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Nonato Albuquerque, paixão pelo rádio, internet e pelo público

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“No contato inicial, o comunicador quis evitar a conversa. Não achou que fazia par com as tantas boas histórias contadas nas Páginas Azuis. Seria demais para ele, argumentou. Um pouco mais de insistência e, um dia depois, Nonato Albuquerque parava algumas horas para nos descrever a infância em Acopiara, a adolescência em Iguatu, a chegada aos microfones de rádio, a presença na tela da televisão e a atuação nas redes sociais. Nonato diz-se um viciado em escrever, em ler, em trabalhar.

Faz parte de várias comunidades no mundo digital. Sem contar os blogs. Na televisão, apresenta o Barra Pesada, programa policial da TV Jangadeiro. E conta que aceitou a missão por uma causa espírita (ou espiritualista) – para pagar dívidas de vidas anteriores. Logo ele, que sempre pedia, nos jornais impressos pelos quais passou, para escapar da cobertura policial.

Mas é no rádio em que Nonato mais se satisfaz. A grande paixão. É a informação que chega sem arrodeios. É só abrir o microfone. A interatividade com o ouvinte é outra marca forte, positiva, cita ele. Gosta da reação e da receptividade que o público demonstra.

Durante a entrevista, Nonato chorou de se emocionar e chorou de rir. Narrou histórias e planejou desafios. Porque o Nonato não é apenas o jornalista de rádio, TV e jornal. Nem tão-somente o espírita que ministra palestras e aconselha despropositadamente. Nem só o amante de bossa nova ou o menino grande que aprendeu a jogar de PlayStation. O Nonato é um cidadão de sensibilidade.

O POVO – Apesar de atuar em outras mídias, o rádio é sua paixão?

Nonato Albuquerque – A grande paixão. O rádio é igual ao exercício de respirar. Eu faço e nem noto. Dá uma satisfação e é uma responsabilidade muito grande. Porque tudo o que se diz tem uma ressonância enorme. Atinge um grande público, mas está desvalorizado até pela categoria.

OP – As redes sociais estão substituindo?

Nonato – Acho que não. As redes sociais deram uma agilidade muito grande ao rádio. A internet veio favorecer. As redes sociais deram um incremento a ter mais informação atualizada da cidade. Hoje, eu me pontuo muito pelo Twitter ou Facebook.

OP – Mas é um público diferente.

Nonato – Porque tem mais jovens (nas redes sociais). A grande massa às vezes não conhece nem tem internet. Mas a internet veio solidificar no rádio a agilidade que esse veículo tem. É o mais ágil veículo. Acontece um sopro de tsunami no Japão e nós já sentimos a presença aqui pela velocidade dos meios de comunicação de hoje, das ferramentas que temos. E o rádio é o primeiro a dizer. Basta abrir o microfone. Não precisa “prepara, vai maquiar o apresentador, coloca set, vai começar, atenção pessoal”… não. É rapidinho até que você possa ter mais informações. Então, o rádio é bom por isso. E o rádio integra mais. Hoje em dia, a gente já acorda ligando o televisor para ver o noticiário do telejornal, mas o telejornal de manhã ainda é um refogado das notícias da noite. E o rádio já está recebendo telefonema de ouvintes que estão no dia a dia dizendo: “Olha, eu encontrei neste momento um grande congestionamento na BR-116. Avisa ao pessoal pra pegar outros caminhos”. E o rádio é fortalecido pela interatividade com o ouvinte. O celular nos deu uma oportunidade de colocar a facilidade. Antes, você precisava sair com uma mala de som pesada, enorme, e um gravador pras ruas.

OP – Como é que você lida com as redes sociais?

Nonato – Tenho Twitter, Facebook, MSN, LinkedIn. Sou um blogueiro por conta de vício, acho que é vício. Eu gosto. Me perguntaram: “Você ganha com seus blogs?”. Não, me dá prazer estar escrevendo. Eu tenho uma coisa incrível de ter que escrever. Falar e escrever, para mim, são as duas noções da minha presença na Terra nesta encarnação. E ler muito. Exagerado até.

OP – Mas, na internet, o público é mais jovem? Já conhecia você?

Nonato – É mais jovem. Muitos me descobrem na internet: “Você é o Nonato da rádio, da televisão? E você tem blog?” Um dia desses, eu fui para uma locadora de vídeos e peguei dois games de PlayStation 3.

OP – Você joga Playstation 3?

Nonato – Pronto. Foi o que a menina perguntou: “O senhor gosta disso?” É porque não tinha na minha infância. (risos) Não tinham descoberto ainda. E eu aproveito pra aprender antes de morrer. Ontem eu fiquei jogando baralho até 2 horas da manhã. É meio doido. É atualizando o blog, é jogando baralho, é olhando a televisão, é assistindo ao Jô Soares e é daqui a pouco preparando o livro para continuar a ler. Hoje, eu li na Folha de S.Paulo que informação demais prejudica os neurônios. Os meus já devem estar um pouco prejudicados (risos).

OP – E quem é o público da TV?

Nonato – O público de TV é a grande massa. O Barra Pesada é um programa que está mais entre o público B, D. Mas, na verdade, é o grande público que ainda é ávido pela informação que fala do mal do outro que satisfaz a alguém pra se sentir bem. Tem aquela história: “Ah, o vizinho está ruim da vida. Graças a Deus”. Parece assim. Nós vivemos em uma sociedade em que a notícia ruim dá ibope.

