Blog do Eliomar

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Bombeiros e policiais fazem protesto por reajuste salarial no Rio

Bombeiros e policiais civis e militares realizaram, neste domingo (29), uma manifestação na praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo o Sinpol-RJ (Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro), as categorias reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

Ainda de acordo com o sindicato, o Rio de Janeiro tem o pior salário do Brasil na segurança pública.

As três corporações ameaçam entrar em greve, caso até o dia 10 de fevereiro não houver um acordo com o governo.

(Folha)

Cuba limita a dez anos tempo de permanência em cargos do poder

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O PCC (Partido Comunista de Cuba) aprovou neste domingo (29) a medida que limita a dez anos o tempo máximo de permanência em cargos do poder. A intenção é promover quadros mais jovens no governo.

“Podemos começar a aplicação paulatina [da regra], sem esperar pela reforma constitucional”, afirmou o ditador cubano, Raúl Castro, no encerramento da conferência do partido. Segundo ele, a medida vale para todos os cargos do governo, inclusive o seu.

Raúl, que assumiu o comando do país depois da saída de seu irmão, Fidel Castro, tem hoje 80 anos. Assim como ele, a cúpula do partido é formada por assessores idosos, antigos partidários da guarda revolucionária.

A decisão de discutir a limitação de dois mandatos de cinco anos para os cargos de poder havia sido proposta em abril no congresso do PCC, que tem Raúl como seu dirigente máximo.

O dirigente voltou a afirmar que há uma carência de substitutos para os cargos do governo, assim como fizera em abril.

O anúncio se dá em meio a uma série de reformas econômicas que visam reativar a frágil economia cubana. O regime autorizou, por exemplo, a compra e venda de casas, antes proibida na ilha.

Em discurso a integrantes do partido, Castro pediu ainda maior dedicação no combate a corrupção e defendeu o regime político do país, de apenas um partido.

“Renunciar ao sistema de um só partido seria o equivalente a legalizar um partido ou partidos do imperialismo no nosso solo”, afirmou.

(das agências)

‘O mundo está muito melhor hoje’

No mar de pessimismo que se tornou o encontro anual do Fórum Econômico de Davos, com a crise europeia impregnando o ambiente, um homem esbanjava otimismo, e não somente porque na sua casa come-se muito hambúrguer e não há problema de dinheiro. Bill Gates — dono da segunda maior fortuna do planeta, estimada em US$ 57 bilhões — explica porque entrou numa cruzada contra a pobreza. Aos 56 anos, o criador da Microsoft diz que se encontrou na filantropia, dedicando seu tempo integral à Fundação Bill e Melinda (sua mulher) Gates. Crise, fracasso do capitalismo? Não. Gates prefere a perspectiva histórica: “O mundo está muito melhor hoje”, diz.

O senhor está há 11 anos fazendo filantropia. O que essa experiência lhe ensinou sobre ser pobre: o senhor, segundo homem mais rico do mundo, consegue hoje se colocar no lugar de um homem miserável?

BILL GATES: Não. Não acho que seja possível entender o quão difícil é quando você acorda todo dia e pode não ter bastante comida para a família; e sua criança morre de malária, seus medicamentos contra o HIV não estão disponíveis; e você tem que encarar a morte por causa disso. Não acho que alguém possa imaginar o quão duro é isso. Sei que se quer eliminar isso. Eu tenho sido tão sortudo que não posso imaginar. Tenho trabalhado em tempo integral para a minha fundação (Fundação Gates) nos últimos três anos. Quando criamos a fundação, há 11 anos, trabalhava em tempo parcial. Agora, a fundação é o meu foco total.

O que o fez decidir se dedicar totalmente à caridade?

GATES: Eu planejei com bastante antecedência. Foram quatro anos para fazer a transição. Falei com o comando da Microsoft, e falei publicamente anos antes de acontecer. E foi (uma decisão) simplesmente baseada no fato de que vi tanta necessidade de organizar e incentivar o trabalho em prol dos mais pobres, melhorando sua saúde, nutrição. Vi que a ciência não estava trabalhando em prol deles. Até (o combate à) malária não estava conseguindo quase nenhum dinheiro. As plantações agrícolas para os mais pobres não estavam conseguindo inovação. E aí vi que o tipo de habilidades que eu desenvolvi na Microsoft e os recursos que eu fui sortudo de ter se encaixavam… E assim isso virou minha segunda carreira.

Por que outros bilionários não têm essa visão?

GATES: Eu encorajo outras pessoas a fazerem o mesmo. Acho que estão perdendo uma grande oportunidade de se sentirem realizados, de causar um impacto positivo e mostrar seus valores. Acho que houve um aumento (de filantropos). Tem gente fazendo coisas ótimas.

Mas não o suficiente…

GATES: Eu queria que fosse mais. Estamos dependendo de governos para muitas dessas coisas. Mas filantropia tem um papel especial no incentivo à inovação. Se tivéssemos mais filantropos, a área (tecnológica) estaria avançando. É difícil entender, porque, se você tem dinheiro, não tem muita opção. Pode gastar com você mesmo… Mas quantos hambúrgueres ou carros você pode comprar? Você pode gastar com os seus filhos. Mas o histórico mostra que faz muito mal para crianças serem criadas com muito dinheiro. E não acho que seja bom para a sociedade. Você pode tentar devolver o dinheiro para a sociedade que criou as condições e deixou você se dar tão bem.

Então é verdade que o senhor dará uma parte minúscula de sua fortuna a seus três filhos?

GATES: É. Não acho que seja bom para crianças começarem a vida com uma fortuna, porque, assim, não vão achar seu próprio caminho, escolher uma profissão, criar algo que é deles e dar o exemplo para seus filhos.

Um homem como o senhor, no Brasil, teria muitos seguranças, se locomoveria em jatos. Mas li que o senhor foi para o concerto do grupo U2 dirigindo uma minivan cheia de crianças. O Bill Gates é tão simples assim?

