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Autor de Nova Gramatica diz ser difícil brasileiro seguir regras da língua portuguesa

“É difícil insistir em normas para a língua num país que adora desobedecer a regras”, define Ataliba de Castilho, autor da Nova Gramática do Português Brasileiro, lançado em abril deste ano.

Professor titular aposentado da USP e da Unicamp e um dos idealizadores do Museu da Língua Portuguesa, ele diz que os autores do livro didático Por uma vida melhor, que dedica um capítulo ao uso popular da língua, estão empenhados em discutir a amplitude e a criatividade da língua portuguesa, além do conceito de certo e errado estabelecido pela norma culta. O livro é adotado pelo MEC (Ministério da Educação) para a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“As pessoas estavam acostumadas com a ideia de que só há um jeito de falar. Mas agora há a percepção de que a língua é heterogênea e que há vários modos de se dizer a mesma coisa”, afirmou em entrevista ao Poder Online.

Poder Online – Como autor da Nova Gramática do Português Brasileira, como o senhor tem acompanhado as discussões a respeito do livro Por uma vida melhor, adotado pelo MEC para a Educação de Jovens e Adultos (EJA)?

Ataliba de Castilho – Essa discussão foi por um caminho errado, mas sem querer acertou numa outra coisa em que não se estava pensando. A discussão está errada porque o julgamento do livro não leva em conta que ele apresenta as regras de concordância do português padrão, que é o português da escola, e depois mostra como as pessoas aplicam essas regras na variedade popular. Mas o lado positivo é que essa querela colocou na rua um tipo de discussão que tem sido desenvolvida nos últimos vinte anos dentro das universidades e nos órgãos que administram o ensino. Essa discussão tipicamente acadêmica foi tirada dos muros da universidade e jogada na rua.

Poder Online – Em entrevista ao iG, o professor Evanildo Bechara afirmou que, ao lidar com  a questão da variedade popular em sala de aula, está se está tirando o do professor o elemento fundamental da educação: o interesse para aprender mais. Como o papel do professor entra nessa discussão?

Ataliba de Castilho – A questão que se deve levantar agora é: como vamos ensinar o padrão culto da língua a alunos que não vêm apenas da classe média urbana? Os professores de português, e aí o professor Bechara tem toda razão, jamais ensinariam um padrão que não seja de prestígio, que não seja o padrão culto. Ninguém quer que os seus alunos deixem de progredir em suas vidas. E para progredir, isso em qualquer sociedade humana, não só no Brasil, é preciso se conformar à classe de prestígio. Mas quando se transforma o ensino em uma lei geral, é que aparece o problema. Os alunos que não conhecem a variedade culta passaram a ir para a escola. E como agir? O professor faz de conta que não vê aquele aluno, que a língua dele não existe e que tudo o que ele fala está errado? Se agir desse jeito, o professor afastará o aluno do aprendizado. O ideal é que o professor leve os alunos a refletirem sobre os diferentes modos de dizer a mesma coisa. Foi isso que a autora do livro fez.

Poder Online – Como o senhor acha que um professor de escola pública recebe e trabalha com os livros que estimulam os alunos a refletir sobre os diferentes modos de dizer a mesma coisa?

Ataliba de Castilho – Aí colocamos o dedo na ferida. Estamos, de fato, no olho do furacão. Estamos mudando a clientela do ensino fundamental, mas os professores continuam a ser preparados pelas faculdades de letras – preparados entre trinta mil aspas – para não saber como cuidar dessa situação. Ou seja, eles não estão sendo preparados para enfrentar a nova clientela que está nas escolas. E aí surgem muitos equívocos. Mas não se pode condenar os professores de português. É difícil insistir em um conjunto de normas para a língua num país que adora desobedecer todas as regras. Isso desde as autoridades federais, passando pelas estaduais até as municipais. O professor de português entra em confronto com a realidade: na sala de aula, ele diz que é preciso ter certos padrões, levar em conta certas normas e regras, mas no mundo fora da escola o que se é vê é o contrário. Não adianta cair de pau em cima do professor de português porque ele não consegue preparar os seus alunos. É lógico que ele não consegue: quando o professor abre a boca para explicar essas coisas, os alunos começam a rir por dentro. Ou pior: começam a rir por fora mesmo.

Poder Online – Há uma solução que possa auxiliar o professor em sala de aula?

