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Dilma reúne ministros para discutir questões ligadas a grandes eventos esportivos

Pelo menos nove ministros, além da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes, se reuniram com a presidente Dilma Rousseff, na tarde deste domingo (22), no Palácio da Alvorada, para debater temas ligados a grandes eventos que serão realizados no país nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Nesta segunda-feira (23), Dilma faz a quinta reunião setorial, sobre segurança pública, no Palácio do Planalto, onde realizará, às 17 horas, a primeira reunião ministerial deste ano e a segunda de seu governo.

No sábado (21), a discussão foi focada em economia e política internacional, e Dilma recebeu os ministros da Fazenda, Guido Mantega; do Planejamento, Miriam Belchior; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; da Defesa, Celso Amorim; das Relações Exteriores, Antonio Patriota; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

A temática social foi o foco da primeira reunião setorial, na última quinta-feira (19), quando foram discutidas metas para o Plano Brasil sem Miséria e para os setores de educação e saúde. Na sexta-feira (20), entraram na pauta temas relacionados à infraestrutura e logística, energia, pré-sal, comunicação e desenvolvimento sustentável, com foco nos setores da indústria, agricultura, defesa comercial e inovação.

(Agência Brasil)

Irã ataca diplomacia de Dilma e diz que Lula faz falta

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Em entrevista à Folha, o porta-voz pessoal do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, criticou duramente o comportamento do Brasil em relação a seu país. Ali Akbar Javanfekr atacou diretamente Dilma Rousseff.

“A presidente golpeou tudo o que [o ex-presidente] Lula havia feito. Destruiu anos de bom relacionamento”, afirmou ele.

A irritação iraniana também se nota nas recentes barreiras contra exportadores de carne brasileira.

A União Brasileira de Avicultura afirma que as vendas de frango para o Irã, em alta até outubro, passaram a ser vetadas sem justificativa.

Já a multinacional brasileira JBS relata ter tido milhares de toneladas de carne bovina retidas por três semanas num porto iraniano.

(Folha)

Obama não seria presidente sem Michelle, diz biógrafa

A jornalista Jodi Kantor escreveu a biografia “The Obamas: A Mission, a Marriage” (os Obamas: uma missão, um casamento). Em entrevista, fala sobre a introspecção do presidente, a força de Michelle e as manchas que os Bush deixaram na Casa Branca.

Pergunta: Uma das coisas que ficamos sabendo por seu livro é que Michelle Obama possui um par de tênis de grife de US$515.

Jodi Kantor: Eu sei! É surpreendente, de certo modo.

O que infunde vida a qualquer reportagem são detalhes reveladores desse tipo. Até que ponto foi difícil para você conseguir esse tipo de acesso à Casa Branca?

Bem, passei muito tempo na Casa Branca nas áreas públicas, que jornalistas são autorizados a frequentar, mas conversei com pessoas sobre os aposentos particulares, também. Algumas das coisas que fiquei sabendo eram detalhes pequenos, do tipo que aparece em um romance. Por exemplo, o fato de que, quando os Obama se mudaram para a Casa Branca, ainda havia manchas nos tapetes deixadas pelos gatos dos Bush. Sinto que a Casa Branca é quase um personagem neste livro. O que significa morar nesse lugar? É uma residência, mas também é um escritório, um complexo militar e, por falar nisso, um alvo de terroristas. Não há entrada ou saída privadas para a família. Eu estava na Casa Branca alguns meses atrás, em pé na Sala Diplomática, e Sasha (filha mais jovem dos Obama) apareceu com sua avó. Ela estava chegando da escola, e os funcionários apenas sorriram e fizeram gestos de assentimento com a cabeça, mas eu fiquei um pouco constrangida pelo fato de ela ser obrigada a passar ao lado de uma repórter para chegar em casa. Deve ter sido um pouco incômodo.

Um dos capítulos mais interessantes de seu livro trata do desconforto que os Obama enfrentaram quando se deram conta de que a maior parte dos funcionários na Casa Branca é de origem afro-americana. A estadia deles na Casa Branca melhorou as relações raciais nos Estados Unidos?