GATES: Bom, eu ando de jatos para minhas viagens para a Índia, África etc. Não sou um ascético! Às vezes, eu como dois hambúrgueres! (risos) E como o melhor hambúrguer. Então, não estou tentando me segurar ou negar quem eu sou. As coisas que eu quero, como um bom DVD, um livro, eu compro. Eu jogo tênis, vou para lugares quentes. Estou sempre muito impressionado com pessoas que têm muito pouco dinheiro e dão. Porque para eles isso é abrir mão de umas boas férias, um filme ou algo que faria diferença para eles. O dinheiro que eu estou dando não é um sacrifício, nada como: vou ter o bastante para comer?

Sua fundação também destina bastante dinheiro à educação.

GATES: Cerca de 75% do que fazemos é para ajudar os mais pobres no mundo, em áreas como saúde, agricultura, água e saneamento. E 25% vão para ajudar os Estados Unidos a melhorarem o sistema de educação. Algumas das lições desse trabalho, sobre como avaliar um professor ou usar tecnologia, podem ser aplicadas em outros países. Mas estamos experimentando primeiro nos Estados Unidos, porque penso que parte da minha fortuna tem que ir para o país que me deu a educação e criou o ambiente empresarial que me permitiu o sucesso.

Como o senhor vê um país como o Brasil, que emergiu este ano como a sexta maior economia do mundo, mas tem um baixo padrão na área de educação? O país precisa investir mais nessa área?

GATES: O Brasil precisa investir em muitas coisas. Sua economia está crescendo, tem um ótimo setor agrícola, minério de ferro, empresas como Embraer, que está fazendo trabalho de primeira no mundo, e reservas de petróleo. Há muito mais que pode ser feito, não necessariamente em termos de dinheiro, mas como administrar professores e se assegurar que estejam motivados. Sei que maioria dos países não está fazendo isso bem.

Aqui em Davos, pela primeira vez estão discutindo o fracasso do capitalismo. O senhor compartilha esse clima pessimista?

GATES: O mundo está muito melhor hoje. Isso é fato verificável. Menos crianças morrem por ano. Que medida métrica melhor do que quantas crianças morrem aos 5 anos? Eram 30%, e agora são 6%. Temos um plano, com ajuda de inovação, de reduzir para menos de 3%! O mundo está ficando mais igualitário porque os países de renda média estão ficando ricos mais rapidamente do que os países ricos ficaram. A ascensão da China, Brasil! Não quero dizer que esses países não vão cometer erros. Temos de focar agora nos países mais pobres. China e Brasil não são mais receptores de ajuda como no passado. E agora, cada vez mais, podem começar a doar.

O Brasil deve ajudar mais a África?

GATES: É o meu ponto de vista. Passo boa parte do meu tempo pensando em como se pode a ajudar a África. Vocês têm a Embrapa, que fez ótimo trabalho e entende de solos tropicais, têm especialistas de saúde. O Brasil está numa posição especial, tendo reduzido muito a pobreza. Então, o mundo espera que o Brasil comece a se envolver mais com estas coisas.

O senhor pode algum dia reconsiderar uma volta ao tempo integral na Microsoft?

GATES: Meu trabalho envolve o uso da tecnologia, com novas vacinas, novas sementes (para agricultura). É um trabalho muito criativo. Eu também estou envolvido em tempo parcial com a Microsoft, no Conselho de Administração. Mas não, estou agora na minha segunda carreira, estou profundamente nela e acho que é importante que eu garanta que estes recursos (da fundação) sejam bem usados.

Para onde o senhor acha que estamos indo tecnologicamente? Qual é o futuro da Microsoft?

GATES: Certamente, a forma como interagimos está aumentando. A Microsoft tem produtos como o Kinect (sensor do console Xbox), que é baseado em reconhecimento visual. Cada vez mais estamos avançando no campo de reconhecimento da fala. Basicamente, cada parede se tornará uma tela de alta resolução e o ambiente vai ser rico, com pessoas com habilidade de falar, fazer gestos, usar um lápis para ter sua escrita manual reconhecida. As principais empresas de software estão focadas nisso, o que chamamos de Natural User Interface, e a Microsoft é líder em vários elementos.

Seus filhos nunca lhe pediram um iPad ou um iPod?

GATES: Não. Eles usam ótimos equipamentos do Windows e estão bem. Não têm nenhuma privação.

(O Globo)

Selecionados em 2ª chamada do Sisu têm até terça-feira para providenciar matrículas

Os candidatos selecionados na segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) devem fazer até esta terça-feira (31) a matrícula na instituição de ensino superior para a qual foram aprovados. Foram selecionados mais de 62 mil estudantes.

A consulta aos resultados da segunda chamada deve ser feita na página do Sisu na internet (http://sisu.mec.gov.br/). Para verificar a documentação necessária para a matrícula, os aprovados devem consultar na página o boletim de acompanhamento do estudante, disponível na mesma página e nas instituições de ensino.

O Sisu, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), seleciona candidatos para ingresso nas universidades nos 1º e 2º semestres de 2012. Para se inscrever no sistema é preciso ter feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Conforme nota do MEC, “os candidatos não selecionados em nenhuma das duas opções nas chamadas regulares ou que tenham sido selecionados pela segunda opção, mas pretendem continuar concorrendo pela primeira, podem aderir à lista de espera. A participação na lista deve ser confirmada on-line, no sistema. O estudante concorrerá à vaga apenas pela primeira opção”. O prazo de adesão vai até a próxima quarta-feira (1º).

(Agencia Brasil)

Russomanno lidera disputa pela Prefeitura de São Paulo

Pesquisa Datafolha publicada neste domingo (290 coloca o pré-candidato do PRB, Celso Russomanno, na liderança da disputa pela Prefeitura de São Paulo em quatro dos cinco cenários consultados. Russomanno só não venceria a eleição, se ela ocorresse hoje, em caso de disputa contra o ex-governador José Serra (PSDB), que tem dito ao seu partido que não concorrerá à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

O maior porcentual de intenção de voto conseguido por Russomanno ocorre quando o deputado federal Ricardo Tripoli é colocado como o candidato tucano na corrida eleitoral (21%), e o menor (17%) é quando Serra aparece como o nome do PSDB. Nesse cenário, o ex-governador recebeu 21% das intenções de voto. Exceto Serra, os demais nomes do PSDB variam entre 2% e 6%.

