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Tucanos querem punição contra procurador da Assembleia

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O PSDB do Ceará pediu punições contra o procurador-geral da Assembleia Legislativa, Reno Ximenes, depois que o advogado saiu em defesa pública do governador Cid Gomes (PSB) e culpou setores ligados a José Serra (PSDB) pelo editorial do jornal Folha de S. Paulo veiculado na última quinta-feira (5) – que contém duras críticas às supostas “irresponsabilidade” da Polícia Militar e “leniência” do Palácio da Abolição ao longo da greve da PM, encerrada nesta semana.

Ximenes enviou ao blog do jornalista Eliomar de Lima, do O POVO, um artigo no qual ele afirma que o “Editorial foi escrito no Ceará e mandado, via e-mail, para o tucano (ex-governador de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República) José Serra por seus aliados daqui”.

Além de fazer ataques ao jornal paulista, Ximenes também defendeu explicitamente o Governo, ao avaliar que Cid “colocou os militares em posição de vanguarda, seja pelos equipamentos, seja pela remuneração”.

O PSDB cearense reagiu e questionou o fato de as manifestações terem partido do representante jurídico da Assembleia Legislativa – Casa que, em tese, deve manter postura de independência em relação ao Executivo.

“Ele (Ximenes) não deveria emitir opinião política. Isso demonstra uma pré-disposição que pode, inclusive, influenciar pareceres sobre projetos (na Assembleia)”, argumentou o presidente da sigla tucana no Ceará, Marcos Cals, que também negou que o partido mantenha vínculos com o grupo de Serra.

A secretária geral do PSDB, Kamila Castro, também enviou nota ao blog de Eliomar de Lima, rebatendo os argumentos de Ximenes. Já o deputado estadual licenciado João Jaime (PSDB) disse que procurou o presidente da Assembleia, Roberto Cláudio (PSB), para pedir “providências cabíveis” contra o procurador. “Na hora que dá uma declaração daquela, ele fere os outros partidos que fazem parte da Casa”, alega o tucano, embora o artigo de Ximenes não faça menção direta ao PSDB cearense.

Segundo Jaime, o presidente da Casa teria prometido inteirar-se da situação para, só depois, tomar qualquer decisão sobre o caso.

O POVO tentou contato com o presidente Roberto Cláudio, que não foi localizado por sua assessoria de imprensa. O procurador-geral Reno Ximenes também foi procurado, mas o telefone celular encontrava-se desligado. Ele estaria em viagem ao exterior.

(O POVO)

Uso do cachimbo deixa AL de boca torta

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A subserviência da Assembleia Legislativa aos interesses do Executivo é a avaliação do editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, em artigo publicado neste sábado (7), no O POVO. Confira:

A submissão da Assembleia Legislativa do Ceará aos interesses do Governo do Estado não se trata de nenhuma novidade no dia a dia da política cearense. Desde a sua primeira gestão o governador Cid Gomes tem contado com maioria esmagadora no parlamento, que lhe permite gerir a máquina pública sem sobressaltos naquela Casa.

Essa relação de proximidade é tão gritante que chega em alguns momentos a não se saber mais separar as coisas entre Executivo e Legislativo. Não há dúvida de que o governador tem méritos em obter essa maioria que lhe garante governar sem sobressaltos políticos.

O que se questiona, porém, quanto a essa submissão, é a própria imagem da Assembleia, que parece encarnar sem qualquer pudor o papel de simples secretaria auxiliar do governo. Como efeito disso, a população é obrigada a acompanhar situações constrangedoras, vide a indicação, por Cid, do deputado Roberto Cláudio, para dirigir a Casa, como se estivesse a nomear um secretário.

Mas o uso do cachimbo deixa a boca torta, e isso parece se aplicar bem ao parlamento cearense. Nesse começo de ano, dois fatos voltaram a mostrar o grau de dependência ao governo. O mais grave: sem que houvesse qualquer constrangimento por parte do parlamento.

O primeiro deles diz respeito à medida tomada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), ao recorrer à Justiça para evitar a posse de um suplente do PSDB, em detrimento do PSD, partido da base governista. Por mais que o procurador Fernando Oliveira afirme que a PGE judicialmente represente o Estado, compreendido como a união de todos os poderes, é inaceitável o procedimento, além de ser inédito.

