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Chávez e Ahmadinejad se reúnem em Caracas para ampliar parcerias

Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reúnem-se nesta segunda-feira (9) em Caracas, capital venezuelana. De acordo com Chávez, vários acordos de cooperação bilateral serão assinados por eles. Ahmadinejad está na América Latina para uma visita de cinco dias que inclui, além da Venezuela, a Nicarágua, o Equador e Cuba.

“Vamos trabalhar o dia todo, verificando acordos de cooperação. Nós não somos ameaça para ninguém. Somente temos direitos e somos soberanos”, disse Chávez.

Durante o programa, Chávez condenou a posição do governo norte-americano que criticou a proximidade de Ahmadinejad com a Venezuela. Segundo ele, a parceria dos venezuelanos com os iranianos gerou a aceleração do processo de construção de casas populares e o incentivo à indústria.

Ahmadinejad visita a América Latina com quatro ministros – Ali Akbar Salehi (Relações Exteriores), Mehdi Gazanfari (Comércio, Indústria e Minas), Majid Namju (Energia), Seyed Shamsedin Hosseini (Economia) – e um grupo de empresários.

Desde 2010, o Irã é alvo de uma série de sanções econômicas, comerciais e financeiras da comunidade internacional. As medidas foram aprovadas como forma de pressionar o governo iraniano a abandonar o programa nuclear desenvolvido no país. Para a comunidade internacional, o programa mantém a produção de armas nucleares. Os iranianos negam.

Ahmadinejad visitou a Venezuela em novembro de 2009, quando foram firmados 68 projetos de cooperação bilateral nas áreas de agricultura, da indústria, do comércio e de energia. Durante a visita foi inaugurado o Fundo Único Binacional Irã-Venezuela, com o objetivo de estimular a produção e os investimentos entre as duas nações.

Em outubro de 2010, Chávez foi ao Irã, onde assinou 11 protocolos de intenção relativos à cooperação nos setores de petróleo, energia, da indústria e do comércio. Também houve discussões sobre futuros acordos nas áreas de transporte de hidrocarbonetos e produção de alimentos, além de questões agrícolas.

(Agência Brasil / AVN)

Ministro da Integração é acusado de comprar terreno duas vezes

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O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) utilizou recursos públicos para comprar um mesmo terreno duas vezes, quando era prefeito de Petrolina (PE).

A primeira compra ocorreu no final de seu primeiro mandato, em 1996, por R$ 90 mil. Na segunda, já em 2001, durante seu segundo mandato, pagou R$ 110 mil.

Nas duas vezes, o dinheiro beneficiou o mesmo empresário, José Brandão Ramos, sob a mesma justificativa: transformar a área em um aterro sanitário.

O ministro admitiu, por intermédio de sua assessoria, que o terreno foi comprado duas vezes pela Prefeitura de Petrolina (PE), mas afirmou que foi induzido a erro pela gestão do prefeito Guilherme Coelho, seu primo, que o sucedeu em 1997.

(Folha)

Senadora Vanessa Grazziotin diz que tráfico de pessoas é crime invisível no Brasil

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A presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o tráfico de pessoas no país, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM), disse que o crime é invisível às autoridades brasileiras, por não possuir uma tipificação satisfatória no Código Penal Brasileiro (CPB).

Em entrevista no canal do Supremo Tribunal Federal (STF), que neste fim de semana exibe uma série de matérias sobre o tema, a senadora afirmou que as autoridades policiais encontram dificuldades para encaixar o tráfico de pessoas como crime, a não ser pata fins de exploração sexual.

“Algumas pessoas são traficadas para isso, para a exploração sexual. Mas outras são para o trabalho escravo, para a adoção ou para a remoção de órgãos”, alertou a senadora, que pretende tipificar os crimes para que haja penalidade. “Talvez (o tráfico de pessoas) seja o crime mais invisível do Brasil. Não encontramos inquéritos policiais, nem processos judiciais sobre esses crimes. A não ser os que iniciaram como exploração sexual ou trabalho escravo, nunca como tráfico de pessoas”, ressaltou.

Para a senadora, o Brasil precisa se adaptar à Convenção de Palermo, também conhecida como Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, que configura o tráfico de pessoas como a atitude do aliciador de enganar ou coagir a vítima, apropriando-se da sua liberdade por dívida ou outro meio, sempre com propósito de exploração.