Ainda é muito cedo para dizer. Quando escrevi o livro, senti que a resposta a essa pergunta ainda está fora de nosso alcance. A questão que eu foquei foi a seguinte: qual é a experiência cotidiana de ser o primeiro presidente e primeira-dama afro-americanos? Por exemplo, quando chegou o convite para Michelle Obama sair na capa da “Vogue”, os assessores dela se dividiram por raça. Os assessores afro-americanos queriam muito que ela saísse na capa, porque não muitos afro-americanos vistos como exemplos a seguir o haviam feito. Já os assessores brancos, por outro lado, adotaram postura de muito mais cautela, porque o país passava por enormes dificuldades econômicas e a “Vogue” é uma revista puramente de luxo (o preço nas bancas é algo como US$ 5). Michelle Obama optou por fazer a capa, e ouviram-se muito poucas críticas. Para mim, esse é um pequeno vislumbre do mosaico real de tudo o que vem acontecendo.

Seu livro deixa claro que os Obama têm personalidades diferentes, você diz que ele é mais cerebral, tem dificuldade em conectar-se com o público, enquanto ela é mais calorosa e mais arrojada. Você acha que são as diferenças, mais que as semelhanças, que fazem o casamento deles funcionar?

Sem dúvida. Acho que ele não seria presidente sem Michelle Obama, porque é ela quem o liga às outras pessoas.

Você acha que Obama será presidente de um só mandato, como alguns estão dizendo?

Aprendi que os melhores repórteres políticos nunca fazem previsões! Acho que a pergunta que eu tenho a fazer é se Obama possui a capacidade de se reiniciar… de reformular a ideia do porquê ele quer ser presidente, porque a fórmula de 2008 não funciona mais. Ele precisa apresentar uma visão nova, convincente e realista para o país.

(Guardian)

Novo Código de Processo Civil deve ser votado na Câmara em março

Em tramitação em uma comissão especial da Câmara dos Deputados, o novo Código de Processo Civil (CPC) deverá estar pronto para ser votado no plenário da Casa até o início de março. Essa é a expectativa do presidente da comissão, deputado Fábio Trad (PMDB-MS), que quer concluir a votação do relatório final do deputado Sério Barradas Carneiro (PT-BA) até o fim de fevereiro.

“Se depender de mim, os trabalhos serão ágeis porque precisamos dar ao país um novo código. O atual, de 1973, é de antes da internet e, portanto, de antes da comunicação digital”, disse Trad.

O novo texto, que já foi aprovado no Senado, recebeu na Câmara 900 emendas, além de centenas de contribuições feitas pela internet por cidadãos em geral. Algumas dessas sugestões foram incorporadas pelos cinco sub-relatores. Agora, a comissão precisará votar todas as emendas apresentadas por parlamentares para fechar o texto final do relator-geral.

De acordo com Trad, existem três pontos mais polêmicos e que, portanto, receberam mais emendas. O primeiro deles trata do incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR). O mecanismo foi criado pelo texto original do Senado e visa pacificar a legislação em casos onde juízes de diferentes pontos do país podem dar sentenças contraditórias.

Com ele, o Tribunal de Justiça de um estado pode, ao ser provocado pelos juízes de primeira instância, baixar uma resolução para que uma tese aplicada em um caso se estenda aos outros processos idênticos àquele. Assim, economiza-se tempo e recursos do Judiciário que seriam gastos julgando processos iguais individualmente. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou o Supremo Tribunal Federal (STF) também podem baixar uma IRDR que valerá em todo o país. “Penso que esse primeiro instituto vai gerar polêmica porque veio do direito alemão e lá é um país territorialmente menor que o nosso. Aqui acho que vamos precisar de adaptações”, disse Trad.

