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Conselho Nacional da Educação aprova nova base nacional curricular do ensino médio

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou hoje (4) a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio. O documento define o conteúdo mínimo que será ensinado em todas as escolas do país, no ensino médio, públicas e privadas.

Na prática, a BNCC deverá ser implementada até 2020. “A grande diferença do ensino médio a partir de agora é uma mudança, um ensino médio que não é mais o mesmo ensino médio para todo mundo. Ele precisa trabalhar com diferenças que existem do ponto de vista regional e até individual do próprio estudante”, diz o presidente da comissão da BNCC no CNE, Eduardo Deschamps.

A partir da BNCC, os estados, as redes públicas de ensino e as escolas privadas deverão elaborar os currículos que serão de fato implementados nas salas de aula. Para isso, terão dois anos.

A BNCC tem como norte o novo ensino médio, aprovado em lei em 2017, que entre outras medidas, determina que os estudantes tenham, nessa etapa de ensino, uma parte do currículo comum e outra direcionada a um itinerário formativo, escolhida pelo próprio aluno, cuja ênfase poderá ser em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

“Vemos esse processo como um ganho para a educação brasileira”, diz a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Kátia Smole. Segundo ela, governo se preparou para apoiar os sistemas de ensino e as redes estaduais no processo de implementação da BNCC. “Vamos seguir acompanhando enquanto estivermos aqui”, enfatiza.

Discussão

O documento foi aprovado hoje por 18 votos favoráveis e duas abstenções: do ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), professor Chico Soares e da conselheira Aurina Santana.

A BNCC começou a ser discutida no governo de Dilma Rousseff e, após o impeachment, o documento foi modificado pelo governo de Michel Temer, o que gerou uma série de protestos. As sessões de discussão do documento no CNE têm sido conturbadas. Duas das cinco audiências públicas, em São Paulo e em Belém, foram canceladas.

Ontem (3), Chico Soares, que era relator do documento, deixou a relatoria. O Conselheiro Joaquim Soares Neto assumiu no lugar dele. “Sou completamente favorável a que haja uma Base que especifique os direitos do país, no entanto, nesse momento, estamos deixando de fora uma estrutura, para mim essencial”, disse Soares, que foi um dos únicos que se absteve na votação hoje. O conselheiro explica que a BNCC traz uma nova proposta de educação que não é mais estruturada em disciplinas, como é hoje.

Isso, segundo ele, encontrará várias barreiras para ser implementado, incluindo a alocação de professores. A BNCC não contempla os itinerários formativos que poderão ser escolhidos pelos estudantes. Nessa etapa da formação, a questão das disciplinas terá dificuldade maior de implementação, na avaliação de Soares.

Presente na reunião de hoje, a secretária-executiva do Movimento pela Base Nacional Comum Curricular, Alice Ribeiro, disse que houve avanços importantes comparando o documento da BNCC apresentado em abril e o documento final. Segundo ela, as redes de ensino passarão a contar com “a faca e o queijo na mão”, para implementar o novo ensino médio.

Implementação

Após revisão, a BNCC será encaminhada ao MEC e já tem data prevista para ser homologada, no dia 14 de dezembro. Junto com a homologação, segundo Kátia, o MEC apresentará os referenciais para que servirão de norte para as redes de ensino implementarem os itinerários formativos.

Os estados, que detêm a maior parte das matrículas do ensino médio, terão um ano para fazer o cronograma da implementação da BNCC e um ano para implementá-la, ou seja, o documento deverá chegar na prática, nas escolas, até 2020. Após a implementação, o documento será revisto em três anos, em 2023.

Ainda terão que ser adequados ao novo ensino médio, os livros didáticos, a formação de professores e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

(Agência Brasil)

Cariri é sede do Festival Internacional de Máscaras

Tem início nesta terça-feira o II Festival Internacional de Máscaras do Cariri. Com experimentações, cortejo, colóquio e apresentações artísticas  e debates, vai se estender até o próximo sábado em vários espaços dessa banda do Ceará.

De acordo com a organização, o festival contará com mais de 50 atividades de várias linguagens no período do evento. Grupos locais, nacionais e estrangeiros vão se revezar na programação.

