Blog do Eliomar

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Fortaleza será sede de simpósio internacioinal de endoscopia

Fortaleza será sede do 40º Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva. O evento ocorrerá nesta quinta e sexta-feira, no Hotel Vila Galé,  e reunirá 50 convidados do Brasil e dois do Exterior. Na pauta, discussões sobre aspectos éticos, legais, de diagnostico e tratamento das doenças do aparelho digestivo até os mais recentes avanços tecnologicos de métodos de exame diagnóstico, com capsula, enterosopica e ecoendoscopia.

No programa também, só que no Hospital Cesar Cals, serão realizados procedimentos ao vivo com colocação de próteses diogesivas para tratamento de alguns tumores. O médico Wagner Coaiacovo, chefe do Serviço de Endoscopia do Hopsital do Câncer de Barretos, responderá por esses procedimentos.

No TSE, oposição leva vantagem na guerra contra propaganda antecipada

“A oposição leva vantagem na guerra na Justiça Eleitoral que marca até agora a pré-campanha à Presidência da República. De 15 representações propostas desde janeiro de 2009 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, quatro já foram julgadas procedentes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Resultado: R$ 30 mil de multa para Lula e R$ 5.000 para Dilma. As ações apontam propaganda eleitoral antecipada em eventos do governo. Houve ainda sete representações da oposição contra o PT, por suposta publicidade eleitoral fora do tempo na propaganda partidária gratuita. Uma delas, relativa a propaganda do PT exibida em dezembro de 2009, rendeu multa de R$ 20 mil ao PT e de R$ 5.000 a Dilma, além da cassação do programa do PT no primeiro semestre de 2011.”

(Portal G1)

Marina diz que é preciso enxugar a máquina e conter a corrupção

“A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou o inchaço da máquina pública, em entrevista a internautas e jornalistas do site Uol. Segundo ela, é preciso enxugar a máquina e conter a corrupção.

— Por que a gente não pensa em conter o drenamento da corrupção, para enxugar a máquina? A máquina é inchada, sim. O Estado brasileiro precisa ser aperfeiçoado, principalmente no seu inchamento, no seu aparelhamento.

A senadora cobrou o controle de gastos públicos.

— O bom senso diz que devemos ter claro que ninguém quer inflação. Controle é fundamental. A crítica é que isso não se contém só com alta de juros, sim com controle de gastos — disse Marina, para quem a autonomia do BC é boa, mas não precisa ser institucionalizada.

Sobre os royalties do pré-sal, Marina disse que é preciso redistribuir as riquezas, mas que a discussão deve ficar para após as eleições.

Respondendo a pergunta do empresário Eike Batista, que questionou se ela seria a favor de uma matriz energética baseada na exportação do petróleo e no consumo interno de etanol, Marina disse que é preciso se preocupar com o mundo todo:

— Será que é possível criar uma bolha verde para o Brasil e proteger o país de uma bolha de CO lá de fora? Não sou cientista, mas é a primeira vez que vejo um conceito tão esdrúxulo de verde. As emissões afetam o mundo inteiro, aonde quer que elas aconteçam, e mesmo que pudéssemos nos proteger, estaria muito preocupada com as outras pessoas do planeta.

Falando sobre política externa, disse que há uma “área cinzenta” nesta questão no governo Lula.

— Em certos momentos houve relativização desses princípios (de direitos humanos). O Brasil passou a ter um olhar para outras regiões e que não é por interesse comercial, mas uma relação fraterna com outros povos, principalmente a África. Isso é bom. Mas no governo Lula criou uma zona cinzenta.

A senadora afirmou que não há partidos perfeitos e que se sente confortável no PV. Disse que não vai à Parada Gay e que não tem opinião formada sobre a adoção de crianças por casais gays.”

(Globo Online)

Vem aí a "Marcha para Jesus"

Tudo pronto!. Vem aí a 17ª Marcha Para Jesus, que será realizada no próximo sábado, a partir das 14 horas. A concentração ocorrerá na Praça Gustavo Barroso – Praça do Liceu, no bairro Jacarecanga, com percurso até o aterro da Praia de Iracema. Ali, haverá pregações e show com vários cantores.