O segundo ponto polêmico, na opinião do presidente da comissão especial, é o que trata de demandas corporativas. Fábio Trad explica que alguns profissionais ligados ao direito querem que o novo código inclua demandas relacionadas às suas áreas, o que pode provocar conflitos. Segundo ele, esse é o caso dos advogados, que pedem que todo o Judiciário fique parado por 30 dias para que eles possam tirar férias.

“Essas questões corporativas tendem a gerar antagonismos porque existem outros setores que podem se sentir prejudicados”, explica o deputado. Outro exemplo de demandas corporativas citadas por Trad são dos advogados públicos. Eles querem ter direito a um percentual sobre as causas que ganharem para a União a título de honorários.

O último ponto citado pelo presidente da comissão que foi alvo de grande parte das emendas é o que trata dos recursos de apelação. Atualmente, quando uma das partes recorre de uma sentença em primeira instância, ela pode requisitar que a decisão não seja aplicada enquanto o recurso não for julgado. No modelo que está sendo proposto com o novo código, a sentença já começa a produzir efeito imediatamente. Apenas quando o relator da segunda instância é provocado pode determinar a suspensão dos efeitos da primeira decisão.

O texto inicial do novo código foi elaborado por uma comissão de juristas no Senado e pretende modernizar a legislação, uma vez que o CPC atual é de 1973 e é considerado obsoleto por juristas em geral. As principais mudanças visam agilizar o processo civil, diminuindo o número de recursos e instrumentos protelatórios em geral e incentivando resoluções de conflitos por meio de conciliação. O projeto original foi aprovado no Senado no fim de 2010 e deverá voltar à Casa após as mudanças feitas pela Câmara.

(Agência Brasil)

TCU fará pente-fino na Petrobras

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O Tribunal de Contas da União (TCU) vai promover este ano uma varredura nos contratos assinados pela Petrobras e por empresas em que a estatal tenha o controle societário, no Brasil e no exterior.

Segundo o Tribunal, a empresa tem desrespeitado regras de contratação. Maior estatal brasileira, a Petrobras assinou no ano passado contratos que somam R$ 16,3 bilhões sem qualquer tipo de concorrência ou tomada de preços com fornecedores, o que representou quase um terço da contratação de serviços da companhia (R$ 52 bilhões).

O valor equivale ainda a 19% dos R$ 84,7 bilhões em investimentos previstos pela empresa em 2011. Se levarmos em conta os últimos três anos, as contratações sem concorrência engordaram as contas bancárias de prestadores de serviços em R$ 49,8 bilhões.

Os dados foram compilados pelo GLOBO com base em cerca de 20 mil contratos de serviços — construção, projetos, instalações de equipamentos e manutenção, por exemplo — disponíveis no site da estatal.

(O Globo)

União com Kassab gera rebelião no PT

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Preocupados com a aproximação do PSD atrás de uma possível composição nas eleições municipais, setores da base do PT-SP criticam a direção petista pela abertura das negociações e integrantes de tendências de esquerda até ameaçam deixar a legenda caso o acordo com a sigla dirigida pelo prefeito Gilberto Kassab prospere.

“Não admito acordo com esse prefeito e seu partido. Sou membro-fundador do PT e, caso isso ocorra, vou rasgar minha carteirinha e desfazer minha filiação”, afirma Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, vice-presidente da Central dos Movimentos Populares. “Não posso aceitar acordos espúrios da direção do partido sem consultar a base.”

Gegê afirma que vai defender o voto nulo se a aliança com o PSD se concretizar. “Vamos perder a eleição sem o apoio dele? Não importa. Prefiro perder conscientemente a ganhar e não governar. O PT já perdeu muito de seu projeto original por conta desse tipo de acordo.”

As tensões na base petista têm origem na desgastada relação entre a atual administração e os movimentos populares de moradia e saúde.

(Estadão)

Escolaridade é fundamental para crescimento da classe média

Dinheiro e posse de bens de consumo podem ser sinais exteriores de prosperidade, mas o que realmente distingue com clareza a classe social à qual o brasileiro pertence é a escolaridade.