Nos cinco cenários pesquisados – cada um com um nome diferente do PSDB – o pré-candidato do PT, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, vai de 4% a 5%. Gabriel Chalita (PMDB) recebeu entre 6% e 9% das intenções de voto e Netinho de Paula, do PCdoB, aparece com porcentual que vai de 11% a 13%, sendo que em todos os cenários ele apresentou queda em relação à sondagem anterior (ainda que dentro da margem de erro).

José Serra tem, de acordo com o Datafolha, rejeição de 33% dos eleitores consultados, atrás apenas de Netinho de Paula, com 35%. O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT), tem rejeição de 20% dos pesquisados, enquanto Russomanno aparece com 12% e Chalita com 11%, o mesmo porcentual verificado para Haddad (11%).

A pesquisa DataFolha foi realizada nos dias 26 e 27 de janeiro com 1.090 eleitores da capital paulista. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. A sondagem está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 00001/2012.

(Agência Estado)

Irã não decide se suspenderá venda de petróleo para UE

Autoridades iranianas adiaram hoje a proposta de uma lei para suspender imediatamente as exportações de petróleo para a Europa em retaliação ao embargo da Europa ao petróleo do Irã, segundo informou o porta-voz da Comissão de Energia do Parlamento. “Nenhuma lei foi escrita ou enviada ao Parlamento”, afirmou o porta-voz Emad Hosseini.

Hosseini disse que provavelmente as negociações sobre a lei devem ser concluídas antes da próxima sexta-feira (3). Inicialmente, as autoridades esperavam enviar a lei ao Parlamento neste domingo (29), após ela ter sido solicitada em caráter de emergência.

A proposta visa cortar imediatamente as exportações de petróleo para a Europa com o objetivo de desestabilizar as fragilizadas economias de vários países Europeus. A lei servirá como retaliação ao embargo da União Europeia ao petróleo iraniano anunciado em 16 de janeiro, mas cuja implementação está prevista para os próximos cinco meses a fim de dar tempo para que economias como a Grécia e Espanha encontrem oferta alternativa de petróleo.

Hosseini disse que ainda não existe uma lei, apenas uma “ideia das autoridades” que ainda precisa ser estudada pela Comissão de Energia antes de ser aprovada.

(Dow Jones)

Bombeiros decidem manter buscas por corpos nos escombros dos desabamentos no Rio

Anteriormente programadas para terminar neste domingo (29), as buscas por corpos nos escombros dos desabamentos acontecidos no Centro do Rio de Janeiro vão continuar. Neste sábado (28), já havia sido suspensa a utilização de equipamentos pesados e os bombeiros trabalhavam apenas com uma escada Magirus na retirada de parte do vão das escadas do Edifício Liberdade, que ainda ficou presa ao prédio do lado. 

Os parentes de cinco desaparecidos ainda esperam por notícias, o que pode elevar para 22 o número de mortos na tragédia. O 16º e 17º corpos foram encontrados na madrugada deste sábado. 

O secretário Estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, que acompanha o trabalho das equipes de resgate, enviou algumas máquinas e equipes com cães farejadores para o terreno onde estão sendo depositados os entulhos, na Rodovia Washington Luís, na Baixada Fluminense.

Nesta última sexta-feira (27), foi achado um corpo de mulher, já muito dilacerado, entre os escombros e o secretário não descarta a possibilidade de que corpos de outras vítimas possam estar no local.

(Estadão)

Saúde amplia ações contra hanseníase no Ceará

O Ceará receberá R$ 780 mil adicionais para ampliar as ações contra a hanseníase, em seis municípios.  São eles: Fortaleza (R$ 500 mil), Juazeiro do Norte (R$ 100 mil), Sobral (R$ 60 mil), Iguatu (R$ 60 mil), Crato (R$ 30 mil) e Icó (R$ 30 mil).

O Brasil mantém a queda na incidência da hanseníase no país. Entre 2010 e 2011, o coeficiente de detecção de casos novos caiu 15%. Entre menores de 15 anos, este percentual baixou 11%.

Os dados preliminares mostram que, em 2011, houve 30.298 casos novos detectados, um coeficiente de 15,88 casos novos por 100 mil habitantes. Destes, 2.192 casos foram registrados em menores de 15 anos (4,77 por 100 mil habitantes). Em 2010, o coeficiente de detecção geral foi de 18,22 por 100 mil habitantes, correspondendo a 34.894 casos novos da doença no país, sendo 2.461 casos na população menor de 15 anos (5,36 por 100 mil habitantes). O Estado possui um coeficiente de detecção de 21,65 por 100 mil, na a população geral, e 1.830 casos novos conforme estimativa preliminar para 2011.

O anúncio precede o Dia Mundial de Luta contra Hanseníase, celebrado neste domingo (29). A meta do Plano de Eliminação da Hanseníase, estabelecido em 2011, é que haja menos de um caso de hanseníase para cada grupo de 10 mil habitantes até 2015.

(Ministério da Saúde)

Ensaio, por enquanto

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Todo mundo sabe que o Partido dos Trabalhadores é cheio de alas. Compará-lo às grandes escolas de samba é brincadeira que se faz há muitos anos. Mas a brincadeira é séria e verdadeira. No presente momento, uma das alas, a Democracia Socialista, mais conhecida entre petistas como DS, está tomando as rédeas da escolha do candidato à sucessão de dona Luizianne, uma das integrantes dessa ala. No comando dos “passistas” o deputado estadual Antonio Carlos e o presidente municipal do partido, Raimundo Nonato Lima. É a DS que está fazendo pressão para que os candidatos em potencial, integrantes de uma famosa lista dos 13 que surgiu em 2011, retirem seus nomes.

