que o Lula e o PT se reunissem e dissessem “sai pra lá, Dilma”. Não há ninguém tão poderoso. Dizem que Lula foi o presidente com o maior apoio popular. Mentira. O Getúlio é incomparavelmente maior do que o Lula.

O Estado – Para o senhor, a popularidade do Lula se baseia especialmente em quê?
Sebastião Nery. A grande catarse do Lula foi o Bolsa Família, por causa da arrogância do PSDB. Os tucanos nunca quiseram dizer que estavam implantando um projeto popular e populista, mas absolutamente necessário, como é o Bolsa Família. Eles acabaram entregando na bandeja para o Lula. O Bolsa Família é o Bolsa Gás, é o Bolsa Escola… Os tucanos fizeram tudo, mas esqueceram de chamar um mineiro, e aí o gênio foi o Patrus Ananias, que disse: vamos juntar tudo num programa só. Os tucanos tinham vergonha cultural de parecerem populistas. O Bolsa Família é uma coisa fundamental para o povo, mas o PSDB não faturou isso.

O Estado – O Plano Real é outra obra mal faturada pelo PSDB, como alguns tucanos têm admitido?
Sebastião Nery. O Brasil moderno nasceu numa decisão aparentemente louca, mas que a História provou que não era, do Itamar Franco dar um telefonema ao Fernando Henrique e dizer, sem nem convidar: “amanhã de manhã sai no Diário Oficial sua nomeação para o Ministério da Fazenda, venha pra cá”. O Fernando Henrique criou então a comissão que criou o Plano Real. Se você puser o Plano Real defronte do Bolsa Família, não há comparação. O Plano Real é um programa de Nação. Pela primeira vez no último século, o País controlou a inflação, criou a moeda forte e começou a negociar internacionalmente de igual para igual. O Plano não foi uma criação exclusiva do Fernando Henrique, claro. Nisso entrou o Pérsio Arida, o Pedro Malan, que é um craque, um sujeito sério; o Edmar Bacha, o Gustavo Franco. Essa turma se reuniu e bolou o Plano Real. E o PT foi contra o Plano. O Brizola foi contra.

O Estado – O que se vê é o PSDB caminhando para a irrelevância. Por que isso?
Sebastião Nery. Porque não existe partido sem liderança e sem povo. O que há é que o PSDB é um covil de serpentes. Aí você diz: “o PT também é”. Sim, o PT também é, mas o PT se juntou na hora que os banqueiros chamaram o José Dirceu e disseram que era para fazer a Carta ao Povo Brasileiro, para que eles não vetassem o Lula. Até hoje é um mistério: quem escreveu a Carta ao Povo Brasileiro? Alguém escreveu dentro da Febraban. Eu acho que foi o Maílson da Nóbrega. É um grande documento, que garantiu a eleição do Lula. E tinha que haver mesmo aquele documento, porque você não podia entregar o País, já em dificuldade, ao PT, ao Rui Falcão, que é um radical, nem ao Zé Dirceu.

O Estado – Eduardo Campos. Qual é a dele?
Sebastião Nery. O Eduardo Campos é um Aécio Neves de verdade (risos). O Aécio fez um brilhante governo em Minas, mas ele não tem a característica do sujeito que brilha para conquistar as coisas. O povo quer um político que tenha posições claras. O Aécio gastou um ano no Senado e ninguém sabe o que ele pensa. A gente pensa que ele é uma liderança, mas não é. O Aécio de verdade é o Eduardo Campos. O projeto do Eduardo é de candidatura contra o PT, porque o PT evidentemente terá candidato depois de oito anos de Dilma. Até lá o Zé Dirceu pode ter sido absolvido por seus pecados ou ter cumprido sua pena.

O Estado – O Dirceu diz que quer ser julgado o mais rápido possível pelo STF por estar convicto da absolvição.
Sebastião Nery. Não se pode botar a mão no fogo por instituição nenhuma, mas eu quero ver pra crer se o Supremo não vai condenar o Dirceu. Vai. Ele é o chefe da quadrilha, quem disse foi o procurador Geral da República. Não acredito na absolvição do Dirceu. O ministro Joaquim Barbosa é um sujeito sério, e o Supremo não vai se expor perante a Nação fazendo uma sacanagem brutal dessas.