Ataliba de Castilho – A ciência, tanto a pedagogia, quanto a linguística, sabe qual é o caminho. Mas não se consegue aplicar isso em sala de aula por causa do comportamento dos alunos. Um outro problema é que, tradicionalmente, os professores dão respostas para questões que os alunos não fizeram. Isso explica o desinteresse. Mas, ao invés de a aula ser um espaço em que se vai para saber o que é certo e correto, é preciso transformar a aula em um espaço de debate e discussão sobre a língua. Aí, sim, funciona porque, na ciência da linguagem, não há uma única resposta certa. O certo e errado só existe quando se reduz a língua à variante culta. Às vezes penso que os brasileiros foram treinados, por todas as situações históricas, a ser uma gente obediente, não criativa. Uma gente que está acostumada a perguntar se está certo ou errado. Não seria melhor perguntar: eu falei claro, eu escrevi claro?” 

(Poder Online – iG)

Parlamentar cearense apresenta projeto de lei apertando cerco contra propaganda de bebida alcóolica

O deputado federal João Ananias (PCdoB) apresentou projeto de lei propondo alteração na Lei nº 9.294 de 15 de julho de 1996 que, no seu artigo 1º, dispõe sobre as restrições ao uso das propagandas de bebidas alcoólicas, medicamentos e outros. Ele propõe que o limite para considerar como bebida alcoólica seja a partir de 0,5% Gay Lussac, como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS), assim sendo possível estabelecer maiores restrições à propaganda de bebidas, que corre solta no País.

Atualmente, são consideradas bebidas alcoólicas aquelas potáveis com teor alcoólico superior a treze graus Gay Lussac”. Na prática significa que cervejas, ices, coolers e qualquer outra com teor alcoólico inferior a 13% não são, do ponto de vista desta Lei, bebida alcoólica.

 “Queremos corrigir distorções que consideramos inaceitáveis, como o fato de atletas de seleções brasileiras e os próprios técnicos, fazendo propaganda de bebidas alcoólicas em canais abertos de TV e emissoras de rádio, a qualquer hora do dia,” explica João Ananias.

DETALHE – Segundo as estatísticas, 35% dos adolescentes fazem uso de bebidas alcoólicas pelo menos uma vez ao ano e 61% das pessoas envolvidas em acidentes haviam ingerido bebida alcoólica.

Fecomércio/CE lança programa para fortalecer sindicatos

A Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) lançam, nesta segunda-feira, às 18 horas, no Teatro Emiliano Queiroz, em Fortaleza, o Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA).  Durante o evento, o programa será apresentado para diretores e presidentes de sindicatos.

O PDA é uma iniciativa vinculada ao Programa Sistema de Excelência em Gestão Sindical (SEGS), segundo a assessoria de imprensa da Fecomércio, que “visa fortalecer e estreitar a aproximação das entidades do Sistema CNC com os empresários do comércio de bens, serviços e turismo.”

 O presidente do Sistema Fecomércio-CE, Luiz Bittencourt, disse para o Blog que o PDA tem os seguintes objetivos: Desenvolver a cultura do associativismo, ampliar a representatividade e a sustentabilidade das entidades, valorizar a imagem perante os empresários e a sociedade, captar e reter associados e fortalecer o movimento sindical empresarial e o Sistema CNC.

SERVIÇO

Teatro Emiliano Queiroz – Duque de Caxias, 1701, Centro, Fortaleza

Mais Informações sobre o PDA: http://www.cnc.org.br/servicos/servicos-para-sindicatos-e-federacoes/pda-programa-de-desenvolvimento-associativo

Campus da UFC em Sobral realiza Jornada de Odontologia

“O Curso de Odontologia do Campus da Universidade Federal do Ceará em Sobral promoverá a I Jornada Sobralense de Odontologia e a III Jornada Sobralense de Estomatologia, Radiologia Odontológica e Patologia Oral. Os eventos ocorrerá no período de 26 a 28 de maio, no Centro de Convenções desse município. Professores e alunos do curso realizarão, paralelamente, no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Professor Ícaro Moreira, o Odontocomunidade,  programa com atendimento preventivo voltado para pacientes em idade escolar, que inclui exames de diagnóstico e prevenção do câncer de boca.

As inscrições de trabalhos superaram a expectativa dos organizadores. Foram inscritos mais de 246 trabalhos científicos e realizadas 350 inscrições. A programação científica das jornadas inclui a realização de cursos, simpósios, palestras, debates, apresentações acadêmicas, workshops e hands-on.