A lista , aliás, começou a ficar desfalcada há meses e foram poucos os que restaram, entre eles o deputado Artur Bruno, o deputado-secretário Camilo Santana e o presidente da Câmara de Vereadores, Acrísio Sena. Acrísio, pelo que consta, embora pressionado, não se intimidou e ainda se mantém firme no propósito de apresentar seu nome como concorrente. Pelo gosto e vontade da DS o candidato será Elmano Freitas, atual secretário de Educação de Fortaleza, que aceitará a convocação, ao contrário de Waldemir Catanho que preferiu não se arriscar.

Mas dizem que Catanho era candidato apenas para “guardar o lugar” de Elmano que, se tivesse sido apontado com antecedência, poderia sair chamuscado. Afinal, ele ocupa uma secretaria, alvo fácil para a artilharia de adversários. Não é à toa que o deputado Heitor Férrer, possível candidato do PDT, começou a atirar pedras no telhado de vidro da rede municipal de ensino.

Para quem considera a atitude de Acrísio Sena um ato, digamos, de teimosia, os que com ele convivem têm resposta na ponta da língua: o vereador tem história na cidade, conhece seus problemas e é quem fomenta o debate de temas significativos relativos a Fortaleza. Dizem mais, que estaria o vereador preparado para o enfrentamento com os candidatos Inácio Arruda (PCdoB) e Heitor Férrer (PDT). Mas aqui cabe uma perguntinha: estaria preparado para enfrentar o elevado índice de rejeição à Prefeita por parte eleitor fortalezense? Segundo consta, o discurso seria o de reconhecer o que de bom está sendo feito e propor avanços. Por enquanto, estamos só assistindo os ensaios. Esperemos para ver qual é o enredo que a plateia irá aplaudir. Ou melhor, votar.

(Coluna Bric-à-Brac / O POVO)

México, o país mais perigoso para jornalistas

Dois homens praticavam jogging por volta das 7 horas do dia 1° de setembro do ano passado, no parque de El Mirador, junto a um cemitério em Iztapalapa, na Cidade do México, quando depararam com os corpos de duas mulheres, nus e amarrados. Ambas eram jornalistas e tinham 48 anos; morreram baleadas e estranguladas.

Marcela Yarce fundou a revista política “Contralínea”; Rocío González Trápaga, ex-repórter da Televisa, o maior grupo de comunicação do país, era free-lancer. A Procuradoria Geral de Justiça do Distrito Federal aponta como a motivação mais provável das mortes as reportagens da “Contralínea” sobre o narcotráfico.

Pela primeira vez, os ataques do crime organizado contra a imprensa faziam vítimas fatais na capital.

Com 10 dos 103 jornalistas assassinados no mundo em 2011, segundo o Instituto Internacional de Imprensa (IPI), o México foi o país mais perigoso para o exercício do jornalismo -à frente até do Iraque, com nove mortos. (De acordo com o mesmo levantamento, o Brasil teve cinco mortes de jornalistas, empatado com Chile e Líbia. A América Latina figura como a região mais perigosa do planeta para a profissão.)

E 2012 já começou sangrento: o primeiro jornalista a perder a vida de forma violenta foi um mexicano. Na tarde de 6 de janeiro, Raúl Quirino Garza, 30, repórter do jornal “La Última Palabra”, de Nuevo León, foi morto a tiros na região metropolitana de Monterrey, a terceira maior cidade do país.

Além de repórteres e editores, os próprios jornais vêm sendo ameaçados. Em 2011, em Coahuila, a sede de “El Siglo del Torreón”, que foge à regra por publicar nomes de autores de crimes que noticia, sofreu um duplo ataque: um carro foi incendiado em frente à sua sede, e o prédio foi alvo de tiros.

Em julho, corpos foram deixados em frente às instalações dos jornais “Noroeste” e “El Debate”, em Sinaloa. A Redação do jornal “El Buen Tono”, de Veracruz, foi incendiada em novembro. Já no “El Sol de Chilpancingo”, de Guerrero, ocorreu um episódio mais inusitado. Um grupo de criminosos entrou na gráfica e parou as rotativas, para evitar a publicação de uma foto que mostrava presos numa operação do Exército.

Guerra

O pesadelo mexicano não vem de hoje, mas ganhou cores mais dramáticas em 2006, quando o presidente conservador Felipe Calderón (Partido da Ação Nacional) deu início, no Estado de Michoacán, a uma guerra contra os cartéis do tráfico.

Segundo o repórter e cronista Juan Villoro, ao deflagrar a guerra, Calderón “traiu a população”. “Durante a campanha eleitoral, ele jamais tinha falado de guerra ao narcotráfico. E a iniciou 14 dias depois da posse”, disse à Folha. “Ele não foi eleito democraticamente com essa proposta.”

As ações de Calderón envolvem a Polícia Federal e as Forças Armadas, além de apoio dos EUA (treinamento, comunicações e inteligência). A resposta do crime à repressão vem na forma de execuções em massa –segundo a Procuradoria Geral da República, em 2011 foram 12.903 mortes, ou 48 por dia. Desde 2006, 47.515 perderam a vida em decorrência de conflitos entre cartéis, ações do Exército ou ataques de criminosos contra civis.

É certo que a guerra às drogas será um tema central nas eleições que acontecerão em julho. O governista PAN (Partido da Ação Nacional) está em baixa, e Calderón, desgastado, não deverá conseguir eleger sua candidata, Josefina Vázquez Mota. Até agora, o favorito é o candidato do PRI, Enrique Peña Nieto. Também concorre o esquerdista Manuel López Obrador, derrotado na eleição passada.

Chacinas

As chacinas tornaram-se rotina no país. Em Monterrey, em agosto de 2011, num acerto de contas entre cartéis, um grupo de pistoleiros atacou um cassino e assassinou 53 pessoas.

Em setembro, traficantes abandonaram 35 corpos nas ruas de Veracruz. Em novembro, foram 25 em Sinaloa e 26 em Guadalajara, às vésperas da Feira Internacional do Livro, o principal encontro mundial das letras hispânicas.