O levantamento Datafolha mostra que no topo da pirâmide, por exemplo, a maioria possui nível superior. Descendo um degrau, no que seria uma classe média alta, esta proporção cai significativamente, e o nível de instrução da maioria passa a ser o ensino médio completo.

Assim vai até chegarmos à base da pirâmide, em que o mais comum é ser analfabeto ou nem sequer ter completado o primário, equivalente hoje ao quinto ano do ensino fundamental.

Estudar é, portanto, o melhor passaporte para a mobilidade social. E, apesar de muitos brasileiros ainda terem uma escolaridade precária, a boa notícia foi que a distância entre pobres e ricos no que diz respeito ao acesso à escola diminuiu.

Há dez anos, o Datafolha registrava que havia mais brasileiros que não tinham completado o ensino fundamental do que aqueles que possuíam ao menos o nível médio completo.

Hoje, a situação se inverteu, e esse movimento teve papel fundamental na redução da desigualdade e no crescimento da classe média no país, como comprovam alguns estudos.

O mais recente deles, dos pesquisadores Naércio Menezes Filho e Alison Pablo de Oliveira, ambos da USP (Universidade de São Paulo) e do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), mostra que 40% da queda da desigualdade no mercado de trabalho na década passada é explicada pela melhoria da escolaridade dos mais pobres.

O economista Marcelo Neri, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que chegou a conclusão semelhante em estudo divulgado em maio, lembra que a educação no Brasil nem sempre jogou a favor da redução da desigualdade.

Nos anos 1970, durante o chamado “milagre econômico”, o avanço pífio da escolaridade fez com que os poucos brasileiros mais instruídos se beneficiassem muito mais do bom momento econômico do que os aqueles que estudaram menos tempo.

Na década passada, mesmo sem taxas tão altas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), foram os mais pobres que registraram maior aumento na renda, permitindo que muitos mudassem de classe econômica, em boa parte devido à melhoria de sua escolaridade.

“A educação teve papel fundamental para explicar essa fantástica queda da desigualdade. E, nesse campo, muito do que foi colhido na década passada começou a ser plantado nos anos 1990”, afirma o economista.

Neri se diz otimista com a continuidade desse processo. “Muitos, inclusive eu, acreditavam que o crescimento dessas classes era sustentado mais na oferta de crédito e de programas sociais. Mas hoje entendo que as pessoas estão ascendendo também porque estudaram mais e tiveram menos filhos.”

Menos riscos

Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação, lembra que quanto menor a escolaridade, menor a proteção contra crises econômicas.

“Se a economia desaquece, muitos dos brasileiros que migraram para a classe C beneficiados só pelo crescimento podem voltar para as classes D ou E. Com mais instrução, a pessoa tem mais força para reagir às adversidades e capacidade de migrar de um setor para outro.”

Para ela, no entanto, à medida que as diferenças em termos de acesso diminuem, aumenta a importância da qualidade do ensino.

“Cada vez mais, o que diferenciará as classes não será tanto o nível de ensino ao qual cada um chegou, mas a qualidade da educação recebida”, afirma.

Cruz avalia ainda que será um erro se boa parte dessa nova classe média fugir da escola pública em busca de mais qualidade nos colégios particulares.

Seu argumento é que essa migração teria efeito prejudicial para a educação na rede pública e não seria garantia de melhor ensino, já que muitas escolas privadas, especialmente as que oferecem cursos mais baratos, têm também qualidade muito ruim.

Seis em cada 10

Brasil é um país de classe média. Seis em cada dez brasileiros com 16 anos ou mais já pertencem a esse grupo, segundo o Datafolha.

Com 90 milhões de pessoas –número superior ao da população alemã–, a classe média brasileira, no entanto, está longe de ser homogênea.

A variedade de indicadores de renda, educação e posse de bens de consumo permite a divisão dessa parcela da população em três grupos distintos que separam os ricos dos excluídos.

O acesso crescente a bens de conforto –como eletroeletrônicos, computadores e automóveis– é o que mais aproxima as três esferas da classe média brasileira.

A partir da medição da posse desses itens, a população é divida em classes nomeadas por letras.