Prazo de adesão ao Super Simples termina nesta 3º feira, alerta Receita Federal

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Um alerta da Receita Federal: termina nesta terça-feira o prazo para pequenas e microempresas aderiram ao Super Simples e ter assim benefícios fiscais. O alerta é do assessor do órgão no Ceará, Osvaldo Carvalho, que fala também sobre a declaração do Imposto de Renda deste ano.

Liminares e pontuações de juízes

Um detalhe passou despercebido na escolha dos dois novos desembargadores do Tribunal de Justiça do Ceará, Francisco Gomes (antiguidade) e Luiz Evaldo (merecimento), na última sexta-feira (27). Pelo menos quatro desembargadores rebaixaram a pontuação de juízes concorrentes por merecimento que concederam liminar em plantões, sem que tivesse caracterizada a extrema urgência e necessidade.

Os desembargadores em questão teriam considero absurdas algumas dessas liminares. Só para lembrar, algumas dessas medidas se deram no âmbito do espaço urbano, com a liberação de alvarás de construção.

A disputa pela vaga de desembargador por merecimento foi acirrada. Foram 23 candidatos concorrendo. A pontuação para a escolha leva em conta critérios como presteza, produtividade e desempenho.

Durante um plantão, um juiz responde pelas várias áreas: criminal, civil, fazenda pública… Há quem diga que alguns advogados já esperam pelo fim de semana para dar entrada em pedido de liminar.

(Vertical / O POVO)

PGJ acerta com TCM ações preventivas neste ano eleitoral

O novo procurador-geral de Justiça, Ricardo Machado, estará nesta segunda-feira, às 14 horas, no Tribunal de Contas dos Municípios. Vai manter reunião com o presidente desse tribunal, Manuel Veras,  para fechar estratégias de olho nas próximas eleições.

“Eleição é momento de paixão, o que nos recomenda cautela, doses elevadas de prudência, pois não faltarão tentativas de envolver o TCM na arena dos embates partidários”, diz Manuel Veras.

Ele aconselha os cidadãos a ficarem atentos ao que acontece nos seus municípios, pois, em muitas situações, podem ajudar a esclarecer o que é denúncia fundamentada ou simples tentativa de manipulação. O TCM e a PGJ prometem uma ação preventiva conjunta em todo o Estado para evitar abusos eleitorais.

Esporte pagou quase R$ 5 milhões por consultoria sobre estatal extinta

O Ministério do Esporte pagou R$ 4,65 milhões no ano passado, sem licitação, para a Fundação Instituto de Administração (FIA) prestar um serviço curioso de consultoria: ajudar no nascimento de uma estatal que foi extinta antes de funcionar.

Criada em agosto de 2010 para tocar projetos da Olimpíada do Rio de Janeiro, a Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016 só durou um ano, no papel: há cinco meses foi incluída no Plano Nacional de Desestatização (PND), para ser liquidada.

Conforme o Portal da Transparência, caberia à FIA desenvolver estudos para “apoiar a modelagem de gestão da fase inicial de atividades da estatal”.

O Esporte fez os pagamentos do contrato em dez parcelas. A primeira e mais cara, de R$ 1,1 milhão, foi transferida à fundação em 4 de março do ano passado. Até 4 de agosto, quando o Conselho Nacional de Desestatização recomendou a inclusão da estatal no PND, foram mais quatro repasses, totalizando R$ 2,4 milhões.

(Estadão)

Prefeitura tem de fazer em um ano o que não fez em sete

Rita Liduína Quirino nem dimensiona o tempo que morou em áreas de risco. A última morada foi na Lagoa do Urubu, “dentro da lama”, como descreveu na cadeira de balanço no apartamento térreo que, agora, divide com marido e filho. A felicidade é grande, mas a filha e os cinco netos ainda estão às margens da lagoa, esperando as unidades que estão sendo construídas ali pertinho da mãe.