Durante as jornadas, as ações de pesquisa e extensão realizadas no Curso de Odontologia serão apresentadas aos participantes. No momento, são desenvolvidos sete projetos de extensão, alguns voltados para públicos específicos, como o Projeto Sorriso Positivo (pacientes soropositivos) e o Pacientes com Necessidades Especiais (Síndrome de Down e cardíacos).

Outros projetos atuam na área de Dentística (estética oral), dores na face e doenças de boca. Uma das iniciativas dedica-se à elaboração de vídeos educativos exibidos na sala de espera do atendimento, realizado gratuitamente no CEO Professor Ícaro Moreira (Rua Padre Ibiapina, 170), em todas as especialidades odontológicas.”

SERVIÇO

* Para obter informações sobre inscrições e programação completa, basta acessar o site dos eventos: www.odontologiasobral.ufc.br/josb.

(Site da UFC)

José Dirceu: Crise envolvendo Palocci é "forjada"

 

José Dirceu saiu em defesa do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, neste fim de semana.

Homem forte do governo Lula – a exemplo do que Palocci é no governo Dilma -, Dirceu afirmou em seu blog que o que existe é “mais uma crise forjada” criada pelo noticiário a respeito da evolução patrimonial de Palocci.

Ele concordou com a opinião do ministro da Jutiça, José Eduardo Cardozo, e afirmou que “há muita fumaça e poucos fatos apresentados”.

Dirceu, que ainda não tinha dado sua opinião sobre o caso, destacou outra fala de Cardozo para defender Palocci:

– O enriquecimento como causa, não é punível no sistema brasileiro, nem em nenhum outro país no mundo. O que é punido é o enriquecimento sem causa.” 

(iG)

Dirigente petista no Ceará alerta: Oposição não pode ser subestimada

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Com o título “Desafio do PT”, eis artigo do primeiro vice-presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Joaquim Cartaxo. Ele destaca a preferência do eleitrado pelo PT, fala de uma oposição sem identidade, mas que não deve ser subestimada e apregoa a necessidade de se manter a base aliado nas próximas eleições. Confira:

A conjuntura socioeconômica aponta que o prestígio do Partido dos Trabalhadores e seu projeto político estão, a cada dia, mais fortalecidos nas maiorias sociais. Evidencie-se a preferência inconteste do PT em relação aos demais partidos brasileiros em todos os setores sociais. Soma-se a isso, a expressiva aprovação popular da presidenta Dilma Rousseff ao final dos 100 primeiros dias de governo, confirmando nossas expectativas de continuidade e aprofundamento das mudanças políticas, socioeconômicas e culturais desenvolvidas pelo governo do presidente Lula.

Quanto à oposição, experimenta profunda crise de identidade e se move confusamente. Entretanto, a dispersão e a fragilidade dos oponentes não deve ser motivo para subestimá-los, pois representam setores consideráveis da classe dominante, controla o poder em vários estados e tem a seu lado importantes aparelhos de poder.

Em 2010, o PT disputou a presidência da república com uma tática que possuía duas prioridades: eleger Dilma presidenta e ampliar a bancada de senadores do PT e dos partidos aliados. Avaliava-se que de nada adiantaria eleger governadores sem eleger a presidência da república, pois comandar o governo federal era fundamental para prosseguir aprofundando as reformas e mudanças realizadas pelo governo Lula.

Assim, o diretório estadual do PT/Ce aprovou como tática eleitoral: eleger Dilma presidente; apoiar a reeleição do governador Cid Gomes; continuar ocupando a vaga de vice-governador; e para o senado defendia a chapa Pimentel e Eunício.  Além disso, rechaçava coligação formal ou informal com o PSDB. Diante dessa tática clara e objetiva, os partidos aliados se reposicionaram no cenário político estadual.

Os resultados estaduais foram a reeleição do governador Cid Gomes no primeiro turno, a eleição dos senadores José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). Nesse passo, o campo das forças populares, socialistas e progressistas, que se expressam no PT/PSB/PCdoB/PMDB, saiu das eleições com mais força para, alinhado com o governo da presidenta Dilma, continuar a implantação o projeto democrático e popular.

Agora, o desafio é manter a unidade desse campo no processo de disputa das eleições de 2012 em que ao PT caberá o papel de protagonizar a gestão das contradições e compartilhar as medidas que atendam aos interesses locais em jogo, sem prejudicar os objetivos estratégicos do projeto democrático e popular.

* Joaquim Cartaxo,

Primeiro vice-presidente do PT do Ceará.