Outro fato recente foi o ataque ao tucanato cearense feito pelo procurador da AL, Reno Ximenes, acusando o PSDB de ter responsabilidade por editorial da Folha de S. Paulo, que criticou o governo Cid pela condução das negociações na greve dos militares.

Ora, Reno Ximenes, para quem não sabe, sempre foi próximo ao governador, mas deveria, pelo menos, ter se resguardado no caso, já que representa juridicamente a Assembleia. São fatos dessa natureza que cada vez mais afastam as casas parlamentares do povo, abrindo margem ao surgimento de movimentos como os dos policiais, deixando o governo atônito, e sem fala.

Há 60 anos: Pavimentação a asfalto nas ruas de Fortaleza

“Conforme fôra anunciado, mêses atrás, pelo Prefeito Paulo Cabral, estão sendo iniciadas as experiencias de pavimentação a asfalto nas ruas de Fortaleza. A rua escolhida para a primeira experiencia foi a Meton de Alencar, no trecho que liga a Praça da Bandeira à Praça São Sebastião, em vista de apresentar vantagens de facil desvio, durante as obras, ao itinerário dos transportes”.

(O POVO / Há 60 anos)

Vamos nós – Tanto tempo depois, ainda não aprenderam a trabalhar com um asfalto de qualidade?

PT mantém calendário para definição de nome

A greve da Polícia Militar que parou Fortaleza durante um dia não apenas adiou a viagem do governador Cid Gomes (PSB) aos Estados Unidos, como também frustrou a expectativa de um encontro entre Cid e a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT) nos primeiros dias de 2012 – ocasião em que os líderes políticos iniciariam a tentativa de acordo para o lançamento de candidato a prefeitura, em outubro. A expectativa era de que Luizianne e Cid se reunissem até a última quinta-feira (5). Nesta sexta-feira (6), por meio da assessoria de imprensa, o presidente do PT de Fortaleza, Raimundo Ângelo, confirmou que ainda não ocorreu o encontro com o governador.

Ângelo acrescentou que o calendário oficial do partido está mantido e que o PT deve apresentar seu candidato ainda na primeira quinzena de janeiro. O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza e um dos postulantes à candidatura petista, vereador Acrísio Sena (PT), avaliou que ainda não sabe se será possível cumprir a meta de definir um nome até o próximo dia 15.

Até esta data, Luizianne terá ainda que costurar um entendimento entre as forças internas do PT. Esta é, pelo menos, a expectativa do deputado federal Artur Bruno (PT) – outro cotado para a candidatura do PT. “Eu creio que a prefeita só vai apresentar um nome quando houver um consenso no partido, mas essa conversa ainda não aconteceu”, disse Bruno.

Além de Bruno e Acrísio, Elmano de Freitas (secretário de Educação), Waldemir Catanho (secretário de Articulação Política) e Guilherme Sampaio (vereador) ainda são estão no páreo. Apesar de contar com o apoio de Luizianne, Catanho ainda não confirmou seu interesse em ser candidato.

(O POVO)

Estudantes piauienses depredam 20 ônibus, contra aumento da passagem

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Os protestos que ocorrem desde a última segunda-feira (2) na capital piauiense contra o reajuste de R$ 1,90 para R$ 2,10 na passagem do transporte coletivo deixaram um ônibus incendiado, outros 20 depredados e nove estudantes detidos. Esta sexta-feira (6) e também a quinta-feira (5) foram os dias mais críticos, com bloqueios de rua e ocupação da avenida Frei Serafim, a principal via de acesso a Teresina. Muitos passageiros ficaram sem ônibus, e motoristas enfrentaram congestionamento de até 40 minutos.

Os principais articuladores do movimento pedem a revogação do decreto do prefeito Elmano Férrer (PTB), que autorizou o reajuste na tarifa no dia 1º de janeiro. Os estudantes protestam também contra a integração dos ônibus iniciada pela prefeitura com 42% das linhas. Com a integração, o passageiro paga R$ 2,10 e, no segundo trecho, a passagem fica a R$ 1,05. O movimento defende que a segunda passagem deve ser gratuita, a exemplo de outras capitais que adotam o sistema.