OP – Como você se sente noticiando isso?

Nonato – Meio estranho. Eu que já trabalhei em todas as editorias do jornal e nunca quis, sempre me afastei da editoria policial, “ah, não gosto disso, não”. Quando Tancredo Carvalho me chama, eu estava no Vida & Arte, e digo “só não quero o Barra Pesada”.

OP – E por que aceitou?

Nonato – Por uma mudança de atitude que, às vezes, eu conto nas minhas conversas, nas minhas palestras. É uma história muito longa.

OP – Tem um tom espiritualista.

Nonato – É, foi uma amiga minha de fora que me anunciou. “Nonato, você vai trabalhar em televisão”. E eu: “Que nada, não gosto de televisão”. Era uma amiga espírita. “Vai haver uma grande mudança na Terra que vai precisar de pessoas ligadas a informação para atuar em uma rede de informação em que não seja preciso ampliar ainda mais a grande tragédia da humanidade. Vamos passar por momentos difíceis, a violência vai duplicar.” Tudo o que hoje está acontecendo pra mim não é novidade.

OP – E ela disse isso quando?

Nonato – Antes do Barra Pesada, seis meses antes. Tanto que, dois meses depois que eu fui chamado, fui chamado para a TV Cidade fazer um programa de notícia. Eu, Miguel Macêdo, Dílson Pinheiro, era uma equipe para um show de entretenimento. Era uma equipe fantástica que ia trabalhar. Achei o projeto fabuloso. E faltando pouco tempo, chegou uma informação: “Não, nós vamos mudar”. Já havia matéria gravada, quadro de humor e tudo. “O programa vai mudar, vai ter outro perfil, vamos precisar divulgar o nome de uma figura que vai entrar na política”. Era o Cambraia. E esse programa ia ter um tom político. Dos 10 que estavam na produção, os 11 saíram. E eu também não queria nada com política. Até hoje, eu sou avesso a política partidária. Se eu não uso o meio de comunicação como trampolim, também não vou servir de trampolim para ninguém. Telefonei para ela (a amiga) e disse: “Minha amiga, você errou. Quem lhe anunciou esse presságio, que eu ia pra televisão, gorou”. E ela: “Olha, não sei qual é o projeto, não. Mas não era esse. É um programa policial”. Novamente, em silêncio, eu disse: “Deus me livre do Barra” (risos). E a língua paga.

OP – Mas você se arrepende?

Nonato – Não, não.

* Leria a inegra da entrevista de Nnato Abuqueruque aqui.

(O POVO)

Coronel Bezerra tem crédito de confiança do empresariado

Se depender do apoio do empresariado, o coronel Francisco Bezerra terá vida longa à frente da Segurança Pública e Defesa Social do Estado. O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macedo, por exemplo, é só elogios ao trabalho do coronel que “mostra resultados”.

Segudo Macedo, o coronel Bezerra vem mostrando presença e a equipe da SSPDS resolvendo probelmas e enrentando a bandidagem com altivez.

Agora, é cuidar do Interior.

Cegás inicia venda de gás para condomínios

“A Companhia de Gás do Ceará (Cegás) vai expandir suas atividades no mercado do gás natural voltado para condomínios. A informação é do presidente da empresa, José Rego Filho, acrescentando que isso começará por Fortaleza. Ele diz que já fechou contrato com 80 clientes, a maioria dos bairros Aldeota e Meireles, e que, dentro de 120 dias, o produto já estará sendo distribuído.

Rego, no entanto, não falou em valores aplicados nesse investimento nem quanto o condomínio tem que pagar pelo serviço.

Pelo largo sorriso esboçado, ao dar essa informação, deu a certeza de que, de fato, a Cegás está com todo gás. O que compensa, quem sabe, baixas registradas no plano do gás veicular.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Interpol tem número recorde de prisões no Brasil, em 2010

A Polícia Federal (PF) deteve em 2010 um número recorde de procurados pela Interpol (a polícia internacional, que tem 188 países membros). Foram 65 criminosos procurados no mundo inteiro localizados escondidos em terras brasileiras – o maior número desde que o Brasil fechou acordo com a Interpol, em 1962.

Em 2009, o número de presos foi a metade em comparação com o ano passado – apenas 34. No primeiro trimestre de 2011, foram registradas três prisões. Entre elas a do italiano Francesco Salzano, 38, acusado de chefiar um dos ramos da Camorra, máfia napolitana, detido em 11 de fevereiro, em Fortaleza, no Ceará. Ele teve a prisão decretada pelo Tribunal Penal de Napóles por envolvimento nos assassinatos de três pessoas. As mortes, conforme a Interpol, estariam ligadas a acerto de contas dentro da máfia.

(G1)

Filosofia volta ao currículo das escolas públicas a partir ded 2012

“A filosofia vai voltar, na prática, para o conteúdo curricular dos alunos de ensino médio, depois de 47 anos fora dos currículos das escolas de educação básica no país. No ano que vem, as escolas da rede pública receberão pela primeira vez, desde a ditadura, livros didáticos da disciplina para orientar o trabalho dos professores. Foi o regime militar que baniu a filosofia das escolas.