O Brasil de classes médias é aquele que está conseguindo escapar dos estratos D e E, deixando para trás os excluídos, mas ainda quase não tem presença na classe A.

Ganhos de renda –consequência de crescimento econômico mais forte e políticas de distribuição de renda– e maior acesso a crédito contribuíram para essa tendência.

(Folha)

Dilma tem aprovação recorde no primeiro ano de governo, diz Datafolha

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A demissão de sete ministros, seis deles sob suspeita de irregularidades na pasta não abalou a imagem da presidente Dilma Rousseff no primeiro ano de seu governo. O índice dos que consideram sua gestão ótima ou boa teve um salto de 10 pontos percentuais em seis meses e chegou a 59% de acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste domingo pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O número é superior a todos os ex-presidentes que a antecederam desde a redemocratização, incluindo seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, com 42% e 50% de aprovação em seus dois mandatos, respectivamente, nesse mesmo período em que esteve à frente do Planalto.

Sua gestão foi considerada regular para 33% dos entrevistados, e outros 6% a veem como ruim ou péssima, índice cinco pontos menor que na pesquisa realizada em agosto. Apenas 2% não souberam responder. Já a nota média do governo é de 7,2%. Os números da enquete revelam ainda que o otimismo com a economia ajuda a sustentar tal popularidade.

Dilma superou de longe o primeiro ano de Fernando Collor, cuja aprovação foi de 23% em seu primeiro ano de governo. Fernando Henrique Cardoso obteve 41% e 16% no segundo. A imagem pessoal da presidente também está em desta que e ela é vista como “decidida” para 72% dos entrevistados e “muito inteligente” para 80%. É considerada “sincera” por 70%.

O levantamento demonstra também que a avaliação de Dilma melhorou entre homens (56%) e mulheres (62%), em todas faixas de idade, renda familiar e escolaridade.

Já entre os que estudaram até o ensino fundamental a aprovação de Dilma é de 61% e repete a média de avaliação geral de 59% quando a mesma pergunta é feita para os que chegaram ao ensino superior. Na faixa dos que ganham de cinco a dez salários mínimos atingiu 61%, seu maior avanço.

Cresce expectativa na Economia

A economia explica, segundo o instituto de pesquisa, a evolução dos números. O índice dos que acreditam que a situação econômica vai melhorar subiu de 54% em junho para 60% no primeiro mês do ano. Também cresceu o dos otimistas com a economia, de 42% para 46%.

Foram ouvidas 2.575 pessoas entre os dias 18 e 19 de janeiro e a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

(O Globo)

Heitor não mais esconde interesse

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Enquanto a indefinição persiste no lado do PT, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) não mais esconde o seu interesse de concorrer à Prefeitura de Fortaleza. Por enquanto, diz ele, tem havido conversas preliminares para a formação de arco de aliança que possa enfrentar o candidato oficial.

Heitor diz não acreditar no rompimento da aliança de Luizianne com Cid, em vista da possibilidade do governador vir a perder o apoio de Dilma, o que não seria interessante para ele.

Por enquanto, nesse arco de aliança da oposição não consta o PSDB.

(Menu Político / O POVO)

Rita Lee anuncia que não fará mais shows

A cantora Rita Lee anunciou neste sábado (21) que não vai mais fazer shows. A “aposentadoria” foi revelada durante uma apresentação no Circo Voador, no Rio, e confirmada pela cantora em seu perfil no Twitter.

“Aposento-me de shows, da música nunca. Quem me viu ontem (sábado, 21) pode bem atestar minha fragilidade física. Saio de cena absolutamente paixonadacocês”, escreveu no microblog.

Um vídeo postado no YouTube mostra a cantora anunciado sua aposentadoria durante apresentação deste sábado.

“Eu queria falar uma coisinha. Esse é o penúltimo show, mas eu considero o último. O último da turnê e eu vou aposentar dos palcos”, disse.

“Aposentadoria é bom, 67 anos, tá bom”, completou, emocionada.