O estudante de História Leandro Oliveira, 22 anos, estava na passeata com nariz de palhaço e justificou. “Essa integração do prefeito é uma farsa e não funciona. Não somos palhaços para engolir isso”, disse.

Nadja Carvalho, 24 anos, questiona a falta de paradas adequadas para a integração e critica o tempo de 1 hora estipulado pela prefeitura para o passageiro usar o sistema. “Queremos um canal de negociação com a prefeitura. Se não houver, vamos parar esta cidade como estamos fazendo até o prefeito ceder”, disse.

Nesta sexta-feira, os protestos tiveram início às 10h, quando os manifestantes saíram em passeata e bloquearam a Frei Serafim. A ação afetou 60% do tráfego na capital. Com apitaço e palavras de ordem, os manifestantes sentaram no chão e fizeram barricadas com o próprio corpo, evitando a passagem dos veículos.

De acordo com a Prefeitura de Teresina, 98% da população aprova a integração. O prefeito condenou os “abusos” dos manifestantes e descartou a possibilidade de revogar o decreto.

Com a falta de ônibus, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) ameaçou multar as empresas. Nesta noite, a assessoria de imprensa do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina negou que tenha tirado coletivos de circulação e atribuiu a carência de ônibus aos protestos, que teriam impedido o tráfego.

Ao encerrarem as atividades desta sexta-feira, os líderes, em assembleia, decidiram manter as manifestações a partir de segunda-feira (9), até a prefeitura apresentar uma contraproposta.

(Terra)

PM espalha cartazes para combater desvios de conduta de policiais

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A imagem é forte: um policial militar preso, com as mãos para trás e algemadas. Do outro lado das grades, a família assiste à cena de cabeça baixa. A Polícia Militar começou nesta sexta-feira (6) a espalhar cartazes pelos 39 quartéis da corporação do estado, com essa foto e a pergunta: “Você quer ser herói ou vergonha de sua família?”. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, a finalidade da mensagem é justamente mexer com os brios dos PMs.

— Eu pedi o apoio da Assinap (Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas das Polícias Militares e do Corpo de Bombeiros), com o objetivo de ajudar a transformar a mentalidade de policiais que tenham a tendência de se envolver em desvios de conduta. Esta é uma campanha educativa e principalmente de prevenção. É uma imagem forte, mas é necessário mostrá-la — disse o comandante.

A ideia do cartaz foi da Assinap e foi aceita de imediato pelo coronel Costa Filho, selando inclusive uma parceria inédita com um objetivo comum: evitar os desvios de conduta. O atual comandante-geral, tido como linha-dura, é reconhecido por ser implacável com PMs que manchem o nome da corporação. É dele a frase: “Ser digno vem de berço. Não se aprende na academia”. No entanto, o comandante-geral, que tomou posse em setembro do ano passado, vem apostando na melhora do currículo para a formação de policiais.

O realismo da imagem leva as pessoas a acreditarem se tratar de um caso verídico, mas as pessoas que aparecem no cartaz são atores. O número de policiais militares expulsos da corporação ao longo dos anos mostra que o assunto do cartaz não está longe da realidade da tropa. Em 2010, por exemplo, 86 PMs foram excluídos. De janeiro a 8 de dezembro do ano passado, a instituição contabilizou 143 casos.

Nesta sexta-feira, o primeiro cartaz foi colado na entrada no QG da Polícia Militar, na Rua Evaristo da Veiga, no Centro, onde circulam centenas de pessoas diariamente. Também começaram a ser colados cartazes na Corregedoria Interna da PM, em São Gonçalo, responsável por apurar desvios de conduta dos integrantes da corporação.

Não é a primeira vez que a PM tenta combater os crimes cometidos por policiais. Em julho de 2010, a corporação criou o Programa de Prevenção ao Desvio de Conduta Policial Militar (PPDC), que virou matéria obrigatória nos cursos de formação de praças e oficiais. Até uma peça de teatro, “O preço de uma escolha”, foi montada para alertar a tropa a ficar longe das tentações, mostrando que, além da exclusão da corporação, o mau policial perde a dignidade e expõe a família ao vexame.