O abandono de corpos na rua é uma forma de marcar território e deixar “recados” a facções rivais ou ao governo, além de espalhar o terror na população. As vítimas muitas vezes são gente do povo, escolhidas a esmo.

Com os corpos, são deixadas “narcomensagens” em pedaços de papelão ou pano, ou até mesmo com sangue, diretamente nos cadáveres. Decidir se devem noticiar esse tipo de crime –e assim passar as “narcomensagens” adiante– tornou-se um dilema para repórteres e editores de todo o país.

Em entrevista à Folha, um dos mais experientes repórteres de guerra em atividade no mundo, o norte-americano Jon Lee Anderson, que cobriu a guerra do Iraque e conflitos em favelas brasileiras para a revista “The New Yorker”, resume o dilema: “Com um opressor tão poderoso quanto o submundo criminoso mexicano, é difícil forjar uma estratégia de mídia que possa tanto oferecer a verdade para o público quanto proteger a vida dos jornalistas”.

(Folha)

União: a necessária marca do candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza

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O publicitário Fabner Utida, autor do livro Campanha Eleitoral: Os 5 Elementos Estratégicos, avalia o peso dos nomes do PT à Prefeitura de Fortaleza. Confira:

Este assunto da escolha do nome do candidato do PT à prefeitura de Fortaleza ganha, a cada dia, mais ares de um filme digno de Oscar.

De fato, tudo que se debate hoje, na verdade, tem um olhar direto em 2014. A difícil tarefa reside na questão de encontrar um nome que garanta uma “relativa” tranquilidade a todos os principais atores políticos, tanto nos cenários da sucessão de Cid e reeleição de Dilma, quanto no crescimento político de Luizianne Lins.

Mas vamos iniciar com as premissas básicas: 1) o PT vai ter um candidato; 2) o objetivo é, no mínimo, garantir a manutenção das posições.

Mas o que queremos dizer com manter posições? Falando dos atores principais, temos o seguinte quadro: o PT com o Governo Federal e Fortaleza; o grupo do Cid/Ciro com a liderança do Governo do Estado e; o PMDB caminhando junto (e muito bem reconhecido) nas três esferas.

Um nome Luizianne “puro sangue” vitorioso irá torná-la candidatíssima ao governo do estado em 2014. Um nome “puro sangue” Ferreira Gomes pode assustar o Campo Majoritário nacional com as possibilidades envolvendo, fundamentalmente, o nome de Ciro (candidato a presidência ou até mesmo uma vice com Aécio: meras especulações).

Olhando tudo isso, vamos a alguns nomes colocados:

Senador Pimentel: um homem público com uma história incrível, extremamente confortável ao Campo e com um bom relacionamento com Luizianne. Seria definitivamente “o cara”, não fosse o fato de seu suplente ser Sérgio Novais: um dos maiores inimigos políticos de Ciro e Cid.

Elmano Freitas: tem feito um trabalho muito interessante no ambiente da educação municipal e na base da Democracia Socialista (corrente política do PT comandada por Luizianne). Mas… mas… É necessário lembrar que em um dos momentos mais delicados da história do PT, na crise de 2005, Elmano deixou o partido e seguiu os passos de João Alfredo rumo ao PSOL. Aqui tem grande crise com o Campo e tira um pouco o brilho do atributo “fidelidade”.

Artur Bruno: foi o deputado federal mais votado do PT em Fortaleza e tem um bom recall. Porém existe o fato dele ser considerado, dentro e fora do partido, como um nome isolado. Não encontra grande amparo em nenhum dos pilares: Campo Majoritário, grupo dos Ferreira Gomes e Luizianne Lins.

Guilherme Sampaio, Acrísio Sena e outros considerados Luizianne “puro sangue” demais criam-se instabilidades tanto para o campo majoritário quanto para os Ferreira Gomes. Isso porque todos sabem que Luizianne tem personalidade forte e com um desses nomes conquistando a vitória, a tornará super-candidata ao Palácio Abolição em 2014. Isto criaria instabilidades para a manutenção de uma aliança confortável à reeleição de Dilma a ao sucessor de Cid.

Tem um outro ingrediente desta pequena trama cinametográfica: Luizianne tem o total controle sobre as decisões do diretório municipal. Ou seja, o candidato do PT à prefeitura de Fortaleza deverá, necessariamente, ter o aval dela.  A não ser que, por alguma remotíssima razão do destino, ela acabe saindo deste processo.

Mas a prefeita, com a sua inegável inteligência política, sabe que pode morrer politicamente se bancar sozinha uma decisão e ver seu candidato sair derrotado nas urnas. Além do fato de que uma oposição vitoriosa adoraria trabalhar fatos em cima das suas questões administrativas.  Existem boas possibilidades de crescimento político para Luizianne no futuro, como por exemplo, o Senado Federal.

Nesta conjuntura ressurge um nome que parece ser o caminho da solução: Camilo Santana. Ele iniciou sua vida política no PSB, mas se filiou ao PT em 2002 ajudando a construir a trajetória de sucesso do partido nos últimos dez anos. Sempre votou em Lula. Foi o deputado estadual mais votado no Ceará em 2010. Atualmente comanda a Secretaria Estadual das Cidades, que tem grandes e positivas intervenções em Fortaleza, como os projetos do Maranguapinho, Dendê e Cocó, além do surgimento do maior programa de habitação de toda a história de Fortaleza que deverá envolver cerca de 45 mil unidades habitacionais.

Camilo é uma pessoa de grande caráter e extremamente fiel. Tem total trânsito no Campo Majoritário e o apoio de Cid e Ciro. Tem boas características pessoais para uma disputa onde a mídia televisiva pode fazer a diferença. É um nome novo. Um jovem com experiência administrativa. A questão dos banheiros torna-se plenamente superável com um bom trabalho de comunicação pelo simples fato de que ele nada teve a ver com os ocorridos. A sua maior fragilidade, o aval de Luizianne, parece ser mais simples de ser superada se comparada com as fragilidades dos outros pré-candidatos.