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de 2,5 milhões de pessoas são vítimas todo ano do tráfico de seres humanos. O Ministério da Justiça reconhece que 60 mil são brasileiros, mas o UNODC aponta 100 mil brasileiros.

De acordo ainda com o UNODC, 66% das vítimas são mulheres, sendo que 79% dos casos envolvem exploração sexual, com 13% das vítimas com idade menor que 18 anos.

(com informações da TV Justiça)

Chico Anysio responde bem à traqueostomia, diz boletim médico

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O humorista Chico Anysio está respondendo bem à traqueostomia a que foi submetido na última sexta-feira (6), de acordo com boletim médico divulgado neste domingo (8).

Ele está internado no CTI do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, desde o último dia 22.

Segundo o médico Luiz Alfredo Lamy, o quadro clínico de Anysio é estável e ele precisa cada vez menos do respirador.

Ainda segundo o boletim, a sedação está sendo reduzida diariamente e o processo de retirada do respirador continua. Anysio ainda respira com a ajuda de aparelhos e seu estado clínico inspira cuidados. Não há previsão de alta.

(Folha)

Palácio do Planalto trabalha para blindar ministro do PSB

O Palácio do Planalto vai trabalhar para preservar o ministro Fernando Bezerra (Integração), como forma de não ampliar o saldo de ministros que deixaram o governo Dilma Rousseff. A orientação para blindá-lo tem dois pressupostos. A tentativa de resistir ao que é considerado pelo governo como uma campanha para derrubá-lo, às vésperas da reforma ministerial, e o temor do desgaste com o PSB, partido do ministro.

A oposição pediu explicações sobre o privilégio que o ministro deu ao seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), na liberação do maior volume de emendas parlamentares da pasta em 2011, conforme a Folha revelou na edição deste sábado (7).

Coelho foi o único congressista que teve todo o dinheiro pedido empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério (R$ 9,1 milhões), superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração.

“Isso não é normal. Ocorreu um privilégio e isso tem de ser explicado. Como o Congresso vai reagir? Os partidos todos vão querer saber por que houve esse privilégio”, disse o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN).

Em nota, o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), também pediu esclarecimentos ao ministro da Integração e avisou que pretende protocolar um requerimento de informação.

O presidente do DEM e o líder tucano ainda responsabilizaram Dilma Rousseff pela crise envolvendo a liberação de recursos na pasta.

(Folha)

Presidente alemão enfrenta onda de acusações e protestos

No início era um escândalo de favorecimento ilícito. Ameaças de Christian Wulff a um jornalista, porém, acirraram a situação. Agora chovem críticas de políticos e centenas exigem renúncia diante de palácio presidencial.

O líder do Partido Social Democrata (SPD) alemão, Sigmar Gabriel, criticou duramente pela primeira vez em público o comportamento do presidente Christian Wulff no escândalo dos créditos.

“É péssimo um presidente federal ter deixado a coisa chegar a tal ponto. Essa discussão toda é indigna e repulsiva”, declarou na edição de sábado do jornal “Bild”.

Gabriel acusou Wulff de deslocar na direção errada os critérios de honestidade e credibilidade. “Uma caixa de supermercado já seria demitida só por haver guardado um vale para si. Mas o presidente acredita que para ele vigoram regras especiais”.

(Deutsche Welle)

Eunício já tem nome cotado para presidir o Senado

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Essa é da Revista IstoÉ desta semana:

Em dezembro, a bancada do PMDB no Senado fez ao menos cinco reuniões para discutir a sucessão na presidência da casa. Por contar com a maior bancada, o PMDB tem direito à cadeira de presidente do Senado.

Ocupando a presidência do Senado pela quarta vez, José Sarney (PMDB-AP) naturalmente conduzirá a própria sucessão. Ele preferia ser sucedido pelo líder Renan Calheiros (AL), mas tem enfrentado resistências dentro do próprio partido. Alguns colegas, que também estão de olho no cargo, alegam que o senador alagoano teve sua chance na legislatura passada, quando acabou renunciando em meio a um grande escândalo de corrupção.