(O Globo)

O poder cega

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Quem está no poder tem informações privilegiadas e sabe de coisas que o cidadão comum ignora. Às vezes, tem a impressão de que só aquele círculo sabe realmente o que está acontecendo. Não é raro que a impressão seja verdadeira. Por outro lado, esse poder, capaz de propiciar conhecimento negado a todos os demais, é também motivo de ilusão.

O mundo observado de dentro do Palácio oferece perspectiva distorcida. A reclusão do gabinete e a inexorável solidão de quem governa podem facilmente romper a conexão com o que se passa do lado de fora. Perde-se a noção da realidade, sobretudo no triunfo.

Há relatos de que um imperador romano, ao retornar das conquistas e ser saudado pela multidão, tinha um escravo que, enquanto segurava a coroa de louros sobre sua cabeça, repetia ao seu ouvido: “Lembra-te de que és humano”. A glória embebece, mas mesmo a derrota pode obscurecer a visão.

Atribui-se ao cantor Chico Buarque a sugestão para criação do “Ministério do Vai Dar Merda” – com o perdão do termo chulo. A função do ministro seria alertar ao governante sobre o potencial desastre causado por decisões prestes a ser tomadas. Por exemplo: um governante pretende entrar na Justiça contra o piso salarial dos professores. Caberia ao ministro lhe dizer: “Vai dar m…”

Também Maquiavel alertava para a necessidade de o príncipe escolher homens sábios que teriam o papel de aconselhá-lo. E deveria deixar claro a eles que não ofenderiam o governante ao falarem a verdade. Para o filósofo florentino, dessa forma o político se protegeria da ilusão proporcionada pelos aduladores, “porque os homens se alegram tanto com as próprias coisas e enganam-se tanto nestas, que com dificuldade defendem-se dessa peste”.

A peste, no caso, são os puxa-sacos.

(Coluna Política / O POVO)

Como o Palácio vê o mundo

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Comércio no Centro entrou em pânico

A entrevista de Ivo Gomes ao jornalista Erick Guimarães, no O POVO desta sexta-feira (6), permitiu finalmente saber o que se passa na cabeça da cúpula do Governo do Estado em toda essa crise. Suas respostas não justificam muita coisa, mas ao menos explicam por que algumas decisões foram tomadas. E foi possível compreender algumas percepções da administração estadual. Clara e evidentemente, a comunicação com a população foi minimizada.

Isso talvez seja o que a entrevista traz de mais revelador e inacreditável. Os dirigentes estaduais se preocuparam em resolver o problema dentro dos gabinetes. Além disso, empenharam-se em garantir a tranquilidade aos negociadores.

Tudo isso era o fundamental para contornar a crise. Mas há uma dimensão negligenciada. Além de gerenciar a máquina pública, o governo é o referencial simbólico da representação do Estado perante a população. O diálogo com o povo é parte intrínseca à tarefa de governar. Lula talvez tenha entendido isso como poucos políticos em nossa história. O contato com a população não pode ser mera estratégia para ganhar popularidade e vencer eleições. É parte do dever institucional do governante. Evidentemente, isso não pode resvalar para a demagogia.

Na conversa, Ivo revelou o temor de que houvesse tal confusão. A linha é tênue, efetivamente. Claro que não se podia abandonar a mesa de negociação para ir fazer politicagem na mídia. Todavia, diante da situação de histeria coletiva instaurada, a palavra oficial era imprescindível. Isso não era coisa menor: tratava-se de contornar o pânico.

O Estado estava amedrontado e não houve voz de tranquilidade de onde deveria partir. O silêncio provocou vácuo onde proliferaram os irresponsáveis agentes do caos – pelo crime convencional ou na forma da boataria. Havia muitas dúvidas e nenhuma certeza. A insegurança institucional foi maior que o perigo nas ruas.

(Coluna Política / O POVO)

Expulsão de servidores públicos federais sobe 8,2% e bate recorde em 2011

A expulsão de servidores públicos federais devido a irregularidades subiu 8,2% e bateu recorde em 2011, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (6) pela Controladoria-Geral da União (CGU). De acordo com o órgão, o principal motivo que levou a 564 expulsões no ano passado foi o uso indevido de cargo (24,7%) e improbidade administrativa (16%).