Segundo a agenda no site oficial, o último show de Rita Lee acontece no próximo sábado (28) em Aracaju.

(Folha)

A encruzilhada do PT em Fortaleza

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O Partido dos Trabalhadores (PT) em Fortaleza começou oferecendo no ano passado um leque com 13 nomes para concorrer à disputa prefeitural de 2012, afunilou esse menu para quatro ou cinco nomes, e agora parece estar em encruzilhada digna de novela mexicana. Nesse momento, mesmo que os líderes petistas tentem esconder, o partido está com um problemão em mãos, graças à sua própria capacidade de autoflagelação. Prova disso, é que o prazo estabelecido pela direção da legenda, com vistas á escolha do nome, já foi para o espaço, não havendo por enquanto perspectiva de definição a curto prazo.

É interessante destacar que a situação posta deve-se ao que o partido sempre combateu em governos anteriores, que é a questão do personalismo. O que é a posição da prefeita, ao bater o pé na defesa de Catanho ou Elmano de Freitas, se não a manutenção de seu projeto pessoal? Alegam os defensores de Luizianne que os dois preferidos pela prefeita e presidente estadual da legenda, seriam próximos a ela e, portanto, estariam mais preparados para conduzir o projeto petista na Capital. Esquecem esses correligionários, todavia, que além dos dois serem apostas de risco, por não terem densidade eleitoral, nomes como Camilo Santana e Artur Bruno, bem mais expressivos em termos eleitorais dentro do PT, foram praticamente queimados pela direção estadual antes mesmo da disputa começar.

Ora, sabe-se hoje, que Camilo seria um dos possíveis nomes a garantir a permanência de Cid Gomes na aliança com os petistas, o que facilitaria as coisas em termos montagem do palanque de aliados. O atual secretário de Cidades, todavia, é ligado a José Guimarães, e, portanto, carta fora do baralho do jogo sucessório para Luizianne Lins. Já o deputado federal Artur Bruno, maior votação em Fortaleza para a Câmara Federal em 2010, também não é visto com bons olhos, e nem mesmo teria votos na direção do PT para tentar ir, pelo menos, às prévias partidárias.

Um aspecto importante nesse processo, é que o PT mantém o discurso de manutenção da base aliada formada com a participação do PSB, PMDB e PCdoB, mas não deixa margem de manobra para negociação. Como explicar, por exemplo, que Catanho e Elmano venham a ser candidatos por serem próximos à gestão da prefeita, se esses partidos têm feito sérias críticas à condução do executivo municipal? Por outro lado, se forem Camilo ou Bruno os sugeridos pelo partido, qual será o argumento para convencer os aliados, se durante a condução das discussões a prefeita os rejeitou abertamente?

(Menu Político / O POVO)

Sobram 49 mil vagas no Ceará

Quem afirma que o mercado de trabalho é concorrido e oferece poucas vagas de emprego pode ser que morda a língua neste início de ano. Isso porque o balanço realizado pelo Sistema Nacional de Emprego do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT) indica que no Ceará, em 2011, do total de 89.000 vagas disponíveis no Estado, 49.000 não foram preenchidas.

A maioria das vagas que ficaram ociosas, 65%, era de empresas localizadas em Fortaleza e nos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). As ocupações com maior número de vagas não preenchidas foram de supervisor de produção, engenheiro civil, modelista, mestre de obras, pedreiro, secretária executiva, cozinheiro, eletricista, carpinteiro, operador de empilhadeira, soldador, operador de telemarketing, dentre outras.

Desde novembro de 2011, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) já adiantava que o comportamento do ano seria esse: o nível de ocupação na RMF vem crescendo em ritmo mais lento do que no mesmo período de 2010.

Do total de vagas ocupadas em novembro do ano na RMF, 41% correspondiam a trabalhadores com carteira assinada. “Esse número de ocupados poderia ser um pouco maior se o pessoal fosse empregado”, explica Ediran Teixeira, coordenador técnico da PED do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Ceará).

