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Dilma e Serra trocam farpas em debate

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“No mais duro debate travado nesta campanha presidencial, a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra trocaram ataques neste domingo (10) e usaram estratégias diferentes. Enquanto a ex-ministra da Casa Civil acirrou as críticas, em especial à gestão do adversário no governo de São Paulo, o ex-governador se esforçou para conciliar propostas e ataques, nos quais acusou a rival de ser incoerente.

  • Candidatos José Serra e Dilma Rousseff durante debate na Band

A preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder nas pesquisas, também mirou a gestão de Serra nos ministérios do Planejamento e da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso. O tucano evitou criticas diretas ao mentor da candidatura de Dilma, mas retomou o tema aborto, dominante na primeira semana após a votação de primeiro turno, em 3 de outubro.

Os ataques mais duros foram trocados no primeiro bloco do debate da TV Bandeirantes. Dilma acusou a campanha do rival de promover “mentiras e calúnias” contra ela. Serra indicou que a petista busca a “vitimização” e questionou sua fé – um aspecto que promoveu mudanças no programa da ex-ministra no horário eleitoral obrigatório para atender o eleitorado religioso, que se afastava dela.

O tucano também afirmou que é atacado indevidamente por simpatizantes da petista. “São blogs com seu nome. Fazem ataque à família, amigos. É uma campanha orquestrada, que trata de ideias que não tenho”, disse.

Quando a temática parecia se inclinar para temas ligados a religião e saúde –assunto que fez Serra acusar a rival de ter “duas caras”-, Dilma se concentrou nas privatizações feitas durante a gestão tucana no Palácio do Planalto. Mais tarde, o segundo colocado nas pesquisas ironizou a adversária pelo tom inédito em debates por parte dela.

“Tenho que confessar que eu estou surpreso com essa agressividade, esse treinamento da Dilma Rousseff, que esta se mostrando como é de verdade”, afirmou.

Além das privatizações, a petista fez ataques nas políticas de educação e de segurança do governo Serra em São Paulo, Estado onde os dois tiveram votação próxima no primeiro turno. Dilma acusou o PSDB de ser favorável a privatizações e centrou suas perguntas e respostas nesse assunto nos segundo e terceiro blocos do encontro, que, de acordo com a Bandeirantes, teve picos de 6 pontos de audiência.

Privatizações e incoerência

Durante o segundo e terceiro blocos do primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais, Dilma e Serra trocaram acusações sobre privatização. A petista se esforçou para cravar a pecha no adversário, que viu incoerência da ex-ministra por ter elogiado a abertura do capital da Petrobras, feita no governo FHC.

A petista comparou a saúde financeira da Petrobras durante os governos FHC e Lula e sugeriu que Serra seria a favor da privatização da empresa. O tucano disse que a gestão atual aumentou a presença de capital privado no Banco do Brasil e privatizou dois bancos regionais. A petista preferiu concentrar as críticas nas posições de tucanos sobre a Petrobras e a exploração do petróleo do pré-sal.

“[A Petrobras] teve um processo de capitalização que arrecadou US$ 70 bilhões”, afirmou Dilma, sobre a recente operação conduzida pela estatal. “Vocês só conseguiram arrecadar US$ 7 bilhões”. Serra respondeu que “é só chegar a campanha eleitoral e o PT vem sempre com essa história”. Na votação de 2006, o assunto ampliou a vantagem de Lula, candidato à reeleição, sobre Geraldo Alckmin (PSDB).

“No caso de venda de empresas públicas, eles reclamam que venderam ações no governo passado, mas não falam do Banco do Brasil, que colocou [ações] em Nova York”, disse o tucano.

Dilma criticou o adversário por vender a Nossa Caixa, banco paulista que foi repassado ao governo federal. E levantou suspeitas sobre se Serra não faria o mesmo caso seja eleito presidente, ao comentar sobre programas educacionais que Serra terminou depois de assumir o governo deixado por Alckmin.

Políticas, ataques e aborto

Depois de dizer que quer uma política educacional na qual “professor não seja tratado a cassetete”, em ataque indireto ao rival, a petista questionou Serra com uma acusação. “Eu acho que a sua campanha procura me atingir por meio de calúnias, mentiras e difamações. Essas calúnias têm sido muito claras”, disse.

“Tenho visto o seu vice, Índio da Costa. A única coisa que ele faz é criar e organizar grupos, até aproveitando a fé das boas pessoas, para me atingir, em questões religiosas. Essa forma de campanha que usa o submundo é correta?”, questionou.

Serra começou com tom ameno, mas endureceu o debate aos poucos. “Me solidarizo com quem é vítima de ataques pessoais. Tenho recebido muito ataque e muita calúnia, até antes da campanha”, disse. “Mas nós somos responsáveis por aquilo que pensamos e aquilo que falamos. A população cobra programa de governo, mas cobra também conhecimento sobre os candidatos.”