Existem outros nomes que não parecem estar cotados para a disputa do pleito no momento mas que, de repente, podem surgir como apaziguadores da situação.

Enfim, neste cenário, o nome ideal do PT à prefeitura de Fortaleza, tem que ter biografia, história, características e atributos que possibilitem competitividade eleitoral, mas acima de tudo, garantir uma marca com nome claro: união.

‘Tasso Jereissati é o nome para eleições de 2014’, diz presidente estadual do PSDB

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O presidente estadual do PSDB, Marcos Cals, disse à jornalista Sônia Pinheiro, em entrevista publicada neste domingo (29), no People, no O POVO, que o ex-senador Tasso Jereissati é um nome do partido para as eleições de 2014.

Marcos Cals, que é pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, este ano, não esclareceu se Tasso disputará novamente uma cadeira no Senado, se será candidato ao Governo do Estado ou se puxará uma grande bancada tucana à Câmara dos Deputados.

Ronda promove workshop para normas diretrizes

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Oficiais do programa Ronda do Quarteirão participam do 1º Workshop Ronda, nesta segunda-feira (30), das 8 às 17 horas, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Segundo o comandante do Ronda, tenente-coronel Roosevelt Alencar, o evento deverá elaborar novas normas diretrizes do programa para a melhoria das ações operacionais na redução dos índices da violência social.

De acordo ainda com o comandante, o workshop irá trabalhar quatro importantes questões. “A motivacional, diante da valorização do policial; a organizacional, que buscará uma maior aproximação com a comunidade para o combate à perturbação alheia e à poluição sonora; a comportamental, que abordará a melhor postura do policial em serviço; e a de projetos, que buscará parcerias com outros órgãos”, explicou Roosevelt Alencar.

Lei Geral da Copa recebe críticas por restringir comércio em torno dos estádios

O projeto da Lei Geral da Copa, encaminhado à Câmara dos Deputados pelo Poder Executivo, ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional e já enfrenta questionamentos sobre a sua constitucionalidade. Um artigo em especial, tem causado preocupação entre entidades de defesa dos interesses de comerciantes, de consumidores e de juristas.

O artigo 11 do texto trata da restrição do comércio de produtos e de publicidade nas áreas em torno dos estádios e principais vias de acesso aos eventos esportivos. O artigo determina que a União, os estados e municípios que sediarem os jogos da Copa devem assegurar que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) tenha exclusividade para “divulgar marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços”, além de atividades de comércio de rua nos Locais Oficiais de Competição, nas suas imediações e principais vias de acesso.

O parágrafo único do artigo diz ainda que os limites dessas áreas de exclusividade serão definidos posteriormente pela autoridade competente “considerados os requerimentos da Fifa”.

O trecho foi mantido pelo relator da matéria na Câmara dos Deputados, Vicente Cândido (PT-SP), e recebeu parecer favorável no que se refere à sua constitucionalidade no substitutivo apresentado por ele na comissão especial que analisa o assunto. No entanto, juristas e entidades de defesa do consumidor e dos comerciantes, alegam que a lei irá obrigar os estabelecimentos comerciais que estiverem instalados próximos aos estádios a venderem apenas as marcas patrocinadoras do evento esportivo.

Para o professor de direito constitucional da Universidade de Brasília, Mamede Said, é “inadmissível” que um comerciante seja obrigado a deixar de vender determinadas marcas ou produtos por causa dos jogos da Copa do Mundo. Na opinião dele, o artigo fere o direito à liberdade de exercício de profissão e contraria outras leis já existentes, como o Código de Defesa do Consumidor. “As relações de consumo têm que ser respeitadas”.

Autor do projeto original, o Ministério do Esporte informou por meio de sua assessoria que o texto foi amplamente discutido antes de ser enviado ao Poder Legislativo e que agora está em debate na Câmara. Até a publicação desta reportagem, ninguém do ministério comentou as críticas apontadas.

(Agência Brasil)

As esquizofrenias petistas

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Vitalidade, falta de pragmatismo, exercício de democracia.

Pode-se utilizar todos esses argumentos e até ampliar o leque para definir os processos que levam o PT a tomada de suas decisões, como tem sido o caso da escolha do candidato às eleições de 2012 em Fortaleza.

O que não se pode negar é a capacidade que a legenda da estrela vermelha tem para dimensionar fatos que poderiam ser tratados de formas menos complexas.

O resultado é a exposição extremada que nem sempre é benéfica em termos de opinião pública. E aqui não venha dizer que a culpa é da imprensa.

Primeiro, quem começa a definir candidatura a menos de um ano das eleições colocando 13 nomes, é porque não tem nenhum. Depois, diminuir para quatro, para em seguida aumentar para seis os possíveis postulantes, é a prova de que as coisas no PT podem sempre piorar.

Bom, a culpa pode não ser da imprensa. Mas ainda bem que existem as esquizofrenias petistas.

(Menu Político / O POVO)

Que perfil os candidatos à Prefeitura de Fortaleza devem ter?

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Em enquete publicada na edição deste domingo (29), no O POVO, o professor Reudo Sales, o cientista político Josênio Parente, a socióloga Glória Diógenes, o professor Filomeno Moraes, o diretor da Transparência Brasil Cláudio Abramo e o jornalista Érico Firmo opinam sobre o melhor perfil de uma candidatura à Prefeitura de Fortaleza. E, você, qual a sua opinião?

Para o professor Reudo Sales, o candidato deve apresentar duas características fundamentais: metodologia e humanismo, além de honestidade, ética e conhecimento.

Já o cientista político Josênio Parente, o candidato ficará refém da coligação partidária que o apóia. Segundo o cientista político, cada vez menos os atributos individuais do candidato se destacam.

Para a socióloga Glória Diógenes, o candidato deve honrar seus princípios ideológicos e seu programa de governo, além de trabalhar questões sobre direitos humanos, qualidade de vida e mobilidade urbana.

O professor Filomeno Moraes defende o fim da acomodação dos grupos políticos e a alternância do poder.