Segundo o secretário executivo da CGU, Luiz Navarro, a abertura de processo administrativo é a forma mais ágil de punir servidores corruptos, mesmo com o respeito ao direito de defesa na tramitação das ações disciplinares. “A administração deixa de ficar apenas à espera da punição pela via judicial, que é demorada, e passa, ela própria, a administração, a aplicar as punições de sua alçada”, explica Navarro.

A maioria das expulsões (433) é relativa a demissões de cargo efetivo, 57 casos foram destituições de cargo em comissão. Também houve 38 cassações de aposentadoria. O órgão que teve mais baixas foi o Ministério da Previdência Social, com 138 expulsões para 38,4 mil servidores ativos, seguido pelo Ministério da Justiça, com 133 expulsões para 31,1 mil servidores ativos. O Ministério da Educação, órgão com o maior número de servidores ativos (225,9 mil) teve 59 expulsões.

O estado que registrou mais baixas no ano passado foi o Rio de Janeiro (120), seguido por São Paulo (67). O Distrito Federal, que reúne o maior número de servidores federais por habitante, registrou 60 expulsões.

A CGU informa que, desde 2003, 3.533 servidores federais foram expulsos. Houve uma queda da taxa entre 2007 e 2008, mas desde então, o número de ocorrências vem aumentando, batendo recordes nos últimos dois anos.

(Agência Brasil)

Reação à fala de Ivo Gomes sobre a greve

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As declarações do chefe de gabinete do Governo, Ivo Gomes, publicadas com exclusividade pelo O POVO nesta sexta-feira (6), despertaram reação negativa de parlamentares. Ao dizer que o Governo foi surpreendido pela greve da Polícia Militar, Ivo Gomes, na opinião dos deputados, teria subestimado a capacidade daqueles que vivenciam a gestão do governador Cid Gomes (PSB).

“Tenho pelo Ivo Gomes respeito extremo, mas a declaração dele foi desastrosa, dentro desse perfil que ele tem, de analisar os fatos com muito rigor. Eles estão querendo tapar o sol com a peneira. Não venham com desculpa de que não sabiam”, critica o deputado estadual Heitor Férrer (PDT).

Ele afirma que já existia a mais clara evidência da insatisfação dentro da Polícia, da indignação sobre o salário vil que lhes era pago. “E essa aposta na hierarquia e na disciplina, somente isso, não iria conter essa explosão, e que governo nenhum deve esquecer o dia 3. Tem que estar sempre na mente do governo e da sociedade de que serviços essenciais têm que ser tratados com dignidade”, enfatizou.

Para Férrer, a “prioridade das prioridades” do governador é segurança pública e ele vem investindo apenas em equipamentos físicos e maquinário, “esquecendo-se completamente do homem”.

Já o deputado estadual Fernando Hugo (PSDB) afirma que Ivo Gomes, ao dizer que o governo não sabia da insatisfação dos militares, está mais para humorista do que para secretário do Governo. “Essa declaração é uma péssima piada de humor sádico”, disse.

Na opinião dele, essa data, 3 de janeiro, é a mais negra da história política, administrativa e socioeconômica do Estado do Ceará. “Será que o Ivo Gomes também nem tá sabendo que a Polícia Civil também esteve em greve e agora continua em greve? É bom você lembrá-lo, porque ele pode estar amnético”, ironizou.

O deputado federal Artur Bruno (PT), por sua vez, afirmou ver com naturalidade que o Governo mantenha o secretariado. “Cabe ao governador avaliar seu secretariado, as pessoas em quem ele tem confiança. Acho natural que o governador mantenha as pessoas, se ele considera que é bom para o Estado e para seu governo”, disse Bruno.

(O POVO)

Polícia investiga possibilidade de atentado

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A Polícia Civil abriu nesta sexta-feira (6) inquérito para apurar suposto atentado cometido contra familiares da desembargadora Sérgia Miranda, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE). Os tios-avós da magistrada teriam sido agredidos por um grupo que invadiu a casa deles, em Horizonte (Região Metropolitana de Fortaleza), na última quarta-feira (4). Os agressores teriam derramado álcool no cabelo de uma das vítimas, ameaçando queimá-la.

