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Serra diz que Lula faz privatização com dinheiro público

“Destoando de parte de seus colegas de partido, o candidato à Presidência da República do PSDB, José Serra, enfrentou na noite de sábado o debate sobre as privatizações no Brasil e afirmou que em seu governo haveria restrições para o uso de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a fusão entre empresas.

O tema foi evitado, por exemplo, pelo então candidato tucano a presidente em 2006, Geraldo Alckmin, que foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serra, entretanto, ironizou o assunto, dizendo que governo Lula inovou na questão das privatizações, pois dá recursos para empreendimentos que serão de propriedade privada, como a ferrovia Transnordestina e usinas hidrelétricas. “Uma das grandes farsas do Brasil de toda a discussão é a questão de privatização. Quando chega no governo, não só não volta para atrás, como dá dinheiro para elas”, afirmou Serra durante o programa Roda Viva, da TV Cultura. “Chegou a se dar dinheiro subsidiado, porque o governo emite dívida pública, pega o dinheiro da dívida e empresta por um juro menor que está pagando pela dívida pública para uma empresa comprar a outra… é um modelo curioso de privatização do dinheiro público”, acrescentou.

A entrevista foi concedida na noite de sábado, mas só será transmitida na noite de segunda-feira. Questionado se o BNDES continuaria incentivando a formação de grandes empresas nacionais, Serra ponderou. “Se for para formar capital novo num setor que for fundamental, eu não sou contra… não sou contra uma empresa comprar a outra, mas você vai dar dinheiro público subsidiado? Todos os contribuintes do Brasil vão pagar para uma empresa comprar outra? Não tem sentido”, disse. O BNDES tem tido participação, por exemplo, na internacionalização de empresas do setor de carne.

O tucano foi além. Defendeu a concessão de aeroportos. No entanto, demonstrou irritação quando um jornalista o questionou sobre o modelo de concessões de estradas adotado por São Paulo, Estado que governou até o início de abril, e o alto preço dos pedágios nessas rodovias. O candidato argumentou que as estradas paulistas são consideradas as melhores do Brasil, complementando que a crítica é “trololó” petista repetido pela imprensa.

Macroeconomia
Indagado sobre o que mudaria na atuação do Banco Central, Serra voltou a criticar a demora da autoridade monetária para baixar os juros durante a crise financeira global. Acrescentou que, em seu governo, o BC ia “trabalhar direito” e “errar menos”. Serra alertou para os riscos referentes ao déficit de conta corrente e criticou a entrada de capital especulativo no país. “Se a economia tiver crescendo sustentadamente, é a melhor maneira de entrar capital produtivo. O que entra no Brasil hoje é dinheiro para especular”. Ele ainda defendeu o corte dos gastos públicos e que o governo federal também passe a se enquadrar totalmente na Lei de Responsabilidade Fiscal. Declarou ser favorável a tornar permanente a Zona Franca de Manaus.

Vice e temas polêmicos
Serra afirmou que ainda não possui um nome para ocupar a vaga de vice em sua chapa, e negou que a demora em anunciá-lo esteja gerando reclamações entre aliados. “O vice vai ser anunciado no fim do mês”, disse. Segundo o tucano, sua gestão não teria problemas de governabilidade em decorrência da sua resistência de distribuir cargos no Executivo para aliados. “Eu nunca pegaria o governo para ficar entregando agências de regulação a partidos”, destacou, acrescentando que a prática gera corrupção e incompetência na administração pública.

O candidato, que prometeu expandir os programas sociais e financiar o ensino técnico de 1 milhão de jovens, foi questionado sobre alguns assuntos polêmicos. Perguntado se era favorável à regulamentação do aborto, disse que não mexeria na atual lei que impede a interrupção da gravidez. Disse também que nunca fumou maconha e é contrário a sua descriminalização. Defendeu, entretanto, a união civil entre homossexuais. Serra reafirmou que sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), seria responsável pela suposta tentativa de produção de dossiês contra pessoas ligadas a ele. Acrescentou ainda que esses documentos têm sempre acusações “requentadas”, “estúpidas” e mentirosas.

Diplomacia
O tucano prometeu reforçar o policiamento das fronteiras a fim de combater o tráfico de armas e drogas. Voltou a dizer que não confia no presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e que “de jeito nenhum” intermediaria um acordo entre ele e a Agência Internacional de Energia Atômica sobre o programa nuclear da República Islâmica. Assegurou, entretanto, que seu governo manteria relações normais com a Venezuela de Hugo Chávez. “Acho que ficar agradando ditadores ou sendo permissivos em relação a violações dos direitos humanos é uma coisa que eu não faria. Agora, relações econômicas normais e institucionais tudo bem”, acrescentou.”

(IG)

Quanto valem R$ 54,00?