Dentre os nomes cotados para a disputa está o nome do senador cearense Eunício Oliveira, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), principal colegiado do Senado. Correndo por fora também estão os nomes dos senadores Eduardo Braga (AM) e Vital do Rêgo (PB). O PT, por seu lado, aproveita a guerra e anuncia que estuda lançar a candidatura da senadora Marta Suplicy (SP), recompensando-a pela saída da disputa para a Prefeitura de São Paulo.

Presidente da Olympus renunciará devido a escândalo financeiro

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O presidente da Olympus, Shuichi Takayama, deve renunciar por volta do final de janeiro em resposta ao escândalo de irregularidades financeiras da companhia descoberto no mês de outubro no ano passado, informou neste domingo (8) a agência local Kyodo.

A decisão foi motivada pela conclusão do relatório da investigação realizada por advogados da empresa, que estabelece que mais de dez altos cargos da companhia, incluindo Takayama, são os responsáveis pela fraude contábil.

Concretamente, o relatório explica que estes executivos não alertaram das práticas contábeis ilegais apesar de terem sido informados das custosas aquisições realizadas para tapar as numerosas perdas da empresa.

O documento conclui que a Olympus deve reclamar-lhes mais de 90 bilhões de ienes em matéria de danos, segundo informaram fontes da companhia a Kyodo.

(EFE)

Após 10 anos, ações contra Jader Barbalho seguem sem solução

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O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) voltou ao Senado sem que os escândalos que o levaram a renunciar à presidência da Casa e ao mandato, em 2001, tenham sido solucionados na Justiça. Por conta disso, as ações em que Jader é réu têm grandes chances de prescrever.

Há ao menos seis ações ligadas aos principais escândalos em que ele foi acusado de envolvimento. Nunca houve condenação ou absolvição.

A única punição que sofreu foi um bloqueio de parte dos bens. Ele chegou a ser preso em 2002 por suposta participação em desvios na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), mas foi solto horas depois. Após renunciar no Senado para evitar a cassação, Jader retornou a Brasília em 2003 com dois mandatos seguidos de deputado federal.

Em 2010, foi eleito senador, mas sua candidatura foi barrada pela Lei da Ficha Limpa, por ter renunciado. No mês passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) liberou a posse dele após concluir que a Ficha Limpa não valeu para a última eleição.

O andamento das ações contra Jader atrasou mais ainda quando ele renunciou à Câmara, em 2010. Seus processos deixaram o STF e foram para instâncias inferiores, o que leva meses. Com o retorno de Jader ao Congresso, as ações voltam ao STF, o que causa mais atrasos.

O procurador Ubiratan Cazetta, do Ministério Público Federal do Pará, investigou Jader e diz ver com “decepção” que tão pouco tenha avançado em dez anos. “É a demonstração de que o sistema não funciona”, disse o procurador, que lembrou ainda que Jader já tem 67 anos. “Com 70, o prazo de prescrição cai pela metade”, afirmou.

A crise que causou a queda de Jader começou após uma disputa por espaço político com o colega Antonio Carlos Magalhães (morto em 2007), à época no PFL. Ambos passaram a trocar acusações e vieram à tona escândalos supostamente ligados a Jader. Pressionado, o peemedebista renunciou.

Outro lado

A defesa de Jader afirma que as ações contra ele se baseiam em “conjecturas” e que não há provas que o liguem a crimes dos quais é acusado. “Ninguém tem nada empiricamente comprovado para montar processo contra Jader”, afirmou o advogado Edison Messias de Almeida.

Segundo seus advogados, os processos estão nas fases finais de tramitação.

(Folha)

A quem serve o secretário de Segurança Pública do Estado, indaga o socialista Sérgio Novais

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Com o título “A quem serve o Secretário de Segurança do Estado?”, eis artigo de Sérgio Novais, militante do PSB que presidiu, até bem pouco tempo, o PSB de Fortaleza, que é o partido presidido no Estado pelo governador Cid Gomes.