“Queremos orar pela cidade e pelas autoridades numa celebração à vida”, informa o pastor Francisco Paixão, da organização do evento. Vários grupso evangélicos participarão dessa manifestação de fé.

Câmara debaterá diploma de jornalista

“A comissão especial da Câmara que discutirá a volta da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão marcou a primeira audiência para o próximo dia 9.

Serão convidados a presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais) e diretora-superintendente do Grupo Folha, Judith Brito, o presidente da Fenaj, Sérgio Murilo de Andrade, e alguns jornalistas.”

(Folha)

Bica do Ipu vai virar parque turístico

“Finalmente, a tradicional Bica do Ipu, situada no município cearense homônimo da Região da Ibiapaba, vai ganhar tratamento vip em se tratando de atração turística. O prefeito Sávio Pontes (PMDB) anuncia que assinará, neste mês, a ordem de serviço para o início das obras do Parque da Bica do Ipu.

O empreendimento será financiado com recursos da Secretaria do Turismo do Estado, por meio do Prodetur, e custará cerca de R$ 27 milhões. O projeto, a ser implantado em dois anos, compreenderá hotel, restaurante, anfiteatro, biblioteca, estacionamento, central de artesanato e até teleférico.

“O processo licitatório já foi concluído. Vamos começar a obra neste mês”, reforçou o prefeito. ”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Programa do PSDB na Tv terá Serra e Aécio juntos

“Os ex-governadores José Serra e Aécio Neves deverão estar juntos no programa que o PSDB leva ao ar no dia 24. A pedido do comando da campanha do PSDB à Presidência, Aécio gravará a participação no programa ao lado do pré-candidato tucano. Na semana que vem, o mineiro viajará a São Paulo para as gravações, a cargo do jornalista Luiz Gonzalez.

Responsável pelo programa de Minas, o publicitário Paulo Vasconcelos foi ontem o porta-voz do pedido. “Gonzalez perguntou quando poderia vir a São Paulo para gravar com Serra”, afirmou Aécio. A intenção é ampliar a votação em Minas, apontada como fundamental para o resultado da eleição. Segundo Aécio, pesquisas registram um percentual de 40% para Serra no Estado.

Mas outros 15% admitem votar nele, desde que com a manifestação de apoio de Aécio. Outros 5% só votariam na chapa com Aécio na vice.
Ao PSDB, Aécio alegou que não se sente convencido a abandonar as eleições em Minas por causa de 0,5% do eleitorado nacional.
“Terei de trabalhar mais para a campanha do Anastasia do que para as minhas”, argumentou.”

(Folha)

João Alfredo, o "Doutor Natureza"

Será lançado nesta quarta-feira, às 19 horas, no Passeio Público (Centro), o livro “Direito Ambiental, Luta Social e Ecossocialismo: Artigos acadêmicos e escritos militantes”, de autoria do advogado, vereador e ambientalista João Alfredo. O lançamento antecede a Semana do Meio Ambiente. A edição é da Fundação Demócrito Rocha e conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública e do curso de Direito da Faculdade 7 de Setembro.

Na obra, o desafio contemporâneo da superação da crise ambiental é discutido, após serem revisitadas as lutas socioambientais que marcaram as últimas décadas, bem como os debates da área do Direito em relação à questão ambiental. O livro será apresentado pelos professores Raquel Rigotto e José de Albuquerque Rocha. A noite será encerrada com a apresentação do cantor e compositor Parahyba, e das cantoras Helô Salles e Gigi Castro.

O trabalho, organizado pela jornalista Helena Martins, é enriquecido pela ilustração do artista plástico Hélio Rôla, pelas apresentações de Michael Löwy, Paulo Affonso Leme Machado e Valdemar Menezes e as contribuição de Sérgio Leitão e do diretor do Presidente do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública, Guilherme José  Purvin de Figueiredo.