Rita está em uma das 5.201 casas entregues pela Prefeitura nos últimos sete anos. Ela recebeu a dela em março de 2010. No entanto, ainda aguardam pelas 6.914 unidades em construção, mais de 46 mil pessoas, segundo a Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor).

Assim, em sete anos foram entregues 42,94% do planejado, ficando 57,06% para ser entregue no último ano da gestão. Prazo que o presidente da Habitafor, Roberto Gomes, admite que não será cumprido em sua totalidade. “Acreditamos que dessas 6.914 casas, 4.500 ou 5 mil devem ser entregues esse ano”, indicou. O restante, assegurou, está garantido do ponto de vista de projeto, licitação, contratação de empresa, recurso captado e execução de obras.

Mas nada tira a preocupação de Rita ao pensar como a filha enfrentará a quadra chuvosa que se aproxima. Receio de centenas de outras famílias que vivem em áreas de risco sobre as chuvas desse ano, do próximo e ainda do outro.

Segundo dados da Defesa Civil, em 2005 existiam 105 áreas de risco em Fortaleza. Número que diminuiu para 89 e, segundo o presidente da Habitafor, vai passar para 73 quando todas as unidades forem entregues, eliminando um total de 32 áreas. “Se as coisas andarem bem, nós devemos chegar dezembro sem grandes áreas de risco na cidade”, comentou Gomes.

Desafio da manutenção

Após a ida para as casas e prédios entregues, o uso diário e, em alguns casos, o mau uso, fazem surgir problemas que se expressam nas fachadas e na estrutura. Dessa maneira, o desafio da manutenção se apresenta e preocupa moradores.

O presidente da Habitafor, Roberto Gomes, revelou que a Prefeitura tem recurso para construir, mas não tem recurso para manter. “Estamos começando a fazer esse debate”. Conversa que já aconteceu com o Ministério das Cidades, mas que ainda não tem rumo definido.

A presidente da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza, Gorete Fernandes, exemplificou que, no conjunto Jana Barroso, no Itaperi, muitas casas apresentam rachaduras, o que coloca em risco a segurança dos moradores.

Ela comentou que a retirada das pessoas de áreas de risco é ótima, mas há de se lembrar que é uma obrigação do Governo e uma cobrança antiga dos movimentos sociais. “Só agora estamos vendo esse avanço, mas é um avanço que traz muitos desafios para o Governo, para as famílias e para as associações”, admitiu.

Segundo Gomes, o lógico era ter já um recurso dentro do contrato de construção para a manutenção do conjunto por cinco anos, por exemplo. Sem isso, é necessário uma nova licitação para reforma, o que está acontecendo no conjunto Bárbara de Alencar 1.

“Tem dois grandes debates que Fortaleza pode ser inovadora a nível nacional: uma é essa de manutenção e a outra é a política de ação social. Nós queremos incluir nos contratos um percentual dos recursos para ser usado para ações de cultura, esporte e lazer. É algo complicado por causa da legislação”, comentou o presidente da Habitafor.

(O POVO)

Agentes mantêm paralisação e se reúnem nesta segunda-feira com o Município

Está marcada para esta segunda-feira (30), ao meio-dia, reunião entre agentes da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) e a Secretaria da Administração do Município (SAM). Outra reunião está marcada para as 13 horas com o secretário de articulação da Prefeitura, Waldemir Catanho, no Palácio do Bispo, no Centro. Mesmo com a confirmação das reuniões, a categoria manteve a paralisação no final de semana.

O agente de trânsito e vice-presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), Eriston Ferreira, pontua algumas reivindicações da categoria. A primeira é o reajuste de gratificação, paga de acordo com a complexidade do trabalho do agente. A primeira tem o valor de R$ 170 e a segunda, de R$ 408. Pela proposta da categoria, os valores passariam para R$ 450 e R$ 750, respectivamente.

