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TSE nega direito de resposta a Bolsonaro contra Haddad

O ministro Sergio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral, negou na noite desse domingo (14), de forma liminar
(provisória), um pedido de direito de resposta apresentado pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL) contra seu adversário Fernando Haddad (PT). A ação foi apresentada pelos advogados da campanha de Bolsonaro na noite de sábado (13). A informação é do Portal Uol.

Para a defesa do candidato do PSL, a campanha do PT fez uso de “irregularidades” em uma inserção da propaganda eleitoral veiculada na TV na sexta-feira (12), que dizia que Bolsonaro “votou contra os mais pobres, contra os direitos dos trabalhadores, contra a lei que protege as pessoas com deficiência, contra os direitos das empregadas domésticas, contra o ‘Bolsa Família”.

Os advogados acusaram a campanha petista de utilizar uma fala de Bolsonaro fora de contexto, fazendo uso de montagem e trucagem, “distorcendo as palavras do candidato na entrevista realizada”. A defesa de Bolsonaro também afirmou que, ao atribuir ao deputado federal o conceito de “alguém que despreza as empregadas domésticas e os mais pobres”, o PT estaria “estimulando o ódio de classe”.
Em sua decisão, o juiz Banhos afirmou que a propaganda do PT “expõe acontecimento amplamente divulgado pela mídia nacional”, e que, embora possa causar repercussões na disputa eleitoral, traduz fatos, imagens e falas reais.

A votação de Bolsonaro na criação do Estatuto da Pessoa com Deficiência, citado no vídeo de propaganda eleitoral do PT que foi questionado pelo deputado federal na Justiça, virou motivo de controvérsias nesse domingo. Em uma live transmitida em suas redes sociais nesta noite, Bolsonaro acusou Haddad de mentir, ao dizer que o candidato do PSL votou contra a criação do estatuto. O deputado federal disse ter votado contra uma emenda específica do projeto, e não contra a lei como um todo.

Decon leva serviços ao Vale do Jaguaribe

O projeto Decon Viajante, do Ministério Público do Ceará, vai estar na Região do Jaguaribe durante toda esta semana de outubro. Atenderá aos consumidores dos municípios de Russas, Quixeré, Limoeiro do Norte, Tabuleiro do Norte e Morada Nova até o dia 19. Hora de tirar dúvidas e registrar reclamações contra fornecedores de produtos e serviços e denunciar estabelecimentos que acreditem estar descumprindo a lei. A informação é da assessoria de imprensa do MPCE.

Para o registro da reclamação os consumidores precisa ter em mãos o RG, CPF, Comprovante de residência e todos os documentos ligados à reclamação. Confira o calendário: Russas (15/10), Quixeré (16/10), Limoeiro do Norte (17/10), Tabuleiro do Norte (18/10) e Morada Nova (19/10). Os atendimentos são realizados sempre das 8h às 14h, nas respectivas Praças Centrais, em uma van do projeto.

Para a realização dos atendimentos, o Decon conta com o apoio das Promotorias de Justiça das Comarcas destes Municípios. Essa descentralização contribui para aumentar a resolução de conflitos nas relações de consumo, principalmente, no interior do Estado. O “Decon Viajante” foi iniciado em 2016 e desde então já visitou 137 municípios.

Receita Federal inicia pagamento do quinto lote de restituições do IR

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A Secretaria da Receita Federal paga hoje (15) as restituições referentes ao quinto lote do Imposto de Renda de Pessoa Física de 2018. O lote inclui restituições residuais de 2008 a 2017. As consultas foram liberadas no último dia 5. De acordo com a Receita Federal, serão pagos R$ 3,3 bilhões para 2.532.716 contribuintes. Desse total, R$ 3,157 bilhões referem-se ao quinto lote do IR de 2018, que contemplará 2.459.482 contribuintes.

A Receita Federal recebeu 29.269.987 declarações do Imposto de Renda dentro do prazo legal neste ano. O número superou a estimativa inicial, que era de 28,8 milhões de declarações.

Para acessar o extrato do IR é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal, ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

(Agência Brasil)

Profissionais de saúde de Paracuru estão em greve

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Os profissionais de saúde da Prefeitura de Paracuru (Litoral Oeste) entrarem em greve nesta segunda-feira. A categoria protesta contra más condições de trabalho e salários baixos, informa o SindiSaúde, que é o sindicato representante desse segmento.