“Na terça-feira passada, dia da estreia do Brasil na Copa, o presidente Lula deu uma boa notícia a 8,3 milhões de aposentados. Sancionou o reajuste de 7,72% para os beneficiários do INSS que recebem mais de um salário mínimo por mês. O índice é o dobro da inflação acumulada desde o aumento anterior e ficou acima do recomendado pela equipe econômica. Esse grupo recebe hoje, em média, 1 273 reais. Se o valor fosse reajustado pela inflação, como prevê a lei, essas pessoas passariam a receber 44 reais a mais por mês. Com o novo índice, os aposentados e pensionistas ganharão um aumento médio de 98 reais – ou 54 reais a mais do que teriam direito de fato. Os aposentados certamente farão troça quando receberem o “presentão” de 54 reais, quantia com a qual não se compra muito mais que uma pizza. Para as contas da Previdência, no entanto, o afago de Lula a esses eleitores representará um custo adicional de 4,5 bilhões de reais apenas neste ano. “Esse é um compromisso que impactará as contas públicas de maneira permanente, sem que o governo apresente uma fonte de receita adicional para financiar essa despesa”, afirma o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas.

Antes da sanção de Lula, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) diziam que o índice de 7,72% era uma “afronta” à Lei de Responsabilidade Fiscal. O acordo que o governo havia fechado com as centrais sindicais no início do ano previa reajuste de 6,14% nos benefícios, índice já bem superior à inflação. Quando o projeto chegou ao Congresso, o valor subiu. Oposição e situação, em rara harmonia, alinharam-se em defesa dos 7,72%. De início, Lula reagiu e foi contra. Chegou a falar em vetar esse índice. O presidente, no fim das contas, só fez fita. Não iria se indispor com 8,3 milhões de eleitores (6% do total nacional). Especialista em tirar proveito para si dos projetos de terceiros, Lula deixou para sancionar o reajuste no fim do prazo legal. Buscou, assim, assumir sozinho a paternidade da bondade, aprovada semanas antes pelos congressistas. Provoca o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha: “É bom para eles aprenderem. Qualquer coisa que a oposição quiser capitalizar, no fim quem vai ganhar seremos nós do governo”.

O presidente, ao menos, teve o bom senso de vetar o fim do fator previdenciário, medida que também havia sido aprovada pelo Congresso. Sem esse mecanismo, essencial para evitar o aprofundamento no déficit do INSS, haveria um gasto adicional de outros 4 bilhões de reais apenas neste ano. De qualquer maneira, o governo precisará agora enxugar gastos para compensar a despesa extra que recairá sobre o Orçamento por causa do aumento das aposentadorias. Como invariavelmente ocorre em situações semelhantes, os investimentos públicos deverão ser a vítima. Bilhões valiosos, que poderiam ser usados na reforma de estradas e aeroportos, ampliando o potencial de crescimento do país, serão transformados em 54 reais a mais no bolso dos aposentados.”

(Revista Veja)

Copa 2014 – Transporte entre subsedes será o desafio no Brasil

“Em um país continental como o Brasil, o transporte interestadual para a Copa do Mundo será um desafio.

Na França, a malha ferroviária é muito eficiente, mas, para receber a Copa do Mundo de Futebol, em 1998, foi preciso investir em melhorias. A secretária-geral para Grandes Eventos Esportivos do país, Thérèse Salvador, observa que um grande evento é a oportunidade para uma região melhorar seu parque de transporte.

“Já temos infraestrutura para receber muita gente na França, mas sempre existe um programa para melhorar, dobrar as estradas, os trens, os ônibus”, afima Thérèse.

O sistema ferroviário francês tem quase 32 mil quilômetros de extensão – é o maior da Europa Ocidental. A malha do trem de grande velocidade (TGV), que chega a 320 quilômetros por hora em operação comercial, tem 1.872 quilômetros, a segunda maior do mundo, atrás apenas do Japão, que tem 2.387 quilômetros de trem-bala.

Para a Copa, as dez cidades-sede foram ligadas pelo TGV, com o tempo máximo de três horas de viagem. Marselha foi beneficiada na época. O líder da Maioria no Conselho Municipal, Ives Morraine, lembra que houve uma coincidência, já que o TGV chegou à cidade a tempo de servir aos torcedores que foram para a Copa.

“É verdade que o projeto já existia bem antes, mas, igualmente em 1998, as obras da linha TGV Paris-Marselha também terminaram. Houve uma conjunção. Ao mesmo tempo, tivemos a chegada do TGV e da Copa do Mundo de 1998”.

O projeto do trem de alta velocidade da França conta atualmente com 299 quilômetros de linha em construção e 2.616 planejados. Além disso, o país tem quase 900 mil quilômetros de rodovias e 478 aeroportos. A França é a sexta maior economia do mundo e o território é de 544 mil quilômetros quadrados, um pouco menor que o do estado da Bahia.

Quarta maior economia do mundo, a Alemanha tem 350 mil quilômetros quadrados de extensão e a maior população da União Europeia. A construção da rede de autoestradas começou em 1930 e atualmente tem 12 mil quilômetros, além de 40 mil quilômetros de estradas federais. O país tem a terceira maior densidade de estradas por carro no mundo. O pedágio é apenas para caminhões de carga e veículos de pequeno porte não pagam.

A linha do trem de alta velocidade alemão, o ICE, tem 1.285 quilômetros em operação, 378 em construção e mais 670 quilômetros planejados.