Eleições 2010 – Neutralidade do PP desagrada governistas

“O Partido Progressista (PP) tem reunião marcada na semana que vem para discutir as alianças estaduais e a perspectiva nacional nas eleições. O senador Francisco Dornelles (RJ) pediu que fosse feito um levantamento dos diretórios que se aliaram com o PT e com o PSDB para definir o apoio da legenda nas presidenciais. O ministro das Cidades, Márcio Fortes (PP), disse ao Terra que, se o levantamento passado for mantido (onde o apoio ao PT era maioria), não haverá “constrangimentos” por integrar o governo Lula. Mas, segundo o secretário-geral pepista, Aldo da Rosa, há um consenso entre as direções de que é melhor manter a neutralidade nacional para permitir que, nos Estados, a legenda possa definir as alianças sem o constrangimento de ter que ir contra a um possível apoio nacional.

Na última pesquisa feita pelo PP, conta o ministro, entre 20 e 22 diretórios se aliaram com partidos governistas. “Os demais, em função das candidaturas locais, estão com o outro candidato (Serra)”, disse. O PSDB flerta com o PP em diversos Estados e estuda colocar o senador Francisco Dorneles (RJ) como vice do pré-candidato tucano à presidência, José Serra. “O máximo seria que não nos posicionemos e coloquemos o partido na neutralidade”, disse o ministro.

O secretário Aldo Rosa tem percorrido os Estados e mapeado de que lado os diretórios regionais estão, se PT ou PSDB. Ele disse que não estar oficialmente em nenhuma coligação é muito mais vantajoso e “traria menos problemas”. “Nos Estados, o PP faz as composições que achar necessário, vamos respeitar todas as decisões. Aldo ressaltou que “a tendência natural é deixar livre a nacional, permanecer neutra, para não amarrar em cima um apoio”.

(Portal Terra)

POR AQUI, o presidente regional do PP, deputado federal José Linhares informou que o partido apoia a reeleição do governador Cid Gomes e deve apoiar Eunício Oliveira para o Senado. Quanto ao outro senador, ainda aguarda sinalização do governador.

Sarney dá isenção à ABL

“O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marcos Vilaça, recebeu um telefonema do ocupante da cadeira de número 39, o senador Marco Maciel (DEM-PE), com uma boa notícia: a ABL está prestes a conquistar isenção tributária.

De autoria do também imortal e senador José Sarney (PMDB-AP), o projeto que concede isenção tributária à ABL, à Associação Brasileira de Imprensa e ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e cancela os débitos fiscais dessas instituições, foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no último dia 26.

O projeto de Lei do Senado nº 191, de 2006, agora espera a aprovação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que Maciel garantiu a Vilaça é dada como certa.”

(IG)

Governo vai elaborar projeto para preservar funcionários terceirizados de hospitais universitários

Parlamentares e representantes de universidades garantiram, durante reunião nesta terça-feira, em Brasília, com o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo Azevedo, a continuidade do funcionamento dos hospitais universitários. Segundo o deputado federal Chico Lopes (PCdoB), que participou do encontro, um parecer da Advocacia Geral da União recomendou o desligamento dos trabalhadores terceirizados e comissionados que prestam serviço a fundações e hospitais de universidades públicas.

“Entre esses funcionários, há pessoas com 20, 25 anos de trabalho. Simplesmente demitir todas, de uma hora pra outra, poderia criar um grave problema social, além de inviabilizar o funcionamento das universidades, pois não há pessoal concursado para repor todas essas vagas, tão rapidamente”, afirmou Lopes, enfatizando que as fundações e os hospitais mantidos por universidades prestam atendimento a milhões de brasileiros.

Segundo o parlamentar do PCdoB, ficou definido que o governo vai elaborar um projeto de lei, a ser enviado à Câmara dos Deputados o quanto antes, com uma solução que preserve o trabalho desses funcionários”. Lopes é membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Hospitais Universitários.

(Foto – Paulo Moska)

Lula diz que vai fazer campanha até em porta de fábrica

“Empolgado num evento repleto de funcionários da Volkswagen em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que está pronto para fazer campanha na porta da fábrica a partir do segundo semestre.

Sem citar o nome de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, Lula disse aos empregados para não estranharem caso se deparem com ele às 6h em cima de um caminhão de som fazendo campanha eleitoral.