Cagece diz ter perdido 60 milhões de metros cúbicos de água com fraudes

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Essa informação é da assessoria de imprensa da Cagece:

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) perdeu 60.625.516 metros cúbicos com as fraudes no sistema de abastecimento de água, no Ceará, de janeiro a dezembro de 2010. Para se ter um termo de comparação, essa quantidade de água perdida equivale ao que sai da
estação de tratamento de água do Gavião para abastecer Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Eusébio, em pouco mais de três meses. Esse volume de água corresponde a R$ 108 mil perdidos por fraudes, identificadas pela Companhia, em 2010.

Até agora, a Cagece contabilizou, de janeiro a abril de 2011, uma perda de 12,83% no volume de água distribuída por causa das fraudes em ligações ou ramais de água. Nos quatro primeiros meses de 2011, esse volume de água representou uma perda de cerca de R$ 18 mil, levando em
conta a tarifa média no período.

As perdas de água por fraude afetam diretamente o serviço de abastecimento prestado à população. Isto porque, quando um imóvel desvia água ou não está pagando pelo consumo, a tendência é haver uma diminuição da pressão na rede nos arredores e um uso de verba pela
Companhia que poderia ser investido, mas que será usado para solucionar os problemas decorrentes dessa prática. Além disso, o cliente que não paga pelo que consome tende a gastar
indiscriminadamente.

Por meio de campanha de incentivo, a Cagece trabalha continuamente para recuperar os valores perdidos com fraudes. Desta forma, de janeiro a abril de 2011, em todo o Ceará, houve negociações com 12.234 clientes, resultando na recuperação de 311.680 metros cúbicos
inicialmente perdidos, num valor de R$ 3.158.155,00. Já em todo o ano de 2010, a quantidade de negociações foi de 42.403, sendo recuperados R$ 11.111.449, perdidos com as fraudes de 1.224.480 metros cúbicos.

Caso Palocci – Tarso Genro diz que oposição tem o direito de cobrar, mas em termos

“Pronto para embarcar para Brasília, onde se reúne na manhã desta segunda-feira com outros líderes estaduais do PT, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, apontou, em entrevista exclusiva para o Terra, que os ataques contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Pallocci, são ações legítimas da oposição. “Eles têm que fazer esse tipo de fiscalização, mas entre ser uma ação política legítima para cobrar do ministro do governo algum tipo de informação e atribuir veracidade a elas, há uma distância muito grande”, ponderou.

Na pauta do encontro, temas como reforma tributária e guerra fiscal deverão perder espaço para a primeira crise do governo Dilma. Para o ex-ministro da Educação e da Justiça e presidente do partido no momento mais obscuro de sua história, durante a crise do mensalão em 2005, o caso Palocci deve ser tratado e decidido por Dilma. Sem “a mínima simpatia” pelas ações de Delúbio Soares, Genro considera a volta do ex-tesoureiro ao PT como “inevitável”.

O governador afirmou também que a crise da oposição é “ruim para a democracia” e classificou a postura política do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso Cesare Battisti de “completamente equivocada”. Enfrentando dificuldades para equilibrar o caixa gaúcho, Genro prepara um pacotão de medidas, sendo algumas impopulares, como a taxa de inspeção veicular, para tentar manter o ritmo da sua escalada política. Com o controle da legenda no Sul, ele busca mais espaço nacionalmente, mas é realista, apesar de sonhar com a Presidência. “Tenho 64 anos e devo pensar nos próximos 8 ou 12 anos. A realidade do PT hoje está centrada em dois nomes: Lula e Dilma”.

Acompanhe abaixo os principais trechos da entrevista:

Terra – O caso Palocci será discutido no encontro desta segunda-feira? O governo está tratando bem este assunto?

TG – Se for discutido, eu vou propor que se aguarde a orientação e as informações que vêm da própria presidente Dilma, que controla de maneira rigorosa o assunto. Eu não sei qual é a real acusação contra o Palocci e nem os dados das suas declarações de Imposto de Renda e fiscais.

T – Você considera este caso uma crise ou uma marola?

TG – Em princípio, é uma ação política da oposição e legítima inclusive. A oposição tem que fazer esse tipo de fiscalização. Mas entre ser uma ação política para cobrar do governo algum tipo de informação e atribuir veracidade a elas, há uma distância muito grande.

T – Em 2005, na época do escândalo do mensalão, você falou que era necessário refundar o PT. Qual é a sua posição a respeito da volta do Delúbio Soares ao partido?