Já tivemos no Ceará secretários de segurança gabaritados, alguns inclusive, intelectuais da área de segurança, que usavam a forca do diálogo, ao invés da forca bruta (o estilo “pé de boi”).
O atual secretário de segurança, infelizmente, já mostrou seu cartão de visitas a nós, socialistas, quando, há cerca de 30 dias, estávamos no XII Congresso Nacional do PSB, em Brasília, e ele tentou coagir nossos militantes que, em pleno exercício da democracia partidária – entregavam jornais aos demais militantes do País contando como o Ceará vem sendo governado pelo Ferreira Gomes e sua gestão hostil contra os professores, o golpe partidário e outras mazelas. O secretário então abordou um de nossos militantes, buscando claramente intimidá-lo, acusando-o de estar promovendo uma palhaçada. Corajosamente, nossos militantes não se acuaram.

O que fazia este secretário no congresso? Qual era o seu papel naquele momento? Deveria ele estar atrás do séquito do governador, tornando-se seu guarda costas, ou estar preocupado com a segurança do Estado?

O secretário se apequenou, como bem disse esta semana o jornalista Érico Firmo em sua coluna, referindo-se ao momento atual. Vemos na recente greve dos policiais militares e bombeiros do Ceará a falta que faz um líder. Um secretário de segurança para liderar uma categoria tão extensa, com mais de 12.000 profissionais, precisa acima de tudo ser respeitada pela categoria e compreender o importante papel que seus comandados representam para a vida em sociedade. Sem estas premissas, ele não consegue ser o interlocutor da categoria com o governante do Estado.

O governante, por sua vez, se comporta como um menino mimado, conforme palavras do jornalista Wanderley Pereira publicadas em artigo recente, dando a impressão de abandonar a sociedade cearense a sua própria sorte. Os municípios de Fortaleza, região metropolitana e de Norte ao Sul do Ceará viveram a ausência do Estado, cada um a seu modo tentando se proteger do caos e, em alguns casos extremos, fazendo a justiça com as próprias mãos.

Sergio Novais,

Ex-deputado federal e do PSB.

Você conhece alguém em igual situação?

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Não imagino como a pobre ovelha possa ter saído de tal aperto. Mas, no momento, você conheceria alguém em situação semelhante?

a) O governador Cid Gomes, após a greve dos policiais.

b) A aliança entre o PT e o PSB à Prefeitura de Fortaleza.

c) O deputado Artur Bruno, que ainda sonha em ser o “poste” de Fortaleza.

d) Nós mesmos, diante da matrícula escolar, compra de livros, IPTU, IPVA, Receita Federal, inflação, reajustes…

e) Todas as alternativas são corretas.

Presidente do Irã transitou por Fortaleza neste domingo

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, transitou por Fortaleza por volta das 9 horas da manhã deste domingo, segundo informações da Infraero. A aeronave dele fez um pouco técnico para reabastecimento. Ahmadinejad permaneceu na sala vip do Aeroporto Internacional Pinto Martins por cerca de 50 minutos com comitiva de ministros e empresários.

A viagem dele é para estreitar contatos com países da América Latina, onde ficará quase uma semana. De Fortaleza, ele seguiu para Caracas (Venezuela) e  depois seguirá para Managua (Nicarágua), Havana (Cuba) e Quito (Equador).

Segundo assessores, Ahmadinejad pretende firmar parcerias e discutir questões econômicas e políticas.

Relações cordiais

Já a Agência Brasil informa que o presidente define as relações entre o Irã e a América Latina de forma simples: “As relações existentes entre o Irã e os países da América Latina são cordiais e estão em [pleno] desenvolvimento”.

Para Ahmadinejad, há semelhanças culturais entre os latinos e os iranianos. A visita à América Latina foi motivada, segundo assessores, pela cerimônia de posse do presidente reeleito da Nicarágua, Daniel Ortega. Ortega é chamado de general pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, e vários líderes políticos latino-americanos por ter participado dos movimentos de guerrilha no país.

Em Cuba e Equador, Ahmadinejad se reúne com os presidentes Raúl Castro (Cuba) e Rafael Correa (Equador), além do ex-presidente Fidel Castro. Nos últimos anos, o governo Ahmadinejad intensificou as relações bilaterais com vários países da América Latina principalmente com a Venezuela e o Brasil – durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Está faltando Serviço de Inteligência na Polícia Militar do Ceará?