O diretor Cláudio Abramo defende o candidato capaz de assegurar uma gestão profissional, capaz de garantir a eficiência nos servidos prestados pela Prefeitura.

Já o jornalista Érico Firmo diz que Fortaleza precisa de planejamento acima de qualquer coisa, atualmente o grande déficit que a cidade enfrenta. Segundo o jornalista, a gestão Luizianne Lins não traçou plano de ação estrutural para preparar Fortaleza para a próxima década.

Luizianne, por ela mesma

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Enquanto aliados quebram a cabeça em conjecturas sobre o destino de um dos principais nomes petistas do Ceará, a prefeita Luizianne Lins afirma que vive um dilema: permanecer na esfera de militância pelas questões públicas ou se dedicar a projetos de foro íntimo, questão que passa pelo confronto entre liberdade e a política institucional.

Ela recebeu a reportagem do O POVO com exclusividade em seu gabinete, no Paço Municipal, na tarde da última sexta-feira (27). Numa entrevista de uma hora e meia, Luizianne se emocionou, disse que entregará a Prefeitura nas mãos de seu sucessor satisfeita e dizendo que o único ressentimento é de injustiças e acusações que sofreu durante os últimos sete anos.

O POVO – Seu futuro na política terá que ver também com o desenrolar da conclusão de gestão. O que podemos esperar para este 2012?

Luizianne Lins – Eu estou saindo muito tranquila e muito satisfeita de poder ter promovido em Fortaleza a transformação que a cidade vem passando. Para quem recebeu a cidade devendo quase R$ 300 milhões de restos a pagar, de dívida, manter a cidade funcionando e, cada vez mais acumulando índices de sucesso. (…) Embora muitas pessoas não reconheçam, nós vivemos numa cidade muito melhor do que eu peguei sete anos atrás. 2012 vai ser o fechamento de um grande ciclo. Isso significa a entrega de grandes obras.

OP – Hoje lhe apontam como uma das principais forças políticas do estado, diferentemente de 2004, em que houve uma candidatura de enfrentamento até com o próprio partido. Como podemos pensar você como figura política hoje em relação àquele momento?

Luizianne – Fui dez anos parlamentar, mas não chega perto do que é o Executivo (diz visivelmente emocionada). Hoje há uma Luizianne muito mais madura com relação a entender os processos políticos de forma muito forte. Inevitavelmente você vai ficando mais forte, no sentido de ter a dimensão do que você e de até onde você pode ir. Eu estou aqui por uma missão. Não entrei na política para fazer negócio ou para cumprir tabela de vaidade. Desde os primeiros anos de juventude eu dedico a isso o meu dia a dia; os melhores anos dos meus dias à luta do povo, em função de que o mundo melhore. E fico feliz de não ter perdido isso, mesmo com a dureza do Executivo. Sou uma pessoa com muito mais experiência e eu me permito aprender, porque a gente precisa de humildade com os processos da vida. Você precisa de muita sabedoria para todo dia tomar decisões e não se arrepender delas.

OP – Apontam, até agora, cinco espaços de atuação como projetos para você após a Prefeitura: Senado, Governo do Estado, cargo no Governo Federal, universidade ou uma segunda maternidade. Como vê cada uma dessas possibilidades?

Luizianne – Eu estou, de fato, numa relação de introspecção com relação a isso. Se eu quero permanecer na política na esfera pública ou não. Isto é uma coisa que me divide, me faz refletir sobre isso. Que eu vou querer eternamente lutar por melhores dias é inconteste. A forma como isso vai acontecer é que me divide e confesso, do fundo da minha alma, que vivo uma questão existencial com relação a isso. Minha vida, desde muito jovem, foi voltada para os outros. Fiz pouca coisa pra mim mesma. Tenho uma dívida com minha carreira acadêmica, tenho um Mestrado inconcluso. Eu hoje vivo esse dilema interior. Isso faz com que eu tenha dúvidas sobre o que vai ser o meu sentimento em 2013. Tenho muita vontade de poder voltar a ser pessoa física e responder por mim mesma, ser um indivíduo novamente. E vou viver isso. Não sei por quanto tempo.

OP – Isso passa pela maternidade?

Luizianne – Também por isso, se for o caso. Ter o direito de decidir. Tenho um filho de 12 anos, mas talvez eu quisesse ter tido muito mais filho. Ter o direito de decidir, ter essa liberdade. Eu sempre fui alguém que teve na militância um referencial de luta pela liberdade. Quanto mais livre um ser humano conseguir ser, mais feliz ele será. Isso nem sempre está no mesmo ritmo da política institucional. Não tenho resolvido: se vou permanecer na esfera pública ou se vou fazer na esfera mais íntima, como na universidade, ou se vou disputar cargo público. E, em 2014, se eu continuar na esfera pública, tudo pode ser colocado: posso ser candidata a deputada federal, a governadora do Estado, a senadora, posso ser cabo eleitoral. Mas eu devo passar um tempo fora do Brasil, concluir meu Mestrado e meu Doutorado, decidir se vou ou não ter outro filho. Eu acredito que dei uma boa contribuição, já.

(O POVO)

PMDB e PT não se entendem sobre alianças para eleições

As alianças para a disputa municipal deste ano ainda estão em fase inicial de negociação, mas já é possível sentir o clima pesado entre os partidos da base governista.

E tudo indica que a queda de braço travada na última semana pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), com o governo, por conta a demissão do diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra Seca (Dnocs), poderá afastar ainda mais peemedebistas e petistas.

De acordo com levantamento preliminar feito pelo presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), por enquanto, só há previsão de aliança entre seu partido e o PT em duas das 27 capitais do país: São Luís e Rio de Janeiro.

— Em São Luís, nosso candidato desistiu da disputa e há uma perspectiva de nos aliarmos ao PT. No Rio, onde a aliança já existia e seria natural o apoio do PT à reeleição do prefeito Eduardo Paes, estamos tendo problemas — confirma Raupp.

A aliança entre o PT e PMDB no Rio, de fato, não é nada amistosa e vem sofrendo resistências de setores de ambos os partidos.