Em 2008, uma lei trouxe de volta a filosofia e a sociologia como disciplinas obrigatórias para os estudantes do ensino médio. A professora Maria Lúcia Arruda Aranha ensinava filosofia em 1971 quando a matéria foi extinta pelo governo militar. Hoje, é uma das autoras dos livros que foram selecionados para serem distribuídos aos alunos da rede pública pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

“Ela desapareceu [a filosofia nas escolas] na década de 70 e reapareceu como disciplina optativa em 1982. Mas, nesse meio tempo, eu continuava dando aula em escola particular. A gente ensinava, só que o nome da matéria não podia constar como filosofia”, lembra.

Ela avalia que o país “demorou demais” para incluir as duas disciplinas novamente entre as obrigatórias e ainda falta “muito chão” para que elas sejam ministradas da forma adequada. Ainda faltam professores formados na área já que, por muito tempo, não havia mercado de trabalho para os licenciados e a procura pelo curso era baixa. Em 2009, 8.264 universitários estavam matriculados em cursos superiores de filosofia – 78 vezes menos do que o total de alunos de direito.

Muitas vezes são profissionais formados em outras graduações como história ou geografia que assumem a tarefa. Os livros didáticos devem ajudar a orientar os docentes no ensino da filosofia. “O livro é muito importante porque dá uma ordenação do conteúdo e propõe como o professor pode trabalhar os principais conceitos, como o que é filosofia e a história da filosofia. Mesmo o aluno formado na área, às vezes, não está acostumado a dar aula para o ensino médio, não tem dimensão de como chegar ao aluno que nunca viu filosofia na vida”, explica.

A história da filosofia, as ideias dos principais pensadores como Platão, Kant e Descartes, servem de base para ensinar aos jovens conceitos básicos como ética, lógica e política. Mas Maria Lúcia ressalta que é muito importante conectar o conteúdo com a realidade do aluno para que ele “aprenda a filosofar”.

“O professor deve apresentar o texto dos filósofos fazendo conexões com a realidade daquele tempo em que o autor vive, mas também estimular o que se pensa sobre aquele assunto hoje. Isso desenvolve a capacidade de conceituação e a competência de argumentar de maneira crítica. Ele aprende a debater, mas também a ouvir”, compara.”

(Agência Brasil)

Ministros ganham "bolsa aluguel" reajustado

“Os 37 ministros da presidente Dilma Rousseff começaram o ano com aumento de 148% no valor do auxílio-moradia a que têm direito. Desde fevereiro, podem pedir restituição de até R$ 6.680,78 para custear hospedagem. O novo teto do aluguel corresponde a 12 salários mínimos e equivale a 25% da remuneração dos ministros.

Assim, quando em dezembro passado o Congresso equiparou rendimentos do primeiro escalão do governo ao salário mais alto do funcionalismo -R$ 26,7 mil-, automaticamente reajustou o valor do benefício, fixado anteriormente em R$ 2.600.O auxílio-moradia não integra os R$ 26,7 mil. É um valor à parte, requisitado pelos ministros e depositado em sua conta bancária.

Além dos ministros, mais de 4.000 funcionários em cargos de confiança têm direito à indenização mediante apresentação de recibo. No ano passado, foram gastos R$ 41,5 milhões em aluguel e hospedagem.Dos 16 ministros que requisitaram o auxílio-moradia, ao menos dez já ultrapassaram o limite anterior.Outros dez residem em imóvel funcional (pertencente à União), cinco têm casa própria em Brasília e três informaram viver em casas de parentes ou amigos. É o caso do titular do Ministério das Cidades, Mário Negromonte, que se declara hóspede do deputado João Leão (PP-BA).

O ministro Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) recebeu o auxílio nos dois primeiros meses do ano, mas optou por ganhar o benefício da Câmara, por ser deputado eleito.Três ministros ou não deram resposta à Folha ou afirmaram bancar o aluguel do próprio bolso.O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) ainda não pediu restituição, mas sua assessoria informou que ele gasta, em média, R$ 6 mil mensais para pagar o flat onde vive, variável de acordo com os serviços usados.

A lei que regula o auxílio-moradia não fala explicitamente sobre ressarcimentos referentes ao condomínio e outras taxas e serviços. Diz apenas que contará com o privilégio o servidor que comprovar “aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira”. A conta geral pode ficar ainda maior, se Dilma resolver autorizar o reajuste salarial também para os cargos de confiança. Têm direito ao auxílio servidores que ganham a partir de R$ 6.843,76.”

(Folha.com)

Conselho de Ética da Câmara cobra explicações de Tiririca sobre humoristas assessores

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“O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PDT-BA), vai pedir ao deputado federal Francisco Everton, o Tiririca (PR-SP), para que mostre que os amigos humoristas contratados por ele realmente estão prestando serviço a seu gabinete, ressalvando que fazia as observações como colega deputado. Tiririca nomeou, entre os 11 secretários parlamentares que trabalham em seu gabinete, dois amigos humoristas que trabalham também no programa semanal “A Praça é Nossa”, do SBT.