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Ao afirmar que o Governo do Ceará foi pego de surpresa no movimento dos policiais militares, o chefe de Gabinete do Estado, Ivo Gomes, abre uma séria discussão na Segurança Pública: Estaria faltando Serviço de Inteligência na Polícia Militar do Ceará?

O movimento, ou greve (mesmo que dentro do princípio da ilegalidade), começou a ser elaborado em 2007 e ganhou força em 2009 com a inclusão de majores, tenentes-coronéis e coronéis. Todos no campo estratégico, à exceção dos majores, que também passaram a atuar junto às tropas em suas companhias, de acordo com relatos nas redes sociais durante a manifestação.

Os oficiais chegaram a conclusão que o principal entrave do movimento estava na forte militarização na formação dos praças. O caminho seria o Ronda, mas precipitado demais para o engajamento dos meninos da “polícia do governador”. Além disso, os oficiais de alta patente não tinham acesso aos novos policiais.

Durante todo esse tempo, os policiais engrossaram a insatisfação nas redes sociais, como ainda foram envolvendo os policiais do Ronda no movimento. Somente o Governo do Estado não teria acompanhado a evolução do processo. Não é á toa que durante o movimento os policiais deram uma aula de uso das redes sociais de causar inveja a muitas campanhas políticas.

Mesmo após o acordo do Governo com os manifestantes, que teoricamente teria acabado com as insatisfações, os policiais continuam a operar nas redes sociais. Em parte, o Governo teria resolvido o problema dos praças. Mas não teria contemplado os oficiais de alta patente.

Segundo os próprios policiais, dos 1.100 oficiais da PMCE, somente 106 são beneficiados por gratificações. A maioria amarga salários compatíveis aos de patentes menores. Como seria o caso dos majores que ocupam a função de subcomandante de companhias (não recebem gratificação), que teriam salários equiparados a tenentes do Ronda do Quarteirão (recebem gratificação). Para os coronéis, tenentes-coronéis e majores, a equiparação é vista como uma quebra de hierarquia.

Oficiais denunciam ainda que tenentes-coronéis, simpatizantes ao Governo, estariam exercendo cargo de comandante de companhia, em uma outra esfera de Poder, função exclusiva de major.

Pelo visto, essa história ainda vai continuar navegando.

Presidente nacional da CUFA entra no debate sobre segurança no Ceará

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Com o título “Segurança: A oportunidade de uma grande reforma”, eis título de artigo que o presidente nacional da Central Única de Favelas (CUFA), Preto Zezé, manda para o Blog. Mais uma contribuição ao debate. Confira:

Aproveito o espaço privilegiado desse conceituado blog, num momento em que está em evidência o tema segurança pública, para compartilhar alguns pontos que julgo fundamentais para esse novo cenário, a partir de um olhar de quem necessita da segurança pública, como política sistêmica e articulada com as politicas sociais, forjada através do protagonismo dos operadores da segurança em parceira com a sociedade e o estado.

Venho acompanhando há alguns anos, no Brasil e, especificamente, no nosso estado as contradições e os problemas, mas também, os potenciais e boas iniciativas na política de segurança pública. Ao meu ver, passamos por um momento especial e único, onde agregamos elementos para realizar avanços significativos e promover a Segurança Pública do Ceará como referência para o país. Esta complexa política pública tem sido pauta permanente da sociedade, da mídia, das organizações sociais, dos formadores de opinião, dos empresários, do governo e dos próprios operadores da segurança pública. Para avançarmos nesta análise é preciso fazer algumas pontuações:

1.     Primeiro, é necessário reconhecer que nos últimos 5 anos, está em curso um processo de reforma na segurança pública do Brasil, em particular, no Ceará. Mesmo com muito a fazer, foram significativos os investimentos em estrutura, formação e efetivo. E agora, após as conquistas da categoria, será uma das melhores remunerações com carga horária condizente e uma safra de jovens policiais com pensamento maduro e avançado. Um quadro positivo na corporação que pavimenta o caminho para que essa reforma ganhe cada vez mais corpo e gere resultados.