Para a Copa de 2006, o consultor da Fifa Horst Schmidt lembra que a primeira preocupação dos alemães foi a estrutura dos estádios e a segunda, o transporte dos torcedores entre as 12 cidades-sede. “Quando essa tarefa estiver realizada, então se coloca de imediato a próxima questão: como melhorar a infraestrutura das vias de tráfego e dos transportes em todo o país, o transporte de transporte de estado a estado, como também entre as cidades. Oferecer  ao torcedor boas possibilidades de locomoção, seja nacional ou internacional”.

Segundo a diretora da Secretaria de Transportes de Frankfurt, Nora Pullman, em primeiro lugar, veio o planejamento. “Depois, reuniram-se em grupos de trabalho todos os órgãos envolvidos com o sistema. Isso foi uma experiência nova, pois, até então, esses eventos não eram tão bem organizados. As entidades do Emta [European Metropolitan Transport Authorities] juntaram-se e marcavam o que devia ser feito com quem, quando e onde. Então, rapidamente entendemos como a Copa do mundo é um evento tão grande, tão extenso e tão complexo.”

Para a Copa da África do Sul, país cujo território é um pouco menor que o do estado do Pará, o Departamento de Transportes está disponibilizando 110 ônibus para a locomoção dos torcedores. A Fifa havia sugerido o transporte entre as nove cidades-sede de avião ou em carros alugados.

O urbanista Iuli Nascimento, que mora em Paris, pondera que no Brasil o caminho deve ser o mesmo. “O país é muito grande, eu creio que eles vão ter que se organizar com o transporte aéreo, porque fazer a ligação pelo solo, por trem, é muito dispendioso e as distâncias são muito longas. Também não é tradição brasileira fazer o transporte por trem.”

No Brasil, por enquanto, o projeto do trem de alta velocidade só prevê o trajeto de São Paulo a Campinas e ao Rio de Janeiro, num total de 511 quilômetros. A previsão é de que ele fique pronto para a Copa do Mundo em 2014.”

(Agência Brasil)

Para respirar Saramago

Eis artigo que o juiz, escritor e professor universitário Mantovani Colares manda para o Blog. Intitulado “Para respirar Saramago”, aborda este português do mundo que partiu na última semana. Confira:               

A concretização da proximidade literária de Saramago custou-me um lapso temporal expressivo. De início, tentei a leitura de “Ensaio sobre a cegueira”, abandonando-o em seguida por me sentir sufocado pelo texto retilíneo, sem parágrafos, tabulações ou indicações de pausa. Não insisti, pois de cedo aprendera que a literatura só funciona naquele momento mágico em que o leitor se sente atraído pela obra, hipnotizado a tal ponto de não conseguir se desvencilhar do livro. Por isso, há o tempo certo para cada autor, para cada obra.

Alguns meses depois, estimulado por minha verdadeira paixão devotada a Fernando Pessoa, aventurei-me a folhear “A morte de Ricardo Reis”, porque ali o protagonista era justamente um dos heterônomos do poeta da alma. O início foi sofrível, atormentava-me a seqüência uniforme do texto, até que parei para respirar. Respirei fundo, e só aí entendi a chave do gênio Saramago: seu estilo provocante é, na verdade, um inteligente método de autodomínio lingüístico.

O leitor não se pode deixar preso na armadilha estrutural do texto. Cada leitor há de fazer sua pontuação, sua pausa. A liberdade do ritmo é nossa. Saramago nos presenteou com a possibilidade de sermos co-autores de sua obra. A ousadia do mestre está nessa mensagem, quase imperceptível: ele escreveu o livro, mas a obra só haverá de ser finalizada após nossa leitura, porque nós terminaremos de escrevê-lo, ao realizarmos as pontuações e pausas, de acordo como nossa cadência de percepção do texto.

Ele conseguiu a tão sonhada interação real entre escritor e leitor. Ouso dizer que um livro de Saramago que ainda não foi lido não é verdadeiramente uma obra literária. Somente com a descoberta dessa chave pelo leitor, a percepção do enigma de nossa interatividade na leitura, é que se tem o fecho do livro.

Enfim, para ler Saramago é preciso respirar. Quem tem o privilégio de sentir isso na alma ficará cativo para sempre de sua obra; de tal modo que passa a ser um vício. E esse vício confirma a cada dia que literatura é, acima de tudo, estilo. É isso que diferencia o contador de estórias do romancista.

No Brasil, Machado de Assis já nos acenava com essa advertência, e Guimarães Rosa comprovou como ninguém que o segredo está na forma, muito mais do que no conteúdo. Em Saramago, firmou-se um estilo de respeito ao leitor, pois temos o privilégio de ler o texto de acordo com nossa respiração. A liberdade da pontuação é o legado mais revolucionário que ele deixa para a humanidade.

*Mantovanni Colares é juiz, professor universitário e escritor. 

Livro "Filha de coelha, girafa é" empolga criançada

Gil Dicelli e Demitri Túlio, o ilustrador e o autor.