Em seguida, o tucano acusou a petista de mudar de opinião sobre a legalização do aborto. O tema interessa a muitos dos eleitores que em 3 de outubro votaram na evangélica Marina Silva (PV) para a Presidência. A candidata verde somou quase 20% dos votos válidos e seu apoio é disputado pelos dois presidenciáveis.

“Na questão do aborto, você disse isso no debate da Folha, no UOL, que era a favor do aborto. Depois, disse que era contra. Isso não é estratégia de adversário”, disse. O tucano afirmou ainda que a petista “não sabe bem se acredita ou se não acredita” em Deus. “E depois vira uma devota”, disse, para depois emendar ataques a Erenice, demitida por suspeita de ilegalidades na Casa Civil.

“Seu braço direito organizou um grande esquema de corrupção. Você não tem nada a ver, é tudo alheio a você”, disse, em tom de ironia. Depois dessa resposta, Serra ouviu a adversária dizer, como fez em vários momentos do debate, que ele tem “mil caras”.

Depois disso, Dilma criticou Serra por acusar sua campanha de ter ligação com vazamentos de sigilos fiscais na Receita Federal. “A última mentira e calúnia contra mim: vocês diziam que a minha campanha tinha aberto sigilo fiscal. Hoje o juiz te denunciou e você é réu. Você se cuida, porque está dando os primeiros passos para entrar na questão da ficha limpa”, afirmou.

“Tem uma campanha contra mim. Você regulamentou o acesso ao aborto no SUS [Sistema Único de Saúde]. Eu concordo com a regulamentação. Entre prender e atender, eu fico com atender”, disse a petista.”

(Portal Uol)

Itamar Franco: "O Lula não é dono do Brasil e não inventou o Brasil"

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Itamar, Lula, FHC e Sarney.

“Um dos articuladores do voto “Lulécio” em 2002, a favor do petista Lula para a Presidência e do tucano Aécio Neves para o governo de Minas, o ex-presidente da República Itamar Franco (1992-1994) agora critica duramente Luiz Inácio Lula da Silva e diz que ele tem de parar de falar “nunca antes neste país”: “O Lula não é dono do Brasil e não inventou o Brasil”. Segundo ele, “Lula não é democrata”: “Um presidente que vai a Minas dizer que não pode ter um senador de oposição, que zomba da imprensa, que zomba da Constituição, não é democrata.”

Ex-senador (1975-1990), Itamar, 80, volta à Casa pelo PPS com a língua afiada. Ao lembrar de Getúlio Vargas, diz que “Lula tornou-se um mito, mas mitos e muros também são derrubados”.

Por que Serra e não Dilma?
Porque ela tem um discurso monotemático. Se fosse uma estudante, seria uma aluna boa para decorar as lições, não para fazer cálculos. Ela vem com um discurso preparadinho que o presidente ensinou. Já o Serra tem pensamento próprio. Mas, se não mudar o discurso, vai perder.

Mudar em quê?
Tem de parar de elogiar ou de ser condescendente com o Lula. Imagine o cidadão que está em casa ouvindo isso: “Puxa, se o candidato da oposição elogia tanto o presidente, para que mudar?”

E o argumento que Lula tem 80% de popularidade e não dá para bater nesse muro?
Ele tornou-se um mito, mas mitos e muros também são derrubados.

Não foi o sr. que criou o voto “Lulécio” de 2002?
Procurado pelo Zé Dirceu, desisti da disputa e apoiei o Aécio para o governo e o Lula para presidente. Daí surgiu o voto Lula-Aécio.

O que aconteceu depois?
Sabe o que o Lula fez em 2006? Foi na minha terra, levou todo mundo e subiu no palanque até com o Celso Amorim, que também foi meu chanceler, para falar mal de mim. Fiquei triste. Agora o Lula fez uma campanha muito violenta em Minas contra a gente de novo, uma campanha que raiou o imoral, agredia os princípios democráticos. Bem, um presidente que faz no Senado o que ele faz, que nem presidente militar fez…

O que foi imoral?
Teve nove pessoas presas, distribuindo santinhos apócrifos com as maiores aleivosias contra nós. Saíam de onde? De um comitê do PT.

Se Aécio, Anastasia e o sr. foram eleitos, por que o Serra perdeu em Minas?
Nós trabalhamos pelo Serra, mas ele não teve organização nenhuma em Minas.

E o PSDB mineiro?
Nós fazíamos um discurso afirmativo, falávamos o que o povo queria ouvir, e o povo mineiro gosta de pegar no candidato, gosta de alisar a gente, e nós atendíamos isso. Serra, não. E até nos debates ele perdeu boas chances de chutar em gol, como quando a Marina levantou uma bola para ele contra a Erenice e ele deixou passar. Foi falar em assunto técnico, oras!

O sr. votou mesmo no Serra?
Votei no Serra por causa da coligação, mas muitos amigos votaram na Marina Silva e queriam que eu ficasse com ela. Não fiquei.

Como vê o segundo turno?
Em toda a minha vida só vi um homem transferir maciçamente os votos do seu partido: Leonel Brizola para Lula, no segundo turno de 1989. Então, não sabemos. Depende muito da Marina e dos votos dela, mas esse eleitorado é muito disperso e múltiplo.