TG – Inevitável. Ele foi expulso há 5 anos e não teve julgamento ainda. Embora eu não tenha nenhuma simpatia, diria até a mínima simpatia pelas posições que ele assumiu, o fato é que a sua não-aceitação de volta ao PT seria decretar sua morte civil e isso não existe mais nas democracias. Acho que ele tinha o direito de voltar. A minha corrente se absteve.

T – Como o senhor avalia a atual crise da oposição? Há uma total falta de sintonia entre partidos como PSDB e DEM?

TG – Eu acho muito ruim para a democracia, mas o que está ocorrendo com o DEM e o PSDB não é diferente do que acontece com o PMDB. Há uma dificuldade dos partidos de criar uma identidade política. O que falta no País é um centro democrático, estável e forte, com um projeto de nação, que nenhuma destas legendas preencheu de maneira coerente. O PSDB e o DEM não conseguem definir uma personalidade política, por isso as crises. O PMDB também não definiu, mas devido à sua atuação histórica e capacidade de resistência contra a Ditadura Militar ainda tem um acúmulo de prestígio.”

(Portal Terra)

Colisão entre caminhão e Kombi deixa cinco mortos e sete feridos na CE-090

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“Uma colisão entre uma Kombi e um caminhão deixou cinco pessoas mortas e sete feridas na CE-090, em Tabuba, Caucaia, na manhã desta segunda-feira, 23.

Segundo informações repassadas ao O POVO Online pelo capitão Campelo, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o caminhão trafegava no sentido Cumbuco-Icaraí. A Kombi vinha na direção oposta.

Os cinco passageiros mortos ocupavam a Kombi. Três passageiros que estavam no caminhão e outros quatro que ocupavam a Kombi foram hospitalizados.

Ainda de acordo com o capitão Campelo, os feridos foram inicialmente atendidos no Hospital de Caucaia e transferidos para o Instituto José Frota (IJF), em Fortaleza.

Morreram no acidente: Antônio Ferreira da Silva, condutor da Kombi; Francisco Cristiano da Silva; Ângelo Negrão de Lemos Neto; Antônio Francisco Dias da Silva; e Antônio Francimar Gomes.

Entre os feridos está o condutor do caminhão, Francisco Airton de Lima. Os outros seis feridos ainda não foram identificados pela PRE.

O capitão Campelo informou ainda que o motorista do caminhão alegou que a Kombi invadiu a contramão. “Ainda não se sabe o porquê, pode ser que tenha perdido o controle”, disse o capitão ao O POVO Online. A PRE ainda está no local do acidente.”

(O POVO Online)

PDT reafirma: terá candidato a prefeito de Fortaleza

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O PDT vai mesmo ter candidato à Prefeitura de Fortaleza em 2012. Reafirmou, durante reunião, em clima de café da manhã, a cúpula do partido no Ceará. Na conversa, realizada no escritório político do presidente regional, o deputado federal André Figueiredo disse que a próxima etapa será a definição de um projeto e, em seguida, o nome que representará os pedetistas na disputa

Quatro nomes já estão como “prefeituráveis”, segundo André Figueiredo: os deputados estaduais Heitor Férrer, Ferreira Aragão, Patrícia Saboya – que não compareceu à reunião, e o nome do presidente estadual.

Ficou acertado também para o dia 16 d ejunho novo encontro do diretório estadual para deliberar sobre relatório da Comissão de Ética do PDT que pede a expulsão de dois prefeito: o de Baixio e o de Chaval, por infidelidade partidária.

Cid lança nesta 2ª feira programa para recuperar estradas

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Cid fez denúncias contra o ministro Alfredo Nascimento (Transportes);

O governador Cid Gomes (PSB) lança, a paftir das 16 horas desta segunda´-feia, no paácio da Abolição, o Proestradas 2011. Trata-se de um programa que prevê investimentos da ordem de R$ 70 milhões em obras de recuperação da malha viária estadual. 

Segundo o Deartamento Estadual de Rodovias (DER), dos aproximadamente 7.300  quilômetros de rodovias estaduais jhá cerca de 530 quilômetros (7,2% do total) com problemas de trafegabilidade.

As intervenções nos trechos que, segundo o governo estadual, sofreram com o alto volume de chuvas, terão início imediato.