2.     Do ponto de vista do controle social, é fundamental a implantação de fóruns tripartites compostos por policiais, governo e organizações da sociedade civil, para acompanhar, fiscalizar e formular ações na área da segurança pública. Para que esta reforma avance, precisamos que estado, sociedade e os operadores da segurança efetivem alguns acordos e pactos que possamos vencer algumas questões que nos desafiam, como por exemplo, os mais altos índices de execuções extrajudiciais, na sua maioria, de jovens. Para tal, o diálogo entre os entes envolvidos é fundamental, a exemplo do Conselho Comunitário de Segurança e Desenvolvimento Social – CCDS do bairro Antônio Bezerra que promove várias ações articuladas e tem como resultado benefícios para comunidade através da integração de políticas sociais, ações da polícia e a participação permanente da comunidade. Este modelo inaugurou uma novo paradigma do fazer segurança pública, para além da mera repressão policial.

3.     As corregedorias independentes, são necessárias e urgentes, dado os altos números de violências cometidas principalmente contra os jovens das periferias, que viraram práticas corriqueiras e reincidentes, devido a impunidade e ausência dos mecanismos de controle da atividade policial. É ilusório pensar que a policia é violenta por vontade própria, a sociedade clama e legitima a cultura da violência, isso dos mais ricos aos mais pobres, basta ver as pesquisas sobre pena de morte, redução de idade penal, prisão perpétua ou mais recentemente, os casos de linchamento com requintes de frieza e crueldade executados por “cidadãos de bem” em Fortaleza.

4.     Visibilidade das ações positivas, que hoje já são desenvolvidas por policiais e comunidade tem tido efeito na redução dos índices de criminalidade, prevenindo a violência antes que ela ocorra. Seria muito interessante, um programa na TV Pública realizado pela comunidade e os operadores da segurança. Isso fortaleceria, esse novo paradigma e desmistificaria a falsa ideia de “policial super homem”, vendida pelos programas policiais que, na maioria das vezes, estimula o desrespeito aos direitos constitucionais e a ilegalidade, fortalecendo a prática equivocada da repressão policial como solução para a diversidade de problemas sociais que em sua maioria, seriam problemas de outra ordem. Esta visão termina por construir, principalmente nas favelas e periferias, uma relação contraditória, de necessidade e desconfiança, proteção e descrédito, já que projeta a repressão como representação maior da presença do estado.

5.     A mídia tem papel fundamental no processo pedagógico e cultural de superação dessa cultura da violência, na produção de conteúdos positivos, não sensacionalistas e de respeito aos direitos humanos, desconstruindo estigmas e preconceitos de parte a parte. Nesse caso, estado e empresas de comunicação, devem estabelecer acordos como fazem com as novelas, classificando as abordagens televisivas que contenham conteúdos violentos, pois é inaceitável que o medo, o sangue e a violência na quinta economia mundial, ainda sejam mercadorias para alcançar audiência.

6.     As delegacias poderiam ser espaços de mediação junto as comunidades para evitar a judicialização de casos banais, onde a cultura da mediação de conflitos pudesse ser incorporada pela sociedade, desafogando a atividade policial para outras demandas mais urgentes.

7.     Umas das iniciativas que poderia nos inspirar é o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – Pronasci que buscou combinar experiências prevenção, repressão, inteligência, política social, integração e participação da sociedade. Buscando em cada território, praticar uma segurança pública dentro da legalidade, valorizando o trabalhador da segurança, o respeito à vida e aos direitos constitucionais, obtendo sucesso ao articular segurança e com outras politicas públicas.

A policia é parte da sociedade, a segurança real é a que está nas ruas e comunidades, assim, temos que nos perceber parte do processo, pois governo nenhum sozinho, conseguirá avançar e mudar concepções e práticas sem a participação da sociedade. A realidade social se encarregou de nos colocar um novo clima institucional, social e político para a segurança pública. Sejamos otimistas e ousados para a partir do Ceará, construir um novo referencial de segurança para além da munição, efetivo policial e viatura, uma política pública que tenha o respeito e não o temor como referência, e a preservação da vida como seu princípio fundamental.

Umas das iniciativas que poderia nos inspirar é o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – Pronasci que buscou combinar experiências prevenção, repressão, inteligência, política social, integração e participação da sociedade. Buscando em cada território, praticar uma segurança pública dentro da legalidade, valorizando o trabalhador da segurança, o respeito à vida e aos direitos constitucionais, obtendo sucesso ao articular segurança e com outras politicas públicas.