A Dilma saiu com 14,3 pontos na frente. É possível virar?
I
sso dá uns 13 milhões de votos e, mais um pouquinho, Serra chega lá. Possível é, e já vimos viradas duas vezes em Minas. Mas ele precisa ser mais afirmativo no campo social, econômico, político.

Como enfrentar Lula?
Ele tem de mostrar que o Lula não é dono do Brasil e não inventou o Brasil. Do jeito que as coisas vão, o Lula vai dizer que quem abriu os portos foi ele, não d. João 6º. Tudo é ele, é ele. Por que não dizer o que o Real fez pelo país? Por que não dizer que o pãozinho custava um preço de manhã, outro preço à tarde, outro preço à noite?

Como está a sua relação com Fernando Henrique Cardoso?
Não está. Mas se eu defendo escondê-lo? Não defendo. Apesar das minhas desavenças com ele, acho um absurdo escondê-lo. Se não aparece, batem nele de qualquer jeito. Então ele deve aparecer, rebater, xingar.

Como o sr. imagina um Senado com três ex-presidentes?
Eu fico olhando o Sarney dizer que o melhor presidente que ele já teve foi o Lula, e penso: sim, senhor, hein, presidente Sarney?

E o Collor?
Prefiro falar da chuva.

Que Senado vai encontrar?
Um Senado subjugado pelo Executivo. A interferência do presidente é a todo instante, em tudo, até em questões internas. Uma das coisas mais sagradas do Congresso são as CPIs. Pois eu era de oposição e fui presidente da CPI das “polonetas” no governo Geisel e depois da CPI das diretas. E, agora, o presidente diz que não pode ser e não é. Onde já se viu isso? O Senado diz amém, amém.

Em 2011, a bancada lulista vai ser um rolo compressor. Como furar o bloqueio?
Fácil não é, mas não é impossível. A ditadura durou 20 anos, mas ela se tornou frágil e caiu. Hoje, se há essa ditadura que o PT quer impor ao país, se acha que só ele sabe o que é bom para o país, é preciso reagir. Quando o Lula diz que “nunca antes neste país”, eu penso: o que que é isso? Como é que o sr. Sarney aceita isso? Então, ninguém fez nada? Ao longo do processo, cada um de nós, o Sarney, eu, o Fernando Henrique, foi passando o bastão.

Com maioria lulista, é possível o Aécio presidir o Senado?
O Aécio hoje é a maior liderança nacional.

Mais do que o Lula?
Mais do que o Lula, porque o Aécio é democrata.

O Lula não é democrata?
Não, basta ver as ações dele todos os dias. Um presidente que vai a Minas dizer que não pode ter senador de oposição, que zomba da imprensa, que zomba da Constituição, não é democrata.

Qual sugestão o sr. daria a Lula para o pós-Presidência?
O Lula gostou do poder, mas ele vai ver o que é bom depois, quando deixar o poder. Não se pode acostumar com os palácios, os aviões, os helicópteros, com o sujeito que carrega a sua mala, porque isso não é o dia a dia do homem simples, que nós todos somos. O Lula deve saber que, um dia, tudo isso acaba. O poder não é eterno. Nós já tivemos no Brasil um grande presidente que era também o “pai dos pobres” e que depois foi derrubado, não é?

(Folha.com)

Fortaleza Antiga – Ferro Carril

Posto Central da Companhia Ferro Carril, em 1912.

 
A Companhia Ferro Carril do Ceará, criada na década de 1870, ganhou autorização de funcionamento de D.Pedro II, através do decreto Nº 5110 de 09  de outubro de 1872. Após alterações em seus estatutos aprovados pela Pricesa Isabel em 1877, a Ferro Carril entrou em pleno funcionamento.
 
No dia 25 de abril de 1880, às sete horas da manhã a Ferro Carril inaugurou o serviço de transporte público em Fortaleza com bondes puxados por burros. Saindo da Praça da Assembléia, eles percorriam os trilhos da linha da Estação e do Matadouro Público.
 
(Fonte: De Ônibus: Cento e quarenta anos nas estradas e cidades do Ceará – Federação dos transportes, Cepimar. 2008)
(Colaboração – Marcos Almeida)

Dilma e Serra travam primeiro debate televisivo neste domingo

“Os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), estarão frente a frente, hoje, no primeiro debate televisivo antes do segundo turno das eleições. No evento promovido pela Band, os presidenciáveis poderão enfrentar questões que têm permeado as campanhas, como temas ligados a religião, aborto e liberdade de imprensa. Os pontos podem ter sido decisivos nos resultados registrados pelas urnas no primeiro turno. Cotada para ganhar o pleito em primeiro turno, Dilma chegou a afirmar que sua campanha percebeu tarde demais a onda de boatos junto ao eleitorado evangélico e católico. “Nós estávamos inocentes. A gente percebeu tarde demais, mas percebemos”, disse a candidata.