Perguntado se pretenderia se licenciar do cargo para entrar definitivamente no processo eleitoral, Lula respondeu:

– Não, não é proibido o presidente da República fazer campanha quando a campanha começar. O que o presidente não pode é infringir a lei eleitoral – disse o presidente, que procurou não cair nas provocações da oposição.”

(O Globo Online)

Marina Silva: "Há vida após o PT"

“Depois de trocar o PT pelo PV para concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano, a senadora Marina Silva (AC) afirma que o fato de ter pertencido ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não a impede de apontar falhas da atual administração federal, como a incapacidade de realizar as reformas estruturais de que o País precisa. Na manhã desta terça-feira, Marina falou sobre sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente e sua decisão de deixar os quadros do PT após três décadas de militância. “Há vida após o PT”, disse.

Marina propôs a criação de uma “lista cívica” de candidatos para formar uma Constituinte Exclusiva para concretizar as reformas. Também relembrou as divergências que teve com setores do governo Lula no que se refere ao licenciamento ambiental de projetos de infraestrutura e prometeu combater o fisiologismo que atinge o sistema político brasileiro. Evangélica, a senadora garantiu que não vai transformar sua religião em ferramenta para angariar votos. E disse pretender fazer uma campanha modesta ao falar sobre sua estratégia de arrecadação.

Marina garantiu que sua candidatura presidencial não vai se resumir a uma simples ferramenta para marcar posição. E tomou por base seu desempenho nas pesquisas de opinião para dizer que já ultrapassou esse ponto. “Eu acho que essa história de marcar posição, de certa forma, existe um grupo que é interessado em plantar esse joio. Acho que 12% já é uma posição bem marcada. E isso é apenas o começo”, respondeu.”

(IG)

Vereador apresenta vídeo mostrando descaso com praças de Fortaleza

“Por meio de um vídeo apresentado no plenário da Câmara Municipal, o vereador Plácido Filho (PDT), líder da oposição, denunciou, hoje, 1º, durante a sessão da Casa, a situação de abandono em que se encontram as praças públicas de Fortaleza. Plácido Filho reclamou melhor atenção da Prefeitura de Fortaleza com esses logradouros, tendo em vista que a cidade foi escolhida como subsede da Copa do Mundo de 2014.

Plácido disse que, tanto no Centro como nos bairros da periferia, as praças estão cheias de lixo, com bancos e postes quebrados, sem iluminação. O que era para ser espaço de lazer e diversão para os moradores, segundo ele, tem servido para a proliferação de insetos, animais e marginais que se juntam para a prática de drogas e furtos. “A maioria das praças está depredada, sem espaço verde”, acrescentou.

A Praça do Ferreira, segundo ele, teve a coluna da hora reposta ainda na administração Juraci Magalhães. As praças do Carmo e Coração de Jesus, no Centro, Largo do Advogado e Praça do Colégio Militar, estão invadidas pelo comércio informal. O lixo toma conta da Praça da Bandeira, próxima à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC).

As praças públicas, na antiga Grécia, eram espaço para discussão de política, onde os cidadãos podiam conviver com os outros, um espaço de cidadania. A administração de Fortaleza, Luizianne Lins, porém, nega esse direito à população de Fortaleza. 

O vereador questionou, por fim, para onde vão os recursos do município, originários dos impostos que o fortalezense paga. “Cadê esse dinheiro? Está saindo pelo ralo do esgoto e deixando as praças abandonadas?”.

(Site CMFOR)
* Assista ao vídeo e divulgue esse descaso com a coisa pública

Aécio Neves: "Tasso é o melhor vice"

Tasso (Jereissati) é hoje o melhor vice para o Serra, é o nome mais sólido, não só por ser do Ceará, no Nordeste, uma região onde o PT tem fortes aliados, mas por falar o que pensa sem rodeios. É uma questão de personalidade. Nós precisamos, no PSDB, de um vice que tenha, como o Tasso, grande capacidade de comunicação. Ele complementa o Serra, os dois são muito diferentes.”