Neste fim de semana, o jornalista Demitti Túlio e o editor de Arte Gil Dicelli, ambos do O POVO, lançaram, no bucólico Passeio Público (Centro de Fortaleza), o livro infantil “Filha de coelha, girafa é”. Num clima dos mais descontraídos, a criançada fez a festa. Nessa publicação da Editora Littere, Demitri conta a historia de uma girafinha que acabou criada por uma coelha, tendo os desenhos coloridos de Gil Dicelli expondo uma bela lição de amor em forma de adoção.

Ivonilo Praciano em perfórmance para a criançada.

Até contação de historias não faltou. É que o também jornalista, ator e diretor Ivonilo Praciano apareceu para comandar esse ato, enquanto muitos papais e mamães não dispensavam o gostinho do picolé. Quem sabe, matando um pouco da saudade e do gostinho da infância.

Demitri, a amiga Mirtes Graça e aquele autógrafo.

Foi uma manhã de sábado “legal”, me dizia meu filho Vitor (8). Ele e o irmão mais velho, Vinícius (12), adoraram estar ali. Minha Socorro França aproveitou para também mergulhar no passado do local e conhecer o baobá, arvore centenária que reina naquele pedaço de uma cidade que se faz adulta a cada dia, teimando em não preservar, vez em quando, pedaços do seu passado.

FLASHES

Este repórter do Blog com a família e o “moleque” Demitri.

Eis João Pedro, da jornalista Juliana Matos Brito e Toinho. Adora uma foto.

Que turminha…Vinicius, Vitor, João Pedro e Catarina.

Jornalista Cláudio Ribeiro, amigo do Demitri, e a filha Júlia.

(Fotos – Paulo Moska)

Articulista comenta criaturas contra o criador na política local

O jornalista e radialista Paulo Limaverde manda artigo direto dos EUA, onde mora, fazendo a defesa de um personagem polêmico do cenário eleitoral do Ceará: o senador tucano Tasso Jereissati. Ele recorda a campanha de 1986 de Tasso e assegura que o “galeguim” sabe superar adversidades. Tais adversidades hoje teriam nome e sobrenome: Ferreira Gomes. Confira:

Enganam-se os adversarios  de Tasso Jereissati quando pensam que ele vacila diante de alguma dificuldade. Pode inventar dificuldade para fazer o galego retroceder… Lembro-me ainda da campanha ao Governo do Estado em 1986, quando ele teve que enfrentar mais de 80% das prefeituras interioranas ocupadas pelos chamados “Bezerristas” e que, de toda forma, tentavam impedir sua caminhada em direcao ao entao Palacio da Abolicão.

Naquela ocasião, Jereissati ja apadrinhava o jovem terceiro suplente de deputado estadual Ciro Gomes e o colocava ao seu lado nos palanques como um sinal ao eleitorado de que ali estava um politico promissor e que ele era merecedor de uma titularidade e não de uma suplência. E assim sempre foi…. Vencidas as eleicões, Tasso logo encaminhou Ciro para ser Prefeito de Fortaleza. Aliás, não encaminhou, escalou. Depois, escalou tambem o mesmo Ciro para ser Governador do Ceará e, logo depois, Ministro da Fazenda.

Não havia nada que o Tasso pusesse a mão que não se tornasse realidade. Isso tudo acontecia devido a credibilidade adquirida junto ao povo. Afinal de contas. o “Governo das Mudancas” foi uma demonstracao de como se usar o dinheiro do povo de maneira correta e transparente. Por último veio a eleicão de Cid Gomes para governador, onde todo mundo  sabia que, embora veladamente, existia o apoio do galego.

E agora, diante de sucessivos exemplos de genuflexoes dos Ferreira’s Gomes perante Lula, quedo-me admirado pela falta de verborragia dos  politicos sobralenses, principalmente o endurecimento da lingua afiada do Ciro Gomes que, há bem pouco tempo, dizia que o deputado federal Eunicio Oliveira (PMDB) fazia parte das “forças do atraso”. Pelo entendimento que adquiri graças a experiencia e aos exemplos os quais fui testemunha, coragem e altivez são marcas difíceis nos politicos e somente encontrei isso nos idos de 1986, quando um jovem e promissor politico falava nos comícios de peito aberto, sem medo e cheio de convicção. E, pelo que ainda estou a notar, Tasso Jereissati continua do mesmo jeito…

PAULO LIMAVERDE,

Jornalista e radialista.

Cala boca Galvão: um fenômeno planetário

107 11

 

“Ferir com palavras, pondo para circular histórias falsas com o objetivo de irritar ou destruir alguém, é uma prática tão antiga quanto a história humana. A humanidade viajava ainda à velocidade de 16 quilômetros por hora das carroças, mas as notícias ruins e fofocas já pareciam ter asas. As línguas de trapo mal esperavam o conquistador romano Júlio César, talvez o mais celebrado general e estadista de todos os tempos, sair de Roma para começar seu trabalho de intriga e destruição. Conforme registrou o historiador Gaius Suetonius Tranquillus, morto por volta do ano 122 da era cristã, o patriciado “punha para circular histórias” dando conta de que César arrancava todos os pelos do corpo com pinças e era chamado de “marido de todas as esposas e esposa de todos os maridos”. Foi assim antes com gregos, macedônios e egípcios. As maledicências continuaram viajando mais rápido na Idade Média, durante e depois da Revolução Industrial.