DETALHE – Cid andou criticando o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, falando que ele seria desonesto por deixar as rodovias federais do Estado só na buraqueira. O ministro entrou com queixa-crime junto ao STJ contra o governador. Em meio a essa briga, o contribuinte continua torcendo por estradas viáveis.

Governo publica MP que isenta de impostos tablets produzidos no Brasil

“O Diário Oficial da União publica hoje (23) a medida provisória que inclui os computadores portáteis do tipo prancheta, conhecidos como tablets, na mesma categoria dos computadores convencionais e notebooks.

A medida desonera o produto da incidência do PIS/Cofins. Com isso, o preço dos tablets produzidos no Brasil poderá ficar mais baixo na comparação com o similar importado. A regulamentação era aguardada pela iniciativa privada para a produção dos equipamentos no Brasil.

A MP publicada hoje altera o Artigo 28 da Lei 11.196, de 21 de novembro de 2005, conhecida como Lei do Bem, por consolidar incentivos fiscais às empresas que promovem pesquisa e desenvolvimento tecnológicos.

De acordo com o governo, o próximo passo será a publicação de uma portaria incluindo os tablets no Processo Produtivo Básico, o que possibilitará a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).”

(Agência Brasil)

Assembleia debate criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa do Ceará

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A Assembleia Legislativa promoverá, a partir das 14 horas desta segunda-feira, no auditório do Complexo das Comissões, audiência pública para discutir o projeto de indicação que cria a Secretaria Estadual das Micro e Pequenas Empresas. Esse projeto é de auditoria do deputado peemedebista Daniel Oliveira.

Também entrará no debate o projeto de lei Nº 865/2011, que cria a Secretaria Nacional da Micro e Pequena Empresa com status de Ministério. O debate é uma iniciativa também do deputasdo Sérgio Aguiar (PSB), que considera importante a discussão do tema com o empresariado e setores envolvidos que têm interesse em políticas públicas na área.

Blindagem de Palocci faz Dilma refém do PMDB

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Do Blog do Josias de Souza, leia:

Diminuído na composição do ministério e submetido ao conta-gotas do segundo escalão, o PMDB prepara a volta por cima. O partido do vice-presidente Michel Temer tornou-se peça central da operação de blindagem de Antonio Palocci.

Nesta segunda (23), o primeiro compromisso oficial da presidente Dilma Rousseff é uma reunião com Temer. Na pauta, a estratégia do governo para se contrapor à tentativa da oposição de constranger o chefe da Casa Civil e minar o governo.

PSDB, DEM, PPS começam a recolher nesta semana assinaturas para a abertura de uma CPI mista, com deputados e senadores. Deseja-se investigar a prosperidade patrimonial de Palocci, levada às manchetes pelos repórteres Andreza Matais e José Ernesto Credencio.

Na eleição de 2006, Palocci informara à Justiça Eleitoral que seu patrimônio somava R$ 375 mil. Sem alarde, fundou uma consultoria chamada Projeto. A empresa adquiriu em áreas nobres de São Paulo um par de imóveis. Pagou R$ 882 mil por um escritório e R$ 6,6 milhões por um apartamento de 502 m².

Em 2006, ano de sua fundação, a consutoria de Palocci faturara R$ 160. No ano eleitoral de 2010, amealhou R$ 20 milhões. Desse total, R$ 10 milhões pingaram nos dois últimos meses do ano, quando Dilma já estava eleita e Palocci coordenava a transição.

A abertura de uma CPI depende do apoio de 171 deputados e 27 senadores. Na Câmara, a oposição dispõe de algo como 100 assinaturas. No Senado, tem 19. Ou seja, para prosperar, a investigação parlamentar dependeria da defecção de integrantes do condomínio governista. Algo que Dilma decidiu evitar.

No início do governo, julgando-se preterido por Dilma, o PMDB inaugurara o que um aliado de Temer chamara de “política do cá de espero“. A espera durou menos do que se imaginava. Cinco meses. Às voltas com sua primeira grande crise, Dilma vê-se agora na condição de refém do PMDB.

O partido age com o profissionalismo habitual. Temer saiu em defesa de Palocci na primeira hora, antecipando-se ao próprio PT. Pós-graduados em encrencas de natureza ética, Renan Calheiros e Romero Jucá apressaram-se em fazer uma visita de solidariedade a Palocci.

Dilma apressou-se em sinalizar que está disposta a pagar o preço do “resgate” de Palocci.