Apesar do empenho do governador Sérgio Cabral para manter a união das duas legendas em favor da reeleição do peemedebista Paes, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) chegou a convocar um protesto no mês passado contra essa aliança.

(O Globo)

O STF no tribunal da opinião pública

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Em artigo publicado neste domingo (29), no Estadão, o Doutor em Direito pela Universidade de Edimburgo (Escócia) e Doutor em Ciência Política pela USP, Conrado Hübner Mendes, analisa a atuação do CNJ perante a opinião pública. Confira:

Vários anos de debate se passaram antes que a reforma do Judiciário fosse aprovada, em 2005. Entre outras coisas, criou-se o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um órgão estranho à estrutura histórica do Judiciário brasileiro. Não demorou para que questionamentos iniciais sobre a sua constitucionalidade fossem levados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o STF rejeitou a ideia de que, em decorrência da independência judicial, juízes devam controlar a si mesmos somente por meio de corregedorias estaduais, sem nenhum monitoramento central. Ao menos no discurso, o STF considerou tal reforma compatível com as cláusulas pétreas da Constituição e abraçou a opção do constituinte. O CNJ sobreviveu. Sem muito alarde, porém, a contrarreação judicial persistiu.

Passados mais de cinco anos de seu nascimento, as competências do CNJ permanecem sob intensa pressão. Recentemente, contudo, esse duradouro e quase silencioso conflito ganhou outra estatura. A opinião pública despertou para um problema que permanecia incubado e, em face de numerosas evidências de improbidade judicial que vieram à tona nos últimos meses, parece não estar disposta a negociar a constitucionalidade dos poderes de investigação do CNJ. O que deveria ser apenas mais um caso rotineiro de controle, pelo STF, da atuação do CNJ se tornou, do dia para a noite, um evento politicamente explosivo.

A opinião pública, alguns dirão, é uma instituição enganosa. Não passaria de um mito inventado para facilitar a manipulação ideológica e dar coerência narrativa a fatos políticos que não enxergamos nem explicamos. Debaixo de sua aparente impessoalidade estariam escondidos os projetos de dominação de meia dúzia de poderosos. Para esses céticos, o que há, ou o que lemos e ouvimos no espaço público, são opiniões individuais mais ou menos desencontradas, distintas de uma entidade fictícia, com autoridade moral própria, chamada “opinião pública”.

O mundo político, de fato, seria menos complicado sem ela. Mas não foi com base nesse ceticismo que regimes democráticos foram concebidos. Democracias constitucionais adotaram uma intrincada rede de instituições para captar e processar não somente um, mas vários tipos de opinião pública, que operariam em tempos e sintonias diversos. Grosso modo, o Legislativo e o Executivo canalizariam, por meio de eleições periódicas, a opinião pública cotidiana, tão oscilante quanto impulsiva. Já uma Corte constitucional, distanciada dos ciclos eleitorais, trabalharia num ritmo que fomenta uma opinião pública mais refletida e de longo prazo, baseada nos valores e princípios da Constituição. O controle judicial serviria para conter a taquicardia e volatilidade da opinião pública do primeiro tipo. Protegeria a democracia, costuma-se dizer, contra os germes de sua autodestruição.

É por aí que se dá sentido a uma maquinaria institucional que, bem ou mal, tenta traduzir na prática as várias facetas do ideal de “governo do povo”. E há nesse arranjo um detalhe interessante: a Corte constitucional é não apenas a regente dessa opinião pública mais densa, mas ao mesmo tempo é controlada por tal opinião. Pesquisas feitas em várias democracias, das mais às menos estáveis, mostram que a capacidade real de uma Corte controlar os outros Poderes tem correlação direta com o capital político que essa mesma Corte acumula ao longo do tempo. Em outras palavras, uma Corte que deixa corroer sua própria reputação gradualmente perde força e se marginaliza no sistema político. Aqueles que se preocupam com o velho dilema de “quem guarda o guardião” ou de “quem deveria ter a última palavra”, receosos do excessivo poder nas mãos de autoridades não eleitas, encontram aqui uma potencial resposta.

Uma dose de Realpolitik, portanto, suscita indagações relevantes sobre o momento por que passa o STF e sobre as consequências que advêm de suas decisões em casos delicados assim. O STF, é claro, não deve obediência ao que pensa a opinião pública da hora. Índices momentâneos de popularidade não podem pautar sua atuação. Afinal, precisamos dele justamente para que resista aos deslizes voluntariosos nos quais a opinião pública cotidiana, às vezes, incorre. Esperamos que ele desconfie das maiorias. Essa foi, ao menos, a aposta constitucional e o STF não economiza retórica para reforçar esse seu papel.

Entretanto, há algo qualitativamente mais complicado no caso presente. Aos poucos, vem-se formando uma opinião pública menos apressada, que não cai na tentação reducionista de classificar qualquer argumento do STF como mero disfarce de preferências políticas, como um jargão gratuito que recorre ao juridiquês para encobrir uma realidade mais crua – o suposto choque entre juízes corporativistas, de um lado, e republicanos, de outro. Em vez de presumir o cinismo judicial, leva o STF a sério e quer dialogar por meio dos termos e conceitos jurídicos em jogo. Tem tanta preocupação com a Constituição quanto o STF. Informou-se, elaborou bons argumentos e pede ao tribunal, em contrapartida, a mesma atitude, na mesma linguagem, independentemente de sua posição final.

Esta não é uma opinião pública rasteira, fácil de desqualificar. O STF precisa reagir à altura. Se não por respeito e reciprocidade, ao menos como ato de prudência política. Infelizmente, ele tem sido mais defensivo do que autocrítico. Fala bastante – nos jornais, nos auditórios e nas suas pesadas decisões escritas -, mas pouco escuta. Infantiliza as críticas que recebe, como se fossem feitas por leigos incapazes de entender o argumento “técnico”. São sinais de insegurança (ou de excesso de autoconfiança). Entrar numa conversa mais horizontal, sincera e desarmada com a opinião pública continua a ser seu maior desafio.