O que há de novo nesse campo? A internet. Se já voavam de ouvido em ouvido, as fofocas e falsidades ganharam o dom da instantaneidade com os milhões de computadores, celulares e tablets de todo o planeta interconectados por uma rede em que, pela primeira vez na história, todas as máquinas se comunicam na mesma linguagem, sem incompatibilidades nem fronteiras. A fofoca digital pode criar verdadeiros tsunamis que chicoteiam o globo jogando as opiniões de milhões de pessoas de um lado para o outro. Antes que alguém possa verificar a verdade de um fato, sua versão ou versões já se tornaram o fenômeno. O caso que engolfou o locutor Galvão Bueno, a voz oficial das Copas do Mundo e das Olimpíadas nas transmissões da Rede Globo, é uma amostra do poder dessas novas correntes de pensamento criadas na internet. “Cala a boca, Galvão” era uma tirada que já circulava por aí fazia anos.

Há pouco mais de uma semana, contudo, ela ganhou o mundo. Postada por usuários no Twitter, a rede social de troca de mensagens de até 140 caracteres, a frase CALA BOCA GALVAO – assim mesmo, em letras maiúsculas, sem vírgula e sem acento – virou hit e se manteve entre os dez assuntos mais comentados do serviço da internet durante toda a semana. Os brasileiros aumentaram a fervura, atribuindo sentidos absurdos à frase: segundo uma das versões, em português, cala boca significaria salve, e galvão, o nome de um pássaro em extinção. Alguns dos maiores sites e jornais do mundo, como o The New York Times, tentaram decifrar a brincadeira, e assim a difundiram ainda mais. ”

(Reista Veja)

Serra acusa Governo Lula de lotear cargos

“O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, acusou o governo federal de lotear e ser leniente com a corrupção nos Correios e na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), cujas cúpulas foram indicadas pelo PMDB. Em entrevista ao programa “Roda Viva” da TV Cultura, gravada neste sábado, ele afirmou que o presidente Lula entregou os órgãos a aliados e agora não pode trocar seus dirigentes.

O tucano protestou contra “a vergonha que se fez na Funasa”, que é subordinada ao Ministério da Saúde. “O ministro da Saúde não indicou o presidente da Funasa. Resultado: corrupção que não acaba mais”, atacou. “Fez-se um loteamento até o detalhe. Eu tinha, como ministro da Saúde, impedido isso”. Ele disse que, se eleito, acabará com o loteamento da administração federal: “Nunca abriria caminho para turbinar a corrupção dessa maneira”.

Ao comentar a crise nos Correios, Serra disse que Lula sofre constrangimento para não demitir o presidente do órgão, Carlos Henrique Custódio. “[Lula] não pode agora mexer nos Correios”, afirmou o candidato. “Isso é uma das piores coisas que existem no Brasil hoje em dia”, disse, referindo-se ao loteamento de cargos.

* A entrevista vai ao ar na segunda-feira.”

(Folha.com)

"Bota moral, Tasso" vira mote eleitoral

O discurso feito na última semana, na Assembleia Legislativa, pelo deputado Tomás Figueiredo (PSDB), quando destacou a decisão do partido de lançar candidatura própria, com críticas ao Governo Cid e recheado da frase “Bota moral Tasso. Bota moral no Ceará”, tomou conotação de movimento. Já circula na internet, e em alguns carros, adesivo com esse mota.

Segundo alguns tucanos, essa manifestação toma corpo principalmente depois das últimas declarações de membros do PSB que estariam, nos bastidores, desqualificando a decisão do PSDB de lançar um candidato próprio à sucessão de Cid.

Até terça-feria, a gente vai aguardar e conferir se tal movimento vingará mesmo. Ou se não passa de mais um ingrediente de pressão política.

CUT quer Cartaxo na Vice de Cid Gomes

“O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Ceará, Jerônimo do Nascimento, está reivindicando dos pré-candidatos em 2010 que, antes mesmo de eleitos, se comprometam com os temas da classe trabalhadora e defendam o Governo Cid Gomes (PSB). Segundo diz, porque “é um governo diferente do governo dos coronéis e do ciclo dos governos de Tasso e Lúcio. Este governo conseguiu fazer da economia do Ceará destaque no Nordeste e no Brasil”.

Sobre o nome para vice de Cid Gomes, Jerônimo se diz a favor do ex-secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo. “Militamos juntos ao longo de vinte anos e nesse tempo ele (Cartaxo) vem contribuindo para consolidar o projeto político do PT no Ceará. Hoje, ele é um nome preparado para nos representar na chapa majoritária”, acentuou o presidente da CUT.Além de Cataxo, disputam a indicação de vice Valdemir Catanho, apoiado pela prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, e o próprio vice, Francico Pinheiro, que teria simpatias do governador.
 
SC: Presidente Jerônimo, o que representa a Redução da Jornada de Trabalho sem redução de Salário, de 44 para 40 horas semanais para os trabalhadores?
 