– Se estão ajudando no mandato, não se pode fazer nada. Mas o deputado deveria esclarecer que tipo de trabalho parlamentar eles realizam, até porque mantém o trabalho como humoristas. Mas não dá para dizer, de antemão, que seja imoral – afirmou Araújo.

Os comediantes Américo Niccolini e Ivan Oliveira foram contratados pelo gabinete de Tiririca no dia 23 de fevereiro, como SP-28. De acordo com os boletins da Casa, cada um deles recebe R$ 4.020 brutos por mês. O deputado Tiririca é o responsável por atestar, junto à Câmara, de ofício, a frequência dos dois ao trabalho. Ao contrário dos servidores concursados e os que ocupam cargos comissionados de natureza especial (CNEs), nem todos os secretários parlamentares assinam ponto. Os que trabalham nos estados não têm que assinar ponto.

A Administração da Câmara informou nesta sexta-feira que é legal a contratação de funcionários no estado do parlamentar. São classificados como representantes políticos dele e a frequência ao trabalho é atestada pelo próprio deputado. Quando envia a contratação à Casa, o deputado já deve informar onde ele irá ficar. Para a Câmara, a palavra do deputado tem fé pública e a responsabilidade de atestar se seus funcionários estão trabalhando é dele. Se houver comprovação de desvios, é aberta investigação administrativa.”

(Globo.com)

VAMOS NÓS – Conversamos sobre o Tiririca com o cantor Falcão neste domingo e ele nos contou um fato – o palhaço está arrependido de ter entrado nessa de ser deputado federal. Perdeu a paz, enfrenta multidão em seu gabinete querendo que ele pague as contas de água e luz, além de pedido de empregos, e vive uma crise existencial: não sabe mais se é palhaço ou político.

Lobby prevalece na indicação dos membros das comissões técnicas do Congresso

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“A distribuição de deputados e senadores pelas comissões permanentes das duas Casas mostra recorrentes coincidências entre a vaga ocupada pelos parlamentares e a área de influência dos financiadores de suas campanhas. Levantamento do Correio com base nos registros da Justiça Eleitoral separou os doadores por áreas e encontrou dezenas de casos em que os colegiados foram loteados por políticos que receberam dinheiro de empresas e indústrias ligadas aos temas discutidos nesses grupos.

No Senado, a disputada Comissão de Infraestrutura tem nada menos do que 64% dos seus membros financiados por empreiteiras. A começar pela presidente Lúcia Vânia (PSDB- GO), que recebeu ajuda de mais de R$ 700 mil do setor, outros 13 integrantes precisaram do dinheiro de construtoras para se eleger. A maior doação recebida de empreiteiros declarada à Justiça foi de Lindbergh Farias (PT-RJ), com R$ 2,1 milhões.

“Acho que essa relação não tem efeitos práticos. A nossa comissão não trata de contratos, de licitações ou de qualquer outra coisa que resulte em obras. Tratamos de interesses maiores, de questões relevantes para a sociedade. Nenhum membro tem poder de ajudar ou interferir para ajudar empresas. Por isso acho que no caso da infraestrutura não há conflitos de interesses”, avalia o senador.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara também está repleta de deputados que receberam ajuda de bancos. Dos 33 membros, oito foram financiados por gigantes do setor. O deputado Rui Costa (PT-BA), que assumiu uma vaga no colegiado porque seu partido negociou com o PDT, recebeu pouco mais de R$ 100 mil de instituições financeiras e foi para o início da fila dentre os financiados por bancos na Câmara. Segundo ele, sua independência em relação à contribuição recebida se deve principalmente ao fato de que o valor representa menos de 10% do total que ele arrecadou.

“Se você analisar minha lista de doadores vai ver que há uma pulverização grande. Muita gente e diferentes setores contribuíram. Se fosse analisar dessa forma e tentar evitar esse tipo de ligação, não haveria comissão que eu pudesse participar”, alega.”

(Correio Braziliense Online)

Médicos articulam paralisação para o dia 7 em protesto contra planos de saúde

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O Sindicato dos Médicos do Ceará está divulgando nota das entidades representativas da categoria conclamando a todos para que paralisem atividades no próximo dia 7. O objetivo é protestar contra os honórios pagos pelos planos de saúde. Confira a nota:

Prezado cidadão, prezada cidadã,

Os médicos de todo o País vão suspender o atendimento aos planos e seguros de saúde no próximo 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde.

Nesse dia, os médicos não realizarão consultas e outros procedimentos. Os pacientes previamente agendados serão atendidos em nova data. Todos os casos de urgência e emergência receberão a devida assistência.

A paralisação é referendada pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo conjunto das sociedades de especialidades médicas.

Trata-se de um ato em defesa da saúde suplementar, da prática segura e eficaz da medicina e, especialmente, por mais qualidade na assistência prestada aos cidadãos.

O objetivo é protestar contra a forma desrespeitosa com que os médicos e os pacientes são tratados pelas empresas que atuam no setor.

Os planos de saúde interferem diretamente no trabalho do médico: criam obstáculos para a solicitação de exames e internações, fazem pressão para a redução de procedimentos, a antecipação de altas e a transferência de pacientes.

Os contratos entre as operadoras e os médicos também são irregulares, estão em desacordo com as normas estabelecidas pela Agencia Nacional de Saúde Suplementa (ANS).