Eles garantem estar cumprindo a exigência minima do atendimento – 30% de pessoal e avisam que a paralisação é por tempo indeterminado.

A categoria tenta audiência com a Prefeitura para apresentar, principalmente, uma proposta de um novo plano de cargos, carreiras e salários.

Dia do Professor – Prefeito lança programas de valorização da categoria

Embalado por este Dia do Professor, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) está visitando, nesta segunda-feira pela manha, as obras da Academia do Professor, situada no Centro de Fortaleza.

Ali, aproveita para lançar programas pró-valorização dos profissionais da educação da Rede Municipal de Ensino. São três: o Programa Promoção da Saúde Integral do Profissional da Educação (Prosipe), o Programa de Pós-Graduação, com cursos de Especialização para os profissionais, e o Programa de Prevenção e Combate ao Assédio Moral.

Já a Academia do Professor está em construção e tem previsão de entrega no mês de dezembro deste ano. De acordo com o prefeito, será um centro de formação, valorização e assistência aos professores que oferecerá, além de serviços de promoção da saúde do professor, espaço cultural, auditório para mais de 300 lugares, piscina, academia, quadra poliesportiva, biblioteca e salas de aula.

A obra está orçada em R$ 4,4 milhões, contando com uma área de 4.400m² e já está com 80% da obra concluída, resultado de um convênio da Prefeitura de Fortaleza com o Governo do Estado.

O futuro difícil do novo presidente

Com o titulo “O futuro difícil do novo presidente”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

As altas temperaturas da campanha presidencial têm colocado em segundo plano um fator, se não de instabilidade, ao menos de grande dificuldade para quem quer que seja eleito em 28 de outubro: a fragmentação partidária.

Nada menos que 30 legendas terão representação parlamentar na Câmara dos Deputados a partir de 2019. Em 2014 eram 25. O índice de renovação é de 52%, o maior em duas décadas, inferior apenas aos registrados nas eleições de 1990 (62%) e 1994 (56%).

Como agora, naqueles anos os brasileiros também foram às urnas movidos por um sentimento difuso de mudança que fez estragos à direita e à esquerda.

A pulverização de siglas no Congresso tem dois efeitos imediatos: a ampliação do campo fisiológico, já que dificilmente outro parâmetro poderá nortear as decisões de um arco tão vasto de agremiações, sobretudo as de pequeno porte; e os obstáculos que qualquer presidente terá pela frente a fim de construir consensos.

E aqui começam os problemas. Fazer aprovar plataformas desgastantes ou medidas impopulares cuja votação dependa do quórum máximo da Câmara vão se tornar uma tarefa árdua ao gestor da vez. A reforma da Previdência, por exemplo. Ou a revogação do teto de gastos instituído pelo presidente Michel Temer (MDB).

Como as forças majoritárias do Legislativo e os partidos tradicionais irão dividir espaço com “nanicos”, é natural que haja uma disputa mais acirrada pelo comando das comissões.

Segunda maior bancada da Câmara, com 52 eleitos, o PSL começa a reivindicar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), posto crucial não apenas no funcionamento da Casa.

A própria chefia da Câmara estará em jogo. Os últimos anos ensinaram que, a depender de quem ocupe essa cadeira no ano que vem, o inquilino do Palácio do Planalto terá uma vida mais ou menos acidentada.

No Senado, a casa revisora, a situação não é diferente. Lá, o furacão que atravessou as eleições no dia 7 de outubro alargou o número de partidos com assento: de 15 para 20.

Das 54 vagas abertas no Senado neste ano, 46 serão preenchidas por novos parlamentares. Na Câmara, são 267 deputados de primeira viagem de um total de 513.

Ao alto grau de renovação congressual, soma-se a incerteza que cerca essas novas caras. Estarão mais alinhadas à direita, ao centro ou à esquerda? Ou, como têm se comportado Câmara e Senado historicamente, vão flutuar ao gosto dos ventos que soprem do Planalto?

Num cenário nebuloso, resta uma certeza, somente: vença quem vencer, nada faz crer que o presidente terá a vida facilitada por esse novo Congresso.