SERVIÇO

*Confira  programação completa no fim.com.br

(Foto – Divulgação)

Que o espírito natalino esteja dentro de cada um nós

Com o título “Um pedido ao Papai Noel”, eis artigo de Eliziane, empresária e publicitária. Ela aborda a propaganda de Natal do comitê Internacional da Cruz Vermelha, que expõe um batalhão de famílias esquecidas pelo mundo. Confira:

Um Papai Noel abatido. Uma cidade devastada pela guerra. Entre tiros, bombas, escombros e pessoas correndo, ele caminha sem rumo. São famílias apartadas por todos os lados. A cor da cidade dá lugar ao cinza de uma poeira que cobre o que já foi lar de pessoas felizes. Ele continua caminhando, assustado. Carros em chamas. Ele para e observa o cenário. Entra em um prédio abandonado com sinais de destruição. Sobe as escadas. Pessoas estão fugindo. Ele se desvia de tiros. Depois entra em um quarto recém desocupado. Finalmente encontra o que procura. No chão, uma garotinha sentada abraça os joelhos contra o peito. Ele se aproxima dela, que parece perdida e em estado de choque. Ele se ajoelha e toca sua mão. Na dor da menina, um desejo: ter sua família de volta. O único presente que ela e outras crianças em situação semelhante poderiam querer. No fim, ela recebe seu presente de Natal e reencontra sua família.

Essa é a propaganda de Natal do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (https://goo.gl/4fWNjg). Segundo dados oficiais da instituição, foram 4.778 famílias – vítimas de guerras, migrações e desastres naturais – reunidas pela Cruz Vermelha entre 2013 e 2016. As cenas do comercial são fortes e chocantes, mas retratam a realidade de muitas famílias pelo mundo. Famílias esquecidas, vivendo à margem das grandes nações. Todos os dias, milhares de vítimas de guerras e outras catástrofes são barradas nas fronteiras dos países, que estão se fechando cada vez mais. Muitas delas nem conseguem sobreviver à fuga. Outras, sequer conseguem escapar das zonas de conflito. São tempos sombrios. A intolerância tem pautado cada vez mais as relações entre as pessoas. Falta empatia, falta amor ao próximo.

O filme da Cruz Vermelha, que nos choca e ao mesmo tempo nos emociona, é a mesma que nos provoca a reagir. É um belo exemplo de como tocar e inspirar as pessoas. O espírito do Natal está dentro de cada um de nós. No Dia Mundial da Propaganda, esse é o nosso briefing para todas as pessoas e para todos os dias do ano.

*Eliziane Colares

eliziane@advance.com.br

eliziane@advance.com.br Publicitária, empresária e sócia da Advance.

Papa Francisco: a paz no mundo começa com ações individuais

O papa Francisco destacou, na missa de hoje, na Casa Santa Marta, no Vaticano, a importância da colaboração de cada indivíduo para a paz no mundo, começando por atitudes em casa, no trabalho e na escola, no caso das crianças.

“O que você faz para ajudar a paz no mundo? ‘Mas o mundo é muito distante, padre’. Mas o que faz para ajudar na paz do bairro, da escola, no local de trabalho?”, questionou o pontífice.

De acordo com o papa, se alguém sempre tem uma “desculpa para entrar em guerra” ou para “falar mal dos outros” essa pessoa está fazendo guerra. Diante disso, ele sugeriu que os pais perguntem aos filhos sobre o convívio na escola.

“Vamos perguntar para as crianças: ‘O que você faz na escola? Quando tem um colega que você não gosta, que é um pouco odioso ou que é mais fraco, você faz bullying ou faz as pazes?”, disse ele, destacando a importância de o
ser humano ser o “artesão da paz”, principalmente durante o Advento.

Na missa, o papa também mencionou a construção da paz no núcleo familiar. “Existem muitas tristezas nas famílias, muitas lutas, tantas pequenas guerras, desunião”, disse o papa Francisco, lembrando que entre os familiares é preciso existir pontes e não muros que separam.

(Agência Brasil com EFE)

Os mais tocados no rádio brasileiro: Gustavo Lima e Wesley Safadão

A música “Zé da recaída”, de Gusttavo Lima, manteve-se como a mais tocada nas rádios brasileiras, em novembro, com 14.437 execuções, segundo levantamento inédito da consultoria Crowley, informa o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Em segundo, aparece o cearense Wesley Safadão, com o sucesso “Só pra castigar”, que foi executada 14.454 vezes.

O top 3 fechou com “Sofazinho”, de Luan Santana e participação de Jorge e Mateus.