Segundo Eriston, essa é uma maneira de compensar o aumento da carga de trabalho dos agentes de trânsito com o início das obras da Copa do Mundo de 2014. Já a Prefeitura de Fortaleza propõe pagar uma gratificação de 25% do vencimento-base para todos os agentes. Hoje, o pagamento é feito em forma de rodízio, pois o número de gratificações é menor que o de servidores. O Sindifort considera que isso não gera aumento do valor das gratificações para quem já é beneficiado.

Outra reclamação é quanto ao reajuste do salário-base. Eriston Ferreira informa que, nos últimos três anos, os aumentos não cobriram a inflação. Já Waumik Ribeiro rebate e diz que, se levados em conta os reajustes de outros benefícios incorporados à folha salarial, há aumento real. Segundo ele, de 2005 a 2011, o salário dos servidores teve um reajuste de 79% acima da inflação. Em levantamento feito pela Prefeitura, os agentes de trânsito de Fortaleza recebem o maior salário do País.

Os agentes de trânsito mantêm a paralisação de três horas por turno para a amanhã desta segunda-feira. Na quarta, está prevista a ida até a Câmara Municipal para tentar um acordo através dos vereadores. Caso não chegue a um acordo, a greve pode ser iniciada já na próxima quarta-feira (1º).

(O POVO)

R$ 6,4 milhões em doações do CNJ a tribunais desaparecem

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Uma investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) descobriu que em torno de R$ 6,4 milhões em bens doados pelo órgão a tribunais estaduais desapareceram.

Relatório inédito do órgão, a que a Folha teve acesso, revela que as cortes regionais não sabem explicar onde foram parar 5.426 equipamentos, entre computadores, notebooks, impressoras e estabilizadores, entregues pelo CNJ para aumentar a eficiência do Judiciário.

A auditoria mostra ainda que os tribunais mantêm parados R$ 2,3 milhões em bens repassados. Esse material foi considerado “ocioso” pelo conselho na apuração, encerrada no dia 18 de novembro.

(Folha)

Brasil exerce papel de relevância no mundo árabe, diz professor

Há mais de um ano eclodiram vários protestos no mundo muçulmano, instaurando uma crise na região, que começou na Tunísia e depois se estendeu a outras regiões. Para os especialistas, os conflitos estão concentrados atualmente na Síria, Líbia, no Egito, Iêmen e Bahrein. Nesse cenário, o Brasil passou a ocupar um papel de relevância, principalmente por causa do comércio mantido com esses países.

Para o professor Murilo Sebe Bon Meihy, do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, a relação do Brasil com os países muçulmanos cresce a cada década e torna o papel do governo brasileiro fundamental. “O Brasil vem construindo uma relação que já rendeu muitos frutos desde os governos militares e principalmente depois dos anos 1980”, disse.

Meihy destacou o fato de o Brasil ser um dos observadores da Liga Árabe (formada por 22 nações) e não pertencer ao chamado mundo árabe. “Essa é uma indicação de relevância do Brasil para os países da região”, acrescentou. “O Brasil costura muito bem essas alianças na região a partir do momento em que respeita as peculiaridades e também administra tensões.”

Para o professor e emissário do Brasil para o Oriente Médio mais a Turquia e o Irã, o embaixador Cesário Melantonio Neto, os cinco países que devem ser observados de maneira mais atenta pela comunidade internacional são a Síria, Líbia, o Egito, Iêmen e Bahrein.

(Agência Brasil)

Corpos podem ter sido carbonizados, diz chefe dos Bombeiros do Rio

O secretário estadual de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, afirmou neste domingo (29) que os corpos ainda não encontrados das vítimas do desabamento no centro do Rio podem ter sido carbonizados por pequenos focos de incêndio no decorrer do resgate –o que compromete a localização e identificação.

O desabamento de três prédios, ocorrido na noite da última quarta-feira (25), provocou 17 mortes já confirmadas e deixa cinco pessoas desaparecidas. Familiares de vítimas acompanham no local o trabalho de resgate do Corpo de Bombeiros.