(Editorial do O POVO)

Pesquisa BTG Pactual: Bolsonaro, 59%; Haddad, 41%

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Jair Bolsonaro (PSL) está liderando a corrida presidencial com 59%, enquanto Fernando Haddad (PT) vem com 41%. É o que diz a pesquisa de mercado BTG-Pactual divulgada nesta segunda-feira. Foi feita por telefone e entrevistou dois mil eleitores com idade a partir de 16 anos nos 27 estados da federação.

Neste cenário, brancos e nulos somam 11%. Entre jovens de 16 a 24 anos, Haddad vence por 46% a 41%. Entre os que têm ensino superior, Bolsonaro vence por 63% a 25%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, Bolsonaro atinge 49% do total de votos (sem descontar brancos e nulos). Haddad chega a 30%. Indecisos são 10% e brancos e nulos somam outros 10%.

Na faixa até um salário mínimo, Haddad vence por 49% a 35%. Para quem ganha mais de 5 salários mínimos, Bolsonaro é o preferido por 61% (Haddad tem 30%).

A decisão de voto está na faixa dos 90% para ambos os candidatos: 94% para Bolsonaro e 89% para Haddad.

No quesito rejeição, Haddad lidera: ele é rejeitado por 54% da população. Bolsonaro é rejeitado por 38%.

Eunício culpa Cid e Ciro Gomes pela derrota nas urnas

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O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB), já sabe quem foram os responsáveis pela sua derrota no Ceará. Segundo informa a Veja Online: os irmãos Cid e Ciro Gomes.

Embora apoiado pelo governador Camilo Santana (PT), com direito a falas e encontros a seu favor, Eunício acabou perdendo para  desconhecido Eduardo Girão (Pros).

Pela campanha contrária do clã, o emedebista teve em Fortaleza apenas um terço dos votos que esperava.

(Foto – Agência Senado)

Vem aí a Clínicia Veterinária Municipal

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

Depois do Vetmóvel, serviço de atendimento a cães e gatos que circula pelos bairros de Fortaleza, vem aí outra novidade nessa área: a Clínica Veterinária Municipal. O equipamento, orçado em R$ 800 mil, terá ordem de serviço assinada nos próximos dias pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT) e ficará em terreno do bairro Siqueira, sob a responsabilidade da Coordenadoria Especial de Proteção e Bem-Estar Animal, que tem à frente Toinha Rocha, ativista desse segmento.

De acordo com o projeto, a clínica contará com laboratório, dois centros cirúrgicos, local para banho e tosa, sala dos veterinários e uma farmácia, aberta ainda a voluntários tanto para ajudar no trabalho como na doação de rações e medicamentos.

Bom destacar que o prefeito tem vínculo direto com o mundo dos pets. Além de ser criador de cães da raça boxer há 28 anos, o pai dele, Roberto Cláudio Bezerra, preside o Kennel Clube do Ceará.

(Foto – Arquivo)

Príncipe Henry e Meghan Markle anunciam gravidez

O Palácio de Kensington anunciou hoje (15) que o príncipe Harry e Meghan Markle esperam um bebê, que deve nascer na primavera de 2019, no Reino Unido. A primavera no Reino Unido vai de março a junho.

A gravidez de Meghan Markle foi anunciada no Twitter oficial do palácio.

“Os herdeiros da realeza apreciaram todo o apoio que receberam de pessoas em todo o mundo, desde o seu casamento em maio, e estão felizes em poder compartilhar esta notícia com o público”, diz o texto.

O duque e a duquesa de Sussex iniciaram uma viagem à Oceania.

(Agência Brasil com foto da Reuters)

Bolsonaro usa redes sociais e diz que não votou contra deficientes

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) disse nesse domingo (14), por meio de suas redes sociais, que não votou contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que é a denominação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Acompanhado de duas professoras e tradutoras de Libra e de sua mulher Michelle, Bolsonaro afirmou que o projeto teve uma votação simbólica e não nominal e que contestou apenas a inclusão de uma emenda que tratava, segundo ele, dos LGBTs.