O caso foi um dos temas debatidos na reunião realizada nesta sexta-feira pela cúpula da Segurança Pública do Ceará, na sede da 10ª Região Militar. “Na reunião, todo mundo acordou que o caso precisa ser apurado com rigor. É um evento absurdo”, comenta o promotor de Justiça Militar, Alexandre Leal Saraiva.

Será investigado se o suposto atentado tem relação com o trabalho da desembargadora. “Para afirmar o que realmente aconteceu temos que fazer uma investigação. O inquérito já foi aberto. Vamos descobrir o porquê da invasão da casa”, diz o delegado geral da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas.

O inquérito será presidido pelos delegados Ricardo Romagnóli, de Horizonte, e Ana Lúcia Almeida, do Eusébio. “Ainda vamos ouvir as vítimas e testemunhas”, informa Ricardo. Detalhes do caso não foram divulgados pela Polícia.

Na tarde de ontem, a Associação Cearense de Magistrados (ACM) divulgou uma nota para “manifestar apoio e solidariedade à magistrada e seus familiares”. “A ACM confia na pronta e rigorosa apuração dos fatos e de sua autoria, de modo a identificar, inclusive, se o episódio guarda relação com a atuação funcional de sua associada, o que, em sendo demonstrado, representará grave investida contra a independência do Poder Judiciário”, acrescenta a nota.

O POVO procurou o Tribunal de Justiça do Ceará para se pronunciar sobre o tema, mas a assessoria de imprensa disse que não tinha informações sobre o caso. A expectativa é de que representantes do Conselho Nacional de Justiça venham a Fortaleza investigar a ocorrência.

(O POVO)

Homicídios decorrentes de assaltos em bancos aumentaram 113% em 2011, mostra levantamento

Levantamento nacional mostra que 49 pessoas foram assassinadas em 2011 em decorrência de assaltos em agências bancárias. O número é 113,04% maior que o registrado no ano anterior (23 mortes). Os dados são da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), elaborados a partir de notícias publicadas na imprensa.

São Paulo, com 16 assassinatos, Rio de Janeiro com nove, Goiás (quatro), Paraná (quatro) e Rio Grande do Sul (quatro) foram os estados com o maior número de casos. Das 49 mortes, 32 ocorreram em consequência do golpe chamado de saidinha de banco. Predominantemente, as vítimas foram clientes (30), vigilantes (oito) e policiais (seis).

“Os bandidos percebem a fragilidade da segurança nas agências porque hoje não existe privacidade para as pessoas fazerem suas operações bancárias”, disse o coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. “Os bancos não têm divisórias nos caixas eletrônicos, não têm biombos na boca do caixa, e a bandidagem pode observar quem está saindo com dinheiro. O golpe da saidinha começa dentro do banco”, completou.

Segundo as entidades que fizeram o levantamento, as mortes refletem a carência de investimentos das instituições financeiras para prevenir assaltos e sequestros. A pesquisa destaca que dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que os cinco maiores bancos do país apresentaram lucros de R$ 37,9 bilhões de janeiro a setembro de 2011. “Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 1,9 bilhão, apenas 5,2% na comparação com os lucros”, aponta o levantamento. Em 2010, os cinco maiores bancos investiram mais que em 2011 em segurança: 5,45% dos lucros.

“Pedimos a colocação da porta de segurança, a porta giratória em todas as agências e postos de serviço, a colocação de biombos na frente dos caixas e divisórias nos caixas eletrônicos. Onde isso foi feito, como em João Pessoa, o golpe da saidinha diminuiu 90%”, declarou Wiederkehr. A Contraf e a CNTV sugerem ainda a isenção das taxas de transferência, visando a diminuir o dinheiro circulante e, consequentemente, os assaltos.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os investimentos em segurança cresceram de R$ 3 bilhões no início dos anos 2000, para R$ 9,4 bilhões nos últimos anos. De acordo com a entidade, com o investimento, o número de assaltos diminuiu.