Simões afirmou que não há previsão para o término das buscas por vítimas.

Segundo o comandante, bombeiros realizam uma varredura em meio aos destroços levados para o depósito da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), na avenida Washington Luiz, que liga a capital à região serrana.

Nos últimos dias, bombeiros localizaram partes de corpos de vítimas.

A Prefeitura do Rio iniciou, na tarde deste domingo, os serviços de manutenção e limpeza das avenidas Treze de Maio e Almirante Barroso, na região onde houve o desabamento.

De acordo com a prefeitura, a área dos desabamentos já está isolada por tapumes. A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos afirma que a operação de recuperação do entorno inclui a pavimentação das calçadas em pedras portuguesas, reposição de fradinhos, tampões de bueiros e desobstrução do sistema de drenagem.

(Folha)

Dilma viaja a Havana para incrementar relações econômicas entre Brasil e Cuba

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A presidenta Dilma Rousseff viaja nesta segunda-feira (30) para Havana, Cuba, onde fica até esta terça-feira (31), depois segue para Porto Príncipe, no Haiti. É a primeira visita dela aos dois países. Em meio às discussões de abertura econômica e cobranças sobre direitos humanos, Dilma quer concentrar as conversas no apoio do Brasil para a ampliação de parcerias e acordos bilaterais com o governo do presidente cubano, Raúl Castro.

Há reuniões agendadas com o presidente Raúl Castro, mas ainda não foi confirmado o encontro com Fidel Castro, de 85 anos, ex-presidente de Cuba que governou o país até 2008. A presidenta chega a Cuba no auge da abertura econômica do país.

De acordo com assessores de Dilma, a visita dela a Havana tem o objetivo de aprofundar o diálogo e a cooperação bilateral. A ideia é concentrar as conversas na agenda econômica. Nos últimos anos, aumentou o comércio entre o Brasil e Cuba e também foram diversificados os produtos negociados.

Pelos dados do governo brasileiro, o comércio entre Brasil e Cuba registrou valor recorde em 2011, com um total negociado de US$ 642 milhões – 31% a mais do que em 2010. Durante a visita da presidenta a Havana, devem ser ratificados acordos nas áreas técnica, científica e tecnológica visando principalmente à agricultura, segurança alimentar, saúde e produção de medicamentos.

Dilma planeja fazer uma visita ainda ao Porto de Mariel – a 50 quilômetros de Havana e que está sendo ampliado com o apoio de empresários e do governo brasileiro. A ampliação do porto é considerada pelas autoridades cubanos um projeto estratégico para o aumento do intercâmbio comercial de Cuba. O Brasil financia 80% das obras, em um total de US$ 683 milhões.

(Agência Brasil)

Bombeiros e policiais fazem protesto por reajuste salarial no Rio

Bombeiros e policiais civis e militares realizaram, neste domingo (29), uma manifestação na praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo o Sinpol-RJ (Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro), as categorias reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

Ainda de acordo com o sindicato, o Rio de Janeiro tem o pior salário do Brasil na segurança pública.

As três corporações ameaçam entrar em greve, caso até o dia 10 de fevereiro não houver um acordo com o governo.

(Folha)

Cuba limita a dez anos tempo de permanência em cargos do poder

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O PCC (Partido Comunista de Cuba) aprovou neste domingo (29) a medida que limita a dez anos o tempo máximo de permanência em cargos do poder. A intenção é promover quadros mais jovens no governo.

“Podemos começar a aplicação paulatina [da regra], sem esperar pela reforma constitucional”, afirmou o ditador cubano, Raúl Castro, no encerramento da conferência do partido. Segundo ele, a medida vale para todos os cargos do governo, inclusive o seu.

Raúl, que assumiu o comando do país depois da saída de seu irmão, Fidel Castro, tem hoje 80 anos. Assim como ele, a cúpula do partido é formada por assessores idosos, antigos partidários da guarda revolucionária.

A decisão de discutir a limitação de dois mandatos de cinco anos para os cargos de poder havia sido proposta em abril no congresso do PCC, que tem Raúl como seu dirigente máximo.