(Foto – Divulgação)

MDB apoiará Bolsonaro em propostas defendidas pela população, diz Osmar Terra

O futuro ministro da Cidadania e Ação Social, deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), disse hoje (4) que o MDB vai dar apoio a todas as propostas feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro que sejam defendidas pela população.

“O presidente Bolsonaro é o símbolo de um conjunto de propostas que a população está cheia de esperança que aconteçam. Não vai ser o MDB que vai frustrar essa esperança”, disse ao chegar ao gabinete da transição no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

Se o partido fará parte ou não da base do governo, segundo Terra, isso é outra discussão. Nesta tarde, o presidente eleito recebe deputados das bancadas do MDB e do PRB. Amanhã, ele tem reuniões com as bancadas do PSDB e do PR.

“O presidente [eleito] tem tido uma postura de ouvir as bancadas temáticas e agora está conversando com os partidos. Ele vai expor o que o governo está pensando e deve pedir que se votem com as propostas do governo”, disse. “A população deu um aval, que independente do partido estar na base do governo ou não, tem que se pensar seriamente em fazer com que os projetos tenham seguimento”, acrescentou o deputado.

Reformas

Para Terra, Bolsonaro está com um pensamento bem equilibrado sobre as reformas, “que não é para prejudicar os que sofrem mais”. “Ele mesmo disse que não vai fazer reforma para matar os velhinhos. Vai ser uma reforma muito cuidadosa, preservando quem está em situação mais difícil”, explicou Terra, ao falar da proposta da reforma da Previdência.

O deputado do MDB defendeu ainda um reforma no sistema de segurança pública que, para ele, tem uma legislação que beneficia a soltura dos bandidos. “O bandido é solto por bom comportamento, mas se faz uma avaliação do seu potencial de violência. O Brasil é um dos países que mais mata no mundo. Então alguma coisa está errada na nossa legislação, no nosso sistema de segurança. Essa é uma das maiores bandeiras do presidente [Bolsonaro] e queremos que isso avance”, disse.

Ministério da Cidadania

O deputado foi confirmado para assumir o Ministério da Cidadania e Ação Social no próximo governo. A pasta vai agregar uma parte do Ministério do Trabalho, que será extinto.

De acordo com Terra, a estrutura de economia solidária, que fará parte da pasta, vai trabalhar em sintonia com a área de emprego e renda e Bolsa Família, em benefício das famílias mais pobres. “Esse trabalho é muito importante para geração de emprego e renda para comunidades mais pobres, principalmente na área rural, para evitar o êxodo rural”, explicou.

O futuro ministro contou ainda que a partir de amanhã será discutido o organograma e a estrutura do Ministério da Cidadania e os nomes dos novos secretários deverão ser anunciados a partir da semana que vem, após a aprovação de Bolsonaro.

Além do desenvolvimento social, a pasta vai fundir as atribuições dos ministérios do Esporte, da Cultura, além da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), vinculada atualmente ao Ministério da Justiça.

(Agência Brasil)

Governadores do NE discutem em Brasília segurança pública. Reunião com Moro está acertada

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Os governadores do Nordeste discutiram,nesta terça-feira,em Brasília, mais precisamente no escritório de representação do estado do ceará, temas como segurança pública e novos investimentos. O governador Camilo Santana (PT), cicerone, considerou o encontro positivo e disse que dia 12 próximo uma pauta dos chefes de executivos será entregue ao futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Temas como o bônus de assinatura das novas reservas de exploração do pré-sal e securitização da dívida dos estados para o aumento da capacidade de investimento também foram discutidos e serão levados para a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro. O encontro congregou também governadores da região Norte.

Além do chefe do Executivo no Ceará, estiveram presentes o governador do Pernambuco, Paulo Câmara, o governador do Piauí, Wellington Dias, o governador eleito da Paraíba, João Azevedo, o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, o governador do Alagoas, Renan Filho, o governador da Bahia, Rui Costa, e o governador do Amapá, Waldez Goes.

Camilo Santana destacou a importância de juntar as pautas dos estados do Nordeste e do Norte, no intuito de evoluir na aprovação de mais benefícios para a população das regiões. Haverá também uma reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), para tratar da pauta que passa pelo legislativo.