“O que tem a ver você criar uma subclasse dentro de pessoas com deficiência só porque é gay, lésbicas, bissexual, transexual ou seja lá o que for. A inclusão é para todo mundo. Não interessa a opção sexual. Nós e um montão de gente votou contra esta deformação do projeto, criando uma classe especial dentro daqueles que têm problema”, acrescentou o candidato.

Família

De acordo com Jair Bolsonaro, “nesta votação o meu voto foi não para que aquela emenda não fosse aprovada. E ponto final”.

Na transmissão ao vivo, uma das tradutoras de Libra informou que há um ano eles estão se reunindo com o candidato e que entregou para Michelle Bolsonaro um documento elaborado pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) com propostas para os deficientes físicos, principalmente nas áreas de saúde e de mercado de trabalho.

Antes da transmissão, o candidato à Presidência da República passou o domingo nublado e com chuva fina em casa, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, ao lado de familiares e sem compromissos de campanha.

Progressão

A movimentação na porta do condomínio foi tranquila. Ocupantes de alguns carros que passavam pela Avenida Lúcio Costa se manifestaram em favor do candidato ao perceberem a imprensa e o policiamento reforçado no local, além de um vendedor ambulante que oferece camisetas de Bolsonaro e bandeiras do Brasil.

Apoiadores também paravam para tirar foto em frente à placa do condomínio e com policiais.

Pelas redes sociais, Bolsonaro também informou que tem um projeto, inspirado nas legislações de algumas cidades americanas, para crimes como furto e roubo, onde não há regime de progressão por dez anos.

“Enquanto estiver roubando ou furtando não tem problema. Vamos esperar matar alguém para prender esse elemento?,” E completou: “Será que furtar vai virar aqui uma forma de trabalho? Porque não tem prisão. Não tem punição”, disse.

Privatizações

No sábado (13), ele havia dito que, caso seja eleito, o plano de privatizações previsto por sua campanha será de inteiro agrado do mercado e que, em princípio, as primeiras estatais que serão alvo de análise para privatização serão as criadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, as privatizações serão realizadas com responsabilidade.

“Em um primeiro momento, aquelas quase 50 estatais criadas pelo PT e ainda sobram 100. Essas outras têm de ter um modelo para privatizar com responsabilidade. Logicamente que as estratégicas não privatizaremos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Furnas, entre outras. Mas, como um todo, tenho certeza que o mercado vai gostar do nosso plano de privatização porque é uma maneira a mais de combater a corrupção e o Estado tem que estar com aquilo que é essencial nas suas mãos, que são as estratégicas.”

Com relação às propostas para a saúde, o candidato pelo PSL disse que prioritariamente é preciso combater a corrupção para que sobrem recursos para serem aplicados em outras áreas. As declarações foram dadas ao deixar a casa do empresário Paulo Marinho, onde gravou o programa político partidário.

(Agência Brasil)

Deputados podem vetar aumento do piso salarial dos agentes de saúde

A Câmara Federal vota na quarta-feira (17) 16 vetos a projetos de lei, entre os quais destaca-se aquele ao projeto de lei de conversão da Medida Provisória 827/18, que regulamenta detalhes do plano de carreiras dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. O texto foi transformado na Lei 13.708/18.

O veto atingiu o aumento do piso salarial desses profissionais de R$ 1.014,00 para R$ 1.550,00 mensais após três anos. Em 2019, o item vetado propunha piso de R$ 1.250,00; em 2020, seria de R$ 1.400,00; e os R$ 1.550,00 valeriam a partir de 1º de janeiro de 2021.

Para o governo, o aumento do piso salarial, que é bancado pela União (95% do valor) junto aos municípios, viola iniciativa reservada do presidente da República em matéria sobre criação de cargos e aumento de sua remuneração, além de violar a emenda constitucional do teto de gastos (EC 95) e a Lei de Responsabilidade Fiscal por criar despesa orçamentária sem indicar estimativa de impacto. Também na pauta consta um projeto de lei de crédito suplementar (PLN 14/18) no valor de R$ 266 milhões para reforço de dotações de 2018.

(Agência Câmara Notícias)

Mauro Benevides será homenageado pelos 30 anos da Assembleia Nacional Constituinte

O ex-senador cearense Mauro Benevides, 88, será homenageado pelo Conselho Federal da OAB, em Brasília, na quarta-feira (17), pelos 30 anos da Assembleia Nacional Constituinte, a qual integrou como vice-presidente. O ex-deputado Ulisses Guimarães era o presidente.