O ambiente nunca foi tão propicio, as mudanças estão em curso, novos paradigmas estão a mesa para serem experimentados, velhos conceitos caminham cada vez mais rápido para a superação, pois nem sociedade nem os próprios operadores da segurança pública suportam mais do mesmo, essa parceria é fundamental e está a nossa disposição. O futuro chegou! Mãos a obra!

Preto Zezé, presidente nacional da Central Única de Favelas (CUFA)

2012 não deixará saudades para Cid Gomes

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As demandas geradoras da greve dos policiais militares e bombeiros que deixou o Governo do Estado de joelhos nos primeiros dias de 2012 não eram novidade para o governador Cid Gomes. Desde o início da sua primeira gestão ele tem sido cobrado em relação a essas reivindicações. Nem por isso, as tratou como devia, muito menos as encarou na devida conta potencialmente explosiva nas quais se transformaram. Não tem sido assim apenas com a área da segurança pública, mas com várias outras, como as dos professores, por exemplo, diante do visto no ano passado.

No que diz respeito à segurança pública, todavia, a primeira gestão do governador Cid Gomes passou quase incólume em virtude de alguns aspectos. O principal deles se deve ao efeito positivo do Ronda do Quarteirão, que acabou por oferecer por parte da população um certo crédito de confiança ao governo, isolando movimentos mais ousados dentro da tropa. Foi assim, por exemplo, com a exoneração do coronel Bessa, quando se colocou ao lado dos militares em suas reivindicações logo no início do governo. Reserva e ostracismo foram o que lhe restaram de prêmio.

O governador também foi bafejado pela sorte na área ao escolher como secretário o policial federal Roberto Monteiro, a quem só foi apresentado no dia da posse. De fino trato e humanista, o “gravatinha” manteve-se fiel às suas convicções legalistas, situação que o fez perder o controle da tropa e angariar a antipatia de muitos que defendiam uma polícia, menos, digamos, mais voltada aos direitos humanos. Ressalte-se que Monteiro sempre se colocou ao lado das demandas dos policiais, não tendo tido força junto ao governo, porém, para implantá-las. Nesse aspecto, Cid teve sorte porque Monteiro funcionou como espécie de escudo para o governo, já que toda a insatisfação era canalizada contra ele, deixando o governador livre das reclamações mais diretas.

Por fim, a gestão Cid também contou na Assembleia, quanto a área de segurança pública, com uma subserviência terrível. Tanto, que até os famosos deputados da mídia, eleitos com esta bandeira, a chamada “bancada da bala”, estivera mais preocupada em fazer jogo de cena em seus programas televisivos, do que abrir discussão de fundo sobre o tema. Essa sensação de conforto cegou o governador e seus pares sobre a força de uma categoria que estava no limite. E aí, quando se chega a esse ponto, basta alguém com certa competência para guiar o movimento.

Foi o que aconteceu com um desconhecido capitão Wagner, que em três meses na Assembleia vai se fazer lembrar ainda por muitos anos. Certo ou errado nos métodos, coube a ele mostrar ao governador que a pior a situação para um gestor público é a zona de conforto e os bajuladores. O silêncio imposto a Cid e o feriado extemporâneo vivenciado em Fortaleza na última terça-feira são simbólicos e deveriam servir de lição não só para esse governo, mas também para quem ignora as vaias como sinal de alerta. É claro que ainda há muito tempo para o governador se refazer do baque, mas não há como negar, mesmo com apenas cinco dias, que 2012 não deve deixar saudades para Cid Gomes.

(Menu Político / O POVO)

Integração é feudo do PSB e do governador de Pernambuco

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O PSB transformou o Ministério da Integração Nacional em feudo político com porteira fechada no governo Dilma Rousseff.

Na gerência, o ministro Fernando Bezerra Coelho, membro de tradicional família do Nordeste, tornou a pasta uma república de correligionários, conterrâneos e apaniguados do principal cacique da legenda, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do partido.

Levantamento feito pelo Grupo Estado mostra que, na cúpula da pasta, o aparelhamento político é total. Os que estão à frente de cargos chaves ou são do PSB (8 deles), ou são pernambucanos (5 servidores) – ou as duas coisas, como é o caso do ministro.