O candidato tucano negou que sua campanha tenha pautado a discussão sobre o aborto na campanha eleitoral. Segundo ele, o assunto surgiu por meio da população. “Os candidatos colocam as propostas para o Brasil, mas as pessoas colocam as perguntas. (O aborto) não é uma pauta fixada pelos candidatos, mas estou pronto em falar tudo o que eu penso. Eu sempre fui coerente”, afirmou.

Propaganda eleitoral
Na volta do horário eleitoral gratuito, as polêmicas continuaram a ser abordadas pelos dois candidatos. Nessa sexta-feira, Dilma abriu seu programa de televisão com um agradecimento a Deus. Já Serra destacou seu comprometimento com “valores cristãos”. Escalado para combater os rumores na campanha petista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez depoimento no programa da candidata. “Eu estou vendo acontecer com a Dilma o que aconteceu comigo no passado”, disse.  A defesa do tucano ficou sob a responsabilidade de um locutor. “Este é José Serra, que sempre condenou o aborto e defendeu a vida”, apresentou. Logo depois, em um estúdio, várias mulheres grávidas acariciavam suas barrigas enquanto uma voz ao fundo dizia: “A favor da vida e a favor do Brasil”.

Segundo turno
Segundo Dilma, a estratégia da campanha petista será a de promover o esclarecimento junto ao eleitorado religioso para rebater os boatos que circularam na internet, apontados como uma das principais causas para a eleição não ter acabado no primeiro turno. “Vamos fazer um movimento no sentido de esclarecer a população”, declarou. Outra tática petista tem sido a comparação entre os oito anos de Lula e a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), da qual seu adversário, Serra, fez parte.

O tom da campanha tucana para o segundo turno pôde ser observado durante a fala de Serra em evento de apoio a sua candidatura, em Brasília. Na ocasião, o candidato ressaltou a liberdade de imprensa, os valores cristãos e da família e resgatou o discurso de que as conquistas do atual governo se devem a um processo iniciado há 25 anos a partir da redemocratização do País. E, se no primeiro turno Serra centrou sua estratégia no destaque de sua biografia, a passagem do candidato pelo ministério da Saúde e em promessas como salário mínimo de R$ 600, no segundo turno ele tem recorrido à imagem de outro tucano renomado, o ex-presidente FHC. O objetivo é tentar neutralizar o discurso de Dilma de que o bom momento da economia brasileira se deve exclusivamente ao governo Lula.”

(Potal Terra)

O futuro de Eunício Oliveira

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Com o título “Eunício: 2010 é a cara dele”, o publicitário Ricardo Alcântara nos manda artigo abordando a atuação do senador eleito Eunício Oliveira, um dos nomes de peso e influência do PMDB nacional. Confira:

Apoios políticos com grande capacidade de transferência de voto. Dinheiro, muito dinheiro. Controle de uma estrutura partidária forte. A força que tem as máquinas governistas para “fazer amigos e influenciar pessoas”.
 
Nada disso faltou na campanha de Eunício Oliveira ao senado. De resto, recebeu da militância urbana do PT os votos destinados não especialmente a ele, mas mobilizados com o objetivo declarado de derrotar Tasso Jereissati.
 
Vaidoso ao extremo, Eunício é vulnerável à crítica. Não gosta de ver seu nome associado aos traquejos da esperteza. Não lhe agrada, portanto, avaliações como esta e até já comunicou o fato à justiça. Paciência.
 
Eunício deve sua eleição para o senado a um profissionalismo vocacional, o modo pragmático ao extremo com que toca sua carreira política, e deve nada vezes nada a um improvável talento para liderança popular.
 
Eleito para um longo mandato, terá tempo para empenhar-se na construção de uma imagem que, a despeito dos métodos com que opera, agregue atributos e valores que melhor o identifique com a esperança das pessoas.

Vitórias como a dele, e de outros, revelam como é grande a distância entre um atacadista do voto e um verdadeiro líder político. E como é possível tornar essa diferença tão irrelevante quando o fisiologismo casa e batiza.

Goste ou não dele, admita: esse cara é a cara das eleições de 2010 e, por isso mesmo, de certa forma ele nos representa.

Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta. 

Leitor faz apelo à Coelce

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Este Blog recebeu nota, em tom de apelo e alerta, assinada pelo jornalista e historiador Túlio Muniz. Endereçado à Coelce. Confira:

Caro Eliomar de Lima,

Moro aqui perto do “aterrinho” da Praia de Iracema, em Fortaleza,e gostaria de alertar: há um relógio-padrão elétrico, instalado em um poste da Coelce, prestes a desabar porque a maresia corroeu a caixa de proteção.

Por favor, publique este alerta, porque no tal poste há um transformador e temo que a coisa exploda e fira alguém. Isso, porque o tal relógio está a um metro e meio de altura, na cara de quem passa.

Fica na esquina da rua João Cordeiro com a Beira MAr, bem na faixa de pedestre.

Abraços.

Túlio Muniz.

Eunício: 2010 é a cara dele?