A Assembleia Nacional Constituinte foi instalada no Congresso Nacional, com a finalidade de elaborar uma Constituição democrática para o Brasil, após 21 anos de regime militar.

Mauro Benevides foi presidente do Senado, deputado federal por quatro mandatos, vereador de Fortaleza e quatro vezes deputado estadual, tendo presidido a Assembleia Legislativa do Ceará durante o Golpe de 1964.

(Foto: Arquivo)

O cenário eleitoral e o futuro da Rede Federal de Educação Tecnológica

Em artigo conjunto sobre o cenários político atual, a Diretoria Colegiada do Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará sugere a defesa da educação tecnológica. Confira:

Diante da situação política extremamente grave em nosso País, a diretoria do Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (SINDSIFCE) avalia os cenários e as perspectivas colocados para a rede federal de educação tecnológica a partir dos resultados eleitorais do primeiro turno.

Teremos um congresso ainda mais neoliberal, que coloca em risco a própria existência dessa rede. Em 2019, a Câmara dos Deputados terá mais representantes da política ultraneoliberal. O chamado “centrão” (DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), agrupamento que reúne os partidos mais fisiológicos do Congresso, liderado pelo deputado Rodrigo Maia, ocupará 142 cadeiras no parlamento. Esse bloco foi determinante para a aprovação da Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos públicos nas áreas sociais. Também foi decisivo para a aprovação da contrarreforma trabalhista e do Ensino Médio, além da lei da terceirização irrestrita, inclusive para os serviços públicos.

O melhor exemplo do avanço dos defensores do Estado Mínimo foi o aumento expressivo do PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, que elegeu 51 deputados, segunda maior bancada da Câmara Federal.

Essa turma defende, por exemplo, privatizações irrestritas e ausência absoluta de intervenção do Estado nas relações de trabalho. De acordo com o próprio candidato, as regras contratuais de trabalho deveriam ser estabelecidas, exclusivamente, entre trabalhador e empregador sem interferência do poder público. “Aos poucos, a população vai entendendo que é melhor menos direitos e [mais] emprego do que todos os direitos e desemprego”, disse o candidato num evento, em maio desse ano, na ACRJ (Associação do Comércio do Rio de Janeiro).

No Senado, historicamente ainda mais elitista que a Câmara, o quadro se repete, com a redução do número de parlamentares ligados às forças populares.

Como é sabido, a expansão da rede federal de educação tecnológica só foi possível devido ao aumento do orçamento destinado à educação pública. Nesse sentido, a manutenção dos institutos também está amparada no orçamento da União.

Neste ano, já começamos a sentir os efeitos da redução orçamentária produto da EC 95. Demissões de funcionários terceirizados, cortes nas verbas de capital dos campi, redução dos auxílios estudantis e mais um ano de congelamento salarial são alguns exemplos.

Não temos dúvidas de que a nova configuração do Congresso, somada ao novo regime fiscal aprovado pelo governo Temer, representará mais retrocessos e perigos para o que é mais representativo da rede federal de educação tecnológica: ajudar a democratizar o acesso à ciência e ao conhecimento, ofertando um ensino de qualidade, e oportunizar melhores condições de trabalho e renda para filhos e filhas da classe trabalhadora.

O resultado do segundo turno e o futuro do IFCE

Os caminhos da rede federal de educação tecnológica estão intimamente ligados com o resultado que sairá das urnas no próximo 28 de outubro.

Se o projeto autoritário de educação vencer, teremos a rápida aplicação da reforma do Ensino Médio dentro dos institutos. Um retrocesso para o modelo de Ensino Médio Integrado hoje em vigor.

Se os defensores do projeto “escola com mordaça”, conhecido, demagogicamente, como “escola sem partido”, ganharem, teremos o cerceamento da liberdade de expressão em nome de uma suposta neutralidade no ato de ensinar. Como consequência disso, o ensino de vários conteúdos das humanidades se converterá em prática criminosa. Teremos um ensino tecnológico e superior que não dialogará com as necessidades e diversidades étnica, racial, sexual e de gênero das comunidades e realidades sobre as quais os institutos atuam.