A Febraban destaca que o aumento no número de mortes ocorreu porque os dados da pesquisa incluem, na maior parte, a ocorrências fora das agências bancárias, em assaltos nas ruas, “onde os bancos não podem interferir por ser tratar de alçada das autoridades encarregadas da segurança pública”.

A entidade ainda destaca que as tarifas de transferência adotadas no Brasil estão entre as menores do mundo. “Pesquisa da consultoria internacional Accenture atesta que, entre 14 países, a tarifa de transferência no Brasil (R$ 7,50) ocupa o nono lugar. Na Argentina, a primeira colocada, a tarifa é R$ 61,01”.

(Agência Brasil)

Filho de ministro é campeão de emendas na pasta do pai

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O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) privilegiou seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), com o maior volume de liberação de emendas parlamentares de sua pasta em 2011.

Coelho foi o único congressista que teve todo o dinheiro pedido empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério (R$ 9,1 milhões), superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração.

Liberado em dezembro, o dinheiro solicitado pelo deputado irá para ações tocadas pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paraíba), uma empresa pública presidida pelo seu tio, Clementino Coelho, irmão do ministro da Integração.

Em nota, o ministério negou que o filho do ministro tenha sido favorecido. Segundo a pasta, outros deputados tiveram “emendas aprovadas em percentuais equivalentes”.

(Folha)

Chile recua na decisão de remover o termo ‘ditadura’ de livro escolar

O Chile está voltando atrás no controvertido plano para remover a palavra “ditadura” de manuais escolares, em referência ao governo militar do general Augusto Pinochet.

O novo ministro da Educação do presidente Sebastian Piñera, Harald Beyer, provocou um alvoroço político quando discutiu o plano em um jornal local. Ele sugeriu que os alunos da rede escolar chilena sejam ensinados a usar um termo mais “geral”, chamando a gestão de Pinochet, entre 1973 e1990, de um “regime militar”.

A senadora Isabel Allende, cujo pai Salvador Allende foi deposto em golpe de Pinochet, chamou a mudança de “inaceitável”.

“Ela vai contra o senso comum, porque o mundo inteiro sabe que durante 17 anos o Chile tinha uma ditadura feroz, com as mais graves violações de direitos humanos, onde não havia Parlamento, onde não havia liberdade, onde houve perseguição, assassinatos e desaparecimentos “, disse Isabel Allende. “Eu não quero voltar para aquela época. Quero que as coisas sejam chamadas do que são.”

Líder do Partido Socialista do Chile, Osvaldo Andrade, foi mais enfático: “Ela tem as orelhas de um gato, o corpo de um gato, mia como um gato e algumas pessoas querem chamá-la de cachorro.”

Professores que protestavam em frente ao Ministério da Educação acusaram o governo de centro-direita de tentar reescrever a história de um governo militar que deixou mais de três mil pessoas mortas ou desaparecidas.

“Precisamos trabalhar para ter uma história que permite aos nossos alunos se moverem em direção ao futuro, reconhecendo o nosso passado”, disse o professor de história Rodrigo Henriquez ao jornal La Nacion do Chile. “Se negamos isso, nós desligamos o futuro dos nossos alunos.”

Beyer recuou na quinta-feira, um dia depois de discutir o plano. Ele disse que seu ministério vai resolver a controvérsia, enviando diretrizes de revisão dos livros revisado para o Conselho Nacional de Educação do Chile. As editoras são livres para decidir que palavras usar, e as escolas livres para escolher quais os livros devem ser comprados, disse ele.

O ministério “nunca quis negar a natureza antidemocrática do regime militar, nem as violações de direitos humanos que resultou”, disse Beyer, explicando que as diretrizes são geralmente destinadas a promover um debate saudável. Elas abrem uma discussão mais ampla e mais rica, e esse é o objetivo: desenvolver o pensamento crítico”.

(O Globo)

Cérebro começa a declinar aos 45 anos

Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade. Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.

O estudo, publicado na revista científica “British Medical Journal”, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007. Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas – de percepção ou de compreensão – de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.

Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário – com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas. Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.

Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.