Foi o que afirmou, com bastante convicção, o mineiro Aécio Neves, em entrevista exclusiva à ÉPOCA Online, em sua casa em Belo Horizonte (MG). Aécio se diz “desempregado” pela primeira vez na vida, desde os 27 anos, quando foi eleito pela primeira vez deputado federal, e acaba de chegar ao Brasil de uma viagem romântica pela Toscana e Costa Amalfitana, na Itália, com a namorada. Em breve, com o ritmo acelerado da campanha eleitoral e a volta da malhação, talvez fiquem no passado a serenidade e os (poucos) quilos que o ex-governador de Minas Gerais ganhou nessa viagem sonhada há tempos. Candidato ao Senado, empenhado em eleger seu candidato ao governo de Minas, Aécio continua sob pressão do PSDB para dar mais vitalidade à candidatura de José Serra à Presidência da República, num momento em que Serra e Dilma Rousseff, do PT, estão empatados nas pesquisas.

Ontem, o repórter de ÉPOCA Leopoldo Mateus acompanhou Aécio em viagem de avião para Janaúba, no norte de Minas, para inaugurar sob calor intenso o parque de exposições da cidade que homenageou o pai do ex-governador, Aécio Ferreira Cunha. Ouviu os gritos de militantes no aeroporto: “Aécio, cadê você? Tava morrendo de saudade”. “Agora mais pra frente, Aécio presidente.” “Aécio guerreiro, orgulho dos mineiros.” Moças disputavam fotos a seu lado.À noite, vestido de azul, recebeu a diretora da sucursal carioca de ÉPOCA, Ruth de Aquino, e o repórter Leopoldo Mateus em seu apartamento no Anchieta, bairro nobre da zona sul de Belo Horizonte, para uma longa conversa.

Seguem alguns trechos:

ÉPOCA – Os caciques do PSDB sempre insistiram muito em uma chapa puro-sangue, especialmente tendo o sr como “o outro tucano”.
Aécio Neves – E eu sempre falei que, se queriam puro-sangue, não daria para ser eu. É só olhar para mim e ver que sou mestiço, olha a minha cor. Sempre defendi que deveríamos ampliar a aliança ao máximo. Esta eleição está se construindo com base em algo que me preocupava e continua me preocupando, que é a tendência de um plebiscito: quem é contra ou a favor do governo do residente Lula. Quanto mais ampla for a aliança, mais poderemos fugir desse tipo de confronto que não interessa ao país. Mais quatro anos de PT seriam uma perspectiva ruim para o país. Quero muito ganhar esta eleição, junto com o Serra, com todo o meu empenho.

ÉPOCA – Por que o sr decidiu retirar sua candidatura em dezembro?
Aécio – Fui candidato até o fim do ano passado, quando ainda havia espaço para alianças maiores, com Ciro Gomes, por exemplo. Depois os partidos foram se definindo, como é natural. E, como o PSDB não quis fazer as prévias, e percebi que a maioria queria o Serra, que tem um potencial muito forte, e não pode ser negado, decidi sair da disputa. Para não ser acusado futuramente de dividir o partido, me retirei no momento que achei mais adequado. Jamais mudei minha posição.

ÉPOCA – O sr afirma que Serra é a melhor alternativa para o Brasil. Mas, num certo momento, o sr achava que seu nome era o melhor para presidente. Por quê?
Aécio – Eu achava que minha candidatura poderia significar alguma coisa nova. Não tinha convicção de que iria vencer as eleições. Mas achava que minha candidatura não tinha teto. Eu poderia surpreender, ultrapassar. Meu objetivo era construir aliança com setores como o PSB, o próprio Ciro, o PMDB. Eu poderia dividir o PMDB naquele momento. Claro que não poderíamos desprezar uma candidatura como do Serra, com 40% de intenção de voto. Mas sempre fui candidato a presidente e não a vice. E agora, sou candidato ao Senado.