Jerônimo: Representa benefícios de natureza social, econômica e individual. A jornada normal de trabalho no Brasil é uma das maiores no mundo: 44 semanais desde 1988. Veja que está bem acima de países como a Espanha (35,4 horas), Israel (37 horas), França (38 horas), Itália (38,3 horas), Japão (42 horas), Estados Unidos (42,6 horas), entre outros. A soma de uma elevada jornada normal de trabalho e um alto número de horas extras faz com que o tempo total de trabalho no Brasil seja um dos mais extensos. Em função das jornadas extensas, intensas e imprevisíveis, os trabalhadores têm ficado cada vez mais doentes (estresse, depressão, hipertensão, distúrbios no sono e lesão por esforços repetitivos, por exemplo). Também sobra pouco tempo para o convívio familiar, o estudo, o lazer, o descanso, qualificação profissional e a luta coletiva.
Outro ponto é que a economia brasileira apresenta condições favoráveis para a redução da jornada de trabalho e limitação da hora extra. O país apresenta crescimento econômico nos últimos cinco anos, com perspectivas positivas para os próximos anos. A inflação tem variações moderadas desde 2003 e a economia encontra-se relativamente estabilizada. A redução da jornada de trabalho é um dos instrumentos para geração de novos postos de trabalho e a conseqüente redução das altas taxas de desemprego, com baixo risco monetário.
 
SC: Desde sua fundação, em 1983, a CUT tem trabalhado em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras, o que isso tem representado para essa classe?
 
Jerônimo: A CUT nasce em meio às lutas de redemocratização do País, num cenário de profundas transformações políticas, econômicas e culturais, protagonizadas essencialmente pelos movimentos sociais. A partir da retomada do processo de mobilização da classe trabalhadora surge o “novo sindicalismo”, contrário ao sindicalismo oficial corporativo. Esteve presente e atuante nos principais acontecimentos da história recente do País, revelando caráter social e político. O nascimento da CUT como organização sindical brasileira representa mais do que um instrumento de luta e de representação real da classe trabalhadora, um desafio de dar um caráter permanente à presença organizada de trabalhadores e trabalhadoras na política nacional.
 
SC: Quais foram os avanços que a Central conquistou e que podem ser comemorados durante esses anos de governo Lula?
 
Jerônimo: Reconhecemos muitos avanços nesses quase oito anos de governo Lula. O mais recente, foi o reajuste de 7,7% aos aposentados que ganham acima do salário mínimo. O País está em crescimento, a inflação está controlada e estamos avançando na estabilidade econômica. Temos hoje uma política de reajuste do salário mínimo, o principal mecanismo de distribuição de renda hoje no Brasil. As estatísticas mostram e todos nós percebemos que houve uma redução das desigualdades sociais. Pessoas que antes eram pobres já ascenderam para a classe média. Tivemos ainda uma ampliação da participação popular, com a realização de diversas conferências e implementação de políticas participativas e democráticas nos processos de gestão.
 
SC: Alguns municípios têm desrespeitado a classe dos trabalhadores passando por cima de seus direitos como, por exemplo, em Maracanaú que, até agora, não resolveu o impasse do dissídio dos profissionais da educação. Inclusive, diversos servidores denunciaram o corte de salários e as ameaças feitas pela administração municipal. Quais medidas estão sendo tomadas para que os professores possam, de fato, ter seus direitos assegurados?
 
Jerônimo: O primeiro passo que buscamos é a retomada do diálogo, sempre. Nesse caso, de Maracanaú, pelos episódios de desrespeito aos trabalhadores que você mencionou, foi preciso buscar caminhos judiciais. Além de afirmarmos nossa indignação e exercermos nosso direito de expressão realizando caminhadas, atos e manifestações.
 
SC: No Ceará, qual avaliação o senhor faz da gestão do governador Cid Gomes? O governo tem atendido as reivindicações da CUT?
 
Jerônimo: É um governo diferente do governo dos coronéis e do ciclo dos governos de Tasso e Lúcio. Este governo conseguiu fazer da economia do Ceará destaque no Nordeste e no Brasil. Outro ponto, é que tivemos um tratamento diferente dos governos anteriores na relação com o movimento social. Também é preciso reconhecer o incentivo do Estado na área da agricultura familiar.
 
SC: A Central Única dos Trabalhadores/CE, em sua ampla maioria, fechou apoio à reeleição do deputado federal José Nobre Guimarães PT e indicou o nome de Joaquim Cartaxo para compor a chapa do PSB de Cid como vice. Quais os critérios e os motivos dessa posição adotada?
 
Jerônimo: Não se trata da CUT, mas dos militantes do PT que são da corrente democracia radical, que compõe a direção da CUT. Nós apoiamos a reeleição do deputado Guimarães por reconhecer que ele pode dar continuidade ao projeto de desenvolvimento que defendemos. É um militante histórico que vem contribuindo para consolidar o PT no Ceará. Já sobre a candidatura do Cartaxo a vice-governador, nós que fazemos parte desse agrupamento, avaliamos que é importante que o PT tenha como candidato a vice um companheiro valoroso como ele. Militamos juntos ao longo de vinte anos e nesse tempo ele vem contribuindo para consolidar o projeto político do PT no Ceará. Hoje, ele é um nome preparado para nos representar na chapa majoritária.
 