O dirigente voltou a afirmar que há uma carência de substitutos para os cargos do governo, assim como fizera em abril.

O anúncio se dá em meio a uma série de reformas econômicas que visam reativar a frágil economia cubana. O regime autorizou, por exemplo, a compra e venda de casas, antes proibida na ilha.

Em discurso a integrantes do partido, Castro pediu ainda maior dedicação no combate a corrupção e defendeu o regime político do país, de apenas um partido.

“Renunciar ao sistema de um só partido seria o equivalente a legalizar um partido ou partidos do imperialismo no nosso solo”, afirmou.

(das agências)

‘O mundo está muito melhor hoje’

No mar de pessimismo que se tornou o encontro anual do Fórum Econômico de Davos, com a crise europeia impregnando o ambiente, um homem esbanjava otimismo, e não somente porque na sua casa come-se muito hambúrguer e não há problema de dinheiro. Bill Gates — dono da segunda maior fortuna do planeta, estimada em US$ 57 bilhões — explica porque entrou numa cruzada contra a pobreza. Aos 56 anos, o criador da Microsoft diz que se encontrou na filantropia, dedicando seu tempo integral à Fundação Bill e Melinda (sua mulher) Gates. Crise, fracasso do capitalismo? Não. Gates prefere a perspectiva histórica: “O mundo está muito melhor hoje”, diz.

O senhor está há 11 anos fazendo filantropia. O que essa experiência lhe ensinou sobre ser pobre: o senhor, segundo homem mais rico do mundo, consegue hoje se colocar no lugar de um homem miserável?

BILL GATES: Não. Não acho que seja possível entender o quão difícil é quando você acorda todo dia e pode não ter bastante comida para a família; e sua criança morre de malária, seus medicamentos contra o HIV não estão disponíveis; e você tem que encarar a morte por causa disso. Não acho que alguém possa imaginar o quão duro é isso. Sei que se quer eliminar isso. Eu tenho sido tão sortudo que não posso imaginar. Tenho trabalhado em tempo integral para a minha fundação (Fundação Gates) nos últimos três anos. Quando criamos a fundação, há 11 anos, trabalhava em tempo parcial. Agora, a fundação é o meu foco total.

O que o fez decidir se dedicar totalmente à caridade?

GATES: Eu planejei com bastante antecedência. Foram quatro anos para fazer a transição. Falei com o comando da Microsoft, e falei publicamente anos antes de acontecer. E foi (uma decisão) simplesmente baseada no fato de que vi tanta necessidade de organizar e incentivar o trabalho em prol dos mais pobres, melhorando sua saúde, nutrição. Vi que a ciência não estava trabalhando em prol deles. Até (o combate à) malária não estava conseguindo quase nenhum dinheiro. As plantações agrícolas para os mais pobres não estavam conseguindo inovação. E aí vi que o tipo de habilidades que eu desenvolvi na Microsoft e os recursos que eu fui sortudo de ter se encaixavam… E assim isso virou minha segunda carreira.

Por que outros bilionários não têm essa visão?

GATES: Eu encorajo outras pessoas a fazerem o mesmo. Acho que estão perdendo uma grande oportunidade de se sentirem realizados, de causar um impacto positivo e mostrar seus valores. Acho que houve um aumento (de filantropos). Tem gente fazendo coisas ótimas.

Mas não o suficiente…

GATES: Eu queria que fosse mais. Estamos dependendo de governos para muitas dessas coisas. Mas filantropia tem um papel especial no incentivo à inovação. Se tivéssemos mais filantropos, a área (tecnológica) estaria avançando. É difícil entender, porque, se você tem dinheiro, não tem muita opção. Pode gastar com você mesmo… Mas quantos hambúrgueres ou carros você pode comprar? Você pode gastar com os seus filhos. Mas o histórico mostra que faz muito mal para crianças serem criadas com muito dinheiro. E não acho que seja bom para a sociedade. Você pode tentar devolver o dinheiro para a sociedade que criou as condições e deixou você se dar tão bem.