No último dia 21, Camilo Santana já havia participado de uma reunião em Brasília com os governadores do Nordeste, para listar reivindicações dos estados e municípios por investimento e auxílio da União em áreas prioritárias. O encontro resultou em carta destinada ao presidente eleito, assinada por todas as autoridades nordestinas. O documento solicitou ainda uma audiência para tratar de temas relacionados à liberação de investimentos federais, além de ações em Segurança Pública, Saúde e Educação.

(Foto – Divulgação)

Advogados de Lula alegam suspeição de Moro e pedem anulação da condenação

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alegou hoje (4), na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), suspeição do ex-juiz Sergio Moro e pediu anulação da condenação no caso do tríplex do Guarujá (SP). O colegiado julga nesta tarde mais um pedido de habeas corpus do ex-presidente.

De acordo com o advogado Cristiano Zanin, representante de Lula, o ex-presidente foi processado, condenado e preso sem que tivesse direito a um “processo justo”. Para Zanin, Moro foi parcial na condução do processo do tríplex.

‘”Ele [Lula] foi julgado por alguém que, ao longo do tempo, mostrou ter a convicção de que a culpa era preestabelecida. Cada decisão que mencionei mostra que o paciente [Lula] jamais teve hipótese de ser absolvido”, disse o advogado.

No pedido de habeas corpus, os advogados de Lula argumentam que a indicação do ex-juiz federal Sergio Moro para o Ministério da Justiça no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro demonstra parcialidade do ex-magistrado e também que ele agiu “politicamente”. Moro assumirá o comando da pasta em janeiro e renunciou ao cargo na magistratura.

Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação no caso confirmada pelo Tribunal Regional Federal 4ª Região (TRF4), que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão ao ex-presidente, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Sergio Moro nega qualquer irregularidade em sua conduta e diz que a decisão de participar do futuro governo ocorreu depois de medidas tomadas por ele contra o ex-presidente.

(Agência Brasil/Foto – Reprodução de TV)

Lisca Doida é festa nos corações alvinegros

Com o título “Lisca Doido é festa nos corações alvinegros”, eis crônica de Flávio Paiva, jornalista, escritor e publicitário, que pode ser conferida no O POVO desta terça-feira. Ele exalta o técnico do Ceará e a saga em torno da permanência do clube na Série A. Confira:

Guardarei a história do ano de 2018 como a mais significativa da minha trajetória de torcedor do Ceará Sporting Club. No início do ano, juntamente com os meus filhos Lucas e Artur, fizemos uma música comemorativa do retorno do Vozão à Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol, composição que foi gravada pelo cantor Marcos Lessa, com arranjo e direção de Tarcísio Sardinha e Adelson Viana, unindo o percutir dos tambores de Denilson Lopes à harmonia da sanfona de Adelson, e que virou clipe com imagens do fotógrafo Marcos Vieira e minhas. Todos apaixonados pelo Mais Querido.

Nos versos da canção, que intitulamos Batuque Alvinegro, em alusão ao preto e ao branco das camisas do time que faz pulsar os nossos corações, deixamos clara a afirmação da nossa cumplicidade como torcedores: “Eu e você, Ceará / Vamos ganhar”, vinculando esse sentimento de conquista ao trecho do hino do clube que diz: “É o Vovô / Ceará vai ganhar”, e aproximando a paixão de dois grandes intérpretes alvinegros, José Jatahy (1910 – 1983) e Marcos Lessa. O canto em preto e branco realça, a um só tempo, o duplo movimento de ser a ausência e a soma de todas as cores.

Quando tudo estava preparado para ser disponibilizado nas plataformas de streaming, o Ceará encontrava-se em uma situação deplorável no campeonato, estacionado na lanterna da competição, abatido pela tensão da impotência e da pressão psicológica, e com doze partidas consecutivas sem vencer, cerca de um terço de todo o campeonato. O clima era dramático e anunciava uma descida vertiginosa para a segunda divisão. Lembramo-nos de uma máxima utilizada pela torcida do Peñarol, aurinegro uruguaio: “A paixão nunca perde”, e transformamos o caráter comemorativo do batuque em música motivacional, partindo para o ataque contra o pessimismo instalado pelas circunstâncias.