“Os resultados são satisfatórios para a realidade de crises que tivemos em 2011”, afirma Antenor Tenório, coordenador estadual de intermediação de profissões do Sine/IDT. Segundo ele, os principais motivos para o não preenchimento das vagas vão desde a falta e deficiência na qualificação profissional, além da falta de experiência e baixo nível de escolaridade, até as condições de trabalho apresentadas pelas empresas – que podem ser salários baixos ou poucos benefícios trabalhistas.

Antenor aponta que no ano passado houve retração no setor de indústria de transformação (têxtil, confecção e calçados) e que o fenômeno colaborou decisivamente para que as vagas tenham sobrado. “Se a indústria não vai bem, isso repercute nas vagas que oferecemos. Temos boa participação nesse setor”, explica. A meta do Sine/IDT para 2012 no Ceará é inserir 80.000 novos trabalhadores no mercado de trabalho. “Se o setor de indústria de transformação demonstrar reação, no entanto, a expectativa é que o número de vagas preenchidas supere a meta”, destacou.

(O POVO)

Vereador organiza “tour” por obras paralisadas da Prefeitura

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Plácido Filho mostra abandono nas obras de ampliação do terminal de Antonio Bezerra

Praia de Iracema, Praça 31 de Março, Praça do Náutico, Praça do Carmo, Terminal de Antônio Bezerra, Terminal da Parangaba, Hospital da Mulher, Gonzaguinha da Barra do Ceará, Frotinha da Parangaba e Hospital Nossa Senhora da Conceição (Conjunto Ceará).

Esse é o “roteiro turístico” traçado pelo líder da oposição na Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Plácido Filho (PDT), que levará cidadãos às obras paradas da Prefeitura, na segunda semana de fevereiro. Para arrecadar o dinheiro dos ônibus de turismo, o vereador irá dispor nesta terça-feira (24), no site “Por Amor a Fortaleza”, uma ficha de cadastro, como ainda dados de uma conta bancária para doações para o aluguel dos ônibus.

“Fortaleza sempre teve atrativos naturais, mas há sete anos também passaram a mostrar para a população atrativos de ficção, como um Hospital da Mulher, uma Praia de Iracema reurbanizada e até projetos como o Vila do Mar (Barra do Ceará), quando não obras inacabadas, nunca existentes. Isso tem causado um prejuízo enorme para a cidade, pois muitas vezes o cidadão vai em busca de lazer nesses locais e encontra abandono e insegurança. Venderam para a população uma atenção que nunca existiu para com o cidadão, que digam os moradores do conjunto habitacional Maria Tomásia, que esperavam o cumprimento de uma promessa de pedaço do paraíso e encontraram a insegurança e o descaso com a infraestrutura”, comentou Plácido Filho.

Oposição alertou

O líder da oposição voltou aos terminais da Parangaba e do Antonio Bezerra, nesta sexta-feira (21), como forma de cobrar o reinício das obras de ampliação e dos banheiros. “É lamentável que a prefeita Luizianne Lins tente concluir essas obras em ano eleitoral, em detrimento às necessidades da população. Mas acredito que, mais uma vez, ela irá se perder no planejamento, pois não haverá tempo para a conclusão de todos os projetos. A Prefeitura não pode alegar que a oposição torceu por esse fracasso, pois há anos estamos alertando para este momento. Nunca a oposição fez tanto para que a gestão Luizianne Lins desse certo, pois fomos nós que apontamos o afundamento do Hospital da Mulher, os pontos cegos no estádio Presidente Vargas e as melhorias que precisavam ser feitas no Sistema Integrado de Transporte. Pelos menos esses pontos foram corrigidos a tempo”, ressaltou o vereador do PDT.

Acordo é sagrado

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Há expectativa de que as mudanças na PM não fujam daquilo que foi acordado entre as partes para pôr fim ao movimento paredista, na PM. Sobretudo, que não haja retaliações. Pelo que se sabe, ficou acordado que não haveria punições, e uma anistia seria assinada (os líderes do movimento não seriam retaliados).