Num primeiro gesto, acomodou o ex-governador do Paraná Orlando Pessutti, um dos pemedebês que aguardavam na fila, no conselho de administração do BNDES. Na semana passada, a oposição tentou, sem sucesso, aprovar a convocação de Palocci para prestar esclarecimentos na Câmara.

Nesta semana, tucanos e ‘demos’ voltam à carga no Senado. A postos, Renan e Jucá agem para impedir.Simultaneamente, Palocci prepara um ofício ao procurador-geral da República Roberto Gurgel, que cobrou explicações.

Seja qual for o desfecho do episódio, Dilma e seu governo sairão dele mais fracos. Quanto ao PMDB, não perde por esperar. Ganha.

Tudo pronto para a terceira edição do projeto "Mundos do Trabalho"

Começa nesta terça-feira, a partir das 8 horas, na Praça do Ferreira (Centro), a terceira edição do projeto “Mundos do Trabalho”. Trata-se da oferta de uma série de serviços voltados para a classe trabalhadora, tendo à frente o Tribunal Regional do Trabalho – 7ª Região. Neste ano, 34 entidades estão engajadas às atividaddes que vão se estender até sábado próximo.

O projeto “Mundos do Trabalho”, idealizado na gestão do ex-presidetnte do TRT- 7ª Região, desembargador federal José Antônio Parente, compreende a emissão de documentos, oferta de cursos profissionalizantes, oficinas e até liberação de crédito para pequenos negócios.

Os serviços são prestados até o fim da tarde por meio de barracas espalhadas pela Praça do Ferreira.

Dilma destaca em programa de rádio os investimentos em agricultura familiar

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´”Ao comentar o anúncio de um pacote de benefícios voltados para agricultores familiares, a presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (23) que cada centavo investido no setor se multiplica. Em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta, ela avaliou que a liberação de R$ 16 bilhões para financiar a próxima safra é resultado do diálogo permanente com os trabalhadores rurais.

Dilma explicou que para ter acesso ao financiamento pela primeira vez, é preciso procurar o sindicato rural ou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) local. Caso o produtor já tenha feito algum empréstimo em safras anteriores, basta ir ao banco ou à cooperativa de crédito e solicitar novo financiamento.

O pacote de benefícios anunciado pelo governo inclui juros que variam de 0,5% a 2% e prevê ainda a criação de uma superintendência para habitação rural na Caixa Econômica Federal (CEF). “Não se pode exigir do trabalhador rural os mesmos documentos que se pede ao trabalhador urbano”, disse a presidenta.

Outra determinação trata da possibilidade de venda de alimentos para outros estados. De acordo com Dilma, a dificuldade existe em razão de uma fiscalização feita separadamente por estados, municípios e pelo próprio governo federal. A saída, segundo ela, é o aperfeiçoamento do Sistema Único de Atenção à Sanidade Animal (Suasa).

“Esse sistema não está funcionando ainda muito bem porque falta criar as normas que sejam comuns e respeitadas por todos esses governos. Nós demos prazo de 30 dias para que um grupo de trabalho elabore essas normas. Quando elas forem aprovadas, o Suasa passa a valer”, afirmou.”

(Agência Brasil)

A pólêmica em torno do livro do MEC

Esse artigo está na revista Carta Capital e aborda a polêmica em torno de livro do MEC que ensinaria a falar errado. A revista se contrapõe à matéria da IstoÉ aqui veiculada e trata o caso com o título “Falsa questão”. Confira o texto da professora Lívia Perozim:

Mais uma vez um livro didático foi alvo de polêmica. Uma notícia divulgada pelo portal IG, por meio do blog Poder On Line, afirmou: o MEC comprou e distribuiu um livro que “ensina a falar errado”. Em jornais, emissoras de tevê e meios eletrônicos o livro, seus autores e o próprio MEC foram crucificados. Colunistas renomados esbravejaram. É um livro “criminoso”, atestou Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo. Dora Kramer, no Estadão de terça-feira, aproveitou para atacar Lula: “Tal deformação tem origem na plena aceitação do uso impróprio do idioma por parte do ex-presidente Lula, cujos erros de português se tornaram inimputáveis, por supostamente simbolizarem a mobilidade social brasileira.” Poderíamos nos perguntar o que Glorinha Kalil pensa do assunto, mas vamos nos ater aos fatos.