Com a chegada do irreverente e disruptivo técnico Lisca, o time entrou em fase de recuperação. A torcida bradou: “Saiu do hospício, tem que respeitar, Lisca Doido é Ceará”. E no meio dessa fervura nós seguimos replicando o Batuque Alvinegro em uma expectativa matemática de reversão. Com estilo envolvente, simplicidade, competência técnica, arrojo tático e estratégico, o treinador conseguiu a entrega coletiva do grupo, com destaque especial para Éverson, Luiz Otávio, Tiago Alves, Samuel Xavier, Felipe Jonatan, Richardson, Edinho, Juninho Quixadá, Ricardinho, Wescley, Arthur e Leandro Carvalho. E o Ceará, que assegurou a permanência na Primeira Divisão com uma rodada de antecedência, fez sua partida-festa domingo (2), na arena Castelão lotadíssima, num empate com o Vasco.

Confirmada a continuidade do Vozão na Série A, a nossa música voltou ao seu propósito original comemorativo. Essa experiência de ter insistido no compartilhamento da mensagem positiva do Batuque Alvinegro, mesmo quando a perspectiva do Ceará no Brasileirão era desalentadora, reforçou em mim o sentimento de que torcer é antes de tudo um gesto de doação ao time preferido. Acreditar, ir para cima com garra e emoção transcende o resultado das partidas, por ser uma dádiva catártica, social e existencial, na qual o torcedor se permite sentir a força do desejo de êxito, mesmo quando tudo é desencorajador, mas não impossível. Funcionou, deu certo, e Lisca Doido é festa nos corações alvinegros.

*Flávio Paiva

Jornalista, escritor  e publicitário

contato@flaviopaiva.com.br

(Foto – O POVO)

Vice-presidente da Fiec ganha homenagem do setor têxtil

Ricardo Cavalcante, o vice-presidente administrativo da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), é o grande homenageado da festa de confraternização que o Sindicato da Indústria Têxtil do Ceará (Sinditêxtil) promoverá, a partir das 19 horas, desta terça-feira, no Lô Restaurante (Praia de Iracema).

Segundo a direção do Sinditêxtil, hora de agradecer o apoio dado, ao longo deste ano, de Ricardo ao segmento. Ele receberá na festa a Comenda da Indústria da Moda.

(Foto – Divulgação)

Embaixador do Peru visita Fortaleza

Vicente Escalante, Janusa Brasil e Javier Yugar

O Cônsul Honorário do Peru no Ceará, o médico Javier Yugar, receberá, nesta sexta-feira, em Fortaleza, o Embaixador do Peru, Vicente Rojas Escalante, por ocasião do jantar de encerramento do Festival Gastronômico – Culinária Peruana.

O evento é exclusivo para convidados e ocorrerá no L´Ô Restaurante.

O festival é aberto ao público e acontece nesta quinta e sexta=feira, às 19h, com menu assinado pelo chef Marcos Espinoza.

(Foto – Divulgação)

General Theophilo será o titular da Secretaria Nacional da Segurança Pública

Confirmado para o Ministério da Justiça e Segurança do governo Jair Bolsonaro, Sergio Moro anunciou hoje (4) mais dois nomes para a pasta. O secretário-executivo será Luiz Pontel, delegado da Polícia Federal, e o novo secretário Nacional de Segurança Pública vai ser o general da reserva Guilherme Teophilo.

Moro afirmou ainda que o general Teophilo irá reestruturar, restaurar a autonomia da Secretaria Nacional de Segurança Pública e aperfeiçoar os padrões de segurança. Ele elogiou o futuro secretário “Mais do que um homem de ação, eu queria um homem de gestão. Fiquei impressionado positivamente com o trabalho[de Teophilo] no Rio de Janeiro”, disse.

Guilherme Theophilo foi candidato ao governo do Ceará pelo PSDB. Formado em processamento de dados, está na reserva desde março. No Exército, foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

Também foi observador Militar das Nações Unidas na América Central e Comandante do 10º Grupo de Artilharia de Campanha, em Fortaleza; Assistente do Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e Comandante de Logística do Exército em Brasília.

Secretaria executiva

Pontel é atualmente secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça, mas tem larga experiência na Polícia Federal. Ele integrou a equipe que investigou o Banestado e atuou na prisão do doleiro Alberto Youssef, um dos principais personagens também das apurações da Operação Lava Jato.

O delegado da Polícia Federal foi adido na Embaixada do Brasil em Lisboa, de 2011 a 2013, e assessorou a Secretaria de Acompanhamento e Articulação Institucional do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (SAAI/GSI), até fevereiro de 2015.

Lula

Questionado sobre o julgamento hoje na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) do novo habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, Moro evitou opinar.