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Com o título “Eunício: 2010 é a cara dele”, o publicitário Ricardo Alcântara nos manda artigo abordando a atuação do senador eleito Eunício Oliveira, um dos nomes de peso e influência do PMDB nacional. Confira:

Apoios políticos com grande capacidade de transferência de voto. Dinheiro, muito dinheiro. Controle de uma estrutura partidária forte. A força que tem as máquinas governistas para “fazer amigos e influenciar pessoas”.
 
Nada disso faltou na campanha de Eunício Oliveira ao senado. De resto, recebeu da militância urbana do PT os votos destinados não especialmente a ele, mas mobilizados com o objetivo declarado de derrotar Tasso Jereissati.
 
Vaidoso ao extremo, Eunício é vulnerável à crítica. Não gosta de ver seu nome associado aos traquejos da esperteza. Não lhe agrada, portanto, avaliações como esta e até já comunicou o fato à justiça. Paciência.
 
Eunício deve sua eleição para o senado a um profissionalismo vocacional, o modo pragmático ao extremo com que toca sua carreira política, e deve nada vezes nada a um improvável talento para liderança popular.
 
Eleito para um longo mandato, terá tempo para empenhar-se na construção de uma imagem que, a despeito dos métodos com que opera, agregue atributos e valores que melhor o identifique com a esperança das pessoas.

Vitórias como a dele, e de outros, revelam como é grande a distância entre um atacadista do voto e um verdadeiro líder político. E como é possível tornar essa diferença tão irrelevante quando o fisiologismo casa e batiza.

Goste ou não dele, admita: esse cara é a cara das eleições de 2010 e, por isso mesmo, de certa forma ele nos representa.

Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta. 

Nordeste garante vantagem para Dilma

“A grande vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB) no Nordeste garante a atual dianteira à petista na disputa do segundo turno à Presidência. Dilma tem 62% de intenções de voto no Nordeste. É o dobro dos 31% obtidos por Serra na região -na qual se concentra o maior número de beneficiários do Bolsa Família e onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem suas maiores taxas de aprovação. Em todas as outras regiões, Serra está numericamente à frente, às vezes empatado com Dilma na margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Há empate técnico no Sudeste, onde o tucano tem 44% contra 41% da petista. O mesmo ocorre nas regiões Norte e Centro-Oeste combinadas, com Serra registrando 46% contra 44% de Dilma.
A única dianteira fora da margem de erro do tucano é no Sul, onde ele obtém 48% contra 43% da petista. Nessa região, aliados de Serra venceram as eleições para governador em dois dos três Estados -no Paraná e em Santa Catarina, com Beto Richa (PSDB) e Raimundo Colombo (DEM). No Rio Grande do Sul ganhou Tarso Genro (PT), que apoia Dilma.

INTERIOR
Se no passado o PT era um partido que se dava melhor nas grandes cidades, onde se concentram os trabalhadores organizados, com Dilma vale lógica inversa: ela vai melhor no interior do que nas regiões metropolitanas.

Segundo o Datafolha, em capitais de Estado e em regiões metropolitanas, a petista tem 44% contra 41% do tucano. Estão tecnicamente empatados, na margem de erro do levantamento realizado anteontem. Já no interior, Dilma lidera com 50% sobre os 41% de Serra.

As outras marcas de destaque da candidata governista são os eleitores menos escolarizados (ela tem 54%), os homens (52%) e aqueles com renda mensal de até dois salários mínimos (52%).
Já Serra registra seu melhor desempenho entre os que têm renda familiar maior do que 10 salários mínimos (58%) e entre os que têm nível superior (50%).

DECISÃO DO VOTO
Segundo o Datafolha, 89% dos eleitores já se dizem totalmente decididos em relação ao candidato que escolheram. Só 10% admitem ainda mudar o voto. A cristalização do voto é maior no Sul (93%), onde Serra tem sua melhor marca. A faixa em que há menor taxa de certeza (87%) sobre o voto é a dos que têm renda média mensal de dois a cinco salários mínimos.

Mas Dilma e Serra têm poucas chances de tirar eleitores um do outro. É que 90% dos eleitores de ambos se dizem totalmente decididos. De acordo com o Datafolha, 79% acertam os números dos candidatos, contra 19% que dizem não saber. Outros 2% erram a resposta. Entre os eleitores de Dilma, 86% acertam o 13. Já entre os de Serra, 74% citam o 45.”

(Folha Online)

Maísa e Zé Rosa em clima carioca

FLASH SOCIAL

Eis a jornalista, radialista e querida Maísa Vasconcelos, uma das maiores audiências da TV Diário no momento, com seu programa “Sua Manhã”. Nossa estrela passa este feriadão no Rio, para onde seguiu tendo ao lado o amigão, José Rosa, que trabalhou, e muito, na última campanha eleitoral com sua câmera nota 10.

Maísa vive uma das melhores fases de sua carreira. Em todos os sentidos.