 Ora, acordo é coisa sagrada. Se não for honrado, abre-se caminho para o imponderável, reatiçando rancores e o “ranger de dentes”. O pior é que nesse caso não haveria interlocutores para os que se sentissem “traídos”, pois não mais acreditariam em nada vindo do governo.

Ninguém de bom senso gostaria de ver concretizada uma hipótese desse tipo, sobretudo a população.

(Coluna Concidadania / O POVO)

Navio iraniano afunda no Golfo Pérsico; ao menos 16 morrem

Um navio iraniano afundou no Golfo Pérsico neste sábado (21), incidente que deixou pelo menos 16 mortos, informou neste domingo (22) a agência oficial de notícias local “Irna”.

Segundo a fonte, a embarcação “Ônibus do Mar” tinha saído com cerca de 20 passageiros da ilha de Ormuz e se dirigia ao porto meridional de Bandar Abbas, na província iraniana de Hormozgan. As causas do naufrágio ainda são desconhecidas.

O diretor de Relações Públicas e Assuntos Internacionais e de Portos da província de Hormozgan, Hossein Khoshbakht, citado pela “Irna”, disse que a maioria dos passageiros havia ficado presa debaixo da embarcação.

Khoshbakht explicou que as equipes de resgate conseguiram salvar cinco pessoas. Os trabalhos de busca continuam.

(EFE)

Agora vai

Como se sabe, não há vácuo na política. Como a grande aliança que junta PT, PSB, PMDB e PCdoB em Fortaleza está mais pra lá do que pra cá, há um grupo de siglas se unindo na Capital ansioso pela prefeitura.

PDT, PR, PP e PTC fizeram seu primeiro encontro para negociar a aliança. O ex-governador Lúcio Alcântara, que já foi do PDT, estava lá. Na mesa, o prato a degustar foi o seguinte: Luizianne Lins (PT) não é mais candidata, a gestão está desgastada e Cid Gomes (PSB) está com força em baixa na Capital.

Pronto, agora só falta a aliança da oposição combinar com os eleitores.

(Coluna Fábio Campos / O POVO)

José Gabrielli deixará comando da Petrobras este ano

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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, deixará o comando da estatal ainda em 2012. A informação foi confirmada neste sábado (21) pelo líder do PT na Câmara, o deputado Paulo Teixeira (SP).

Segundo Teixeira, Gabrielli será substituído por Maria da Graça Foster, que atualmente é diretora de gás e energia da estatal.

A razão da troca ainda não foi explicada. A estimativa é que Gabrielli, à frente da Petrobras há seis anos, deixe a direção da estatal em fevereiro, quando ocorre a primeira reunião do ano do conselho administrativo da petroleira.

A troca no comando da estatal faria parte da reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff vai promover este ano. A assessoria de imprensa da Petrobras não confirmou a informação.

(Jornal do Brasil – JB)

Não ao vale-tudo

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A prefeita Luizianne Lins mostrou que é boa de briga e surpreende sempre quem espera levá-la à lona. Seu erro – dentre outros – foi o de não ter divulgado desde o início suas realizações. Outro, foi não chamar os movimentos sociais para checar as finanças da Prefeitura e ver com os próprios olhos seus limites (aliás, a acessibilidade às finanças deveria ser uma das marcas de um governo de esquerda).

Mas, a verdade é que suas obras começam a aparecer, e não são poucas, sobretudo, no atendimento a demandas dos segmentos tradicionalmente excluídos. Muita gente não gostou de sua opção pelo desenvolvimento sustentável, do qual o maior exemplo foi sua recusa em sacrificar Fortaleza a um estaleiro privado. Certamente, as gerações futuras agradecerão àquele momento de lucidez e de coragem, quando estudarem este período.

Aliás, a disputa pela Prefeitura, este ano, terá como eixo central (embora isso, provavelmente, não ficará explícito) o confronto entre duas visões de desenvolvimento: a tradicional e a sustentável.

(Coluna Concidadania / O POVO)