“Isso faz parte do meu passado”, resumiu o futuro ministro da Justiça.

(Agência Brasil/Foto – Paulo MOska)

Conselho Nacional da Educação vota nesta terça-feira a Base Nacional Curricular

O Conselho Nacional de Educação (CNE) vota hoje (4) a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio. O documento vai definir o conteúdo mínimo a ser ensinado em todas as escolas do país nas escolas públicas e privadas.

A BNCC deverá ter como norte o novo ensino médio, que, entre outras medidas, determina que os estudantes tenham, nessa etapa de ensino, uma parte do currículo comum e outra direcionada a um itinerário formativo, escolhida pelo próprio estudante, cuja ênfase poderá ser em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

A versão da BNCC apresentada pelo MEC e em discussão contém a parte comum para todos os estudantes do ensino médio. A pasta discute ainda o mínimo a ser aprendido em cada itinerário formativo, que pode ser escolhido pelos estudantes.

No ano passado foi aprovada a BNCC para o ensino infantil e fundamental. Esse documento já está em discussão em estados e municípios, que deverão definir a aplicação.

A discussão da construção da BNCC foi conturbada. Começou a ser discutida no governo de Dilma Rousseff, e com o impeachment, o documento foi modificado pelo governo de Michel Temer, o que gerou uma série de protestos.

(Agência Brasil)

Telões na Praça do Ferreira vão transmitir show de Gilberto Gil

A Praça do Ferreira vai contar, no próximo domingo, com dois telões de le 3×5 que vão transmitir ao vivo do show do cantor Gilberto Gil, que se apresentará no Cineteatro São Luiz. Essa foi a forma da Secretaria da Cultura do Estado democratizar, segundo a assessoria de imprensa, o acesso ao público que não conseguiu mais ingressos para o show “Ok Ok Ok” do artista.

A partir de 16 horas, a praça receberá também a VI Feira Fuxico da Escola, que integra a programação da Escola Thomás Pompeu de Artes e Ofícios, equipamento da Secult, e a Feira Gastronômica com valorização de ingredientes do Ceará realizado por chefes locais e projetos sociais, com curadoria de Lina Luz. A programação também integra o Ceará Natal de Luz, realizado pela CDL, que neste ano homenageia o São Luiz.

Antes do show, quem for ao local poderá apreciar as apresentações artísticas das crianças no Hotel Excelsior, que acontecem todo dia às 18 horas.

SERVIÇO

*Mais informações da Secretaria da Cultura do Ceará – (85) 99693-7303.

(Foto – Divulgação))

Edson Fachin manda abrir processo sobre caixa dois contra Lorenzoni

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizou a abertura de um processo para apurar o suposto recebimento de doações de campanha não declaradas – caixa dois – envolvendo o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro, e a empresa J&F, proprietária do frigorífico JBS.

A abertura do procedimento foi feita a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e trata-se de uma fase preliminar. A partir de agora, a PGR deverá promover diligências e analisar o caso com maior atenção antes de decidir se leva as investigações adiante e encaminha um pedido para a abertura de inquérito.

De acordo com a delação de ex-executivos da J&F, Lorenzoni teria recebido dois repasses em espécie no valor de R$ 100 mil, um em 2012 e outro em 2014, a título de caixa dois. O deputado já admitiu publicamente ter recebido o repasse mais recente, sobre o qual pediu desculpas, mas sempre negou o mais antigo.

Foram abertos procedimentos para apurar o recebimento de caixa dois também pelos deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Alceu Moreira (MDB-RS), Jerônimo Goergen (PP-RS), Zé Silva (SD-MG) e Marcelo Castro (MDB-PI), bem como pelos senadores Wellington Fagundes (PR-MT), Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM) e Ciro Nogueira (PP-PI).

Fachin, relator dos processos da Lava Jato, entendeu, entretanto, que os novos processos não serão necessariamente de sua relatoria, pois os fatos narrados não guardam relação direta com a Lava Jato. O ministro encaminhou os casos para distribuição por sorteio entre todos os ministros da Supremo, com a exceção do presidente do STF, ministro Dias Toffoli.