ÉPOCA – O sr já disse “não” várias vezes à ideia de ser vice. Por acaso não seria também um pouco de receio de perder esta eleição junto com o Serra – e também ser responsabilizado um pouco no fim?
Aécio – De jeito nenhum. Sei muito bem que essa campanha será muito dura e ninguém vai vencer de larga margem, como gostam de alardear alguns setores do PT. Dilma tem virtudes, caso contrário não chegaria aonde chegou, mas Serra tem mais preparo. As pessoas esquecem rápido, mas eu já não queria ser vice quando o Serra tinha uma vantagem de 20% sobre a Dilma. Hoje, estou convencido de que minha candidatura a vice criaria um fato político momentâneo, e positivo, mas isso ia durar uns 15 dias. Agora vem a Copa do Mundo, e ninguém fala mais em política. E, na próxima pesquisa, veríamos que não mudou nada. A gente enfraqueceria nossa retaguarda em Minas, onde sei que posso dar uma contribuiç ão para o Serra, apoiando o Anastasia (atual governador de MG). Tenho que estar vigilante em Minas, viajando pelo estado. Para manter coesa nossa base, nossos prefeitos, nossas lideranças políticas. Isso não aconteceria se eu saísse viajando agora pelo Brasil. Claro que, se alguém me demonstrasse que minha candidatura a vice seria bombástica, decisiva, aí sim poderia ser diferente.

ÉPOCA – E agora não seria possível para o PSDB aumentar esta aliança na eleição presidencial?
Aécio – A essa altura não mais. Temos que ficar com a aliança que está aí. Além do DEM e do PPS com o PTB, não há mais o que fazer. Se você me perguntasse em dezembro, ali sim era possível trazer mais gente, aglutinar outras lideranças… o PP, o PDT. Esse tempo passou. Na política, tudo tem seu tempo. Agora, nós temos que acreditar no contraste das personalidades. No momento em que houver o enfrentamento real entre o Serra e a Dilma…

ÉPOCA – O sr acha esse contraste tão evidente assim?
Aécio – Quando digo isso, falo sobre o preparo, a experiência do Serra. É aí que está a diferença. Claro que não se faz campanha sem tropeço, mas os tropeços podem vir muito mais do lado de lá (da Dilma e do PT). O Serra vai inspirar maior segurança nas pessoas. E esse negócio de transferência de votos (do presidente Lula para Dilma) tem importância, claro, mas o eleitor vota no candidato, a história já nos ensinou isso.

ÉPOCA – Há quem diga que o sr, como vice, ajudaria mais seu candidato em Minas do que como candidato ao Senado.
Aécio – Na vida e na política, você tem de ter convicções, senão não vai a lugar nenhum. Eu tenho as minhas mas se alguém me convencer, estou aberto. Só não dá para fazer isso assim, sob pressão. Não adianta empurrar. Porque empurrando eu não vou. Eu tenho uma responsabilidade muito grande com Minas. Fizemos uma transformação radical no estado, na cabeça das pessoas, nos servidores. Minas estava estagnada. Mas hoje é o estado que mais cresce no país. Vamos anunciar neste primeiro semestre R$ 50 bilhões de investimentos novos. São Paulo, com toda a pujança, vai anunciar R$ 37 bilhões. Nós estamos num momento muito virtuoso, empresas vindo, empregos vindo. O interior mais pobre se desenvolvendo, a educação melhorando, e eu tenho responsabilidade pela continuidade disso. Se voltar o mesmo time que derrotamos lá atrás, o PMDB antigo, tudo que nós fizemos aqui se perde, é muito fácil desconstruir.

ÉPOCA – Mas o que é mais importante para o sr? O Anastasia vencer em Minas ou o Serra no Brasil?
Aécio – Os dois são muito importantes. Não coloco um na frente do outro. Não haverá ninguém no Brasil mais dedicado à vitória do Serra do que eu. Por uma razão. Acho importante para o Brasil encerrar este ciclo do PT na presidência. E minha forma de ajudar é dando a vitória ao Serra em Minas, embora eu saiba que tem gente que discorde de mim. Vou gravar os programas eleitorais, vou subir nos palanques, vou discutir com ele a estratégia da campanha, os grandes temas.