Se o projeto ultraneoliberal ganhar, as parcerias com o setor privado serão apresentadas como a solução possível para os problemas orçamentários, promovendo uma ingerência do mercado sobre os interesses públicos que devem guiar o projeto pedagógico das nossas instituições.

Temos posição: defendemos a rede federal de educação tecnológica!

O SINDSIFCE, ao longo de sua jornada, atua na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, socialmente referenciada para aqueles e aquelas que estiveram alijados do direito à educação.

Entendemos que, apesar de vários limites, a expansão da rede nos últimos 14 anos permitiu que, pela primeira vez na história, uma primeira geração de filhos e filhas de famílias pobres tivesse acesso à educação tecnológica e superior de qualidade.

Queremos avançar e não retroceder. Queremos aperfeiçoar e ampliar, e não privatizar ou precarizar o IFCE e os demais institutos. Nas eleições, defenda a rede federal de educação tecnológica.

Diretoria colegiada do SINDSIFCE

Antonio Henrique e Elpídio retornam à Câmara Municipal nesta segunda-feira

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Os ex-secretários da Regional III, Antonio Henrique, e dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Elpídio Nogueira, retornam à Câmara Municipal de Fortaleza, nesta segunda-feira (15), nos lugares dos suplentes Dr. Eron e Carlos Mesquita.

Eles integram a base de apoio do prefeito Roberto Cláudio, que iniciará reuniões com vereadores para discutir matérias em tramitação na Câmara do interesse do Executivo.

Segundo a Chefia de Gabinete do Prefeito Roberto Cláudio, os vereadores de outras bancadas e também de oposição participarão de reuniões no Paço Municipal, quando será tratada a questão da próxima Mesa Diretora.

(Foto; Arquivo)

O PT não confia em Ciro, que não confia no PT

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Da Coluna Guálter George, no O POVO deste domingo (14):

É bem confusa a relação de Ciro Gomes, que recém saiu de sua terceira campanha frustrada à Presidência da República, e o Partido dos Trabalhadores (PT). Há, na decisão do político cearense de esnobar os apelos quase desesperados de gente da cúpula petista para que entrasse para valer na campanha de segundo turno de Fernando Haddad, razões específicas que precisam de uma análise mais aprofundada para que sejam captadas e se possa projetar os efeitos futuros prováveis.

Primeiro, não parece muito fácil encontrar sentido na justificativa de que Ciro precisava descansar, depois da maratona intensa que foi a campanha de primeiro turno. Tudo bem que ele enfrentou um susto que o levou ao hospital e o fez dormir pelo menos por uma noite no Albert Sabin, em São Paulo, sem que isso o impedisse de seguir firme até o último dia da briga pelo voto. E, até, de oferecer ao País uma das melhores entrevistas de um candidato derrotado nos últimos anos, pela forma e pelo conteúdo.

A opção pela viagem e pelo distanciamento da campanha, por um lado, pode indicar que não ir ao segundo turno acabou fazendo um grande bem à saúde de Ciro, considerando-se verdadeira a versão de que ele “precisava descansar”. A coisa está tensa e inexiste indicativo de que seria diferente caso Ciro estivesse entre os dois classificados à etapa decisiva na disputa presidencial, podendo-se imaginar que, ao contrário, a temperatura política tenderia a estar ainda mais alta. Exatamente pela presença dele entre os contendores.

De volta lá ao tema da relação de amor e ódio entre o mais velho dos Ferreira Gomes e o PT, a primeira grande barreira que há entre eles envolve uma parte boa do petismo local que, simplesmente, não tolera o ex-governador. A coluna chegou a acompanhar uma reunião que tinha gente da campanha nacional e lideranças petistas cearenses quando o cenário era analisado retroativamente e se colocou em discussão as chances (àquela altura já superadas) de Ciro ser candidato à presidência representando uma frente da qual o PT faria parte, indicando um nome à vice. A ideia era defendida como viável durante fala de um nome nacional de peso quando uma voz feminina bem cearense praticamente o interrompeu com um enfático “de jeito nenhum!”