Então é verdade que o senhor dará uma parte minúscula de sua fortuna a seus três filhos?

GATES: É. Não acho que seja bom para crianças começarem a vida com uma fortuna, porque, assim, não vão achar seu próprio caminho, escolher uma profissão, criar algo que é deles e dar o exemplo para seus filhos.

Um homem como o senhor, no Brasil, teria muitos seguranças, se locomoveria em jatos. Mas li que o senhor foi para o concerto do grupo U2 dirigindo uma minivan cheia de crianças. O Bill Gates é tão simples assim?

GATES: Bom, eu ando de jatos para minhas viagens para a Índia, África etc. Não sou um ascético! Às vezes, eu como dois hambúrgueres! (risos) E como o melhor hambúrguer. Então, não estou tentando me segurar ou negar quem eu sou. As coisas que eu quero, como um bom DVD, um livro, eu compro. Eu jogo tênis, vou para lugares quentes. Estou sempre muito impressionado com pessoas que têm muito pouco dinheiro e dão. Porque para eles isso é abrir mão de umas boas férias, um filme ou algo que faria diferença para eles. O dinheiro que eu estou dando não é um sacrifício, nada como: vou ter o bastante para comer?

Sua fundação também destina bastante dinheiro à educação.

GATES: Cerca de 75% do que fazemos é para ajudar os mais pobres no mundo, em áreas como saúde, agricultura, água e saneamento. E 25% vão para ajudar os Estados Unidos a melhorarem o sistema de educação. Algumas das lições desse trabalho, sobre como avaliar um professor ou usar tecnologia, podem ser aplicadas em outros países. Mas estamos experimentando primeiro nos Estados Unidos, porque penso que parte da minha fortuna tem que ir para o país que me deu a educação e criou o ambiente empresarial que me permitiu o sucesso.

Como o senhor vê um país como o Brasil, que emergiu este ano como a sexta maior economia do mundo, mas tem um baixo padrão na área de educação? O país precisa investir mais nessa área?

GATES: O Brasil precisa investir em muitas coisas. Sua economia está crescendo, tem um ótimo setor agrícola, minério de ferro, empresas como Embraer, que está fazendo trabalho de primeira no mundo, e reservas de petróleo. Há muito mais que pode ser feito, não necessariamente em termos de dinheiro, mas como administrar professores e se assegurar que estejam motivados. Sei que maioria dos países não está fazendo isso bem.

Aqui em Davos, pela primeira vez estão discutindo o fracasso do capitalismo. O senhor compartilha esse clima pessimista?

GATES: O mundo está muito melhor hoje. Isso é fato verificável. Menos crianças morrem por ano. Que medida métrica melhor do que quantas crianças morrem aos 5 anos? Eram 30%, e agora são 6%. Temos um plano, com ajuda de inovação, de reduzir para menos de 3%! O mundo está ficando mais igualitário porque os países de renda média estão ficando ricos mais rapidamente do que os países ricos ficaram. A ascensão da China, Brasil! Não quero dizer que esses países não vão cometer erros. Temos de focar agora nos países mais pobres. China e Brasil não são mais receptores de ajuda como no passado. E agora, cada vez mais, podem começar a doar.

O Brasil deve ajudar mais a África?

GATES: É o meu ponto de vista. Passo boa parte do meu tempo pensando em como se pode a ajudar a África. Vocês têm a Embrapa, que fez ótimo trabalho e entende de solos tropicais, têm especialistas de saúde. O Brasil está numa posição especial, tendo reduzido muito a pobreza. Então, o mundo espera que o Brasil comece a se envolver mais com estas coisas.

O senhor pode algum dia reconsiderar uma volta ao tempo integral na Microsoft?

GATES: Meu trabalho envolve o uso da tecnologia, com novas vacinas, novas sementes (para agricultura). É um trabalho muito criativo. Eu também estou envolvido em tempo parcial com a Microsoft, no Conselho de Administração. Mas não, estou agora na minha segunda carreira, estou profundamente nela e acho que é importante que eu garanta que estes recursos (da fundação) sejam bem usados.