SC: O senhor acha que Cartaxo representaria os trabalhadores e seriam ampliadas as discussões com o governo estadual, caso ele seja consagrado o vice?
 
Jerônimo: Sim, pelos motivos que falei antes. É um nome que representa o projeto político do PT no Ceará.
 
SC: A prefeita de Fortaleza indicou o deputado federal José Pimentel para uma vaga de senador contando com o apoio da CUT e da articulação reconhecida, pela própria prefeita, do deputado federal José Guimarães. O senhor acha que o “Campo Democrático PT” , no qual o senhor está, tem a prioridade na indicação de Joaquim Cartaxo para vice?
 
Jerônimo: Temos internamente força para fazermos a disputa durante o processo de negociação. No entanto, o diálogo, a discussão, poderá nos levar a outro caminho.
 
SC: Qual seria a melhor saída para resolver esse impasse sem que cause desgaste para o PT, visto que estão concorrendo, além de Cartaxo, o professor Pinheiro e o Catanho?
 
Jerônimo: É o reconhecimento da força que o Campo Democrático tem internamente no PT.
 
SC: Para finalizar. Tratando de Plano de Governo a ser apresentado nos próximos meses pelos senhores candidatos, o que a CUT/CE gostaria que fosse prioridade em seus programas para o mandato seguinte?
 
Jerônimo: No dia 1º de junho, as centrais sindicais e movimentos sociais brasileiros aprovaram a Agenda da Classe Trabalhadora para as eleições de 2010. Em seis eixos, são apontadas propostas que tem como base três valores fundamentais: a democracia, a soberania do país e a valorização do trabalho. Queremos que, antes mesmo de eleitos, os postulantes a cargos executivos e legislativos possam se comprometer com os temas da classe trabalhadora. São propostas que garantam ao Estado brasileiro ampliar seu papel de indutor e promotor do desenvolvimento através da efetivação de reformas estruturais como a reforma tributária, visando a progressividade dos impostos, a taxação das grandes fortunas e propriedades; a reforma do sistema financeiro com vistas a ampliar a oferta de crédito para financiar investimentos produtivos e a democratização do Conselho Monetário Nacional; a reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar; a reforma urbana centrada no combate ao déficit habitacional e na construção de cidades sustentáveis. Propomos também a valorização da educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e uma efetiva política de segurança pública democrática e o fortalecimento do PAC. Lutamos pela redução constitucional da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários; aumento real do salário mínimo em 2011; pela valorização dos servidores públicos; por uma nova política de comunicação, que democratize o direito à informação, fortaleça as mídias alternativas e as expressões culturais nacionais e regionais; e para que os recursos do pré-sal sejam utilizados na erradicação da pobreza e das desigualdades sociais.
(Site Sertão Central)

Eleições 2010 – Propaganda gratuita vai consumir 63 horas e custará R$ 851 milhões em isenção

“Durante 45 dias, candidatos aos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e estadual vão consumir 3.780 minutos, ou 63 horas, no horário eleitoral gratuito na televisão. De 17 de agosto a 30 de setembro, todos os canais de TV aberta, além dos canais a cabo sob responsabilidade do Senado, da Câmara dos Deputados, as Assembléias e das Câmaras Municipais, serão obrigados a transmitir aquilo que as coligações produzirem na tentativa de influenciar o voto do eleitor no primeiro turno. De acordo com a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), o horário eleitoral é essencial principalmente para aqueles que ainda não decidiram em quem votar. “É um elemento fundamental de formação de opinião (…) E vem sendo cada vez mais assistido pelos eleitores”, diz.

Além de ajudar os indecisos, a propaganda política também dita o ritmo e o tom das campanhas. “Por meio do programa eleitoral, os partidos repensam as estratégias de marketing e mudam as agendas. Por exemplo, se um programa de um candidato traz um fato novo ou uma proposta nova, isso vai afetar a agenda dos outros candidatos”, afirma. Para a cientista política, este ano o horário na televisão e no rádio deverá ser ainda mais importante nas eleições presidenciais. “Quanto maior o grau de competitividade, maior a influência do programa eleitoral para desempatar”, diz. Na última pesquisa divulgada pelo Ibope, os principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff e José Serra, aparecem empatados.

Benefício fiscal
A propaganda é chamada de gratuita porque os partidos bancam apenas a produção de conteúdo, e não desembolsam um centavo pelo tempo de exibição em horários nobres. Quem paga a conta é o contribuinte. Isso porque a União dá isenção fiscal proporcional ao valor que seria cobrado por inserções comerciais não obrigatórias. Em 2010, a estimativa da Receita Federal é que as emissoras deixem de pagar R$ 851 milhões em impostos. São 4.254 concessões públicas para televisão em todo Brasil, de acordo com a Anatel.