Com a derrota de Ciro Gomes já oficializada e a de Fernando Haddad bem encaminhada, já se começa a agir focando um futuro mais distante. Há quem considere que o gesto do cearense indicou seu primeiro movimento de olho em 2022, data da próxima sucessão presidencial, objetivando demarcar seu espaço dentro de um campo definido como progressista. O cálculo, no entanto, pode estar impreciso, porque, a despeito dos baques que já sofreu, devido a derrotas emblemáticas, como as de Dilma Rousseff em Minas Gerais e Eduardo Suplicy em São Paulo na briga por vagas ao Senado, o PT não sai destruído do processo eleitoral. Foi o partido mais votado, tudo somado no plano nacional, e terá a maior bancada da Câmara Federal na troca de composições que acontece no começo de 2019.

Portanto, o ex-governador cearense precisará brigar muito para ocupar o espaço que começa a almejar nos seus planos político-eleitorais de longo prazo.

Arábia Saudita ameaça reagir caso seja punida por sumiço de jornalista

A Arábia Saudita ameaçou hoje (14) adotar represálias caso seja punida pelo desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi, que entrou no consulado saudita em Istambul para buscar documentos no dia 2 de outubro e nunca mais voltou.

“O reino afirma que, caso seja alvo de alguma medida, responderá com ações maiores”, afirmou uma fonte do governo saudita, sob anonimato, à agência oficial “SPA”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou ontem (13) que aplicará uma “punição severa” contra a Arábia Saudita caso seja confirmado o assassinato do jornalista no consulado.

“O reino expressa total rejeição a qualquer ameaça e tentativa de miná-lo, seja ameaçando com sanções econômicas, usando pressões políticas ou repetindo acusações falsas que não enfraquecerão o reino, suas firmes posições e seu status árabe, islâmico e internacional”, disse a fonte em comunicado.

As imprensas turca e americana informaram nos últimos dias que o governo saudita enviou a Istambul uma equipe para assassinar Khashoggi, colunista do jornal americano The Washington Post, que foi ao consulado para buscar documentos necessários para se casar com a namorada turca.

No comunicado, a fonte garantiu que o resultado desses “esforços fracos” de minar o reino serão “um fracasso” e considerou que a economia do país só poderia ser afetada “pelo impacto da economia global”.

A bolsa de valores saudita desabou 7% neste domingo, devido ao temor dos investidores sobre possíveis sanções por parte dos Estados Unidos.

A fonte saudita também agradeceu o apoio recebido de países árabes “irmãos” e de outras vozes internacionais que tiveram “sabedoria e paciência e buscam a verdade” em vez de tentarem “se basear em rumores”.

Ontem, o ministro do Interior saudita, o príncipe Abdulaziz bin Saud bin Naif bin Abdul Aziz, negou categoricamente que a Arábia Saudita tenha ordenado o assassinato do jornalista.

Khashoggi, antigamente próximo à monarquia saudita, se distanciou no ano passado, quando o atual príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, ascendeu a posições de poder.

(Agência Brasil com Agência EFE)

De férias e sem acenar apoio a Haddad, Ciro volta a criticar Bolsonaro: “Promessa certa de crise”

O político Ciro Gomes (PDT), candidato que obteve 12,4% dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais, postou em seu perfil no Twitter um trecho de entrevista em que fala sobre Jair Bolsonaro (PSL).

No vídeo de sabatina promovida pelo SBT e Folha de S. Paulo ainda no primeiro turno, o pedetista afirma que o presidenciável é uma “grave ameaça pelo extremismo” e não sabe lidar com críticas. O post foi acompanhado pela hashtag “#DemocraciaSim”.

Apesar do “apoio crítico” anunciado a Haddad pelo PDT, Ciro não se pronunciou oficialmente a favor do candidato do PT. Em entrevistas após o resultado da primeira votação, ele declarou ser contra Bolsonaro, tecendo duras críticas e mencionando a campanha que ganhou força nas redes sociais com a hashtag “#EleNao”. Ciro viajou ao exterior para tirar férias na última semana.

Fernando Haddad (PT), em coletiva de imprensa oficial depois do resultado do primeiro turno, afirmou que ligou para os adversários derrotados. Boulos, que concorria à Presidência pelo Psol, foi um dos que declarou apoio ao petista.

(O POVO Online)