Para onde o senhor acha que estamos indo tecnologicamente? Qual é o futuro da Microsoft?

GATES: Certamente, a forma como interagimos está aumentando. A Microsoft tem produtos como o Kinect (sensor do console Xbox), que é baseado em reconhecimento visual. Cada vez mais estamos avançando no campo de reconhecimento da fala. Basicamente, cada parede se tornará uma tela de alta resolução e o ambiente vai ser rico, com pessoas com habilidade de falar, fazer gestos, usar um lápis para ter sua escrita manual reconhecida. As principais empresas de software estão focadas nisso, o que chamamos de Natural User Interface, e a Microsoft é líder em vários elementos.

Seus filhos nunca lhe pediram um iPad ou um iPod?

GATES: Não. Eles usam ótimos equipamentos do Windows e estão bem. Não têm nenhuma privação.

(O Globo)

Selecionados em 2ª chamada do Sisu têm até terça-feira para providenciar matrículas

Os candidatos selecionados na segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) devem fazer até esta terça-feira (31) a matrícula na instituição de ensino superior para a qual foram aprovados. Foram selecionados mais de 62 mil estudantes.

A consulta aos resultados da segunda chamada deve ser feita na página do Sisu na internet (http://sisu.mec.gov.br/). Para verificar a documentação necessária para a matrícula, os aprovados devem consultar na página o boletim de acompanhamento do estudante, disponível na mesma página e nas instituições de ensino.

O Sisu, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), seleciona candidatos para ingresso nas universidades nos 1º e 2º semestres de 2012. Para se inscrever no sistema é preciso ter feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Conforme nota do MEC, “os candidatos não selecionados em nenhuma das duas opções nas chamadas regulares ou que tenham sido selecionados pela segunda opção, mas pretendem continuar concorrendo pela primeira, podem aderir à lista de espera. A participação na lista deve ser confirmada on-line, no sistema. O estudante concorrerá à vaga apenas pela primeira opção”. O prazo de adesão vai até a próxima quarta-feira (1º).

(Agencia Brasil)

Russomanno lidera disputa pela Prefeitura de São Paulo

Pesquisa Datafolha publicada neste domingo (290 coloca o pré-candidato do PRB, Celso Russomanno, na liderança da disputa pela Prefeitura de São Paulo em quatro dos cinco cenários consultados. Russomanno só não venceria a eleição, se ela ocorresse hoje, em caso de disputa contra o ex-governador José Serra (PSDB), que tem dito ao seu partido que não concorrerá à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

O maior porcentual de intenção de voto conseguido por Russomanno ocorre quando o deputado federal Ricardo Tripoli é colocado como o candidato tucano na corrida eleitoral (21%), e o menor (17%) é quando Serra aparece como o nome do PSDB. Nesse cenário, o ex-governador recebeu 21% das intenções de voto. Exceto Serra, os demais nomes do PSDB variam entre 2% e 6%.

Nos cinco cenários pesquisados – cada um com um nome diferente do PSDB – o pré-candidato do PT, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, vai de 4% a 5%. Gabriel Chalita (PMDB) recebeu entre 6% e 9% das intenções de voto e Netinho de Paula, do PCdoB, aparece com porcentual que vai de 11% a 13%, sendo que em todos os cenários ele apresentou queda em relação à sondagem anterior (ainda que dentro da margem de erro).

José Serra tem, de acordo com o Datafolha, rejeição de 33% dos eleitores consultados, atrás apenas de Netinho de Paula, com 35%. O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT), tem rejeição de 20% dos pesquisados, enquanto Russomanno aparece com 12% e Chalita com 11%, o mesmo porcentual verificado para Haddad (11%).

A pesquisa DataFolha foi realizada nos dias 26 e 27 de janeiro com 1.090 eleitores da capital paulista. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. A sondagem está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 00001/2012.

(Agência Estado)