(Foto – Paulo Moska)

Vem aí a XXI Semana dos Engenheiros Agrônomos do Ceará

Tudo pronto para a XXI Semana dos Engenheiros Agrônomos do Ceará, cujo tema será “Agronomia: Mudanças Climáticas e Produção de Alimentos”. O encontro ocorrerá a partir de terça-feira e se estenderá até o dia 15. A abertura ocorrerá às 19 hors, no auditório Castelo Branco, da reitoria da UFC.

Na ocasião, haverá a entrega solene da Medalha Guimarães Duque para profissionais que se destacam em prol da categoria e do desenvolvimento das Ciências Agrárias no Estado do Ceará. Neste ano será homenageado o engenheiro agrônomo Landry Leão Ribeiro, que ocupou várias funções como extensionista, funcionário do Banco do Nordeste, além de profícuo articulador na política profissional. Também serão homenageados, com uma placa por relevantes serviços prestados à categoria agronômica:

a) Grupo O POVO de Comunicação, por seu acompanhamento no tema Mudanças Climáticas, tendo inclusive viabilizando um curso a distância sobre o assunto.

b) Sistema Verdes Mares de Comunicação pelos seus programas Nordeste Rural e Diário no Campo, constantemente interagindo com as atividades agronômicas e divulgando as ações dos profissionais desta área.

c) Presidente da FAEC, José Ramos Torres de Melo Filho, por sua pertinácia na condução por 15 anos do AGROPACTO, fórum que discute semanalmente a situação do setor Agropecuário Cearense.

Também receberão uma comenda póstuma os professores: Francisco Martins Holanda e José Braga Paiva pela sua dedicação ao ensino e às políticas profissionais, e que faleceram no último ano.

PROGRAMAÇÃO

A partir do dia 13, o evento será realizado no Centro de Ciências Agrárias (auditório de Zootecnia) e contará com palestras e mesas redondas, sempre com início às 9 horas, de acordo com a programação:

Dia 13 de outubro – “Agronomia e mudanças climáticas no contexto da produção de alimentos” – palestrante: Antonio Rodrigues de Amorim – Secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará. Debatedores: Assis Leite (pres. da Mesa); Rogério César Pereira de Araújo – UFC/ Eisenhower Carvalho Braga Gomes FUNCEME e Instituto Agropolos

Dia 14 de outubro – “Cooperativismo e associativismo” – palestrante Kátia Araújo Ribeiro- Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Ceará (OCB) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Ceará (SESCOOP). Debatedores: Mailde Carlos (pres. da Mesa) e José Ramos Torres de Melo Filho-FAEC/FETRAECE/SEBRAE

Dia 15 de outubro – “Agroecologia e segurança alimentar” – palestrante: Joaquim Pinheiro de Araújo. Debatedores: Helena Araújo (pres. Mesa); Walmir Severo Magalhães- Ematerce, Esplar, Fundação Konrad Adenaur.

Datafolha: Dilma, 48%; Serra, 41%

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“Pesquisa Datafolha divulgada na edição de domingo, 10, do jornal ‘Folha de S.Paulo’ aponta a candidata do PT à Presidência da República com 48% das intenções de votos contra 41% de José Serra (PSDB). Em número de votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 54% contra 46% de Serra. 4% dos eleitores afirmaram que irão votar em branco ou nulo e outros 7% estão indecisos. Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 1º e 2 de outubro, o instituto havia feito uma simulação para o segundo turno. Dilma aparecia com 52% dos votos totais contra 40% de Serra. 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo e 3% estavam indecisos.

 
Herança de Marina

O Datafolha questionou também os eleitores de Marina Silva (PV), que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno, sobre a intenção de voto no segundo turno. 51% dos que votaram em Marina no primeiro turno declararam voto em Serra. Dilma herda 22% dos votos de Marina. Na pesquisa anterior, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Serra tinha 50% às vésperas do primeiro turno. O número de indecisos entre os verdes teve um aumento considerável, passando de 4% no primeiro turno para 18%.”
(Folha)

Lula desabafa e diz que campanha no 2º turno ficou bem mais difícil

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“Na primeira semana da disputa polarizada com o tucano José Serra, a cúpula petista demonstrou insatisfação com o rumo da campanha – desde a dificuldade de Dilma em encontrar um discurso para reassumir o protagonismo da agenda à incorporação, às vezes atabalhoada, de aliados no comando da campanha.

Até mesmo o presidente Lula demonstrou forte apreensão com o rumo da campanha de Dilma no segundo turno.

Nas conversas que teve esta semana, Lula desabafou para um interlocutor que a disputa ficou mais difícil e que o desafio agora é reverter o quadro político de adversidade da campanha.

Na sexta-feira, o clima era de preocupação com o fato de que pesquisas internas indicavam uma redução na diferença entre Dilma e Serra.

Como parte da estratégia de campanha na primeira semana pós-primeiro turno, o presidente Lula foi poupado e evitou aparecer em eventos ao lado da sua candidata, Dilma Rousseff.