Nos últimos dez anos, os reajustes dos honorários médicos foram irrisórios, enquanto os planos aumentaram suas mensalidades bem acima da inflação.

Alertamos a sociedade que tal situação é hoje insustentável, com riscos de sérios prejuízos à saúde e à vida daqueles que decidiram adquirir um plano de saúde, na busca de uma assistência médica de qualidade.

As empresas de planos de saúde precisam urgentemente atender a reivindicação das nossas entidades, estabelecendo regras contratuais claras que respeitem a autonomia do médico e definam critérios e periodicidade de reajustes dos honorários profissionais.

É necessário também que a ANS exerça seu papel fiscalizador, exigindo dos planos de saúde o cumprimento da regulamentação.

* Associação Médica Brasileira
* Conselho Federal de Medicina
* Federação Nacional dos Médicos

DETALHE – Por toda esta semana, o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec), José Maria Pontes, percorrerá a mídia local divulgando o movimento e seus objetivos.

O dia em que o Mercado São Sebastião ficou must

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Fomos ao Mercado São Sebastião neste domingo pela manhã comprar feijão verde, carne e verduras e acabamos tendo uma surpresa: o local é rico em termos de personalidades que por ali circulam em busca da panelada, caldinho, cuscuz e outras variedades da cozinha cearense. Encontramos, por exemplo, o cantor Falcão, o bregastar mais famoso deste País, que ali circulava fazendo compras numa de suas folgas, já que mora e faz a maioria dos shows em São Paulo.

Fã pede para clicar aquele momento.

Bem, mas não pararam por aí nossas surpresas. Entre uma compra e outra, lá estava o diretor regional do Sesi/Senai, Francisco das Chagas Magalhães, que, com sua mulher, Teresa, não dispensou uma foto de fã ao lado de Falcão.

E na circulada pelo Mercado São Sebastião, descobrimos que o deputado federal Chico Lopes (PCdoB) é freguês da merendinha, assim como o advogado criminalista Paulo Quezado não poupa uma boa rabada.

Entre uma compra e outra, eis que encontramos o presidente da Câmara Municipal, Acrísio Sena (PT). Ele aproveitou e convidou Falcão para traçar uma gostosa panelada. Falcão, na sua irreverência, aproveitou até para lançar uma chapa 2012 para Fortaleza: “Acrísio e Falcão – bote essa chapa na cabeça!”

E por que esse abacaxi?

Além de Falcão e Acrísio Sena, gente da mídia como o querido jornalista Neno Cavalcante, que estava no Mercado São Sebastião atrás de frutas e algumas excentricidades como catuaba…

Falcão, Acrísio e o jornalista Neno Cavalcante (DN).

Quem também acabou aparecendo ali, depois de ter feito vistoria nas obras do Estádio Presidente Vargas foi o secretário municipal do Esporte e Lazer, Evaldo Lima. Ali, aproveitou para se esbaldar no suco de…maracujá. Adivinha qual a pergunta que ele mais respondeu no local?

É, mas muita gente boa circulou pelo Mercado São Sebastião. Moacir Tavares, que coordena o Programa Nacional de Apoio à Modernização Municipal (PNAF), que ali estava com a família fazendo compras; o publicitário Pedro Alvarez, o ambientalista João Saraiva e o cinegrafista Fabiano Moreira, ex-Canal 10, hoje com produtora.

Houve um momento histórico nesse “encontro” dominical no mercado. Falcão resolveu pagar a conta dos sucos de graviola para ele, abacaxi para Acrísio Sena e muito maracujá para o secretário Evaldo Lima, além de panelada de carneiro e de gado, cuscuz e carninho de porco para este repórter.

Olha nós aí ao lado do cantro Falcão, que não dispensou uma mandioca para completar o cenário do que ele denominou de “Quadro dos Homens Mais Bonitos do Ceará”.

Pois é, não somos maior do que o cantor Falcão. Um banquinho ajuda nessas horas. Mas dá uma olhada no chinelão que o artista usava. Hum… 

(Fotos – Paulo MOska)

Justiça manda Governo do Ceará fornecer remédios para pacientes de doenças graves

“O Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) determinou que o Estado do Ceará forneça medicamentos a dez pacientes portadores de doenças graves, como câncer, mal de Alzheimer, osteoporose e diabetes. A decisão, proferida nessa quinta-feira (31/03), teve como relator o desembargador Rômulo Moreira de Deus. “Nesses casos, há responsabilidade solidária e linear do Poder Público em fornecer, gratuitamente, a pessoas carentes, medicação destinada a assegurar condições à continuidade da vida digna e preservação da saúde”, afirmou o relator.

O Ministério Público (MP) estadual ingressou com mandados de segurança (nº 20504-73.2009.8.06.0000/0 e 32973-54.2009.8.06.0000/0) no TJCE requerendo ao ente público o custeio dos remédios. Segundo o MP, os pacientes não possuem condições financeiras de arcar com o custo dos tratamentos.

Em contestação, o Estado do Ceará alegou “ausência de plausibilidade jurídica na obrigação em fornecer medicamento fora das políticas públicas existentes, para além dos limites orçamentários previamente estabelecidos”. Sustentou ainda que os pacientes não comprovaram a necessidade de uso dos remédios. Ao julgar o caso, o Pleno do TJCE concedeu a segurança e determinou o fornecimento das medicações solicitadas. Estabeleceu ainda multa diária no valor de R$ 500,00 em caso de descumprimento da ordem.