O livro em questão é o Por Uma Vida Melhor e faz parte da coleção Viver, Aprender, organizada pela Ação Educativa, uma ONG que há 16 anos promove debates e atua em projeto de melhoria educação e políticas para a juventude. Foi distribuído para 4.236 escolas e é destinado, frise, para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) – mais para frente ficará claro o porquê. Seus autores são Heloísa Ramos, Cláudio Bazzoni e Mirella Cleto. Os três, professores de língua portuguesa, autores de livros didáticos e estudiosos do tema variação linguística.

A polêmica midiática partiu da reprodução de trechos como: “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar os livro?’. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”. Reproduzidos assim, descolados de um contexto, parece mesmo que a orientação era mandar às favas a língua portuguesa. Mas não é bem isso. Faltou uma leitura mais atenta, ou, pior, faltou ler a obra. O capítulo em questão, ao menos (clique aqui para ler).

Tanto é que foram repercutidas as mesmas poucas frases, retiradas de 1 dos 16 capítulos do livro. Embora o título seja auto-explicativo, Escrever é diferente de falar, vale reproduzir a proposta descrita na introdução: “Neste capítulo, vamos exercitar algumas características da linguagem escrita. Além disso, vamos estudar uma variedade da língua portuguesa: a norma culta. Para entender o que ela é e a sua importância, é preciso conhecer alguns conceitos.” Os trechos pescados pela imprensa estavam no tópico: “A concordância das palavras”. Ali, discute-se a existência de variedades do português falado que admitem que o primeiro termo de um grupo nominal indique se a frase é singular ou plural. O exemplo: “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado.” Em seguida, reescreve-se a frase na norma culta: “Os livros ilustrados mais interessantes estão emprestados”.

Ou seja, os autores do livro mostram aos alunos do EJA, adultos que já carregam uma bagagem cultural construída pela vivência e por suas experiências educativas, que este modo de falar é correto linguisticamente, por se fazer comunicar, mas não é aceito gramaticalmente. Explica-se: a linguística é uma ciência em busca de conhecimentos sobre a língua. A gramática não é cientifica, é um conjunto de normas. É, portanto, uma parte importante, mas não representa todo o saber da língua.

A confusão está, em parte, no fato de se pretender apartar a teoria linguística do ensino da língua, como se a escola devesse parar no tempo e não deixar entrar nenhum avanço científico relativo à língua materna. “Isso sim é uma irresponsabilidade, um crime”, devolve Cláudio Bazzoni, um dos autores do livro.

Não se fala aqui de uma ciência inventada ontem. Com base em estudos antigos, os linguistas mostram que a língua é um sistema complexo, muito maior do que um conjunto de normas, que muda pela história e é determinada por práticas sociais. Sírio Possenti, professor do departamento de lingüística da Unicamp, explica: “Para um linguista, o conceito de certo e errado não tem sentido. Seria como um botânico achar que uma planta está errada. Para ele, a questão é quais são as regras em cada caso”. Posto que as noções de certo e errado têm origem na sociedade, não na estrutura da língua, ele completa: “É certo o que uma comunidade considera certo. E essa avaliação muda historicamente. Um exemplo: a passiva antiga do português se fazia com de: ‘será de mim mui bem servida’. Está na Carta de Caminha. Hoje, se faz com por.”.

A sociedade, no caso, os jornalistas – até mais que os normatistas – condenaram um tipo de conteúdo, a variação linguística, que faz parte há mais de quinze anos dos livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado, avaliados e aprovados pelo MEC. Estão, portanto, mal informados. Como ressalta o professor da Universidade de Brasília Marcos Bagno, em artigo publicado no site de Carta Capital: “Nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua… Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento”.

Pelo visto, nem tudo que parece é óbvio. Possenti resume bem o imbróglio: “Bastaria que se aceitasse que as línguas não são uniformes, o que é um fato notório, bastaria as pessoas se ouvirem”. Fica aí a dica para quem, como o jornalista Alexandre Garcia, em comentário irado sobre o livro que “ensina a falar errado”, começou a frase com “Quando eu TAVA na escola”…

* Lívia Perozim,

Professora.

Avenida Beira Mar e o caos no trânsito aos domingos

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De Tadashi Enomoto, coordenador do movimento “Amigos da Beira Mar”, recebemos:

“Caro Eliomar, domingo a noite na Beira Mar, em frente ao Clube Náutico, é um verdadeiro caos, com dezenas de veículos estacionados em filas DUPLAS e TRIPLAS, causando um enorme congestionamento.

Não foi observada a presença da AMC no local.
 
Atenciosamente,
 
* Tadashi Enomoto
Coordenador dos Amigos da Beira Mar.