ÉPOCA – Existe algum ressentimento seu com o Serra, por ele ter ignorado seus apelos por prévias no partido?
Aécio – Zero. Como eu posso ter rancor por alguém que estava buscando o mesmo que eu? A atitude do Serra foi legítima, não houve deslealdade. Ele estava apostando na força dele, nas pesquisas. As lideranças do partido foram nessa direção. Na política, a gente está desacostumado a acreditar no que o político diz. Quando eu comecei a conversar com PMDB, PSB, para criar uma aproximação desses partidos conosco, todo mundo achava que eu sairia do PSDB. Diziam que já estava tudo acertado. Muita gente achou que eu iria para a convenção, que eu ia rachar o partido. Mas eu jamais sairia de um partido com o qual eu tinha identidade. Olha, a vida foi muito generosa comigo. E estou de bem com a vida, sabendo que estou fazendo o melhor para o partido e para o Brasil.

ÉPOCA – Quem seria o melhor vice para o Serra, hoje?
Aécio – Tasso (Jereissati) é hoje o nome mais sólido, não só por ser do Ceará, no Nordeste, uma região onde o PT tem fortes aliados, mas por falar o que pensa sem rodeios. É uma questão de personalidade. Precisamos de alguém que tenha, como o Tasso, grande capacidade de comunicação. Ele complementa o Serra, os dois são muito diferentes. Como o Serra não vai partir para o confronto direto com o Lula, mesmo que aumente o tom das críticas agora, eu gosto pessoalmente dessa alternativa do Tasso, que fala muito, parte para o embate e é ouvido pela imprensa.

ÉPOCA – E fora do PSDB?
Aécio – Serra me disse, antes de eu viajar, que o nome do vice seria (o senador Francisco) Dornelles, mas a questão da emenda (do projeto Ficha Limpa, para o qual Dornelles sugeriu uma alteração polêmica que enfraquece o texto) atrapalhou um pouco. O Itamar (Franco) seria outro nome, por representar a bandeira da ética, mas há resistências.

ÉPOCA – O sr mesmo assim continua a ser cortejado. Deve ser muito bom para o ego de um político.
Aécio – Eu me sinto honrado por ser lembrado…ou melhor, requisitado. Como disse, eu nunca estive convencido de que minha entrada na chapa com o Serra mudaria o panorama. Tive uma longa conversa com o Serra três meses atrás, com o Fernando Henrique e o Sérgio Guerra (presidente do PSDB), e fui muito claro. Estou com minha cabeça extremamente bem arrumada. Fiz o que tinha que fazer, com absoluta correção. Saí na hora em que estender minha candidatura não faria mais sentido.

ÉPOCA – E quem chama o sr de antipatriota por se recusar a ser vice do Serra?
Aécio – Eu acho patético. Deve ser alguém que gosta demais de mim, não? Sugiro que não se superestime minha força nem subestimem minhas convicções.

Vice-prefeito manda nota para Blog tratando sobre encontro com Tasso

Do vice-prefeito de Fortaleza, Tin Gomes (PHS), recebemos a seguinte nota:

Caro jornalista Eliomar de Lima,

Sobre nota publicada em seu blog com o título “Tasso recebe de Roberto Pessoa a Tin Gomes nesta segunda-feira política”, tenho a esclarecer o seguinte:

Estive reunido com o senador Tasso Jereissati (PSDB), a convite do próprio senador e do presidente do DEM, Chiquinho Feitosa, juntamente com o presidente da União dos Vereadores do Ceará (UVC), Deusinho Filho, e com o presidente do PMN, Reginaldo Moreira.

Na ocasião, foi tratada a possibilidade de uma coligação proporcional para deputado federal e estadual, através da qual o senador iria, posteriormente, convidar os presidentes dos pequenos partidos para essa discussão.

Apesar de vice-presidente estadual do PHS (licenciado), eu não estava representando o partido e sim participando de uma conversa informal e pessoal. Não sou apenas o vice-prefeito de Fortaleza, como também trabalho com a prefeita Luizianne Lins (PT).

Mas isso não me impede de falar ou tratar sobre qualquer assunto político, administrativo ou partidário, mesmo que seja com uma pessoa com a qual a prefeita não se relacione bem, haja vista o trânsito livre que possuo em todas as classes, partidos e instituições.

Atenciosamente,
Tin Gomes,
Vice-prefeito de Fortaleza
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