O cálculo para abatimento fiscal é bastante favorável às emissoras, que excluem do lucro líquido declarado 80% do valor do espaço que seria destinado à publicidade comercial. E o preço desse tempo comercial é fornecido pelas emissoras, concessionárias públicas do serviço de radiodifusão. “Por mais que haja essa compensação, o programa eleitoral é um espaço público que contribui muito para a formação de opinião. Contribui também para partidos menores e médios, que têm mais voz”, diz a cientista política. “O custo disso para nós eleitores compensa o ganho que é para a formação do eleitor, para a propagação das propostas e para a construção de uma cultura de democracia”, defende.”

(IG)

O Cooperativismo, o leite e o parlamentar

Santa Quitéria – O deputado federal José Linhares, presidente regional do Partido Progressista, esteve, neste fim de semana, em Santa Quitéria (Zoina Norte). Ali, ele participou como convidado do II Encontro de Cooperativismo e Acesso ao Mercado, uma promoção da Cooperativa Agropecuária de Santa Quitéria (Coopesa).

O evento reuniu produtores rurais e liderenças politicas, além de técnicos do Banco do Nordeste do Brasil que orientaram os criadores de gado leiteiro como ter acesso a financiamentos que garantam a sustentabilidade de suas propriedade e melhoria da qualidade de vida familiar e comunitária.

O parlamentar se disponibilizou a conseguir. junto ao BNB, a aquisição de um tanque de resfriamento de leite com capacidade de armazenar quatro mil litros, considerando que o atual, de mil litros, não atende mais a demanda da produção de leite no momento.

Cid lamenta perda do estaleiro, mas diz manter aliança política com Luizianne

África do Sul (Rafael Luís) – Em entrevista exclusiva ao O POVO em Joanesburgo, onde está em viagem para uma série de reuniões com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) sobre a organização da Copa do Mundo de 2014, o governador Cid Gomes (PSB) lamentou a perda do estaleiro e avaliou ter sido a perda “irreparável” para a economia cearense.

“O dano de a gente ter lutado por isso durante dois anos não vai ser remediado. Foi uma perda irreparável”, declarou o governador, em entrevista no hotel em que está hospedado, um dia após a chegada à África do Sul, onde ficará até o próximo dia 24.

“Sempre considerei a indústria naval uma vocação importante para o Brasil e uma área em que nós (Ceará) poderíamos nos credenciar. Infelizmente perdemos uma grande batalha”, reforçou o governador. O estaleiro do Grupo Promar não vem mais, segundo anunciou, quinta-feira última, após audiência com o presidente Lula, em Brasília, a prefeita Luizianne Lins (PT). Um dos principais motivos foi o local: praia do Titanzinho. Cid queria nessa área, mas a prefeita não endossou, o que provocou uma longa novela de idas e vindas nos últimos meses.

Apesar da confirmação de que o estaleiro Promar Ceará (que seria construído em parceria com a estatal Transpetro em algum ponto do litoral cearense) irá para outro Estado, o governador disse manter-se otimista. Principalmente porque o presidente Lula admitiu a possibilidade de que outro estaleiro seja instalado no Ceará, depois de cumpridos os estudos de viabilidade.

Enquanto isso, Cid anunciou que já trabalha em busca de outros investidores. “Na semana passada conversei com um empresário chinês, que tem perspectiva de entrar nesse ramo”, revelou.

NEGÓCIO, NEGÓCIOS…

Apesar da movimentação de Luizianne Lins nos bastidores para que o estaleiro não fosse instalado na orla de Fortaleza, como era a intenção do projeto apoiado pelo Governo do Estado, Cid Gomes garantiu que o episódio não terá repercussão na aliança política entre ambos.

“Uma coisa independe da outra. Minha postura é de sempre olhar pra frente. Não posso perder tempo com esse tipo de postura”, respondeu Cid Gomes, ressaltando que não ficou divergência pessoal com a prefeita. “Não tenho nenhum problema com a Luizianne. Nos encontramos no dia em que o presidente Lula estava em Fortaleza, e devemos nos encontrar em muitas outras oportunidades no futuro”, disse.”

(O POVO Online/Foto – Arquivo)

PSDB pode anunciar 3ª feira candidato ao Governo

O senador Tasso Jereissati (PSDB) anunciou, por seu twitter, que vai reunir, às 11 horas da próxima terça-feira, prefeitos, lideranças e parlamentares tucanos e de partidos aliados.

Em contato com este Blog, a assessoria de imprensa do senador confirmou o encontro, que ocorrerá em seu escritório político no bairro Aldeota. A expectativa é de que seja debatido o cenário político-eleitoral, o que poderá redundar no anúncio do candidato do PSDB ao Governo do Estado.

O empresário Beto Studart e os deputados estaduais Cirilo Pimenta e Marcos Cals continuam sendo os cotados para a disputa contra Cid Gomes (PSB).

DETALHE – Os tucanos iniciaram, neste fim de semana, os preparativos da convenção estadual da legenda que ocorrerá sábado que vem, no Espçao G4, no bairro Bom Sucesso, em frente ao Terminal de Ônibus do Siqueira.