São da cota do PSB, além de Bezerra, a estratégica Secretaria de Defesa Civil, a chefia de gabinete, além das secretarias de Fundos Regionais, Executiva, de Infraestrutura Hídrica e de Irrigação.

A Codevasf estava até ontem sob o comando do engenheiro Clementino Coelho, irmão do ministro, enquanto a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) foi entregue ao economista Marcelo Dourado, filiado ao PSB do Distrito Federal.

(Estadão)

Bairros de classe média abrigam cracolândias privês

Uma espécie de cracolândia privê funciona em casas e apartamentos de bairros como Vila Mariana, Bixiga, Paraíso, Penha e Bela Vista. São espaços discretos e seguros destinados à venda e ao consumo local do crack.

Para entrar, é preciso ser apresentado por algum conhecido do traficante e só consumir a droga “da casa”.

Os usuários são, em sua maioria, homens de classes média e baixa, com idades entre 18 e 35 anos, de diferentes profissões.

Há dois tipos de cracolândia privê. Em uma, o usuário compra a pedra e a consome em um dos cômodos. Na outra, que chamam de “mocó”, ele pode morar como num aluguel. Pago adiantado, o valor é R$ 210; no fim do mês, R$ 300.

Na Vila Mariana, o esquema funciona em uma casa simples, em uma rua arborizada, perto de um posto de combustíveis e dois prédios residenciais. Tem 11 cômodos improvisados, transformados em quartos, coletivos ou individuais.

(Folha)

Resistente

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É cada vez mais forte no PT a percepção de que o secretário municipal Waldemir Catanho não quer assumir o papel de candidato a prefeito de Fortaleza. A resistência em aceitar a empreitada teria até provocado incômodo na relação com a prefeita Luizianne Lins.

Em entrevista ao programa Jogo Político (TV O POVO e TV Assembleia), na última segunda-feira (2), a prefeita declarou que as prévias ou a consulta aos delgados municipais são possibilidades plausíveis. Até o dia 15 deverá surgir o caminho do petismo.

(Fábio Campos / O POVO)

Manifestação em frente a restaurante de SP pede fim do racismo no país

Enquanto algumas pessoas almoçavam no Restaurante Nono Paolo, na zona sul de São Paulo, do lado de fora, um pequeno número de pessoas fazia um panelaço contra atitudes racistas. A manifestação, pacífica, foi organizada pela internet e motivada pela história do casal espanhol que teve o filho adotivo, de 6 anos, retirado do estabelecimento.

Enquanto os pais se serviam no restaurante, o filho etíope ficou esperando em uma das mesas. Um dos funcionários da pizzaria abordou a criança e a retirou do local. O casal espanhol encontrou o filho na calçada e registrou um boletim de ocorrência por discriminação racial na Delegacia do bairro de Vila Mariana.

A estudante Carina Paola Cardenas, uma das idealizadoras do protesto, disse que o objetivo é chamar a atenção para o preconceito racial. “Pretendemos mostrar às pessoas que o racismo existe. Não se consegue mudá-lo somente por leis. O que muda isso é a conscientização. Por isso, estamos estimulando o boicote aos estabelecimentos que tenham esse tipo de política de maltratar pessoas seja por causa da raça ou por questão social.”

Wilson Honório da Silva, do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe, disse que o protesto, apesar de ter contado hoje com um grupo muito pequeno de pessoas, não pode ser esgotado. “O movimento tem o propósito de mandar um recado para a sociedade. Estamos cansados de viver em um país onde ser negro é parecer marginal.”

Para ele, a ideia é organizar manifestações ao longo do ano para alertar a população sobre o racismo. “Estamos propondo transformar o dia 21 de março, que é o Dia Internacional de Combate ao Racismo, num grande ato em protesto a todos esses casos que têm se repetido em São Paulo”, disse.

À Agência Brasil, os sócios do restaurante disseram que não iriam se manifestar sobre o caso até a conclusão do inquérito policial.

Na última quarta-feira (4), a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo instaurou um processo para apurar o caso. Se for comprovada a discriminação racial contra a criança, o estabelecimento poderá ser multado.

(Agência Brasil)