“A realidade probatória colhida nos autos é bem diferente do que afirmado pelo Estado do Ceará. Com efeito, para cada paciente há laudo médico comprobatório da enfermidade e prescrição medicamentosa, firmados por médicos profissionais atuantes na rede estadual de saúde e, portanto, dotados de fé pública”, ressaltou o relator. O desembargador Rômulo Moreira citou ainda em seu voto decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual, “normas burocráticas não podem ser erguidas como óbice à obtenção de tratamento adequado e digno por parte do cidadão carente”.

(Site do TJ-CE)

Princípio de motim na CPPL II em Itaitinga

“A suspensão de visitas aos presos de uma das vivências da Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) II, em Aquiraz, provocou um princípio de rebelião na unidade na manhã deste domingo, 3.

Informações preliminares dão conta de que a punição aos presos se deu por conta da falta de disciplina de dois grupos rivais de detentos. Após a determinação da unidade carcerária, os presos iniciaram conflito, quebrando objetos e danificando grades do presídio.

Reforço policial teve de ser acionado para que o tumulto fosse contido. Segundo informações do coordenador-adjunto do sistema penitenciário do Ceará (Cosipe), Edmar Santos, durante o confronto com os policiais, quatro detentos ficaram feridos e tiveram de ser encaminhados ao Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro da Capital.”

(POVO Online)

Infraero investiu apenas 2% do Orçamento 2011

“Faltando quase três anos de um dos maiores eventos esportivos mundiais no Brasil, a Copa do Mundo de 2014, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai ter que correr para deixar pronto os aeroportos. Mas se depender do ritmo de desembolso da estatal isso não será muito fácil. Apesar do montante previsto de investimentos para este ano ser de R$ 2,2 bilhões, 51% superior ao ano passado, no primeiro bimestre de 2011, apenas R$ 53,8 milhões foram utilizados. Os dados foram divulgados, ontem, pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Caso a execução orçamentária fosse linear, a empresa já deveria ter realizado 16% do orçamento anual. No entanto, o percentual atingiu apenas 2% neste primeiro bimestre. Apesar da pequena execução orçamentária, o valor pago neste período é maior do que o  desembolsado no mesmo período de 2010. Analisando-se os primeiros bimestres desde 2005, o montante pago neste ano só é superado pelas aplicações em 2007.

Na última terça-feira (29), A Comissão de Infraestrutura do Senado afirmou que vai convocar a Infraero e autoridades gestoras do projeto Copa do Mundo de 2014, no Brasil, para dar explicações sobre o atraso das obras para a competição.

Vinculada ao Ministério da Defesa, a Infraero administra 67 aeroportos, 69 grupamentos de navegação aérea e 51 unidades técnicas de aeronavegação, além de 34 terminais de logística de carga. Estes aeroportos concentram aproximadamente 97% do movimento do transporte aéreo regular do Brasil, o equivalente a dois milhões de pousos e decolagens de aeronaves nacionais e estrangeiras.

O melhor desempenho das obras acontecem no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, com as duas frentes de trabalho já iniciadas em setembro de 2009: reforma do Terminal de Passageiros e conclusão do terminal de passageiros 2. Para estas obras estão previstos R$ 687,3 milhões, sendo que R$ 108,1 milhões já estão contratados e R$ 56,9 milhões foram, de fato, executados.

Em Brasília, para a primeira fase da Reforma e Ampliação Sul do Terminal de Passageiros e a construção do Módulo Operacional Provisório (MOP) para atender a demanda de passageiros nas salas de embarque e desembarque estão previstos R$ 11,4 milhões, mas até agora somente 1,8 milhão foi utilizado. As informações constam no cronograma divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU), no Portal da Transparência da Copa.

A assessoria de Comunicação da Infraero informou que até 2014 a estatal planeja investir R$ 5,2 bilhões nos aeroportos relacionados às cidades-sede da Copa. “O valor é para atender não apenas a demanda gerada pela Copa do Mundo, mas também aquela projetada para todo o setor aéreo brasileiro’. Segundo o cronograma da assessoria, a maioria dos projetos vai ser concluída no final de 2013.

Sobre a baixa execução de investimentos da estatal, a assessoria afirmou que o valor teve aumento de 68, 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O órgão ainda explicou que neste ano, os investimentos serão ampliados. “A dotação deste ano é quase o dobro do ano passado”, esclarece.

O maior problema é de gestão, afirma ex-presidente da Infraero

O ex-presidente da Infraero Adyr da Silva afirmou que não é somente o problema do teto de investimentos que contribui para o caos aéreo. “Hoje a Infraero tem mais recursos do que ela consegue gastar”, afirma.

A maior dificuldade apontada pelo ex-presidente da Infraero é a falta de uma boa gestão. “Há uma verdadeira “dança das cadeiras”. Nos últimos dez anos, dez presidentes passaram pela estatal, desses, quase todos não eram do ramo e quando foram aprendendo tiveram que ir embora. É assim que pretendem resolver o problema dos aeroportos do Brasil?”, questiona. Além disso, Adyr explica que há falta de tecnologia na estatal. “Não existe tecnologia apurada como devia, e quando há, existe quantidade, mas não qualidade”, diz.