(UOL)

Fernando Bezerra usa ministério para ajudar base eleitoral da família

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O município de Petrolina (PE), base eleitoral e cidade natal do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, foi escolhido para receber a maior quantidade de cisternas de plástico compradas pelo ministério, dentre as regiões do Nordeste que serão contempladas com os equipamentos.

O edital do pregão que resultou na contratação da empresa que vai fabricar as 60 mil cisternas, a um custo de R$ 210,6 milhões, é assinado pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Clementino de Souza Coelho, irmão do ministro. A Codevasf é uma estatal vinculada ao Ministério da Integração Nacional.

Das 60 mil cisternas, 22.799 (38%) precisam ser entregues na unidade da Codevasf em Petrolina, conforme o edital. Das sete cidades nordestinas previstas no programa para a entrega dos equipamentos, Petrolina — onde Fernando Bezerra já foi prefeito por três vezes — é a que receberá a maior quantidade de cisternas, seguida de Bom Jesus da Lapa e Juazeiro (BA), com 11 mil; Penedo (AL), com 7.429; e Montes Claros (MG), com 7.391 cisternas.

A compra dos equipamentos integra o Plano Brasil sem Miséria, programa que é vitrine do governo da presidente Dilma Rousseff. O Cadastro Único, o mesmo usado para o Bolsa Família, encontrou 738,8 mil famílias em oito estados do Nordeste e em Minas Gerais que precisam de uma cisterna para obtenção da água necessária ao consumo. Conforme a radiografia do cadastro, Pernambuco é apenas o terceiro estado com a maior demanda: 128,6 mil famílias ainda não contam com o equipamento.

A maior necessidade está na Bahia (224,9 mil famílias), seguida do Ceará (185,9 mil). Mesmo assim, Fernando Bezerra e o irmão Clementino privilegiaram Petrolina e região com a destinação de novas cisternas.

Clementino e um dos filhos do ministro, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho, são pré-candidatos à prefeitura de Petrolina nas eleições deste ano. Enquanto a Bahia, recordista em demandas por cisternas, receberá 11 mil equipamentos de plástico, não há nenhuma previsão de entrega para o Ceará, o segundo estado com maior números de famílias inscritas no Cadastro Único.

A cisterna de plástico que será fornecida pela Dalka do Brasil Ltda., a empresa contratada pela Codevasf, custa duas vezes mais do que as tradicionais cisternas de placa construídas no semiárido nordestino. O custo unitário do equipamento de polietileno é de R$ 3,5 mil, enquanto uma cisterna tradicional custa R$ 1,8 mil.

(Correio Braziliense)

Ipea avalia a presença do Estado no Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta na próxima terça-feira (10) o estudo sobre a Presença do Estado no Brasil: federação, suas unidades e municipalidades. A divulgação será feita pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, no Escritório Regional da Presidência da República, em São Paulo.

A pesquisa analisa a atuação do Estado em diversas áreas como saúde, educação, assistência social, previdência social, trabalho, entre outras. Os dados referem-se ao último ano disponibilizado e tratam em sua maioria de registros administrativos coletados junto aos ministérios, às autarquias e aos institutos de pesquisa.

O estudo traz informações por regiões e UFs como o número de médicos que atendem o SUS por mil habitantes, indicadores de seguro-desemprego formal, quantidade de docentes dos ensinos fundamental e médio e vários outros indicadores.

(Ipea)

Poupança fecha 2011 com ganho real de 0,94%

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A caderneta de poupança encerrou o ano passado com ganho real de 0,94%, mesmo valor registrado em 2010, segundo a consultoria Economatica. O desempenho é o quarto pior desde 1994 para esse tipo de comparação.

O cálculo para o ganho real desconta a inflação do rendimento nominal da poupança, que foi de 7,5% em 2011. A inflação no mesmo período ficou em 6,5%.

Embora o rendimento nominal da poupança tenha sido maior (6,9%) em 2010, a inflação também pesou menos (5,91%).

O pior resultado desde o início do Plano Real foi registrado em 2002, quando a relação entre poupança e inflação ficou negativa em 2,90%. Em 2004, o segundo pior desempenho na comparação, o ganho real ficou em 0,46%.

(Folha)