O objetivo foi preservar o capital político de Lula do ambiente de derrota da campanha petista, por causa do anticlímax do segundo turno. Já esta semana, Lula pode voltar a aparecer ao lado de Dilma, para influir como cabo eleitoral decisivo.

Na campanha, há o entendimento de que Dilma se cobrou muito por não ter vencido a disputa no primeiro turno, e isso mexeu com seu estado de espírito.

Coordenadores da campanha tentaram, ao longo da semana, dar uma nova motivação à candidata e demovê-la da ideia de que foi a responsável por isso. Mesmo assim, a cúpula petista ainda não conseguiu encontrar uma nova linha de atuação.

Existe um forte desconforto do núcleo duro petista com a presença de novos coordenadores, como o deputado e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) e o ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ). Tanto que, na semana passada, houve reuniões reservadas sem que os dois tivessem sido chamados.”

(O Globo)

CNBB libera bispos para participar da polêmica sobre aborto

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“Um dia depois da campanha de Dilma Rousseff pedir direito de resposta a supostas ofensas de um padre num programa de TV da Igreja Católica, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi para os holofotes avisar que os religiosos estão liberados para participar da polêmica sobre aborto, tema de destaque na campanha eleitoral.

“Na sua diocese, o bispo tem o direito e o dever de orientar seus fiéis sobre temas da fé e da moral cristã. Eles são livres para fazer o que acharem que seja melhor”, afirmou d. Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da CNBB. Em entrevista na sede da instituição, ele ponderou que a CNBB não entrará no debate.

A entidade divulgou inclusive nota assinada por sua cúpula para reafirmar que não indica candidatos e “lamentar” que os nomes da instituição e da Igreja Católica tenham sido usados e manipulados ao longo da campanha.

D. Dimas ressaltou que os bispos, em especial, nunca foram impedidos pela CNBB de participar do debate. O religioso disse que a Santa Sé e o Direito Canônico não preveem mordaça aos bispos.

E evitou comentários diretos sobre a atuação do padre José Augusto, que numa homilia transmitida pela emissora Canção Nova, da Igreja Católica, pediu aos fiéis para não votarem na candidata do PT.

O secretário-geral da CNBB, no entanto, disse que todos têm direito à liberdade de ação e pensamento.

A uma pergunta se o debate em torno do aborto não está ofuscando discussões mais relevantes sobre educação e saúde, ele respondeu: “Eu acredito que o segundo turno está apenas no seu início e os candidatos não vão certamente se ater apenas a esse tema”.

Ontem, durante o dia, sites ligados à Igreja Católica divulgaram informação atribuída ao jornal Valor Econômico de que o Planalto pediu aos bispos da CNBB o fim das hostilidades e comunicou que o governo poderia reavaliar o acordo com o Vaticano.

Lula e a própria Dilma, então ministra da Casa Civil, estiveram no Vaticano, em novembro de 2008, para costurar o acordo com o papa Bento XVI.

Na entrevista na CNBB, d. Dimas apenas ressaltou que a Igreja Católica tem papel importante na educação e na saúde do País.

A crise envolvendo a Igreja Católica e o Planalto vai além do tema do aborto, dizem representantes da CNBB. Os bispos se sentem desprezados pelo governo, que estaria dando atenção para lideranças evangélicas.

A CNBB também reclama da política do governo para a reforma agrária. O governo não teria cumprido promessas antigas. Os bispos não escondem a mágoa. Na entrevista, d. Dimas disse que a Igreja não tem candidato. Mas, diferentemente de outros tempos, deixou claro que não tem simpatia por uma candidatura.”

(Estado.com)

José Eduardo admite frustração por Dilma não ter ganho logo no 1º turno

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“Menos de uma semana após ver a disputa presidencial ir para o segundo turno, o presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Dilma Rousseff, José Eduardo Dutra, admite a “frustração” criada por uma “expectativa que não se concretizou” de vitória em 3 de outubro.

 

FOLHA.COM – O que levou a campanha para o segundo turno?

A gente tem que reconhecer que a partir das pesquisas, a partir do programa eleitoral, quando a gente começou a crescer muito rápido, acabou sendo impregnado em todos nós, embora não fosse consciente, embora a gente não explicitasse isso e nas declarações a gente sempre procurava passar para a militância evitar o salto alto, uma sensação de que íamos ganhar no primeiro turno. Isso fez com que nós tivéssemos uma posição olímpica em relação à campanha. Mudou o tom por parte dos adversários e nós continuamos fazendo a campanha do mesmo tom do início. A campanha já estava mais para Chicago e nós estávamos ainda em Woodstock.

F.C – Mas houve episódios pontuais que levaram a candidata a perder votos.

Houve três episódios que num primeiro momento não tiraram votos, mas pessoas que já tinham definido o voto em Dilma acabaram recuando e pedindo “um tempo”. Bateu-se na questão da Receita, que não se comprovou nenhuma vinculação com a campanha e com Dilma; teve o caso Erenice, que teve um efeito na medida em que era uma questão palpável e de bom entendimento; e teve uma campanha muito forte na internet que foi a utilização de forma caluniosa e profissional dos boatos.