Alguns problemas como o controle no tráfego aéreo e dificuldades institucionais estão sendo resolvidos. “Com a criação da Secretaria de Aviação Civil, a Infraero está encontrando algumas soluções e o controle de tráfego, apesar de algumas dificuldades, está sendo aprimorado”, analisa.

Sobre o ritmo no desembolso, Adyr afirma que é bem provável que a Infraero não utilize toda a verba. “Ainda há muita burocracia que envolve editais, contratos, etc. “Temos que ser realistas, o prazo para melhorar o sistema aéreo não é de três anos, pois tudo deve ser finalizado com antecedência, para que possa ser testado”, conclui.”

(Site Contas Abertas)

NO CEARÁ, a Infraero deverá investir R$ 179,5 milhões na construção de um novo terminal de passsageiros do Aeroporto Internacional Pinto Martins. A obra é para a Copa e o edital tem promessa de ser lançado neste mês.

Londres está pronta para as Olimpíadas de 2012

“Em plena Trafalgar Square, um dos pontos mais movimentados de Londres, um relógio faz a contagem regressiva para os Jogos de 2012 desde o dia 14 de março. A 481 dias da abertura, a cidade começa a entrar no clima olímpico. O comércio na Picadilly Circus ainda prefere vender suvenires do casamento real, mas no aeroporto de Heathrow e na estação de trem de St. Pancras já há lojas exclusivas de lembrancinhas da competição.

Mas para sentir a verdadeira atmosfera do evento é preciso seguir para o leste da cidade, na região outrora degradada de Stratford. Ali, as obras do Parque Olímpico estão a todo vapor – e dentro do cronograma, com mais de 80% já concluídas.

O Estado visitou as instalações do complexo duas semanas atrás. No coração do parque, o Estádio Olímpico está pronto. O último pedaço de grama foi colocado na terça-feira. As luzes funcionam desde o fim do ano passado. Ao todo, são 80 mil lugares. Além de abrigar a abertura e o encerramento dos Jogos, serão disputadas ali as provas de atletismo. Ao lado, se vê a estrutura da escultura de Anish Kapoor, feita em aço reciclado, que depois de pronta será a construção mais alta do Parque Olímpico, com 100 metros.

São outras duas construções, no entanto, que prometem dar o que falar em 2012. Assim como fez o Cubo D”Água de Pequim, em 2008, o Centro Aquático londrino promete impressionar o público por sua arquitetura arrojada, repleta de linhas arredondadas. Totalmente branco por fora e com capacidade para até 17.500 espectadores, receberá provas de natação, saltos ornamentais e nado sincronizado, além de parte do pentatlo moderno.

Outro provável queridinho do público é o VeloPark, também concluído. Em fevereiro, a equipe da Grã-Bretanha testou a pista, que promete ser uma das melhores do mundo. Com capacidade para 12 mil pessoas, o local receberá, em um anexo, também as competições de bicicross, modalidade estreante na Olimpíada. Ainda no quesito duas rodas, a pista de mountain bike, montada em Essex, também está pronta e foi testada, semana passada, por um grupo de atletas.

Legado. Para deixar tudo organizado até 27 de julho do próximo ano, 12 mil pessoas trabalham no canteiro de obras – 25% delas são moradores da região. Segundo Sarah Weir, chefe de artes do órgão responsável pela entrega das obras (ODA, na sigla em inglês), 10% desses trabalhadores não tinham emprego fixo havia pelo menos cinco anos.

Este é apenas um sinal de como as coisas devem mudar em Stratford. Depois dos Jogos, o Parque Olímpico se transformará em espaço de lazer e entretenimento para os moradores. Além da redução do Estádio Olímpico, outros pontos também serão alterados para se adequar às necessidades locais. A começar pela Vila Olímpica, cujos apartamentos ganharão cozinhas antes de serem vendidos – a preços acessíveis – para servir de moradia depois do evento.

O Lee Valley Park, parque vizinho ao complexo, será o responsável por administrar 20% do Parque Olímpico. O Centro de Águas Brancas, onde haverá provas de canoagem, será o único a ser usado pelo público antes mesmo do início das competições, já neste mês. A arena de hóquei – primeira da história dos Jogos a ter o piso azul – vai ser desmontada e reorganizada em Eton Manor, antigo clube desportivo do bairro que receberá o tênis paraolímpico e servirá de base de treinamento aquático. Com o fim dos Jogos Olímpicos, o local se transformará em quadra poliesportiva, com tênis e futebol de salão.

Já o velódromo terá 6 mil lugares removidos e servirá como um complexo ciclístico, inclusive com circuito de mountain bike. Houve também uma preocupação de que a obra fosse sustentável. No caso do VeloPark, os restos de madeira da construção se transformarão em um barco de 30 pés. Chamado de Projeto Barco, faz parte de uma série de iniciativas idealizadas por 12 comissões artísticas espalhadas pela Grã-Bretanha com foco na Olimpíada de 2012.”