(Agência Brasil)

Era Bolsonaro – O Brasil num futuro já passado

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Com o título ‘Brasil num futuro já passado”, eis artigo do jurista Martônio Mont’Alverne. Ele aborda e analisa grupos sociais que apoiaram Jair  Bolsonaro. Confira:

Entre os diversos grupos sociais que apoiaram Bolsonaro em sua campanha, dois merecerem destaques. O primeiro deles é formado pela histeria obscurantista pentecostal; presente, tanto em católicos, quanto em evangélicos. Para estes, a superação de nossos problemas é uma tarefa divina e deverá cair dos céus, como resultado de seus delírios em rádio e televisão.

Recusam explicações científicas a que chamam de “marxismo cultural”, sem nunca terem deitado a vista em qualquer obra de Marx. O segundo dos grupos constitui-se pela mais significativa parte de nossa elite – não no sentido grego de “melhores”, inculta em sua quase totalidade. Joel Silveira já decifrava essa gente desde os anos 1940: passam tardes em livrarias, sem sequer comprar ou ler um livro. Idolatram Miami e compras, mas odeiam as tradições populares brasileiras de folclore, literatura ou música. Admiram a elite americana, mas são incapazes de defender seus interesses ou de doar, por exemplo, milhões de dólares para museus, óperas, teatros, universidades, pesquisa científica.

Quem pensa que esta mistura será inofensiva, pode enganar-se num curto espaço de tempo. As nomeações dos ministros das Relações Exteriores, da Cultura e da Igualdade de Mulheres deixam claro o que pode vir: contrários ao universalismo e à radicalidade da igualdade de gêneros, desconhecem nestes as mesmas aspirações e humanas necessidades. A responsabilidade não será de ninguém, mas destes e de outros grupos. Tanto após 1964 – “os militares somente restauram a ordem e retiram-se” – quanto em qualquer outro tempo da história, sempre se acreditou que “não é bem assim”. Foi.

Em 20 anos, ainda estaremos aqui. Saberemos quem esteve de qual lado. Estes e outros grupos farão como fazem agora: nada de “comissão das verdades”.

Querem deixar impunes suas ações e omissões; para que, no esquecimento que julgam lhes favorecer, sintam-se à vontade de noutro futuro, repetir o que sempre fizeram: ser contra o País e seu povo.

*Martonio Mont’Alverne

Professor doutor da Universidade de Fortaleza – Uniforbarreto@unifor.br

Renan bate em Tasso: “Continua produzindo coca-cola e obrigando cearenses a pagar 100% do custo da produção, inclusive da água.”

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Em seu Facebook, Renan Calheiros (MDB), que quer ser de novo presidente do Senado, ataca o senador Tasso Jereissati (PSDB), cotado por partidos de oposição nesse embate.

“Se for o Tasso, deverei ganhar no PSDB, no PDT, o Podemos, no DEM. Aliás, essa hipótese dificilmente se viabilizará”, diz o senador alagoado. Ele lembra que cabe ao MDB indicar o candidato, no que não poupa o tucano: “Tasso continua patrimonialista (tudo o que os brasileiros não querem mais).

Renan foi ainda mais duro com Jereissati: “Há três meses, eu estava cuidando da campanha em Alagoas e Tasso me ligou desesperadamente para que eu viesse a Brasília aprovar a manutenção do subsídio da indústria de refrigerante. Imagine: continua produzindo coca-cola e obrigando os cearenses a pagar 100% do custo da produção, inclusive da água, que nessa indústria representa 98%. E ainda querendo que o Senado continue a pagar o combustível do seu jato supersônico.”

Confira o texto na página do senador de Alagoas:

No domingo, o noticiário sobre hipótese de candidatura minha à presidência do Senado convulsionou, dando guinadas de até 180 graus. Definitivamente, eu não quero ser presidente a qualquer custo. E não decidi.

Por que? Ora, o MDB só indicará seu nome na undécima hora (31/01). No passado tivemos eleições que sequer foi preciso indica-lo, pois o nome se tornara consenso. Dos 12, eu sou o 1/12, e qualquer um pode ser candidato.
Jamais inverteremos essa ordem natural. Se tiver de ser candidato, serei. E terei as maiores dificuldades na bancada do PT.

Se for contra o Tasso, deverei ganhar no PSDB, no PDT, no Podemos, no DEM. Aliás, essa hipótese dificilmente se viabilizará. Primeiro, porque as urnas deram ao MDB o direito de indicar o candidato. Segundo, porque Tasso continua patrimonialista (tudo que os brasileiros mostraram não querer mais). Há três meses, eu estava cuidando da campanha em Alagoas e Tasso me ligou desesperadamente para que eu viesse a Brasília aprovar a manutenção do subsídio da indústria de refrigerante. Imagine: continua produzindo coca-cola e obrigando os cearenses a pagar 100% do custo da produção, inclusive da água, que nessa indústria representa 98%. E ainda querendo que o Senado continue a pagar o combustível do seu jato supersônico.