F.C – O caso Erenice trouxe de volta o caso do mensalão?

Talvez tenha feito a população pensar em episódios pretéritos e daí resolve dar um freio de arrumação. Mas há outro fato, que é o das pessoas pensando: “Nem o Lula ganhou no primeiro turno. Por que a candidata dele que chegou agora vai ganhar?”

F.C – Lula exagerou ao dizer que órgãos da imprensa se comportavam como partidos?

Obama também disse isso nos EUA. Ele chegou a dizer que iria tratar a Fox como um partido de oposição. E nem por isso ouvi ninguém dizer que o Obama estava querendo acabar com a liberdade de imprensa americana.

F.C – O sr. teme que o debate fundamentalista e religioso domine o segundo turno?

Se isso acontecer, não vai ser ruim apenas para um candidato. Vai ser ruim para o Brasil.

F.C – O sr. atribui à campanha de Serra os boatos contra Dilma?

Não há dúvida. Há elementos que mostram que há uma produção de um estado-maior, que está materializando isso. O número de panfletos, este material não está sendo produzido de forma artesanal, é de forma industrial, centralizada. Isso claramente vem da campanha.”

(Folha.com)

"Meirinha" grava filme no Rio

Eis a atriz cearense Karla Karenina, conhecida pela personagem humorística Meirinha. No momento, ela se encontra no Rio de Janeiro, onde se engajou nas gravações do film “Cilada.com”, baseado em seriado de sucesso da tv a cabo.

Karla fará no filme personagem que interpreta no seriado: a diarista confusa. O filme tem ainda o ator Bruno Mazeo como protagonista e promete ser, ano que vem, um dos sucessos de bilheteria do cinema nacional, segundo Karla.

Boa sorte, então.

(Foto – Paulo Moska)

Debates entre Dilma e Serra começam neste domingo

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“Os dois candidatos que disputam o segundo turno na corrida presidencial, a governista Dilma Rousseff (PT) e o opositor José Serra (PSDB), iniciam amanhã uma série de cinco debates na televisão que poderão ser decisivos para convencer os indecisos nas eleições de 31 de outubro. O debate deste domingo (10), organizado pela Rede Bandeirantes, será o primeiro do segundo turno entre Dilma, que obteve 46,91% dos votos, e Serra, que recebeu 32,61%. Será também o primeiro sem a presença dos minoritários, que foram convidados aos mornos debates do primeiro turno, com poucos confrontos e poucas promessas.

No último debate, da Rede Globo, a três dias das eleições, Dilma e Serra não tiveram um confronto direto e dirigiram todos os seus discursos aos candidatos minoritários. Agora, os aspirantes a suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva serão obrigados a comparar os respectivos planos de governo e usar toda capacidade de oratória para atrair os 20 milhões de eleitores que se inclinaram por outros candidatos em 3 de outubro. Neste capítulo, Serra se sente mais confortável, já que conta com uma longa experiência eleitoral, fez campanha para prefeito, governador, deputado, senador e presidente, cargo que concorreu há oito anos quando Lula conquistou pela primeira vez a presidência. Espera-se que o tucano mostre uma estratégia mais agressiva para desgastar a imagem de sua oponente e tentar reduzir os 14 pontos que os distanciam agora.

A candidata do PT, que enfrenta o primeiro embate eleitoral, foi insegura nos primeiros debates, embora este fator não tenha sido impedimento para seu triunfo nas urnas. Previsivelmente, Dilma vai manter a estratégia da primeira rodada: apegar-se à imagem de Lula, que tem elevada popularidade, e falar das conquistas de seu governo, no qual ela dirigiu os ministérios de Minas e Energia e da Casa Civil. Os debates na televisão serão decisivos na campanha, porque permite aos candidatos alcançar todos os cantos do País. O primeiro debate do segundo turno ocorrerá em São Paulo na Rede Bandeirantes neste domingo (10), a partir das 22h. A emissora explicou que o debate será dividido em cinco blocos. No primeiro, um jornalista fará a mesma pergunta aos dois e no restante, Dilma e Serra serão perguntados e replicarão livremente por duas horas.

Os demais debates previstos serão organizados pela RedeTV! e o jornal Folha de S. Paulo (dia 17), SBT (dia 22), Record (dia 25) e Rede Globo (dia 29), conforme as datas anunciadas pelas emissoras.”

(POrtal Terra)

Colisão entre trem e carro de passeio deixa quatro mortos

Quatro pessoas morreram vítimas de um acidente envolvendo um trem cargueiro e um carro de passeio no início da madrugada deste sábado, na avenida São Vicente de Paula, no bairro Arianópoles, em Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza).

Os passageiros do Gol, ano 89 de placas HVR-7458, Joalisson de Oliveira Miranda, 24, Anderson Jaison de Leoni Silva, 23, além de mais dois ainda não foi identificados, morreram no local. Uma vítima foi socorrida pelo SOS Caucaia. A perícia apura as causas do acidente.