(Agência Estado)

Cid antecipa ato de inauguração do Hospital do Cariri

O governador Cid Gomes (PSB) decidiu antecipar o ato de inauguração do Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, que estava previsto para o próximo dia 9. Segundo a sua assessoria de imprensa, ocorrerá agora no próximo dia 8, a partir das 19 horas.

A mudança da data ocorre porque no dia 9 o governador comandará o pregão presencial do edital de recuperação do canal do rio Granjeiro, da cidade do Crato, a partir das 9 horas.

Esse pregão envolverá o total de R$ 2,4 milhões para esse projeto de um total de R$ 4 milhões previstos para ações também em termos de infra-estrutura em pontos do município, como o Centro, destruidos pelas chuvas.

Nos 100 primeiros dias de Dilma, movimentos sociais reclamam da política econômica

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“Meses depois da intensa mobilização eleitoral dos movimentos sociais e sindicais para levar Dilma Rousseff ao Planalto, as entidades expressam desgosto com os primeiros cem dias de mandato da presidente e decidiram unir esforços para organizar manifestações, greves e invasões de terra, num movimento já batizado de “guerra contra a agenda regressiva” do terceiro mandato petista.

A ordem é ampliar a tradicional jornada de lutas dos grupos de esquerda, que ganha neste ano o inusitado reforço das centrais de trabalhadores Força Sindical e UGT.

O manifesto do grupo será lançado no próximo dia 26 e terá como bandeira principal a crítica à política econômica da presidente. Por enquanto, as principais queixas são o corte de R$ 50 bilhões do Orçamento e a falta de negociação e aumento real do salário mínimo de 2011.

O principal articulador da “resistência” é a CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais), formada, entre outros, pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e a UNE (União Nacional dos Estudantes). Em resolução aprovada no fim de fevereiro, o grupo fez alusão ao estelionato eleitoral:

“As ações implantadas nesse início de mandato pela equipe econômica, sob justificativas do controle da inflação e das contas públicas, seguem num caminho diferente do apontado pelas urnas e reproduzem a pauta imposta pelos interesses do setor financeiro”.

“O governo vai nos procurar”, disse Artur Henriques.”

(O Globo)

Negócios no ar e na terra

Disraeli agraciado por Eduardo Campos.

O empresário cearense Disraeli Ponte, controlador da Easy Taxi Aéreo, está ampliando seus negócios agora como franqueado da Localiza Rent a Car no Estado.

Depois de filiais em Juazeiro do Norte e Sobral, implantará ponto em Tianguá. Ele diz que segue determinação da direção nacional do grupo, que se baseou em pesquisa a partir do uso do cartão de crédito naquela banda do Ceará.

Em termos de operações  aéreas, Disraeli opera também em Pernambuco onde, ano passado, chegou a ser homenageado pelo governador Eduardo Campos. Ele liberou uma de suas aeronaves para ajudar no socorro aos atingidos pelas chuvas naquele Estado.

Os 100 primeiros dias de Dilma – Só de solução de pepinos deixados por Lula?

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Os 100 primeiros dias da gestão Lula na avaliação dos jornalistas Gerson Camarotti e Diana Fernandes, no O Globo:

“O capital político ainda intacto, a folgada maioria parlamentar e um estilo firme na condução da máquina deram a presidente Dilma Rousseff, nesses primeiros cem dias a serem completados no próximo domingo, a segurança para tentar fazer um governo diferente, com marca própria. Mas não muito diferente.

Repetiu vícios de seus antecessores ao nomear políticos para cargos técnicos e passou por cima de promessas feitas na campanha eleitoral, como a de que não faria um ajuste fiscal.

Por outro lado, surpreendeu por conseguir aliviar as tensões políticas e ampliar a base de apoio no Congresso, ao mesmo tempo em que enfrentou e desmontou lobbies de parlamentares e sindicalistas, como o do salário mínimo maior.

Na economia, há a avaliação positiva de que a presidente deu provas de que se concentra em reduzir gastos públicos e conter a inflação, fazendo um corte forte no Orçamento, de R$ 50 bilhões.

Na política externa, fez gestos e ações que indicam correção de rumo, especialmente no que diz respeito aos direitos humanos e ao Irã, aproximando-se mais dos Estados Unidos. No campo social, ainda não lançou seu grandioso programa de erradicação da miséria mas promoveu medidas setoriais.

O comportamento discreto e o perfil técnico respaldam o discurso da oposição no início de governo, que tem sido favorável, com poucas ressalvas. Sinais visíveis desta distensão foram os dois encontros que teve com o ex-presidente Fernando Henrique, um deles no almoço para o presidente americano, Barack Obama.

– Na campanha, ela não disse que faria concessão nos aeroportos, não queria levar o carimbo de privatista. Também negou ajuste fiscal. Agora, o corte atinge até concursos públicos, medida que era atribuída, na campanha eleitoral, ao tucano José Serra. O discurso de campanha é bem diferente do exercício de governo – diz o cientista político David Fleischer, da UnB.

– Nesses primeiros cem dias, Dilma leva vantagem em relação aos antecessores. Fazer uma comparação com o início do governo Lula é desleal. A situação econômica agora é muito mais tranquila. Além disso, Dilma tem uma base governista bem mais ampla, contra uma oposição menor e desorganizada. O grande desafio será lidar com os aliados, inclusive PT e PMDB.

(O Globo)