Preocupa-me apenas o equilíbrio institucional. Mais do que qualquer um eu sei – porque já vivi- que democracia nenhuma sobreviverá sob a coação de ministro do Supremo tentando afastar chefe de Poder por liminar.

Nesses anos todos, a única coisa que aprendi foi que, quando você empossa um presidente eleito- e já empossei 3 presidentes diretamente-, ali, naquela hora, quando as instituições estão reunidas, ninguém individualmente salva ninguém. Tem que ser uma ação coletiva, nunca isolada.

Agora, pessoalmente dedico-me a fechar a tampa dessa legislatura, que foi varrida pelas urnas. Continuam querendo aprovar o fim da ficha limpa (que o Senado adotou até para a administração), foi o mesmo que fiz quando aprovei a lei das estatais, para impedir aparelhamento político. Continuam querendo entregar a lei geral das telecomunicações (que ministro do STF suspendeu por conta do processo legislativo criminalizado), e ainda tentam aprovar a fictícia cessão onerosa de mais de 100 bilhões de reais, que valerá apenas para 2020.

Hoje, por telefone, disse ao Romero Jucá (meu irmão), que ele não estava entendendo que a criminalização do processo continua. O STF não conseguiu votar o indulto do ano passado, imagine quando irá apreciar o de agora.
Segue o jogo…

Jornalista Moacir Maia ganha homenagem do SindCarnes

O jornalista Moacir Maia, coordenador da área de Comunicação da Prefeitura de Fortaleza, foi um dos homenageados, nessa noite de segunda-feira, na tradicional festa de confraternização do Sindicato do Comércio Varejista de Carnes do Estado. A festa ocorreu no Ilmar Buffet, em clima dos mais concorridos e tendo, ainda entre homenageados, o presidente eleito da Confederação Nacional do Comércio,  José Roberto Tadros.

Moacir Maia foi o destaque da área de mídia. Ele rebebeu troféu das mãos do presidente do SindCarnes do Estado, Francisco Everton, e do presidente da Fecomércio, Maurício Filizola.

Lewandowski quer cumprimento de medida que libera Lula para dar entrevistas

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), quer liberar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevistas a veículos de comunicação. Na decisão, em despacho nessa segunda-feira, ele afirmou que a proibição para Lula dar entrevistas não tem mais validade, e por isso o político estaria livre para falar com jornalistas. Ele encaminhou ao presidente do STF, ministro Dias Toffoli, duas petições para que o Supremo abra caminho para a realização de entrevistas.

Lewandowski quer que seja cumprida a liminar (decisão provisória) concedida por ele em 28 de setembro autorizando Lula a conceder entrevistas à jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, e ao jornalista Florestan Fernandes. Na ocasião, a Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgou nota afirmando que não recorreria da decisão, em respeito à liberdade de imprensa. No entanto, o ministro Luiz Fux acolheu um pedido do Partido Novo e suspendeu a liminar do colega, alegando que, ao falar com a imprensa, o ex-presidente poderia confundir o eleitor e causar “desinformação” às vésperas do primeiro turno das eleições.

Numa disputa de liminares, Lewandowski, em seguida, proferiu nova decisão, reafirmando a autorização para que Lula falasse com jornalistas. Toffoli, porém, interveio, e fez prevalecer o entendimento de Fux até que o caso fosse apreciado em plenário, o que nunca ocorreu.

Na decisão de ontem (3), Lewandowski diz que a argumentação que impedia a entrevista “foi esvaziada” após a realização da eleição para presidente. “Portanto, não há mais o suposto risco de interferência no pleito, pelo que cumpre restaurar, sem mais delongas, a ordem constitucional e o regime democrático que prestigia a liberdade de expressão e de imprensa”, afirmou.

O ministro quer que Toffoli considere prejudicada a decisão que impedia a entrevista de Lula, passando a valer assim a liminar que autoriza o acesso de jornalistas ao ex-presidente. Desde 7 de abril, Lula cumpre, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, pena de 12 anos e um mês de prisão, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

(Agência Brasil)